domingo, 15 de setembro de 2013

FORMAÇÃO SINDICAL: Curso aborda fundamentos clássicos da administração e gestão

15.09.2013
Do portal do SINDSPREV, 14.09.13

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Na manhã deste sábado, 14/09, no CFL,  dando prosseguimento ao curso de formação sindical: Padrões de Gestão Pública e de Relações de Trabalho, o professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), José Artigas, iniciou os trabalhos de estudos dos temas do módulo 1 do curso.  Durante sua explanação, Artigas falou sobre os fundamentos clássicos da administração e gestão e política e administração no Brasil: Colônia, Império e República.

À tarde, o professor fez um relato da história das administrações públicas no Brasil de 1930 aos dias atuais, passando pela era de Getúlio Vargas, períodos nacional-desenvolvimentista e militar; neoliberalismo; modelo gerencialista e  pós-neoliberalismo, que vai do Governo Lula até os dias atuais. 

A expectativa do professor Artigas é que a iniciativa contribua na capacitação da categoria previdenciária, visando o enfrentamento dos novos desafios impostos pelos modelos de gestão pública que impactam diretamente na vida dos trabalhadores da base do Sindsprev.

“Este curso é uma inovação, pois é o primeiro de formação sindical realizado no país na plataforma a distância. Também vamos levar  essa qualificação para os trabalhadores no âmbito das unidades de trabalho, auxiliando na organização e luta sindical”, explicou.

O curso tem 130 inscritos e carga horária de 120 horas, divida em quatro módulos com atividades na plataforma a distância.  A iniciativa conta com três coordenadores: os professores da UFPB, José Artigas e Roberto Veras e o assessor político do Sindsprev, Flavio Marinho.

A realização do segundo encontro presencial está prevista para a primeira quinzena de outubro e terá a participação do professor Roberto veras, que introduzirá os estudos dos módulos 3 e 4.  O evento é uma realização do Sindsprev-PE em parceria com a UFPB e a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).

Aula inaugural -  Na abertura do encontro presencial na  última sexta-feira, 13/09,  o dirigente Luiz Eustáquio parabenizou a todos os participantes que compartilham experiências e se capacitam como agentes das lutas dos trabalhadores. Segundo o secretário de Formação do Sindsprev, Irineu Messias, a aula inaugural teve o objetivo de orientar os participantes para o desenvolvimento das atividades na plataforma virtual de aprendizagem do Sindicato.   

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Veja ameaça “crucificar” Celso de Mello

15.09.2013
Do blog TIJOLAÇO, 14.09.13

Bateu o desespero na Veja.
A capa desta semana diz que Celso de Mello deve escolher “entre a tecnicalidade e a impunidade” e “corre risco de ser crucificado”.
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A grande mídia age como uma criança mimada que não deixa ninguém tocar em seus brinquedos. O texto da capa é mais um primor de mentira e manipulação. Embargos infringentes são um dispositivo tradicional do STF. Chamá-los de “tecnicalidade” é tucanar o linchamento. 
Por: Miguel do Rosário
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“Não há crime sem castigo”, diz FHC, mas esquece o PSDB

18.09.2013
Do blog BALAIO DO KOTSCHO, 14.09.13
Por Ricardo Kotscho

fhc Não há crime sem castigo, diz FHC, mas esquece o PSDB
Fernando Henrique Cardoso
"O mais importante que aconteceu neste julgamento é que ficou claro que não há crime sem castigo", comentou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre as discussões no STF em relação aos embargos infringentes no processo do chamado mensalão.
Não é verdade. Nem é preciso ir longe. Sabemos todos que no Brasil há milhares de crimes sem castigo. Basta pegar, entre outros, o do mensalão tucano, chamado na imprensa de "mensalão mineiro", que é de 1998, mesmo ano do caso da compra de votos para a reeleição do próprio FHC para o segundo mandato, um caso denunciado, comprovado e logo depois esquecido pela imprensa, sem que sequer tivesse sido aberto processo, sem falar em práticas pouco republicanas no processo de privatização promovido pelo governo do PSDB.
Parece que o ex-presidente não foi perguntado sobre estes assuntos, ou simplesmente se esqueceu de tratar deles em sua análise sobre crime e castigo.
De qualquer forma, FHC, que não é a pessoa mais indicada para julgar os malfeitos dos outros, não perdeu a oportunidade: "Na essência, houve uma condenação por atos malfeitos. Imagino que isso continuará pesando no futuro", pontificou em pequena nota de pé de página publicada neste sábado pela Folha.
Se é verdade quer a condenação por um crime ajuda a evitar que outros sejam cometidos, pode-se também dizer que, se o mensalão tucano, sete anos anterior ao do PT, tivesse recebido por parte da Procuradoria Geral da República e do Supremo Tribunal Federal o mesmo tratamento implacável e célere dado ao mensalão do PT, talvez este último nem tivesse existido, pois o criador do valerioduto, que abasteceu as arcas tucanas, é o mesmo instrumento que aparece na Ação Penal 470, ora em julgamento.
E, no entanto, não há nem previsão para que o mensalão tucano entre na pauta do STF e da imprensa.
A propósito, na mesma edição da Folha, o analista jurídico Fernando Vasconcelos lembra: "O STF desmembrou o processo do mensalão tucano, mas negou esse direito aos réus do mensalão petista".
Foi exatamente por isso que o ministro Celso de Mello, logo no começo do julgamento, no dia 2 de agosto, "apontou a existência dos embargos infringentes como argumento para rejeitar um dos primeiros pedidos feitos pelos réus, que queriam o desmembramento do processo, para que os acusados fossem julgados na primeira instância e tivessem a opção de recorrer ao Supremo depois", explica o jornal.
O mesmo STF, que desta vez não aceitou o desmembramento para quem não exercia mandato eletivo, ou seja, a grande maioria dos réus, tornando-se instância primeira e única do julgamento, dividiu-se ao analisar a aceitação dos embargos infringentes, último recurso dos condenados.
Se Celso de Mello se mantiver fiel à sua própria palavra e pensamento, a justiça acabará sendo feita, ainda que às custas de derrotar uma campanha midiática sem precedentes para que os condenados fossem mandados todos para cadeia e termine logo esta história, sem choro nem vela.
FHC e o ministro Gilmar Mendes, que rodou a baiana na última quinta-feira, na tentativa de acuar Celso de Mello para mudar sua posição, já se disseram exaustos com o julgamento, mas tudo indica que ele não terminará tão cedo. "O Supremo tem a noção de que ninguém aguenta mais o julgamento", disse FHC, na certeza de que tão cedo não se cansará com o julgamento do mensalão tucano.
Vai em paz, amigo Gushiken
Será sepultado hoje, sábado, às 16 horas, no cemitério Redentor, na avenida Doutor Arnaldo, o corpo do ex-ministro Luiz Gushiken, que morreu na sexta, após uma longa batalha pela vida, que travava desde 2002, quando trabalhamos juntos pela eleição de Lula para a presidência da República, e depois nos dois primeiros anos de governo do PT no Palácio do Planalto.
A última vez que o encontrei, num restaurante, no ano passado, já estava muito magro e com a voz fraca, mas mantinha o mesmo sorriso zen no rosto e o olhar firme de quem não se entrega. É a última imagem dele que guardo comigo. Vai em paz, velho Chininha.

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Ruy Barbosa: “A pior ditadura é a do Judiciário”

15.09.2013
Do blog TIJOLAÇO, 14.09.13
Por Fernando Brito

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Um dos grandes trunfos da blogosfera de esquerda é a qualidade de seus comentaristas. Enquanto os blogs da Veja abundam de comentários idiotas, a incensar o “tio-rei”, em nosso campo encontramos análises inteligentes sobre os mais diversos assuntos.
Gostei muito, por exemplo, desse comentário no blog do Nassif, que o jornalista logo transformou em post.
Destaco um trecho do texto:
Quanto ao Ministro Gilmar Mendes, a parte inicial do seu voto relembrando um trecho muito duro do voto do Ministro Celso Mello pela condenação pelo crime de formação de quadrilha também escancara as suas pretensões. A vociferação do Min. Gilmar quanto à suposta gravidade dos atos cometidos não tem NADA, mas NADA a ver com o cabimento ou não dos Embargos Infringentes. Se os réus fossem condenados com pelo menos 4 votos divergentes por crimes de homicídio, estupro, tráfico de drogas ou qualquer outro, a questão seria rigorosamente igual. O recurso continuaria cabível.
O respeito ao direito de defesa do acusado é um dos pilares do Estado Democrático de Direito e da CIVILIZAÇÃO. Pouco importa a natureza do crime cometido. É nesse aspecto que espero um voto verdadeiramente exemplar do Ministro Celso Mello na próxima quarta-feira.
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Marco Aurélio e Gilmar não encaram discussão sobre embargos de maneira técnica
sex, 13/09/2013 – 15:20
Comentário ao post “Marco Aurélio: a arte de pesar a mão depende da ocasião”
Nassif, a discussão atual é (ou deveria ser) meramente técnica e processual, acerca do cabimento ou não dos Embargos Infringentes. Mas Marco Aurélio e Gilmar Mendes não encararam dessa forma, o que faz cair a máscara deles de forma flagrante.
Em entrevista à Jovem Pan hoje, o Min. Marco Aurélio falou na impunidade e frustração que a aceitação dos Embargos Infringentes podem causar, dizendo o seguinte:
“Agora, se admitidos os embargos eu já posso vislumbrar que cairão (configurações do crime de formação de) quadrilhas, cairão as cassações dos mandatos quanto a diversos acusados. Isso não será bom, gerará uma frustração”, disse o ministro.
“Eu costumo dizer que a divergência que maior descrédito causa para o judiciário é a divergência interna, é a divergência intestina.”
Ou seja, fica clara a preocupação dele com a discussão futura de mérito dos Embargos Infringentes, o que não guarda NENHUMA relação com o cabimento do recurso.
A suposta preocupação com a divergência causada pelo possível afastamento do crime de quadrilha no futuro deveria valer para os dois lados, e obviamente privilegiando o direito dos réus.
A divergência já existe, vários ministros entenderam que não havia razão para condenação por esse crime. É bem por isso que o Regimento Interno permite um novo julgamento nessas situações, por entender que há uma dúvida razoável que deveria permitir a reanálise do tema.
Se a decisão futura de mérito for distinta, tanto melhor. Significa que o STF reconhecerá que a decisão anterior não foi a mais correta.
Negar o cabimento do recurso para tentar esconder a visível divergência que existe no STF sobre o tema, é privilegiar a aparência de uma unidade de entendimento deste que simplesmente não existe, em detrimento do direito de defesa dos réus, o que seria absurdo.
Muito pior do que mostrar que existe uma clara divergência no STF em relação à exótica interpretação que se fez dos crimes de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, é vedar a interposição do recurso para tentar escondê-la, ao custo de mandar para a cadeia alguns réus que poderiam livrar-se dela com a reanálise do caso que a lei lhes garante.
Tremo nas bases ao ver um Ministro do STF falando de preocupação com impunidade, com um discurso que caberia bem na boca de qualquer popular, como fundamento para deixar de reconhecer um direito a recurso dos réus que é expressa e legalmente previsto.
Quanto ao Ministro Gilmar Mendes, a parte inicial do seu voto relembrando um trecho muito duro do voto do Ministro Celso Mello pela condenação pelo crime de formação de quadrilha também escancara as suas pretensões. A vociferação do Min. Gilmar quanto à suposta gravidade dos atos cometidos não tem NADA, mas NADA a ver com o cabimento ou não dos Embargos Infringentes. Se os réus fossem condenados com pelo menos 4 votos divergentes por crimes de homicídio, estupro, tráfico de drogas ou qualquer outro, a questão seria rigorosamente igual. O recurso continuaria cabível.
O respeito ao direito de defesa do acusado é um dos pilares do Estado Democrático de Direito e da CIVILIZAÇÃO. Pouco importa a natureza do crime cometido. É nesse aspecto que espero um voto verdadeiramente exemplar do Ministro Celso Mello na próxima quarta-feira. Como um dos Ministros mais duros ao analisar o mérito da discussão, ele tem grande legitimidade para proferir uma decisão pedagógica e civilizadora explanando que a despeito do seu entendimento quanto à existência e gravidade dos delitos, é claro o direito ao recurso dos réus. Nossa sociedade ganharia em muito com a compreensão do princípio jurídico fundamental da absoluta separação entre o suposto crime cometido e o direito de defesa do acusado.
Por fim, um último comentário: não para em pé o argumento dos Ministros que votaram contra o cabimento dos recursos ontem no sentido de que acolhê-los seria uma “falha do sistema”, pois apenas o STF o admitiria mas os demais Tribunais inferiores não. Esse argumento parece ter impressionado o articulista Marcelo Coelho, que se baseou nisso em seu artigo na Folha de hoje francamente favorável ao não cabimento do recurso.
Ora, não há nenhuma contradição lógica nisso. Os Embargos Infringentes nos demais Tribunais podem ser dispensados exatamente pelo fato de existir uma série de outros recursos possíveis aos Tribunais Superiores, inclusive ao próprio STF. No caso da AP 470, trata-se de ação penal de competência originária do STF. Negar cabimento aos Embargos Infringentes nas hipóteses expressamente previstas no Regimento Interno do STF é dizer que uma decisão de única e última instância deste seria sempre irrecorrível, impedindo a rediscussão ainda que havendo fundadas dúvidas quanto ao acerto da decisão de uma maioria apertada e muitas vezes apenas episódica, como se o Tribunal fosse infalível.
Como diria Ruy Barbosa, “a pior ditadura é a ditadura do Poder Judiciário. Contra ela, não há a quem recorrer”.
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EMBARGOS INFRIGENTES: A infinita estupidez dos neogolpistas

15.09.2013
Do blog O CAFEZINHO,13.09.13
Por Miguel do Rosário

Quão certo estava Einsten quando afirmou que apenas duas coisas são infinitas, o universo e a estupidez humana. Quer dizer, se ainda não existem provas sobre o tamanho do universo, a estupidez do homem cria diariamente provas de sua infinitude.
Hoje no Globo, por exemplo, esbarro com um artigo escrito a quatro mãos, por dois professores da FGV. É um texto visivelmente encomendado. Alguém do Globo ligou para FGV e pediu: quero um artigo contra os infringentes. E o artigo veio. Mas é grotesco de tão idiota.
Sei que o termo golpista está desgastado. Mas de que chamar um texto que encerra com o seguinte raciocínio?
O debate técnico sobre o cabimento dos embargos infringentes tem sido complexo. Cabíveis ou não, porém, independentemente do que diz a lei e o regimento, o fato é que no contexto específico da Ação Penal 470 eles parecem não fazer sentido.
Permitam-me uma rápida vulgaridade, e usar caixa alta e múltiplos pontos de interrogação.
Independente do que diz A LEI e o REGIMENTO???? CONTEXTO ESPECÍFICO???
Os articulistas são tão burros que sequer pararam para pensar que eles defenderam, descaradamente, uma ilegalidade, a saber, um julgamento de exceção, o que é expressamente proibido na Constituição, além de filosoficamente configurar um crime hediondo contra a democracia e o Estado de Direito.
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O golpismo do Globo e seus puxa-sacos vai mais longe, e num artigo em que analisa o impacto do julgamento nas eleições de 2014, Francisco Gil Neto, secretário da ONG Contas Abertas, ameaça o STF com “manifestações populares”.
Acontece que o próprio artigo, em sua maior parte, admite que o julgamento, se for estendido até 2014, não deve interferir no resultado das eleições. Um outro entrevistado pelo jornal, Fabio Wanderley Reis, da UFMG, traz um argumento muito mais sólido:
“Para o grosso do eleitorado, isso é irrelevante. Os eleitores se preocupam com a política social, a economia e as condições de vida. Esses fatores são muito mais decisivos.”
Isso acontece não porque o povo não se preocupa com a questão “ética”, mas porque ele não é tão bobo e manipulável como a mídia gostaria que ele fosse.
Albert Einstein in His Study

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MORTE NO TRÂNSITO: Publicitária morre atropelada na Avenida Conde da Boa Vista

15.09.2013
Do portal do DIÁRIO DE PERNAMBUCO, 14.09.13


Thallita tinha 27 anos. Foto: Facebook/Reprodução
 Thallita tinha 27 anos. Foto: Facebook/Reprodução

A publicitária Thallita Aguiar Gonçalves dos Anjos, 27 anos, morreu na manhã deste sábado (14) depois de ser atropelada por um ônibus na Avenida Conde da Boa Vista. O enterro da vítima deve acontecer neste domingo (15) ou na próxima segunda-feira (16). A definição da data depende apenas da chegada da mãe da vítima, Graça Rodrigues, que mora na Flórida, nos Estados Unidos. O sepultamento será no Cemitério Parque das Flores, no bairro do Sancho, Zona Oeste do Recife.

Na tarde deste sábado (14), o pai, Adilson Anjos, e o companheiro de Thallita, Alexsandro Paiva, estiveram no Instituto de Medicina Legal (IML) para o reconhecimento do corpo e apresentação dos documentos necessários para a liberação. Eles não falaram com a equipe do Diario. Segundo informações da funerária contratada pelafamília, foi o pai de Thallita teria ligado para a mãe dela informando sobre a morte da filha. A chegada de Graça Rodrigues é aguardada para este domingo.

Testemunhas informaram que a publicitária estava em uma parada de ônibus, próximo à Rua do Hospício, quando teria se sentido mal e sentou-se na calçada, pouco tempo depois ela levantou-se, mas acabou desmaiando e caindo com parte do corpo para a avenida. Um ônibus que vinha na via, no sentido Derby, acabou atropelando Thallita, que teve a cabeça esmagada. Outras pessoas que estavam no local contaram que ela estava com uma bíblia na mão.

O motorista do ônibus, que tem 21 anos de profissão, estava desolado com o que aconteceu. Ele contou que foi uma fatalidade, já que a jovem caiu na avenida na frente do ônibus, de repente. O condutor disse que não teve como evitar o atropelamento.

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LULA E OS "IDIOTAS SUPERIORES": Como é gostoso comprovar a ignorância destes que se dizem iluminados

15.09.2013
Do blog ONI PRESENTE, 12.09.13

Como é gostoso comprovar a ignorância destes que se dizem iluminados! E para dar essa impressão, ainda escrevem coisas absurdas (não sei o nome disso) como se dissessem: SOU SUPERIOR, E DAÍ?

Falo de uma tal  MARIA HELENA R. R SOUSA, que tem um blog no Globo. (http://oglobo.globo.com/pais/noblat/mariahelena/posts/2011/07/19/ei-psiu-seu-lula-presta-atencao-393138.asp )

Ela escreveu o seguinte, em 19/07/2011, sobre uma foto em que aparece o Lula lendo um livro de ponta cabeça:

--É evidente que isso é uma fotomontagem. Está até muito mal feita pois vê-se logo que aquele pescoço não pertence àquele tronco. Mas deu o recado que eu queria dar: a pompa do Lula é vazia.

Reparem bem o que ela notou:  “isso é uma fotomontagem. Está até muito mal feita pois vê-se logo que aquele pescoço não pertence àquele tronco”

Mas...

Ela realmente notou que é uma FOTOMONTAGEM só por que percebeu que “vê-se logo que aquele pescoço não pertence àquele tronco”?

Claro que sim!!!!

Se não fosse mais ARROGANTE, e TIVESSE INTELIGÊNCIA (duvido) viria que para o livro estar de cabeça para baixo, a capa deveria estar no outro lado, na MÃO DIREITA. A não ser que a EDITORA IMPRIMIU O LIVRO com a CAPA no final, e sendo assim, LULA acertou!!!!


http://oglobo.globo.com/pais/noblat/mariahelena/posts/2011/07/19/ei-psiu-seu-lula-presta-atencao-393138.asp

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Filha de Edir Macedo está fazendo mais sucesso que o pai

15.09.2013
Do portal GOSPEL PRIME, 14.09.13
Por Jarbas Aragão

Casamento Blindado ultrapassa 1 milhão de cópias e vira programa de TV  

Filha de Edir Macedo está fazendo mais sucesso que o paiLivro Casamento Blindado escrito por Renato e Cristiane Cardoso.
Renato e Cristiane Cardoso ultrapassaram o marco de 1 milhão de exemplares de cópias vendidas do seu livro Casamento Blindado. Para celebrar, a editora Thomas Nelson Brasil criou um novo projeto visual e lançou uma versão comemorativa, mudando a capa.
O livro de autoajuda para casais está há mais de um ano entre os mais vendidos do Brasil, segundo o ranking semanal da revista Veja. Atualmente, vende mais que o “Nada a Perder”, autobiografia do bispo Edir Macedo.
Casados há 21 anos, Renato e Cristiane apresentam juntos oprograma The Love School, na Rede Record.  O objetivo do programa e do livro é tentar ajudar casais que enfrentam problemas na vida conjugal e querem evitar o divórcio.
A autora de programas televisivos Margareth Boury foi chamada pela Rede Record para escrever um dos especiais de fim de ano da emissora. A atração será uma comédia romântica, baseada no conteúdo do livro e seu título será justamente “Casamento Blindado”.
Mas o sucesso não é só no Brasil. Com versões em outras línguas, atualmente “Casamento Blindado” foi lançado mês passado no México, onde já é o segundo livro cristão mais vendido no país. Segundo o portal R7, perde em vendas apenas para “Nada a Perder”, de Edir Macedo.
Renato é pastor da IURD além de conselheiro familiar e matrimonial, formado pelo National Marriage Centers em Nova York. Cristiane é filha do Bispo Edir Macedo, e autora dos também best-sellers Melhor Do Que Comprar Sapatos e A Mulher V. Com informações de R7 e Radar On-line.
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Maioria dos evangélicos acredita que estamos vivendo no fim dos tempos

15.09.2013
Do portal GOSPEL PRIME, 14.09.13
Por Jarbas Aragão

Até a imprensa secular tem debatido o assunto nas últimas semanas 

Maioria dos evangélicos acredita que estamos vivendo no fim dos temposMaioria dos evangélicos acredita que estamos vivendo no fim dos tempos
A teologia gerada nos Estados Unidos ainda é a mais influente do mundo, em geral influencia rapidamente os pregadores brasileiros. De acordo com a pesquisa publicada esta semana pelo Instituto de Pesquisas Religiosas do Grupo Barna, as guerras em andamento e a ameaça de invasão militar estrangeira na Síria tem mexido com a percepção sobre a proximidade do fim do mundo.
Cerca de 41% dos norte-americanos acreditam que o mundo já está vivendo os acontecimentos previsto pela Bíblia sobre o fim dos tempos. O índice é maior (77%) entre os membros de igrejas mais contemporâneas, que não fazem parte das denominações seculares. Entre os protestantes mais tradicionais é de apenas 54%.
O Grupo Barna diz que usou métodos científicos de pesquisa por amostragem, com um nível de confiança de 95%. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. A pergunta feita aos entrevistados era: “Você, pessoalmente, acredita que o mundo está vivendo atualmente o ” fim dos tempos”, conforme descrito por profecias na Bíblia?” Depois, era questionado qual era a sua afiliação religiosa. Os católicos mostraram uma posição diferente, com 73% dizendo que não acreditava.
O teólogo James F. Fitzgerald, especializado no estudo de profecias, comentou os resultados para a revista evangélica Charisma. “Até eu fiquei surpreso com os resultados, os percentuais são maiores do que eu podia imaginar”, diz ele que acaba de lançar o livro “Startling Evidence the Endtimes Have Begun” [Evidências assustadoras que o final dos tempos já começou] sobre o assunto.
“Quando comecei a escrever, não tinha certeza que as pessoas o considerariam útil ou se estariam interessadas. Mas esta pesquisa é totalmente interessante, e sei que existe mais abertura para a mensagem do meu livro que eu imaginava. Demorei sete anos pesquisando e escrevendo para publicar agora”. Ele usa como ponto de partida as mudanças ocorridas no mundo após os atentados de 11 de setembro de 2001, que resultaram em guerras no Iraque e no Afeganistão.
Concomitantemente, o jornal secular USA Today começou a publicar em 9 de setembro uma série de matérias sobre as perspectivas políticas de um ataque americano à Síria. Entre os entrevistados estão teólogos, que apontam para vários trechos das Escrituras. Nos dias seguintes, o USA Today apresentou um levantamento feito sobre a venda de material religioso e aponto que ocorreu um aumentado nas últimas semanas, desde que aumentou a tensão na Síria e no Egito.
Divulgou ainda que entre os católicos há um crescente interesse sobre o assunto por causa do filme “The Triumph”. Trata-se de um documentário sobre as profecias de uma perspectiva católica romana, abordando ainda as mudanças no Vaticano.
Entrevistado pelo jornal, o teólogo Tom Lombardo ressaltou que é preciso ser cuidadoso. Segundo ele, um número crescente de pastores começaram a pregar que o mundo já está passando pela “Grande Tribulação”, evento predito pelo Livro de Apocalipse.
Lombardo lembra que crises políticas influenciam a percepção das pessoas. Ele lembra que em 1844 centenas de milhares de adventistas doaram todos os seus pertences e começaram a se preparar para o fim do mundo naquele ano. Um movimento liderado pelo pastor Herbert W. Armstrong faz algo similar no final da década de 1930, quando se desenhava o cenário que resultou na 2ª Guerra Mundial. A restauração do Estado de Israel, em 1948, criou frenesi entre os teólogos, influenciando Harry Truman, presidente dos EUA na época e conhecido pela sua fé na Bíblia.
Paige Patterson, presidente do Southwestern, um dos mais influentes seminários do mundo, está igualmente cauteloso. Ele enfatiza que o estudo das profecias é importante para os cristãos, mas adverte: “Um erro comum que os cristãos cometem é tentar estabelecer um calendário… pois se falhar as pessoas podem se expor ao ridículo… Mas conhecer o que dizem as profecias do final dos tempos ajuda o cristãos a não temer certos acontecimentos e não esquecer que Cristo terá a vitória no final”.Com informações The Christian Post.
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Luiz Gushiken: Se um dia você quiser saber o que é passar por um massacre midiático, acompanhe a história de Gushiken

15.09.2013
Do portal ISTOÉ INDEPENDENTE, 13.09.13
Por Paulo Moreira Leite

Conheci Luiz Gushiken quando ele era gordo, tinha cabelos imensos e um bigode de estilo mexicano. Na última vez que nos encontramos, num quarto no Sírio Libanês, pesava menos de quarenta quilos, os cabelos tinham ficado brancos e ralos. Falava com dificuldade mas a mente seguia continuava alerta.

Conversamos sobre a conjuntura. Longe de qualquer atividade política, Gushiken estava preocupado com o resgate da história do Partido dos Trabalhadores e com o esforço dos adversários  para esconder os méritos da legenda no progresso da maioria dos brasileiros.
Uma dos alvos das denúncias da Ação Penal 470,  Gushiken conseguiu desmontar, uma a uma, as acusações apresentadas contra ele. Chamado a depor na CPMI, foi embora sem deixar pergunta sem resposta. Quando comentei esse desempenho com colegas de trabalho, ouvi uma resposta desoladora: “As pessoas são treinadas para mentir.”

Gushiken foi inteiramente inocentado no julgamento mas só depois de passar sete anos nas páginas de jornais. O professor de um de seus filhos chegou a criticar Gushiken em sala de aula, na frente de todos, enfrentando, mais tarde, a reação firme de Beth, sua mulher.
Se um dia você quiser saber o que é passar por um massacre midiático, acompanhe a história de Gushiken. Ele colecionou episódios que lembram  que a falta de  regras claras sobre o direito de resposta pouco tem a ver com o direito a liberdade e à dignidade da pessoa humana, mas é um estímulo à covardia e à  incompetência. 
Publicou-se que uma empresa de consultoria da qual havia sido sócio cresceu mil vezes depois que ele  assumiu a Secretaria de Comunicação do Governo Lula. Gushiken provou que os números estavam absurdamente errados e se baseavam em dados falsos, fornecidos por uma prefeitura inimiga, mas a correção jamais foi feita em público.
Toda a acusação sobre seu papel no mensalão teve como base uma entrevista de Henrique Pizzolato, publicada logo no início das denúncias. Levado para depor na CPMI, Pizzolato jamais confirmou a entrevista e disse que jamais dera declarações e que seu depoimento havia sido forjado. Pediu que lhe trouxessem fitas gravadas, que jamais apareceram. Gushiken também foi acusado de ter consumido R$ 3 000 num jantar. Provou que era mentira e ganhou uma indenização por causa disso. Mas a correção jamais foi publicada.
Como Secretário de Comunicação, Gushiken teve atitudes que honram a biografia de um homem público.
No início do governo Lula, quando a TV Globo e demais emissoras encontravam-se em situação falimentar, rondando o Planalto em busca de socorro, Gushiken concordou com a ideia de dar apoio, mas defendia uma proposta que, mesmo rejeitada, ajuda a entender seu pensamento. Já que se pedia recursos que jamais seriam pagos, o Estado brasileiro não poderia prestar serviços gratuitos. Deveria ser recompensado com uma participação acionária nas empresas que fossem beneficiadas. 
Gushiken tomou providências para disciplinar uma antiga folia com verbas de publicidade oficial, pela qual estatais negociavam anúncios a preços infinitamente superiores ao mercado, consumindo recursos públicos para subsidiar ganhos privados. Numa intervenção logo no início da gestão, exigiu negociações às claras entre as partes, criando uma mesa comum para dificuldade acertos às escondidas.
Dando início a uma política que seria generalizada e bastante ampliada no segundo mandato de Lula, por Franklin Martins, começou a desconcentrar a publicidade oficial, até então monopolizada por grandes e poucos veículos.
Nascido numa família de imigrantes de Okynawa, ilha que abriga uma das regiões mais pobres do Japão, Gushiken teve pais que venderam pastel em feira. Formado pela Fundação Getúlio Vargas, foi o principal líder dos bancários brasileiros em seu devido tempo. Teve um papel destacado na organização de uma greve nacional da categoria, em 1985.
Militante da Organização Socialista Internacionalista, matriz da tendência estudantil Liberdade e Luta, foi um dos primeiros a compreender corretamente a importância dos sindicatos oficiais, reconhecendo que poderiam servir à luta dos trabalhadores e não deveriam ser encarados como simples escolas de peleguismo e picaretagem – como sustentavam  estudiosos ligados a UDN paulista e uma clientela de ultraesquerda que possuía tantos adeptos nos anos 1970 e 1980.
Lutando contra um câncer que levou dois terços do estômago em 2002, Gushiken exibia uma disposição fora do comum. Recebia atendimento médico no Planalto, para não atrapalhar o expediente.
Anos depois, arrastando o equipamento de soro que lhe servia de alimento, uma de suas diversões recentes era brincar com Kika, uma cachorrinha pequena e briguenta. Não podia alimentar-se mas discutia cardápios e receitas.
Essa capacidade de aproveitar cada momento da existência como uma experiência única e preciosa costumava confundir. Levei anos para compreender a gravidade real de sua doença.
Não era possível falar tanto no futuro, dar tantas risadas, se aquele mal fosse tão ruim como ele mesmo dizia. Saíamos  para jantar e, enquanto foi possível,  não recusava um copo de vinho.
Tratando-se com medicamentos experimentais que lhe permitiram uma vida mais longa do que a maioria dos pacientes, costumava dizer, nos últimos anos: “já estou no lucro.” Falava dos respeito e um certo distanciamento dos hospitais de ponta em que costumava ser tratado. “Aqui você não consegue morrer. Sempre que está ficando muito mal, aparece uma equipe e faz alguma coisa.”
Nas conversas mais recentes, tomava doses frequentes de morfina para aliviar a dor e dizia que estava “descendo a pinguela.”
De volta para casa, após nossa última conversa, enviei para seus filhos o link de uma música que expressa as melhores emoções que essa convivência me ensinou. Estou falando de "We Shall Overcome", uma canção que se transformou num clássico da esperança simples de homens e mulheres que pretendem viver em paz, num mundo fraterno. 
Em homenagem a Luiz Gushiken, deixo o link para quem quiser aproveitar um único e precioso momento.
*Paulo Moreira Leite. Diretor da Sucursal da ISTOÉ em Brasília, é autor de "A Outra História do Mensalão". Foi correspondente em Paris e Washington e ocupou postos de direção na VEJA e na Época. Também escreveu "A Mulher que Era o Outro General da Casa".
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MIGUEL DO ROSÁRIO: Caem as últimas falácias contra os infringentes

15.09.2013
Do blog O CAFEZINHO, 14.09.13
Por Miguel do Rosário

A ministra Carmen Lúcia agarrou-se com leviandade à tábua de salvação oferecida pelo jornal O Globo, que na véspera de seu voto publicou um artigo de Tânia Rangel, professora da FGV, segundo o qual o STF perderia a isonomia em relação ao STJ se aceitasse o embargo infringente.
A falácia causou impacto por 24 horas, tempo máximo durante o qual a mídia conseguiu bloquear o contraditório. Suficiente, porém, para conquistar o precioso voto de uma Carmen Lúcia aflita para se ver livre de pressões.
A grande mídia, em toda a Ação Penal 470, promove um cerco individualizado a cada ministro. “Poucos são corrompidos por poucos”, dizia Maquiavel.
A explicação pela qual o STF deve continuar aceitando embargos infringentes é porque ele, e só ele, é a última e definitiva instância judicial no país. Um réu condenado em qualquer outro tribunal, inclusive no STJ, pode apelar ao STF. Um réu do STF não pode apelar a mais ninguém.
A figura do embargo infringente, portanto, é fundamental para minimizar este poder quase absoluto do STF.
Outra falácia é a levantada por Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello, e repetida hoje por Merval Pereira e pelo cada vez mais insidioso Ancelmo Gois: aceitar infringentes daria espaço, como estaria dando, para manipulação política através de novas indicações. Mais um capítulo na campanha suja da mídia e da direita para conspurcar tudo que vem da política. 
O perigo real contra o qual temos de nos precaver é o STF ser influenciado por grupos econômicos privados, ao invés de sê-lo, como rege a Constituição, pelos únicos poderes que emanam genuinamente do povo, o Executivo e o Legislativo. O resto é golpe.
O legislador entendeu, e deixou isso claro por escrito, que a alteração de composição do tribunal é um fato salutar e almejado. Uma nova composição enseja uma visão diferente do processo penal.  Gilmar Mendes e Marco Aurélio trabalham com dois princípios hostis ao direito moderno: a infalibilidade do juiz e a presunção da culpa. Para eles, não apenas os réus (desde que petistas, é claro) são culpados até em prova o contrário; os novos juízes indicados pelo governo (se for petista, é claro) também são culpados até em prova em contrário; não votariam segundo sua consciência, mas segundo os interesses do PT.
Assim é fácil manipular. Ministro que vota a favor do PT é malvado. Ministro que vota contra é bonzinho. 
Entretanto, o deputado Jarbas Lima, hoje professor de direito constitucional da PUC do Rio Grande do Sul, afirmou justamente o contrário, durante um debate parlamentar realizado em 1998, que definiu o destino dos embargos infringentes. A posição de Lima, pró-infringentes, prevaleceu, e um dos fundamentos de sua opinião era prestigiar mudanças na composição da corte.
Se a controvérsia estabelecida tem tamanho vulto, é relevante que se oportunize novo julgamento para a rediscussão do tema e a fixação de um entendimento definitivo, que depois dificilmente chegará a ser revisto. Eventual alteração na composição do Supremo Tribunal no interregno poderá influir no afinal verificado, que também poderá ser modificado por argumentos ainda não considerados ou até por circunstâncias conjunturais relevantes que se tenham feito sentir entre os dois momentos. Não se afigura oportuno fechar a última porta para o debate judiciário de assuntos da mais alta relevância para a vida nacional.
Esse é o princípio filosófico mais importante de constituições humanistas como a nossa: jamais fechar portas para o indivíduo lutar por sua liberdade, honra e  inocência. Pedir o engessamento do processo penal é próprio de uma ideologia medievalista e reacionária.
Aquele que odeia o PT e quer ver Dirceu na cadeia não pode se deixar cegar por este ódio. Dirceu passa, a lei fica. Será mesmo saudável para a democracia entregarmos o destino de milhões a 11 juízes contra os quais não se pode recorrer?
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Carta publicada na Folha, do advogado de um dos réus da Ação Penal 470:
O argumento dos que negam a admissibilidade dos embargos infringentes pelo fato de o mesmo não ser admitido no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e no STF (Supremo Tribunal Federal), com a devida vênia, não pode prevalecer. É preciso lembrar que os condenados pelo STJ poderão recorrer ao STF. E os condenados pelo STF vão recorrer a quem?
Do mesmo modo, não vale o argumento de que uma condenação em primeira instância não admite embargos infringentes. É obvio, posto que aos condenados em primeira instância é dado a garantia do duplo grau de jurisdição, ou seja, o condenado poderá recorrer ao tribunal competente.
Outros sofismas são os de que a admissibilidade dos embargos infringentes implica em novo julgamento e que as defesas já tiveram todas as oportunidades. Ora, é evidente que não se trata de novo julgamento, mas, sim, da possibilidade de o próprio Supremo rever sua posição em relação à condenação e às penas.
Leonardo Isaac Yarochewsky, advogado de Simone Vasconcelos na ação penal 470 (Belo Horizonte, MG)
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Basquiat
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A teatralização do julgamento da AP 470

15.09.2013
Do portal GGN, 14.09.13
Por Assis Ribeiro

Uma Ópera Bufa.
Gilmar recitava seu texto de forma dramática. Parecia estar declamando Shakespeare, mas a forma rasteira de sua peça parecia mais com um pastelão. Arvorou-se a citar trechos da Obra de Celso de Mello.
Marco Aurélio declamava seus épicos, se esforçava para imprimir genialidade e veracidade dos fatos, mas se perdia no seu próprio texto e não passou de uma comédia de baixo gabarito.
Cármen Lúcia por influência de Bizet arriscou com o seu canto enfeitiçar e seduzir a plateia, mas se perdeu quando os seus olhos demonstravam perplexidade e pavor enquanto os seus lábios tremiam ao recitar o seu ato.
Barbosa era o maior espectador deste teatro, ora sorria, ora vibrava em cada ato com o desempenho dos seus pares.
Alguns trechos marcantes da Opera Bufa
Barbosa:
aceitar os embargos é eternizar o julgamento”.
Barroso:
“Também estou exausto deste processo, mas penso que eles têm direito. E é para isso que existe uma constituição: para que o desejo de onze não seja atropelado pelo desejo de milhões”
Fux
"Por que o segundo julgamento seria melhor?",
Barroso
 “neste momento, alegar que eles não são cabíveis, seria um casuísmo que mudaria as regras do jogo no meio da partida”.
Fux
"Se casuísmo houvesse seria o inverso, porque o STF vem decidindo que não cabem mais os recursos”.
Fux
“Ressoa absolutamente ilógico sob qualquer ângulo, que não caibam embargos infringentes nas demais instâncias e caiba no STF”.
Marco Aurélio Mello
“Talvez porque sejamos ministros menos experientes”
Barbosa
“Ou talvez porque o Supremo de 2014 seja melhor que o Supremo de hoje”
Ainda Fux
um possível acolhimento dos embargos infringentes teria consequência nas 400 ações penais que tramitam no Supremo.”
"A serventia seria apenas protelar o resultado final".
Cármen Lúcia
Atos meus em que fiz referência ao art. 333, mas não fiz análise do inciso 1, para não ficar impressão de que haveria mudança de tendência.

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MÍDIA MANIPULATIVA: LIVRO DISSECA PRESSÃO DA MÍDIA NA AÇÃO PENAL 470

15.09.2013
Do portal BRASIL247, 14.09.13
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