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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Dr. Rosinha: Coação para assinar abaixo-assinado contra o Mais Médicos

14.08.2013
Do blog VI O MUNDO
Por  Dr. Rosinha, especial para o Viomundo


Uma conceituada cidadã curitibana, viúva de um médico, me telefonou na semana passada. No momento do telefonema estava indignada com o que acabara de acontecer com ela. Tinha acabado de sair de um consultório médico e, perplexa, me conta o ocorrido.

Relata que na sala de espera, antes de entrar para a consulta ortopédica, foi “convidada” a assinar um abaixo-assinado contra o Programa Mais Médicos, do Ministério da Saúde.

Coloco a palavra “convidada” entre aspas porque ela sentiu-se ameaçada pelo “convite”. Disse-me: “se assino, sou bem atendida. Se não assino, quem me garante que serei bem atendida, ou serei descriminada?”

Fez a opção de não assinar, até por que concorda com o programa do Ministério da Saúde. Mas, ao não assinar, surpreendeu a secretária, que disse: “mas todos que aqui vêm assinam. Já são quase mil pessoas que assinaram e a senhora é a única que se nega a fazer isso”.

Assim que acaba de relatar, me pergunto: será que os outros sabiam o que estavam assinando? Ou assinaram ignorando o significado? Ou assinaram por se sentirem coagidas?
Apesar de ela saber — pois por muitos anos viveu com um médico, que além de ser um profissional sério, honesto, ético e competente, sempre teve compromisso com a cidadania e na defesa da saúde pública —, procurei acalmá-la dizendo que, acima de tudo, o médico tem o compromisso com a ética, com a saúde e com a vida. Que jamais um bom e humano profissional, independente da área que atue, vai usar da profissão para fazer maldades. Que, no caso, o profissional jamais faria isso. Mas, sinceramente, “convidar” o paciente a assinar um texto que convém ao profissional e não ao povo, é motivo para sentir-se coagido.

Na mesma semana passada, 5 de agosto, me senti constrangido. Compareci, como todos os médicos deveriam comparecer, ao Conselho Regional de Medicina (CRM-PR) para votar. Havia eleições para a nova direção do CRM e concorriam duas chapas.

Escolher entre as duas chapas não ameaça ninguém. O que me deu constrangimento foi que, após depositar o voto na urna, sob o olhar de candidatos e fiscais de ambas as chapas, fui convidado a assinar o abaixo-assinado contra o Programa Mais Médicos. Se assino, estou de bem com a grande maioria dos médicos do Brasil, mas principalmente com aqueles que presenciaram o convite. Se não assino, como fiz, o que posso esperar?

Esta pergunta não é inocente, pois eu sei o nível (da agressividade) das mensagens que li e que recebi na internet. Uma delas, de um cidadão que se identifica como médico e professor da Universidade Federal do Paraná, me obrigou a denunciá-lo à Polícia Federal.

Como não gosto de votar sem conhecer o programa de trabalho dos candidatos e das chapas, fui lê-los e qual não foi a surpresa: nenhum deles tinha a proposta de defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) ou de qualquer outro sistema público de saúde que garanta ao cidadão o que está disposto na Constituição.

Ao observar a ausência de defesa do direito à saúde, é mais fácil compreender a posição da entidade de se colocar contra o Programa Mais Médicos. Mas, não custa fazer uma pergunta: quando os médicos farão manifestações de rua, passeatas e abaixo-assinados contra os planos de saúde que tanto os exploram?

Na semana que passou também ocorreu o Encontro Nacional de Entidades Médicas (ENEM). Tal Encontro divulgou uma nota que não difere da ladainha rezada desde o primeiro dia da divulgação do programa Mais Médicos. Na nota, entendo que demagogicamente, reafirmam a disposição em contribuir com a saúde pública sem “compactuar com propostas improvisadas e eleitoreiras”.

Chama de proposta eleitoreira oferecer o atendimento médico ao cidadão e a cidadã. Atendimento este feito por profissional médico brasileiro, e caso não haja número suficiente, aí sim a contratação de médico estrangeiro.

Mas o ENEM, não divulgou, e era a oportunidade, nenhuma nota contra os médicos em geral que burlam o ponto e não cumprem o horário de trabalho, bem como aqueles que prestam serviços ao SUS e cobram “por fora”.

*Dr. Rosinha, médico pediatra é deputado federal (PT-PR) e presidente da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados. No twitter: @DrRosinha
Leia também:

Médico que duvida de estrangeiros tem filhos “importados” de Cuba

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Mídia “de cima” faltou às aulas de sociologia – ou faz questão de ignorar seus ensinamentos

14.08.2013
Do blog JORNALISMO B, 12.08.13

Na edição desta segunda-feira do jornal Zero Hora o jornalista Carlos Rollsing, interino da Página 10 (onde está a principal coluna de política, assinada por Rosane de Oliveira), apresentou seu preconceito em relação a partidos de esquerda e, especialmente, seu total desconhecimento de sociologia básica. Para atacar o PSTU, deslocou de uma nota do partido um trecho específico e fez uma análise absolutamente distorcida do que leu.
O trecho citado foi retirado de uma nota do PSTU a respeito dos Black Blocs, grupos de ativistas que têm nas ações diretas, geralmente violentas, sua forma de luta contra o sistema capitalista: ”O PSTU defende a ação direta das massas porque (…) não serão as eleições que irão mudar o país. É a violência das massas, e não de um pequeno grupo, que poderá fazer a revolução”. A respeito disso, Rollsing comenta: ”Fica implícito que o programa do PSTU é a concretização de um golpe, fim da democracia e a instalação de um regime de esquerda ultraradical”. Além de impreciso, o funcionário do Grupo RBS procura criar medo no leitor, destacando em vermelho as palavras “violência”, na nota, e “regime”, em seu comentário.
Revolução Francesa 11
Rollsing tenta jogar no balaio de “golpe” – algo que o conglomerado para o qual trabalha defendeu em 1964 – todo e qualquer processo revolucionário, sem compreender suas diferenças. Ao dizer que o programa do PSTU propõe um “golpe”, deixa implícito que, segundo seu julgamento, a Revolução Francesa, por exemplo, também tratou-se de um mero “golpe”. Ao falar em “fim da democracia”, limita a possibilidade de uma estrutura política democrática ao âmbito do sistema capitalista, em uma concepção que chega a soar infantil, tão grande é seu distanciamento em relação à realidade. Tanto um sistema capitalista quanto um sistema socialista – ou mesmo feudal – pode organizar-se sob a forma democrática, muito embora a democracia, enquanto poder do povo, se mantenha esvaziada em sistemas sociais nos quais a classe dominante representa a minoria da população e afasta o restante da sociedade dos processos decisórios e da propriedade dos meios de produção.
O que o PSTU – e qualquer organização séria de esquerda – propõe, portanto, não é “um regime de esquerda ultraradical”, mas a substituição do capitalismo por um sistema social justo, igualitário, no qual o povo tenha em suas mãos o próprio destino. Esse caminho pode ser pensado através de estratégias e táticas diversas, e esse -e não o terrorismo midiático propagado em Zero Hora – é o ponto central da divergência entre PSTU e Black Blocs. É o real conteúdo da nota do partido, que o jornalista parece ter lido às pressas à procura de palavras-chave que poderia usar para construir falsas polêmicas.
Os Black Blocs entendem que é a violência de vanguardas que irá contaminar e estimular os setores oprimidos, fazendo com que se rebelem e transformem a sociedade de forma relativamente rápida. O PSTU, por outro lado, entende que a violência poderá ser uma etapa derradeira do processo de conscientização de classe e consequente mudança estrutural, e que deverá ocorrer com resultados proveitosos – no sentido dessa construção de transformação – apenas em um estágio mais avançado de organização dos muitos “de baixo” contra os muitos “de cima”.
Essa análise Rollsing não fez, e nem a poderia fazer. O espaço onde escreve é claramente identificado com os “de cima”, apesar de negar essa identificação tentando tornar mais convincente seu discurso ideologizado a favor da manutenção do atual estado de coisas.
* Leia abaixo comentário do estudante e militante do PSTU Matheus Gomes a respeito do texto de Carlos Rollsing:
ZERO HORA: NA CONTRAMÃO DA INFORMAÇÃO!
O jornalista Carlos Rollsing é o novo “testa de ferro” da Zero Hora. Está na liderança do ranking dos difamadores do movimento social. Depois de afirmar que o Bloco de Lutas era uma organização composta por “guerrilheiros terroristas” ele lançou outra calúnia, dessa vez dirigida ao PSTU. Ao comentar nossa polêmica com os Black Blocks, ele afirma que defendemos um “golpe” e o “fim da democracia”. Por favor, não nos associe as ideologias da ZH! Golpista é o Grupo RBS que protegeu a Ditadura Militar e até hoje é capacho da direita conservadora e da alta burguesia gaúcha. Antidemocrático é o jornalismo feito por vocês, que criminaliza os movimentos sociais e esconde o vandalismo dos governos! 
A ZH sabe que somos um partido que defende a mobilização permanente da juventude e da classe trabalhadora e não temos nenhum comprometimento com a democracia dos ricos e o regime político vigente. O objetivo deles é atacar todos aqueles que seguem impulsionando as mobilizações e ajudam a tornar a perspectiva anticapitalista cada vez mais popular! 
Somos socialistas e defendemos a democracia operária, o regime dos 99% contra os 1% que a ZH representa. Nosso programa incentiva a auto-organização dos de baixo, queremos um regime de liberdades democráticas amplas, diferente do capitalismo. Sim, somos radicais! Defendemos a ação direta das massas e legitimamos os seus mais diversos métodos de luta, como as greves, manifestações de rua, ocupações de Câmaras, fábricas e latifúndios, tudo que gera ojeriza na ZH! 
Sobre a nossa polêmica com os Black Block, segue o link abaixo:

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Mais médicos para a saúde do povo

14.08.2013
Do BLOG DO MIRO


Editorial do jornalBrasil de Fato:

As mobilizações de junho, sua dimensão e as consequências objetivas com a redução das passagens do transporte público em diversas cidades reafirmam: somente o povo organizado em ações de massa é capaz de mudar a correlação de forças e avançar na solução dos problemas estruturais do país.

Entretanto, a correlação de forças no Brasil ainda não está favorável, e precisamos avançar em mais lutas, organização e formação, em torno de um projeto popular.

A reação das forças políticas conservadoras contrárias à proposta de uma Constituinte exclusiva para a reforma política foi demonstração confessa de que a participação do povo com poder de decisão ameaça seus privilégios escusos no Estado brasileiro.

Na saúde, a presidenta Dilma propôs a criação do Programa Mais Médicos, o que gerou uma ampla reação conservadora, em especial de setores da categoria médica, aliados às forças políticas da direita. Essa posição foi corroborada por uma pequena parte da esquerda mais comprometida em desgastar o governo federal.

Sabemos que os governos Lula e Dilma não avançaram para as reformas estruturais do país. O modelo de desenvolvimento adotado manteve quase metade dos recursos da União para pagamento de juros e amortizações da dívida pública, ampliou de forma tímida os investimentos em saúde com a transfiguração da Emenda Constitucional 29, manteve a Desvinculação das Receitas da União (DRU) e asisenções no Imposto de Renda para a classe média comprar planos privados de saúde.

É certo que houve avanços no acesso a serviços de saúde, mas a agenda prioritária privilegia o tratamento curativo de doenças, haja vista a massificação de construção das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), os baixos investimentos em Atenção Primária, a opção pelas comunidades terapêuticas na política de combate ao crack e avanços tímidos na formação de equipes multiprofissionais – capazes de colocar as necessidades das pessoas e comunidades no centro do cuidado em saúde.

Outras medidas dignas de crítica são as inciativas de apoio aos setores privados da Saúde, como a autorização da compra da AMIL pela United Health Corporation (maior segurada de saúde dos EUA), investimentos do BNDES em empresas privadas de saúde e a criação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), empresa pública com regime jurídico privado para a gestão dos Hospitais Universitários. Enfim, a Reforma Sanitária Brasileira avançou pouco e ainda não foi concluída. O Programa Mais Médicos, por sua vez, é uma medida progressista que aumenta o acesso do povo brasileiro de regiões periféricas ao trabalho do médico e fortalece a atenção primária. Refutamos a tese defendida por parte da categoria médica de que o Programa Mais Médicos é antimédico. Pelo contrário, é a favor do povo, a favor do SUS.

Faltam médicos no Brasil, em especial nas áreas rurais, nos assentamentos e acampamentos, nos pequenos municípios do interior e na periferia de grandes centros urbanos. É certo que em grande parte dos serviços de saúde as condições de trabalho são inadequadas, fruto de anos de políticas econômicas que privilegiam a medicina privada concentrada nos grandes centros econômicos. Porém, não é verdade que todas as unidades que hoje se encontram sem médicos estão assim por faltar estrutura. E estão previstos investimentos nas unidades que receberão profissionais no Programa Mais Médicos.

Os médicos brasileiros são mal capacitados para a Atenção Primária e para o SUS. Por isso, o apoio emergencial de Cuba é imprescindível. Atualmente, a ilha conta com 72,5 mil médicos (6,32 médicos por mil habitantes), sendo que 36 mil deles atuam na Atenção Primária e 26 mil são especialistas em medicina geral e integral.

No Brasil, são 1,9 médicos por mil habitantes e a especialidade equivalente, chamada medicina de família e comunidade, conta com 1,5 mil especialistas de um universo de 31,5 mil médicos que trabalham no Programa Saúde da Família. E em Cuba não faltam bons médicos nos postos de saúde ou regiões rurais de difícil acesso. Além disso, cerca de 40 mil profissionais de saúde cubanos estão espalhados em mais de 60 países pelo mundo, cuidando de pessoas em países com realidades completamente diferentes, do Haiti a Portugal. Vamos receber com expectativa os valorosos médicos cubanos.

A formação de médicos e demais profissionais da saúde deve ser ampliada e direcionada ao SUS e à Atenção Primária. Para isso, é um avanço a criação de faculdades de medicina públicas em regiões com carência de médicos, desde que aliada a mecanismos para facilitar o acesso da juventude negra e pobre e às mudanças curriculares para garantir uma inserção cada vez maior dos estudantes na realidade do nosso sistema de saúde.

A luta por avanços estruturais na saúde não nega a necessidade de encararmos de forma emergencial a falta de médicos no Brasil. Aliás, a presença de médicos humanos e voltados para a medicina comunitária vai gerar saudáveis contradições. E este é momento para reivindicarmos os 10% das receitas correntes brutas da União exclusivamente para o SUS, melhores condições de trabalho, um plano de carreira único para os trabalhadores do SUS e serviços de saúde 100% públicos e estatais.

Os conselhos de saúde, movimentos sociais, sindicatos, movimento estudantil, instituições acadêmicas, partidos políticos e pessoas comprometidas com o SUS e com a Reforma Sanitária Brasileira não podem ter dúvidas: mais médicos cubanos e estrangeiros é mais saúde para o povo brasileiro.

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Rafael Stedile: As fotos do protesto contra a corrupção tucana em SP

Telexfree: a maior fraude financeira da história do Brasil

14.08.2013
Do blog ACERTO DE CONTAS, 27.02.13
Por Pierre Lucena
Madoff-11
Ontem participei de um debate sobre investimentos no programa Assunto do Dia, do Canal 14, com o Diretor do Procon-PE. Um dos assuntos que surgiu foi a Telexfree, pirâmide que já foi tema de um post no Acerto de Contas.
Tanto eu como Rangel (Diretor do Procon) alertamos da fraude deste tipo de esquema, que acabaria lesando muita gente.
O que mais me impressionou foi que, ao terminar o programa, muitos funcionários da emissora vieram até o estúdio falar sobre o assunto, pois muitos pensavam em entrar na Telexfree, e outros já estavam.
Para não ser repetitivo, explicando novamente o esquema de pirâmides, sugiro ler este texto que preparei sobre a Telexfree.
Ontem fui atrás para saber da extensão desta empresa, e me assustei.
O que se fala é que apenas em 2012 esta empresa teria girado algo em torno de R$ 300 milhões. Como se trata de uma pirâmide, a velocidade de multiplicação é imensa, fazendo com que este ano possamos chegar a algo em torno de R$ 1 bilhão, caso não quebre antes.
Estes esquemas são conhecidos: primeiro oferta-se um produto e depois monta-se uma suposta rede de venda destes produtos.
No caso da Telexfree, os dois produtos são ridículos: VOIP e publicidade na internet.
No caso do VOIP, não conheço uma pessoa (ou empresa) sequer que use de maneira intensiva este produto. Claro que tem, mas seu mercado é muito restrito.
No caso da publicidade de internet, esta também existe, mas não é na página da Telexfree que isso vai se tornar algo fenomenal.
Apenas para esclarecer, para alguém aparecer para mil pessoas na propaganda paga do Facebook, não é preciso mais do que R$ 2,00. Se no Facebook se anuncia por este valor, não será uma página sem conteúdo (como a da Telexfree) que mudará este cenário.
Antes de prosseguir, é bom fazer uma breve explicação da pirâmide Telexfree.
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Para entrar no negócio, você tem dois planos: ADCentral (US$ 299) e ADCentral Family (US$ 1.375).

Quando você entra, passa a fazer divulgação de um post por dia nas redes sociais. Com isso você é remunerado, de forma que em torno de 4 meses você recupera seu dinheiro.  A partir daí é lucro.
A pirâmide se retroalimenta em um ano, e assim segue.
Se você montar um time (eles chamam de tropa), sua rentabilidade aumenta.
O “modelo” de empreendedor da empresa é um cidadão chamado Júnior, que faz vídeos com carrões e apartamentos que teria comprado, com dinheiro da Telexfree. (vídeo acima)
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Voltei.
Este esquema se alimenta dele próprio, já que os produtos são 1% de toda a movimentação financeira.
Como a rentabilidade é altíssima, muita gente é levada de maneira ilusória a entrar várias vezes no mesmo esquema.
Daí já descobri gente que vendeu carro, casa e até fez empréstimo, na ilusão de uma oportunidade para ficar rico com internet.
Como a pirâmide está se alimentando, os ganhos não param de crescer, mas isto não deve demorar muito.
Para quem quiser uma boa explicação matemática do funcionamento da pirâmide, sugiro o artigo “A Probability Model of a Pyramid Scheme”, de Joseph L. Gastwirth e publicado na The American Statistician.
O pior de tudo é que aparentemente os órgãos de fiscalização não se mexem. E com uma pirâmide deste tamanho, não tenho dúvidas de que se trata do maior esquema de fraude financeira da história do Brasil.
Já passou da hora de uma investigação séria, pois a devastação será imensa em milhares de famílias.
Como em toda pirâmide, os que entraram primeiro irão ganhar, os que vão entrando por último pagarão o pato.
Por enquanto todo mundo está ganhando seu dinheiro certinho, mas quando o esquema ruir, será de uma só vez.
E o pior é que até agora não aparece um responsável sequer da empresa, a não ser um advogado canastrão.
Para saber se algo é realmente razoável dentro desta nova moda chamada Marketing Multi Nível, basta verificar duas coisas: não deve se pagar para trabalhar e o produto deve ser o carro chefe da empresa, e não seus vendedores.
A dica para quem já está?
Fique dentro e não coloque mais ninguém para dentro. Tente recuperar seu dinheiro, porque esta pirâmide ainda pode durar algum tempo. Pode ser o suficiente para você recuperar o que “investiu”. Mas nem pense em entrar novamente.
A primeira pancada será em abril deste ano, já que a Receita Federal já avisou que terão de pagar Imposto de Renda sobre o que ganhou. Isso vai fazer com que muita gente se arrependa. Será um momento crítico para a pirâmide.
Ontem me perguntaram se não tenho medo de ser processado pela empresa. Respondi que não, já que com certeza a empresa quebra antes do fim do processo.
É preciso lembrar que não se fica rico tão fácil na internet. Atrás de oportunidades como a Amazon ou Google, sempre teve uma ideia ou engenharia criativa.
Neste caso, muita gente sonha em se tornar Jeff Bezos, mas vão acabar como o Pato Donald…ou como o Avestruz Master.
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Mídia desembarca do “Tucanic”

14.08.2013
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães
Alguns dirão que é jogo de cena, que toda vez que a grande mídia noticia alguma coisa desfavorável ao PSDB é porque, em seguida, virá bomba contra o PT. Essa, porém, seria uma explicação fácil para um grande noticiário que é preciso ter uma dose extra de má vontade para afirmar que tem poupado o tucanato paulista no âmbito do rumoroso “trensalão”.
Vá lá que não estejam existindo aquelas críticas furiosas e profusas que tonitruam sobre as nossas cabeças quando a acusação envolve petistas ou aliados tidos como mais fieis – ou algo próximo disso.
Porém, o que até a Globo vem divulgando sobre os escândalos Siemens-Alstom deixa o PSDB paulista em uma situação em que não há memória de ter sido igual ao menos no século XXI. Só para se ter uma ideia, denúncia do sindicato dos metroviários feita ao Cade na última terça-feira fora conhecida dias antes pelos telejornais.
O SBT, por exemplo, exibiu várias matérias mostrando que o Estado de São Paulo, ainda no governo Mario Covas, gastou R$ 1,7 bilhão com a modernização de 98 trens de metrô e que com um pouco mais seria possível comprar trens novos.
Segundo matéria publicada há vários dias pela tevê do Sílvio Santos, “O custo de reforma dos trens velhos foi de 85,7% do preço de um saído da fábrica e a base de comparação é outro contrato assinado no ano passado, em que um trem novo saiu por R$ 23,6 milhões. Já o reformado de 2009 custou, em média, R$ 17,1 milhões”.
Já a Globo, semana passada, gastou 8 minutos com denúncias menos detalhadas – e, portanto, menos comprometedoras –, mas que permitiram ao telespectador entender que há uma acusação grave contra os governos do Estado de São Paulo sob o comando do PSDB.
E não ficou só nisso. O caso foi parar até no tucanérrimo Jornal da Globo, exibido tarde da noite e, por isso, objeto das maiores, digamos assim, “licenças partidárias” da emissora.
Isso sem falar na Folha de São Paulo, que, como o resto da grande mídia, entrou timidamente no caso mas depois se soltou e já o está cobrindo com certo “gosto”, com manchetes em primeira página como não se via desde o escândalo da compra de votos para a reeleição de FHC, no século passado.
Não se descarta, porém, que, como no passado, tudo isso esteja ocorrendo como um álibi para um ataque muito mais forte ao PT, mas essa tese carece de lógica.
Após colocar os tucanos “no mesmo saco”, não haverá lucro político em mostrar que o PT lhes faz companhia. Até porque, a mídia já carimbou nos petistas tudo o que pôde em termos de corrupção, tanto justa quanto injustamente.
Claro que ficou bem difícil esconder o “trensalão” com a internet fervendo com o assunto, mas a mídia esconder escândalos graves do PSDB não chega a ser novidade. Aliás, ela parece disposta a não tomar mais furos – ou tomar menos – em um caso que só tem feito crescer.
Não se espera que, de uma hora para outra, corporações de mídia que se notabilizaram pelo partidarismo se tornem exemplos de profissionalismo jornalístico, que requer distanciamento ou, se possível, algo que se pareça razoavelmente com isenção. Mas o que parece é que, finalmente, essas corporações começam a entender que há muito menos idiotas por ai do que imaginava.
Excesso de otimismo? Ingenuidade? Talvez não, apesar de parecer. Essas corporações talvez não sejam tão idiotas a ponto de ainda não terem percebido que a continuidade do tratamento do público como débil mental se tornou inviável, sobretudo quando se vai descobrindo que ir à rua não é um jogo que só pode ser jogado por um lado.
Em um momento em que todo mundo começou a se manifestar por um sem-número de causas, ocultar um escândalo da magnitude desse que envolve o PSDB pode gerar resultados imprevisíveis.
Como as vítimas do mau serviço do metrô de São Paulo contam-se aos milhões, proteger quem essas massas vão descobrindo ser responsável por seu sofrimento no transporte público pode atrair ira popular de um tamanho como o que se viu em junho.
Imaginemos dezenas de milhares de pessoas diante de uma Globo dizendo umas verdades daquele tipo que os barões da mídia não podem se dar ao luxo de que sejam conhecidas… O prejuízo – inclusive financeiro – que envolveria uma situação dessas seria incalculável e, talvez, irremediável.
Se as coisas continuarem nesse rumo, portanto, logo, logo só vai restar a Veja bradando no deserto contra um lado só da política enquanto o outro se esbalda em corrupção e ela finge não ver. Eis porque um desembarque midiático em peso do “Tucanic” talvez não envolva esse tentáculo da mídia, que pode se dispor a afundar junto.
Aliás, convenhamos que não deixa de ser comovente a lealdade da Veja ao PSDB, não?
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BARROSO: MENSALÃO NÃO É SÓ DO PT Ele quer a reforma política

14.08.2013
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

Na volta à tona do julgamento do também conhecido como Mentirão, o novo membro do STF, Luís Roberto Barroso, fez algumas reflexões sobre o sistema político brasileiro:
Ele defendeu a reforma política com “urgência desesperada”.
Falou da necessidade do barateamento das campanhas.
Disse que o mensalão não é um fato isolado.
Comentou os costumes da política nacional.
Lembrou alguns escândalos, com as datas,  como o do anões do orçamento, em 1993,  o dos precatórios, em 1997, o da construção do prédio do TRT, em São Paulo, em 1999, e o do Banestado, em 2003.
Ainda afirmou que não existe corrupção do PT, do PSDB ou do PMDB. Para ele, o que existe é corrupção.
Por fim, referiu-se aos que “não vivem o que pregam”. E pediu para que façam uma autocrítica.
Clique aqui para ler “Maierovitch e o STF: Só não mudam os holofotes”

E aqui para Ataulfo tira as algemas do Gurgel do Dirceu”
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A entrevista de Veríssimo: inteligência é sempre uma grande voz

14.08.2013
Do blog TIJOLAÇO, 12.08.13
Por Fernando Brito

Como prometemos ontem, reproduzimos abaixo as três partes da entrevista de Luis Fernando Veríssimo a Kennedy Alencar, na RedeTV.
Mesmo ainda um pouco debilitado pelos problemas de saúde que teve, no final do ano passado, Veríssimo tempera no ritmo das pausas uma fala que, sem ser ousada, é cativante.
Afinal, não deixa de ser carinhosamente reverente essa atitude ante um homem que, à parte seu imenso talento como cronista, era alguém que tinha a coragem de questionar, com um firme bom-humor, a ofensiva neoliberal nos anos 90, quando não tínhamos essa maravilha da internet para apontar os absurdos que faziam ao nosso país.
Veríssimo, aos domingos, no velho JB, soava dissonante do coro unânime da mídia do partido único.
Na primeira parte, reminiscências de sua formação e da carreira. Na segunda, uma avaliação da política e dos governos. Na terceira, o que ele vê no cenário brasileiro para as próximas eleições.
Humanidade e inteligência, com uma humilde timidez, fazem dele sempre um prazer de ler e de ouvir, como nessa rara entrevista.
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JAGUNÇO MIDIÁTICO SE RENDE: Merval entrega os pontos…

14.08.2013
Do blog TIJOLAÇO, 13.08.13
Por Fernando Brito

A coluna do “triplê” de lorde, literato e jurista Merval Pereira, hoje, em O Globo, é uma rendição.
Sabe que voltou ao STF um clima em que o julgamento sereno e vinculado a provas não vai ser dominado pela mídia, que se limitará a um “mais ou menos” contido resmungo contra a revisão do que fora “pautado” por ela para acontecer no julgamento do chamado “mensalão”.
Contido, porque a imensa maioria da corte que examinará os recursos é formada pelos mesmos magistrados de antes, o que vai dificultar a tentação midiática de atribuir aos novos ministros a revisão das decisões.
Além do mais, já não há mais clima na corte para os procedimentos grosseiros e abusados de seu presidente, Joaquim Barbosa.
Afinal, o senhor vestal sabe que, se provocar e fizer ir ao paroxismo gente respeitável, pode levar para casa alguma observação irrespondível, ainda que contida e indireta,  sobre sua condição de empresário offshore.
Merval o sabe e hoje admite que Barbosa será fragorosamente derrotado na sua intenção de impedir a revisão legalmente prevista para as decisões do STF.
E sua jurisprudência mervalina já profere o “voto” vencido, não convencido:
“Já escrevi aqui que, num sistema de Justiça equilibrado, com um esquema penitenciário sem distorções como aquelas que temos no Brasil, não haveria nenhum problema em que as penas do ex-ministro José Dirceu e de outros fossem reduzidas numa eventual revisão de julgamento sobre o crime de formação de quadrilha, ou lavagem de dinheiro, por exemplo.
De qualquer maneira, a condenação dos réus do mensalão já está dada. Só aceitar uma pena que o coloque em regime fechado, como a que está condenado, seria apenas uma vingança política. Mas a triste realidade brasileira é que a transformação da condenação em regime semiaberto significa na prática uma manobra para que o réu de colarinho branco acabe escapando da cadeia, pois não existem no país prisões albergues suficientes.”
Anotem esta frase, que será muito útil para comentar os editoriais e colunas que virão durante o julgamento dos recursos:
Só aceitar uma pena que o coloque em regime fechado, como a que está condenado, seria apenas uma vingança política”
Merval locuta, causa finita. Publique-se, registre-se, intime-se. PS. Mas nem tudo está perdido. O caso permitiu ao acadêmico, finalmente, escrever um segundo livro, também uma “recortagem” de seus artigos. Mas este vendeu mais.
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BLOG LEVA GURGEL A “JÚRI” NO CASO “PARGLENDER X ESTAGIÁRIO”

14.0.2013
Do blog CONVERSA AFIADA, 13.08.13
Por Paulo Herinque Amorim

Blog submete decisão de Gurgel – faltam 4 dias … – em favor de presidente de Tribunal.

Extraído do Tijolaço: 

BLOG LEVA GURGEL A “JÚRI” NO CASO “PARGLENDER X ESTAGIÁRIO”



O jornalista Frederico Vasconcelos, da Folha, levou à análise de uma espécie de “júri” o procedimento do Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, que mandou arquivar, sem qualquer providência, o caso de agressão e demissão do estagiário do STJ por conta de uma suposta proximidade dele no momento em que o ministro Ari Parglender fazia uma operação num caixa automático.

Ele enviou o documento em que Gurgel manda arquivar o caso  a cinco juízes, quatro procuradores e um advogado, para que o avaliassem, sob, claro, a garantia do anonimato.

O resultado é um libelo contra o procedimento de Gurgel.

Vejam só as respostas a um dos quesitos formulados por Vasconcelos:
O parecer deixa claro que não houve nenhuma investigação, não houve pedido de informações ao ministro: era necessário investigar o caso?

“Deveria, afinal para que serve a capacidade investigatória do MP? Só depois de averiguar o fato seria possível dizer que realmente não houve injúria”.

“O mínimo que devia ter feito era investigar. Os argumentos que o PGR usa são cínicos, se comparados com a atuação acusatória geral do MP (que denuncia uma série interminável de fatos sobre os quais resta dúvida)”.

“Tudo ficou no ‘achismo’ do PGR. Ele não sabe investigar pois nunca fez isso na vida”.

“Sim. Tratando-se de pessoa com foro especial por prerrogativa de função, é de todo conveniente abrir-se oficialmente uma apuração, até para não haver nenhuma suspeita de mácula no proceder do MPF”.

“O PGR entendeu desnecessário, preferindo deixar nesses termos, a palavra de um contra a do outro. O fato é que todo o caso contou com imensa atenção desde o começo. Tivesse havido esse mínimo de investigação, teria sido noticiado e frustraria o que me parece o intento do Gurgel, esfriar o caso”.


É assim que Roberto Gurgel vai deixando, esta semana, o cargo de mais elevado fiscal da Lei.

Sua valentia reduziu-se a ser o feroz porta-voz da mídia no caso do mensalão, onde espalhou sua “coragem” de enfrentar caídos com as costas aquecidas pelos controladores da opinião pública, ou que se publica.

No resto, uma nulidade, quando não um desastre, como neste caso e no de Demóstenes Torres/Carlinhos Cachoeira.

Tanto que o apoio de Gurgel, na própria categoria dos procuradores, passou a ser um estorvo.

Os candidatos ao cargo, se o tiveram em algum momento, trataram de se livrar dele, abrindo divergência pública.

Gurgel que procure pela “mídia amiga” quando desabar a tempestade que vem por aí.

Por: Fernando Brito



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