sábado, 2 de novembro de 2013

Troque um José por outro

02.11.2013
Do blog ESQUERDOPATA
“O implacável braço direito de Serra” e o caso de corrupção em SP 
Paulo Nogueira -
Diário do Centro do Mundo

Ricardo e Serra
Troque um José por outro.

Em vez de Serra, Dirceu.

Imagine agora: um homem de Dirceu – um daqueles que acompanham alguém por toda parte, de Brasília a São Paulo – ignora uma denúncia de corrupção que pode chegar a meio bilhão de reais.

São cinco Mensalões, para você ter uma ideia da magnitude da ladroeira.

Continuemos. O homem de Dirceu confirma que recebeu a denúncia. E afirma que desistiu de levar adiante qualquer investigação depois que os acusados disseram que não estavam roubando nada.

Diz que ficou surpreso ao saber que estavam sim roubando. Pausa para rir. Surpresa mesmo seria se sujeitos acusados de roubar admitissem.

Enfim.

Você faz conta do que aconteceria o José fosse Dirceu: capas sobre capas da Veja pontificando sobre o mar de lama. Reportagens histéricas do Jornal Nacional repercutindo cada ‘descoberta’ nova da Veja. Editoriais do Estadão dando lições de decência. Colunistas como Jabor, Merval e derivados disputando quem usa mais vezes a palavra corrupção.

Mas como o José é Serra não acontece nada. O homem de Serra – Mauro Ricardo – é apresentado como ‘secretário de Kassab’.

Até quando Serra vai escapar da obrigação de prestar contas em casos de corrupção como o do Metrô e, agora, o das propinas na prefeitura de São Paulo para liberar prédios?

Para saber quanto são ligados Serra e Ricardo pego uma reportagem de 2010 do Valor Econômico e reproduzo algumas palavras. O título era: “
O implacável braço direito de Serra”.

Ricardo trabalhava então fazia 15 anos com Serra. E era “um nome certo para compor um eventual ministério do candidato tucano à Presidência”.

Mauro Ricardo é um dos raros elos entre Serra e Aécio. Em janeiro de 2003, então governador de Minas, Aécio pediu a Serra alguém para a presidência da Copasa, a estatal mineira de saneamento. Serra indicou Mauro Ricardo.

Mais recentemente, ele foi contratado para ser secretário das Finanças do governador baiano ACM Neto. O site Bahia Notícias, em março passado, publicou
uma reportagem que trazia documentos com problemas judiciais que Ricardo vem enfrentando.

O título: “Secretário ‘importado’ de SP por ACM Neto já foi condenado e responde por supostos desvios”. Um dos casos listados pelo site se refere ao tempo em que Ricardo, por indicação de Serra, comandava a Suframa, Superintendência da Zona Franca de Manaus.

Disse o site Bahia Notícias:

“O Ministério Público Federal o responsabilizou pelo superfaturamento de uma obra de melhoramento e pavimentação de um trecho de 34 km da BR-319, entre o Amazonas e o Acre. Para a Procuradoria da República, a obra, que custou R$ 11,3 milhões aos cofres da União, era “superfaturada” e “desnecessária”, pois a conservação da rodovia estava sob supervisão do Exército.”

Mais uma vez. Troque de José. Imagine se Mauro Ricardo fosse ligado a Dirceu, e não a Serra.

As manchetes, as colunas, as denúncias.

Mas, em vez disso, um silêncio camarada, como se nada estivesse ocorrendo.

Palmas para a mídia brasileira, aspas, e seu cinicamente seletivo conceito de moralidade.

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Fonte:http://www.esquerdopata.blogspot.com.br/2013/11/troque-um-jose-por-outro.html

De Grandis apostou na blindagem errada

02.11.2013
Do BLOG DO MIRO, 01.11.13
Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

A enrascada em que se meteu o procurador da República Rodrigo De Grandis se deve à sua aposta na blindagem errada: julgou que o PSDB fosse um todo homogêneo e não se deu conta de que a blindagem da mídia beneficiava exclusivamente o grupo ligado ao ex-governador José Serra.
A primeira prova de fogo de De Grandis foi a Operação Satiagraha. Nela, os principais atores - juiz Fausto De Sanctis e delegado Protógenes Queiroz - foram alvos de uma campanha implacável – da mídia, como um todo, reforçada pelo Ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes.

De Sanctis e Protógenes mostraram estrutura psicológica para resistir ao massacre a que foram submetidos. De Grandis encolheu-se, assustou-se.

Quando a Satiagraha recrudesceu, seus parceiros apontavam para seu pouco entusiasmo, o desagrado de ser interrompido em alguma festa para tomar alguma medida urgente, a demora em responder a algumas questões, nada que o comprometesse mas que já demonstrava seu desconforto de enfrentar empreitada tão trabalhosa - que, para procuradores mais vocacionados, poderia ser o desafio da vida.

Definitivamente, De Grandis não tinha a estrutura psicológica e a vocação dos que se consagraram no combate ao crime organizado, como os procuradores Vladimir Aras, Raquel Branquinho, Luiz Francisco, Celso Três, Janice Ascari e Ana Lúcia Amaral - firmes e determinados, alguns até o exagero, como várias vezes critiquei.

O convite inacreditável a Mainardi
Na primeira vez que foi alvo de ataques, De Grandis arriou.

Ocorreu quando o colunista de Veja Diogo Mainardi avançou além da prudência e anunciou que entregaria pessoalmente ao juiz da Operação Chacal (na qual Dantas era acusado de grampear adversários e jornalistas) o relatório da Itália sobre as escutas da Telecom Italia.

Titular do caso, a procuradora Anamara Osório reagiu e publicou nota no site do Ministério Público Federal de São Paulo alertando que se tratava de um jogo de Dantas para contaminar o inquérito. Sem noção, Mainardi partiu para ataques destrambelhados contra os procuradores. Depois, caiu a ficha e entrou em pânico.

Dias depois, foi recebido por De Grandis, através da intermediação de um colega de faculdade ligado à ex-vereadora Soninha - do grupo de Serra. Foi um encontro surpreendente. Numa ponta, um colunista assustado – conforme algumas testemunhas do encontro -, quase em pânico, querendo desfazer a má imagem perante os procuradores. Na outra ponta um procurador assustado, querendo desfazer a má imagem junto à mídia.

Foi provavelmente ali que De Grandis sentiu a oportunidade de se aproximar dos detratores e proteger-se do fogo futuro. Convidou Mainardi para palestrar em um encontro social de procuradores, avalizando - perante a classe - a conduta de um dos principais suspeitos de atuação pró-Dantas.

Só não ocorreu o encontro por falta de agenda de Mainardi.

As mudanças na atuação

A partir daquele episódio, surgem os sinais mais nítidos da aproximação de De Grandis com o grupo Serra.

Quando a Operação Satiagraha foi anulada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), De Grandis recorreu, como não poderia deixar de fazer, mas chamou a atenção sua indiferença contra uma medida que comprometia o que procuradores mais vocacionados considerariam o trabalho de sua vida.

Tempos depois, recusou pedido da Polícia Federal para indiciar o vereador Andreá Matarazzo - também do grupo Serra. Devolveu o inquérito solicitando mais informações para tomar sua posição.

Poderia ser apenas rigor técnico, não fossem os fatos posteriores.

Foi apanhado no contrapé quando a revista IstoÉ mencionou os pedidos de procuradores suíços para atuar contra suspeitos do caso Alstom - dentre os quais José Ramos, figura-chave da história. Alegou ter esquecido o pedido em uma pasta errada. Agora, a Folha informa que o próprio Ministério da Justiça enviou três cobranças, os procuradores paulistas também o questionaram, e nada foi feito.

O erro de avaliação
Há vários pontos a explicar seu comportamento.

O primeiro, o da análise incorreta do benefício-risco.

A Satiagraha revelou, em sua amplitude, o risco de atuar contra pessoas próximas a Serra. Se fosse a favor, haveria blindagem. E a comprovação foi o próprio comportamento do ex-Procurador Geral da República Antônio Fernando de Souza. Ele retirou da AP 470 o principal financiador do mensalão – as empresas de telefonia controladas por Dantas -, escondendo dados levantados pelo inquérito da Polícia Federal. Foi premiado com contratos milionários da Brasil Telecom, e continuou vivendo vida tranquila.

Antes disso, o mesmo Antônio Fernando anulou a Operação Banestado, em uma atitude escandalosa que não mereceu uma reação sequer da corporação dos procuradores, menos ainda da mídia.

Depois, o ativismo político de Roberto Gurgel, comprometendo a imagem de isenção da corporação e garantindo aos inimigos, a forca, aos aliados, a gaveta.

Com tais exemplos, De Grandis deve ter apostado que, ficando longe dos esquemas tucanos, seria poupado pela mídia.

A falta de informação lhe custou caro.

A blindagem da mídia abrange exclusivamente o esquema Serra - uma estrutura complexa que passa pelo banqueiro Daniel Dantas, por Verônica Serra, por lugares-tenentes como Andrea Matarazzo, Gesner de Oliveira, Mauro Ricardo, Hubert Alqueres (e seu primo José Luiz), antes deles, por Ricardo Sérgio, Vladimir Riolli, pelos lugares-tenentes que levou ao Ministério da Saúde, pelos esquemas de arapongagem.

Não entram na blindagem outros grupos tucanos, como o do governador paulista Geraldo Alckmin ou os mineiros de Aécio. Pelo contrário, não poucas vezes são alvos de fogo amigo.

Ao não se dar conta dessas nuances, De Grandis se expôs.

Agora ficou sob fogo cruzado do PT e no grupo de Serra.

O PT, para atingir o PSDB; o grupo de Serra para fornecer mais elementos para Dantas anular a Satiagraha no Supremo Tribunal Federal. O primeiro grupo ataca De Grandis da Operação Alstom; o segundo, o De Grandis que não mais existia, da Satiagraha.

O anacronismo da gestão Gurgel
Some-se a tudo isso o anacronismo burocrático da gestão Gurgel.

O MPF padece do mesmo vício do jornalismo: as tarefas principais, a linha de frente das investigações são entregues a procuradores ou repórteres novatos. Quando ganham experiência, procuradores são promovidos e limitam-se a dar pareceres; e repórteres tornam-se editores.

O burocratismo de Gurgel não criou nenhuma estrutura intermediária, com procuradores mais experientes coordenando, orientando e fiscalizando a atuação da linha de frente.

Agora, o novo PGR, Rodrigo Janot, montou essa estrutura intermediária, nomeando procuradores experientes para essa função.

O episódio traz inúmeras lições.

A principal delas são os efeitos deletérios sobre o trabalho dos procuradores, quando submetidos ao jogo de interesses da mídia.

Recentemente, o MPF de São Paulo montou um seminário apenas com representantes da velha mídia, para falar das relações entre eles. Houve loas à liberdade de imprensa, ao apoio que a mídia dá a escândalos mesmo que não devidamente apurados pelo MPF, a celebração da amizade – que já feriu tantos direitos individuais, pelo hábito da escandalização.

Em nenhum momento entrou-se nos temas centrais: a influência deletéria dos interesses econômicos na cobertura jornalística; a maneira como essa submissão à mídia inibe ou pauta o trabalho de procuradores; o novo papel das redes sociais, como freio e contrapeso aos interesses corporativos.

Quem sabe, comecem a acordar para os novos tempos.
 
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/11/de-grandis-apostou-na-blindagem-errada.html

Em nota, Cardozo atesta: De Grandis mentiu

02.11.2013
Do portal BRASIL247
 
Edição247-Carol Carquejeiro / Shutterstock.com / Fabio Rodrigues Pozzebom-Agência Brasil:
Nova divulgada pela equipe de José Eduardo Cardozo esclarece que o procurador Rodrigo de Grandis recebeu oito ofícios cobrando providências relacionadas ao caso Alstom, sobre propinas pagas pela multinacional francesa a personagens ligados ao PSDB paulista; reportagem deste fim de semana da revista Istoé aponta "escândalo dentro do escândalo"; ou seja: cai por terra a versão da falha administrativa e do arquivo na pasta errada
   
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/119604/Em-nota-Cardozo-atesta-De-Grandis-mentiu.htm

Vila Autódromo: Quando a Globo apoia manifestação popular, o povo desconfia

02.11.2013
Do blog VI O MUNDO, 01.11.13
Por Carla Hirt, via e-mail
 
 
A Globo aqui no Rio está até cobrindo manifestação forjada pela prefeitura para apoiar Eduardo Paes.
 
Funcionários da prefeitura “mobilizaram” os moradores que querem sair da Vila Autódromo e levaram 2 ônibus da comunidade para a suposta manifestação; as faixas padronizadas indicam que foi tudo mandado fazer, não foram feitas pelos moradores.
 
E a Globo deu veracidade a esse teatro cobrindo amplamente em vários jornais, diferente da forma que faz quando as manifestações são verdadeiras aqui no Rio.
 
Eduardo Paes tenta, há muitos anos e com vários pretextos, remover a Vila Autódromo. A Vila Autódromo resiste à tentativas de remições desde a época dos Jogos Panamericanos, quando Eduardo Paes era subprefeito da Barra da Tijuca.
 
Atualmente ele já tentou colocar a “culpa” no COI (Comitê Olímpico Internacional), pelo fato da Vila Autódromo ficar na área em que a prefeitura decidiu que ficará a Cidade Olímpica. O COI negou que teria exigido a remoção da comunidade. Paes já argumentou que a Transolímpica, a Transoeste e alças viárias, passariam por cima da comunidade, entre ouros pretextos.
 
Enfim, há uma curiosa obsessão em remover esta comunidade que está localizada, há décadas, em uma área da cidade que sofre atualmente com a grande expeculação imobiliária, onde há o aumento vertiginoso da construção de condomínios fechados por construtoras que, por acaso, patrocinam campanhas eleitorais .
 
Desta vez, tentando dar maior legitimidade para suas ações, a prefeitura organizou uma manifestação fake que teve menos de 20 pessoas (mas a Globo disse que eram cerca de 100) dizendo que gostariam de ser removidas.
 
Mais uma vez a Globo atuou junto com a prefeitura de forma tendenciosa.
 
Acompanho o caso da Vila Autódromo. Essa comunidade já organizou, com o apoio técnico de universidades, um plano de urbanização alternativo ao de remoção.
 
Este Plano foi entregue ao prefeito Eduardo Paes, mas ele continua com a ideia fixa da remoção, mesmo sabendo que a urbanização custaria menos aos cofres públicos do que as remoções.
 
[Esta é realmente nova: segundo O Globo, morador pedindo para ser removido!]
 
Estou mandando os links da cobertura da Glob, e a resposta feita pelo Comitê Popular Rio para Copa e Olimpíadas.
 
Cobertura da Globo aqui, aqui e aqui.
 
 
PREFEITURA DO RIO FORJA MANIFESTAÇÃO DE MORADORES PARA REMOVER VILA AUTÓDROMO
31 de outubro de 2013
 
Na mesma noite, assembleia na comunidade reiterou a intenção de ficar
 
Uma manifestação com cerca de 20 pessoas na porta da Prefeitura do Rio, ontem, mostrou que a Prefeitura do Rio não tem limites na tentativa de legitimar a remoção da Vila Autódromo. Os poucos presentes se diziam representantes de 150 famílias que querem sair, mas na mesma noite acontecia mais uma assembleia dos moradores que lutam contra a remoção.
 
A Comissão de Moradores, que ainda não passou por todas as ruas, já reuniu 198 assinaturas de famílias que desejam ficar na Vila.
 
Nos últimos meses, a Prefeitura do Rio vem colocando agentes diariamente na comunidade para convencer os moradores a sair, inclusive com a presença constante do sub-prefeito Tiago Mohamed. Não haveria, portanto, motivo para qualquer tipo de manifestação a favor da remoção, já que é a própria Prefeitura que deseja tirá-los dali.
 
Moradores relataram que agentes da Prefeitura teriam viabilizado dois ônibus para levar os moradores à Cidade Nova.
 
Pessoas que estiveram no local perceberam que a manifestação não passava de uma encenação para a TV Globo, que fazia a cobertura.
 
A Comissão de Moradores da Vila Autódromo está programando atividades reais para mostrar o que vem acontecendo na comunidade. Uma delas será uma missa no domingo, dia 10/11 às 9h, celebrada pelo Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani, na comunidade.
 
Vila legal – A comunidade Vila Autódromo possui título de concessão de direito real de uso, além de estar há pelo menos quatro décadas no local. Argumenta-se que seria necessária a remoção para os Jogos Olímpicos, mas o projeto oficial desenvolvido pelo escritório de arquitetura inglês AECOM prevê a comunidade urbanizada como legado das Olimpíadas.
 
Além disso, há um projeto popular de urbanização desenvolvido por arquitetos e urbanistas da UFF e da UFRJ e moradores, que mostra a compatibilidade dos Jogos e a existência da Vila.
 
Prefeitura quer remoção completa – A assessoria das universidade demonstrou que proposta apresentada pela Prefeitura para os que querem permanecer é tecnicamente inviável.
 
No novo desenho, não há previsão de acesso às vias locais da comunidade e problemas de drenagem causados pelo Parque Olímpico não são resolvidos. A prefeitura também resiste em afirmar publicamente que a comunidade será urbanizada.
 
Muitos dos que afirmam querer sair reclamam de problemas causados pela negligência de prefeitura na área.
 
Terra nobre – A comunidade Vila Autódromo se localiza na área de maior valorização da Barra da Tijuca e que vai ser o centro dos Jogos Olímpicos.
 
A parceria público-privada que a Prefeitura do Rio assinou com as empreiteiras Norberto Odebrecht, Andrade Gutierrez e Carvalho Hosken prevê a transferência mais de 1 milhão de m2 para o consórcio após os Jogos.
 
No terreno serão construídos condomínios e hotéis de luxo, como consta no edital de licitação. Parte da área da Vila Autódromo faz parte da PPP e seria repassada às empreiteiras.
 
Prefeito de remoção – Eduardo Paes é conhecido na Barra da Tijuca e Recreio da época em que era sub-prefeito, nos anos 90, por comandar remoções violentas na região.
 
O atual prefeito do Rio de Janeiro, em números absolutos, é o que mais removeu moradores de favela na história da cidade; já são 65 mil desde 2009.
 
Pelo menos 14 comunidades não existem mais. Há muitas denúncias de violação de direitos, com indenizações ínfimas ou inexistentes, tortura psicológica e remoções ilegais.
As informações estão num dossiê entregue em mãos ao prefeito pelo Comitê Popular da Copa e Olimpíadas.
 
Leia também:
 
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/vila-autodromo-a-estranha-manifestacao-que-teve-ampla-cobertura-da-globo.html

Após ser engavetada, MPF-SP anuncia que vai atender pedidos da Suíça sobre propinoduto tucano

02.11.2013
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 01.11.13
Dois anos após o pedido da Suíça, o Ministério Público Federal em São Paulo deve realizar, nos próximos dias, as diligências solicitadas pelo Ministério Público da Suíça como parte da apuração de supostos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção ativa de agentes públicos praticados pela empresa francesa Alstom.
O anúncio feito na tarde desta sexta-feira, 1º, pelo MPF vem após a Procuradoria de São Paulo ser questionada sobre os atrasos em atender os pedidos da Suíça no caso Alstom, que apura formação de cartel no metrô de São Paulo. Na quarta-feira, 30, a Corregedoria Nacional do Ministério Público chegou a instaurar uma reclamação disciplinar para investigar o atraso nas investigações por parte do procurador de São Paulo, Rodrigo de Grandis.
Na reclamação encaminhada na quarta, o corregedor nacional do Ministério Público, Alessandro Tramujas, informou que pretendia “apurar possíveis irregularidades na conduta do procurador Rodrigo de Grandis”.
O pedido de colaboração, feito originalmente em 2011, foi renovado esta semana, a partir de negociação conduzida pela Secretaria de Cooperação Jurídica Internacional Ministério Público Federal (MPF). Na ocasião, o Ministério Público da Suíça enviou ao Brasil pedido de auxílio de cooperação que mirava o engenheiro João Roberto Zaniboni, ex-diretor de operações e manutenção da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) – suposto beneficiário de propinas para favorecer a Alstom em contratos com a estatal, entre 1998 e 2003 (governos do PSDB Mário Covas e Geraldo Alckmin).
Os procuradores de Genebra comunicaram o indiciamento de Zaniboni por lavagem de dinheiro e apontaram suspeitas de que os valores depositados (US$ 836 mil) na conta Milmar, alojada no Credit Suisse de Zurique, de sua titularidade, eram de corrupção.
Os procuradores suíços pediram ao Ministério Público Federal em São Paulo que realizasse buscas na casa de Zaniboni e o interrogasse. Também pediram interrogatório dos lobistas Arthur Teixeira e Sérgio Teixeira, apontados como supostos pagadores de propinas da Alstom.
O pedido foi endereçado ao procurador Rodrigo de Grandis, que atua no Ministério Público Federal em São Paulo. Ele acompanha o caso Alstom desde que o inquérito foi aberto em 2008 pela Polícia Federal. Mas nenhuma diligência solicitada pela Suíça foi realizada.
A Secretaria de Cooperação Internacional apresentou na quinta-feira, 31 de outubro, relatório preliminar sobre a demora no cumprimento das medidas solicitadas. A apuração foi determinada na terça-feira, 29 de outubro, pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Conforme o relatório, teria havido falha no envio direto do pedido, pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional do Ministério da Justiça (DRCI), à Procuradoria da República em São Paulo. A Corregedoria do MPF irá apurar se teria havido falha no não encaminhamento das providências solicitadas.
Diante do episódio, a Procuradoria Geral da República informou que vai editar, ainda em novembro, uma portaria regulamentando a tramitação interna de solicitações de cooperação internacional e da relação com o DRCI. Uma minuta de portaria já está em avaliação.Também está em andamento um inventário de todos os pedidos de cooperação informados pelo DRCI à Procuradoria Geral da República. As informações são do jornal O Estado de São Paulo

Ministro cobrou e Gandis não fez nada

O Ministério da Justiça cobrou pelo menos três vezes que o procurador da República Rodrigo de Grandis respondesse ao pedido de investigação feito Ministério Público da Suíça em 2011 sobre os suspeitos de intermediar propinas pagas pela empresa Alstom a políticos e servidores do Estado de São Paulo.

A cobrança foi feita por meio de ofícios encaminhados pelo DRCI (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional). De Grandis, que recebeu em 2011 o pedido de apuração das autoridades europeias, também foi alertado verbalmente e via e-mail por promotores estaduais.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2013/11/apos-ser-engavetada-mpf-sp-anuncia-que.html

Estadão e Globo ajudaram Alckmin em farsa eleitoreira

02.11.2013
Do BLOG DA CIDADANIA, 01.11.13
Por Eduardo Guimarães
 
 
Após os protestos de rua de junho os políticos em geral perderam popularidade – à exceção de Marina Silva, que ganhou aprovação com aqueles movimentos e depois perdeu o que tinha ganhado enquanto políticos como Dilma Rousseff, que haviam sido mais prejudicados, foram se recuperando e a opinião pública foi despertando da catarse em que mergulhara.
 
Em São Paulo, no início de julho, o instituto Datafolha detectou que a aprovação ao governo Geraldo Alckmin (PSDB) caiu de 52% para 38%. O governo Fernando Haddad sofreu dano similar: sua aprovação era de 34% e caiu para 18%.
 
A situação de Alckmin, porém, agravar-se-ia ainda mais devido às denúncias que surgiram em agosto envolvendo o metrô, a CPTM e as empresas europeias Alstom e Siemens, que teriam pago propinas a membros do governo paulista a partir de 1998 e durante os governos seguintes (todos do PSDB) até 2009, no mínimo.
 
É interessante, porém, ver as estratégias que dois dos governantes mais afetados escolheram para se recuperar, ainda que não se saiba se tais estratégias deram certo porque não foram feitas novas pesquisas.
 
Enquanto Haddad criou faixas exclusivas para ônibus que repercutiram bem entre a população da capital paulista por diminuírem fortemente o tempo de viagem dos que atravessam a cidade todos os dias, Alckmin preferiu priorizar em sua agenda compromissos fora da capital com a finalidade de expor sua imagem nas mídias regionais de maneira positiva.
 
Mas essa não foi a única estratégia tucana para melhorar a imagem de Alckmin. Assim como fez José Serra em 2010 durante a campanha eleitoral para presidente – quando foi atingido na cabeça por uma bolinha de papel e resolveu ir fazer “tomografia” enquanto acusava o PT de tê-lo atingido –, Alckmin decidiu pegar um “atalho” para melhorar sua imagem elaborando uma farsa, a qual acaba de ser desmontada pelo jornal Valor Econômico.
 
Em reportagem publicada em seu site na última quinta-feira, o Valor publicou entrevista do ex-secretário estadual da Segurança Pública de São Paulo Antônio Ferreira Pinto, que afirmou que Alckmin (PSDB) busca lucrar politicamente com supostas ameaças de morte feitas por integrantes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), captadas em escutas policiais.
 
O ex-secretário, nomeado por José Serra quando era governador e que permaneceu no cargo no governo Alckmin até o ano passado, diz que as escutas nas quais um integrante da facção fala em “decretar” (matar) o governador são conhecidas da cúpula da segurança pública desde 2011 e não têm credibilidade alguma.
 
A informação é importante desde que você analise e veja se ela tem ou não consistência. Essas gravações não tinham“, disse Ferreira Pinto.
 
O ex-secretário de Alckmin explica que, assim como não se pode acreditar na parte dessa gravação em que membros do PCC disseram que foi o grupo criminoso e não o governo do Estado quem reduziu os homicídios em São Paulo, tampouco se pode crer na parte em que um membro da organização fala em matar o governador.
 
O trecho da gravação de conversa de membros do PCC em que falam em matar Alckmin foi requentado pela mídia, pois era amplamente conhecido desde 2011. De lá para cá, nunca houve evidência de que existiria mesmo algum propósito nesse sentido. Nunca houve um único atentado ou qualquer outra evidência adicional.
 
Por que, então, os jornais O Estado de São Paulo e O Globo, em suas edições de 12 de outubro último, publicaram uma informação antiga no topo de suas primeiras páginas, com enorme destaque?
 
No mesmo dia em que Estadão e O Globo fizeram estardalhaço com  o suposto “plano para matar Alckmin”, a Folha de São Paulo deu apenas uma nota discreta em suas páginas internas. A mesma Folha que, em sua edição desta sexta-feira (1/11), divulgou, agora sim em sua primeira página, a matéria publicada na quinta-feira (31/10) pelo jornal Valor Econômico denunciando a farsa.
 
Segundo a matéria da Folha, o plano tucano-midiático pode ter dado certo. O jornal afirma que “(…) pesquisa encomendada pelo PSDB após o episódio [das manchetes dizendo que o PCC queria matar o tucano] detectou alta na avaliação de Alckmin por sua ‘coragem’ (…)”.
 
Entretanto, como não há maiores detalhes sobre essa “pesquisa encomendada pelo PSDB” que confirmaria que a farsa do governador paulista teria elevado sua popularidade e feito a população paulista esquecer da roubalheira dos casos Alstom e Siemens, não se pode acreditar nela.
 
O que fica desse episódio, além da opção de mais um tucano pela tática da “bolinha de papel”, é a iniciativa do Estadão e de O Globo de darem destaque tão grande (com manchete principal em suas primeiras páginas) a notícia tão velha (conhecida pela imprensa e pelas autoridades há quase dois anos) – à qual a Folha não deu bola, mostrando ser menos patife.
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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2013/11/estadao-e-globo-ajudaram-alckmin-em-farsa-eleitoreira/

Jornal O Globo abafa escândalo dos fiscais de SP

02.11.2013
Do blog TIJOLAÇO
Por Miguel do Rosário
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Sempre que me deparo com a magnitude dos desvios praticados por essas quadrilhas incrustradas dentro dos governos, eu sinto pena dos bandidos de alguns filmes, que se matam por alguns milhares de dólares. O desvio de meio bilhão dos auditores paulistas é de arrepiar os cabelos. É um dos maiores desvios das últimas décadas.
 
Para se ter uma ideia, o mensalão, alardeado pela imprensa como o maior escândalo da república, envolveu pouco mais de 50 milhões de reais, de caixa 2 para campanhas eleitorais. Não consta que ninguém tenha enriquecido e a “compra de deputados” nunca foi provada. E a verba era privada.
 
Já o escândalo dos fiscais, é roubo puro, de dinheiro que poderia entrar, legalmente, via impostos, no caixa da prefeitura da capital paulista. E meio bilhão de reais!
 
Folha e Estadão, por estarem sediados em São Paulo, estão fazendo uma cobertura razoável do escândalo. O jornal O Globo está comendo mosca. Hoje não dá uma mísera chamadinha na capa. E até agora não fez um comentário editorial sobre o assunto. No interior, dá uma matéria cinzenta, fria, sem graça. Não corre atrás de detalhes novos. Por quê? Medo de respingar em Serra e no PSDB?
 
Abaixo, publico duas notícias, uma da Agência Brasil, outra da Folha, sobre o escândalo:
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JUSTIÇA PRORROGA PRISÃO DE EX-SERVIDORES DO NINHO DE CORRUPÇÃO
 
Daniel Mello, Repórter da Agência Brasil
 
São Paulo – O Tribunal de Justiça São Paulo determinou hoje (1º) a prorrogação das prisões temporárias de três dos quatro auditores fiscais acusados de participarem de esquema de fraudes na prefeitura de São Paulo, que pode ter causado prejuízos de até R$ 500 milhões aos cofres do município.
 
De acordo com nota publicada no site do tribunal, as prisões de Eduardo Horle Barcellos, Ronilson Bezerra Rodrigues e Carlos Augusto di Lallo Leite do Amaral foram prorrogadas por mais cinco dias. O juiz Eduardo Pereira Santos Júnior, do Departamento de Inquéritos Policiais (Dipo), atendeu a pedido do Ministério Público. Na decisão, o juiz argumentou que a prorrogação é necessária “para a implementação das ordens de sequestro e bloqueio de bens e para que se proceda à colheita dos depoimentos das testemunhas faltantes, sem a interferência dos agentes, tal como exposto na representação”.
 
O quarto acusado, o agente de fiscalização Luis Alexandre Cardoso de Magalhães, que também está preso no 77º Distrito Policial, decidiu colaborar com as investigações e firmou um termo de delação premiada, por isso o Ministério Público não solicitou a prorrogação da prisão dele.
 
Os quatro servidores da Subsecretaria da Receita da prefeitura são acusados de terem desviado recursos do sistema de arrecadação do Imposto sobre Serviços (ISS), cobrado de empresas do ramo imobiliário. O Ministério Público estima que foram desviados até R$ 500 milhões. O esquema fraudava o recolhimento do ISS, calculado sobre o custo total da obra. Esse recolhimento é condição necessária para que a construtora ou incorporadora obtenha o “habite-se”, que permite a liberação do empreendimento para ocupação.
 
O promotor disse que pretendia ouvir nessa sexta-feira Carlos Augusto di Lallo Leite do Amaral, ex-diretor da Divisão de Cadastro de Imóveis e que está preso. Porém, como o advogado dele não compareceu, o depoimento foi adiado. Bodini espera, no entanto, que possa conversar com os outros três envolvidos no caso na próxima semana, já que permanecerão presos até a próxima sexta-feira (8).
 
Os auditores são acusados de corrupção ativa, concussão, formação de quadrilha ou bando e lavagem de dinheiro.
O promotor informou que entrou em contato com representantes da empresa Brookfield, que confirmaram o pagamento de propina aos auditores fiscais presos. A empresa, segundo Bodini, relatou ter sido coagida pelos servidores. “Eles [a empresa] entendiam que não deviam nada de ISS ao final da obra. Na visão deles, eles foram obrigados a pagar senão o empreendimento não seria legalizado”, disse Bodini.
 
De acordo com Bodini, a Brookfield pagou cerca de R$ 4 milhões a uma empresa pertencente a um dos acusados e sua mulher. “Eles confirmaram o pagamento de valores na conta da ALP em troca da liberação da certidão de quitação do ISS”. O promotor disse que agora caberá à empreiteira comprovar que foi coagida pelos suspeitos.
 
Por meio de nota à imprensa, a Brookfield informou que está colaborando com o Ministério Público e prestando todas as informações necessárias para a apuração dos fatos. “Comparecemos espontaneamente, fomos ouvidos como testemunhas e nos consideramos vítimas da situação”, disse, acrescentando que, “em respeito ao sigilo das investigações, mantivemo-nos em silêncio e, pela mesma razão, manteremos esta postura”.
Edição: Carolina Pimentel
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Auditores suspeitos de fraude em SP têm 59 imóveis e lancha de R$ 1 mi
 
MARIO CESAR CARVALHO, DE SÃO PAULO
NA FOLHA
 
Os quatro auditores e fiscais da prefeitura presos reuniram um patrimônio que incluiu 59 imóveis, nove quotas de participação em empresas e oito veículos, entre os quais uma lancha avaliada em R$ 1 milhão, segundo uma lista de bens do grupo obtida pela Folha.
A Corregedoria Geral do Município estima que o grupo acumulou R$ 80 milhões.
 
O fiscal Luís Alexandre Cardoso Magalhães é o que ganha menos entre o quarteto de servidores da prefeitura presos (R$ 14 mil líquidos ante uma média de R$ 20 mil dos outros), mas é quem tem o maior número de imóveis em seu nome ou no das empresas que controla.
 
Ele tem 27 imóveis, duas casas lotéricas e participações em duas empresas, sem contar o Porsche amarelo que estava na sua garagem quando foi preso na última quarta-feira –o carro está em nome de uma loja de carros e não é do fiscal, segundo o advogado dele, Mario Ricca.
 
Uma das hipóteses da Promotoria é que o fiscal era o mais ingênuo dos quatro. O patrimônio de Magalhães é estimado pela corregedoria em R$ 18 milhões.
 
Ronilson Rodrigues, apontado como líder do grupo, tem 11 imóveis e pouco dinheiro na conta bancária. A lancha de R$ 1 milhão é de Eduardo Barcellos, cuja defesa atribui seus bens a herança.
 
Ronilson e Carlos Augusto di Lallo do Amaral, outro preso, faziam compras juntos. Eles adquiriram um andar de um prédio comercial em Santos.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/index.php/jornal-o-globo-abafa-escandalo-dos-fiscais-de-sp/

Crise de espionagem projeta Brasil no cenário internacional

02.11.2013
Do blog TIJOLAÇO
Por Miguel do Rosário
 
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O forte discurso da presidenta Dilma Rousseff, na abertura da última assembléia geral da ONU, e os desdobramentos posteriores do escândalo internacional de espionagem, fizeram com que o Brasil voltasse a ocupar um papel de liderança global. Neste sábado, Dilma e Merkel, chanceler da Alemanha, estão na capa do site da ONU e receberam destaque da imprensa internacional.
 
Na última sexta-feira 1 de novembro, Brasil e Alemanha apresentaram uma proposta de um marco regulatório internacional para a internet. Confira ao fim do post a íntegra do documento apresentado pelos dois países.
 
Clique nas imagens para ir aos respectivos sites:
 
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 Leia abaixo o texto publicado no site da ONU.
 
Brasil e Alemanha levam à ONU proposta sobre direito à privacidade na era digital
 
Após denúncia de espionagem pela Agência Nacional de Segurança (NSA, em inglês) dos Estados Unidos, Brasil e Alemanha entregaram à Assembleia Geral da ONU um projeto de resolução sobre o direito à privacidade na era digital.
 
O documento enviado na sexta-feira (1) observa que o ritmo dos avanços tecnológicos permite tanto a expansão do uso das novas tecnologias quanto o aumento da capacidade dos governos de vigiarem, interceptarem e coletarem dados – o que os dois países consideram uma violação dos direitos humanos.
 
Brasil e Alemanha reafirmaram que a privacidade é um direito de todos e que ela “é um requisito essencial à realização do direito à liberdade de opinião e de expressão sem ingerências e um dos pilares de uma sociedade democrática”.
 
O projeto reconhece que a segurança pública pode justificar a coleta e proteção de dados confidenciais, porém ressalta que todos os países devem cumprir suas obrigações para com o direito internacional.
 
O documento pede que todos os Estados-membros da ONU respeitem e protejam o direito à privacidade, tomem medidas para acabar com a violação à liberdade de opinião e expressão e revejam suas políticas de vigilância das comunicações e coleta de dados pessoais.
 
Por fim, os dois países pedem que a chefe da ONU para os direitos humanos, Navi Pillay, faça um relatório preliminar sobre a proteção do direito à privacidade em relação à vigilância das comunicações nacionais e estrangeiras e intercepção e coleta de dados pessoais.
 
Eles também querem que Pillay produza um relatório final com recomendações para que os Estados-membros identifiquem e esclareçam os padrões de consulta e melhores práticas para conciliar os métodos de segurança nacional e os direitos humanos.
 
A iniciativa de Brasil e Alemanha veio após o ex-técnico da NSA, Edward Snowden, vazar documentos secretos da agência, denunciando o sistema de espionagem norte-americano, que investigou a presidente Dilma Rousseff e a chanceler alemã Angela Merkel. França e Espanha também foram espionadas pelos EUA. Posteriormente também foram feitas acusações contra o Canadá.
 
Para ser aprovada, a resolução precisa ser apoiada pela maioria dos 193 Estados-membros da ONU. Acesse o projeto de resolução na íntegra, em inglês e português, clicando aqui.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/index.php/crise-de-espionagem-projeta-brasil-no-cenario-internacional/