domingo, 29 de setembro de 2013

MST: “FHC CRIOU MENSALÃO AO COMPRAR REELEIÇÃO” :

29.09.2013
Do portal BRASIL247

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Às vésperas do outubro vermelho, quando o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra promete fazer invasões de terra, fechar estradas e promover protestos pela reforma agrária por todo o País, João Pedro Stédile liga sua metralhadora verbal; além de criticar o ex-presidente FHC, ele disse ao jornalista Renato Dias, do Diário da Manhã, de Goiás, que a presidente Dilma precisa "sair da retórica e fazer mais desapropriações" e condena o Judiciário, após vencer processo contra a revista Veja em duas instâncias e perder no STF: "O Poder Judiciário ainda é monárquico, não passou para a República"

247 – Sobrou para o ex-presidente Fernando Henrique. Ao ligar sua metralhadora verbal giratória, em entrevista ao jornalista Renato Dias, do Diário da Manhã, de Goiânia, o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, disse com todas as letras o que parecia esquecido:

- Fernando Henrique inventou o 'mensalão' ao compra sua reeleição, disse Stédile, referindo-se às manobras no Congresso, em 1997, executadas aprovar a mudança na legislação.

O líder do MST também fez críticas ao governo Dilma Rousseff, afirmando que nos últimos dois anos não houve nenhuma grande desapropriação de terra. No momento, segundo ele, 100 mil famílias de Sem Terra vive acampadas no interior do Brasil.

- O ministro Guido Mantega e o presidente do Banco Central (Alexandre Tombini) precisam suspender imediatamente a política de realização de superávit primário, que significa uma farra para os banqueiros.

Para o mês de outubro, o MST planeja uma série de ações pelo Brasil, cobrando mais atos pela reforma agrária do governo.

- A presidente Dilma fez autocrítica reconhecendo que precisa ouvir mais a voz das ruas, mas isso é pouco. Ela tem de recuperar o tempo que perdeu na reforma agrária e, efetivamente, dar um caráter popular ao seu governo. Todos estamos cansados de retórica apenas.

Em razão de uma experiência pessoal recém vivida com um processo aberto por ele contra a revista Veja na Justiça, Stédile também disparou contra o sistema judiciário. Ele venceu nas duas primeiras instâncias, mas perdeu no STF:

- A verdade é que o Poder Judiciário ainda não aceitou que estamos numa República. Continua monárquico, como se o Brasil não tivesse avançado para uma democracia.
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Janio de Freitas apóia desabafo de Celso de Mello

29.09.2013
Do blog ESQUERDOPATA

Pressões e exceções

O desabafo do ministro Celso de Mello, acusando "inaceitáveis pressões" dos meios de comunicação sobre ele, e a reação da Folha, que se sentiu injustiçada na generalização, tocam em dois problemas importantes nas relações entre o jornalismo e os leitores/ouvintes. Um, problema atual. O outro, permanente.

A dura reação da Folha (27.set), que em editorial apoiou a decisão do ministro por um recurso para determinados réus do mensalão, não é incompatível com a verdade subjacente nas duras palavras do ministro. É fácil comprová-la a cada dia, para quem lê mais de um jornal, ou ouve rádio e TV.

O jornalismo brasileiro atual volta a uma prática, em graus diferenciados segundo as numerosas publicações, que exigiu muito esforço em meados da minha geração profissional para reduzi-la até o limite do invencível. A opinião está deixando de restringir-se aos editoriais e aos comentaristas autorizados a opinar, sejam profissionais ou colaboradores. A objetividade possível do noticiário, que, entre outros efeitos, trouxe aos meios de comunicação maior respeito ao leitor/ouvinte e maior fidelidade aos fatos, sofre crescente infiltração de meras opiniões. Muitos títulos são como editoriais sintetizados, parecem mesmo, por sua constância, contarem com o amparo ou indiferença das orientações de edição.

Nesse sentido, ainda se não houvesse comentários com cobranças, explícitas ou transversais, a Celso de Mello em seu voto decisivo, o fundo de mensagem imposto ao leitor/ouvinte, na quase totalidade dos meios de comunicação mais relevantes, de fato foi na linha da percepção do ministro. E ficou ainda mais perceptível com essa peculiaridade brasileira que são as cadeias multimídias, em que as mesmas pessoas dizem e escrevem as mesmas coisas várias vezes por dia, em jornal, em diversos horários de rádio, idem em televisão. Lembra o princípio da lavagem cerebral. E, de quebra, há os respectivos blogs.

Mesmo que em algumas ocasiões permitisse impressão contrária, a Folha distinguiu-se do panorama dos meios de comunicação. Além de preservar sua posição contrária a prisões de condenados que não representem perigo para a sociedade, concordou com a validade dos embargos infringentes defendidos por Celso de Mello, no desempate entre os ministros do Supremo. Mas reagiu, no tom em que costumam ser suas reações, ao que considerou como falta de necessária ressalva, por sua atitude, na generalização do desabafo de Celso de Mello.

Generalizações são um problema antigo, presente e suponho que futuro no jornalismo. Posso dizer que a mim incomodam muito, quando não há, ou não sei, como evitar mais uma. E muitas são inevitáveis mesmo. Todos os meios de comunicação usam expressões como "o repúdio dos manifestantes aos políticos", "a Justiça distingue ricos e pobres", e inumeráveis outras, nas quais é claro que não se incluem todos os políticos, nem significam que todos os juízes julgam diferentemente, e por aí em diante. Mas assim são e continuarão as generalizações neste e nos demais meios de comunicação, daqui e de toda parte.

Certas generalizações já pressupõem as exceções. Ainda bem. Mas não deixam de ser um problema no jornalismo --para quem pensa nos problemas-- porque não deixam de conter e transmitir alguma injustiça.
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Ministros de Berlusconi pedem demissão e colocam governo da Itália em risco

29.09.2013
Do portal OPERA MUNDI, 28.09.13
Por Redação | São Paulo   

Membos do PdL deixaram ministérios após primeiro-ministro Enrico Letta dar ultimato e pedir lealdade ao governo
Os cinco ministros do PdL (Povo da Liberdade), partido de direita comandado pelo ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, renunciaram a seus cargos. A informação foi divulgada neste sábado (28/09) um porta-voz do vice-primeiro-ministro italiano, Angelino Alfano, do PdL. Na prática, essa medida deve resultar no fim do apoio da legenda ao governo Letta e colocam em risco sua viabilidade, abrindo as portas para novas eleições.

Leia mais:


Os ministros demissionários afirmaram ser “inaceitável e inadmissível” o ultimato do chefe de governo, Enrico Letta, que na sexta-feira (27) pediu aos partidos da direita que esclareçam se mantêm seu apoio à coalizão governamental, segundo o porta-voz.

Agência Efe
O premiê italiano Enrico Letta fala ao celular ao deixar o palácio Chigi, em Roma

Em uma reunião do conselho de ministros sexta à noite, Letta ameaçou “acabar com a sua experiência” de governo se a frente pró-Berlusconi continuar a paralisar sua administração. Saído das fileiras do Partido Democrático, de centro-esquerda, Letta dirige há seis meses uma improvável coligação de direita-esquerda.

“Letta acusou Berlusconi de “humilhar a Itália”: “Não estou disponível para continuar sem uma clarificação. Ou avançamos e colocamos o país e o interesse dos cidadãos acima de tudo, ou então paramos”, advertiu, em comunicado.
 


Com estas declarações, o presidente do Conselho italiano criticou os deputados do PdL, que ameaçam há dias se demitir em bloco se o senado votar a favor de retirar a cadeira de Silvio Berlusconi por sua condenação a um ano de prisão por fraude fiscal.

Pouco antes, Berlusconi havia convidado aos ministros do PdL a “avaliar a possibilidade de apresentar imediatamente sua demissão para não serem cúmplices de uma posterior vexação imposta pela esquerda aos italianos”.

O ex-primeiro-ministro de 77 anos foi condenado em 1º de agosto de forma definitiva a uma pena de prisão de quatro anos (reduzida para um) por fraude fiscal. O magnata das comunicações, que governou a Itália durante 12 dos últimos 19 anos, deve cumprir sua condenação em seu domicílio ou realizando trabalhos comunitários.

Resposta

Em resposta, Enrico Letta acusou Berlusconi de ter dito "uma grande mentira" aos italianos ao afirmar que a falha do gabinete em aprovar medidas para evitar o aumento de imposto foi a razão de ter deixado o governo.

"Para justificar a atitude irresponsável tomada hoje, com a meta de atender exclusivamente a seus assuntos pessoais, Berlusconi está tentando distorcer a realidade, usando o imposto como um álibi", disse Letta em comunicado.

"No Parlamento, todos terão que assumir a responsabilidade por suas ações perante a nação", afirmou.

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Conheça melhor quem a Economist representa*

29.09.2013
Do blog VI O MUNDO, 28.09.13

Encontre e Cumprimente a Elite Poderosa

O Núcleo Financeiro da Classe Capitalista Transnacional

Os arranjos institucionais dentro do sistema de administração de dinheiro do sistema de capital global buscam, incessantemente, formas de alcançar o maior retorno nos investimentos, e as condições estruturais para manipulações – legais ou não – estão sempre abertas (escândalo da Libor).

Essas instituições se tornaram “grandes demais para falir”, sua abrangência e interconexões pressionam os reguladores do governo a evitarem investigações criminais, que dirá processos na Justiça.

O resultado é uma classe de pessoas semi-protegidas com grandes volumes de dinheiro cada vez maiores, buscando crescimento e retorno ilimitados, com pouca preocupação com as consequências que suas buscas econômicas têm sobre outras pessoas, sociedades, culturas e meio ambiente.

Cento e trinta e seis desses 161 membros do núcleo (84%) [de gerenciadores do capital] são homens. Oitenta e oito por cento são brancos de ascendência europeia (apenas 19 são não-brancos).

Cinquenta e dois por cento têm ensino superior – incluindo 37 MBAs, 14 JDs, 21 PhDs e 12 MA/MS.

Quase todos cursaram faculdades particulares, quase metade foram para as mesmas 10 universidades: Harvard (25), Oxford (11), Stanford (8), Cambridge (8), Universidade de Chicago (8), Universidade de Cologne (6), Columbia (5), Cornell (4), Wharton School da Universidade da Pensilvânia (3) e California-Berkeley (3).

Quarenta e nove são ou foram CEOs, oito são ou foram CFOs, seis trabalharam no Morgan Stanley, seis na Goldman Sachs, quatro na Lehman Brothers, quatro no Swiss Re, sete no Barclays, quatro na Salomon Brothers e quatro na Merrill Lynch.

Pessoas de vinte e dois países formam o cerne financeiro da Classe Corporativa Transnacional.

Setenta e três (45%) são dos Estados Unidos, 27 (16%) da Grã-Bretanha, 14 da França, 12 da Alemanha, 11 da Suíça, quatro de Cingapura, três da Áustria, da Bélgica e da Índia cada um; dois da Austrália e da África do Sul cada, e um de cada um dos seguintes países: Brasil, Vietnã, Hong Kong/China, Qatar, Holanda, Zâmbia, Taiwan, Kuwait, México e Colômbia.

Eles vivem quase todos nas grandes cidades do mundo ou perto delas: Nova York, Chicago, Londres, Paris e Munique.

Membros desse núcleo financeiro participam ativamente de grupos de política global ou de governos.

Cinco das 13 corporações têm diretores como consultores ou ex-funcionários do Fundo Monetário Internacional.

Seis das 13 firmas têm diretores que trabalharam ou prestaram serviços de consultoria ao Banco Mundial.

Cinco das 13 empresas são sócias corporativas do Council on Foreign Relations nos Estados Unidos.

Sete das empresas enviaram 19 diretores ao Fórum Econômico Mundial em fevereiro de 2013.

Sete dos diretores trabalharam ou trabalham no conselho do Federal Reserve, regionalmente ou nacionalmente, nos Estados Unidos.

Seis do núcleo financeiro prestam serviços para o Business Roundtable nos Estados Unidos.
Vários diretores tiveram experiência direta com ministérios de finanças de países da União Europeia e do G20.

Quase todos os 161 indivíduos trabalham em alguma posição de consultoria para organizações reguladoras, ministérios de finanças, universidades e instituições de planejamento e política nacionais ou internacionais.

Estima-se que a riqueza total do mundo chegue a quase US$ 200 trilhões, sendo que as elites dos Estados Unidos e da Europa têm aproximadamente 63% deste total, enquanto a metade mais pobre da população global tem somado, menos de 2% da riqueza do planeta.

Segundo o Bando Mundial, 1,29 bilhão de pessoas estão vivendo em pobreza extrema, com menos de US$ 1,25 por dia, e 1,2 bilhão mais vivem com menos de US$ 2,00 por dia.

Trinta e cinco mil pessoas, a maioria crianças, morrem todo dia de má nutrição. Enquanto milhões sofrem, a elite financeira transnacional procura retorno nos trilhões de dólares investidos na especulação com o aumento dos custos da comida, das commodities, da terra e outros itens primários de sustentação da vida para o propósito primário de auferir ganhos.

Eles fazem isso em cooperação uns com os outros em um sistema global de poder e controle das corporações transnacionais e como tais constituem o cerne da classe capitalista corporativa internacional.

Os governos do ocidente e as instituições de políticas internacionais servem aos interesses deste núcleo financeiro da Classe Corporativa Transnacional.

Guerras são deflagradas para proteger seus interesses. Tratados internacionais e acordos políticos são arranjados para promover seu sucesso.

Elites poderosas trabalham para promover a livre circulação de capital global para investimentos em qualquer lugar que ofereça possibilidade de retorno.

Identificar as pessoas que tem todo esse poder e influência é parte importante dos movimentos democráticos que buscam defender o cidadão comum para que todos os humanos possam dividir e prosperar.


Peter Pillips é professor de sociologia da Universidade Estadual de Sonoma e presidente da Media Freedom Foundation/Project Censored.
*A chamada de capa é do Viomundo; tradução de Heloisa Villela

O brasileiro citado trabalha na Capital Group Companies Inc.:
Leia também:
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MÍDIA SELETIVA E PARTID Folha, suas “folhices” e o pundonor da hipocrisia

29.09.2013
Do blog TIJOLAÇO
Por Fernando Brito