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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

TV dá inveja ao Marquês de Sade

11.11.2013
Do BLOG DO MIRO
Por Nirlando Beirão, na revista CartaCapital:

A tevê no Brasil daria inveja à Inquisição espanhola. Talvez até obrigasse o Marquês de Sade, imerso em maquinações malignas na reclusão de Charenton, a reconhecer sua incapacidade de competir, em pé de igualdade, com programas destinados a explorar a miséria humana e a vulnerabilidade alheia.


Escrevi “no Brasil”, mas desconfio que o repertório de aberrações, humilhações e agressividade não seja atributo apenas nosso, esgueira-se por nichos de emissoras mesmo do mundo dito civilizado – embora não haja a menor dúvida de que a tevê brasileira se esmerou em aperfeiçoar a fórmula. Do histórico Geraldo made in USA ao rombudo Datena dos crepúsculos tropicais, a tevê procedeu a uma longa trajetória de especialização.

É sobre isso que se debruça Silvia Viana, professora de sociologia da Fundação Getulio Vargas, em tese de doutorado na USP agora publicada como livro com título que não deixa dúvidas: Rituais de Sofrimento (Editora Boitempo, 190 páginas, 37 reais).


Silvia foca, em especial, nos reality shows, com o sadismo explícito das eliminações pactuadas com a audiência, à moda do Coliseu romano. Para aliviar a mauvaise conscience dos BBBs e das Fazendas, acena-se com o argumento de que ali o sofrimento é voluntário, o preço a ser alegremente pago por mamutes e peladonas no investimento em uma carreira de subcelebridade.


Para além desses picadeiros onde exibicionismo e voyeurismo se entrelaçam, espetáculos estridentes que fazem o apanágio de Pedro Bial e assemelhados, prosperam outros territórios de crueldade mitigada, que se dissimulam no humor tosco dos flagras e das “pegadinhas”. Aí, o Pânico, na Band, se supera, com o requinte de um deboche que não poupa sequer seus próprios protagonistas. Sabrina Sato que o diga.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/11/tv-da-inveja-ao-marques-de-sade.html

Padrasto via Joaquim como 'empecilho', diz mãe do garoto à polícia

11.11.2013
Do portal MSN/ESTADÃO
Por GABRIELA YAMADA e ISABELA PALHARES
 

O menino Joaquim Ponte Marques, 3, era visto como "empecilho" pelo padrasto Guilherme Raymo Longo, 28, no casamento com a mãe da criança, Natália Mingoni Ponte, 29.
 
A declaração foi feita por Natália em depoimento à Polícia Civil de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) neste domingo (10), de acordo com o promotor Marcus Tulio Alves Nicolino.
Segundo Nicolino, que acompanhou o depoimento, Natália afirmou que era vítima de ameaças de agressão do marido há algum tempo e que já pensava em se separar dele, principalmente após ter descoberto que Longo voltou a usar cocaína.

A avó materna, Maria Cristina Mingoni Ponte, chora sobre caixão com o corpo do neto Joaquim Ponte Marques, 3
 

O padrasto culpava Joaquim pelos desentendimentos com a mulher. Num momento de raiva, segundo Natália, o marido ameaçou jogar o filho do casal, um bebê de quatro meses, contra a parede, caso ela se separasse.
 
"Três dias antes do sumiço do garoto, houve uma briga e ele ameaçou se matar. [Longo] disse que Natália ficaria, assim, com um pedaço do filho dele e um pedaço do filho do outro", disse Nicolino, referindo-se ao pai de Joaquim, Artur Paes.
 
O avô materno de Joaquim, Vicente Ponte, disse à Folha durante o velório que se soubesse que o genro usava drogas, teria levado a criança para morar com ele e a avó em São Joaquim da Barra (382 km de São Paulo).
 
"Não sabia que ele usava drogas e não sabia como era o relacionamento deles [Natália e Guilherme]. Também nunca soube de agressões à Natália", disse Ponte. "Não sei mais o que pensar da relação dos dois", afirmou, após contar sobre a identificação do corpo do neto.
 
INSULINA
 
O promotor não descarta a hipótese de Joaquim ter sido morto por excesso de insulina no sangue. Segundo ele, na última sexta-feira (8) Natália levou a caneta de insulina usada no filho, portador de diabetes, para a Polícia Civil. Na ocasião, Longo confessou que teria se autoaplicado 30 doses de insulina -- no dia anterior, no entanto, ele afirmou que fora duas doses.
 
De acordo com depoimento da mãe, tanto ela quanto o marido aplicavam as insulinas em Joaquim a cada sete horas.
 
"Provavelmente a mãe se sentia intimidada pelo marido. Ela viu o corpo do filho e agora, mais segura, talvez decida fornecer mais informações", afirmou o promotor.
 
O advogado de Longo, Antonio Carlos de Oliveira, afirmou que não teve acesso ao inquérito policial e não poderia comentar as acusações de Natália. Ele disse que se reunirá com a juíza Isabel Cristina Alonso Bezerra dos Santos, que negou o primeiro pedido de prisão temporária ao casal, para que possa ter acesso aos documentos e faça o pedido de revogação da prisão de Longo.
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Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/ribeiraopreto/2013/11/1369737-padrasto-via-joaquim-como-empecilho-diz-mae-de-garoto-a-policia.shtml

MÍDIA PARTIDARIZADA: Propinoduto tucano e mídia seletiva

11.11.2013
Do BLOG DO MIRO, 23.07.13
Por Antônio Mello, em seu blog:


Tem gente que não acredita no PIG. Tem gente que não acredita que eles trabalhem em conjunto, na base do um por todos, todos por um. Vou falar exatamente pra esse pessoal.

- Vocês leram reportagem da IstoÉ desta semana em que a multinacional alemã Siemens confessa esquema de corrupção em São Paulo, que atravessa todos os governos tucanos, de Mauro Covas a Alckmin, passando por José Serra?


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Ao assinar um acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a multinacional alemã Siemens lançou luz sobre um milionário propinoduto mantido há quase 20 anos por sucessivos governos do PSDB em São Paulo para desviar dinheiro das obras do Metrô e dos trens metropolitanos. 

Em troca de imunidade civil e criminal para si e seus executivos, a empresa revelou como ela e outras companhias se articularam na formação de cartéis para avançar sobre licitações públicas na área de transporte sobre trilhos. Para vencerem concorrências, com preços superfaturados, para manutenção, aquisição de trens, construção de linhas férreas e metrôs durante os governos tucanos em São Paulo – confessaram os executivos da multinacional alemã –, os empresários manipularam licitações e corromperam políticos e autoridades ligadas ao PSDB e servidores públicos de alto escalão. 

O problema é que a prática criminosa, que trafegou sem restrições pelas administrações de Mario Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, já era alvo de investigações, no Brasil e no Exterior, desde 2008 e nenhuma providência foi tomada por nenhum governo tucano para que ela parasse. Pelo contrário. Desde que foram feitas as primeiras investigações, tanto na Europa quanto no Brasil, as empresas envolvidas continuaram a vencer licitações e a assinar contratos com o governo do PSDB em São Paulo. 

O Ministério Público da Suíça identificou pagamentos a personagens relacionados ao PSDB realizados pela francesa Alstom – que compete com a Siemens na área de maquinários de transporte e energia – em contrapartida a contratos obtidos. Somente o MP de São Paulo abriu 15 inquéritos sobre o tema. Agora, diante deste novo fato, é possível detalhar como age esta rede criminosa com conexões em paraísos fiscais e que teria drenado, pelo menos, US$ 50 milhões do erário paulista para abastecer o propinoduto tucano, segundo as investigações concluídas na Europa. [íntegra da reportagem aqui]
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Pois Jornal Nacional, O Globo e a Folha não acharam que seu público necessitasse dessa informação. Um escândalo de corrupção, denunciado por uma multinacional alemã ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), para os brimos piguentos não é notícia.

O Estadão ainda tentou salvar a pele, com uma notinha de título melífluo e conteúdo ralo, com apenas 1500 caracteres, com espaço [confira
aqui].

Uma entrevista com Alckmin, ou Serra, nada.


Pergunto a você que é fã desses veículos: E se fosse São Paulo governado esse tempo todo pelo PT e não pelo PSDB, o comportamento seria o mesmo?

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/07/propinoduto-tucano-e-midia-seletiva.html