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quarta-feira, 24 de julho de 2013

Aumenta a preocupação com o frio no Centro-Sul

24.07.2013
Do portal do MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO, CLIPPING
Por Valor Econômico
O frio chegou com força ao Paraná na madrugada de ontem e ampliou a preocupação em relação a possíveis danos que a queda das temperaturas poderá causar à produção agrícola do Estado. Os relatos de prejuízos ainda foram esparsos, mas a situação tende a piorar.
"Na maior parte do Estado, predominaram as baixas temperaturas e a elevada umidade, com céu nublado, o que diminuiu o risco de geadas. Na madrugada desta quarta-feira, porém, o frio virá mais forte e o céu estará aberto", disse Celso Oliveira, da Somar Meteorologia.
Os mapas da empresa indicavam ontem risco de geadas em todo o Paraná na madrugada de hoje, com temperaturas entre -1ºC e 1ºC, um risco para as lavouras de café e trigo do Estado. Também havia a possibilidade de geadas no sul de Mato Grosso do Sul, em áreas de cana e milho tardio. Em São Paulo, a preocupação era com as plantações de laranja, cana-de-açúcar e café no sul do Estado.
Na madrugada de ontem, as mínimas no oeste do Paraná foram de -1ºC em Cascavel e de 0,2ºC em Toledo. Nas regiões mais altas ao sul do Estado, em municípios como Guarapuava e Palmas, houve formação de neve e geada, segundo Ângela Beatriz Costa, meteorologista do Instituto Tecnológico Simepar, ligado ao Instituto Agronômico do Paraná (Iapar).
Conforme ela, os produtores foram aconselhados a amontoar terra nos troncos dos cafeeiros com idade entre seis meses e dois anos, que são mais sensíveis, para protegê-los do frio. Também foi recomendado que as mudas fossem enterradas.
Segundo Francisco Leonardi, engenheiro agrônomo da cooperativa Cocamar, com sede em Maringá (PR), não havia ontem relatos de perdas entre os associados da região de Rolândia, no norte paranaense, importante polo de café no Estado. "A mínima foi de 3,5ºC na madrugada, mas o tempo ficou nublado e chuviscou, o que dificulta a formação de geadas".
Ele afirmou que nem todos os produtores ligados à Cocamar conseguiram fazer a proteção dos cafezais, em parte pela falta de mão de obra.
Também há grande  preocupação no Paraná com o trigo, que está mais exposto que o café porque não há meios de proteger as lavouras, já em fase de emissão de espiga.
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LEBLON: GASTO COM JUROS SUPERA O CUSTO DO “MAIS MÉDICOS”

24.07.2013
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

“País gasta com juros 13 vezes o custo do programa”

Conversa Afiada republica artigo do Saul Leblon, da Carta Maior:

PAÍS GASTA COM JUROS 13 VEZES O CUSTO DO PROGRAMA ‘MAIS MÉDICOS’


Em tese, a política fiscal seria o espaço da solidariedade no capitalismo.

Caberia a ela transferir recursos dos mais ricos para os fundos públicos, destinados a contemplar os mais pobres e o bem comum.

A sonegação praticada pela Globo (R$ 615 milhões) e aquela que teria sido cometida pelo presidente do STF, (Joaquim Barbosa, noticia-se, teria adquirido apartamento de R$ 1 milhão, declarando gasto de R$ 10 reais), são pequenas ilustrações da afronta a esse princípio, facilitadas, no caso, pelo acesso (legal?) a operações em paraísos fiscais

Palavras como ética, transparência, republicanismo, justiça, interesse público soam constrangedoras quando a contraface do emissor é a sonegação.

Sem carga tributária adequada não se constrói uma Nação, mas um ajuntamento conflagrado.

A carga tributária adequada depende do estágio de desenvolvimento da sociedade. Mas não apenas isso. Sua composição é decisiva na incidência regressiva ou redistributiva que provoca.

Um país como o Brasil, com 200 milhões de habitantes e enormes carências estruturais, não pode avançar com uma carga equivalente a da Europa, cuja infraestrutura está consolidada (nos dois casos, a carga média gira em torno de 36%; mas há vários países com infraestrutura madura onde a carga passa de 40%).

O sistema brasileiro avulta, ademais, como um caso pedagógico de regressividade.

Impostos indiretos, embutidos nos preços dos bens de consumo, representam mais de 60% do que se recolhe.

Não importa a renda do consumidor: ganhe um ou 100 salários mínimos por mês, o imposto que paga por litro de leite é o mesmo.

Regressividade é isso: uma engrenagem fiscal feita para taxar mais os pobres do que os ricos.

O imposto sobre o patrimônio, em contrapartida, que incide diretamente sobre os endinheirados, não chega a 3,5% da arrecadação total.

Nem é preciso ir à Suécia para um contraponto.

Na festejada Coréia do Sul, meca da eficiência capitalista, ele é da ordem de 11%; nos EUA passa de 12%.

A taxação direta, no Brasil, recai fortemente sobre os assalariados da classe média (amplo sentido), o que explica, em parte, a revolta com a qualidade dos serviços públicos obtidos em troca.

Cerca de 25% da receita fiscal incide diretamente sobre a renda, assim:

a) a metade sobre o holerite da classe média;

b) a outra metade sobre os ganhos de capitais, que é onde se concentra cada vez mais a riqueza no capitalismo financeiro dos nossos dias.

Bancos, por exemplo, pagam menos impostos no Brasil que o conjunto dos assalariados.

As distorções não param aí.

A receita obtida tampouco se destina automaticamente a reduzir abismos sociais.

Há filtros de classe pelo caminho

A dívida pública é o principal deles.

Ela funciona como uma espécie de reforço na regressividade do sistema fiscal brasileiro.

Assemelha-se a uma coleira, um enforcador que subordina o princípio da solidariedade à primazia rentista.

O mecanismo é ‘autossustentável’.

Vejamos.

Sem espaço político para taxar endinheirados e o seu patrimônio, afinal, o Estado tem que ser mínimo, diz o cuore neoliberal, governos são compelidos cada vez mais a compensar a anemia tributária com endividamento público.

Emprestam e pagam juros por aquilo que deveriam arrecadar.

Do ponto de vista do dinheiro grosso, um belo negócio.

Em vez de impostos adicionais, investimentos em títulos do Tesouro, um porto seguro de renda e liquidez.

O segredo do negócio é a vigilância diuturna da matilha midiática sobre a boa gestão da dívida pública.

O dinheiro grosso investe nisso. Uma legião de consultores dá plantão permanente no telefone para esclarecer e municiar ventríloquos e ventríloquas dos mercados em suas obsequiosas colunas diárias.

Prover a ração bilionária destinada anualmente aos rentistas é o objetivo.

No linguajar técnico, trata-se de fazer cumprir a ‘meta cheia do superávit primário’.

Ou seja, o arrocho sobre o resto.

O corte adicional de R$ 10 bi nos gastos este ano, anunciado agora pelo governo Dilma, tem essa finalidade.

Reconquistar a ‘confiança’ rentista na política fiscal, teoricamente ensombrecida por artifícios contábeis – tolos, mas lícitos — cometidos em 2012.

A gendarmeria sustentada pelos rentistas para proteger seus interesses abriu fogo e fuzilou a administração fiscal, por conta da ‘manobra’ para fechar as contas em 2012.

Mídia, consultores, professores banqueiros e assemelhados puseram a faca na boca: o Brasil precisa de arrocho efetivo; corte real nas despesas, sem malabarismos contábeis.

E mais juros.

Porque a inflação, diziam, e agora se vê, era um engodo (como mostra Amir Khair, nesta pág) ameaça corroer a renda do capital a juro, finalidade primordial de uma nação, no entender do jornalismo embarcado nos mercados.

O governo aquiesceu em uma ponta e outra.

Não inovou nesse aspecto.

A agenda fiscal brasileira foi sequestrada pelo rentismo há muito tempo.

Discute-se de tudo –carga excessiva, gestão deficiente dos gastos, superávit insuficiente, maquiagens etc.

Menos o custo do próprio rentismo para o país.

Em média, o preço da supremacia financeira sobre a agenda fiscal custa R$ 200 bilhões por ano.

Cerca de 5% do PIB em juros pagos aos detentores de títulos da dívida pública.

Equivale a mais de dez vezes o custo do Bolsa Família que beneficia 13 milhões de famílias, 52 milhões de pessoas.

É quatro vezes mais o que supostamente custaria a implantação da tarifa zero no transporte coletivo das grandes cidades brasileiras.

Treze vezes o que o programa ‘Mais Médicos’ deve investir até 2014 em obras em 16 mil Unidades Básicas de Saúde; na aquisição de equipamentos para 5 mil unidades já existentes; com as reformas em 818 hospitais; para equipar outros 2,5 mil e providenciar melhorias nas instalações de 877 Unidades de Pronto Atendimento.

Repita-se: o dinheiro destinado ao rentismo em um ano daria para ampliar em 13 vezes a escala e a intensidade do programa ‘Mais Médicos’, atacando mais depressa as carências sabidas de infraestrutura e equipamentos de saúde.

Não serve de consolo, mas já foi pior.

No final do governo FHC, gastava-se quase 10% do PIB com juros.

O investimento público direto da União em logística e infraestrutura social era um traço.

Agora, o que a União investe oscila em torno de 1% do PIB (descontado o Minha Casa, Minha Vida).

Muito distante do desejável para uma sociedade que atingiu o ponto de saturação na convivência com serviços públicos insuficientes e de baixa qualidade.

A questão é saber quem vai amarrar o guizo no gato.

Dizer à população que, para cada um real destinado pela União a gerar escolas, hospitais e estradas, outros quatro vão para os bolsos da plutocracia rentista.

Naturalmente, não se trata de um capricho contábil.

A equação fiscal condensa uma correlação de forças.

Hoje ela reflete a supremacia das finanças desreguladas.

Não só aqui, mas em escala planetária, vive-se sob a coação permanente de fluxos voláteis de capitais, capazes de produzir a desestabilização de uma economia quando contrariados.

Inverter o jogo não se resume, assim, a uma mudança nas rubricas de receita/despesa.

Tampouco, porém, a equação pode ser naturalizada como uma fatalidade acima da história.

Aqueles que, a exemplo de Carta Maior, evocam espírito público da parte dos profissionais da medicina, diante da dimensão emergencial do ‘Mais Médicos’, não podem exigir menos da pátria rentista.

Mesmo sabendo de antemão que seu quociente de solidariedade é baixo.

Por certo, inferior a 0,38% dos cheques robustos que emite.

Essa era a alíquota da CPMF, derrubada em 2006, por um mutirão que reuniu a crème de la crème do espírito cidadão entre nós: a coalizão demotucana, os endinheirados e o jogral midiático conservador.

A ver.
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Lula eleva o tom e vai ao ataque

24.07.2013
Do portal do Ministério do Planejamento
Por JULIANA BRAGA, Correio Braziliense

Em clima de campanha, o ex-presidente discursou para 500 pessoas em Brasília e defendeu o programa Mais Médicos e a contratação de profissionais estrangeiros. Ele também condenou os críticos de Dilma e a proposta de redução de ministérios
Em discurso com tons presidenciais, o petista afirmou que não quer "tirar emprego de brasileiro", mas "levar profissionais a quem precisa"

Sob aplausos de uma plateia com 500 pessoas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou em defesa do programa Mais Médicos, lançado pela presidente Dilma Rousseff, há duas semanas. “Se os médicos brasileiros não querem trabalhar no sertão, que a gente traga médicos do exterior”, disparou ele, em palestra no Festival da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha, no Museu Nacional de Brasília. Lula também responsabilizou a “elite” pelo fim da CPMF e a consequente redução dos recursos destinados à saúde. 

O ex-presidente tentou afastar a tese de que o programa diminuirá as chances para médicos brasileiros, em um tom de quem ainda está à frente do governo: “Ninguém quer tirar o emprego de ninguém. Longe de mim tirar emprego de brasileiro. O que eu quero é levar médico para quem não tem médico. Isso é o que a gente tem que fazer”, afirmou Lula. Ele afirma que a importação de profissionais é “importante”, enquanto o país não formar os profissionais necessários para preencher as vagas. “Qual é o problema? Qual é o preconceito com a gente de fora?”, provocou.

Sobre a CPMF, ele afirmou que, desde que o imposto foi revogado, a área da saúde perdeu R$ 350 bilhões. “Nós sabemos que é preciso melhorar muito a saúde no Brasil. Todo mundo aqui sabe, a Dilma sabe, eu sei, você sabe. Entretanto, é importante que este país não esqueça que eles, a elite brasileira, a pretexto de diminuir imposto neste país, tirou no primeiro ano do meu segundo mandato a CPMF”. Lula disse ainda que a “elite” tem acesso aos planos de saúde, e que o objetivo seria prejudicá-lo. “A mim não, eu tenho acesso a esses planos (de saúde)”, completou.

Em um contexto de queda acentuada da popularidade de Dilma Rousseff e dos rumores de rusgas na relação entre os dois, Lula foi enfático na defesa da presidente. “Estão com um preconceito contra ela, maior do que o que tinham contra mim”, acredita ele, sem fazer referência a quem seriam as pessoas contrárias aos governos petistas. “A maior falta de respeito, e a uma mulher da qualidade da Dilma. Será que é só porque ela é mulher? Será que eles têm falta de respeito com a mãe deles, como têm com a Dilma Rousseff?”, insinuou.

O ex-presidente também comentou sobre a redução de ministérios. Lula acha que os defensores da diminuição das pastas querem a exclusão daquelas ligadas à área social. “Fique esperto, porque ninguém vai querer acabar com o Ministério da Fazenda, ninguém vai querer acabar com o Ministério da Defesa. Eles vão tentar mexer no Ministério da Igualdade Racial, no dos Direitos Humanos”, afirmou.

No fim, ele ainda brincou com o episódio da espionagem norte-americana no país. Ao falar sobre o Brasil como uma nação importante, e dos grupos de países em desenvolvimento que começam a se reunir — como os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e o ASA (Cúpula América do Sul e África)—, o ex-presidente disse que agora os países desenvolvidos até “escutam” os telefonemas dos mais pobres. “Eu acho que o (presidente dos Estados Unidos, Barack) Obama está nos ouvindo aqui. Abraço, irmão!”

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Urubólogos em pânico: Brasil gera 123.836 empregos com carteira assinada em junho

24.07.2013
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 23.07.13

Nem o terrorismo dos urubólogos, nem as manifestações do mês de junho, nem a crise internacional, nem ás conspirações da oposição em conluio com a Globo, impediram o Brasil de crescer na geração de empregos.

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) demonstram que, no mês de junho:

- o Brasil gerou 123.836 empregos com carteira assinada;

- representou um crescimento de 0,31% em relação ao estoque do mês anterior;

- No ano já foram abertos 826.168 postos de trabalho;

- No ano houve uma expansão de 2,09% no nível de emprego.

- Desde o início do governo Dilma já foram criados 4.428.220 empregos (crescimento de 10,05%);

- Nos últimos 12 meses, foram abertas 1.016.432 vagas (aumento de 2,58% no nível de emprego);

O comportamento do mês de junho originou-se da expansão de todos os oito setores de atividade econômica. O total de admissões no mês foi de 1.772.194, o segundo maior para o mês e o de desligamentos atingiu 1.648.358, o maior para o período

Em termos setoriais, merece destaque a Agricultura com geração de 59.019 postos, e o setor Serviços com geração de 44.022 postos, saldo superior à média de 2003 a 2012, quando foram gerados 42.706 postos, mostrando uma reação, se comparado com os resultados do mesmo mês do ano anterior (+30.141 postos) e com relação ao mês de maio de 2013, quando foram gerados 21.154 empregos formais.

O recorte geográfico mostra que todas as grandes regiões elevaram o nível de emprego, com destaque para o Sudeste (+68.826), seguido do Nordeste (+20.561), Centro Oeste (+16.007), Sul (+14.101) e Norte (+4.341). Dentre as 27 Unidades da Federação os destaques positivos couberam aos estados de São Paulo, com 33.896 postos gerados, Minas Gerais, com 28.064 postos e Ceará que gerou 11.126 postos. As maiores reduções de empregos ocorreram em Alagoas (-982 postos), devido principalmente ao desempenho negativo da Construção Civil, que perdeu 841 postos de trabalho e da Indústria de Produtos Alimentícios com redução de 769 empregos no mês.

Salário de Admissão – No primeiro semestre de 2013 os salários de admissão apresentaram um aumento real de 1,70%, passando de um valor de R$ 1.072,33 em 2012 para R$ 1. 090,52 em 2013. Este resultado dá continuidade à tendência de crescimento verificada nos últimos anos. Numa análise por gênero verificou-se que o salário médio de admissão dos homens apontou um aumento de 1,94%, percentual superior ao obtido pelas mulheres, que foi de 1,50%. (Com informações do Ministério do Trabalho).
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Os responsáveis, no Banco de Brasil, pelo dinheiro do Fundo Visanet

24.07.2013
Do blog MEGACIDADANIA, 16.12.2012

POST 5
A multinacional, Visa Internacional, fez uma parceria com 25 bancos brasileiros, criou um fundo com recursos/dinheiro disponível para fazer propaganda dos cartões de crédito com marca Visa.

O Banco do Brasil concordou em utilizar este dinheiro/recursos do Fundo Visanet que eram EXTRAS, - o banco tinha recursos próprios destinados à propaganda de seus produtos.
Para utilizar o dinheiro/recursos do fundo, o Banco do Brasil sujeitava-se às regras definidas por umregulamento/contrato, o qual exigia a indicação de um GESTOR. O gestor era o CANAL entre o Banco do Brasil e a Visanet. O GESTOR era responsável por encaminhar, à Visanet, as propostas de ações/campanhas e os pedidos de pagamento à DNA - a Visanet pagava diretamente às agências de publicidade e fornecedores.
Dentro do Banco do Brasil, a Diretoria de Varejo era a única responsável pela área de cartões de crédito e débito, portanto, responsável pela utilização dos recursos do Fundo Visanet. Cabia a ela definir estratégias de venda, público alvo, quais seguimentos deveriam ser objeto das campanhas publicitárias, etc. Esta diretoria sempre indicou o GESTOR, representante do banco, junto à Visanet.
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Todo início de ano, a CBMP/Visanet aportava um valor no Fundo Visanet e informava aos bancos associados a parte (cota) disponível a cada um deles. A Diretoria de Varejo do Banco do Brasil, ao ser informada do valor disponível, decidia como seria utilizado, se sozinha, ou em conjunto com outra diretoria do banco. Promoções como, sorteio de automóveis, premiações de viagens para clientes “VIP” foram feitas com os recursos do Fundo Visanet, que a Diretoria de Varejo decidiu sozinha. Outras campanhas foram realizadas em conjunto com outras diretorias do banco. Cerca de 80% do valor total disponibilizado, nos anos de 2003 e 2004, pelo fundo, foram utilizados em conjunto pela Diretoria de Varejo - DIREV - e Diretoria de Marketing - DIMAC - do Banco do Brasil.
Os recursos disponibilizados pelo Fundo Visanet eram EXTRA orçamento do BB para comunicação e marketing, portanto, a primeira pergunta que a DIREV fazia à DIMAC era se esta teria condições de operacionalizar, de confeccionar campanhas extras às que já estavam planejadas com recursos próprios do banco. Assim a DIREV encaminhava um ofício, “nota técnica”, documento estritamente interno ao banco, que informava um valor, disponibilizado pelo fundo, que a DIREV havia, previamente, decidido utilizar em conjunto com a DIMAC, e formalizava um “acordo de trabalho” entre as duas diretorias. Os dois diretores, bem como, dois gerentes executivos das respectivas diretorias, DIREV e DIMAC, assinavam este documento com um “de acordo”. Este documento, “nota técnica”, nunca foi enviado à Visanet, não era condição e nem fazia parte da documentação apresentada na Visanet.
DOCUMENTO 1 Nota Técnica nº1141/2003 (Volume 25 fl 5376 a 5388) 6 BB
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*FHC Funcionários do BB indicados na era FHC (além de já estarem nos cargos na era FHC, foram indicados por TUCANOS)
  • Fernando Barbosa de Oliveira......Diretor de Varejo........indicado em (2002)
  • Douglas Macedo............................Gerente Executivo......indicado em (2001)
  • Cláudio de Castro Vasconcelos....Gerente Executivo......indicado em (1999)
Obs.: o GESTOR do Fundo Visanet, Léo Batista dos Santos, Gerente de Cartões da Diretoria de Varejo, indicado pelo Diretor de Varejo (período de 2002 a 2005). **PT Funcionário do BB indicado na era Lula Henrique Pizzolato..........................Diretor de Marketing.....indicado em (2003)
OS FUNCIONÁRIOS DA DIRETORIA DE VAREJO DO BANCO DO BRASILTAMBÉM FAZIAM PARTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DAVISANET!!!! (Apenso 438 parte 1 fl. 18)
  • Fernando Barbosa de Oliveira........Conselheiro.........17/04/2003 a 28/04/2004
  • Douglas Macedo..............................Conselheiro.........30/04/2002 a 08/11/2004
O Conselho de Administração da Visanet tinha a atribuição de averiguarse os recursos do fundo estavam sendo utilizados de acordo com oREGULAMENTO/CONTRATO.
DOCUMENTO 2 Regulamento do Fundo de Incentivo Visanet (Apenso 356 fls 9648 a 9640) 2 VISA
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O dinheiro/recursos do Fundo Visanet eram privados e pertenciam à Visanet. A Visanet pagava diretamente às agências de publicidade e fornecedores. A Visanet, de acordo com o regulamento do fundo, aprovava as campanhas publicitárias, fiscalizava sua execução, pagava e mantinha em seu poder toda a documentação fiscal.
Os funcionários da Diretoria de Varejo do Banco do Brasil também faziam parte do Conselho de Administração da Visanet. O GESTOR, Léo Batista dos Santos, também era funcionário da Diretoria de Varejo. Toda a documentação enviada à Visanet sempre foi assinada por estes funcionários.
O Fundo Visanet foi criado em 2001 e, sempre, os funcionários da Diretoria de Varejo foram responsáveis pelo dinheiro do fundo utilizado pelo Banco do Brasil.
Henrique Pizzolato assumiu o cargo de Diretor de Marketing do Banco do Brasil no dia 17 de fevereiro de 2003.
POR QUE, HENRIQUE PIZZOLATO, FOI PROCESSADO E CONDENADO COMO O RESPONSÁVEL PELO DINHEIRO/RECURSOS DO FUNDO VISANET?
A VERDADE DOS DOCUMENTOS
Todos estes documentos ESTÃO no processo AP 470.
Todos estes documentos afirmam que, o GESTOR, Léo Batista dos Santos, era o responsável (canal) pela utilização do dinheiro/recursos do Fundo Visanet.
Todos estes documentos afirmam que, a Diretoria de Varejo era determinante na utilização do dinheiro/recursos do Fundo Visanet e, NÃO a Diretoria de Marketing.
No processo da AP 470, NÃO EXISTE NENHUM DOCUMENTO ENVIADO OU RECEBIDO PELA VISANET PELO DIRETOR DE MARKETING DO BANCO DO BRASIL, Henrique Pizzolato.
POR QUE JOAQUIM BARBOSA NÃO LEU OS DOCUMENTOS?
POR QUE Joaquim Barbosa e todos os Ministros do STF desconsideram estes documentos? Teria JB “escondido” estes documentos?
POR QUE Joaquim Barbosa e todos os Ministros do STF, diante destes documentos, “não exergam” que os responsáveis, de fato, eram funcionários da Diretoria de Varejo do Banco do Brasil e NÃO da Diretoria de Marketing? Por que “poupar” tucanos? Por que acusar só o petista?
POR QUE Joaquim Barbosa e todos os Ministros do STF, diante destes documentos, MENTEM ao dizer que, o Diretor de Marketing do Banco do Brasil, “desviou” recursos, sobre os quais NÃO DETINHA A POSSE?
O Diretor de Marketing foi acusado, só por ser petista?
Joaquim Barbosa criou o “ar de legalidade”, falseando informações contidas nos documentos para condenar. Joaquim Barbosa não quer a justiça; Joaquim Barbosa só quer condenar.
Joaquim Barbosa, rendendo-se às vaidades pessoais, rendendo-se às “glórias” proporcionadas pela imprensa golpista e desonesta, trai seu dever para com a JUSTIÇA, trai a Constituição Federal, trai o cargo de respeito confiado pela sociedade brasileira.
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Propinoduto tucano e mídia seletiva

24.07.2013
Do BLOG DO MIRO, 23.07.13
Por Antônio Mello, em seu blog:

Tem gente que não acredita no PIG. Tem gente que não acredita que eles trabalhem em conjunto, na base do um por todos, todos por um. Vou falar exatamente pra esse pessoal.

- Vocês leram reportagem da IstoÉ desta semana em que a multinacional alemã Siemens confessa esquema de corrupção em São Paulo, que atravessa todos os governos tucanos, de Mauro Covas a Alckmin, passando por José Serra?


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Ao assinar um acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a multinacional alemã Siemens lançou luz sobre um milionário propinoduto mantido há quase 20 anos por sucessivos governos do PSDB em São Paulo para desviar dinheiro das obras do Metrô e dos trens metropolitanos. 

Em troca de imunidade civil e criminal para si e seus executivos, a empresa revelou como ela e outras companhias se articularam na formação de cartéis para avançar sobre licitações públicas na área de transporte sobre trilhos. Para vencerem concorrências, com preços superfaturados, para manutenção, aquisição de trens, construção de linhas férreas e metrôs durante os governos tucanos em São Paulo – confessaram os executivos da multinacional alemã –, os empresários manipularam licitações e corromperam políticos e autoridades ligadas ao PSDB e servidores públicos de alto escalão. 

O problema é que a prática criminosa, que trafegou sem restrições pelas administrações de Mario Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, já era alvo de investigações, no Brasil e no Exterior, desde 2008 e nenhuma providência foi tomada por nenhum governo tucano para que ela parasse. Pelo contrário. Desde que foram feitas as primeiras investigações, tanto na Europa quanto no Brasil, as empresas envolvidas continuaram a vencer licitações e a assinar contratos com o governo do PSDB em São Paulo. 

O Ministério Público da Suíça identificou pagamentos a personagens relacionados ao PSDB realizados pela francesa Alstom – que compete com a Siemens na área de maquinários de transporte e energia – em contrapartida a contratos obtidos. Somente o MP de São Paulo abriu 15 inquéritos sobre o tema. Agora, diante deste novo fato, é possível detalhar como age esta rede criminosa com conexões em paraísos fiscais e que teria drenado, pelo menos, US$ 50 milhões do erário paulista para abastecer o propinoduto tucano, segundo as investigações concluídas na Europa. [íntegra da reportagem aqui]
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Pois Jornal Nacional, O Globo e a Folha não acharam que seu público necessitasse dessa informação. Um escândalo de corrupção, denunciado por uma multinacional alemã ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), para os brimos piguentos não é notícia.

O Estadão ainda tentou salvar a pele, com uma notinha de título melífluo e conteúdo ralo, com apenas 1500 caracteres, com espaço [confira aqui].

Uma entrevista com Alckmin, ou Serra, nada.

Pergunto a você que é fã desses veículos: E se fosse São Paulo governado esse tempo todo pelo PT e não pelo PSDB, o comportamento seria o mesmo?
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O silêncio dos concorrentes da Globo

24.07.2013
Do BLOG DO MIRO, 23.07.13

http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br
Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Sonegação é um problema sério numa economia.

Para os cofres públicos, significa dinheiro a menos para construir escolas, portos, hospitais, estradas etc.

Para o mercado, é uma agressão à concorrência justa: quem sonega tem vantagem competitiva sobre quem paga impostos. Sobram mais recursos para investir, por exemplo.

Por tudo isso, o caso Globo é espantoso: como a empresa pôde se safar impunemente, durante tanto tempo, sendo uma sonegadora serial?

Uma informação que está circulando freneticamente na internet hoje é quase inacreditável.

Documentos obtidos pelo Hoje em Dia, jornal de Belo Horizonte, mostram que nos últimos dois anos a Globo foi notificada 776 vezes pela Receita Federal por sonegação fiscal.

Os papeis mostram também que, ao contrário do que a Globo afirmou recentemente em nota, não foi quitada a dívida de 600 milhões de reais com a Receita relativa ao caso da trapaça contábil na compra dos direitos de transmissão da Copa de 2002.

Segundo o Hoje em Dia, a papelada comprova ainda que o Ministério Público Federal, ao ser avisado sobre operações irregulares da Globo nas Ilhas Virgens Britânicas, “prevaricou muito”.

“Ao invés de solicitar investigação à Polícia Federal, [o MP] preferiu emitir um parecer que atesta não ter ocorrido nenhum ato ilícito nas transações nas Ilhas Virgens”, afirma o Hoje em Dia. “Um inquérito criminal contra os irmãos Marinho chegou a ser instaurado, mas também sumiu das dependências da Receita Federal.”

Não há nada que a Globo não pareça fazer para sonegar. Dias atrás, por exemplo, soube-se que o jornalista Carlos Dornelles conseguiu levantar uma cifra calculada em 1 milhão de reais num acordo judicial com a Globo.

Dornelles acionou a empresa por causa de uma prática comum ali: pegar jornalistas, sobretudo os mais bem pagos, e transformá-los contabilmente em PJs com o único objetivo de sonegar.

Dornelles tinha sido transformado em PJ em seus últimos anos de Globo embora fizesse o mesmo que fazia quando era contratado pela CLT.

O que leva a Globo a ser tão deletéria?

A certeza da impunidade é um dos pontos centrais para entender essa questão. Essa certeza deriva de muitas coisas, como os laços que a empresa mantém com altas patentes do Judiciário.

E também da omissão cúmplice dos concorrentes da Globo, que acabam esmagados por ela, numa competição injusta e desigual, sem fazer nada.

Nenhuma grande empresa jornalística se mobilizou para investigar o caso da Copa de 2002, por exemplo.

O blog O Cafezinho publicou uma denúncia que era nitroglicerina pura: o flagrante que a Receita dera na Globo. Estava tudo documentado. Mas a mídia nada fez.

Podemos imaginar que parte do silêncio se deve a que a Globo saiba informações pouco edificantes das demais empresas de mídia, e poderia publicá-las sob pressão.

Mas mesmo assim. Nada fazer – e é o que tem acontecido desde que a Globo é a Globo – acabou transformando a emissora no monstro monopolista que é.

Os problemas para a Globo só apareceram pela ação da mídia digital, não controlada – graças a Deus — pelos irmãos Marinhos.

Uma vez publicadas as malfeitorias da Globo, é difícil acreditar que o regime de vida boa na contravenção possa perdurar.

Quando a posteridade estudar o caso Globo, terá dificuldade em compreender certas coisas.

Sendo a emissora não nociva perante seus concorrentes, deixando-lhes apenas migalhas, como eles puderam ficar imobilizados, mesmo sob o risco de revelações complicadas?

A competição não se limitou a silenciar. Deu uma cobertura para a Globo sem limites – ao ponto de irritar os leitores.

Poucos meses atrás, a Folha publicou a carta de um leitor indignado com o espaço dedicado na Ilustrada às novelas.

A revista Veja dedica regularmente grandes reportagens a novelas da Globo, e o BBB é um assunto de toda a mídia nacional.

O resultado disso foi, sempre, apenas alimentar uma companhia de caráter predador.

Sonegação pode ser, às vezes, a saída desesperada e arriscada de uma empresa em dificuldades.

Este está longe de ser o caso.

Recentemente, a revista Exame publicou o resultado da Globo em 2012. “No acumulado de 2012, a companhia lucrou 2,9 bilhões de reais – um aumento de 35,9% ante o resultado do ano anterior”, escreveu a Exame.

A receita líquida da empresa também avançou 32,4% em 2012 e chegou a 12,6 bilhões de reais.

Por que, então, sonegar?

Olhe o patrimônio dos acionistas. Segundo a Forbes, os irmãos Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto Marinho têm, cada um, uma fortuna avaliada em quase 9 bilhões de dólares.

O caso pertence à patologia humana e corporativa.

A Globo fez uma imensa farra no Brasil – até que apareceu uma coisa chamada internet em seu caminho.
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Mulher chora, defende Dilma e constrange médicos durante protesto

24.07.2013
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 23.07.13

Uma mulher chorou, defendeu o programa da presidente da República Dilma Rousseff (PT) e constrangeu os profissionais da área da saúde presentes no protesto contra o projeto Mais Médicos. Eles realizaram uma passeata pelas ruas da Capital (Campo Grande) para protestar contra a importação de 6 mil médicos do exterior e cobrar melhorias no SUS (Sistema Único de Saúde).

Representante da ONG Mães Precoces Fragilizadas, Maria José Pinheiros ficou revoltada com o ato dos médicos contra o programa Mais Médicos. “É revoltante ver o protesto contra um Governo humanitário, que está tentando resolver o problema de falta de médicos”, afirmou a mulher. Bastante revoltada, ela gritou com os manifestantes, que a ouviram constrangidos. 
“Não é protesto, é baixaria.Não é justo vocês ficarem agitando desqualificando o programa do Governo”, disse ela.

“Os médicos estão lavando as ruas de sangue ao invés de ajudar e buscar atitudes para ajudar idosos e crianças”, lamentou. “Não estão fazendo nada”, argumentou.A mulher, assim como os médicos, afirmou que não tem partido político nem preferência ideológica.Campo Grande News
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CARTA MAIOR: O ataque ao modelo social europeu

24.07.2013
Do portal da Agência  Carta Maior, 21.07.13
Por Vicenço Navarro*

Na Espanha e em outros países do sul do continente, todos eles submersos em ditaduras fascistas ou fascistoides, a Europa era o lugar de destino para as forças antifascistas que lutavam para conseguir liberdade, justiça social e bem-estar. A Europa era o sonho que aspirávamos. Pois bem, este sonho se converteu em um enorme pesadelo. 


A Europa, com todas as suas limitações, era o ponto de referência internacional para aquelas forças progressistas que aspiravam alcançar um elevado nível de bem-estar social através da via democrática. Essa identificação da Europa com o Estado do Bem-estar e democracia era sua marca. Na Espanha e em outros países do sul da Europa, todos eles submersos em ditaduras fascistas ou fascistoides, a Europa era o lugar de destino para as forças antifascistas que lutavam para conseguir liberdade, justiça social e bem-estar. A Europa era o sonho que aspirávamos.

Pois bem, este sonho se converteu em um enorme pesadelo. E a grande maioria da população espanhola já expressa, através de pesquisas, que esta não é a Europa que desejavam e haviam sonhado. Hoje, pertencer à Europa representa alguns enormes sacrifícios (o desmantelamento do já escassamente financiado Estado de Bem-estar, a redução dos salários e da proteção social, e a enorme destruição de empregos, passando a ser a Espanha, junto com a Grécia, os países com maior desemprego, alcançando índices nunca vistos antes, mais de 50% entre os jovens).

E todos esses sacrifícios estão sendo promovidos precisamente por aqueles que são responsáveis pela enorme crise financeira e econômica que a Europa e a Espanha experimentaram em sua história recente. E estou me referindo ao que costumava clamar-se a classe capitalista (hegemonizada pelo capital financeiro, baseado na especulação) e que agora, utilizando uma narrativa mais americana (na verdade, estadunidense) chama ao establishment financeiro e grande patronal. É uma guerra de classes (class war) que estão vencendo em bases diárias, à custa de um enorme sacrifício humano por parte das classes populares e que aparece em toda variedade de indicadores (níveis de pobreza e exclusão social, número e taxa de suicídios, taxas de desnutrição infantil, estresse social – tanto individual como coletivo -, doenças mentais, deterioro das taxas de novos casos de doenças cardiovasculares, infartos e ataques de coração, e muitos outros) que estão sendo documentados em uma longa lista de trabalhos científicos de grande credibilidade e que estão sendo publicados em várias revistas de prestígio internacional. E essas deteriorações estão sendo mais acentuadas nos países do sul, onde as políticas neoliberais tem sido impostas com maior intensidade. Estas são as consequências do ataque mais frontal que o “modelo social europeu” está experimentando.

As condições para que o ataque seja exitoso

Ataque esse que exigiu uma série de mudanças que debilitaram os instrumentos que tradicionalmente defendiam os interesses das classes populares, que incluem os sindicatos, os movimentos sociais e os partidos de esquerda.

Assim, o establishment neoliberal que controla a União Europeia e seu governo (o Conselho Europeu, a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e a Corte Suprema Europeia, entre outros) foram impondo toda uma série de medidas com as que exitosamente levaram a alcançar estes objetivos. Vejamos algumas destas medidas:

1. A decisão da Suprema Corte Europeia (EU Court of Justice) nos casos Laval, Rütter e Luxemburgo, que anulou e/ou reduziu consideravelmente o direito de greve.

2. As recomendações da Troika que debilitam significativamente os convênios coletivos, tanto no setor privado como no público.

3. As imposições, também da Troika, como condição dos famosos resgates (que facilitam o pagamento das dívidas públicas aos bancos responsáveis pelas crises financeiras) que implicam no desmantelamento dos serviços públicos, com grande destruição de emprego nestes setores.

4. As imposições, também da Troika, de reformas dos mercados de trabalho, que têm como objetivo a criação de desemprego e a redução dos salários e da proteção social, com o fim de debilitar o mundo do trabalho.

5. A aprovação por parte do establishment neoliberal europeu (que governa a Eurozona) de toda uma bateria de tratados e acordos (o Pacto pelo Euro Plus, também chamado “Competitiveness Pact” e o Pacto Fiscal) que têm - todos eles - como objetivo diminuir, a ponto de anular, o poder da população (e muito em particular da população trabalhadora) de opor-se ao desmantelamento do modelo social. Todos esses pactos foram aprovados sem que se oferecesse à população a possibilidade de participar ou debater as medidas draconianas que tais pactos ou tratados preveem contra o Estado do Bem-estar em seus países. Na verdade, o ataque ao modelo social requer também a redução, quando não a eliminação da democracia nestes países. A eliminação do modelo social requer a diluição, quase o aniquilamento, da democracia na União Europeia. A única instância democrática no espaço europeu é o Parlamento Europeu, que tem jogado um papel marginal no desenho e aprovação desses tratados. E, a nível de cada Estado, ditas medidas – como foi o caso na Espanha – foram aprovadas por elites muito pouco representativas da maioria do eleitorado, ao qual se mantém marginalizado.

A eliminação do modelo social requer a destruição da democracia. E isso ocorreu com a cumplicidade dos maiores meios de difusão e de outras instituições geradoras de opinião e persuasão, que estão à serviço dos poderes financeiros e empresariais que os possuem ou influenciam. Hoje estamos assim, vendo a desaparição da democracia e do Estado social.

*Catedrático de Políticas Públicas, Universidade Pompeu Fabra e Professor de Public Policy em The Johns Hopkins University. Artigo publicado originalmente na coluna “Domínio Público” no jornal publico.es, em 18 de julho de 2013.

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Tradição católica não tem base bíblica, diz blog do bispo Macedo

24.07.2013
Do portal GOSPEL PRIME, 23.07.13
Por Leiliane Roberta Lopes

A jornalista Vanessa Lampert fez críticas a visita papa Francisco ao Brasil  

Tradição católica não tem base bíblica, diz blog do bispo MacedoTradição católica não tem base bíblica, diz blog do bispo Macedo
A decisão do Vaticano em conceder indulgências para que acompanhar a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) foi motivo de críticas em um texto postado no blog do bispo Edir Macedo tendo a jornalista Vanessa Lampert como autora.
Ao falar que os participantes, até mesmo os que acompanharem pela internet, terão seus pecados perdoados o Vaticano, representado pelo papa Francisco, estaria enganando os fiéis segundo a visão da autora do texto.
Lampert critica a tradição católica sobre a punição dos pecados, dizendo que a visão do purgatório não tem base bíblica e afirma que este tipo de ensinamento mostra um atalho para o céu.
A jornalista entende que a ideia do Vaticano é oferecer indulgências em troca da popularização do evento, quanto mais pessoas assistirem, melhor será para a JMJ. “Trocando tickets rápidos para salvação por participação online na Jornada, a igreja católica garante que o evento terá o sucesso que a propaganda na mídia promete.”
Em outro ponto do texto Lampert questiona o direito que a Igreja Católica teria em liberar perdão para quem cometer qualquer injustiça. “Como um homem ou uma instituição pode me dar o direito de cometer a injustiça que eu quiser cometer e me liberar das consequências por acompanhar um evento? Talvez por isso os padres pedófilos não costumam ser punidos pela igreja (apenas transferidos para outras paróquias, onde podem fazer novas vítimas)”, critica.
O texto compartilhado pelo fundador da Igreja Universal do Reino de Deus afirma que “igreja nenhuma tem poder para perdoar pecados ou mesmo para negociar um lugarzinho no céu” e defende que tal prática não é realizada na IURD.
“Estou na Universal há treze anos e nunca vi ninguém comercializar a salvação ou o perdão de pecados, pelo contrário, sempre ficou claro que a salvação depende única e exclusivamente da entrega total ao Senhor Jesus, já que Ele é o único capaz de perdoar pecados”.
O dinheiro público gasto com o evento também é citado no artigo que tenta defender o Estado laico. “Permitir que seja tirado dinheiro dos cofres públicos de um país com tantos problemas quanto o Brasil é atender à justiça? É defender o direito do órfão? É pleitear a causa das viúvas? Um dos pré-requisitos para se obter a tal indulgência é rezar determinadas “preces” pelo papa…e eu me pergunto: se o papa realmente tivesse poder para perdoar os meus pecados, por que precisaria de minhas orações?”
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UCRÂNIA: HISTORIADOR BRITÂNICO COMENTA A TRAGÉDIA DE VOLYN

24.07.2013
Do blog NOTÍCIAS DA UCRÂNIA
Por Katyryna Snisarenko

Historiador britânico e acontecimentos na Ukraina

Tyzhden ua. (Semana Ukrainiana), 16.07.2013

O historiador britânico Norman Davis acredita que a compreensão da tragédia de Volyn  exige uma abordagem histórica mais complexa.

Segundo o professor Davis (Foto), o debate sobre o reconhecimento ou não dos eventos de Volyn como genocídio é desnecessário.

"Eu considero que está situação é necessário analisar simultaneamente a partir de múltiplas visões: o extermínio em Volyn e Halychyna (Galícia). Pois os massacres em massa abarcaram não apenas Volyn e são parte de um problema maior. Não é verdade, que as vítimas de assassinato e aniquilação foram apenas poloneses. Precisa também unir o que foi feito em Volyn e Galícia Oriental, com o que aconteceu depois da guerra, isto é, a operação "Wisla", - limpeza étnica que o governo polonês realizava contra ukrainianos inocentes", - diz o historiador. (Brevemente tradução sobre a operação "Wisla" - OK) Ele ainda acrescentou, que não se pode permitir, para que um lado se considere como única vítima e seguir em frente para introdução do termo "genocídio".

"Obviamente, os poloneses foram vítimas. Isso é mais do que a destruição, é a limpeza étnica, cuja meta era ocupar as terras da Ukraina Ocidental pelos ukrainianos. No início da Segunda Guerra Mundial estas terras eram multinacionais - havia poloneses, havia ukrainianos, havia judeus. Cada um desses grupos experimentou horrores. Não se pode destacar um desses grupos e falar apenas sobre suas ofensas", - explicou Davis.

O professor britânico também observou aos jornalistas poloneses que o Exército Insurgente Ukrainiano não matava somente poloneses. (Era a tentativa de reconquistar as terras historicamente ukrainianas para os ukrainianos - OK).

"UPA (Exército Insurgente Ukrainiano) teve páginas brilhantes em sua história. Não reconhecia nem Hitler nem Stalin e tentou lutar contra cada uma das duas frentes. A guerra aguçou a violência em ambos os lados. Como nem todos os ukrainianos, assim nem todos os soldados do "UPA" são responsáveis pelos crimes. E, não só os poloneses são vítimas", - considera o historiador britânico.

Dados históricos sobre o assunto - pesquisa Internet

A ofensiva político-militar às terras ukrainianas começou nos anos 1330 - 1340 quando o grão-duque da Lituânia Liubard conquistou Volyn (parte de território ukrainiano). A distribuição das terras do principado de Galícia - Volyn entre os dois estados estrangeiros foi concluída no transcorrer da guerra lituano-polonesa de 1351 - 1352, quando Galícia passou a ser governada pelo rei polonês (mais tarde também as terras ocidentais de Volyn, Kholm e Belz.
Não houve resistência ao governo lituano que não quebrou as tradições sociais, políticas,  econômicas e espirituais. Mais ainda, os lituanos assimilavam as tradições culturais e religiosas ukrainianas.

Devido à necessidade de resistir aos cavaleiros alemães e  Golden Horde Khans (Horda de Ouro) e à oposição interna, os governos lituanos e poloneses criaram a união. E, não demorou muito ao elemento lituâno-católico começar a dominar.  No final do século XV e início do século XVI, nas terras ukrainianas houveram várias revoltas.

Nos anos 1500 - 1503 Moscou lançou ofensiva nas terras ukrainianas de Smolensk e Chernihov-Siver alegando proteger a fé ortodoxa contra a imposição do catolicismo. Moscou apoderou-se dessas terras, não desistindo, entretanto, de conquistar mais terras rutenas (assim antigamente eram denominadas as terras ukrainianas).

Lituânia, exaurida nas guerras contra Moscou e intervenções tártaras pediu ajuda à Polônia. Os poloneses ajudariam com dinheiro mas, principalmente,  que todas as terras lituanas passassem para Polônia. Lituânia resistiu a constituição de um único governo porém, a pequena e média nobreza apoiou. Após muitas discussões, em 01.07.1569 foi estabelecida a União de Lublin e, como resultado formou-se a "Rzecpospolita" (Commonwealth polonês) com um único rei, parlamento, dinheiro, impostos e uma política externa comum.

A mais numerosa e agressiva nobreza polonesa eliminou gradualmente os lituanos da Ukraina. Ela definiu as mais ricas terras ukrainianas como o objetivo principal de sua expansão. No último plano surgiam outros países que afetariam Ukraina. Eram o reino de Moscou, que cresceu rapidamente, e o Canato da Criméia associado com o todo poderoso Império Otomano. 
A dominação estrangeira, principalmente a polonesa, levou a um novo fenômeno - a assimilação cultural da elite ukrainiana com a elite polonesa. Identificando as suas próprias aspirações com as necessidades do Estado, a nobreza ukrainiana perdeu a capacidade de proteger os interesses locais.

Terras ukrainianas sob o domínio da "Rzeczpospolita"

O sudoeste e sul de Halychyna, Transcarpathia, Bukovyna, Pokuttia, Volyn, norte de Podillia e Ukraina Central, todas estas terras após a União de Lublin passaram a fazer parte da "Rzeczpospolita". Com o transcorrer do tempo mais regiões foram acrescentadas.

Durante o movimento de libertação nacional, liderado pelo Hetman Bohdan Khmelnytskyi, nos anos trinta do século XVII, houve várias modificações na posse das terras ukrainianas.
Depois da terceira e última divisão, em 1793-1975 algumas terras ukrainianas passaram para o domínio Austro-Hungria e Império Russo.

Na primeira metade do século XX parte das terras ukrainianas pertenceram à República Popular da Ukraina Ocidental e também a assim chamada Polônia inter-guerras, Romênia e Eslováquia (Como vemos o rico território ukrainiano sempre foi cobiçado por todos e dividido tal como colcha de retalhos entre seus vizinhos. Como é que poderia subsistir? E, pior que a acusação externa é a acusação de ukrainianos russificados, que não é necessário dizer, a favor de quem trabalham - OK).

Segundo o Tratado de Paz de Riga, 1921, celebrado entre URSS e Polônia, Ukraina Ocidental foi anexada à Polônia. O termo "Ukraina Ocidental" foi firmemente estabelecido no âmbito desta parte da Ukraina.

Domínio polonês - sob a bandeira de Bohdan Khmelnytskyi

Fortalecidos nas lutas, os cossacos, cuja ajuda inúmeras vezes servia ao rei polonês, desejavam novos direitos. Mas, ao invés dos esperados privilégios, os cossacos sentiram uma brutal ofensiva do governo polonês. O rei aspirava diminuir a quantidade do exército cossaco. E eles só podiam habitar nos locais determinados pelo governo polonês. As pressões de todo tipo foram aumentando e, no início dos anos 30 do século XVII desencadearam-se insurreições mas, apesar do apoio da população, não atingiram sua meta: os ukrainianos continuaram subjugados e privados de direitos em sua própria terra.

Causas da guerra de libertação do povo ukrainiano - 1648:

- Pressão sobre cossacos e citadinos, desigualdade na situação jurídica e política da nobreza ortodoxa ukrainiana, limitação de seus interesses pela nobreza e magnatas poloneses;
- introdução do imposto obrigatório para manutenção das igrejas católicas. Confisco dos bens das igrejas ortodoxas;
- confisco de terras; 
- opressão nacional - limitação dos ukrainianos ao direito de trabalho nos órgãos governamentais, inclusive nas cidades do interior;
- aumento de impostos e do trabalho de camponeses em proveito do Estado, isto é, escravidão;
- dependência crescente do camponês, da aristocracia polonesa e de grandes magnatas;
- anarquia feudal e desenfreada tirania da nobreza;
- exploração pelos judeus arrendatários.

Por isso, quando em 1648 novamente inflamou-se nova insurgência contra o domínio polonês, todos a apoiaram: aldeões, pobreza citadina, clero, citadinos abastados, pequena nobreza. Esta insurreição transformou-se em guerra nacional que durou dez anos. Esta guerra, denominada "Nacional-libertadora" teve o comando do Hetman Bohdan Khmelnytskyi.

No início os ukrainianos obtiveram algumas vitórias, com o tempo os poloneses começaram a se impor. Khmelnytskyi pediu ajuda a Moscou. O encontro com os representantes do "czar" aconteceu em Pereiaslav, em 1654. E, ainda neste ano foi assinado o acordo em Moscou. Este documento previa direitos e relações mutuamente vantajosas para os dois países e não previa limitação da independência da Ukraina. No entanto o "czar" não tencionava seguir o acordo. A ofensiva moscovita contra o Estado ukrainiano visivelmente fortaleceu-se após a morte de Khmelnytskyi (1657). Também surgiram brigas internas entre cossacos, alimentadas pelos povos vizinhos interessados no território ukrainiano, levando à cisão da Ukraina cossaca. Cisão definitivamente firmada em 1667 entre Polônia e Moskóvia (primeiro nome da Rússia - OK). Assim, as terras do lado esquerdo do rio Dnipró, incluíndo Kyiv, ficaram pertencendo a Moscóvia que, até então era terra cossaca livre. O domínio foi progressivo. Grande parte dos cossacos refugiaram-se na região do Don que localizava-se num território autônomo e que hoje compreende parte das províncias ukrainianas de Luhansk e Donetsk, e da parte principal de Rostov, Volgograd, Voronezh e da República Kalmykia da Federação Russa.  

As terras do lado direito do Dnipró continuaram no domínio polonês até a Segunda Guerra Mundial, quando passaram para União Soviética.

No dia 24.08.1991 Ukraina declarou sua independência da União Soviética mas muitos de seus cidadãos não almejam um governo democrático para todos. Em tão pouco tempo conseguiram amealhar grandes riquezas a custa da maioria do povo que vive com grande dificuldade econômica. Comportam-se em relação aos seus irmãos do mesmo modo que comportavam-se os governos e a nobreza estrangeira durante os séculos passados. Mas há um pensamento ukrainiano que diz: Ukraina não morreu, e não morrerá jamais! E, realmente, povo que sobreviveu a tantos anos de diversos males: pobreza, escravidão, degredos, perseguições e prisões políticas, assassinatos, separação de familiares, fome artificial, etc., é um povo forte.

E um dia este pensamento será vitorioso!


Pesquisa e tradução: Oksana Kowaltschuk
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