Pesquisar este blog

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Bolsa Família 10 anos: gente que saiu da miséria e chegou à universidade

04.09.2013
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA
O Brasil sem miséria em números:
*****

Acusação de caixa 2 derruba presidenta do Psol no Rio

04.09.2013
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

Janira Rocha (Psol) abatida pelo próprio marketing populista.

Psol ganharia mais caso se empenhasse e mobilizasse de verdade também pelo financiamento público de campanha. 

Dois ex-funcionários da presidenta estadual do Psol e deputada estadual Janira Rocha procuraram na Assembleia Legislativa (Alerj) a também deputada Cidinha Campos (PDT-RJ) para vender um dossiê sobre a ex-chefe por R$ 1,5 milhão. Cidinha fingiu negociar e marcou uma data na semana seguinte. Avisou a polícia e os dois foram presos em flagrante, com o material apreendido, que inclui cópias de relatórios, recibos e gravações.
As acusações são sobre exigir parte do salário dos funcionários, chamada cotização, e também caixa dois de campanha com dinheiro do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Trabalho e Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Sindsprev), do qual foi diretora. 

Leia mais aqui.
******

É necessário impedir a guerra imperialista contra a Síria

04.09.2013
Do portal VERMELHO


Os imperialistas estadunidenses deram na última terça-feira (3) um passo decisivo na preparação do terreno para desencadear mais uma guerra de agressão contra uma nação independente e soberana, um povo laborioso e pacífico. 

O chefete da Casa Branca, Barack Obama, recebeu o apoio do presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner. Este, que age mais como um senhor da guerra do que como autoridade do Poder Legislativo daquela que se autoproclama a mais genuína das democracias, anunciou que entra em campanha para fazer aprovar a decisão presidencial de atacar a Síria. 

Outro porta-voz do belicismo no Legislativo estadunidense, Eric Cantor, líder da bancada republicana, também anunciou sua posição e seu voto favoráveis à guerra de agressão. 

A matéria deve entrar em votação na próxima segunda-feira (9). Dentro da lógica unilateral que preside às decisões de Washington – a mesma sob governo democrata ou republicano – basta que o Congresso dos Estados Unidos decida, para que os mísseis do Pentágono sejam despejados sobre um país. Afinal, como disse o presidente Barack Obama, a questão síria afeta os interesses nacionais dos Estados Unidos. Logo, as instituições domésticas são autossuficientes para levar o mundo à beira da catástrofe, não importando se isto se fará ao arrepio do Direito Internacional, violando a Carta das Nações Unidas e atropelando o Conselho de Segurança da ONU.

Patético em seus esforços para, malgrado o belicismo de sua política, continuar vendendo a imagem de pacifista, o ocupante da Casa Branca tenta explicar que o ataque à Síria não será como a guerra ao Iraque ou ao Afeganistão e que não invadirá Damasco com tropas de ocupação. Compreende-se o malabarismo mental do presidente dos Estados Unidos, porquanto foi eleito brandindo críticas às guerras de Bush e agraciado com o Prêmio Nobel da Paz por ter defendido essas posições críticas e ter prometido, já no exercício do cargo presidencial, levar a paz ao Oriente Médio.

Não se pode prever que tipo de ataque o Pentágono desferirá contra a Síria sob as ordens de Obama e com o beneplácito do Congresso. Mas guerra é guerra, senhores, com ocupação terrestre ou não. Um ataque estadunidense à Síria, quaisquer que sejam a forma, as armas utilizadas, os alvos escolhidos e o tempo de duração é uma agressão imperialista, um atentado a um país e um povo, uma violação das regras de convivência entre nações soberanas e uma ameaça à paz regional e mundial. Como tal, a ameaça de guerra de Obama à Síria precisa ser condenada com a maior veemência e toda a mobilização de massas e de forças políticas deve ser feita para impedir que se concretize. 

O cenário político não é favorável aos agressores. Os Estados Unidos não desfrutam do consenso internacional. A Rússia e a China, países com poder de veto no Conselho de Segurança da ONU, já explicitaram que não darão sinal verde para Obama atacar. A decisão do Parlamento do Reino Unido de proibir que o governo faça a guerra contra a Síria tira  temporariamente da cena da guerra o principal aliado de Washington nas aventuras imperialistas. Países de peso crescente no cenário internacional, como o Brasil, tomaram posição enérgica contra a guerra. Países anti-imperialistas, como a Venezuela, encabeçam na América Latina um posicionamento em favor da paz e da soberania da Síria. Na região do Oriente Médio, para além da atitude traiçoeira da Liga Árabe, a serviço das petromonarquias aliadas ao imperialismo, é preciso levar em conta a firme posição do Irã, do Líbano, do Hezbolá, das forças da esquerda palestina, todas dispostas a se somar à resistência à agressão. Nesta terça-feira, surpreendentemente, o Egito emitiu declaração rechaçando o ataque à Síria.

E, sobretudo, há a considerar a posição serena e firme da Síria, a autoridade política do governo, a unidade das forças que o apoiam e a capacidade de reação e resistência do país. Os imperialistas estadunidenses e seus lacaios na região, os sionistas israelenses, não podem imaginar que uma agressão não será respondida. 

Sondagens de opinião pública nos Estados Unidos, na França, no Reino Unido e outros países mostram uma clara maioria contrária ao ataque. Na reunião do G20 que se instala nesta quinta-feira (5) na antiga Leningrado, Rússia, o ambiente é de isolamento dos imperialistas norte-americanos, no que se refere á questão síria. Isto tem uma razão de ser. Nenhuma evidência foi exibida em apoio às histriônicas acusações de John Kerry, o secretário de Estado de Barack Obama, de que as forças do presidente Bashar al-Assad são as responsáveis pelo ataque com armas químicas perpetrado em 21 de agosto último na Síria. Ao contrário, a Rússia apresentou evidências no sentido oposto perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas, demonstrando que foram os bandos armados da oposição os que utilizaram o gás sarin contra civis. 

Em meio a essa intensa preparação de mais uma guerra de agressão imperialista, chama a atenção a posição afanosa e frenética do social-democrata François Hollande, presidente da República Francesa, em favor da guerra, tal como já tinha sido na guerra contra a Líbia, posição que, indubitavelmente, influencia a orientação de partidos sociais-democratas mundo afora, sempre tíbios e desmobilizados quando se trata de convocar manifestações de solidariedade ao povo sírio, mas pressurosos na crítica ao “ditador Assad”. É mais uma demonstração de que a social-democracia, traidora dos interesses dos trabalhadores e dos povos, é uma corrente política e ideológica a serviço do imperialismo.

Nos próximos dias, em diversas cidades brasileiras, o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) e comitês de solidariedade ao povo sírio, que incluem dezenas de partidos políticos, movimentos e organizações populares, realizam manifestações para protestar contra a decisão do imperialismo estadunidense de cometer mais um crime de lesa-humanidade. Todo o apoio a essas manifestações, em defesa da paz e da soberania do povo sírio.

******

Mais Médicos, por favor, e menos piadas e desinformação

04.09.2013
Do portal do GGN

Jornal GGN - Mesmo com voto aberto no Congresso em resposta ao fatídico caso de Donadon, e mesmo com espionagem e guerra batendo às portas em ação direta e desrespeitosa dos Estados Unidos ao mundo, o tema escolhido ainda é o Programa “Mais Médicos”. Com toda a discussão presente em outros temas, o descaso com a saúde, no país, ainda fala mais alto.
Antes do Mais Médicos, uma pequena observação que demonstra o tanto que a saúde está doente. Estadão dá, no pé da página, notícia de que o TRF suspende a punição dada pela ANS contra 142 planos de saúde. As operadoras de planos conseguiram. Se o setor já está complicado, com este precedente criado pelo Tribunal Regional Federal, em São Paulo, a situação vai longe, distanciando o beneficiário de planos de saúde de seus direitos. A ANS é criticada por não ter rigor com as operadoras tentando retomar seu papel e imagem com este monitoramento. Este fazer valer a norma era, até então, a única arma do cidadão comum diante do festival de negativas em atendimento. Com a decisão do TRF da 3a Região, em São Paulo, a agência perde força, bem como o cidadão comum. Folha não deu a notícia.
Indo ao ponto... Correu pelas redes sociais um vídeo incrível do CQC sobre o Mais Médicos. Digo incrível porque, diferente do que possa parecer, existe vida equilibrada dentro do Custe o Que Custar. Depois de escorregar sempre entre a ética ou bom gosto, o Custe soltou uma matéria em sua última edição, com gostinho de jornalismo no ar. Os rapazes praticaram jornalismo!
Com o título “Documento da semana – Médicos cubanos”, a gang conseguiu trazer uma matéria sobre a questão do repúdio de médicos aos profissionais estrangeiros que vieram ao Brasil, sem descambar para o gosto ou humor duvidoso. Em tom sóbrio, o repórter foi em busca de costurar sua matéria, dando, inclusive, voz aos dois lados. E defendendo o direito da população à saúde.
É assombrosa a abordagem, principalmente se levarmos em consideração uma ‘entrevista’ levada ao ar, em que colocam uma criança para enganar José Genoíno, em um massacre tão nojento que deixou muitos sem fala.
E perderam com isso, naquela época? Aparentemente não entenderam nada, e defenderam o direito a fazer seu trabalho, mesmo com um alto custo ético. O tempo passou e ninguém entrou no mérito da bobagem que fizeram contra Genoíno. Muitos deixaram de assistir ao programa. E outros tantos nem perceberam que havia ali um desrespeito travestido de ‘humor a qualquer preço’.
De repente, não mais que de repente, o grupelho traz uma boa reportagem sobre um tema controverso e que anda dividindo opiniões. O que aconteceu? O que fez com que enfrentassem a questão com uma sobriedade jamais vista em suas abordagens? Foi pressão das redes sociais quanto aos temas passados e atropelados, ou uma sensibilidade nova aflorou ao defender o direito de milhões de brasileiros à saúde?
Perguntas não querem calar, e respostas que não chegaram ainda, pedindo o acompanhamento de mais alguns programas para entender o que realmente se passa.
Outro baluarte da falta de humor nacional, Danilo Gentili, disparou ontem que “Nordeste é um lugar sem energia elétrica, sem água e sem comida”, e em sintonia com o raciocínio inteligente, Roger (ex-Ultraje a Rigor) complementou a pérola, “e papel higiênico”. Gentili raciocinou, utilizando todo o seu poder mental, que os médicos cubanos, trabalhando no Nordeste, “estão se sentindo em casa”.
A grosseria pegou mal, colocando, de novo, o tal Gentili em situação nem um pouco lisonjeira nas redes sociais. E em comentário que durou 30 segundos.
Os jornais
Com pouco destaque na capa, mas bem evidenciado no caderno cotidiano, a Folha volta à carga. Entende-se que denúncias de profissionais inadequados devem ser consideradas pelas publicações diárias, afinal isto é notícia, mas é preciso destacar também alguns pontos perdidos nesses discursos. A desistência de médicos é a tônica da principal e a precariedade da infraestrutura preenche a página seguinte.
A Folha bate e assopra em título do caderno: Médicos questionam infraestrutura e exigências e abandonam o programa. Bate, assopra e chove no molhado. O programa veio para suprir uma falta, veio como primeiro passo para solução do problema de infraestrutura. Já se sabia disso desde o início, como bem se sabia quando as entidades médicas só batiam nisso, depois que acusar cubanos caiu de moda.
Mas evidenciam, os dois jornais, a desistência de médicos brasileiros. Não propalado o fato de que a atuação dos médicos em “Brasil do século passado”, como diz o título, é o que move o programa. É justamente a precariedade desses municípios que pede a presença de profissionais de saúde. Em infográfico e na própria matéria, longe de bater, dá munição aos defensores da ideia, já que os primeiros municípios a serem contemplados são, justamente, os piores do Brasil em indicadores socioeconômicos. A mortalidade infantil, nestes rincões, está na marca de 26 óbitos a cada 1.000 nascidos vivos, enquanto o outro Brasil vive uma taxa de 15 para 1.000.
A Folha, ainda, traz informação que merece ser aprofundada. O Revalida não é a única forma que um médico formado no exterior, seja brasileiro ou estrangeiro, para trabalhar no país. As universidades públicas tem a função de, por lei, validar os diplomas e, também é função delas, aderir ou não ao Revalida. E, importante, menos da metade optou pelo exame. Mais uma informação destaca-se: entre 2002 e 2012 foram reconhecidos 7.348 diplomas estrangeiros, dos quais 56,11% eram de cursos de medicina.

VÍDEOS


O CQC na pegada do Mais Médicos
******

VERGONHA DE BRANCO

04.09.2013
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 03.09.13

Se você é incapaz de sentir um pingo que seja de alegria porque há profissionais da medicina que estão vindo de outros países para atender seus irmãos brasileiros desgraçados em lugares pobres e longínquos aonde nem um só médico quis ir... Sinceramente, você é uma vergonha para o meu país

médicos negros brancos cubanos
Violência contra médicos cubanos no Brasil gerou negativa repercussão internacional (Imagem: José de Oliveira, Folhapress)
Se você não sabe o significado da palavra solidariedade em sua vida mesquinha, egocêntrica, racista, fascista e xenofóbica;
se generosidade significa pra você apenas aquela esmolazinha “cala-consciência” (consciência?) de depois da missa dos domingos a que você, religiosamente (sem trocadilho), comparece numa tentativa certamente inútil de expiar os pecados que você imagina não ter;
se trabalho voluntário pra você não passa de algo distante que em um dia qualquer alguém de quem você não lembra mais te falou;
se o mais próximo que você sentiu da dor de estômago da fome alheia foi uma expressão de “pena” frente à foto de algum africano esquálido postada na internet ou na sua revista semanal ou televisão onde você talvez tenha muito aprendido a ser o que você, enfim, se transformou;

se não o incomoda a desassistência secular da saúde dos brasileiros seus irmãos esquecidos pelo tempo, pela vida, e por você — enquanto gente (gente?) e cidadão eleitor que vota na melhor das hipóteses fiel a seu preconceito ideológico que alguém um dia lhe pôs e você nunca chegou sequer a transformar em conceito, o que seria ruim, mas ao menos não seria tão ignorante quanto ser pre(conceito), ou pior, por interesse meramente pessoal, ou em troca de alguma vantagem, inclusive financeira, direta ou indireta, ou todas as (ou algumas das) alternativas juntas;
se você jamais se perguntou do porquê de o Brasil verdadeiro ter passado fome, seca e doenças por tantos séculos;
se você é incapaz de sentir um pingo que seja de alegria porque há profissionais da medicina que estão vindo de outros países para atender seus irmãos brasileiros desgraçados em lugares pobres e longínquos aonde nem um só médico quis ir, colega seu ou não;
se você é tão hipócrita que agora repentinamente lhe bateu uma preocupação com o que você acredita seja a escravidão que a “terrível” Cuba ― aquela de um dos melhores IDHs do mundo ― está impingindo aos médicos cubanos que estão aportando por aqui para ir tratar de seus irmãos brasileiros secularmente esquecidos e onde ninguém, nem um só médico quis ir, de qualquer outro país, inclusive, claro, do seu;
se essa inusitada “preocupação” com a “terrível” Cuba se estabelece e permanece mesmo quando você toma conhecimento de que a contratação dos médicos cubanos está sendo intermediada por uma entidade que tem mais de um século de existência e é respeitada no mundo inteiro, a OPAS – Organização Pan-Americana de Saúde, e de que os médicos cubanos são reconhecidamente os mais humanitários do planeta terra, presentes em inúmeros países, desenvolvidos ou não, em dezenas de missões na área da saúde e da educação;
se você não consegue entender que não “revalidar” os diplomas dos médicos estrangeiros é condição inafastável, uma vez que o “revalida” confere ao profissional, por exemplo, o direito de atuar em qualquer lugar do país, o que inviabilizaria completamente o objetivo do programa governamental àqueles que estão sendo contratados para trabalhar nesses rincões do Brasil aonde colega seu, ou parente seu, ou alguém que você conheça e envergue um jaleco branco engomado e limpo não quis ir, porque se eles obtiverem o bendito “revalida” poderão ir trabalhar nos bons lugares onde você, ou seu parente, ou seu colega, ou alguém que você conheça trabalha, disputando, agora sim, com você, mas que existem outras formas também válidas de avaliar a competência desses médicos estrangeiros para atuar nos locais para onde você jamais irá (ou iria) e atender aos seus irmãos brasileiros como e onde você jamais fará (ou faria);
se você não percebe que deve ao seu país, e portanto a todos os brasileiros que pagam impostos, o seu curso gratuito numa universidade pública, e que o mínimo que você devia fazer, se não quer colaborar, seria não atrapalhar;
se a sua consciência ao menos não se aquieta ao constatar que há muitos lugares neste país, com ou sem condição hospitalar satisfatória, em que seus colegas médicos jamais iriam trabalhar, mas que outros, estrangeiros, farão isto por você, e isto é bom;
se você não consegue admirar os médicos cubanos que estão chegando ao seu país para fazer o que você não fez, não faria e não fará, e que eles estão felizes, dispostos e entusiasmados em servir aos seus irmãos brasileiros e ao Brasil, porque foram forjados na prática comunitária de servir ao próximo, porque atuam em programa de medicina que já atendeu e atende a mais de cem países, com baixíssimo (antes que você diga o contrário, no seu argumento tão sórdido quanto pueril e hipócrita), praticamente insignificante índice de deserção, apesar de serem, prazeirosamente — como lindamente o dizem —, médicos cubanos, nascidos num país pobre, com seus erros e acertos, asfixiado por uma política comercial e social cruel, e orgulhosamente socialista;
se você não se dá conta da alegria que é ver um país, o Brasil, de tantas desigualdades sociais, pela primeira vez em sua história tê-las reduzidas drástica e permanentemente;
se você desconhece que este fenômeno (contratação de médicos estrangeiros para fins semelhantes) acontece nos mais diversos países, inclusive nos seus adorados Estados Unidos e Inglaterra (vai, confessa que eu sei que você se pudesse morreria, soubesse que nasceria novamente num dos dois);
se você não se sente feliz em saber que aquelas crianças e velhos do Brasil esquecido durante tanto tempo estão sendo olhados agora com os olhos com que necessitavam sê-los, os olhos da urgência, da emergência, que só o amor, a solidariedade e a generosidade conseguem ver;
se você não sabe o que fazem por esse mundo os médicos cubanos, sua obra, sua humanidade, seu destemor, seu espírito coletivo, seu desapego às nossas vaidades, seu reconhecimento dos mais importantes organismos internacionais, a exemplo da UNESCO;
se você não consegue compreender que as pessoas não podem esperar e que um médico na comunidade é simplesmente fundamental;
se você prefere que os médicos cubanos não venham porque eles atenderão sem o “revalida”, mesmo sabendo porque não o serão, e que ainda assim serão avaliados por entidades de escol do Brasil;
se você sabe que das cerca de quinze mil vagas abertas e direcionadas exclusivamente aos médicos brasileiros, para apenas mil delas houve interesse de seus compatriotas, e que há centenas de municípios onde nem um só médico, não apenas brasileiro, mas não-cubano, se candidatou a ir trabalhar, mesmo pagando dez mil reais e ajuda de custo (moradia, etc.), e ainda assim você é contra o programa, não raro fervorosamente;
se você está “sinceramente” muito preocupado porque “acredita”, firmemente, que os cubanos estão sendo escravizados por Fidel, coitados;
se estranhamente você não ficou tão indignado quando os médicos estrangeiros de outros países por aqui aportaram, mas teve um surto histérico (chilique!) mal-educado, racista, fascista e xenofóbico quando na vez dos cubanos;
se na sua ignorância sórdida você não consegue nem perceber que eles não irão concorrer com você nem tirar o seu lugar e a sua vaga no “mercado”… Se você mesmo assim ainda torce contra… ainda quer vê-los longe daqui… ainda prefere que tudo fique neste país como sempre esteve… Se você apoia as vaias dos médicos brasileiros (meu Deus!) dirigidas aos médicos cubanos em Fortaleza… Sinceramente, você é uma vergonha para o meu país. E felizmente, não temos nada a ver um com o outro.
*André Falcão é advogado e autor do Blog do André Falcão. Escreve quinzenalmente para Pragmatismo Político
******

BLACK BLOCS: Integrantes do Black Bloc são autuados por crime de formação de quadrilha

04.09.2013
Do portal da Agência Brasil
Por Flávia Villela
Rio de Janeiro – A Polícia Civil do Rio indiciou cinco integrantes do grupo Black Bloc pelo crime de formação de quadrilha armada e incitação à violência. Os agentes prenderam três adultos e dois menores em flagrante, durante a operação que começou na madrugada de hoje (4), após a emissão de seis mandados de busca e apreensão. Os nomes os acusados não foram revelados. Foram encontrados uma faca e um artefato com pregos na ponta,  conhecido pela polícia como jacaré ou ouriço.
A chefe da Polícia Civil, Marta Rocha, explicou que os presos admitiram ter participado das manifestações de rua a partir de junho, e que administravam a página do Black Bloc nas redes sociais, onde outros membros eram convocados a manufaturar, cada um, dez jacarés. “Então, na verdade, se multiplicaria esse instrumento típico de ladrões de carga. A finalidade dele é ferir [uma pessoa] ou parar um veículo”, comentou ela. “O crime de quadrilha armada é inafiançável. Eles sairão da Polícia Civil presos em flagrante”, completou a delegada. Todos os presos pertencem a famílias de classe média.
O sexto mandado de busca e apreensão não foi feito, pois o dono da casa está na Bolívia. Um dos três maiores de idade presos foi autuado por pedofilia, pois foram encontrados fotos e vídeos adultos com menores de idade.
A delegada disse que a investigação continua, e corre sob segredo de Justiça. “O flagrante será encaminhado ao Poder Judiciário e no decorrer da semana a polícia vai analisar o material apreendido hoje. Essa investigação, que hoje chegou aos administradores [da página do Black Bloc no Facebook], sofrerá ramificações e continuaremos a investigar essas pessoas”, explicou Martha Rocha.
Edição: Beto Coura
*****

ANTIPETISMO DE 'VEJA': Estranha tara senil

04.09.2013
Do portal OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA,03.09.13
Por Mauro Malin,na edição 762

Tarado petista ou petista tarado? A Veja, em período de vacas magras que confere um ar melancólico à edição 2.337, datada de 4/9/2013 (veja abaixo “Dias de penúria”), escolhe a segunda opção para tratar do caso de Eduardo André Gaievski, acusado de “estupro de vulneráveis” – jargão jurídico para designar sexo com crianças menores de 14 anos – e crimes similares.
Em bom português, o cidadão é acusado de ser aquilo que se convencionou chamar de tarado. Um entre milhares, provavelmente centenas de milhares, talvez milhões de casos no Brasil. O diferencial é que Gaievski, ex-prefeito da cidade paranaense de Realeza, era funcionário da Casa Civil da Presidência da República. E petista.
Então, ele é apresentado como petista tarado, embora, caso verdadeiras as acusações de que é alvo, não passe de um tarado que vem a ser petista.
Veja mostra o homem sorrindo com uma estrela do PT ao fundo. Pura apelação.
Sem nexo
Na verdade, a apelação começa com a transformação de um caso de polícia em noticiário de política. Não tem rigorosamente nada de política na história. Prefeitos envolvidos em pedofilia não faltam no Brasil, infelizmente. Alguns já foram julgados e condenados. Tempos atrás, numa cidade do interior paulista, o prefeito e meia-dúzia de vereadores foram acusados de manter uma rede de prostituição de adolescentes. Também não faltam nesse pelotão da espécie humana funcionários públicos de diferentes escalões. Nem empresários, padres, pastores, jornalistas, feirantes, you name it.
Subjaz na matéria uma insinuação nauseante: o PT é tão nefasto que abriga em suas fileiras gente assim. Roma decadente.
Veja já foi melhor. Muito melhor. Sob a ditadura, por exemplo, não costumava dar aos militares motivo de contentamento. É, Veja publicou naquela época algumas das matérias mais sérias de denúncia contra a violência do regime. Quem não acreditar pode consultar o Acervo digital da revista.
Pode-se supor que a compulsão de agredir e insultar o PT nasce de duas vertentes. A primeira é dos dias de hoje: a revista se enxerga e se comporta como ala direita da fracativa, trôpega oposição (PSDB e DEM) ao PT. Decorre, em parte, numa visão simplificada, da incompetência da putativa oposição, algo que estimula a imprensa a ir além de seus tamancos jornalísticos e panfletar.
A segunda é remota, quase subconsciente: o PT se apresentou, durante a maior parte de sua trajetória (mais precisamente, até a entrevista pós-mensalão de Lula ao Fantástico, realizada em Paris por uma jornalista que surgiu e desapareceu num átimo; a entrevista do “todo mundo faz”, dada em 2005), como encarnação incontaminada da virtude na relação com outras forças políticas e com a mídia.
Em 1989, praticamente recusou apoio de outras forças no segundo turno de Lula contra Fernando Collor. Ouvi de um querido e saudoso amigo, ao sugerir a possibilidade de Ulysses Guimarães reforçar o palanque lulista: “Não queremos. Chegamos até aqui sozinhos e vamos continuar sozinhos”.
Agitprop canhestra
O PT fez sucesso botando banca. A prepotência, péssima conselheira em política, durou pouco tempo após a primeira eleição de Lula. Deu no mensalão. Um pouco como a história da recatada moça de sociedade que um dia vai parar no bordel: assusta, pelo desvario, até as profissionais do sexo.
A bem da verdade, o PT do mensalão já nada tinha de “moça da sociedade”. Vide denúncias de Paulo de Tarso Venceslau em 1994 a respeito da empresa Cpem (Consultoria para Empresas e Municípios), de Roberto Teixeira, fraternal amigo de Lula. Vide assassinatos dos prefeitos de Campinas, Toninho do PT (setembro de 2001) e de Santo André, Celso Daniel (janeiro de 2001).
Veja, na tentativa de ter uma opinião forte (posição defendida por Roberto Civita – 1936-2013 – ementrevista ao Valor), e encharcada de má vontade em face da empáfia petista, embolou tudo e começou a praticar um jornalismo raivoso, como o que levaria Carlos Lacerda a criar, em 1953, o Clube da Lanterna. Ficou caricata, praticante de uma agitprop canhestra. Cada vez mais tendente à irrelevância.
Dias de penúria
Veja, hoje, do ponto de vista de sua sobrevivência empresarial, inspira consternação. A edição em que se estampa a matéria sobre o funcionário da Casa Civil tem esquálidas 112 páginas. Até aí, nada. Na mesma época do ano, primeira semana de setembro, o número de páginas da revista sofreu oscilações desde 2003. Eis uma sequência de dez anos:
Número de páginas das edições da Veja na primeira semana de setembro, 2003-12
2012168
2011172
2010156
2009146
2008136
2007136
2006140
2005128
2004116
2003124
O número de páginas atual indica retração do mercado, que atinge todas as mídias (excetuada a TV Globo, espécie de aspirador gigante de verbas publicitárias). Na tabela abaixo, baseada em dados doProjeto Inter-Meios, da Meio & Mensagem, verifica-se que o faturamento bruto do meio Revista voltou ao que era há dez anos.

Faturamento bruto do meio Revista, anos selecionados entre 2003 e 2013. Em R$
Mês e anoFaturamento no mêsAcumulado no ano
Setembro 2003104,0 milhões696,1 milhões
Setembro 2004119,9 milhões784,2 milhões
Setembro 2008196,9 milhões1.278,9 milhões
Setembro 2009177,0 milhões1.156,0 milhões
Setembro 2012177,7 milhões1.354,2 milhões
Junho 2013 (*)154,3 milhões789,6 milhões 
(*) Dado mais recente disponível

Como o bolo publicitário cresceu (até mais do que o PIB), constata-se que a participação das revistas diminuiu.
Mas o caso específico da Veja indica uma encrenca maior. Das 112 páginas da edição 2.337, apenas o equivalente a 28 são ocupadas por anúncios, dos quais três “da casa” (a própria Veja, Editora Abril etc.). A proporção de 25 em 112 – 22,3% – é baixíssima. Evidentemente, não se pode tomar o pulso de uma publicação por apenas uma de suas edições. A anterior, de 128 páginas, tinha 52 páginas de anúncios, o correspondente à saudável proporção de 40% (embora 11 deles, compondo uma campanha da TV Globo relativa à Copa de 2014, possam ter sido vendidos a preço camarada, em pacote).
Toda essa sopa de números não interessa ao leitor. A primeira sensação dele é simplesmente tátil: pega a revista, sopesa-a e constata-lhe a magreza. É frequente haver encartes (grampeados) em papel de maior gramatura. Evitam essa impressão sensorial de miserê.
Mais reportagem, menos gogó
Mais uma volta no parafuso e constata-se que o problema da Veja nem é de natureza essencialmente comercial, mas sim jornalística. A edição correspondente da Época (797, datada de 2/9) tem menos páginas ainda do que a da Veja: 108. O número de páginas ocupadas por anúncios é bem maior, 41, mas seis são “da casa”: a proporção de 32,4% não chega a ser comercialmente brilhante. E há algo de bizarro, porque um anúncio do frigorífico Friboi, com o simpático Tony Ramos, saiu duas vezes (páginas 13 e 91), mas dificilmente terá sido vendido e será pago duas vezes.
A sensação tátil não é melhor. Mas o leitor encontra na Época duas excelentes reportagens sobre a questão da saúde pública, tema que vai encerrando sua passagem pelo picadeiro do circo e logo cederá lugar para alguma outra atração. A primeira matéria fala sobre as deficiências do ensino médico (“As faculdades na UTI”). Seus autores são Flavia Tavares, Graziele Oliveira, Murilo Ramos, Hudson Corrêa, Marcelo Rocha, Ana Luísa Cardoso e Leandro Loyola.
A segunda, “Ideologia faz mal à saúde”, assinada por Vinicius Gorczeski e Leopoldo Mateus, fez algo elementar, meu caro Watson: checou o resultado da atuação de médicos cubanos na Venezuela.
O resultado é ambíguo. Foram muito bem no que dependeu menos das estruturas locais de saúde pública. Por exemplo: caiu a mortalidade infantil. O médico, aí, salvo casos excepcionais, se apoia menos em recursos materiais. E os cubanos sabem fazer o que os brasileiros desaprenderam: diagnosticar e tratar sem recorrer a exames caros, prestados por serviços congestionados. Por outro lado, fracassaram em reduzir a mortalidade materna e em aumentar a expectativa de vida ao nascer da população.
Saúde da Família
Conclusão que corrobora artigo de Adib Jatene (ex-ministro da Saúde) e José da Silva Guedes (ex-secretário de Saúde do estado de São Paulo), ambos grandes incentivadores do programa de Saúde da Família, no Estado de S. Paulo (“Medicina tumultuada“, 20/8). Depois de dissecar com a esperada propriedade problemas gravíssimos da formação médica, os autores focam problemas de estrutura:
“Temos hoje perto de 30 mil equipes de Saúde da Família e cerca de 200 mil agentes comunitários. Precisamos do dobro. E não temos equipes de especialistas em condições de receber referência e fazer a contrarreferência, bem como os hospitais relacionados com as equipes”.
A reportagem da Época mostra honestamente como no estado de Tocantins médicos cubanos obtiveram ótimos resultados, porque o governo estadual (de Siqueira Campos – dinossauro da política goiana, então no PFL, hoje no PSDB, novamente governador) garantiu a estrutura (foi no início da década passada; depois, o programa morreu).
O título da matéria da Época bem serviria para diagnosticar um dos males da Veja: ideologia (pior ainda, de pacotilha) faz mal ao jornalismo. Reportagem honesta faz bem.
*****

Brasileiro injetou óleo mineral para ficar “bombado” e agora pede socorro

04.09.2013
Do portal do JORNAL CIÊNCIA
Por OSMAIRO VALVERDE
A busca pela estética perfeita aumenta a cada dia
A fixação pela perfeição estética é ressaltada e estimulada a todo o lado: comerciais de tv, propagandas em revistas, outdoors, programas, rádio. Estamos em um mundo massacrado pelo excesso na valorização da aparência física.
Felipe, do Rio de Janeiro, mostrou seu drama em reportagem na TV Record. Segundo o programa ele está sofrendo com deformações em seu corpo após injetar óleo mineral em seus músculos.
Inserir este tipo de substância nos músculos, de fato, provoca um aumento no volume, mas é altamente prejudicial, podendo levar o paciente à morte. Nas fotos é possível ver seus braços e peitoral com grande volume, mas por trás da aparência existem dores, má circulação e perda da sensibilidade.
Ele comenta: “É uma coisa tão viciante que as pessoas falavam para parar, mas entrava por um ouvido e saia por outro”.
Ele está desesperado por ajuda após procurar vários hospitais e não encontrar nenhum médico que pudesse ajudá-lo. Segundo os profissionais da área, é muito complexo retirar o óleo de dentro dos músculos, mas um alerta foi emitido: ele pode ter que amputar algumas partes do corpo porque o óleo provoca o apodrecimento muscular.
Segundo o portal R7, a Federação Carioca de Fisiculturismo é altamente contra qualquer aplicação de substância nociva: “O máximo que você consegue aplicando essas substâncias é uma massa disforme que até um leigo olhando nota que tem algo errado ali”, disse o presidente, Jair Frederico.
*****

Novela da Globo trata virgindade como algo vergonhoso para a mulher

04.09.2013
Do porgal GOSPEL PRIME
Por Leiliane Roberta Lopes

A personagem tenta a qualquer custo encontrar alguém que lhe tire o rótulo de virgem 

Novela da Globo trata virgindade como algo vergonhoso para a mulherNovela trata virgindade como algo vergonhoso para a mulher
A novela “Amor à Vida” tem abordado assuntos morais bastante polêmicos e mostrado a visão do autor e da emissora sobre esses temas que são: o homossexualismo, o aborto e o fim da virgindade. A forma como esses assuntos estão sendo tratados tem gerado muita discussão na internet, principalmente em quem percebe a posição militante da Rede Globo.
Recentemente a novela fez clara apologia a liberação do aborto mostrando uma cena onde um médico muçulmano se nega a atender uma mulher que havia realizado um aborto ilegal e estava prestes a morrer. 
Ao negar o socorro, o médico disse que não poderia atender “uma pecadora”.
Nas cenas seguintes dois profissionais da equipe médica transmitem informações mentirosas para mostrar ao telespectador que o aborto precisa ser aprovado. O diálogo foi questionado por muitos formadores de opinião, incluindo o pastor Silas Malafaia e o jornalista Reinaldo Azevedo.
Outro assunto que tem se destacado na trama é a busca insaciável da personagem Perséfone em perder a virgindade. A enfermeira trata sua virgindade como “um peso” e está disposta a fazer qualquer coisa para se livrar disso.
A virgindade é um tabu na sociedade brasileira, principalmente nos dias atuais quando a liberação sexual tem sido pregada nos meios de comunicação, estimulando as mulheres a iniciarem a vida sexual cada vez mais cedo.
O psicólogo e escritor Alexandre Benz citou alguns fatores que ainda pesam na escolha da mulher em continuar virgem até o casamento, o primeiro deles é o fator religioso.

“Devido a uma dura criação a mulher submete-se aos preceitos religiosos em sua família, independente de qual seja essa religião”, explica.

Mas na visão de Benz o fator religioso não é o único decisivo para influenciar a mulher. “A mulher é criada para casar virgem e assim não desmoralizar sua família, muito comum em famílias rígidas e conservadoras”, diz o psicólogo falando sobre o fator moral.
Fatores psicológicos, como o medo de ser “descartada” após o ato sexual; psicofísicos, que seria o medo da dor de perder a virgindade e o fator sensorial também influenciam na decisão da mulher em permanecer virgem.
A personagem pode ter sido influenciada por qualquer um desses fatores para se manter virgem até os 35 anos, o alerta do psicólogo é que essa busca em encontrar alguém simplesmente para tirar o rótulo de virgem pode ser prejudicial, já que a Perséfone está disposta a ter sua primeira relação sexual com “qualquer um”.
Alexandre Benz diz que a decisão sobre o primeiro parceiro precisa passar por um filtro de escolha. “O que não acontece com Perséfone. De acordo com sua ansiedade frustração e stress ela tenta escolher qualquer um, mas com isso despreza a opção de ter sido de fato especial, com alguém especial e numa condição especial”.
O alerta é feito de acordo com os estudos sobre o imaginário feminino e a forma como a mulher se sente “totalmente preenchida” quando consegue realizar essa transição que a perda da virgindade promove tirando a mulher de um estado psicologicamente imaturo, para a maturidade.
*****

ATO CONTRA CARTEL PEDE PUNIÇÃO A CORRUPTOS

04.09.2013
Do portal BRASIL247

******