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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

CORRUPTORES, PUNIÇÃO JÁ!

05.08.2013
Do blog  O CAFEZINHO, 02.08.13
Por Cafezinho com Wanderley Guilherme


Em seu artigo da semana, o professor Wanderley Guilherme dos Santos enfatiza que o problema essencial da corrupção está nos corruptores.
Mudança de regras – quais?
Por Wanderley Guilherme dos Santos, cientista político.
Os programas da bolsa-família, luz para todos e de apoio à agricultura familiar, entre outros, não exigiram modificações prévias na legislação eleitoral ou partidária. O mesmo se diga do “minha casa, minha vida” e de todos os demais implantados nos últimos dez anos. O substancial aumento do salário mínimo também ocorreu à distância das regras de formação de partidos e das cláusulas do código eleitoral. Não são estes os obstáculos reais à melhoria nos serviços públicos.
Tal como se propala mundo a fora, o mal estar de grandes segmentos da sociedade decorre da convicção de que as autoridades contratadas, via eleições, para administrar os recursos das comunidades, não estão oferecendo serviços à altura do acordado. Pior, estariam se apropriando ilegalmente de parte desses recursos públicos. Daí a suposição de que exista um conjunto de normas partidárias e eleitorais capaz de propiciar uma limpeza em regra nos costumes. Embora tal conjunto, se acaso existisse, não garanta tipo ou qualidade das políticas públicas que venham a instituir, alguns imaginam que pelo menos os recursos públicos não seriam mal administrados ou seqüestrados de forma pecaminosa.
Não conheço e sou cético quanto à existência de tão eficientes regras partidárias e eleitorais. Em todo caso, elas não se aplicariam ao outro lado das transações espúrias, isto é, aos corruptores. Talvez no futuro, mas não agora, as sociedades disponham de filtros aptos a só deixarem vir ao mundo cidadãos virtuosos. Nesse quesito, e por enquanto, é forçoso reconhecer que o Brasil hospeda sensacional taxa de corruptores, alguns operando por meios persuasivos, outros por assédios agressivos. Do jovem motoqueiro insinuando uma gorjeta ao policial que o multa por excesso de velocidade ao indignado cidadão que esbraveja contra as instituições políticas, mas, enquanto feliz proprietário de um estabelecimento comercial, oferece modesta propina para que o fiscal ignore as insatisfatórias condições de segurança de incêndio de seu negócio – são raríssimas as exceções à cultura prevalecente no Brasil, segundo a qual é quase sempre possível esconder uma ilegalidade promovendo outra. E não há talvez brasileiro que nunca tenha sido objeto de ameaçadora pressão corruptora por parte dos profissionais liberais – médicos, advogados, dentistas, analistas, etc. – a cujos serviços recorre com freqüência, deixando de cobrar-lhes recibos e tornando-se cúmplice de crimes fiscais. Pois, neste caso, são os corruptores e corruptos que se consideram iguais na demanda por ética na política, e até justificam a violência niilista de alguns grupos em passeatas intimidantes pelas ruas do Rio de Janeiro, São Paulo e outras cidades.
Se o conteúdo material das políticas de governo praticamente nada deve às regras eleitorais e partidárias, e se a taxa de corrupção na arena pública depende, em primeiro lugar, da taxa de corruptores privados, há motivo para duvidar de que a enorme balbúrdia em que se encontra a vida social e política do país, no momento, venha a resultar em ganhos civilizatórios universalmente aceitos. Enquanto isso, o mundo da matéria, da economia e da sobrevivência marcha inexoravelmente, ainda quando as bússolas dos passageiros se encontrem em adiantado estado de desorientação. O cotidiano nacional se alimenta de opiniões volúveis e de ideologias desesperançadas. Mas em breve se há de fazer um levantamento de estoque e o registro dos restos a pagar.

Vannuchi critica 'cinismo' da mídia na cobertura da corrupção no metrô

05.08.2013
Do portal da REDE BRASIL ATUAL
Por Redação RBA   

Para analista, grandes jornais buscam o tempo todo desqualificar denúncias que atingem governos do PSDB
MARCELO CAMARGO/ABR
Edson Aparecido
O secretário-chefe da Casa Civil de São Paulo, Edson Aparecido, negou que o governo tenha conhecimento sobre suposto cartel em licitações
São Paulo – O cientista político Paulo Vannuchi criticou hoje (5), em sua análise diária para a Rádio Brasil Atual, o "cinismo" dos grandes meios de comunicação quando tratam de denúncias envolvendo governos do PSDB - como no caso dos esquemas de corrupção envolvendo o metrô e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
Segundo ele, é preciso que se acabe com a ideia de “transformar a corrupção numa arma de luta partidária, em que a mídia se associa aos tucanos para atacar seus adversários como corruptos.”
Vannuchi ressaltou o fato de a mídia tradicional questionar mais o vazamento das informações contra o governo de São Paulo do que a do o mérito das denúncias.
“A mídia começou um contra-ataque, procurando por quem teria vazado informações. Quando é denuncia de corrupção do PT, não é levantada a preocupação com a ilegalidade de vazamentos. Mas quando as denúncias são em relação a governos tucanos, o conteúdo da corrupção fica em segundo plano.”
Vannuchi falou também da importância da reforma política no combate à corrupção. “É necessária uma real democratização dos meios de comunicação e, junto com isso, políticas de combate à corrupção para valer. Só o financiamento público de campanha garante isso.”

Esquema

De acordo com reportagem veiculada na revista IstoÉ há duas semanas, um cartel formado pelas empresas Alstom, Bombardier, CAF, Siemens, TTrans e Mitsui manteve um esquema de desvios de recursos públicos e pagamento de propina a políticos tucanos e membros do alto escalão dos governos do PSDB em São Paulo, em troca de favorecimentos nas licitações de obras do Metrô e da CPTM.
A informação surgiu a partir de acordo assinado pela Siemens com o Cade, pelo qual a multinacional alemã pode se beneficiar de imunidade civil e criminal relativa a sua participação no cartel. O esquema, segundo a denúncia, começou no governo Mário Covas e continuou nas gestões de José Serra e Geraldo Alckmin, todos do PSDB.
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Morre morador de rua queimado no DF

05.08.2013
Do portal da Agência Brasil, 04.08.13
Por Alex Rodrigues
Brasília – Morreu na noite de sexta-feira (2) o morador de rua Edivan da Lima Silva, 48 anos, que teve o corpo queimado na última quinta-feira (1), enquanto dormia em uma rua do Guará (DF). A informação foi fornecida na manhã de hoje (4) pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal e confirmada por funcionários do Hospital Regional da Asa Norte (Hran).
De acordo com a assessoria da Secretaria de Saúde, o informe divulgado ontem pela manhã, notificando que Silva continuava internado em estado grave, respirando com a ajuda de aparelhos após sofrer uma parada cardiorrespiratória, foi fruto de um desencontro de informações. Com base nas informações fornecidas pela secretaria, a Agência Brasil chegou a divulgar, às 11h40 de sábado (3), que o quadro de Silva era estável, quando, na verdade, ele já estava morto.
O corpo de Silva está no Instituto Médico-Legal (IML), à disposição da Polícia Civil.
De acordo com testemunhas, o morador de rua foi atacado enquanto dormia no Guará, cidade do Distrito Federal (DF) situada a cerca de 10 quilômetros de Brasília. Os relatos prestados indicam que três pessoas encapuzadas atearam fogo na vítima.
Silva foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e pela Polícia Militar (PM). A Polícia Civil informou que havia quatro moradores de rua dormindo no local no momento do crime. Silva teve queimaduras de terceiro grau em 27% do corpo, inclusive na região da cabeça. O caso está sendo investigado pela 4ª Delegacia de Polícia, no Guará.
Edição: José Romildo
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CARTA MAIOR; 'Existem brasileiros que nunca tiveram acesso a um médico'

05.08.2013
Por José Coutinho Júnior - Página do MST, 04.08.13

A opinião é de Augusto César, militante do MST e formado em medicina em Cuba. Para ele, a resistência à vinda de profissionais estrangeiros e a outras propostas do governo são meios encontrados pela classe médica para manter uma reserva de mercado nas áreas mais carentes de atendimento.

"Somos ricos, somos cultos. Fora os imbecis corruptos”. Com este grito, diversos médicos protestavam em frente ao ministério da saúde nesta terça-feira (30/07). A razão dos protestos é, principalmente, a oposição dos médicos brasileiros às propostas do governo em relação à saúde.

O programa Mais Médicos, lançado pelo governo federal com o intuito de aumentar o número de profissionais da saúde em áreas carentes causou polêmica ao propor a vinda de médicos estrangeiros para trabalhar noBrasil.

O processo de cadastramento do programa foi conturbado. Dados mais recentes apontaram que 3.891 médicos formados no Brasil com registro válido se cadastraram; no entanto, 1.631 destes médicos já desistiram do programa, e segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, 90% de todos os cadastros tinham registros inválidos, com sequências numéricas como 000 ou 111. A denúncia de boicote ao programa foi encaminhada à Polícia Federal, que investiga o caso.

A proposta de que médicos que cursam universidades públicas deveriam servir dois anos no Sistema Único de Saúde (SUS) para concluir o curso também foi fortemente atacada, o que fez com que o governo retrocedesse.

Para Augusto César, militante do MST e formado em medicina em Cuba, essa resistência aos programas do governo são meios encontrados pela classe médica para manter uma reserva de mercado nas áreas mais carentes de atendimento.

“A classe médica brasileira teme perder privilégios de reserva de mercado que eles exercem. Por faltar médicos, eles podem sugar das prefeituras preços salariais altíssimos. Por isso a oposição às medidas do governo”.

Falta de médicos

Andreia Campigotto, médica formada em Cuba e também militante do MST acredita que a proposta de trazer médicos estrangeiros é positiva.

“É uma maneira de acabar com essa injustiça social no país, que é a falta do acesso à saúde. Para fortalecer o SUS, precisamos resolver problemas de gestão e financiamento, mas também fortalecer os recursos humanos, com profissionais comprometidos com o sistema de saúde e que trabalhem para consolidá-lo”. 

De acordo com uma pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), o número de médicos no Brasil aumentou de 59 mil para 400 mil (aumento de 557%) nos últimos 40 anos. O país chegou a dois profissionais para cada 1.000 habitantes. No entanto, a distribuição é desigual. Enquanto a região Sudeste tem 2,7 médicos para cada mil habitantes, a região nordeste tem a metade desse número.

“Existem brasileiros que nunca tiveram acesso a um médico. E quando tem, só pagando. A vinda dos médicos é uma medida pontual, que deve ser acompanhada de outras iniciativas. No entanto, emergencialmente é a melhor maneira para resolver a falta de médicos, principalmente no interior e nas periferias das grandes cidades, onde poucos abrem mão do seu salário alto para ir”, diz Augusto.

Investimentos

Uma das principais reivindicações dos protestos ocorridos no Brasil é a melhoria da saúde pública, com a destinação de 10% dos recursos do Produto Interno Bruto (PIB) para o setor. O SUS, apesar de gratuito, apresenta deficiências e ainda está longe de atender às necessidades dos brasileiros. 

Um dos gargalos é o subfinanciamento do SUS. Apenas 4% do PIB é investido na saúde pública, que atende 68% dos brasileiros, de acordo com pesquisa do Ibope. Países como Cuba, Noruega e Canadá investem pelo menos 10% do PIB em saúde pública.

Esse baixo investimento tem graves consequências para a saúde no país. “Os baixos investimentos, ao longo de mais de 50 anos, repercutem no sucateamento de toda a saúde, desde a formação dos médicos até a manutenção de equipes básicas, postos de saúde e de políticas que possam gerar e promover saúde no nosso país”.

Estrutura precária

Para as entidades de classe dos médicos, como o Conselho Federal de Medicina (CFM), as medidas planejadas pelo governo não resolvem o problema da saúde porque o principal gargalo se encontra nas estruturas precarizadas dos hospitais e nas condições de trabalho dos profissionais da saúde. Dados do conselho apontam que a maioria dos hospitais do país possui em média 50 leitos, quando o ideal seria entre 150 e 200.

Augusto acredita que existe uma meia verdade no discurso do CFM. “Construir hospitais não resolve o problema da saúde. Se isso não está casado com uma estratégia maior, não vai resolver. O que nós necessitamos urgentemente são investimentos na atenção básica de saúde, que vai desde os postos de saúde às unidades básicas, que são a porta de entrada capaz de curar mais de 80% dos usuários da saúde”, defende.

Apesar da estrutura precária ser um problema crônico da saúde brasileira, a falta e má distribuição de médicos é uma questão urgente e igualmente grave. “Melhorar a infraestrutura e condições de trabalho é fundamental, mas isso não é um impedimento para o nosso trabalho. No Nordeste, estamos num grupo de residência e medicina da família que atende 4000 pessoas. Vivemos na pele a carência de infraestrutura, mas continuamos a realizar um trabalho humanizado, tratando o paciente com atenção, amor e respeito. Conseguimos resolver de 80% dos problemas da área em que atendemos”, afirma Andreia.

“O debate sobre a vinda de médicos estrangeiros é importante para mostrar à população brasileira que o foco não está somente na falta de estrutura. A falta de médicos - comprometidos em sair das grandes cidades e ir para o interior, para municípios que nunca tiveram acesso à saúde por falta de profissionais dispostos - é um problema mais grave do que a falta de estrutura”, acredita Augusto.


Fotos: EBC 
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PF abre inquéritos para investigar propinão tucano no metrô de São Paulo

05.08.2013
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE, 03.08.13

Imagem da manifestação ontem em São Paulo
A Polícia Federal abriu dois inquéritos para investigar a formação de cartel em licitações do metrô e de trens metropolitanos nos governos de Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra, todos do PSDB. O primeiro inquérito já foi relatado e está no Ministério Público. O segundo foi aberto há cerca de um mês, quando o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) fez busca e apreensão de documentos nas empresas investigadas.

"Foram abertos inquéritos, a partir desses fatos, para apurar a ocorrência de eventuais crimes", disse o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, à reportagem do  jornal Estadão. "A Polícia Federal acompanhou a busca e apreensão."

Cardozo definiu como "lamentável e descabido" o comportamento do governo de São Paulo, que acusou o Cade de atuar como "polícia política" do PT. Subordinado ao Ministério da Justiça, o Cade apura um conluio entre empresas nacionais e estrangeiras para licitações de obras do metrô de São Paulo e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

"É chegada a hora de os agentes públicos perceberem que é descabido aplaudirem uma investigação quando os investigados são seus adversários e acusarem o Cade de perseguição política quando quem eles são seus parceiros", reagiu Cardozo. "É lamentável que se tente politizar uma investigação séria, feita por um órgão isento, reconhecido internacionalmente por sua qualidade técnica."

Foi a empresa alemã Siemens quem revelou ao Cade a conivência de agentes do Estado para a formação de um cartel para a compra de equipamento ferroviário, construção e manutenção de linhas de trens e metrô em São Paulo e no Distrito Federal, conforme reportagem do jornal Folha de S. Paulo.

Documentos obtidos pelo Estado mostraram que o superfaturamento das obras provocou prejuízo de R$ 577,5 milhões aos cofres públicos, em São Paulo e no Distrito Federal. A suspeita é de que agentes públicos tenham recebido propina das empresas para fazer vista grossa ao cartel, que teria agido de 1998 a 2008, durante os governos de Covas, Alckmin e Serra, em São Paulo.
No Distrito Federal, a suspeita atinge o governo de José Roberto Arruda, que teve o mandato cassado em 2010.

Cardozo disse que, se for comprava a lesão aos cofres públicos "todos os envolvidos terão de responder nos termos da lei" e previu a possibilidade de sanções pesadas. "O Estado brasileiro não pode ficar complacente com a situações ilícitas", insistiu.As informações são do jornal O Estado de SP Siga o Facebook do nosso blog aqui 
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Marina Silva frustra Merval Pereira

05.08.2013
Do BLOG DO MIRO, 04.08.13

Por Altamiro Borges

Em sua coluna deste sábado (3) no jornal O Globo, o “imortal” Merval Pereira mudou de opinião sobre a Rede, o partido de Marina Silva que ainda busca a legalização. Em outros textos, ele havia festejado a criação da nova sigla – nem tanto por afinidades com a ex-verde e mais por vislumbrar a possibilidade da sua candidatura forçar o segundo turno nas eleições presidenciais de 2014. Agora, porém, ele se mostra mais cauteloso. O motivo aparente da guinada foi a descoberta de que um dos dirigentes da legenda, Pedro Piccolo Contesini, participou da depredação à sede do Itamaraty em 20 de junho e não foi sumariamente expulso. O título do artigo é emblemático: “Sem firmeza”.


Para ele, a Rede era uma “incógnita atraente”, mas se mostra uma aposta arriscada. “A ex-senadora Marina Silva, que procura se colocar mais uma vez como presidenciável na eleição de 2014, tem dificuldades para se firmar como alternativa aos governos petistas, já que saiu desse meio e nunca rompeu com os antigos companheiros de maneira explícita. Talvez por esperar receber os votos dos petistas desiludidos... Um dos desafios que enfrenta neste momento é ser a preferida das massas rebeladas nas ruas, mas não se misturar aos vândalos que se infiltram nas manifestações para depredar prédios públicos e símbolos do capitalismo que pretendem destruir, como bancos e lojas”.

Marinista atacou o Itamaraty

Defensor apaixonado do capitalismo, Merval Pereira ficou indignado com a vacilação de Marina Silva. “Eis que ninguém menos que um membro da Executiva Nacional provisória da Rede de Sustentabilidade, o partido que Marina tenta colocar de pé, é flagrado com uma barra de ferro nas mãos nos atos de depredação do prédio do Itamaraty em Brasília, em junho. E o que usava como máscara para cobrir o rosto era uma camiseta da Rede”. Diante deste fato, o colunista global esperava uma postura dura da nova sigla, mas “o nascente partido de Marina Silva agiu como se já estivesse perfeitamente integrado à arcaica estrutura partidária brasileira”.

Pedro Piccolo Contesini até confessou na sua página no Facebook que participou da tentativa de invasão do Itamaraty: “Vi uma barra de ferro no chão e a agarrei, inicialmente com a intenção de me defender, caso as coisas piorassem por ali. Depois, com as emoções à flor da pele, a pressionei algumas vezes contra diferentes pontos de uma estrutura também de ferro do próprio prédio e em seguida a joguei. Não quebrei nada”. A justificativa, porém, não convenceu o colunista global. Para ele, a Rede deveria ter expulsado o dirigente partidário, mas “soltou uma nota condenando a violência e, mais adiante, aceitou o pedido de desligamento do membro de sua Executiva Nacional”.

Os furos da Rede

Diante do fato, Merval Pereira explícita o seu desencanto. “A atitude dúbia do partido de Marina, querendo ficar bem com todo mundo, pode lhe custar o descrédito dos que estão nas ruas protestando e rejeitam a baderna como método de ação política”. A decepção do colunista das Organizações Globo confirma que não dá para agradar gregos e troianos – ou “sérvios e croatas”. Marina Silva já afirmou várias vezes que seu partido “não é de esquerda nem de direita”, tentando fisgar novos filiados para a sua Rede. Mas não é tão fácil assim. Segundo recente levantamento da Justiça Eleitoral, mais da metade das 830 mil assinaturas coletadas para legalização do novo partido foi rejeitada.

Os casos mais graves de rejeição ocorreram na região metropolitana de São Paulo – o principal foco dos recentes protestos de rua. “Em Mauá, por exemplo, o índice chega a 74%. Em São Bernardo do Campo, a rejeição de assinaturas é de 57%. Em Santo André, é de 47%. Até mesmo assinaturas de fundadores do partido foram recusadas. A Rede Sustentabilidade já coletou 830 mil assinaturas em todo o país. Desse total, 553 mil foram enviadas aos cartórios eleitorais, 120 mil somente no estado de São Paulo”, revela o jornalista Leonel Rocha, da revista Época.

Palanques estaduais fracos

Além deste obstáculo – que pode até inviabilizar o registro do partido –, a Rede esbarra em outras dificuldades. O atraso na criação da sigla dificulta as alianças em apoio à ex-senadora nos principais colégios eleitorais do país e também resulta na baixa adesão de parlamentares de outros partidos, o que reduz o tempo de propaganda na rádio e tevê. Segundo matéria de Ranier Bragonde, da Folha, “a pouco mais de dois meses do prazo final para se credenciar à disputa de 2014, coordenadores da Rede Sustentabilidade afirmam que, mesmo que consigam registrar a tempo o novo partido, não haverá palanques relevantes nos Estados para sustentar a candidatura de Marina Silva”.

Terceira colocada nas eleições de 2010, com 19,3% dos votos válidos, a ex-senadora está sem legenda desde 2011, quando rompeu com o PV. Desde então seu grupo articula a montagem da Rede, que necessita de 492 assinaturas de apoio para ser legalizado. “Para que Marina se candidate, é necessário que seu novo partido passe por todo o processo burocrático de aprovação na Justiça Eleitoral até o início de outubro deste ano. Em resumo, os aliados da ex-senadora argumentam que o processo de criação da legenda inviabilizou a articulação de chapas relevantes de candidatos a governador, senador e deputados, discussão já a todo vapor entre os partidos estabelecidos”.

Pouco tempo de tevê

Conforme reconhece o deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ), coordenador da última campanha de Marina Silva, a falta de palanques fortes nos estados “foi um problema em 2010 e pode ser maior em 2014”. O deputado maranhense Domingos Dutra, que ameaçava sair do PT, também está preocupado. “Como diz o ditado, ou toca o sino ou acompanha a procissão. Priorizamos o recolhimento de assinaturas, infelizmente não vamos ter chapas fortes nos Estados”. A fragilidade nos estados acabou afastando os poucos políticos que ensaiavam ingressar na sigla, o que terá reflexos no tempo da propaganda eleitoral “gratuita” de rádio e televisão – calculado com base no número de deputados federais.

Segundo a Folha, “como a filiação de deputados federais à Rede deve ser menor do que a dos seis previstos há alguns meses, Marina teria pouco mais de 1 minuto em cada bloco de 25 minutos, menos do que o já pequeno espaço que teve em 2010 (1min23s)... Aliados de Marina esperam que a insatisfação das ruas favoreça a ex-senadora. Segundo o Datafolha, a ex-senadora subiu de 16% para 23% das intenções de voto após os protestos”. A decepção expressa no jornal O Globo pelo “imortal” Merval Pereira evidencia, porém, que não dá para apostar todas as fichas nas recentes mobilizações juvenis. Há muitas contradições e muitos interesses em jogo neste processo.

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COM LULA, DESIGUALDADE CAI EM 80% DO BRASIL. CHORA, FHC !

05.08.2013
Do blog CONVERSA AFIADA, 04.08.13
Por Paulo Henrique Amorim

Emprego com carteira assinada, Bolsa Família … o FHC corta os pulsos.
Saiu no Estadão, em comatoso estado. (Como a Veja, cuja batata assa também.)

Em estado tão comatoso, que o Estadão não ousa identificar quem governou o Brasil quando os pobres melhoraram, nem quando os pobres pioraram.

Não é à toa que está desse jeito …

DESIGUALDADE DE RENDA CAI EM 80% DOS MUNICÍPIOS DO BRASIL EM UMA DÉCADA


Entre 2000 e 2010 (Lula – PHA), rendimento dos 20% mais pobres cresceu mais rapidamente do que o dos 10% mais ricos em quatro de cada cinco cidades do País; nos dez anos anteriores (FHC – PHA), a desigualdade medida pelo índice de Gini havia crescido em 58% das cidades

José Roberto de Toledo e Amanda Rossi – O Estado de S. Paulo

(…)

De 2000 a 2010, o rendimento domiciliar per capita cresceu 63% acima da inflação, na média dos 5.565 municípios. Foi um enriquecimento mais intenso do que nos dez anos anteriores, quando o ganho havia sido de 51%.

Isso é importante porque uma forma perversa de reduzir a desigualdade é via empobrecimento geral. Se os ricos perdem mais do que os pobres, a desigualdade também cai. Foi o que aconteceu em grande parte do Brasil nos anos 1980, por causa da recessão.

Nos dez anos seguintes, o alto desemprego comprometeu o salário dos trabalhadores e a renda voltou a se concentrar no topo da pirâmide. O índice de Gini do País cresceu, e a desigualdade aumentou em 58% dos municípios brasileiros.

É o oposto do que aconteceu em 80% dos municípios do Brasil na década passada. Nos anos 2000, houve redistribuição da renda simultânea ao crescimento. O bolo aumentou para todos, mas a fatia dos pobres cresceu mais, em comparação à dos ricos.

Em quase todo lugar, os ricos não ficaram mais pobres. Ao contrário. Mesmo descontando-se a inflação, o rendimento médio dos 10% mais ricos de cada município cresceu 60%, na média de todos os municípios ao longo da década passada.

A desigualdade caiu porque a renda dos 20% mais pobres de cada município cresceu quase quatro vezes mais rápido do que a dos 10% mais ricos: 217%, na média. A distância que separava o topo da base da pirâmide caiu quase um terço. Ainda é absurdamente grande, mas o movimento está no sentido correto na imensa maioria dos municípios: o da diminuição.

Em 2000, a renda dos 20% mais pobres de cada um dos municípios era, na média, de R$ 58 por pessoa. Os 10% mais ricos ganhavam, também na média municipal, R$ 1.484. A diferença era, portanto, de 26 vezes. Em 2010, a renda dos 20% de baixo chegou a R$ 103, enquanto a dos 10% de cima ia a R$ 1.894. Ou seja, os mais ricos ganham, em média, 18 vezes mais.

(…)

O aumento da renda obtida no trabalho é o protagonista da queda da desigualdade nos municípios entre 2000 e 2010. Ele é responsável por 58% da redução, segundo o presidente do Ipea, Marcelo Neri. Outros 13% podem ser atribuídos ao Bolsa Família. Os números foram calculados em pesquisa da instituição.

Em outras palavras, o Bolsa Família leva o “Oscar de coadjuvante”, brinca o pesquisador. Mas é um coadjuvante de peso. Sem as políticas de transferência de renda, “a desigualdade teria caído 36% menos”, afirma o estudo. No figurino do protagonista, estão aumentos reais do salário mínimo e formalização do emprego.
/ COLABOROU DIEGO RABATONE OLIVEIRA

Navalha
Chora, FHC, chora !
Não deixe de ler sobre a surra que o Lula dá no FHC no último estudo do PNUD/IPEA.
aqui para ler a entrevista do Marcelo Neri sobre a supra-citada surra.

Paulo Henrique Amorim

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CORRUPÇÃO TUCANA: As provas do escândalo do propinão tucano deve comprovar propina do Metrô no exterior

05.08.2013
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 03.08.13


MP receberá documentos que deverão detalhar movimentações de beneficiários do esquema montado para desviar recursos do Metrô e trens de SP. Há indícios de uso de paraísos fiscais e fundações em Liechtenstein para ocultar rastros da propina


O Ministério Público espera a chegada de uma nova leva de documentos da Suíça para avançar nas investigações de superfaturamento e outras irregularidades cometidas por autoridades e servidores públicos no esquema montado por empresas da área de transporte sobre trilhos durante os sucessivos governos do PSDB em São Paulo. Havia mais de três anos que o MP paulista tentava obter esses documentos. Para conseguir a autorização para receber a papelada, foram necessários um pedido da Justiça Estadual, outro do governo federal, por meio do Ministério da Justiça, e do aval das autoridades suíças.


Na última semana, a empresa alemã Siemens forneceu às autoridades brasileiras papéis em que afirma que o governo de São Paulo teve conhecimento e deu sinal verde para a formação do cartel para licitações de obras do Metrô e dos trens metropolitanos. De acordo com a multinacional, o governo avalizou o conluio entre as empresas para a partilha da Linha 5 do Metrô. As provas da negociação seriam os diários apresentados pela Siemens, uma das empresas participantes do cartel, ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). 

A Siemens também confirmou, conforme antecipou ISTOÉ, que os acertos começaram em 2000, durante o governo de Mário Covas, e que acordos permitiram ampliar em 30% o preço pago por licitações para manutenção de trens da CPTM.

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As investigações tendem a avançar ainda mais nos próximos dias. No material aguardado pelos promotores encontram-se documentos sigilosos relativos ao conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) Robson Marinho, ex-chefe da Casa Civil do governo Covas. O MP espera ter mais elementos sobre suas movimentações financeiras no país europeu e os rastros que comprovam os caminhos percorridos pelo dinheiro detido na Suíça – que soma mais de US$ 1 milhão e foi congelado a pedido das autoridades do Brasil e da Suíça. Marinho já é alvo de denúncia judicial do MP paulista. Munido de um primeiro lote de documentos enviados pela Suíça, o Ministério Público não tem dúvidas de que os valores movimentados por Robson Marinho são fruto de propina paga pela Alstom. Segundo o MP, ele recebia o dinheiro ilegal em uma conta facilmente identificada antes de transferi-lo a uma empresa de fachada. Os documentos que chegarão nos próximos dias às mãos do MP poderão comprovar e reforçar essa versão.

Outro fato que o Ministério Público tentará esclarecer por meio dos novos documentos vindos da Suíça é se a Alstom usou, além de empresas em paraísos fiscais, fundações em Liechtenstein para ocultar os rastros da propina paga a servidores, autoridades e políticos do PSDB paulista. Essa prática já foi identificada em subornos a autoridades de outras nações pelo mundo. Segundo especialistas em crime financeiro, ela consiste, num primeiro momento, em abrir no Principado de Liechtenstein, localizado no centro da Europa, encravado nos Alpes, entre a Áustria e a Suíça, uma fundação filantrópica ou de sucessão familiar. Depois, na condição de procurador da fundação, o responsável pela lavagem do dinheiro cria uma conta na Suíça para receber doações de consultorias de fachada e repassar as quantias aos destinatários da propina.
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A documentação prestes a desembarcar no País envolve transações financeiras e depoimentos prestados por executivos da companhia francesa Alstom, flagrada ao usar a Suíça para movimentar valores e efetuar pagamentos de propina a políticos, servidores e lobistas de diferentes regiões do mundo para ganhar licitações, como as concorrências das linhas de trem e metrô no Estado de São Paulo. Além de ajudar nas investigações em andamento, as informações vindas da Suíça ganham mais peso no momento em que a multinacional alemã Siemens – em troca de imunidade civil e criminal para si e seus executivos – denuncia ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e ao Ministério Público como ela e outras gigantes do setor, como também a Alstom, formaram uma máfia para vencer, com preços superfaturados, certames para manutenção, aquisição de trens, construção de linhas férreas e metrôs durante os governos tucanos em São Paulo. Para isso, contavam com a anuência de servidores e políticos do PSDB paulista, há quase duas décadas no poder. 

Também na última semana, as denúncias sobre a formação de cartel para vencer licitações na área de transportes sobre trilhos no Brasil fizeram uma nova vítima no alto escalão da Siemens. O executivo Peter Löscher, que assumiu a presidência mundial da empresa há seis anos para moralizá-la, foi demitido na quarta-feira 31. De acordo com o jornal alemão “Deutsche Welle”, a queda dele, oficialmente creditada aos resultados fracos da empresa, tem como pano de fundo as denúncias no Brasil. Segundo revelou ISTOÉ, apenas em 16 contratos relativos a seis projetos, o cartel que operava nos trilhos paulistas deixou um prejuízo de RS 425,1 milhões ao erário. Para vencer licitações em São Paulo, multinacionais integrantes do esquema teriam pago propinas entre 5% e 7,5% do valor total dos contratos. 

As revelações publicadas por ISTOÉ levaram o governador Geraldo Alckmin (PSDB) a sair da inércia. Na terça-feira, segundo fontes próximas a ele, Alckmin reuniu-se com dirigentes do Metrô e da CPTM. No encontro, exigiu que eles dessem respostas públicas sobre irregularidades nas licitações. Na quinta-feira 1º, a pedido de Alckmin, funcionários citados nas denúncias de ISTOÉ foram chamados para dar explicações na Corregedoria-Geral do governo de São Paulo. Na segunda-feira 5, dirigentes das duas estatais também devem prestar esclarecimentos aos promotores.Fonte: IstoÉ
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