quarta-feira, 18 de setembro de 2013

GLOBO SONEGA: Receita Federal pega Globo em outra dívida de mais de R$ 1 bilhão

18.09.2013
Do BLOG DO MELLO, 17.09.13
 


A fila anda na Central Globo de Esqueletos na Receita Federal. Além da denúncia publicada há algum tempo por Miguel do Rosário, em seu blog O Cafezinho, e que comentei aqui, agora surge novo rombo da Globo com a Receita, em valor igual ou superior ao anterior, de mais de R$ 1 bilhão cada, em valores atualizados, o que pode significar uma dívida em torno de R$ 3 bilhões da Globo com a Receita Federal. Por enquanto.

As organizações Globo perderam recurso administrativo contra uma cobrança de R$ 713 milhões [valor em dezembro de 2009] do Fisco federal. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda, que julga contestações a punições fiscais, rejeitou argumentos contra autuação da Receita Federal sobre aproveitamento de ágio formado em mudanças societárias entre as empresas do grupo. [Fonte]
Quantos esqueletos ainda estão escondidos nesse armário das Organizações Globo? E quantos hospitais, escolas, postos de saúde poderiam ter sido construídos com essa verba bilionária sonegada?
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Fonte: http://blogdomello.blogspot.com.br/2013/09/receita-federal-globo-nova-divida-um-bilhao.html

ELITE QUE ODEIA POBRES:Burguesia brasileira não sabe o que fazer para se livrar dos ex-pobres

18.09.2013
Do blog ESQUERDOPATA, 16.09.13

"Raça maldita" infesta o país
Ricos perdem exclusividade e reclamam da classe emergente 
 
Segundo Renato Meirelles, do Data Popular, serviços mais caros e enriquecimento das classes C e D geram desconforto entre os endinheirados

Bárbara Ladeia - iG São Paulo 

Na última semana, o lançamento do iPhone 5C levantou uma polêmica entre usuários nas redes sociais. Com a Apple dedicando esforços à popularização de seus produtos, houve quem reclamasse que os smartphones da marca, antes restritos a uma minoria privilegiada, virariam “coisa de pobre”.

O aparelho não tem nada de "pobre" – as versões desbloqueadas do aparelho custarão no mínimo US$ 549 (cerca de R$ 1,3 mil), um preço suficientemente impeditivo frente aos principais concorrentes. No entanto, o movimento nas redes fez lembrar o lançamento do Instagram para Android, quando um coro de usuários dizia temer pelas fotos que “infestariam” a rede.

A questão não é a qualidade do produto ou do serviço, mas o status que o uso dessas ferramentas agrega. O fato é que as classes mais altas andam muito incomodadas com o enriquecimento dos chamados emergentes, principalmente porque sentem o peso da perda da “exclusividade”.

Essa é uma das percepções de Renato Meirelles, presidente do Data Popular, consultoria de pesquisas especializada nas classes emergentes. “Não tenho dúvidas que é a perda da exclusividade que está incomodando esses consumidores”, afirma.

Entre 2010 e 2011, segundo dados da pesquisa O Observador , a renda média disponível para as classes C e D aumentou 50%. A renda dos mais pobres cresceu três vezes mais que a renda dos mais ricos nos últimos dez anos. Naturalmente, a maior parte do que era acessível apenas a alguns privilegiados já está ao alcance dos emergentes. “Hoje é comum, por exemplo, empregada e patroa usarem o mesmo perfume. O exclusivo está cada vez mais democrático”, explica.

Para completar, esse crescimento desproporcional da renda coloca os mais ricos em situação ainda mais desfavorável: diante da inflação de serviços, o dinheiro da classes A e B já não comporta grandes gastos. “Agora para o mais rico adquirir o produto ou serviço ‘exclusivo’, vai precisar desembolsar um dinheiro que não tem”, diz Meirelles. “Os mais ricos têm a sensação de que saíram perdendo.”

Erro de avaliação

Na última semana, no C4 (Congresso de Cartões e Crédito ao Consumidor), a consultoria de pesquisas Data Popular exibiu um vídeo em que apresentava entrevistas de cidadãos comuns – de classes A e B – falando sobre o “incômodo” que a popularização dos serviços provocava no seu dia a dia. ”Incomoda ver como as pessoas entram nos aviões carregando coisas absurdas”, diz uma senhora. “Empresas como a CVC acabaram como a nossa boa vida. Viajar de avião não é mais classe A”, afirmou outro rapaz.

Esse grupo, no entanto, muitas vezes ignora que boa parte desses emergentes de fato já são mais ricos que eles. Meirelles destaca que 44% das pessoas que compõe as classes A e B são os primeiros ricos da família.

“São pessoas com histórico de classe C, com jeito de pensar de classe C, mas que têm renda muitas vezes até maior que o 'rico' que reclama”, diz.“Um dono de padaria ou mercadinho de bairro, por exemplo, fatura R$ 100 mil por mês. O engenheiro ou advogado quase nunca tira tudo isso.”

É no histórico que mora a principal diferença. Enquanto no passado o novo rico costumava esconder sua origem, hoje ele se orgulha de sua trajetória e já não tem mais as classes A e B como referência inconteste.

“Quem acha que a aspiração da classe C é ser classe A está enganado”, afirma Meirelles ressaltando que a lógica social das duas classes são inversas. “Enquanto a classe C trabalha na lógica da inclusão, a elite trabalha na lógica exclusividade. Os mais ricos esperavam que esse novo público os tivesse como exemplo de comportamento, mas isso não aconteceu.”

Do aspiracional para o inspiracional

Há um processo de acomodação em curso. Segundo os prognósticos do Data Popular, na próxima década, as classe A e B vão crescer duas vezes mais que a classe C. Com isso, empresas de todo o País estão em busca de novos modelos de operação, de forma a atender eficientemente os novos clientes.

Nesse novo contexto, as aspirações perdem espaço para as inspirações.

“O indivíduo deixa de usar o consumo para mostrar algo que não é, preferindo ferramentas que o façam uma pessoa melhor”, afirma. Mesmo que já estejam significativamente mais próximas dessa nova realidade, as empresas ainda não entenderam completamente quem é esse novo rico – e seus principais comportamentos de consumo.

Para Meirelles, o perfil do novo rico brasileiro está mais alinhado com o que se vê nos Estados Unidos – onde a pauta central é do consumo e da cultura do espetáculo. Esse formato é oposto ao modelo europeu, por exemplo, que valoriza o capital cultural, social e acadêmico.

Por aqui, Meirelles aposta na terceira via.

“Temos esse traço na nossa cultura, de aproveitar todas as experiências e mostrar um caminho com a nossa cara”, diz. “Vejo dois componentes a mais no nosso contexto: a flexibilidade do brasileiro e a vontade de reduzir os pontos de conflito.”

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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2013/09/burguesia-brasileira-nao-sabe-o-que.html

O jornal Folha de São Paulo desistiu de se fingir de isento e parte para o combate de vida ou morte contra o PT.

18.09.2013
Do blog APOSENTADO INVOCADO

Mensalão - o julgamento 
 
Em SP, 55% da população é contra novo julgamento
 
Pesquisa Datafolha mostra que 79% querem prisão imediata dos condenados 

Supremo deve decidir hoje se aceita o reexame das sentenças de 12 dos 25 réus, incluindo Dirceu e Marcos Valério 
 
DE SÃO PAULO. Assim como os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), os paulistanos parecem divididos em relação a possibilidade de reabertura do julgamento do mensalão para 12 dos 25 condenados.

Pesquisa Datafolha realizada ontem mostra que pouco mais da metade dos entrevistados, 55%, é contra o reexame dos casos. Para 37%, o julgamento deveria ser reaberto. Outros 7% não souberam responder.

O instituto ouviu 719 pessoas, o que resulta numa margem de erro de 4 pontos para mais ou para menos.

Quando a ideia de um novo julgamento é apresentada em oposição excludente à prisão imediata dos condenados, o equilíbrio de opiniões desaparece. De cada 10 entrevistados, 8 querem a prisão imediata.

Hoje à tarde, o ministro Celso de Mello, decano da corte, deverá dar o voto decisivo sobre a possibilidade de reexame de parte do julgamento.

A votação sobre a aceitação de novos recursos --os chamados embargos infringentes-- está empatada em 5 a 5.

A expectativa é que Mello vote pela aceitação de novas análises das sentenças de 12 condenados. São os réus que, na primeira votação, quando o Supremo tinha outra composição, perderam, mas conseguiram pelo menos quatro votos contrários à condenação por determinados crimes.

Estão nessa situação alguns dos principais personagens do escândalo, como os petistas José Dirceu, José Genoino e João Paulo Cunha, e o publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza, o operador do mensalão.

Mesmo que os embargos infringentes sejam aceitos e depois os condenados tenham sucesso em seus recursos, nenhum deles tem chance de absolvição. No máximo, conseguiriam uma redução da pena já estipulada.

Além de postergar a conclusão do julgamento para os 12, um reexame de sentenças poderá resultar, para alguns deles, num abrandamento do regime de prisão.

É o caso de Dirceu, que recorreria da pena por formação de quadrilha --ele também foi condenado por corrupção ativa, mas nesse caso por ampla votação, sem hipótese de benefício por embargo infringente.

Se o STF aceitar fazer um novo julgamento e se, posteriormente, o recurso de Dirceu for bem sucedido, o ex-ministro petista trocaria o regime fechado e pelo semiaberto, aquele em que o preso passa o dia fora e volta para a cadeia à noite.

Na pesquisa de ontem, o Datafolha também perguntou se, na opinião dos entrevistados, o ministro Celso de Mello deverá votar contra ou a favor de um novo julgamento.

Para 50%, Mello será favorável à nova análise. Pouco mais de um terço (34%) acha que ele será contra. O restante não soube opinar.

CRÍTICA
 
A pesquisa Datafolha mostra também que a maior parte dos paulistanos tem ressalvas ao desempenho do STF no julgamento do mensalão.

Apenas 21% dos entrevistados classificaram o desempenho do Supremo como ótimo ou bom. Para 29%, o STF é regular. O maior grupo, 41%, julga o trabalho do STF como ruim ou péssimo. Os demais não souberam opinar.

Numa escala de 0 a 10, a nota média que os paulistanos dão para o desempenho da corte no julgamento do mensalão é 4,7. O Supremo ganha nota 10 de 4% dos entrevistados. Mas leva zero de um grupo bem maior, 18%.

Oito anos após o rumoroso escândalo, a pesquisa mostra que 19% dizem estar bem informados sobre o mensalão. Os "mais ou menos" informados somam 52%. Mal informados são 14%. E 15% dizem que não ter conhecimento.

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Fonte:http://aposentadoinvocado1.blogspot.com.br/2013/09/o-jornal-folha-de-sao-paulo-desistiu-de.html

Decano: "Todos os meios têm de ser garantidos à defesa"

18.09.2013
Do portal BRASIL247

247 - "É essencial que essa Suprema Corte sempre observe os parâmetros jurídicos que garantem às partes, de modo pleno, um julgamento justo, imparcial, independente e isento". Decano Celso de Mello inicia seu voto lembrando que na data de hoje se comemora o aniversário da Constituição de 1946, que garantiu mais direitos aos réus.

O decano sustentou que "o que importa nesse julgamento é a preservação do compromisso dessa Corte Suprema com os princípios do processo constitucional, do qual  ninguém, absolutamente ninguém" pode ser alijado. "O Estado não pode ter uma reação instintiva, irracional, de modo cego", disse ele. Neste sentido, o decano foi deixando claro, logo no ínício de seu voto, que o processo tem de ser preservado "das paixões das multidões".


Abaixo, notícia anterior:

Aos olhos da Nação, o decano do Supremo Tribunal Federal, ministro Celso de Mello, define hoje o destino da Ação Penal 470.

A partir das 14h30, quando o presidente Joaquim Barbosa abrir a sessão do STF, ele dará seu voto sobre os agravos regimentais representados nos embargos infringentes. A votação está 5 a 5. Caso aceite os embargos, o decano levará o Supremo a analisar novamente os processos de 11 réus que tiveram suas condenações estabelecidas com pelo menos quatro votos dados pela absolvição.

Entre os réus está o ex-ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu, certamente o mais emblemático dos personagens da Ação Penal 470, o chamado mensalão.

Para o presidente do STF, Joaquim Barbosa, o julgamento deveria se encerrar ainda nesta quarta-feira 18, com a decretação das prisões dos condenados. Mas a Constituição garante ainda um último recurso, já admitido por cinco ministros - Luís Roberto Barroso, Teori Zavascki, Rosa Webber, Dias Toffoli e o revisor do processo, Ricardo Lewandowski. Contra esse entendimento já votaram Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Carmen Lúcia, Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello.

Para qual lado o decano vai se inclinar? Durante toda a semana, Celso de Mello foi pressionado por meio de artigos na mídia, manifestações orais e até  mesmo uma pesquisa Datafolha, que apontou que a maioria dos entrevistados gostaria de punições imediatas no processo.

No plenário, entre observadores e jornalistas, o novo procurador geral da República, Rodrigo Janot.
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/115328/Decano-Julgamento-n%C3%A3o-pode-ser-sob-press%C3%A3o.htm

Charles Carmo: Quando a máfia midiática promove julgamentos

18.09.2013
Do blog VI O MUNDO, 16.09.13
Vitor Teixeira descreve leitores da Veja em ação nas redes sociais

Folha, Globo e Veja fornecem provas aos tribunais internacionais e definem o formato da bandeja

Por Charles Carmo, de Cruz das Almas (BA) para o Viomundo

Se você receber uma multa de trânsito, poderá se defender junto ao Detran e mostrar, por exemplo, que seu carro nunca transitou na cidade indicada, que tudo não passou de um caso de clonagem de placa, em que você é a vítima. Depois você ainda pode recorrer da decisão e será julgado por outro órgão, outros “juízes”. É um direito seu, um direito de todos nós.

No caso do chamado “mensalão”, o Brasil parou para discutir se, para esses réus específicos, o direito ao duplo grau de jurisdição desaparecerá, a fórceps, por meio das mãos do oligopólio midiático e de poderosos grupos de pressão.

Nós podemos recorrer de uma multa de trânsito, mas Dirceu, Genoíno e os demais réus não teriam o direito de recorrer de penas que equivalem a mais de uma década no cárcere, em alguns casos. Um direito consagrado seria revogado para dar carne aos carrascos. E tudo isso ao vivo, na TV Justiça.

Quando um país se envolve numa grande discussão sobre o direito do réu recorrer de uma sentença e ser julgado novamente é porque a coisa não está boa para ninguém, sobretudo para o Estado Democrático de Direito.

O fato é que não somente criamos uma grande exceção para prender esses réus, como perdemos aberta e publicamente a vergonha em tratar o caso com sincero casuísmo e desprezo à obtenção da justiça, “uma quimera” frente à pressa em encarcerar os réus e atirar a chave fora.

Se não bastassem as dezenas de provas irrefutáveis da ausência de provas, provas que mostram a inocência dos réus e outras, evidencia-se cada vez mais que se trata de um julgamento político em que aos réus não é assegurado nenhum direito, o oligopólio midiático que é parte, de fato, no processo, resolveu escancarar a pressão pela negação aos réus ao consagrado direito ao duplo grau de jurisdição, ao direito a um novo julgamento.
A revista Veja desta semana, em sua capa que serve de prova para posteriores julgamentos internacionais, ameaça crucificar um ministro do STF! Quem, entre os dotados de inteligência, não entendeu a mensagem?

Na ânsia para pressionar os ministros do STF a agirem como carrascos, e não como intérpretes e aplicadores do direito, a revista Veja e o jornal Folha de São Paulo produziram algumas das principais provas a serem usadas nos tribunais internacionais, a favor dos réus.

Na Folha, a manchete explicita a exceção do caso. Para os demais, a regra é a possibilidade de um novo julgamento.

“Novo julgamento de réus do mensalão está por dois votos”.

O Globo, ao “adiar o destino dos mensaleiros”, condena novamente antes do fim do julgamento e mostra que o destino dos réus, já traçado, será somente “adiado”.

O duplo grau de jurisdição vira adiamento, postergação. Um novo julgamento não teria sentido diante da certeza da sentença de que são “mensaleiros”, embora o processo não tenha acabado.

“Um julgamento para a História – Dividido, Supremo adia destino de mensaleiros”

A revista Veja vai além. À maneira das máfias mais longevas, intimida, coage, ameaça um ministro da mais alta corte da República!

“EIS O HOMEM – Ele condenou os réus do mensalão, mas agora tem de decidir entre a tecnicalidade e a impunidade. Não pode lavar as mãos como Pilatos, mas corre o risco de ser crucificado.”

Os magistrados brasileiros teriam percebido imediatamente o tamanho da ameaça que os rodeia? Irão reagir a tempo de escaparem ao cerco? Não sabemos.

O fato é que essa ameaça rodeia a justiça, quer os magistrados se apercebam disso ou não, e as instituições não podem permitir que o oligopólio midiático apodere-se da justiça brasileira, constrangendo os membros do poder judiciário, chantageando um ministro, ameaçado com a “cruz” midiática se ele não impedir que os réus tenham assegurado o seu direito a outro julgamento.

O direito consagrado vira “tecnicalidade”. A revista Veja não fala em justiça, esta palavra não cabe em seu discurso, mas sugere a punição, ao relacionar o direito dos réus a outro julgamento à impunidade.

A publicação evocou a figura de Pilatos para se referir a um ministro do STF e pressioná-lo em seu julgamento, e isso, definitivamente, é  um assombroso e desavergonhado escândalo. Entretanto, diante de tantos outros, quem liga?

O Pacto de São José da Costa Rica, do qual o Brasil é signatário, garante aos acusados “o direito de recorrer da sentença a juiz ou tribunal superior”. Essa é uma tradição jurídica ocidental, em nosso caso, até nas multas de trânsito.

Entretanto, como as irrefutáveis manchetes de jornais do oligopólio da comunicação no Brasil atestam, esse direito está sendo negado aos réus da AP 470.

Eles não terão novos juízes lhes julgando.

E se a máfia midiática vencer, nem mesmo terão direito a outro julgamento com os mesmos juízes.

Todavia, isso não é tudo. As notícias ruins dificilmente são vistas sozinhas. As notícias ruins andam em bando.

O que dizer do ministro Joaquim Barbosa e dos ministros que teriam trabalhado em acordo para que a sessão fosse prolongada, ensejando a suspensão dos trabalhos e expondo um dos seus colegas a um fim de semana de coações midiáticas e outras tantas?

O que falar de colegas que expõem um ministro, o decano do colegiado, o oficial dos dez soldados do exército romano, a quem deveriam ter ainda mais respeito, a tal coação da imprensa e dos grupos de pressão?

Dizer que esses ministros personificam o sentido da ética nas relações? Ou, quem sabe, que incorporam o espírito público e o senso de justiça?

Em todo caso, como perdemos a vergonha de discutir se réus têm direito ao duplo grau de jurisdição, é razoável a preocupação que justifica a seguinte pergunta.

Pedindo os jornais as cabeças dos réus em uma bandeja, discutiremos o formato da bandeja?
PS do Viomundo: Hoje, na rádio CBN, Merval Pereira dizia que se aceitar os embargos infringentes o STF mandará à população a mensagem de que os ricos e poderosos nunca acabam na cadeia. Ele poderia exemplificar isso usando o caso da sonegação da Globo. Os patrões de Merval nem foram ouvidos no processo!

Leia também:


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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/charles-carmo-quando-a-mafia-midiatica-promove-julgamentos.html

O fascismo estatístico da Folha de S. Paulo

18.09.2013
Do blog ESQUERDOPATA

O "regime" da Folha é o golpe contra o governo democrático
Verdades e mentiras do palmômetro 

O esforço para manipular o cidadão e jogar sua força contra alvos nem sempre claros ou visíveis exige uma cautela especial por parte de quem não quer cair num conto do vigário em nossa sociedade do espetáculo. 

O DataFolha perguntou à população se ela é favorável a um novo julgamento dos réus da Ação Penal 470. A resposta: 55% são contra, 37% são a favor.

A questão é falsa. O STF não discute a hipótese de um novo julgamento. 

O que será resolvido, hoje, é a aplicação de um recurso chamado embargo infringente, confirmado por decisão expressa do Congresso em 1998. 

Já estou ouvindo a explicação pronta. A expressão “novo julgamento” é inocente. Só foi empregada, na pesquisa, porque o termo “embargo infringente” é muito complicado, envolve um grau grande de complexidade e conhecimento de detalhes da Justiça, coisa que o cidadão comum teria dificuldade de compreender e opinar. Mas a questão não é justamente esta? 

Num país onde a maioria da população não sabe o que são “embargos infringentes” seria razoável fazer pesquisas de opinião sobre eles? As respostas têm algum valor real além de servir a determinada propaganda? 

Pode-se até achar que sim, desde que sejamos coerentes. 

Se é para resolver questões de interesse da população dessa forma, seria razoável, por coerência, abrir os estádios de futebol para fazer plebiscitos regulares sobre temas mais urgentes, que a população pelo menos compreende perfeitamente. 

Seria possível começar pelo salário mínimo, por exemplo. Pelo salário-desemprego e pelas aposentadorias, em seguida. Depois, pelos lucros dos bancos e pelas privatizações. Vamos abrir as contas das empresas estatais e privadas e definir, no voto de arquibancada, a parte que deve ser reservada a cada um, não só o bônus dos executivos mas também a remuneração dos gerentes e chefes. 

Por que não? 

Antes que você comece achar que até não seria má ideia fazer um governo assim – desde que seu próprio interesse não fosse prejudicado pelo palmômetro, vamos combinar -- convém lembrar algumas questões relevantes. 

A vigência ou não dos embargos, do ponto de vista legal, é tão legítima como qualquer outra lei em vigor, seja aquela que só permite que pessoas com 18 anos tirem a carta de motorista ou que reserva o direito ao voto a partir dos 16. 

A popularidade não é nem pode ser critério. A transferência da capital federal para Brasília, em 1960, foi execrada pela população do Rio de Janeiro durante muitos anos. A manutenção das prerrogativas do Congresso, que recebe a aprovação humilhante de 29% da população, também não pode ser resolvida no palmômetro. 

Impedir os embargos – que podem ou não levar a uma revisão das condenações por determinados crimes específicos, o que nada tem a ver com um novo julgamento – implica em rejeitar um ato previsto em lei, confirmado pelo Congresso em 1998, quando se rejeitou uma proposta de que fossem extintos. Pedir que sejam ignorados, agora, equivale a sugerir que se atropele o Estado de Direito, pratica que não gera boas recordações em nenhum país do mundo, muito menos no Brasil. 

Em 1999, 71% dos brasileiros rejeitavam a prática de tortura em investigações policiais. Em 2010, esse número havia caído para 52,5%. Pergunta: se no próximo levantamento, essa rejeição cair para menos de 50% vamos encomendar máquinas de choques elétricos e o lotes de paus-de-arara?

Eternizado no auditório de Chacrinha, onde a plateia respondia com palmas à pergunta “Vai para o trono ou não vai?”, fora dos concursos de calouro o palmômetro costuma servir de pretexto para quem quer usar a população para atingir alvos que sempre são mantidos às escondidas. Seja porque o cidadão comum não entende. Ou porque não se quer que entenda. O nome disso é manipulação política. 

Em alguns países, a manipulação se faz a partir de estereótipos racistas. Na Europa de hoje, vale a denúncia contra estrangeiros e, na Alemanha de Hitler, contra os judeus. Não se iludam: execrado como derrota moral da humanidade após a derrota na Segunda Guerra, o anti-semitismo era uma causa popular num país sem emprego e sem crescimento. Ataques diretos e violentos à população judia, sua humilhação em locais públicos, fazia parte da estratégia de conquistar votos junto a determinadas parcelas da população. Na Áustria, os nazistas chegaram a ser aplaudidos quando obrigaram moradores de bairros judeus de Viena a limpar as calçadas com suas escovas de dentes. 

Faz parte da tradição conservadora brasileira combater seus adversários a partir da denúncia moral, que pode ser manipulada quando se conta com a simpatia das denúncias da mídia, sempre seletivas em função de critérios políticos. Em 1964, um colunista renomado, Helio Fernandes, justificava o golpe de militar a partir das características morais dos aliados de João Goulart, que descrevia assim: “na maioria das vezes são traidores. Outras, ainda, são mercenários; outras ainda, carreiristas; outras mais, negocistas satisfeitos.” 

Capazes de empolgar adversários de Jango, estes traços apenas serviam para encobrir o que era importante. Procurava-se, de qualquer maneira, interromper o processo de reformas sociais e mudanças estruturais que, de forma confusa, nem sempre adequada, e sempre incompleta, procurava-se implantar no país. Foi assim que estes apelos serviram para mobilizar – com ajuda do governo dos Estados Unidos – marchas de protesto contra Jango, contra a corrupção e contra a subversão. 

Alguma semelhança com o país de hoje?
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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2013/09/o-fascismo-estatistico-da-folha-de-s.html

Mais médicos no Rock in Rio? O CRM vai cobrar?

18.09.2013
Do blog TIJOLAÇO
Por Fernando Brito

Muito interessante a matéria do Estadão sobre o pedido de suspensão do Rock in Rio feito pelo Ministério Público estadual.

Faltam médicos, faltam macas, falta espaço para os pacientes, em geral vítimas de excesso de álcool.

Curioso é que a promiscuidade da mídia com os promotores do evento é tanta que a matéria descreve assim a cena:

“Na noite de sábado, a reportagem do Estado esteve em um dos postos de saúde para obter informações sobre ocorrências médicas. Ao ver o crachá do repórter, a responsável por um dos postos entendeu que ele pertencia à produção do festival e passou a fazer uma série de reivindicações. “Temos que ter mais espaço para este pessoal”, dizia, apontando para pacientes que estavam deitados nas camas tomando soro por problemas alcoólicos. “Temos que liberar esta área para outros atendimentos e deixá-los no soro em outra sala, resolvam isso pra gente.”

Vejam a hipocrisia com que as coisas são tratadas aqui.

Se só com uns “baratos” de bebida (y otras cositas más) aquilo já era caótico, imagine com um tumulto ou acidente?

Mas ali não tem problema.

O time juvenil dos doutores coxinhas do CRM está lá, mas não para fiscalizar e exigir. Fica na platéia, gritando de prazer ao ver aquele bobagem subir ao palco de máscara de “Anonymous”…

Claro que o problema vai ser resolvido e o show vai continuar. Vão arranjar médicos, macas, espaço às pressas e terminar com o problema.

Afinal, há muito dinheiro envolvido ali e dinheiro é sagrado.

O que pode esperar é o pessoal lá de São José do Fim do Mundo, que não tem um médico sequer.

Esse povo, que não ganha em um mês o suficiente para um ingresso no Rock in Rio, não precisa de máscara.

Já é “Anonymous” e nem precisa de máscara.

Ninguém quer olhar o rosto dele.

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Fonte:http://tijolaco.com.br/index.php/mais-medicos-no-rock-in-rio-o-crm-vai-cobrar/