quinta-feira, 10 de outubro de 2013

E AGORA PELÉ? :Netos exigem pensão de Pelé por abandono 'intelectual, moral e material'

10.10.2013
Do portal MSN ESPORTES,
Por ESPN.com.br- espn.com.br
 

Dois dos netos de Pelé, Octavio e Gabriel estão na Justiça contra o avô para receber uma pensão por abandono "intelectual, moral e material", conforme revelou o advogado de...
 
Jornal: Netos exigem pensão de Pelé por abandono 'intelectual, moral e material'

Jornal: Netos exigem pensão de Pelé por abandono 'intelectual, moral e material'
Diário de S.Paulo
 
 
Dois dos netos de Pelé, Octavio e Gabriel estão na Justiça contra o avô para receber uma pensão por abandono "intelectual, moral
 
Eles são filhos de Sandra Regina, a quem Pelé relutou em reconhecê-la como filha - o processo começou em 1991, mas o desfecho só aconteceu cinco anos depois. Mesmo com a decisão judicial, o maior jogador de todos os tempos nunca quis contato com a parente, que morreu em 2006.
 
De acordo com o advogado, Octavio e Gabriel têm "mensalidades da escola em atraso, nenhum lazer, roupas velhas, sem plano de saúde". Ele move duas ações contra Pelé: em uma, exige pagamento de pensão no valor de R$ 13,5 mil para cada neto; além disso, já foi ajuizada uma pensão de R$ 1,6 mil para cada um até que haja uma decisão judicial.
 
Uma audiência está marcada para o próximo dia 20 de novembro.

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Fonte:http://esportes.br.msn.com/futebol/jornal-netos-exigem-pens%C3%A3o-de-pel%C3%A9-por-abandono-intelectual-moral-e-material

Novo cenário eleitoral favorece Dilma, avaliam líderes

10.10.2013
Do portal da Agência Carta Maior, 08.10.13
Por  Najla Passos

Os líderes dos partidos da base aliada avaliam que a filiação de Marina Silva ao PSB de Eduardo Campos e a permanência de José Serra no PSDB de Aécio Neves favorecem a reeleição. “Quanto menos candidatos na disputa, melhor para a presidenta”, disse José Guimarães (foto). Eles também comemoraram a adesão do Pros à base aliada e estimaram que, dos deputados que se filiaram ao Solidariedade, 70% continuaram votando com o governo.

Brasília - O novo cenário pré-eleitoral, reconfigurado principalmente pela decisão da ex-senadora Marina Silva de se filiar ao PSB de Eduardo Campos, também foi pauta da reunião da presidenta Dilma Rousseff com os líderes dos partidos da base aliada no Congresso, nesta segunda (7), ainda que de forma transversal, já que não foi proposta por ela. 

Segundo parlamentares, a presidenta não quis comentar o impacto da dobradinha Marina/Campos na sua candidatura, nem mesmo quando os líderes afirmaram que a união favorece seu projeto de reeleição. Mas, da postura apresentada pela presidenta na reunião, eles inferiram concordância com a tese do seu favorecimento. “Dilma estava de excelente humor”, disse o líder do PT na Câmara, José Guimarães. 

Conforme Guimarães, alguns líderes apontaram como outro fator positivo para a candidatura Dilma a decisão do principal rival dela nas últimas eleições, José Serra, de permanecer no PSDB, que terá Aécio Neves como candidato ao pleito. “Foi avaliação unânime entre os líderes que quanto menos candidatos na disputa, melhor para a presidenta”, acrescentou o líder do PDT, Marcos Rogério (RO). 

Os líderes também trocaram impressões sobre os dois novos partidos registrados pelo Tribunal Regional Eleitoral: o Pros e o Solidariedade. 

Conforme o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), foi comemorado o fato de que o primeiro já aderiu à base aliada e o segundo, mesmo tendo declarado apoio à candidatura de Aécio Neves, pode não viabilizar seu intento na prática.

Isso porque, segundo o líder, estimativas do Palácio do Planalto apontam que cerca de 70% dos parlamentares que migraram para o Solidariedade irão continuar votando com o governo. “Não é porque o deputado muda de legenda que ele muda de posições políticas. A transferência não é automática. Depende de vários fatores, inclusive as configurações regionais para as próximas eleições”, explica. 

O líder do PDT, partido que mais perdeu parlamentares no troca-troca pré-eleitoral, observou, porém, que uma avaliação mais profunda da conjuntura ainda está por ser feita. De acordo com ele, os partidos têm problemas mais urgentes para se preocupar. “Ainda estão todos contabilizando as perdas e ganhos, o tempo de TV que lhes resta e os recursos do fundo partidário”, afirmou. 

Levantamento feito pela Câmara mostra que 52 deputados já comunicaram à Mesa Diretora da Câmara a troca de partido, mas vários do que anunciaram publicamente que iriam mudar de legenda, ainda não oficializaram a movimentação. O número impacta diretamente nas legendas de origem, já que 95% dos recursos o fundo partidário são distribuídos em função do número de deputados de cada partido.

Fotos: Fábio Rodrigues Pozzembom/ABr 
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Sindsprev reuniu-se com gestores do INSS e da Previdência Social

10.10.2013
Do portal do SINDSPREV.PE, 09.10.13
Por Edmundo Ribeirto, redação
 
 Avaliação de Desempenho e Junta de Recursos
 
CLIQUE PARA AMPLIARNa terça, 08/10, em Brasília, o dirigente do Sindsprev-PE, Irineu Messias, reuniu-se com o coordenador geral do Recursos Humanos do INSS, José Nunes Filho. O objetivo foi cobrar a realização de reuniões periódicas dos Subcomitês de Avaliação de Desempenho (SADs). Atualmente, não estão ocorrendo reuniões dos SADs nas quatro Gerências Regionais do INSS em Pernambuco: Recife, Caruaru, Garanhuns e Petrolina.
 
O Sindsprev defende que estas instâncias voltem a funcionar com periodicidade regular para cumprir seu papel de debater e negociar políticas e critérios da avaliação de desempenho.
 
José Nunes, que é também presidentedo Comitê Gestor Nacional de Avaliação de Desempenho – CGNAD,  comprometeu-se a enviar ofícios às Gerências Executivas com orientação para a retomada das reuniões dos SADs, que têm na sua composição representantes dos servidores e dos gestores.
 
CLIQUE PARA AMPLIARJUNTA DE RECURSOS- No mesmo dia, Irineu Messias também esteve em reunião com o coordenador geral de Desenvolvimento de Pessoas do Ministério da Previdência, Eduardo Filizola. Na ocasião, o dirigente do Sindsprev reivindicou a realização de cursos de capacitação sobre legislação previdenciária, dirigidas aos servidores da Junta de Recursos do Ministério da Previdência Social.
 
Em resposta, o representante do INSS recomendou que a solicitação dos cursos fosse protocolada através de ofício pela Junta de Recursos junto ao Ministério da Previdência.
Além disso, Eduardo Filizola informou que atualmente já existem financiamentos para cursos de graduação. Em relação à reivindicação de Pós-Graduação, a proposta deverá ser discutida no planejamento do Ministério para 2014, que já está em andamento.
 
CLIQUE PARA AMPLIARCONSELHO DE RECURSOS- Ainda na tarde da terça-feira, 08/10,em Brasília, o dirigente do Sindsprev, Irineu Messias, reuniu-se com o presidente do Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS), Manuel Dantas. Foi solicitada resposta ao documento “Sugestões de novos processos de trabalho para a 3ª Junta de Recursos de Pernambuco”, elaborado pelos servidores juntamente com o Sindsprev-PE.
 
O presidente do CRPS reafirmou que a maioria das propostas já podem ser executadas, exceto o Programa de Educação Previdenciária e Recursal, que depende da disponibilização orçamentária do Ministério da Previdência. Ele afirmou que isso será formalizado em ofício a ser enviado ao Sindicato.
 
Além disso, Manuel Dantas entregou cópia de uma portaria, que será assinada pelos presidentes do INSS e do CRPS que trata do recebimento do protocolo de recursos de benefícios por servidores das unidades julgadoras do CRPS, no âmbito das agências da Previdência Social (APS’s).
 
Por fim, foi assumido o compromisso de realizar outra reunião com a participação da CUT, CONTAG e CNTSS para discutir uma maior participação dos trabalhadores na composição das Juntas de Recursos e maior divulgação do seu funcionamento e seus objetivos.
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Fonte:http://sindsprev.org.br/index.php?categoria=noticias_principais_01&codigo_noticia=0000002823&cat=noticias

Marcio Saraiva: Sem querer, Black Bloc ajuda direita antidemocrática

10.10.2013
Do blog VI O MUNDO, 09.10.13
sugerido pelo Adilson Filho, enviado por e-mail

CABRAL, PAES, COSTIN E A PM ADORAM OS BLACK BLOC

Existe algo que foge ao nosso controle. A ciência política chama de consequências não-intencionais de uma ação racional.

Em outras palavras, a ação é racionalmente correta, lógica, tem um sentido A, mas sem desejar, acaba alcançando um objetivo não desejado que é Y.

Com isso, quero falar dos Black Bloc e sua atuação no interior dos movimentos sociais e grevistas.

Eu não tenho dúvidas que a intenção dos jovens militantes dos Black Bloc é positiva, do ponto de vista da esquerda socialista.

Afinal, eles se inspiram em fontes anarquistas, são contra a opressão estatal e seu braço repressivo, procuram “abrir caminhos” quando os aparelhos repressivos impedem a passagem dos protestos e passeatas, além disso, tem uma ação “protetora” diante doa ativistas, especialmente aqueles e aquelas que são atingidos pela repressão policial. Tudo isso é belo.

Os Black Bloc realizam uma catarse coletiva ao destruir agências bancárias (símbolos da ganância do capital financeiro) e prédios públicos do poder (afinal, os “políticos” são mal vistos mesmo).

Com tudo isso, há um clima simpático a essa jovem organização dentro dos movimentos sociais.

Ontem mesmo, não foram poucos os professores que aplaudiram a ação dos Black Bloc.
Eles realizavam uma “vingança social” diante da derrota dos profissionais da educação na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, hegemonizada pela base governista do prefeito Eduardo Paes que aprovou uma reforma educacional privatista que fere a autonomia pedagógica dos trabalhadores da área.

O prédio da Câmara se tornou símbolo da antipatia popular, pois antes já havia abortado uma CPI dos Ônibus (agora sob hegemonia governista e paralisada pela Justiça) e jamais deu as assinaturas necessárias para a CPI do Fundeb (que apuraria desvio de recursos para outras áreas que não a educação municipal).

Agora, prepara-se para analisar o projeto de 30 horas semanais para os assistentes sociais. É possível que novas derrotas para as classes trabalhadoras ainda sejam aprovadas pela base aliada do prefeito Paes, liderada pelo vereador Guaraná (PMDB) e tendo como chefe o presidente Jorge Felippe (PMDB).

Diante desse quadro, é compreensível que a violência dos Black Bloc gozem de relativa simpatia entre os movimentos sociais, até mesmo em alguns setores da população. Ouço vozes nas ruas que clamam: “Tem mais é que quebrar tudo mesmo, políticos e banqueiros são todos safados e ladrões”.

Compreender não significa apoiar. Quando analisamos mais detidamente o fenômeno Black Bloc, na versão tupiniquim, percebemos algumas características preocupantes:
1. Até agora não apresentaram nenhum projeto de poder popular. Simplesmente adotam uma violência quase romântica – pois não são guerrilheiros organizados em torno de um programa revolucionário – com paus, pedras, coquetéis, fogos de artifícios e marretas.

2. As imagens de destruição, lixos queimados e rostos escondidos que os Black Bloc apresentam mais assustam a população em geral do que ganham a adesão das massas.

3. Os Black Bloc não somente atuam na defesa dos movimentos sociais – o que é positivo – mas acabam provocando os policiais, criando o clima propício para a ação repressiva. Como eles não tem número suficiente e nem organização para enfrentar os aparatos repressivos, o saldo final é de frustração e aparente vitória da polícia que, para o senso comum, começa a se transformar em “heróis da ordem”.

4. A visão antipolítica dos Black Bloc pode favorecer um clima fascista que generaliza todos os políticos eleitos e todos os partidos políticos como “instrumentos do capital”. Com essa generalização simplista, cria-se um clima favorável para ideias do tipo “fim do Congresso Nacional” e regimes de força, bem ao contrário do anarquismo clássico que prega uma ideologia de fim do Estado e autogoverno popular.

5. Incentivar ações contra a polícia e focar nisso é não perceber que os aparatos repressivos são do Estado. O Estado é repressor, policiais são usados para isso. A despeito da mediocridade do argumento de que “estamos apenas cumprindo ordens”, ele encerra algo de verdadeiro. A PM não é o alvo, e sim o Estado, seus gestores.

6. Sem um projeto ético-político objetivo que dê um sentido mais amplo para suas ações, os Black Bloc acabam se resumindo em movimento jovem de indignação, revolta e ódio, sem nenhum processamento político possível. Afinal, queimar lixos não contribui para nenhuma revolução, em sentido marxista.

É nesse ponto que as ações violentas dos Black Bloc, mesmo sem o desejarem, acabam ajudando o governo Cabral e Eduardo Paes a se colocarem como os “arautos da ordem” e defensores do povo contra o “vandalismo dos mascarados”.

Não somente isso. A tática – sem estratégia – dos Black Bloc fornecem as imagens e os argumentos que as forças mais reacionárias da direita precisam para legitimar a repressão estúpida e brutal contra os movimentos de greve e protestos dos estudantes e das classes trabalhadoras.

A conta final disso tudo é que a grande mídia burguesa retira o foco na vitória dos profissionais da educação que mobilizaram 50 mil pessoas no Rio de Janeiro, em plena segunda-feira, com frio e chuva, para protestarem contra a reforma educacional privatista da dupla Paes/Costin.

Tal reforma autoritária foi imposta, com a subserviência da Câmara de Vereadores, sem diálogo autêntico com o Sindicato (SEPE) e nem com a Comissão de Educação da Câmara presidida pelo vereador Reimont (PT) que abandonou a base governista.

Ao contrário, a grande mídia burguesa valoriza as imagens de quebra-quebra, espalha o medo entre os cariocas e apelam, como na época da ditadura militar (1964-1985), para a “necessária ação contra o vandalismo” e o “terrorismo”.

Conclusão disso. Os profissionais da educação – que estão dando um exemplo de mobilização, resistência e luta contra seus opressores que desejam enterrar a educação pública, gratuita e de qualidade – acabam ficando ofuscados pelas ações violentas dos Black Bloc.

A mídia não discute os erros desse plano nefasto do prefeito Eduardo Paes, mas jogam luzes no “vandalismo”, escondendo da população as reais matrizes da atual crise.

Por isso mesmo, a despeito das boas intenções dos jovens militantes do Black Bloc, eles ajudam a mídia burguesa e os aparatos repressivos a se legitimarem na opinião pública, dão fôlego para Cabral e Eduardo Paes, alimentam o medo no senso comum e desmobilizam diversos profissionais da educação que temem participar das próximas passeatas.

São essas as consequências não-intencionais da ação racional que a Ciência Política nos esclarece tão bem e que os Black Bloc precisam aprender, se é que desejam se tornar uma braço político eficaz do anarquismo e contribuir para o avanço das lutas populares e sindicais.

Caso contrário, os Black Bloc, mesmo sem querer isso, funcionarão como linha auxiliar da direita mais antidemocrática. Cabral, Paes, Costin, os aparatos repressivos e a grande mídia burguesa os adoram, pois legitimam seus interesses.

MARCIO SALES SARAIVA é cientista político, socialista e mestrando no Serviço Social da UERJ.

Leia também:

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Orçamento para 2014 da prefeitura de SP aumenta descentralização e privilegia periferia

10.10.2013
Do portal da REDE BRASIL ATUAL, 
Por Gisele Brito, da RBA

Parelheiros deixa a lanterna e Capela do Socorro terá mais dinheiro que Pinheiros. Economista elogia escolha e afirma que áreas com menos Estado demandam mais recursos 
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Periferia paulistana pode receber mais serviçospúblicos, rompendo sucessivas formas de gestão da cidade
São Paulo – A proposta orçamentária para 2014 entregue pelo prefeito Fernando Haddad (PT) à Câmara Municipal de São Paulo na semana passada aponta maior descentralização da administração da cidade, com aumento de recursos para as 32 subprefeituras. O esvaziamento dessas unidades administrativas era uma das principais críticas à gestão do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD), responsável pela elaboração do orçamento que vigorou durante o primeiro ano da gestão Haddad. A proposta tem de ser votada pelos vereadores até 31 de dezembro. Antes, a população também pode sugerir alterações em audiências públicas.
A proposta do Executivo sinaliza mudança nas prioridades entre o centro, com melhor infraestrutura e com renda per capita mais alta, e a periferia empobrecida e historicamente desatendida.
O orçamento prevê aumento de 31% nos recursos para a subprefeitura de Parelheiros, no extremo sul da capital, por exemplo. Com isso, a regional que ocupava a última posição no ranking de orçamentos subiu sete posições e agora é a 24ª entre as 32 da cidade. Foi o maior aumento de aportes para uma única subprefeitura previsto para o ano de 2014. Todas as regiões tiveram variação positiva, superior a 7%, e em média de 14%. Tremembé/Sapopemba foi dividida em duas unidades administrativas, mas mesmo assim a soma dos dois novos orçamentos é superior ao deste ano.
Pirituba/Jaraguá, na zona norte, com orçamento de aproximadamente R$ 34,2 milhões, e Guaianazes, na leste, com quase R$ 35,5 milhões, também atraíram mais a atenção da administração Haddad do que a de seu antecessor, em seu último ano de mandato. Respectivamente, as subprefeituras tiveram aumento de 18% e 16% em seus orçamentos, o que lhes garantiu 16ª e 13ª posições entre os melhores orçamentos para o próximo ano.
O orçamento da subprefeitura da Capela do Socorro, também na zona sul, aumentará 18% em relação ao seu antecessor. Com R$ 37,3 milhões, terá mais recursos do que a subprefeitura de Pinheiros, na zona oeste. Essa região, uma das mais melhor estruturadas da cidade, contará com cerca de R$ 36,6 milhões, o equivalente a um aumento de 11% em relação ao orçamento proposto para esse ano, o que a levou a cair uma posição no ranking de investimentos e não figurar mais entre as dez subprefeituras com mais verbas da cidade.
A sub da Sé, no centro, continuará como a que recebe mais recursos, cerca de R$ 64,2 milhões. O valor é superior ao destinado à recém-criada Secretaria de Direitos Humanos (R$ 61,7 milhões) e à de Serviços (R$ 62,9 milhões).
Além dos recursos administrados pelos próprios gestores locais, as subprefeituras receberão investimentos em formas de obras, programas e ações. Nesses casos, a região do M'Boi Mirim, na zona sul, será a mais beneficiada. A prefeitura pretende investir no próximo ano R$ 1,3 bilhão em obras de mobilidade, habitação, cultura e saúde, entre outras. O volume é 13,5 vezes maior do que o que se pretende investir em Pinheiros, de pouco mais de R$ 97 milhões.
Para o economista Odilon Guedes, membro da Rede Nossa São Paulo, Haddad faz uma opção correta ao investir mais em regiões periféricas. Para ele, a maior presença de serviços públicos tem impacto direto na redução da violência e melhoria de indicadores econômicos e sociais. “Na periferia, você tem subprefeitura sem biblioteca, sem uma área de lazer sequer, que não tem árvore nas ruas. Tem que investir pesado nessas áreas”, enfatiza.

IPTU

Ele avalia, no entanto, que o prefeito superestimou os recursos disponíveis para o próximo ano. Ao todo, o orçamento prevê cerca de R$ 50,7 bilhões, valor quase 25% maior do que o previsto para ser gasto esse ano.
Parte desses recursos extras seriam obtidos junto ao governo federal e com a revisão da Planta Genérica de Valores Imobiliários, que possibilitará, se aprovada, aumento de aproximadamente 24% na arrecadação do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), o que Guedes acha correto, mas precipitado.
“O problema é que ninguém gosta de pagar mais imposto”, lembra. “Mas o Estado tem que cobrar mais dos que têm mais dinheiro. Governar é administrar conflitos. A prefeitura tem que fazer opções. Mas tem que ser transparente, inclusive fazer um debate aberto e mostrar onde vai aplicar o dinheiro”, acredita.
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Site ligado a PSOL divulga pedido de emboscadas a políticos e PMs

10.10.2013
Do BLOG DA CIDADANIA, 09.10.13
Por Eduardo Guimarães
Em um momento em que protestos violentos voltam a ocorrer em grande escala e concomitantemente com protestos pacíficos e legítimos como o dos professores do Rio de Janeiro na semana passada, as estratégias políticas que estão seduzindo jovens de várias classes sociais a promoverem esse tipo de ação precisam ser desnudadas.
Até porque, há uma tentativa de glamourização dos grupos que saem às ruas para promover ações violentas usando como desculpa o despreparo das polícias militares, que, ao reprimir o vandalismo, acabam se excedendo e vitimando também quem não cometeu violência.
O site Correio da Cidadania, por exemplo, vem desempenhando esse papel. É ligado ao PSOL. Segundo fontes fidedignas consultadas pelo Blog, seu conteúdo é avalizado por Plínio de Arruda Sampaio, que, em 2010, foi candidato a presidente por esse partido.
O site quase não divulga conteúdo próprio, limitando-se a reproduzir notícias veiculadas pela grande imprensa e textos opinativos que lhe são enviados por “colaboradores” simpáticos à sua linha editorial.
O “Correio” deixa clara a sua tendência política em “editorial” sobre o “mensalão” publicado no último dia 28 de setembro. O texto, publicado sob o título “A articulação da desigualdade e o Mensalão”, diz que o PT “traiu” os princípios que nortearam a sua fundação e concorda com a premissa da grande mídia e da oposição demo-tucana de que o julgamento do mensalão pelo STF “(…) comprovou, em forma indiscutível, a corrupção de deputados da base governista para o mais fácil apoio a medidas antipopulares, com destaque para a reforma da previdência dos funcionários públicos (…).
Apesar de o “Correio” não se identificar com o PSOL oficialmente, a sua linha editorial, como se vê acima, reproduz exatamente a posição política do partido. Além disso, a interferência de Plínio de Arruda Sampaio nessa linha editorial é sabida e consabida, ainda que não assumida.
O “Correio” não é, obviamente, a origem da ideologia que “justifica” a violência que se infiltra nos protestos. Há centenas de páginas na internet – sobretudo no Facebook – que exortam jovens pouco politizados a promoverem atos de vandalismo e até de violência física. Mas, pela importância política de quem coordena o que ali se publica, o site exerce grande influência sobre as mentes mais frágeis.
Em busca de notoriedade, militantes anônimos ligados (oficialmente ou não) a partidos políticos acotovelam-se para ver quem radicaliza mais nas propostas de “reação” à provocação que manifestantes violentos fazem a policiais cuja natureza igualmente violenta todos conhecem.
No último dia 2 de outubro, o “Correio” publicou texto de um desses militantes anônimos cujo teor é literalmente criminoso. Sob qualquer aspecto.
Para que se tenha uma ideia, o texto criminoso propõe até que sejam feitas “emboscadas” a policiais enquanto estiverem fora de serviço, inclusive em suas residências, sem levar em conta que nas residências de um policial estão também seus familiares – esposa, filhos etc.
O texto ainda prega ataques nas ruas ao governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, ao prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes, e até à presidente Dilma Rousseff, dizendo que eles têm que ter “medo” de sair à rua. Mas não só. O texto ainda propõe que quem tiver opinião favorável ao PT ou ao PMDB deve ser igualmente caçado e agredido nas ruas.
A incitação da violência prega que não se quebre apenas lixeiras, mas os carros da PM. E não só: pede que os manifestantes “quebrem” também os policiais. O discurso é assustador. Diz que se um PM jogar uma bomba de gás lacrimogênio para dispersar uma manifestação, deve ser queimado vivo com um coquetel molotov.
Mais adiante, prega que os manifestantes violentos cerquem políticos do PT e do PMDB nas ruas e os agridam: “(…) Cerca o cara e faz ele [sic] sentir na pele o que a PM faz com o povo (…)”.
Em um dos trechos mais impressionantes, o texto propõe que os manifestantes façam com que um policial que tenha reprimido manifestações “(…) perca os dentes numa emboscada (…)”. E, ainda, o autor desse texto confessa seu crime: “(…) Estou incitando a violência? Sim. Estou (…)”.
Há reconhecimento, pois, de violação do artigo 286 do Código Penal, que determina pena de 3 a 6 meses de prisão a quem incitar crimes publicamente.
Entende-se, através desse texto, como as mentes frágeis de certos jovens despolitizados e mal orientados acabam se deixando contaminar pelo discurso da violência.  Há uma glamourização que certos “intelectuais” fazem do uso da tática do bloco negro, como se a história do uso dessa estratégia de luta política justificasse as ações violentas que vêm chocando e revoltando a sociedade de forma crescente.
Abaixo, reproduzo o texto criminoso sem identificar o autor ou linkar a página do Correio da Cidadania em que aquele texto foi publicado, de forma a frustrar o desejo de notoriedade que, via de regra, é o que move esses anônimos que fazem esse tipo de pregação violenta e que, com suas sandices, fazem o jogo de espertalhões como Plínio de Arruda Sampaio.
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Correio da Cidadania
2 de outubro de 2013
Autor: xxxxxx  
Violência se combate com rosas? Não, com violência
O Brasil nunca terá jeito enquanto o movimento social continuar apanhando sem reagir.
Sem radicalizar a resistência, não adianta ficar gritando, pra apanhar depois e ir lamber feridas, apanhando novamente em nova ocasião.
E movimentos sociais devem parar de chorar, de se fazer de coitados e ir à luta. Não às ruas pra apanhar, não ao parlamento pra implorar direitos que deveriam ser dados sem sequer precisar pedir – são direitos, oras –, mas ir pra porrada, com as armas que têm, com sua maioria, com sua capacidade de mobilização, de penetração em todas as áreas.
A tática Black Block ainda é incipiente, isolada, mais quebra-quebra que algo sistemático. Precisa sistematizar, organizar. É preciso que a PM sinta na pele a reação popular. Que sinta medo, que aprenda quem manda. A PM tem que apanhar.
Políticos como Paes, Cabral, a corja do PTMDB inteira tem de ter MEDO de sair de casa, tem de ser perseguidos nas ruas pelo movimento social. Sem trégua.
Violência se combate não com rosas e sangue (nosso), mas com igual violência popular e política.
Ao invés de quebrar lixeira, tem que quebrar carro da PM, aliás, quebrar os PMs.
PM jogou bomba? Molotov pra queimar os bandidos. Tem que ter reação violenta.
Político bandido do PTMDB saiu pra defender brutalidade da PM? Cerca o cara e faz ele sentir na pele o que a PM faz com o povo. Vê se ele aprende.
PM sorrindo ao espancar o povo? Que no dia seguinte ele perca os dentes numa emboscada. O poder tem que ter MEDO do povo. Pois, no fim, o poder pertence (tem que pertencer) ao povo.
Estou incitando a violência? Sim. Estou. Violência política contra quem usa do Estado para nos violentar.
O mundo pode estar sensibilizado com os vídeos dos nossos companheiros sangrando, espancados, presos, feridos… Mas os “nossos” políticos não se sensibilizam. Mandam a PM fazer o trabalho para o qual foi treinada: reprimir o povo.
Pois temos de reagir. Temos de enfrentar violência com violência. Se o “povo unido é povo forte”, então o povo unido e forte tem que ir à luta, em todos os sentidos desta palavra.
A chave é o medo. É preciso fazer com que os políticos temam o povo. Temam sequer sair às ruas. Gente como Paes, Cabral, Dilma, não pode ter a liberdade de andar sorridente pelas ruas ao lado de suas vítimas, de vítimas de suas políticas repressivas. O povo, nas ruas, tem de perseguir estes elementos, tem que fazê-los sentir o que é ter o medo diário que todos nós temos de caminhar nas ruas, podendo ser vítimas da brutalidade do Estado.
Óbvio que não falo em ir para o campo aberto, não temos armas como a PM, não temos a organização nem a capacidade deles. Mas temos nossos métodos, temos a possibilidade de adotar táticas de guerrilha urbana, de cercar, de ir atrás, de fazê-los temer chegar ao campo aberto, pois sabemos onde moram, onde vão e o que fazem.
Sem uma resposta violenta seremos sempre violentados.
Subestimo a PM? Talvez. De fato, nós não temos capacidade para combatê-la em campo aberto, mas PMs têm vizinhos. Vizinhos estes que muitas vezes são também suas vítimas. PMs têm de andar pela rua, seja trabalhando ou na folga. Nada pode os proteger todo o tempo.
A partir do momento em que estes PMs violentam seus vizinhos, nada garante que possam se proteger da reação que vem de todos os lados e, no fim, do lado de casa. E o mesmo vale para os políticos.
A PM e os políticos devem nos temer, e não o contrário.
PS: Não, não estou falando em ‘matar’ policiais ou políticos. E, sim, este recado foi para a corja governista que hoje ama a PM e a usa para espancar o povo.
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Assista, abaixo, ao resultado dessa pregação criminosa
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FHC defende a ditadura

10.10.2013
Do blog ESQUERDOPATA, 09.10.13

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