terça-feira, 20 de agosto de 2013

GOLPISTAS DE 64: O QUE VAI FALTAR NO GOLPE DE 7 DE SETEMBRO

20.08.2013
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

Como o zé não é Ministro, um Golpe no 7 de Setembro rolará sem uma Guarda Nacional, como a americana ou a francesa.


Vem aí a tentativa do Golpe de Estado da Direita, marcado para o Dia 7 de setembro, que o Farol de Alexandria qualificou de uma palhaçada.

Agora, os que fazem do FHC um Profeta convocam o Golpe para o 7 de setembro.

O que fará o  da Justiça ?

Nada, provavelmente.

Porque ele ajudou a sepultar o que deveria ser uma bandeira de seu Ministério, se ele o ocupasse: fundar uma Guarda Nacional Republicana.

Como a americana.

E tratar esses Golpes de Estado da Direita, capturados pela Globo Overseas, como eles merecem: com a coerção e a Lei.

A propósito do próximo 7 de setembro, o Conversa Afiada decidiu republicar alguns posts:

DILMA PRECISA DE UMA FORÇA NACIONAL DE SEGURANÇA



No Governo Eisenhower, o governador do Arkansas resolveu que nove estudantes negros não podiam ir a uma escola frequentada por brancos.

O governador do Arkansas mobilizou a guarda estadual e cercou a escola.

O Presidente Eisenhower federalizou a guarda estadual, incorporou-a à Guarda Nacional e mandou as Forças Armadas.

Os meninos entraram na escola.

E Eisenhower, para a História, num feito que se compara ao desembarque na Normandia.

https://en.wikipedia.org/wiki/National_Guard_of_the_United_States#20th_century

https://en.wikipedia.org/wiki/Little_Rock_9

Ainda no período em que Nelson Johnbim chefiava o Ministério da Defesa, se cogitou de montar uma Força Nacional de Segurança parecida com a Guarda Nacional americana.

Seria e é uma forma de evitar que as Forças Armadas sejam obrigadas a intervir, diante do fracasso das polícias militares e da atual e frágil Força Nacional.

A Força Nacional de Segurança seria federal.

O Governo Federal faria o recrutamento.

O Governo Federal faria o treinamento.

E o Governo Federal exerceria o comando.

Estaria subordinada a quem: à Defesa ou à Justiça.

O ideal é fosse à Justiça.

Mas, como o ministro atual é o zé Cardozo …

O zé Cardozo até que concordou com a ideia da Força Nacional.

Mas, cuidou de esvaziá-la.

Não botou gás.

Como sempre, não foi na bola dividida.

E os vândalos invadem o Itamaraty e ele continua lá, imexível.

(Clique aqui para ler “Bernardo: Dilma deixou o núcleo do PT”.)

A Força Nacional de Segurança, à moda americana, seria acionada para grandes eventos.

Como nessas manifestações anabolizadas na tela da Globo; na Copa; e nas Olimpíadas.

Hoje, a força de segurança é formada de PMs, não tem treinamento específico nem estatuto constitucional.

As Forças Armadas gostaram da ideia, quando Johnbim a propôs.

A ideia não se tornou projeto de lei, porque perdeu oxigênio no Ministério da Justiça.

A Força Nacional de Segurança tem que ter um estatuto legal, de preferência constitucional.

Tem que ter um centro de operações em Brasília e comando federal permanente.

Seu objetivo é manter a Segurança.

E estar em condições de entrar em ação rapidamente, quando a Presidência da República considerar necessário.

Segurança Pública não pode ser uma guerra !

Não pode empregar a violência indiscriminadamente, como fez a PM de São Paulo, que, com a ajuda da Globo, multiplicou as manifestações no país.

Se houver o risco de a ação nas ruas chegar ao ponto de ameaçar a estabilidade do Governo, aí, sim, em último caso, entrariam as Forças Armadas.

Hoje, o Governo Dilma está nas mãos das PMs estaduais.

Eventualmente, de uma guarda nacional formada de PMs.

E, sempre, nas mãos da Globo.


DEMOCRACIA MADE IN BRAZIL: PODE QUEBRAR !



Em nenhuma Democracia tem tarifa zero.

Em nenhuma Democracia manifestante avisa na hora aonde vai manifestar.

Em nenhuma Democracia manifestante manifesta de máscara.

Em nenhuma Democracia a Polícia deixa manifestante manifestar onde bem entender.

Em nenhuma Democracia a Polícia deixa rasgar e incendiar bandeiras e faixas de manifestantes.

Em nenhuma Democracia a Polícia deixa arrebentar lojas e invadir prédios públicos como o do Itamaraty.

(O Itamaraty preserva algumas das mais significativas obras da pintura e da escultura brasileiras.)

Em nenhuma Democracia os não-manifestantes são impedidos de trabalhar e ir pra casa.

Em qualquer Democracia a Polícia limita a manifestação aos espaços públicos que ela, de ante-mão,  polícia e demarca.

Depois da cobertura de ontem, em nenhuma Democracia o sinal da Globo continuaria no ar.

Nenhuma Democracia aceitaria a subversão da ordem pública através do espectro eletromagnético, de propriedade do povo.



Recomenda-se também a releitura de: 


“Globo derruba a grade. É o Golpe !”

“As manifestações e a hipocrisia da Globo (e do PiG)”


Paulo Henrique Amorim
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Barbosa deverá informar ordem da análise dos recursos hoje

20.08.2013
Do portal LUIS NASSIF ON LINE
Do G1
Por Mariana Oliveira
Na semana passada, ele disse que não sabia quais seriam os próximos. Comunicação deve ser feita aos gabinetes dos demais ministros do STF.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, deve informar nesta terça-feira (19) aos ministros da Corte a ordem de julgamento dos próximos recursos de condenados no processo do mensalão.
Na semana passada, o tribunal rejeitou recursos de sete condenados, mas paralisou a análise após uma discussão entre Barbosa e o vice-presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski.
Joaquim Barbosa chegou a ser cobrado pelo mais novo ministro da Corte, Roberto Barroso, na sessão de quarta passada, sobre a ordem dos próximos recursos, mas disse que ainda não sabia. Barroso argumentou que magistrados e advogados precisavam se preparar.
"Os embargos de declaração não são suscetíveis de pauta. Prosseguiremos caso consigamos esgotar esta listagem", respondeu Barbosa.
Na lista anunciada, estavam nove embargos, sendo que oito já foram julgados - um de Carlos Alberto Quaglia, que será julgado na primeira instância e oito de condenados pelo Supremo no julgamento no segundo semestre do ano passado.
Na discussão do recurso de Bispo Rodrigues, o último entre os anunciados, após uma divergência sobre redução de penas, Barbosa acusou Lewandowski de "fazer chicana" no processo. Daí, seguiu-se uma discussão entre os dois, e a sessão foi abruptamente encerrada. A retomada do debate sobre o assunto está marcada para esta quarta (21).
Na noite desta segunda (19), Barbosa recebeu o ministro com mais tempo no tribunal, Celso de Mello, por quase uma hora. Na sexta (16), eles já tinham conversado, e Mello disse que a tensão no STF seria superada ".
O presidente do Supremo não tem intenção de pedir desculpas a Lewandowski e pretende retomar o julgamento na quarta normalmente. Lewandowski pode pedir apoio aos colegas caso não receba um pedido de desculpas.
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Leitão vs. Noblat. Enquanto eles brigam, a tirania passa

20.08.2013
Do blog TIJOLAÇO, 
Por Fernando Brito

A divisão provocada pelo comportamento grotesco de Joaquim Barbosa na mídia foi além do imaginável.
Opôs a Margareth Tatcher do jornalismo econômico, Miriam Leitão, ao seu “colega e amigo” Ricardo Noblat.
Leitão largou os índices e os agouros econômicos para escrever uma longa e laudatória coluna de desagravo a JB, totalmente despropositada.
Exceto no fato de que Miriam critica,até com certa razão,  um resvalo racista de Noblat.
Diz Miriam:
“Já discordei várias vezes do presidente do STF, mas mais profundamente me divorcio das frases de Noblat: “há negros que padecem do complexo de inferioridade. Outros assumem uma postura radicalmente oposta para reagir à discriminação”.
Há outro trecho do artigo de Noblat que Miriam não destaca e que é ainda pior:
FALTA A JOAQUIM “grande conhecimento de assuntos de Direito”, atesta a opinião quase unânime de juristas de primeira linha que preferem não se identificar . Mas ele é negro. Havia poucos negros que atendessem às exigências requeridas para vestir a toga de maior prestígio. E entre eles, disparado, Joaquim era o que tinha o melhor currículo. Não entrou no STF enganado. E não se incomodou por ter entrado como entrou.
QUANDO LULA bateu o martelo em torno do nome dele , falou meio de brincadeira, meio a sério: ” Não vá sair por aí dizendo que deve sua promoção aos seus vastos conhecimentos . Você deve à sua cor”. Joaquim não se sentiu ofendido. Orgulha-se de sua cor. E sentia- se apto a cumprir a nova função. Não faz um tipo ao se destacar por sua independência . É um ministro independente . Ninguém ousa cabalar-lhe o voto .
Ora, Joaquim Barbosa não está sendo criticado por ser negro, nem por ser um “racista ao inverso” ou por lhe faltarem conhecimentos jurídicos.
Está sendo criticado por, além de ter ido além da grosseria, estar impedindo um julgamento isento e equilibrado no Supremo Tribunal Federal.
Não há nenhum problema em Noblat ter se desiludido de que Barbosa possa ser ” a grande esperança branca” ( Jesse Willard, o boxeur americano que tirou o título de Jack Johnson, um negro) da direita para vencer as eleições. E que Miriam o considere ainda uma peça do arsenal conservador.
A questão não é político-eleitoral ou racial, nem de cabedal jurídico.
É da própria Democracia, do Estado de Direito e das garantias constitucionais.
Não é Joaquim Barbosa quem está sendo julgado, mas os réus, que são cidadãos com direitos legais que devem ser assegurados, não atropelados ditatorialmente.
E, pior, por razões políticas, eleitorais e, apenas para admitir, por recalques raciais.
Só a Joaquim Barbosa interessa ser o foco das atenções e da polêmica.
E só a ele interessa fazer-se de vítima.
Até porque o seu comportamento é o do algoz e seus argumentos, coices.
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CENSURA DA MÍDIA GOLPISTA: A censura em nome da liberdade

20.08.2013
Do portal OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA
Por Sylvia Debossan Moretzsohn*,  na edição 760

É possível afirmar a luta pela democratização da comunicação quando se discrimina quem pode e quem não pode trabalhar numa cobertura?
Representantes da Mídia Ninja contestaram, com toda a razão, a atitude do governo do estado do Rio de Janeiro, que há cerca de um mês os barrou na entrada do Palácio Guanabara, onde se realizava uma coletiva, porque não lhes reconhecia o status de “imprensa”. No entanto, o grupo que desde a semana passada ocupa a Câmara dos Vereadores do Rio, em protesto contra o desvirtuamento na composição da CPI dos Ônibus, age precisamente da mesma forma, ao impedir o acesso de jornalistas da chamada imprensa tradicional, autorizando apenas a entrada dos ninjas. A justificativa é de que essa imprensa distorce as informações, manipula os fatos e tem um passado que a condena: “apoiou a ditadura”.
Não se trata, agora, da hostilização às vezes extremamente violenta contra jornalistas, especialmente de redes de TV, durante as manifestações de massa que ocorreram em junho e julho. Nesses casos, sempre seria possível apontar uma indignação difusa, supostamente espontânea, de pessoas comuns revoltadas contra a atuação da grande mídia, embora seja sempre importante lembrar que palavras de ordem não surgem do nada: alguém “puxa” e o coro corresponde. Agora é diferente, porque há um pequeno grupo organizado que delibera quem pode ou não trabalhar, quando e como.
Qual liberdade?
Quando se contesta essa atitude, há quem responda que o que se deseja é a mídia livre, e que de nada adianta a presença de jornalistas se o seu trabalho será deturpado na hora da edição.
Estamos, portanto, de volta aos tempos da censura prévia, com a particularidade de que nem sequer se permite a apuração dos fatos, para que não sejam divulgados como não se deve.
Curiosamente, no famoso Roda Viva de duas semanas atrás, o líder do coletivo Fora do Eixo contestava a imparcialidade como valor para o jornalismo e defendia, em contrapartida, a “multiparcialidade”.
Seria interessante indagar como produzir essa multiplicidade de pontos de vista, se tantos são impedidos de ver.
Talvez, porém, essa “multiparcialidade” diga respeito apenas aos que são “mídia livre”: por consequência, os demais, os que “apoiaram a ditadura”, devem ser silenciados.
Faz sentido: Saint-Just, um dos ícones da política do terror que se seguiu à Revolução Francesa, dizia que não poderia haver liberdade para os inimigos da liberdade. Pouco importam as tragédias que a História acumula: sempre sobrevivem os partidários dos comitês de salvação pública e de suas guilhotinas.
Todos ou ninguém
Como já pude comentar neste Observatório (ver “Contra a demonização da imprensa“), o pressuposto que automaticamente condena tudo o que vem da grande imprensa parece expressão de aguda consciência política, quando não passa de uma brutal ignorância. Mas, em tempos turbulentos como os que estamos vivendo, radicalizar faz parte: quanto mais, melhor.
Em várias entrevistas, o líder do Mídia Ninja repetiu que discordava da hostilização aos jornalistas, que não agiria assim, mas que entendia por que os outros agiam. Na prática, portanto, não contestava esse comportamento: “entender”, nesse caso, acaba sendo sinônimo de “aceitar”, por mais que o discurso afirme outra coisa.
Diante do que ocorre na Câmara de Vereadores do Rio, se discordassem de fato dessa atitude, os ninjas poderiam simplesmente rejeitar o privilégio. Bastaria dizer: ou todos cobrem, ou ninguém. Seria uma forma objetiva e pedagógica de contestar a discriminação e de demonstrar solidariedade a quem exerce a profissão de jornalista, algo que militantes de outras épocas sabiam valorizar muito bem.
Os empresários que comandam as grandes corporações de comunicação são absolutamente refratários à democratização dos meios e sempre acusaram de “censura” qualquer tentativa de regulação nesse campo. Quem impede a imprensa de trabalhar provavelmente imagina estar agindo de maneira mais eficaz na contestação a esse poder. Opta pela ação direta, despreza a via institucional. Mas o exercício da censura em nome da liberdade, além de um absurdo lógico, significa apenas a inversão de sinais e o afastamento de qualquer hipótese de projeto democrático.
Naturalmente, todos falam em nome do povo. Mas, nesse horizonte, o que se vislumbra tem a forma oblíqua de uma lâmina pronta para decepar cabeças.
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*Sylvia Debossan Moretzsohn é jornalista, professora da Universidade Federal Fluminense, autora deRepórter no volante. O papel dos motoristas de jornal na produção da notícia (Editora Três Estrelas, 2013) e Pensando contra os fatos. Jornalismo e cotidiano: do senso comum ao senso crítico (Editora Revan, 2007)
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MÍDIA TUCANA: PSDB FAZ TABELINHA COM ESCOSTEGUY, DE ÉPOCA

20.08.2013
Do portal BRASIL247

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Senadores Aloysio Nunes (PSDB-SP) e Alvaro Dias (PSDB-PR) leram requerimento pela convocação do lobista João Augusto Henriques, pivô de reportagem de Diego Escosteguy, da revista Época, sobre supostos desvios na área internacional da Petrobras; Henrique nega ter concedido entrevista ao jornalista; pedido será votado na próxima semana; "Não podemos fechar os olhos para denúncias de corrupção, elas precisam ser esclarecidas, alcancem a quem alcançarem", declarou Alvaro Dias

247 - O PSDB pretende levar adiante a polêmica reportagem da revista Época sobre supostos desvios na Petrobras. Os líderes do partido no Senado leram requerimento nesta terça para que o lobista João Augusto Henriques seja ouvido na casa.

"Não podemos fechar os olhos para denúncias de corrupção, elas precisam ser esclarecidas, alcancem a quem alcançarem, as denuncias não podem ser ignoradas, elas devem ser investigadas para que a opinião pública do país seja respeitada", declarou o senador Alvaro Dias (PSDB-PR).

Abaixo, reportagem postada no site do PSDB:

PSDB quer ouvir autor de denúncias contra Petrobras

Foi lido na reunião desta terça-feira (20) na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), e será votado na próxima semana, requerimento de convite ao ex-diretor da BR Distribuidora João Augusto Henriques, para que esclareça denúncia de corrupção na Petrobras.

Apresentado pelos senadores do PSDB Aloysio Nunes Ferreira (SP) e Alvaro Dias (PR), o requerimento se refere a matéria da revista Época que cita revelações de Henriques sobre esquema de corrupção na Petrobras para favorecer parlamentares, partidos políticos e campanhas eleitorais. Em nota, o engenheiro negou ter concedido entrevista à revista Época e também negou ter feito ou autorizado os repasses de dinheiro citados na reportagem.

As votações previstas na pauta da CMA para esta terça-feira (20) foram transferidas para a próxima semana devido à falta de quorum para deliberação.
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TCE quer barrar empresas do propinoduto em SP

20.08.2013
Do portal ESQUERDOPATA

Brasil 247 - O Tribunal de Contas do Estado (TCE) de São Paulo quer declarar inidôneas a Siemens e as outras 19 empresas que atuaram no esquema de cartel de trens no Estado, para vetar futuras contratações pelo governo estadual.

Investigações apuram denúncias de que agentes do governo paulista, de 1998 a 2008 - gestões do PSDB -, teriam recebido propina dessas empresas. Na semana passada, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) foi criticado por processar a multinacional alemã, mas não cancelar sua participação em licitações. 

Segundo o Estadão, o presidente do TCE, Antônio Roque Citadini, requereu ao Ministério Público de Contas abertura de procedimento para eventual declaração de inidoneidade das companhias que atuariam no cartel.

Um dos conselheiros do próprio órgão é alvo das investigações. Robson Marinho é ex-chefe da Casa Civil de Mario Covas e está ligado a contas secretas na Suíça com cerca de US$ 3 milhões em depósitos, possivelmente oriundos de propinas da empresa francesa Alstom. (Leia aqui)

A estratégia é a mesma adotada pelo governo federal, por meio da Controladoria-Geral da União (CGU), que rotulou de inidônea a empreiteira Delta, protagonista do escândalo envolvendo o contraventor Carlinhos Cachoeira.
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Andre Barrocal: Saudosos da ditadura se juntam a patota que vai às ruas no 7 de setembro

20.08.2013
Do blog VI O MUNDO
Por Andre Barrocal, na CartaCapital, sugerido pelo Julio Cesar Macedo Amorim

Dilma, o neto e a filha: direita vai tentar o golpe no feriado? (Foto Marcello Casal Jr., Agência Brasil)

Carta Capital n˚ 762
O Desfile Golpista

Quem são os organizadores de um protesto contra Dilma Rousseff no Dia da Independência

As manifestações de junho começaram com a defesa do transporte público gratuito e de qualidade por militantes do Movimento Passe Livre (MPL), mas depois tomaram rumos novos e uma proporção inesperada. Aglutinados pelas redes sociais, milhares de jovens foram às ruas contra “tudo isso que está aí”, sobretudo os partidos políticos. Nas mesmas redes sociais há quem tente articular outra explosão de protestos, agora no Dia da Independência. Não se sabe se o plano vai funcionar, mas uma coisa é certa: ao contrário dos acontecimentos de junho, o movimento nada tem de apartidário.

O alvo da “Operação Sete de Setembro” é a presidenta Dilma. O caráter político-ideológico da “operação” fica claro quando se identificam alguns de seus fomentadores pela internet. Entre os mais ativos consta uma ONG simpatizante de uma conhecida família de extrema-direita do Rio de Janeiro, os Bolsonaro. E um personagem ligado ao presidente da Assembleia Legislativa e do PSDB paranaenses, Valdir Rossoni.

É uma patota e tanto. Envolvidos em algumas denúncias de corrupção, não surpreenderia se eles mesmos virassem alvo de protestos.

A ONG em questão é a Brazil No Corrupt-Mãos Limpas, sediada no Rio. Seus principais integrantes são dois bacharéis em Direito, Ricardo Pinto da Fonseca e seu filho, Fábio Pinto da Fonseca. Há cinco eles brigam nos tribunais contra a OAB na tentativa de acabar com a exigência de uma prova para obter o registro de advogado. Os dois foram reprovados no exame da OAB. Em sua página na internet e no Twitter, a ONG promove a “Operação Sete de Setembro” e a campanha Eu Não Voto em Dilma: Eleição 2014, Brasil sem PT.

Um dos principais parceiros da entidade nas redes sociais é o deputado estadual fluminense Flávio Bolsonaro, do PP. Pelo Twitter, ele compartilha informações, opiniões e iniciativas da ONG. A dobradinha extrapola o mundo virtual. Bolsonaro comanda na Assembleia do Rio uma frente para acabar com a prova da OAB. Em Brasília, a ONG conseguiu um neoaliado, o líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que encampou a idéia de extinguir o exame.

Filho do deputado federal Jair Bolsonaro, Flávio tem as mesmas posições do pai, célebre representante da extrema-direita nacional. Os Bolsonaro são contra o casamento gay, as cotas raciais nas universidades e os índios. Defendem a pena de morte e a tortura. Chamam Dilma de “terrorista” por ter ela enfrentado a ditadura da qual eles sentem saudade.

“Naquele tempo havia segurança, saúde, educação de qualidade, havia respeito. Hoje em dia, a pessoa só tem o direito de quê? De votar. E ainda vota mal”, declarou o Bolsonaro mais jovem não faz muito tempo.

A ONG adota posturas parecidas com aquela dos parlamentares. Em sua página na internet, um vídeo batiza de “comissão da veadagem” alguns dos críticos da indicação do pastor Marco Feliciano para o comando da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Divulga ainda um vídeo de teor racista contra nordestinos, no qual o potencial candidato do PT ao governo do Rio, o senador Lindbergh Farias, nascido na Paraíba, é chamado de… “paraibano”.

A agressividade no trato com os semelhantes custou aos Fonseca uma denúncia à Justiça elaborada pelo Ministério Público Federal no ano passado. Pai e filho foram acusados de caluniar o juiz federal Fabio Tenenblat. Em 2009 e 2010, ambos entraram na Justiça com duas ações populares contra o exame da OAB e o então presidente da entidade no Rio, Wadih Damous.

A segunda ação parou nas mãos de Tenenblat, que a arquivou em julho de 2011. Na sentença, o juiz acusa os autores de “litigância de má-fé”, pelo fato de manterem outra ação semelhante. “O dolo, a deslealdade processual e a tentativa de ludibriar o Poder Judiciário são evidentes”, anotou.

Na apelação levada ao juiz para tentar reabrir o prazo, os Fonseca e seu advogado, José Felicio Gonçalves e Souza, acusaram Tenenblat de favorecer a OAB “por tráfico de influência ou por desconhecimento”, o que “demonstra claramente sua parcialidade e má-fé como magistrado”.

Em maio de 2012, os três foram denunciados pela procuradora Ana Paula Ribeiro Rodrigues por crime contra a honra. Em novembro, um acordo suspendeu o processo por dois anos. Os acusados foram obrigados a se retratar publicamente, a se apresentar à Justiça de tempos em tempos e a pedir autorização sempre que pretenderem deixar o Rio por mais de 30 dias. Também levaram uma multa. Se descumprirem o acordo, o processo será retomado.

Ari Cristiano Nogueira, outro ativo incentivador nas redes sociais da “Operação Sete de Setembro”, também está na mira do Ministério Público. Morador de Curitiba, é investigado por promotores estaduais por supostamente ser funcionário fantasma do gabinete do deputado Rossoni. Nogueira é um ativo militante na internet sob o pseudônimo Ary Kara.

Por meio do Twitter, foi o primeiro a circular, em meados de julho, a notícia de que Dilma teria recebido na eleição de 2010 uma doação de 510 reais de uma ex-beneficiária do Bolsa Família, chamado por ele de “bolsa preguiça”. Dias depois, a doação, registrada na prestação de contas de Dilma entregue à Justiça eleitoral, virou notícia nos meios de comunicação.

O Ministério doDesenvolvimento Social acionou a doadora, Sebastiana da Mata, para saber se a contribuição era dela mesmo. Ela negou.

Por Twitter e Facebook Nogueira é um dos difusores da convocação para o “maior protesto da história do Brasil”, em 7 de setembro. Sua página no Twitter é ilustrada com o dizer “Partido Anti-Petralha”, forma depreciativa de se referir aos militantes petistas bastante difundida na rede de computadores. No orkut, define-se como “conservador de direita”e manifesta preferência pelo PSDB.

Até junho de 2012, era assessor do presidente do partido no Paraná, como contratado na Assembléia. Deixou o gabinete para trabalhar na campanha à reeleição do então prefeito de Curitiba, Luciano Ducci, que concluía o mandato herdado em 2010 do atual governador do Paraná, o tucano Beto Richa.

Em 2010, uma série de denúncias levou o MP estadual a abrir um inquérito para apurar uma lista com mais de mil supostos funcionários fantasmas na Assembleia. Nogueira a integrava. Desde então, alguns suspeitos foram denunciados e julgados.

O caso de “Ary Kara” segue em aberto. O promotor Rodrigo Chemim aguarda uma autorização judicial para quebrar o sigilo bancário do investigado. Espera ainda por respostas de empresas de segurança onde Nogueira teria trabalhado, enquanto deveria dar expediente no Parlamento estadual.

Rossoni, antigo patrão de Nogueira, foi investigado pelo Ministério Público por uso de caixa 2 na eleição de 2010, pois parte dos gastos de sua campanha não estava comprovada. Ao julgar o caso em agosto do ano seguinte, o Tribunal Regional Eleitoral reconheceu a existência de despesas de pagamento sem a devida comprovação, mas os valores foram considerados baixos e o deputado acabou absolvido por 4 votos a 2.

Reeleito à presidência da Assembleia, o tucano foi recentemente acusado de receber benefícios de empresas donas de contratos de rodovias privatizadas no Paraná. Durante mais de dois anos, o parlamentar conseguiu barrar a criação de uma CPI do Pedágio no estado. Perdeu, porém, a guerra. A CPI foi instalada no mês passado.

Leia também:

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PPS isola Roberto Freire e fecha a porta para José Serra

20.08.2013
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

O Serra representa o establishment rejeitado pelas manifestações mais do que a presidente Dilma", afirmou Luiz Castro Andrade Neto. "Ele promove luta interna no PSDB e nos usa como forma de pressão."


Integrantes do diretório nacional do PPS criticaram ontem, durante reunião em Brasília, a possível filiação do ex- governador de São Paulo José Serra (PSDB) para ser candidato à Presidência pelo partido.

 As críticas se dividiram entre os que não querem atrelar a filiação do tucano à sua candidatura pelo partido, os que defendem estreitar as conversas com outros candidatos da oposição e os que acham que Serra iria enfraquecer o PPS por "não representar o que as manifestações de junho pediram". Luiz Castro Andrade Neto, do Amazonas, pediu ao diretório que fizesse uma leitura mais apurada do cenário. "O PPS apostar na candidatura do Serra significa caminhar para a redução do partido.

 O Serra representa o establishment rejeitado pelas manifestações mais do que a presidente Dilma ", afirmou. A reunião em que foram expostas as divergências sobre a filiação do tucano foi convocada para discutir a conjuntura depois da fracassada fusão do PPS com o PMN, que tinha como objetivo atrair para a oposição políticos insatisfeitos com o governo.

 A maioria dos discursos evitou tomar posição sobre 2014, mas alguns militantes usaram o espaço para criticar a possibilidade de Serra concorrer pela legenda. Nenhum fez defesa explícita da candidatura do tucano. Luiz Antônio Martins, do Rio, disse que isso faria Dilma "ganhar com facilidade". "Não tenho dúvida que a eventual vinda do Serra será muito ruim para a oposição.

 Ele vai competir no mesmo campo do senador Aécio Neves e dividir os votos do PSDB", afirmou. Também representante do Rio, Roberto Percinoto afirmou que o tucano tem grande rejeição no Estado. "Nas duas vezes em que foi candidato à Presidência, Serra não conseguiu fazer sequer um evento relevante no Rio", disse. "Ele promove luta interna no PSDB e nos usa como forma de pressão." O secretário de Comunicação do PPS de São Paulo, Maurício Huertas, disse que os reiterados convites de filiação ao ex-governador dificultam as conversas com outros candidatos, como a ex-ministra Marina Silva.

 Presidente do diretório do PPS de Minas, a deputada estadual Luzia Ferreira disse que Serra seria um grande quadro para o partido, mas que sua filiação não pode estar atrelada à obrigação de ser o candidato. "Ele tem que correr o risco. Mas se ele pensar bem, pelo menos aqui ele teria esse risco, no PSDB nem essa chance haveria", ponderou. Defensora de que o PPS apoie Aécio na disputa, Luzia terá hoje uma primeira reunião para tratar do assunto com o mineiro.

 No comando da reunião, o presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), rebateu as críticas e disse que tem conversado com todos os candidatos da oposição e que o diretório vai decidir no final. "Estamos dialogando com todas as forças políticas, mas não há definição, nem nossa nem da parte de quem serão os candidatos", afirmou. Freire, que é apontado como um dos principais entusiastas da candidatura do ex-governador, disse que nenhum dirigente do PPS lhe disse ser contra a filiação.

 Reiterou, porém, que a decisão tem que ser tomada logo - o prazo para que os candidatos estejam filiados aos partidos pelos quais vão concorrer termina um ano antes da eleição. "O seu Serra deve saber que se quiser ser candidato tem que decidir até 6 de outubro", pontuou. As informações são do Valor Econômico - Siga nosso blog no Facebook
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CORRUPÇÃO TUCANA: Cartel Alstom/Siemens uma briga no ninho tucano

20.08.2013
Do portal NOVO JORNAL ,17.08.13
Por Marco Aurélio Carone

A disputa entre Aécio e Serra pela hegemonia nas multinacionais de energia e transporte sobre trilhos transformou-se em escândalo internacional


Embora a imprensa nacional nas últimas semanas venha dando maior destaque apenas ao acordo de leniência celebrado entre a multinacional Siemens e o CADE em relação às irregularidades cometidas no setor de transporte sobre trilhos no Estado de São Paulo e Distrito Federal, desde 2008 o Ministério Público vem investigando sem maiores consequências além desta irregularidade, a atuação da Siemens e Alstom junto às concessionárias de energia pertencentes aos Estados e ao Governo Federal.  

Mercado praticamente cativo da Siemens e Alstom, onde os investimentos sempre ultrapassam a cifra do bilhão, vem sendo desde a criação do PSDB sua principal fonte de financiamento, uma vez que detentoras de tecnologia, suas imposições são aceitas nas diversas concorrências sem questionamentos pelas grandes construtoras nacionais que dominam a construção pesada. 

Até a disputa entre Aécio e Serra, a atuação da Siemens e Alstom no Brasil á nível estadual e federal em favor do PSDB era tranquila, mesmo no governo do PT fazia-se vista grossa e até mesmo colaborava-se para que o esquema fosse mantido a exemplo do ocorrido na empresa Furnas pertencente ao Governo Federal. 

A coluna Painel do jornal “Folha de S. Paulo” noticiou em 29 de janeiro de 2003: 

“Aécio Neves (PSDB-MG) conseguiu com Lula manter o afilhado Dimas Toledo na Diretoria de Planejamento e Engenharia de Furnas. O pai do governador mineiro, Aécio Ferreira da Cunha, continuará no Conselho de Administração da empresa”.

Hoje após a descoberta da “Lista de Furnas”, sabe-se com maior clareza o verdadeiro motivo da solicitação de Aécio Neves a Lula pela permanência de Dimas Fabiano. 

Exemplo desta harmonia foi à indicação por Aécio Neves em 2006 de José Luiz Alquéres, ex-presidente da Eletrobras no governo Itamar Franco para presidir a então adquirida Light, antes ele havia presidido a Alstom, justamente no período em que a empresa é acusada de fazer negócios escusos com o governo tucano de São Paulo.

A revista “Isto é Dinheiro” noticiou em 21 de maio de 2008:

“Mais de 2,5 mil paginas de contratos de metrô de São Paulo ocupam a mesa do promotor Silvio Marques. O promotor investiga se a multinacional Alstom pagou US$ 6,8 milhões em propina para vencer licitações de US$ 45 milhões do metrô de São Paulo, entre 1998 e 2006”. 

“Nesta época, Alquéres foi presidente da Alstom. No comando da Alstom, Alquéres não perdeu uma licitação, atraindo a atenção e a inveja dos concorrentes, que diziam que o ponto forte da Alstom era o “fator político”. Conseguiu contratos para construir as turbinas de Itaipu e Tucuruí, as termoelétricas do Rio, Paraná, Bahia e São Paulo. Colocou o País entre os cinco mais importantes da Alstom francesa, com crescimento de 40% ao ano. Em 2006, ele acertou sua saída. Foi para a Light com a promessa de não se desligar totalmente da empresa francesa”.

Mas porque Aécio recuou da indicação de 2006 e colocou Alquéres na mira, como registrava em outubro de 2009, o colunista Lauro Jardim, da “Veja”:

“Aécio Neves irá trocar toda a atual diretoria, comandada por José Luiz Alquéres, cujo contrato termina no fim do ano. Aos mais próximos, Aécio tem falado que montará ”uma diretoria estritamente profissional, sem indicações políticas”.

Uai, mas a troco de que uma empresa totalmente privada, a única parcela de controle estatal era da própria Cemig, tinha indicações políticas na direção?

Será que era Alquéres ou será que era Ronnie Vaz Moreira, ex-presidente da Globopar e ex-diretor financeiro da Petrobras do Governo FHC?”

Uma pista disso seria a informação publicada pela “Folha de S. Paulo” sobre um amigo que viria prestigiar a posse de Alquéres na Associação Comercial do Rio de Janeiro, mas acabou não podendo?

“O governador José Serra (PSDB-SP), que deveria ter comparecido à posse de Alquéres, cancelou a viagem ao Rio alegando forte gripe.”

De qualquer forma, ambos saíram bem aquinhoados pelo consumidor de energia do Rio de Janeiro: Alquéres levou uma “bolsa-pontapé” de R$ 45 milhões e Moreira outros R$ 25 milhões, segundo o mesmo Lauro Jardim, explicando que isso seria pela valorização das ações da Light.

Alquéres ainda patrocinaria, na Associação Comercial do Rio, um inesquecível encontro de Serra com os empresários”. 

No final de 2011, a concessionária de energia CEMIG anunciava um plano de modernização de suas usinas, que receberiam investimentos de R$1,8 bilhão. 

A Alstom era líder do consórcio, que incluía Orteng e Camargo Corrêa, selecionado pela Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) para renovar a usina de São Simão, a mais potente unidade da Cemig, localizada no rio Paranaíba, entre os estados de Goiás e Minas Gerais. O consórcio seria responsável por reformar os equipamentos de geração e transmissão.

A Alstom seria responsável pela reforma de turbinas e geradores, reguladores de velocidade, e pela substituição do sistema de excitação. A empresa também ficará encarregada pela supervisão e comissionamento e pelo fornecimento de transformadores e instrumentação. A Orteng responsável pela engenharia, integração e fornecimento de equipamentos auxiliares elétricos, assim como sua supervisão de montagem e comissionamento. A Camargo Corrêa será responsável pela reforma de equipamentos hidromecânicos, assim como sua desmontagem e montagem.

“O Brasil tem um importante mercado a ser explorado na reforma de usinas hidrelétricas. Junto com os investimentos em novas usinas, precisamos reforçar a capacidade das plantas que já temos e que poderiam produzir mais energia usando sistemas e produtos atualizados”, afirmou na época Philippe Delleur, Presidente da Alstom Brasil responsável por quase 40% do mercado de geração do País.

Para alguns detentores de informações privilegiadas pouco antes de vir a público as investigações sobre a formação de Cartel da Siemens/Alstom, o Conselho de Administração da Cemig se antecipou autorizando o cancelamento do programa de modernização da UHE São Simão. A medida foi autorizada em reunião realizada no dia 23 de janeiro, cuja ata foi publicada em (05/02) no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Os conselheiros da Cemig também cancelaram os projetos de intervenções das usinas Volta Grande (95MW) e Salto Grande (102MW). Segundo a decisão do Conselho de Administração, os contratos vigentes foram rescindidos e os editais de licitação revogados.

Embora seja assunto proibido na imprensa brasileira, no exterior é de amplo conhecimento que as duas multinacionais, após á descoberta das irregularidades pelas autoridades de seus países de origem e preocupados com os rumos da briga entre o grupo de Serra e Aécio, contrariando inclusive seus ex-dirigentes, optaram por celebrar o acordo de leniência com o CADE, assim como colaborar com as investigações em andamento no Brasil. 

Mesmo diante das inúmeras provas e da confissão das empresas envolvidas, esperar que Aécio e Serra sejam punidos é pura ingenuidade, principalmente após o parecer do ex-procurador geral da República Roberto Gurgel, absolvendo Aécio de acusações igualmente comprovadas. 

Documentos  que fundamentam a matéria:

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