sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Datafolha pesquisará trensalão tucano?

20.09.2013
Do BLOG DO MIRO, 19.09.13


Por Altamiro Borges

No dia do voto decisivo do ministro Celso de Mello no Supremo Tribunal Federal (STF), o Datafolha – empresa da famiglia Frias, a mesma que edita a Folha serrista – divulgou uma pesquisa com o nítido objetivo de interferir no resultado do julgamento do chamado “mensalão”. Após o intenso bombardeio midiático, a sondagem mostrou o óbvio: 55% dos entrevistados seriam contra os embargos infringentes e 79% pediram a imediata prisão dos “mensaleiros”. Já que está tão interessado em sondar a opinião púbica – que a mídia confunde com a opinião publicada –, o instituto também poderia realizar uma pesquisa sobre o recente escândalo do “trensalão” tucano.

Antes da sondagem, porém, a imprensa deveria cumprir seu papel e produzir mais reportagens investigativas sobre o milionário esquema de propinas entre o governo tucano de São Paulo e as poderosas multinacionais do setor de transportes, como a Siemens e a Alstom. O assunto explosivo simplesmente sumiu dos noticiários dos jornalões e das emissoras de rádio e tevê nas últimas semanas. No caso das revistonas, a asquerosa Veja até hoje nem sequer tratou do escândalo. A mesma mídia, tão seletiva e parcial em suas denúncias, também deveria aumentar o tom das críticas à postura pouco transparente e bastante suspeita do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Quando a revista IstoÉ produziu a primeira matéria sobre o propinoduto tucano – logo apelidado pelos irreverentes internautas de “trensalão” –, o governo paulista negou as acusações e a mídia amiga fez um pacto mafioso de silêncio absoluto. Como o tema agitou as redes sociais e as ruas, com vários protestos exigindo a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), parte da imprensa foi forçada a tratar do assunto e o governador garantiu que investigaria as denúncias. Até hoje, porém, nada foi feito. O próprio editorial da Folha desta quinta-feira (19) constata, meio a contragosto, que Geraldo Alckmin está enrolando a sociedade.

“Se Alckmin estivesse mesmo disposto a esclarecer o escândalo milionário que atinge sucessivas administrações tucanas, poderia ter adotado medidas mais concretas que as palavras favoráveis a ‘toda a transparência’ e ‘suas consequências’... Sobram razões para que o caso seja investigado nas variadas frentes disponíveis. Geraldo Alckmin e sua base de apoio, apesar das palavras, mostram entendimento divergente. A Assembleia Legislativa de São Paulo, amplamente dominada pelo PSDB e seus aliados, poderia ter instaurado Comissão Parlamentar de Inquérito sobre os transportes. Como seria de esperar – e de lamentar –, contudo, ela não o fez, e nada sugere que virá a fazê-lo”.

Nesta semana foram iniciados os trabalhos de três CPIs na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Nenhuma delas toca no assunto. Elas irão apurar as causas da violência contra a mulher, o desaparecimento de pessoas e a regularidade dos serviços prestados pelas empresas de energia elétrica. A oposição ao governo tucano, composta por PT, PCdoB e um deputado do PDT, até tentou coletar as assinaturas para criar uma comissão de inquérito sobre o “trensalão” – conseguiu 27 das 32 necessárias. O PSDB sabotou descaradamente o pedido de abertura da CPI. A mídia amiga evitou dar manchete para mais este golpe na Alesp. Cadê o Datafolha para pressionar os tucanos?


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Propinão do PSDB: Trem do Metrô foi reformado a um custo de 81% do que custaria um trem novo

20.09.2013
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 19.09.13

Cada trem do Metrô foi reformado a um custo de 81% do que custaria um trem novo, segundo denúncia no Cade

Uma reforma de 98 trens das linhas 1 e 3 do Metrô de São Paulo foi estimada em R$ 1,75 bilhão, em 2009. Em julho de 2011, o valor já chegava a R$ 2 bilhões, por causa de reajustes contratuais. Os contratos foram fixados em dólar, com taxa de câmbio em alta. Cada trem foi reformado a um custo de 81% do que custaria um trem novo, segundo denúncia do deputado estadual licenciado Simão Pedro (PT), hoje secretário de Serviços da prefeitura paulistana. De acordo com o Cade (Conselho Administrativo de Defesa econômica), empresas acusadas de participar de um cartel para a venda de trens em São Paulo já sabiam em 2007, dois anos antes, do projeto do governo para modernização de trens. A reforma é antieconômica e lesa os cofres públicos, dizem especialistas.

O Ministério Público de São Paulo investiga o caso e já ouviu 15 representantes do Metrô paulista e de empresas que participaram da licitação para a reforma. Os contratos vigoram até o final do próximo ano. Entre as companhias contratadas estão várias acusadas de participar do suposto cartel.

 A concorrência para modernização dos trens (alguns com mais de 30 anos de uso) foi dividida em quatro lotes. Um dos contratos, no valor de R$ 466 milhões, foi firmado em junho de 2009 com o consórcio Modertrem, formado pelas empresas Alstom, francesa, e Siemens, alemã. As duas foram apontadas como as líderes do esquema investigado em São Paulo. A Siemens fez um acordo de leniência com o Cade e seus executivos colaboram com as autoridades brasileiras na investigação sobre o funcionamento do cartel. A partir de documentos obtidos pelo Cade, novas revelações devem surgir. As informações são do jornal Brasil Econômico

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Não é pouco metade do STF ter perdido o pudor

20.09.2013
Do BLOG DA CIDADANIA, 19.09.13
Por Eduardo Guimarães
Enquanto muitos – eu entre eles – comemoravam uma belíssima vitória do Direito sobre a politicagem ao fim da sessão do STF da última quarta-feira, outros viram menos motivos para comemorar do que para lamentar não o desfecho do embate espantoso que se instalou na instância máxima do Poder Judiciário, mas a mera existência daquele embate.
Ao sopesar o desastre do qual o Brasil acabara de escapar, espantei-me. Eu estava comemorando o que, afinal? Que quase metade de um colegiado com tanto poder tenha se disposto a agir como se fosse participante de em um reality show em que se busca, única e exclusivamente, popularidade?
Dá para comemorar que CINCO ministros do STF tenham dado uma banana para a lei e tido a “coragem” espantosa de negar um direito que só com uma dose cavalar de otimismo é possível acreditar que desconheciam? É como estar em um avião com quatro turbinas e comemorar quando “só” duas param de funcionar em pleno voo.
Não, meus caros leitores, não há motivo para comemoração, mas, sim, para muita preocupação.
Por duas horas inteirinhas, o ministro Celso de Mello explicou, didaticamente, como era absurdo recusar o direito de qualquer um a recurso secular de condenados em ações penais na última instância do Judiciário. E, apesar disso, nenhum dos que votaram daquela forma criminosa pediu para rever seu voto (!?).
O que foi aquele discurso de Gilmar Mendes na semana passada e as declarações dele nesta semana, tanto no Supremo quanto fora dele e para a imprensa?
Mendes fez um discurso quase inacreditável atacando os judiciários de países vizinhos nos quais a democracia vige com tanto vigor quanto aqui. Um discurso cheio de idiossincrasias e com uma baboseira ideológica cabível, sim, em colunas políticas de jornais, mas incabível na Cúpula de um dos Poderes da República.
Você gostaria de ver o Eduardo Guimarães ou o Reinaldo Azevedo levando as suas opiniões de forte cunho político-ideológico para o julgamento de um filho, de um pai ou de um irmão seu ou gostaria que fossem julgados por magistrados serenos, concentrados apenas na letra da lei?
Eu, aliás, não poderia ser eu se fosse um mero juiz de primeira instância, quanto mais se fosse um ministro do Supremo. Teria que reformular minha forma de ser e de pensar. Estaria obrigado a me tornar escravo da Constituição, enfim, escravo de todo o arcabouço legal constituído. Ou não poderia ser juiz.
Não restou a menor dúvida de que os embargos infringentes são legais. Aliás, já não restava desde o primeiro voto sobre esse assunto na semana retrasada.
Mas quando, na noite da última sexta-feira, o site do jornal O Globo publicou matéria relatando que o Congresso já se havia debruçado sobre o tema em 1990 e recusara a supressão do instrumento recursal, não havia mais o que discutir.
Duvido de que os ministros que votaram contra os embargos infringentes não soubessem o que um obscuro repórter de O Globo descobriu e que este blog qualificou como “prova” de que continuavam válidos. Desse modo, um, dois, três, quatro, cinco ministros do STF mentiram, encenaram uma farsa que visou enganar o país.
Li uma tese curiosa do blogueiro Reinaldo Azevedo, tese que um leitor dele postou na caixa de comentários desta página. Vale reproduzir, porque, em parte, concordo com o blogueiro da Veja.
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(…) A menos que os cinco ministros que recusaram os infringentes sejam ogros do direito; a menos que os cinco ministros que disseram “não” ao expediente sejam notáveis cretinos, incapazes de entender o ordenamento jurídico em que vivemos; a menos que os cinco ministros que repudiaram o que lhes pareceu uma excrescência tenham se divorciado da lei, é forçoso constatar que o caminho seguido por Celso de Mello não era o único que se conciliava com as leis (…)
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Concordo, em parte. Ao rejeitarem um recurso que o blogueiro supracitado enrolou, enrolou e não soube dizer por que não é válido, a única conclusão possível é que esses cinco ministros agiram assim porque são, sim, “ogros” e/ou “notáveis cretinos incapazes de entender o ordenamento jurídico em que vivemos”.
Como você se sente, leitor, sabendo que quase metade do comando de um Poder da República ao qual você ainda poderá ter que recorrer – caso nunca tenha recorrido – é composto por “ogros cretinos”? Você eu não sei, mas eu posso lhe garantir que me sinto muito, muito, mas muito mal mesmo. Fortemente preocupado. E algo desalentado.
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GOSPEL PRIME: Silas Malafaia comenta prisão de lésbicas durante culto de Feliciano

20.09.2013
Do portal GOSPEL PRIME, 19.09.13
Por Leiliane Roberta Lopes

O líder religioso apontou os dois crimes cometidos pelas jovens

Silas Malafaia comenta prisão de lésbicas durante culto de FelicianoSilas Malafaia comenta prisão de lésbicas durante culto de Feliciano
O pastor Silas Malafaia escreveu um texto em seu site Verdade Gospel comentando sobre a prisão de duas jovens que foram presas por se beijarem durante a pregação do pastor Marco Feliciano no último domingo (15) na cidade de São Sebastião, litoral de São Paulo.
Feliciano percebeu a movimentação dos ativistas, uma das jovens era a organizadora do “beijaço gay” que pedia a saída do pastor da Comissão de Direitos Humanos e Minoria da Câmara (CDHM), e pediu para que a polícia retirassem as jovens que estavam desrespeitando o local de culto.
Para Malafaia a atitude mostra que o ativismo gay é intolerante e não sabe respeitar quem diverge de suas práticas. O pastor também criticou a atitude da imprensa que, ao noticiar o caso, tomou partido colocando o deputado como o grande vilão da história.
Para o apresentador do Programa Vitória em Cristo o caso não foi encerrado da forma como se deveria, pois baseado na lei as jovens cometeram um crime e mereciam ser presas.
“Essas duas lésbicas mereciam ir para a cadeia porque cometeram dois crimes. Um, contra a lei maior, a Constituição Brasileira, que no artigo 5º, no inciso 6″, diz ele citando o trecho que garante a proteção do Estado ao local de culto. O segundo crime seria o de perturbar e escarnecer o local de culto como está previsto no Artigo 208 do Código Penal.
“Isto é apenas um pequeno sinal do que eles desejam impor à sociedade e o que eu lamento é que ainda tem muitos pastores e cristãos que estão na cegueira espiritual e não conseguem ver a trama diabólica para nos obrigar a aceitar suas práticas.”
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