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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

ARRUDA, O RETORNO: O MENSALÃO DO DEM VOLTAR

26.09.2013
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA
 
 O ex-governador José Roberto Arruda (ex-DEM) está com o caminho livre para se candidatar nas eleições do ano que vem. O aval foi dado pelo plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) na sessão da última terça-feira, quando julgou regulares, com ressalvas, as contas do governo de 2008, quando Arruda estava à frente do Palácio do Buriti. A aprovação, por ampla maioria — 17 votos favoráveis, um contrário e uma abstenção. Quem deve estar feliz com a notícia publicada nesta quinta feira pelo jornal Correio Braziliense,  é José Serra, amigo e aliado de Arruda. Lembram da frase "Vote em um careca e leve dois"?
 
 A mobilização de distritais arrudistas contrariou principalmente os petistas, que têm maior bancada. Nenhum deles votou pela aprovação das contas do ex-governador, até porque, à época, o PT era o principal partido de oposição ao governo Arruda. Dos presentes na sessão de terça-feira, Wasny de Roure, presidente da Casa, foi contrário e a líder do governo, Arlete Sampaio, se absteve. Já Chico Leite ficou revoltado e disse que não poderia votar uma matéria que não teve tempo de analisar com calma. "São contas que foram aprovadas com ressalvas pelo Tribunal de Contas do DF (TCDF) e que os deputados tinham a obrigação de ter muito cuidado ao votar, já que se referem a um período nebuloso da política do DF", desabafou.

 O distrital, então, retirou-se do plenário, acompanhado de Joe Valle (PSB), que se sentiu pressionado por parlamentares do bloco PEN-PSB para que as contas de Arruda fossem levadas à análise dos deputados. O relator do caso na Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF), Dr Michel (PEN), ressaltou que fez como o TCDF: votou pela aprovação, com ressalvas. Tanto Arlete Sampaio quanto Wasny também não gostaram da postura dos colegas.

A deputada alega que a aprovação às pressas demonstra que Arruda ainda mantém influência forte entre parlamentares da Casa. No dia da votação, Patrício e Cláudio Abrantes, outros dois petistas, estavam ausentes e o líder do partido, Chico Vigilante, estava de licença médica.
 
  Ida para o PR
 
 A manobra interessava diretamente a Arruda, já que ele dependia disso para que seu nome estivesse livre para a disputa no ano que vem. Ele agora passa a procurar uma legenda que o permita voltar à política.

 O mais provável é a ida para o Partido Republicano, ao qual pertence o distrital Aylton Gomes, um dos que estiveram à frente da movimentação para a aprovação das contas de 2008. O empenho do parlamentar para que a votação ocorresse esta semana indica uma clara aproximação com Arruda.
 
Roriz
 
 O Democratas (DEM) rejeitou a filiação do ex-governador Joaquim Roriz (sem partido). Depois de ser dado como praticamente certo pela direção regional da legenda no Distrito Federal, o ingresso do político foi vetado pela Executiva Nacional, que teve se reunir às pressas, no final da tarde de ontem, para tratar do assunto levado pelo presidente regional, Alberto Fraga. Com a rejeição, Roriz e o seu capital político continuam à procura de uma legenda, a tempo de participar das eleições de 2014. Ele tem conversado com outros grupos, mas ainda não há nenhum indicativo de aliança.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2013/09/arruda-o-retornoo-mensalao-do-dem-vai.html

Celso de Mello: “fui exposto a uma brutal pressão midiática”

26.09.2013
Do blog TIJOLAÇO
Por Fernando Brito
 
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Hoje, na coluna Painel, da Folha, o ministro Celso de Mello abriu o verbo contra o que a mídia tentou fazer sobre ele para que recusasse o voto pela admissibilidade dos embargos infringentes. Ele diz que “ em 45 anos de atuação na área jurídica (…) nunca presenciei um comportamento tão ostensivo dos meios de comunicação sociais buscando, na verdade, pressionar e virtualmente subjugar a consciência de um juiz.”.
 
Leia, abaixo, o desabafo do decano do STF,  tanto a um jornal de sua cidade natal, Tatuí (SP), quanto a Monica Bergamo, da Folha, e, claro, espere em vão algum meia culpa do jornal e dos outros meios que fizeram essa “brutal pressão midiática”:
 
O ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), fez um desabafo no começo da semana a um velho amigo, José Reiner Fernandes, editor do “Jornal Integração”, de Tatuí, sua cidade natal. Em pauta, críticas que recebeu antes mesmo de votar a favor dos embargos infringentes, que deram a réus do mensalão chance de novo julgamento em alguns crimes.
 
“Há alguns que ainda insistem em dizer que não fui exposto a uma brutal pressão midiática.
 
Basta ler, no entanto, os artigos e editoriais publicados em diversos meios de comunicação social (os ‘mass media’) para se concluir diversamente! É de registrar-se que essa pressão, além de inadequada e insólita, resultou absolutamente inútil”, afirmou ele.
 
Mello parece estar com o assunto entalado na garganta. Na terça-feira (24), ele respondeu a um telefonema da Folha para confirmar as declarações acima. E falou sobre o tema por quase meia hora.
 
“Eu imaginava que isso [pressão da mídia para que votasse contra o pedido dos réus] pudesse ocorrer e não me senti pressionado. Mas foi insólito esse comportamento. Nada impede que você critique ou expresse o seu pensamento. O que não tem sentido é pressionar o juiz.”
 
“Foi algo incomum”, segue. “Eu honestamente, em 45 anos de atuação na área jurídica, como membro do Ministério Público e juiz do STF, nunca presenciei um comportamento tão ostensivo dos meios de comunicação sociais buscando, na verdade, pressionar e virtualmente subjugar a consciência de um juiz.”
 
“Essa tentativa de subjugação midiática da consciência crítica do juiz mostra-se extremamente grave e por isso mesmo insólita”, afirma.
 
E traz riscos. “É muito perigoso qualquer ensaio que busque subjugar o magistrado, sob pena de frustração das liberdades fundamentais reconhecidas pela Constituição. É inaceitável, parta de onde partir. Sem magistrados independentes jamais haverá cidadãos livres.”
 
“A liberdade de crítica da imprensa é sempre legítima. Mas às vezes é veiculada com base em fundamentos irracionais e inconsistentes.” Por isso, o juiz não pode se sujeitar a elas.
“Abordagens passionais de temas sensíveis descaracterizam a racionalidade inerente ao discurso jurídico. É fundamental que o juiz julgue de modo isento e independente. O que é o direito senão a razão desprovida da paixão?”
 
O ministro repete: não está questionando “o direito à livre manifestação de pensamento”.
 
“Os meios de comunicação cumprem o seu dever de buscar, veicular informação e opinar sobre os fatos. Exercem legitimamente função que o STF lhes reconhece. E o tribunal tem estado atento a isso. A plena liberdade de expressão é inquestionável.” Ele lembra que já julgou, “sem hesitação nem tergiversação”, centenas de casos que envolviam o direito de jornalistas manifestarem suas críticas. “Minhas decisões falam por si.”
 
Celso de Mello lembra que a influência da mídia em julgamentos de processos penais, “com possível ofensa ao direito do réu a um julgamento justo”, não é um tema inédito. “É uma discussão que tem merecido atenção e reflexão no âmbito acadêmico e no plano do direito brasileiro.” Citando quase uma dezena de autores, ele afirma que é preciso conciliar “essas grandes liberdades fundamentais”, ou seja, o direito à informação e o direito a um julgamento isento.
 
O juiz, afirma ele, “não é um ser isolado do mundo. Ele vive e sente as pulsões da sociedade. Ele tem a capacidade de ouvir. Mas precisa ser racional e não pode ser constrangido a se submeter a opiniões externas”.
 
Apesar de toda a pressão que diz ter identificado, Celso de Mello afirma que o STF julgou o mensalão “de maneira independente”. E que se sentiu “absolutamente livre para formular o meu juízo”. No julgamento, ele quase sempre impôs penas duras à maioria dos réus.
 
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Fonte:http://tijolaco.com.br/index.php/celso-de-mello-fui-exposto-a-uma-brutal-pressao-midiatica/

Atrizes de luto da Globo revivem o Movimento Cansei de Ser Canastrona

26.09.2013
Do Blog Palavra Livre, 20.09.13
Por Davis Sena Filho
 
 
EU NÃO SEI O QUE É MAIS CANASTRÃO: A "INDIGNAÇÃO" OU O "LUTO" DAS ATRIZES.

Atrizes “globais” se encontraram no set da novela “Amor à vida”, e resolveram ficar de luto. Elas “ressuscitaram” o fracassado e ridículo Movimento Cansei, promovido por sindicatos patronais, à frente o empresário João Dória, o presidente da sede paulista da OAB, advogado Luís Flávio Borges D'Urso,além da apresentadora Hebe Camargo, recentemente falecida. Na época, essas pessoas da “elite” paulista contaram ainda com a presença de Ivete Sangalo, Ana Maria Braga, Agnaldo Rayol, Daniela Mercury, Regina Duarte, dentre muitas outras personalidades do mundo artístico, empresarial e político.

O primeiro Cansei aconteceu em 2007, na Praça da Sé, em São Paulo, e teve como propósito protestar contra a “corrupção” e “tudo o que está aí”, como afirmaram, de forma genérica e nada pontual, alguns grupos que no mês de junho deste ano se manifestaram nas ruas do Brasil. Muitos dos protestantes empunhavam vassouras à moda Jânio Quadros, conduta semelhante à da classe média coxinha dos idos de 1960, década que a sociedade brasileira foi vítima de um golpe militar.

Entretanto, percebe-se que tais reacionários e alienados não sabem ou se sabem não se importam em saber que os governos Lula e Dilma foram, por intermédio da Polícia Federal, da Advocacia Geral da União, da Receita Federal e do Ministério Público os que mais empreenderam ações de combate à corrupção na história deste País. Quem duvida do que afirmo, acesse o Portal da Polícia Federal e verifique a verdade que estou a comentar. Agora, algumas pessoas preferem ser informadas sobre as realidades apenas por meio da imprensa de negócios privados, evidentemente que a informação chegará com ruído ou truncada, porque se trata de uma imprensa de mercado, de oposição aos trabalhistas e ao PT, que tem lado, ideologia e preferências políticas e partidárias. Ponto.
 
Contudo, o “protesto” do Cansei tinha um caráter obscuro, porque, na verdade, visava acusar e culpar o ex-presidente Lula pelo acidente aéreo da TAM, ocorrido em 2007 e que ceifou a vida de 199 pessoas. Um absurdo e perversidade a intenção dos “cansados” da vida boa e da imprensa golpista, pois logo ficou comprovado que o acidente com o avião foi um erro técnico de pilotagem, o que acarretou o infeliz desastre, que até hoje machuca os corações das pessoas que tiveram seus parentes e amigos mortos. Lula, anos depois, comentou sobre o terrível episódio, mas a imprensa burguesa jamais se retratou de sua postura irresponsável e que não mede consequências para ter seus interesses políticos e econômicos concretizados.

Voltemos às atrizes. Em silêncio obsequioso, as “divas” que estão em cartaz na televisão protestaram contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de cumprir a Constituição e o Regimento Interno da Corte mais importante do Brasil. Com seus rostos sisudos e olhares decepcionados, demonstraram, “artisticamente”, que são desinformadas, alienadas, bem como sintetizam com seus atos e gestos a essência reacionária e conservadora dos coxinhas ricos e da classe média tradicional. Elas simplesmente retomaram a posição dos artistas do Movimento Cansei, pois engravidam pelo ouvido e se conduzem conforme seus patrões determinam e pensam. Coxinha é coxinha; mas coxinha artista com suas matreirices, caras e bocas é dose pra mamute!
 
Em pleno estado democrático de direito, tais atrizes, certamente sem saber o que está a acontecer de fato, juntam-se aos jornalistas das Organizações(?) Globo e agradam seus patrões, os irmãos Marinho, que, se pudessem, julgariam os réus do mensalão sem lhes conceder o direito pleno à defesa, ao contraditório, bem como colocariam um camburão da polícia na porta do STF para que os condenados fossem execrados em público. Certamente os fotografariam e os filmariam, além de somente entrevistar aqueles que tivessem dispostos a acusar e condenar os envolvidos com o “mensalão”, principalmente se os personagens são do núcleo político do caso, a exemplo de José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares.

 
OLHA AS ATRIZES AÍ, GENTE!!!
 
Durma-se com um barulho desse. As globais se vestiram de preto e resolveram posar de luto. Porém, um luto direcionado e premeditado. Por seu turno, se as atrizes pensam que seus gestos vão atrair ou comover os brasileiros podem tirar o cavalinho da chuva, porque a maioria dos cidadãos não se sente mais impactada com a opinião publicada dos jornalistas e muito menos com os trejeitos e matreirices de artistas que vivem em um espaço paralelo, porque pensam que o mundo se resume ao bairro do Leblon e à cidade de Miami. Não vai haver reverberação. O STF decidiu pelos embargos infringentes e quanto a isto não há artista, jornalista e patrão dessa gente que possa mudar tal decisão constitucional e, por sua vez, baseada nas leis do Direito.
 
 
Agora, vamos à longa pergunta que se recusa a se calar: Por que as atrizes de luto Suzana Vieira, Carol Castro, Rosamaria Murtinho, Nathalia Timberg e Bárbara Paz não protestam e não se vestem de preto por causa do mensalão tucano, dos desvios do rodoanel, da privataria tucana, do príncipe da privataria, do propinoduto de Furnas, do escândalo do Banestado, da compra de votos de FHC para ser reeleito, dos escândalos do metrô e dos trens de São Paulo (Alstom e Siemens), do escândalo Veja-Época-Cachoeira-Perillo-Demóstenes, da sonegação de impostos das Organizações(?) Globo de quase R$ 1 bilhão, dos dois hábeas corpus cangurus concedidos por Gilmar Mendes ao banqueiro Daniel Dantas, além de outros casos policiais e de terror, a exemplo do estuprador e médico Roger Abdelmassih, do banqueiro Cacciola e do mensalão do DEM?
 
Não. Nem pensar. As atrizes enlutadas não se interessam por política e por isso não sabem que criminosos no Brasil para os membros e representantes da Casa Grande vestem a cor vermelha, muitos deles são trabalhistas ou socialistas, ganharam as últimas três eleições e votam no PT. E isto a Casa Grande jamais vai perdoar. O mensalão para certos grupos conservadores é apenas o do PT. O mensalão nunca foi comprovado e por isto é um mentirão cujo tempo vai provar e esclarecer. Não surtiu o efeito desejado a campanha feroz, insidiosa, manipulada e distorcida da imprensa cúmplice de golpe de estado contra os réus da AP 470.

O Brasil tem leis e Constituição, que garantem os direitos civis do povo brasileiro. O Movimento Cansei das atrizes coxinhas das Organizações(?) Globo é um paródia mal feita em que a sofrível interpretação delas as colocam em posição de canastronas das realidades sociais e políticas brasileiras. O Movimento Cansei vestido de corvo ou urubu interpretou o jeito coxinha de ser e foi enterrado no próprio luto. É isso aí.
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Fonte:http://davissenafilho.blogspot.com.br/2013/09/atrizes-de-luto-da-globo-revivem-o.html

Matheus Pichonelli: A direita saiu do armário

26.09.2013
Do blog VI O MUNDO,
Por Matheus Pichonelli, em CartaCapital
 
37ª Anpocs
 

Direita, volver
 
 
A direita saiu do armário. Em meio aos protestos de junho, grupos de manifestantes tomaram as ruas e as redes sociais alinhados a discursos e propostas que negavam, no tom e na forma, a vocação original das mobilizações, iniciadas a partir de uma demanda clara: a suspensão do aumento das passagens de ônibus das grandes cidades.
 
A esses pedidos se somaram bandeiras do pensamento conservador que só aparentemente estava superado, entre elas o repúdio aos partidos políticos e a políticas sociais.
 
Antes dos movimentos, este pensamento estava representado no Congresso, no discurso moralista em torno da corrupção, na guinada à direita do principal partido de oposição e nas reações às mudanças sociais desenhadas a partir das políticas afirmativas, como as cotas raciais.
 
O debate sobre o ressurgimento do conservadorismo político no Brasil contemporâneo reuniu na terça-feira 24, durante o 37º Encontro Anual da Anpocs, quatro dos principais estudiosos do tema. E serviu como um alerta ao flerte para as soluções antidemocráticas que têm cercado a agenda política nacional.
 
Em sua exposição, o professor de ciência política da UFPR Adriano Codato traçou um perfil dos deputados federais eleitos por partidos declaradamente de direita desde 1945 até a eleição de 2010.
 
Se antes os deputados direitistas se concentravam na Arena e no PDS, no segundo ciclo democrático, a partir de 1982, espalharam-se por legendas como o DEM, o PSC, o PRB, o PTB e o antigo PL. São partidos que, segundo ele, possuem uma lógica própria de atuação e recrutamento social dentro do empresariado. Por este critério, explicou o pesquisador, foram incluídas legendas como o PSDB, que segundo ele recruta outros perfis de lideranças políticas, notadamente profissionais liberais.
 
Codato analisou mais 7 mil representantes eleitos e concluiu: apesar de fazerem mais barulho, os chamados comunicadores de inclinações autoritárias têm menos representação do que os empresários na Câmara.
 
Houve, no entanto, um deslocamento. Com a industrialização e as políticas sociais, o coronel cede cada vez mais espaço ao empresário urbano, embora ainda haja uma forte presença de ruralistas nestes partidos. A maioria desses políticos ainda é eleita no Nordeste, mas não na mesma proporção observada antes do segundo ciclo democrático.
Eles também envelheceram: antes, concentravam-se na faixa entre 35 e 50 anos. Agora são mais comuns entre grupos de 60 anos. Codato ressaltou também o crescimento de pastores evangélicos neste grupo a partir de 1982.
 
Dentro deste segundo ciclo democrático, o pesquisador notou que, a partir de 2002, com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência, houve uma redução na proporção de políticos de partidos conservadores no Nordeste. “Percebemos que a direita está saindo do Nordeste. Não saiu totalmente, mas está diminuindo.”
 
Foi ao longo deste segundo ciclo, no entanto, que um partido nascido à esquerda do PMDB de José Sarney, presidente da República na época, e Orestes Quércia, então governador paulista, apresentou uma guinada à direita e passou a disputar os votos mais conservadores do eleitorado.
 
Apesar da nomenclatura e do histórico de inclinação social-democrata, a princípio distante da formação conservadora clássica, o PSDB tem ocupado nas últimas eleições uma posição que antes combatia. Foi o que afirmou em sua exposição o cientista político e professor da FGV-SP Claudio Couto.
 
O acadêmico traçou um histórico da atuação da legenda a partir da eleição de Luiza Erundina na cidade de São Paulo, quando PT e PSDB combatiam, do mesmo lado, o malufismo. A vitória petista nas urnas não aproximou os dois partidos. Pelo contrário: a polarização entre eles se tornou cada vez maior, embora tivessem atuado em certo período no mesmo campo, como quando faziam oposição a Fernando Collor de Mello.
 
A guinada à direita dos tucanos, de acordo com o professor, tem início com a inclinação do PT em direção ao centro a partir da Carta ao Povo brasileiro em que o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva se comprometia a manter as bases econômicas do governo Fernando Henrique Cardoso. “O PT só não se tornou um partido centrista porque conseguiu implementar as políticas sociais. Mas tirou o lugar do PSDB ao centro, se moderou e deixou o PSDB sem discurso.”
 
Um discurso de oposição chegou a ser esboçado durante o escândalo do chamado “mensalão”, quando, segundo Couto, os tucanos substituíram a crítica ideológica pela crítica moral aos adversários.
 
Em vão. O discurso chegou a fazer efeito em uma classe média e classe média alta que perdiam força política à medida que o PT, sob Lula, se firmava como o partido dos pobres. Como exemplo deste movimento, Couto citou um artigo de Fernando Henrique Cardoso em que defendia a busca, pelo PSDB, das camadas médias para “não falar sozinho diante do povão”. Para o ex-presidente tucano, os governos petistas haviam conseguido cooptar os movimentos sociais.
 
“Com o tempo, o PSDB herdou o voto de Maluf, que encolhia. O discurso anticorrupção se tornou discurso fundamental pelos novos conservadores recauchutados. Antes o eleitorado à esquerda votava em Covas para evitar a eleição de Maluf e Francisco Rossi. Hoje o (governador de São Paulo, Geraldo) Alckmin não é diferente de Fleury e Maluf, sobretudo em relação à política de segurança pública”.
 
Outro movimento simbólico do PSDB em direção à direita, segundo ele, foi a presença do ex-ministro José Serra, antes autodeclarado desenvolvimentista, nos lançamentos de dois livros de Reinaldo Azevedo, que faz de seu blog uma das principais trincheiras do reacionarismo nacional. Nas duas ocasiões, Serra era candidato: a governador, em 2006, e a prefeito de São Paulo, em 2012.
 
Como consequência, resta hoje ao PSDB atacar os gastos sociais e o “Estado paternalista” em suas propagandas oficiais encabeçadas agora pelo mineiro Aécio Neves, provável candidato a presidente pela legenda.
 
Discurso antissistema e anticotas. A apropriação, por parte da oposição, do discurso anticorrupção é outro sintoma da ascensão do pensamento conservador. Segundo Fernando Filgueiras, professor de teoria política da UFMG, o discurso em torno da corrupção tem se constituído, no jogo democrático e na opinião pública, a partir de uma perspectiva moralista e não da moralidade do debate.
 
Trata-se de um discurso assertório que a experiência histórica transformou em tragédias recentes, como o udenismo da era Vargas. É quando, segundo o professor, deixa-se de discutir a corrupção “no” Estado e “no” sistema democrático para se debater a corrupção “do” Estado e “do” sistema democrático.
 
Em outras palavras, parte da opinião pública passa a considerar as instituições políticas como “inimigas” e começa a defender o fim do sistema, e não a sua reforma. O risco é o alinhamento do País em uma perspectiva autoritária. “No Brasil, esse tema é observado sempre em momentos de mudança do sistema político. Uma sociedade mais plural, mais dinâmica, mais mobilizada, serve como contraponto a esse discurso assertório. A defesa da democracia passa pelo enfrentamento da corrupção no âmbito das instituições, e não o esvaziamento das reformas na agenda política.”
 
E completa: “A corrupção é compreendida pela direita como um processo de degeneração política. Mas a direita não tolera pluralismo. Este é um discurso antidemocrático por definição porque pede o enfrentamento com mudanças bruscas de regime, e não com o fortalecimento de instituições democráticas.”
 
Sobre a articulação do pensamento conservador na opinião pública, o professor de ciência política do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) João Feres Júnior apresentou as hipóteses principais de um trabalho ainda em andamento a partir do discurso anticotas raciais pelas universidades públicas.
 
Feres analisou os argumentos apresentados, segundo ele de forma coordenada e articulada, por alguns expoentes do pensamento conservador que se colocaram contra a instituição das cotas por meio de artigos na imprensa e livros-manifesto. O principal exemplo foi a publicação de Divisões Perigosas – Políticas Raciais no Brasil, livro com 50 artigos contrários à política de cotas que teve como principal fiador o geógrafo Demétrio Magnoli, campeão de publicações a respeito do tema na mídia.
 
Feres selecionou os argumentos usados por Magnoli e companhia e identificou o que economista alemão Albert Hirschman considerou como pilares da intransigência em um debate: as teses do efeito perverso (“vamos perder direitos”, “vamos produzir mais discriminação”), da futilidade (“as cotas são vulneráveis a fraudes”, “o sistema fracassou em outros lugares”) e da ameaça (“ao tentar ganhar, vamos perder direitos”).
 
A alegada preocupação com a “radicalização” da sociedade, a imposição de uma “nação bicolor”, com a “oficialização do racismo”, a “proeminência da raça” em detrimento das classes sociais e a ofensa à nossa suposta “tradição da mestiçagem” encontrada nos artigos possuíam, segundo o estudioso, a estrutura dos argumentos observados por Hirschman nos discursos em reação à revolução francesa, ao sufrágio universal e ao Estado de Bem-Estar Social.
 
Ou seja: em todos esses casos também soou o alarde de quem estava na contramão da história gritando que as mudanças não funcionariam. “Chama a atenção o caráter naturalista das críticas às cotas, sem qualquer embasamento empírico”, diz o professor.
A conclusão preliminar do estudo é que, como em outros momentos históricos, os reacionários se veem acuados diante do espírito pró-mudança de seu tempo. “A estratégia é se dizer a favor da mudanças, mas alertar que ela produzirá o exato oposto do que se quer, e que os ganhos que elas por ventura venham a produzir não compensam as perdas que acarretarão”.
 
Leia também:
 
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/matheus-pichonelli-a-direita-saiu-do-armario.html

JESUS CRISTO, O SENHOR DO ALÍVIO CONTRA A OPRESSÃO.

26.09.2013
Por IRINEU MESSIAS

Em Mateus capítulo 11, versículo 28, o Senhor Jesus Cristo assim procrama: ".Vinde a mim, todos  que estais cansados e oprmidos,  e vos aliviarei".

Dessa declaração divida podemos colher algumas observações bastantes proveitosas para nossas vidas:

1)UM CONVITE AMPLO E UNIVERSAL:  O Senhor Jesus, o Deus único e Verdadeiro, usa de sua autoridade concedida pelo Deus Pai, de  convidar a todos os seres humanos de todas as raças, classes sociai e de todas as épocas da história da humanidade.

2) OS CANSADOS  E OPRIMIDOS .O Mestre Jesus, embora possa resolver todos nossos problemas que afligem os seres humanos,  neste caso particular, ele espefica  apenas dois grandes problemas : cansaço e opressão. Em outras versões  "cansado", é traduzido como "sobrecarregado". Ele como Deus sabia e sabe como as pessoas, pelo muitos problema da vidas, se sobrecarregam, física e emocionalmente. É muito comum ouvirmos as pessoas dizerem que estão cansadas de suas vidas; muitos chegam ao extremos de por fim á própria vida, pela incapacidade de superar o próprio cansaço de existir,de viver. Jesus Cristo sabia disto e fez maravilho convite!

Quanto à opressão, sua consequencia é tão devastadora quanto a do cansaço mental e emocional. O indíviduo oprimido pelas dificuldades da vida, sente-se infeliz, incompleto.

Quando não consegue superar este estado de opressão, quase sempre entra em depressão e, as vezes, atenta contra a própria vida...Jesus  trouxe uma boa notícia para todas essas pessoas! Ele tinha e tem o remédio certo para tudo isso. 

3) O ALÍVIO DIVINAL. Somente Deus tem o poder de dar completo alívio a todas mazelas do ser humano. E Jesus é Deus. no versículo 27, Ele declara: " Todas as coisas me foram entregues por meu Pai...". Ou seja ,aqui, antes da reconfortante declaração, Ela revela o seu grande poder sobre todas as coisas, inclusive sobre a opressão  e cansaço da alma humana. 

Tem o poder para dar aquilo que todo opimido e cansado anela: Alívio para sua dor e sofrimento.

E somente Ele, sendo o Filho  de Deus, pode dizer : "...Vos aliviarei". 

Você meu amigo está passando por problemas na sua vida? sente-se sobrecarregado pela coisas do cotidiano? oprimidos por qualquer tipo de situação na sua vida? 

A Voz do Filho de Deus ainda ecoa do passado para o presente. Ela continua firme e forte, poderosa, eficaz e aliviadora. Sua Palavra diz, muito claramente : "Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente". 

Ele só pede que você tome o julgo dEle, certamente,muito mais leve que o fardo que você carrega para lá e para cá, sem alívio, sem alegria e sem solução. o fardo dEle é muito mais leve. 

Aceite o julgo suave deste Amado Senhor que  deu Sua vida no Calvário por mim e por você. Hoje  Ele está á destra do Pai, intercendo por minha e sua vida, para nos ofertar  o alívio que nossas almas carecem.

Aceite-o como Senhor de sua vida. Tenha com Ele uma experiência pessoal e sua vida viverá em completo alívio emocional e espiritual. 

Glórias ao Senhor Jesus!

IRINEU MESSIAS
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Fonte:http://jesuscristoaunicaesperanca.blogspot.com.br/2013/09/jesus-cristo-o-senhor-do-alivio-contra.html