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domingo, 11 de agosto de 2013

Dúvidas sobre a religião levam líderes a deixarem a igreja mórmon

11.08.2013
Do portal GOSPEL PRIME, 31.07.13
Por Leiliane Roberta Lopes

Estudos divulgados na internet têm feito com que muitos membros passem a desacreditar na denominação.  

Uma reportagem do The New York Times traduzida pela Folha de São Paulo conta que a igreja mórmon tem enfrentado uma onda de dúvidas e decepção entre seus membros, já que a internet oferece materiais que confrontam os ensinamentos da denominação.

O fato tem se proliferado em todo o mundo de acordo com entrevistas realizadas com dezenas de mórmons. Até mesmo uma das principais autoridades da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias na Europa, Hans Mattsson, já revelou ter dúvidas sobre o que ele foi levado a acreditar durante toda a sua vida.

Mattsson passou a ser questionado por crentes suecos que encontraram informações na rede mundial de computadores que contradiziam a história da igreja onde ele era uma autoridade regional. A princípio ele rejeitou as afirmações, mas depois resolveu pesquisar pessoalmente já que seus superiores não lhe deram respostas concretas.

Ao encontrar evidências de que o fundador da igreja, Joseph Smith, foi um polígamo e que o Livro de Mórmon e outras escrituras usadas na igreja continham anomalias históricas, o religioso ficou muito abalado psicologicamente.

“Tudo o que haviam me ensinado e tudo o que eu me orgulhava de pregar e testemunhar simplesmente desmoronou sob meus pés. Foi um trauma psicológico terrível, quase físico”, revelou Hans Mattsson.

Para o historiador mórmon, Greg Prince, que é empresário em Washinton, as dúvidas que Mattsson levou a público fez com que outros mórmons passassem a ter dúvidas sobre suas crenças. “Considere um cardeal católico que, de repente, fala à mídia sobre sua própria igreja: ‘Eu não acredito em muitas dessas coisas’”, exemplificou.

Mas para o professor de inglês, literatura e religião na Universidade de Richmond, na Virgínia, Terryl L. Givens, a religião mórmon é muito nova e por isso tem muito tempo ainda para solucionar os lapsos de sua história.

O porta-voz da denominação, Eric Hawkins, disse que resposta para essas dúvidas “não é tentar calar os críticos, mas fornecer tanta informação e tanto apoio quanto possível para aqueles que podem ser afetados”.

Mattsson, porém, se mostra preocupado com o fato, já que no ano passado uma pesquisa realizada com 3.300 descrentes mórmons revelou que mais da metade dos homens e 40% das mulheres que não são mais da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ocupavam cargos de liderança.
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Escândalo no metrô Alstom e Siemens financiaram Alckmin e outros tucanos l

11.08.2013
Do portal da Revista CartaCapital
Por  Andre Barroca

Envolvidas em suspeitas de corrupção, multinacionais fizeram doações legais para o governador de São Paulo e tucanos como José Anibal, Julio Semeghini e Barros Munhoz 

Geraldo Alckmin
Governador tucano recebeu doações das empresas na campanha estadual de 2002
As multinacionais Alstom e Siemens ajudaram a financiar a campanha do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, quando o tucano disputou o cargo em 2002. Na eleição seguinte, os atuais secretários estaduais José Anibal (Minas e Energia) e Julio Semeghini (Planejamento), ambos do PSDB, e Rodrigo Garcia (Desenvolvimento Social), do DEM, e o líder de Alckmin na Assembléia Legislativa, o tucano Barros Munhoz, receberam contribuições de uma ou de outra empresa.
As doações foram legais e informadas pelos candidatos em prestações de contas entregues à justiça. Perto do gasto eleitoral total que eles declararam, são irrisórias. Por isso, valem pelo simbolismo. O patrocínio expressou uma preferência política das companhias pelos tucanos e seus aliados. Neste sentido, alimenta a suspeita de que PSDB, Alstom e Siemens são parceiros em obras superfaturadas e desvio de recursos públicos, um esquema sob apuração de várias autoridades.
Em 2002, Alckmin recebeu 5 mil reais da Siemens e 1 mil reais da Alstom. Era a primeira vez que concorria ao cargo. Ele concluía o mandato de Mario Covas (PSDB), morto em 2000. Segundo as denúncias sob investigação, foi no governo Covas (1995-2000) que começou o vínculo tucano com as multinacionais. As duas são responsáveis até hoje por contratos bilionários com o trem e o metrô paulistas. Alckmin gastou no total 12 milhões de reais na eleição de 2002. Ele foi o único candidato a governador de São Paulo a ser financiado pelas multinacionais naquela campanha.
Quatro anos depois, Anibal e Semeghini disputaram e conquistaram uma vaga na Câmara dos Deputados com financiamento da Siemens. O primeiro recebeu 4 mil reais da empresa. Ele declarou ter gasto 1,3 milhão na campanha. Na ocasião, Anibal era vereador em São Paulo, cargo para o qual se elegera em 2004 com apoio financeiro da Alstom. Na Câmara de Vereadores, Anibal foi líder do então prefeito José Serra (PSDB). A secretaria que Anibal comanda hoje cuida de uma área em que atuam Alstom e Siemens. Ambas fornecem equipamentos para usinas térmicas e hidrelétricas.
Em 2008, o jornal norte-americano Wall Street Journal publicou reportagem que informava que o Ministério Público da Suíça investigava a Alstom por subornar agentes públicos em diversos países em troca de contratos. Um dos casos de pagamento de propina teria ocorrido na obra da hidrelétrica de Itá, localizada em Santa Catarina.
Semeghini recebeu da Siemens 3 mil reais na campanha de 2006, na qual declarou ter gasto ao todo 965 mil reais. Além dele e de Anibal, a empresa alemã financiou só mais um candidato naquela eleição: o paranaense Osmar Dias, do PDT. A doação de 8,8 mil reais para Dias foi feita durante o segundo turno da campanha para o governo do Paraná. Dias concorreu contra Roberto Requião, do PMDB, que tentou e conseguiu se reeleger. Dias era apoiado por Alckmin, que disputava a Presidência contra Luiz Inácio Lula da Silva, que por sua vez aliava-se a Requião.
Barros Munhoz e Rodrigo Garcia elegeram-se deputados estaduais em 2006 com apoio financeiro da Alstom: 1 mil reais e 2 mil reais, respectivamente. Ambos declararam à justiça um gasto eleitoral de 1,3 milhão de reais. Eles foram os únicos candidatos financiadas pela multinacional francesa na eleição.
Eleito, Munhoz foi líder do governador José Serra na Assembléia em 2007 e 2008. Nos quatro anos seguintes, presidiu a Assembléia Legislativa – dois anos no fim do mandato de Serra, dois em outra gestão de Alckmin. Desde março de 2013, ele é líder de Alckmin na Assembléia. É quem comanda a tropa do governador contra a instalação da CPI do Metrô, defendida pelo PT. Em nota na sexta-feira 9, Munhoz disse que o pedido de CPI “não passa de mais uma manobra midiática de parlamentares oposicionistas com foco nas eleições do ano que vem”.
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Tucanos da Siemens e Alstom — Globo acha o povo bobo

11.08.20103
Do Blog Palavra Livre, 08.08.13
Por Davis Sena Filho 

  




Há mais de dez anos, os partidos políticos, à frente o PT, que formam a coalizão para fortalecer a base política e partidária do Governo trabalhista no Congresso Nacional, bem como no que diz respeito ao controle administrativo dos ministérios tem sido acusados e denunciados, sistematicamente, pela mídia burguesa de todo o tipo de corrupção, sendo que incontáveis vezes as acusações se perderam por si próprias, porque, na verdade, não passavam de ilações e maledicências, que tinham a força de um tiro nas águas de um rio ou lago.

Entretanto, tais acusações infundadas e denúncias vazias causaram grandes transtornos e prejuízos profissionais, políticos e pessoais a muitas pessoas, que tiveram suas vidas devassadas e que moralmente sofreram com toda ordem de escárnio, deboche, e humilhação, ao tempo em que a imprensa de mercado se negava a dar o mesmo espaço nas diferentes mídias que tal sistema privado de comunicação controla aos políticos, às autoridades e a muitos dos assessores para poderem ao menos dar explicações ou se defender.

Ministros caíram, a exemplo de Orlando Silva, dos Esportes, e Carlos Lupi, do Trabalho, dentre outros, bem como a chefe da Casa Civil da presidenta Dilma Rousseff, Erenice Guerra, que desde os tempos do presidente trabalhista, Luiz Inácio Lula da Silva, sofria com as acusações de uma imprensa irresponsável, facciosa e indiscutivelmente partidária e ideologicamente de direita, que, indisposta a ouvi-la, a combateu sistematicamente, até que Dilma a afastasse do cargo para que a ministra pudesse se defender no Judiciário e, consequentemente, dar uma resposta à sociedade brasileira quanto às acusações.

Erenice foi acusada, em reportagem da revista Veja, que depois foi repercutida pelos jornais Estadão, Folha de S. Paulo e O Globo, além do Jornal Nacional, de montar, no Palácio do Planalto, uma central de propinas que cobrava deempresários 6% para fazer os projetos tramitar com celeridade. O filho de Erenice, Israel Guerra, era apresentado pela imprensa corporativa como “consultor de negócios”.

Depois de dois anos afastada do Palácio do Planalto, Erenice Guerra teve seu processo arquivado pelo Tribunal Regional Federal. As acusações de a ministra ter cometido tráfico de influência e seu filho ser considerado lobista foram consideradas improcedentes. O juiz da 10ª Vara Federal, Vallisney de Souza Oliveira, afirmou em sua decisão não haver nenhuma prova contra a ex-Chefe da Casa Civil. O advogado criminalista, Mário de Oliveira Filho, disse na época que as provas que foram exibidas na investigação levaram à conclusão de que a ex-ministra não praticou crime nenhum. E enfatizou: “Eram acusações absolutamente infundadas, sem nenhum lastro de prova real e concreta contra ela".

Caso semelhante e tão grave quanto aos episódios citados aconteceu com o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, do PT. O bicheiro, “diretor e pauteiro” de revista, Carlinhos Cachoeira, acumpliciado com a Veja do senhor Robert Civita e do jornalista Policarpo Jr., também conhecido pela alcunha de “Caneta”, tentaram derrubar o mandatário brasiliense, ao incluí-lo em questões sobre corrupção, tráfico de influência e de ter formalizado negócios com o bicheiro parceiro do senador cassado do DEM de Goiás, Demóstenes Torres, além de ter influência no governo do tucano Marconi Perillo, político goiano que depôs na CPMI do Cachoeira e que até hoje é investigado pelo Ministério Público.

Agnelo também depôs na CPMI, abriu o verbo, mostrou provas contundentes de que nunca se envolveu com o Cachoeira, “pauteiro” da Veja, bem como seu governo não participou de quaisquer tratativas, negócios ou acordos com tal personalidade, que ficou presa no presídio da Papuda em Brasília. Após sua emblemática participação na CPMI, Agnelo foi esquecido pela imprensa de negócios privados, que precisava de um bode expiatório, de preferência do PT, para se contrapor à lama, ao lamaçal em que ficaram atolados o governador Perillo, Carlinhos Cachoeira, a Veja e seu diretor, Caneta, além de Demóstenes Torres, até então considerado pela imprensa, de razão lacerdista, o arauto da família, da moral e dos bons costumes e quiçá da posteridade. Pois é... Não deu para concluir o golpe de joão-sem-braço, e o petista Agnelo saiu fortalecido ao tempo que a imprensa golpista teve de engoli-lo.

Esses fatos que aqui narro nesta tribuna do Brasil 247 representam uma porcentagem ínfima em razão do que os donos do sistema midiático privado fazem e realizam para desestabilizar politicamente as instituições republicanas e desqualificar e desmoralizar os mandatários legitimamente e legalmente eleitos pelo povo brasileiro, ainda mais quando a autoridade a ser combatida atua no campo da esquerda.

A imprensa alienígena e de caráter entreguista tergiversa, dissimula e distorce a verdade, os fatos e os acontecimentos. O faz em nome da liberdade de expressão e de imprensa, como forma de enganar os ingênuos, os desavisados, os ignaros, bem como se alia àqueles que se tornam seus cúmplices, pois eles sabem, até mesmo instintivamente, que a imprensa comercial combate os trabalhistas e a esquerda em geral.

Por causa disso compram o “barulho”, os interesses da imprensa burguesa, por serem ideologicamente conservadores, a exemplo da classe média coxinha, que certamente compreende o que faz quando sai às ruas de forma “apolítica” e “apartidária”, quebra e queima tudo o que está à sua frente, porque são contra “tudo o que está aí”, frase assertiva que significa Lula, Dilma, PT, esquerda e trabalhistas.

Além disso, as manifestações desses indivíduos foram consideradas “pacíficas”, palavra-chave usada pelos jornalistas da imprensa de negócios privados para amenizar a violência de quem cometeu violência e crimes, porque simplesmente para a mídia imperialista tais movimentos podem beneficiar os interesses políticos da oposição tucana, e, evidentemente, de seus patrões, proprietários, inclusive, de concessões públicas de meios de comunicação, como rádio e televisão.

A verdade é a seguinte: concessão pública de comunicação sem fiscalização é doação. A Constituição de 1988 regulamenta os meios de comunicação, mas até hoje artigos importantes da Carta Magna sobre esse assunto não foram regulamentados. E deu no que deu: empresários bilionários que não respeitam a ordem constitucional e que, mesmo a disfarçar seus caráteres golpistas por intermédio de opiniões de seus empregados escribas, odeiam a democracia e o estado democrático de direito. As seis famílias que controlam os meios de comunicação privados admiram mesmo o sistema de ditadura, se possível militar, como ocorreu no tempo de 1964 a 1985.

Eis que para o desgosto e preocupação dos barões da imprensa as multinacionais Siemens e Alstom resolvem fazer denúncias, pois enfrentam dificuldades judiciais em seus países de origem — a Alemanha e a França, bem como nos Estados Unidos. As denúncias de formação de cartéis para vencer licitações das obras do metrô de São Paulo atingiram os governadores Mário Covas (falecido), José Serra e Geraldo Alckmin, todos do PSDB. Os valores envolvidos são gigantescos (R$ 425 milhões) e mexem com o imaginário popular.


Os tucanos negam, como era de se esperar; e o governador Alckmin responde às acusações como se tivesse ensaiado na frente do espelho o que dizer para a grande imprensa, que, durante cerca de dez dias após as denúncias, resolveu dar o ar da graça e veicular alguma coisa sobre mais outro escândalo de políticos do PSDB, mas sempre dando voz ativa aos tucanos para eles darem explicações, bem como se defender, como o faz diariamente o governador Geraldo Alckmin, o ex-governador José Serra, o vereador Andrea Matarazzo, dentre outros que integram ou integraram os governos paulistas controlados pelo PSDB há 20 anos.

Aliás, a Rede Globo, diferentemente da Folha de S. Paulo, que, para a surpresa de muitos leitores tem colocado o dedo na ferida aberta, que atinge os interesses políticos da imprensa de mercado e do PSDB, tem buscado dar evidência negativa ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica(Cade), autarquia vinculada ao Ministério da Justiça, que investiga a formação de cartel em licitações para a aquisição de equipamentos, construção e manutenção de linhas de metrôs e trens em São Paulo.

Para amenizar e distorcer as evidências noticiosas que pegam os tucanos com as mãos nas botijas, a Globo e jornais, a exemplo do Estadão, citam o Distrito Federal, onde o governador é do PT, para causar confusão ao público, bem como desqualificar as investigações do Cade e da Polícia Federal, ao repercutir e dar credibilidade às acusações de que o Cade se transformou na polícia política do PT, como já afirmaram, “espertamente”, alguns jornalistas da imprensa alienígena e políticos ligados ao PSDB. Um absurdo e maledicência as acusações tucanas, porque o Cade é órgão do estado brasileiro, independente, e que investigou inúmeros casos ligados aos petistas, que estão não poder ao tempo de 11 anos.

Geraldo Alckmin solicitou ao Cade acesso aos processos, o que foi negado pelo órgão, evidentemente. A questão das denúncias da Siemens e da Alstom não se equivale a uma disputa política como quer fazer crer setores conservadores da imprensa privada e os políticos, empresários, secretários de estado e técnicos envolvidos com supostas corrupções e malfeitos conduzidos e efetivados por autoridades do PSDB.

A teoria conspiratória em que o PT é o conspirador é uma farsa, um embuste e que não vai colar, porque até a questão do Distrito Federal já foi “esquecida” pela imprensa dos barões, que correu atrás para tentar esvaziar mais um escândalo tucano, mas percebeu rapidamente que os malfeitos ocorridos no DF são relativos aos governos de Joaquim Roriz, senador que renunciou ao mandato para não ser cassado, e José Roberto Arruda, governador cassado, que ficou preso durante meses. Agnelo Queiroz, do PT, não teve quaisquer envolvimentos com a Alstom e a Siemens, tanto é verdade que as ilações contra ele pararam e seu nome saiu das manchetes.

O Ministério Público de São Paulo está a apurar os envolvidos nesse escândalo de R$ 425 milhões, de acordo com o Cade e o MP. Investiga-se supostos enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro público de autoridades paulistas. Os contratos firmados entre as multinacionais e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e o Metrô são da ordem de R$ 1,925 bilhão, ou seja, quase R$ 2 bilhões. Se a concorrência não fosse de cartas marcadas, os custos das obras e de manutenção seriam 30% menores, segundo os números repassados pela Siemens e também repercutidos pela “grande” imprensa.

O prejuízo para São Paulo e o contribuinte é de R$ 557 milhões, segundo documentos da empresa alemã. Enquanto isso, São Paulo e a capital oferecem um dos piores serviços de transportes do Brasil, com pouca oferta, sem competição empresarial e com os veículos (trens e metrô) abarrotados de cidadãos paulistas, paulistanos e brasileiros, que são carregados pior do que gado.

Até agora não se ouviu ainda com vigor o bordão “Vem pra rua”! E muito menos se leu ou se ouviu algum “especialista” de prateleira da Globo News, das televisões abertas ou jornalistas, comentaristas, colunistas e blogueiros a apagar o incêndio, que é esse escândalo, com gasolina. E foi, sem sombra de dúvida, que tais jornalistas e “especialistas” fizeram quando da ocupação das ruas pela classe média coxinha oportunista, que saiu às ruas a babar de ódio para contestar “tudo o que está aí”, ou seja, a Dilma, o Lula, o PT e o governo trabalhista.

A verdade é que a quadrilha dos trilhos está a ser desvendada, porque a Siemens e a Alstom delataram autoridades dos sucessivos governos tucanos de São Paulo. Aliás, é salutar lembrar ou não esquecer: essas duas multinacionais também respondem a acusações, denúncias e são alvos de investigações em seus países de origem e nos Estados Unidos. Além disso, O Estadão revelou que o MP sabe que agentes públicos receberam subornos, que foram depositados em três empresas de offshore sediadas no Uruguai.

Contudo, insisto, a televisão aberta e principalmente a Globo tocam no assunto de forma tímida, o que, inegavelmente, não foi a postura jornalística que tiveram, por exemplo, com o PT, o Lula, a Dilma e principalmente com os petistas José Dirceu e José Genoíno nos últimos 11 anos. Não há termos de comparação; e até mesmo aqueles cidadãos que se tornam hidrofóbicos quando escutam ou leem as palavras socialista, trabalhista e petista hão de perceber que a imprensa de mercado tem lado, tem cor, tem ideologia, toma partido e combate a esquerda desde tempos idos,

Agem dessa forma sem ao menos se preocuparem em fazer jornalismo para toda a sociedade. Não se importam em ouvir os lados envolvidos, com o intuito de dar voz ativa a quem é alvo de denúncias, acusações e até mesmo de covardias, sendo que muitas delas previamente calculadas, pois tem o propósito de desconstruir aqueles que os donos do sistema midiático privado consideram os inimigos a serem derrotados ou destruídos.

Hoje, por exemplo, o Jornal Hoje, da TV Globo, cujos âncoras são os jornalistas Evaristo Costa e Sandra Annenberg, não tocou no assunto sobre a delação da Siemens e da Alscom ao Cade, que deixou as autoridades paulistas e tucanas em situação dificílima, pois acusadas de corrupção, que chega ao montante de R$ 425 milhões. É muito dinheiro em um só caso, que isto fique claro. O Jornal Hoje se dedicou a casos escabrosos relativos a crimes de sangue e roubo, a exemplo dos casos do garoto que supostamente matou quatro membros de sua família, sendo que dois são policiais; da menina Isabela Nardoni, morta pelo pai e madrasta, que estão presos há cinco anos; do Amarildo, que sumiu da Rocinha e policiais são acusados e investigados pelo sumiço; além do famoso caso do Trem Pagador, que teve como um de seus protagonistas o ladrão Ronald Biggs, que morou décadas no Brasil e roubou, em 1963, £$ 2,6 milhões.

Como se observa a Globo é um caso perdido de desfaçatez, incongruência, incoerência e péssimo jornalismo. Quer dizer que um escândalo dessa envergadura, que envolve duas multinacionais poderosas e europeias, políticos do PSDB paulista, que estão, indubitavelmente, entre os mais poderosos do País, além de liderarem a oposição aos governos trabalhistas, bem como atuam o poderoso Ministério Público de São Paulo e o Cade, do Ministério da Justiça, não é para a Globo assunto de pauta, relevante para a Nação e importante por causa dos indivíduos citados, dos valores monetários e das instituições envolvidas?

Então, a Globo (patrões, diretores e editores) em seu tradicional vespertino, o Jornal Hoje, “esquece” tal pauta ou faz política, às claras, na maior insensatez possível e, consequentemente, esconde um elefante debaixo da mesa e acha que ninguém vê e percebe o jornalismo partidário e ideológico que essa televisão de concessão pública apresenta para o povo brasileiro? A realidade é que essa empresa privada vive em um mundo surreal, onde ela determina que seus interesses e de seus aliados estão acima dos interesses do Brasil e dos 200 milhões de brasileiros que lutam dia a dia para terem acesso a uma vida de melhor qualidade.

O que é a Globo? Um estado dentro do estado nacional? Como pode uma empresa privada fazer a vez da oposição e mesmo assim as autoridades constituídas não fazem nada a respeito disso? Artigos da Constituição de 1988 até hoje não foram regulamentados e que dispõem sobre o marco regulatório foram “esquecidos” por quem tem a obrigação constitucional de regulamentá-los, como o Governo Federal e a sua bancada no Congresso Nacional. A Siemens e a Alstom querem se livrar de seus processos em diversos países e de inúmeros esqueletos guardados em seus armários. E vários desses esqueletos tem os DNA e as digitais dos tucanos, apesar dos rodeios e subterfúgios das Organizações(?) Globo e da imprensa em geral. A Globo acha o povo bobo. É isso aí.
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As peças vão se juntando

11.08.2013
Do blog DoLaDoDeLá, 07.08.13


Meu interesse pelos negócios da Globo nos EUA é porque eles nos ajudarão a entender os motivos que poderiam levar a emissora a cometer um ato tão desesperado como mandar roubar o processo de sonegação na Receita Federal, onde constava uma dívida de R$ 615 milhões a ser paga em até 30 dias, conforme mostram os documentos que publicamos aqui.





Em 2004, o Supremo Tribunal Federal acatou (clique aqui) um pedido da Justiça suíça de enviar documentos relativos aos contratos da TV Globo e uma de suas empresas no exterior, a Globo Overseas Investments B.V. (citada no processo da Receita), com a firma suíça ISMM, posteriormente condenada duramente por corrupção e lavagem de dinheiro em negociatas dos direitos de transmissão da Copa de 2002.

No documento do STF fala-se na intenção da Suiça de participar de interrogatórios conduzidos pelo Ministério Público com os senhores Marcelo Campos Pinto e Fernando Viegas Rodrigues Filho. O primeiro era diretor da TV Globo e, segundo a Veja, o todo-poderoso da emissora na área de esportes. O outro ainda não sei, mas suponho que seja também um executivo da Globo. Por que o Ministério Público investigava esses personagens? O que eles sabiam de tão importante a ponto de autoridades suíças gastarem dinheiro de seus contribuintes para se deslocarem até aqui, participar das audiências, com apoio de tradutores? Que documentos são esses, da Globo e Globo Oversears, que interessavam às autoridades suíças?

Na internet, encontro um livro de John Horne and Wolfram Manzenreiter, intitulado “The World Cup e television futball”, que traz algumas informações sobre o caso. Segundo os autores, a Fifa descobriu que US$ 60 milhões “supostamente pagos pela TV Globo pelos direitos da Copa de 2002 jamais puderam ser rastreados”.


Como assim?

Mas cruzemos o oceano e voltemos aos Estados Unidos, onde a Globo enfrentava um problemaço por causa de uma dívida de US$ 1,18 bilhão. Um grupo de credores entrara com uma ação para exigir a concordata da Globo nos EUA, alegando que a emissora possuía, desde 1996, uma empresa instalada no país, a DTH Corp., criada na Florida. O documento, assinado pelo executivo Roberto Pinheiro, representante da Globo, foi apresentado no post anterior, e pode ser baixado na íntegra aqui.

A Globo conseguiu, porém, uma liminar judicial para sustar o processo de concordata, que poderia gerar perda de patrimônio. As credoras apelaram novamente e conseguiram uma vitória que logo se tornou popular na literatura jurídica norte-americana.

Em 2004, o distrito sul da Justiça de Nova York cancelou a liminar da Globo e manteve o processo de concordata.




Se eu estiver errado, algum entendido me corrija, mas tudo leva a crer que a Globo estava em dificuldades crescentes ao final de 2004. A dívida de US$ 1,2 bilhão vinha sendo cobrada judicialmente em NY. Segundo notícia publicada na BBC Brasil, a dívida chegava a quase US$ 2 bilhões. Pouco mais de um ano depois, uma de suas operações em paraíso fiscal é flagrada pela Receita Federal do Brasil, que lhe aplica uma senhora multa, totalizando uma dívida de R$ 615 milhões em 2006.

Ou seja, a Globo tinha motivos para ficar, no mínimo, nervosa. A crise do mensalão, porém, lhe permitiu respirar por alguns anos, porque qualquer atitude das autoridades, naquele tempo, seria considerada uma retaliação do governo. A partir daí, tem início uma operação de grande envergadora para transformar o mensalão num grande símbolo da corrupção nacional, desviando a atenção da sociedade para os verdadeiramente grandes escândalos: o Banestado; a privataria; a concentração da mídia em mãos de oligarcas corruptos de um lado, e empresas ligadas ao golpe de 64, de outro; e sobretudo, uma coisa que só agora descobrimos, a existência de fortunas de brasileiros, de mais de R$ 1 trilhão, em paraísos fiscais, boa parte provavelmente fruto de sonegação e lavagem de dinheiro.

Enquanto isso, vende-se aos brasileiros que a prisão de Genoíno, que não tem um centavo no bolso, e de Pizzolato, que vive de sua aposentadoria de funcionário do Banco do Brasil, representa um marco na história da luta contra a corrupção no Brasil. Manipula-se descaradamente a justa indignação dos brasileiros, acumulada durante séculos de opressão e roubalheira, para criar uma ficção mal ajambrada, cheia de buracos, baseada na denúncia de um mentiroso. Enquanto isso, os verdadeiros corruptos, conforme se vê no escândalo do metrô em São Paulo, apontando superfaturamentos milionários desde 1998, continuam impunes! Enquanto isso, o roubo do processo da Globo não é sequer investigado pelo Ministério Público!

Um dia, porém, serão desmascarados.

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NA DEFESA DO COMANDANTE CHE, REBATENDO A INFÂMIA DA 'VEJA'

11.08.2013
Do blog NÁUFRAGO DA UTOPIA, 07.08.13
Por Celso Lungaretti
Amanhã (8) este blogue completará cinco anos, com quase 700 seguidores e mais de 770 mil visualizações de páginas, originárias do Brasil (600 mil), EUA (90 mil), Rússia (16,7 mil), Portugal (13 mil) e Alemanha (6,2 mil), principalmente.

Os textos postados estão na casa de 2,1 mil, sendo mais de 300 com o marcador Cesare Battisti; quando da libertação do escritor que a Itália queria silenciar, o total já era de aproximadamente 250. 

Foi a mais prolongada e --considerando-se a extrema desigualdade de forças--, surpreendentemente vitoriosa campanha assumida pelo blogue, que também se colocou ao lado do cineasta Roman Polanski; do ex-etarra Joseba Gotzon; de Julian Assange, Bradley Manning e Edward Snowden, que escancararam para o mundo a nudez do rei; da iraniana Sakineh Ashtiani, quase-vítima da intolerância medieval; do movimento estudantil em geral e dos universitários da USP em particular (pois submetidos a controle policial como nos piores tempos da ditadura militar); e do de outros humilhados e ofendidos no dia a dia brasileiro.   

Afora as lutas travadas contra as múltiplas facetas e manifestações do autoritarismo, inclusive no seio da web; e a defesa permanente dos direitos humanos, dos ideais revolucionários e da memória da resistência à ditadura de 1964/85, da qual tenho orgulho de haver participado, ao lado de alguns dos melhores cidadãos que este país já produziu.

Uma característica fundamental do Náufragoé ser um blogue de resistência, partícipe do bom combate.

Daí a existência de muitos posts dedicados a polêmicas como a que travei com Olavo de Carvalho (vide aqui), as que Elio Gaspari (vide aquiaqui e aqui) e Mino Carta (videaquiaqui e aqui) não ousaram travar, à que o juiz da Carta Capital iniciou e não concluiu (vide aquiaqui e aqui), a um sem-número de confrontos com o reacionarismo da grande imprensa (aquiaqui e aqui estão alguns exemplos), etc.

Tenho a característica pessoal de responder sempre de bate-pronto aos textos que me causam indignação, o que geralmente me permite introduzir a linha de argumentação que outros articulistas adotarão. Talvez um dos casos em que isto ficou mais evidente foi a refutação que divulguei (*) numa manhã de sábado, tão logo chegava às bancas a imunda Veja com um  panfleto de capa  difamando o heroico comandante Che.

'VEJA' MIRA GUEVARA E 

ACERTA O PRÓPRIO PÉ

Os 40 anos da morte de Ernesto Guevara Lynch de la Serna, a se completarem no próximo dia 9, dão ensejo a uma nova temporada de caça ao mito Che Guevara por parte da imprensa reacionária, começando por Veja, que acaba de produzir uma das matérias de capa mais tendenciosas de sua trajetória.

"Veja conversou com historiadores, biógrafos, antigos companheiros de Che na guerrilha e no governo cubano na tentativa de entender como o rosto de um apologista da violência, voluntarioso e autoritário, foi parar no biquíni de Gisele Bündchen, no braço de Maradona, na barriga de Mike Tyson, em pôsteres e camisetas”, afirma a revista, numa admissão involuntária de que não praticou jornalismo, mas, tão-somente, produziu uma peça de propaganda anticomunista, mais apropriada para os tempos da  guerra fria  do que para a época atual, quando já se pode olhar de forma desapaixonada e analítica para os acontecimentos dos  anos de chumbo.

Não houve, em momento algum, a intenção de se fazer justiça ao homem e dimensionar o mito. A avaliação negativa precedeu e orientou a garimpagem dos elementos comprobatórios. Tratou-se apenas de coletar, em todo o planeta, quaisquer informações, boatos, deturpações, afirmações invejosas, difamações, calúnias e frases soltas que pudessem ser utilizadas na montagem de uma furibunda catilinária contra o personagem histórico Ernesto Guevara, com o propósito assumido de se demonstrar que o mito Che Guevara seria uma farsa.

Assim, por exemplo, a Veja faz um verdadeiro contorcionismo retórico para tentar tornar crível que, ao ser preso, o comandante guerrilheiro teria dito: "Não disparem. Sou Che. Valho mais vivo do que morto". Ora, uma frase tão discrepante de tudo que se conhece sobre a personalidade de Guevara jamais poderá ser levada a sério tendo como única fonte a palavra de quem posou como seu captor, um capitão do Exército boliviano (na verdade, eram oficiais estadunidenses que comandavam a caçada).

É tão inverossímil e pouco confiável quanto a “sei quando perco” atribuída a Carlos Lamarca, também capturado com vida e abatido como um animal pelas forças repressivas.

E são simplesmente risíveis as lágrimas de crocodilo que a Veja derrama sobre o túmulo dos “49 jovens inexperientes recrutas que faziam o serviço militar obrigatório na Bolívia” e morreram perseguindo os guerrilheiros. Além de combater um inimigo que tinha esmagadora superioridade de forças e incluía combatentes de elite da maior potência militar do planeta, Guevara ainda deveria ordenar a seus comandados que fizessem uma cuidadosa triagem dos alvos, só disparando contra oficiais...

É o mesmo raciocínio tortuoso que a extrema-direita utiliza para tentar fazer crer que a morte de seus dois únicos e involuntários mártires (Mário Kozel Filho e Alberto Mendes Jr.) tenha tanto peso quanto a de quatro centenas de idealistas que arriscaram conscientemente a vida e a liberdade na resistência à tirania, confrontando a ditadura mais brutal que o Brasil conheceu.

Típica também – e não por acaso -- da retórica das viúvas da ditadura é esta afirmação da Veja sobre o legado de Guevara: 
No rastro de suas concepções de revolução pela revolução, a América Latina foi lançada em um banho de sangue e uma onda de destruição ainda não inteiramente avaliada e, pior, não totalmente assentada. O mito em torno de Che constitui-se numa muralha que impediu até agora a correta observação de alguns dos mais desastrosos eventos da história contemporânea das Américas.
Assim, a onda revolucionária que se avolumou na América Latina durante as décadas de 1960 e 1970 teria como causa “as concepções de revolução pela revolução” de Guevara e não a miséria, a degradação e o despotismo a que eram submetidos seus povos. E a responsabilidade pelos banhos de sangue com que as várias ditaduras sufocaram anseios de liberdade e justiça social caberia às vítimas, não aos carrascos.

É o que a propaganda enganosa dos sites fascistas martela dia e noite, tentando desmentir o veredicto definitivo da História sobre os Médicis e Pinochets que protagonizaram “alguns dos mais desastrosos eventos da história contemporânea das Américas”.

Não existe muralha nenhuma impedindo a correta observação desses episódios, tanto que ela já foi feita pelos historiadores mais conceituados e por braços do Estado brasileiro como as comissões de Anistia e de Mortos e Desaparecidos Políticos. Há, isto sim, a relutância dos verdugos, de seus cúmplices e de seus seguidores, em aceitarem a verdade histórica indiscutível.

E a matéria de capa da Veja não passa de mais um exercício do  jus sperniandi  a que se entregam os que têm esqueletos no armário e os que anseiam por uma recaída totalitária, com os eventos desastrosos e os banhos de sangue correspondentes.

* os mais atentos poderão notar que este artigo, de outubro de 2007, é anterior à existência do blogue. Foi postado pela primeira vez noutra página virtual minha, O Rebate. Depois, contudo, eu o incluí no Náufrago, tendo sido muito acessado também no novo endereço. Afora ser, até hoje, meu texto mais reproduzido em espaços alheios. 
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UMA “PRESSÃO” CONTRA A PRESIDÊNCIA DO TSE

11.08.2013
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

A “pressão” é quando os dois juizes voltam a analisar os embargos infringentes

O Bessinha, grande jurista, acha que o "dominio do fato" é essa jabuticabeira ...

Conversa Afiada submete ao amigo navegante relato inacreditável de uma “pressão” sobre dois juízes do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral – Carmen Lucia e Lewandowski -, exercida na semana em que o Supremo mergulha na análise dos embargos infringentes da AP 470, ou seja, aquele julgamento de exceção (por enquanto).

Os fatos aqui descritos são um retrato do ambiente poluído que se criou em torno do sistema Judiciário brasileiro.

E que, só aos poucos, começa a dissipar-se.

Veja aqui, navegante, que não se poupam, sequer, o Tribunal Superior Eleitoral e sua Presidência …

Vale tudo !  


No dia 31 de agosto de 2012, um servidor sobe até a presidência do Tribunal Superior Eleitoral para dar declarações sobre supostas irregularidades em processo de prestação de contas do Partido dos Trabalhadores (2003), então relatado pela presidenta do TSE, ministra Cármen Lúcia. 

O servidor se chama Rodrigo Aranha Lacombe, auditor da secretaria da fazenda de Tocantins que, desde outubro de 2003, foi requisitado para trabalhar no TSE, por razões irregulares até então desconhecidas.

Quando chegou à presidência, Aranha Lacombe estava muito tenso porque dentro de alguns dias teria que depor à Comissão de Sindicância interna instalada pela presidente do TSE, para apurar denúncia de ilegalidades no exame das contas partidárias do Partido Progressista (PP) e do Partido Renovados Trabalhista Brasileiro (PRTB).

Começava, assim, um pesadíssimo jogo de pressão que, felizmente, pela astúcia de dois juízes, tudo ficou gravado e documentado na cúpula da Justiça Eleitoral. 

Vazamentos seletivos e omissões intencionais suprimiram parte das declarações de Aranha.

E que foi suprimido é fundamental para compreensão desse vergonhoso episódio montado por alguém que, talvez, não queria voltar a servir em Tocantins, onde se diz que foi ameaçado de morte. 

Tudo está aqui, entre aspas e comprovado em documento oficial integralmente exposto no final deste post.


Rodrigo Aranha Lacombe inicia a sua história – na presidência do TSE – revelando seu passado nebuloso e intimidador ao contar que “no curso de suas atividades funcionais em Tocantins, teve oportunidade de denunciar as irregularidades da SUDAM, irregularidades essas relativas ao desvio de verba que propiciaram a prisão de Jader Barbalho; que também identificou, em seu trabalho, desvios de recursos públicos na secretaria da fazenda de Tocantins, o que acarretou processos contra o secretário; que a sua situação ficou bastante complicada em Tocantins; que recebeu diversas ameaças; que o pai do declarante, Cláudio Lacombe, amigo do Ministro Pertence, deu noticia a este sobre a situação do filho; que o Ministro Pertence resolveu requisitar o declarante para o Tribunal Superior Eleitoral; que isso se deu em outubro de 2003; que o declarante foi vítima de represálias diversas em Tocantins”, local onde ficou conhecido como o “Rei das Denúncias”.


Em seguida, Aranha Lacombe declara que, desde então, está lotado na Coordenaria de Exame de Contas Partidárias e Eleitorais (COEPA) e começa a sua tentativa de pressionar, digamos assim, pressionar a presidenta do Tribunal Superior Eleitoral, Ministra Carmen Lucia.

Diz o “pressionador” que “em 2010, ocorreu um problema com as contas prestadas pelo Partido dos Trabalhadores, contas essas relativas ao exercício de 2003; que a Ministra Cármen Lúcia era relatora; que a Ministra Cármen Lúcia aprovou as contas, monocraticamente, com ressalvas; que a assessora da Ministra Cármen Lúcia, cujo nome não se recorda, foi negligente, porque eram graves e de fácil comprovação as irregularidades; que existia uma certidão da secretaria judiciária dando conta da suspensão da imunidade tributária do Partido dos Trabalhadores e uma denúncia do Ministério Público Federal, em razão do mensalão (…); que o declarante examinou o processo identificando várias irregularidades; que formalizou um parecer, que isso ocorreu no final de 2010”. 

Eis o lamentável episódio, em que Lacombe constrange inutilmente a ministra Cármen Lúcia, porque segundo ele, a ministra aprovou sozinha, ou, “monocraticamente”, as contas irregulares do PT de 2003, época do mensalão.

Na sequência de seu depoimento, Aranha Lacombe faz nova “pressão”. 

Diz que durante a prestação de contas de campanha de Dilma Rousseff e Michel Temer ele teria encontrado uma falha na documentação da candidata eleita. Para Lacombe, faturas de pagamento e bilhetes aéreos não eram suficientes para comprovar o gasto, mas, somente uma nota fiscal. 

Lacombe fez carga para que Dilma e Temer não fossem diplomados presidente e vice-presidente da República com a reprovação das contas de campanha. 

A tese de Lacombe não convenceu os colegas de Carmen Lucia, uma vez que não é usual emitir notas ficais para quem compra passagens aéreas. 

Nesses casos, o comum é juntar as faturas de compra. Servidores do setor argumentam que o artigo 30 da Lei 12.304/2009 permite que o partido tenha prazo para juntar novos documentos e obtenha aprovação com ressalvas. Inconformado por não ter convencido seus colegas, Lacombe se recusou a assinar o parecer conjunto. 

Ficou isolado. 

Claro. 

A equipe técnica estava unida contra a pretensão de Aranha Lacombe conforme o próprio confessou, com as seguintes palavras: “que o declarante não admitiu a emissão de novo parecer nem tampouco com a retirada daquela parte; que o parecer foi alterado; que pediram ao declarante que o assinasse; que o declarante discordou; que outros servidores pediram ao declarante para assiná-lo”. 

Com efeito, o parecer saiu com assinatura de toda equipe, menos, obviamente, com a de Lacombe, o homem que queria impedir a diplomação de Dilma Rousseff, já eleita com 55 milhões de votos, por uma quizila formal. 


Em seguida, diz ele que “tempos depois, mais precisamente neste ano, Mary Helen contou ao declarante que isso ocorreu a pedido do Ministro Ricardo Lewandowski”. Entretanto, conforme revelou o jornal Folha de São Paulo, de 10/8/2013, na coluna painel, da jornalista Vera Magalhães: “Eu não… ouvida por uma comissão de sindicância interna, em novembro de 2012, a ex-secretária do TSE [Mary Ellen Gomide] negou ter pedido que Rodrigo Lacombe fizesse qualquer alteração no relatório. Também negou que Lewandowski tenha pedido mudanças”. 

O jornal trouxe ainda uma importante mensagem do ministro Ricardo Lewandowski, em e-mail enviado do exterior, para a sua ex-diretora que “se as contas apresentarem problemas sérios, como doações de fontes ilegais ou de lavagem de dinheiro, devemos agir com o máximo rigor possível” (painel, A4). 


Nas suas declarações, cuja íntegra seguirá abaixo, o “Rei das Denúncias” dispara contra inúmeros servidores do TSE, ex-diretores que, segundo ele, sabiam de tudo e tinham estranhos interesses em um contrato milionário com a UNISYS porque o “dinheiro estava disponível”. Lacombe também resolve disparar contra colegas que manteriam relações promíscuas com advogados do PRTB. 

Com isso, Lacombe já antecipava, na presidência do TSE, o depoimento que teria que dar, dias depois, na sindicância interna instaurada para apurar denúncia de irregularidades nas contas do PRTB e do PP.  


Ao final da sessão de “pressões”, Rodrigo Aranha Lacombe revela o real motivo de ter disparado a sua velha e conhecida metralhadora giratória: “que tem interesse em permanecer em Brasília; que espera que a sua cessão seja prorrogada; que não tem tempo para aposentar; (…) que essas coisas só param na mão do declarante”; E para intimidar, usa a imprensa como trunfo final: “que foi procurado por três órgãos de imprensa, mais precisamente, jornalistas da Revista Época, da Folha de São Paulo e da Globo News”.


A “pressão” não funcionou porque a ministra Cármen Lúcia agiu dentro da legalidade no caso do PT (2003) e, no mais Lacombe foi desmentido. 

A presidente do TSE não renovou o pedido de requisição para continuar a trabalhar em Brasília, e, não, em Tocantins, pela décima vez, porque seria absurdamente ilegal. 

É que Rodrigo Aranha Lacombe não veio para Brasília por interesse público como manda a lei de regência, mas, sim, por interesse privado, por uma troca de favor entre o ministro Sepúlveda Pertence e um velho amigo preocupado com o filho, que passou a vida metido em confusões. 

Lacombe nunca prestou concurso para a Justiça Eleitoral, mas conseguiu ter a sua requisição renovada de 2003 até 2012, por nove longos anos, sem nenhum interesse público em questão e, portanto, de forma irregular. 

Lacombe executou o seu plano de “pressão” ao vazar parecer apócrifo para o jornal Folha de São Paulo, contrariando decisão da ministra Cármen Lúcia na prestação de contas do PT, em 2003. 

Depois, em outro tema, vazou para a revista Veja, aqui chamada de detrito de maré baixa, como se prova, aqui, que soube de uma servidora que o ministro Ricardo Lewandowski teria dado ordem para aprovar contas de campanha de Dilma. Um disse-me-disse que foi desmentido pelo até (!) pelo Painel da da Folha de São Paulo. 

O homem-bomba já seguiu para Tocantins, onde deve encontrar velhos amigos. 

Inacreditável? 

O fac-símile do documento produzido na cúpula da Justiça Eleitoral comprova cada linha desse triste episódio. 

A reputação de Carmen Lucia e Lewandowski segue incólume nesta semana decisiva de julgamento dos embargos infringentes do mensalão ( o do PT).


Desta vez, sem a insigne presença daquele que um Senador da República chama, da tribuna do Senado, de prevaricador .

Clique aqui para ler Mauricio Dias: o Ataulfo não colocará as algemas no Dirceu.

Segue o documento supra-citado, este TSELeaks, na integra, já que o detrito de maré baixa o expurgou de forma “interessada”:

Paulo Henrique Amorim
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