segunda-feira, 22 de julho de 2013

FRAUDE Rede Globo: MPF oculta informações

22.07.2013
Do blog MEGACIDADANIA, 16.07.13

sigiloFRAUDE Rede Globo: MPF oculta informações
Após intensa divulgação pela internet de um escandaloso processo contra a Rede Globo - que estava em SIGILO e depois se soube que fora "extraviado" - o MPF/PR-RJ divulgou em 09/07 Nota Oficial.
A Nota Oficial informa: "Os fatos chegaram ao conhecimento do MPF em audiência realizada em processo de cooperação às autoridades estrangeiras ... "
Por qual motivo o MPF/PR-RJ oculta a informação de quais são essas "autoridades estrangeiras" ?
Por qual motivo o MPF/PR-RJ oculta a informação de que "audiência" foi essa ?
Por qual motivo o MPF/PR-RJ oculta a informação a qual normativo/convênio se refere o "processo de cooperação" ?
Por qual motivo o MPF/PR-RJ oculta a informação de quem participou desta "audiência" ?
O PGR/MPF deve urgente esclarecimento ao povo brasileiro.
No RJ já protocolamos dois ofícios no MPF/PR-RJ que receberam os seguintes protocolos:
1) PR-RJ-00049211/2013 em 02/07/13;
2) PR-RJ-00051913/2013 em 10/07/13.
Em Brasília também foi feito protocolo: PR-DF-00021505/2013 em 11/07/13.
É momento de se exigir TOTAL TRANSPARÊNCIA do MPF.
Observação: o protocolo PR-RJ-00049211/2013 de 02/07/2013 até agora às 14:00h de 16/07/13 AINDA NÃO TEVE QUALQUER distribuição/encaminhamento.
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TV Globo, O Globo, Extra, rádio Globo, CBN, Globonews, tudo num mesmo estado. Aqui pode. Nos EUA é proibido

22.07.2013
Do BOG DO MELLO, 06.07.12
Por Antônio Mello


"A Suprema Corte dos EUA rejeitou a apelação de alguns grupos de mídia americanos contra a última regulamentação da FCC sobre propriedade cruzada de jornais e emissoras de TV em uma mesma localidade, segundo noticiários daquele país" - assim começa matéria da Teletime, que mostra que no país que nossa mídia colonizada defende como o mais democrático do mundo, eles não confundem liberdade de expressão com liberdade de imprensa, muito menos com liberdade de empresa.

O que as Organizações Globo fazem no Rio, por exemplo, e em vários outros estados do país (São Paulo inclusive) é proibido nos Estados Unidos. Acumular na mesma praça o quase monopólio de comunicação em TV (aberta e fechada), rádio, jornal, revista e internet é simplesmente um absurdo, por isso O poder das Organizações Globo é um risco para a democracia no Brasil .

É de se notar que a grita dos grupos de mídia que fizeram a apelação nos EUA se refere à nova legislação, de 2008,  que já flexibilizou o que antes era bem mais rigoroso.Simplesmente era proibido ser dono de um jornal e uma emissora de TV numa mesma cidade.  A nova lei acabou com a proibição, mas apenas nas 20 maiores cidades dos EUA.

Se, como eles defendem, o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil, que tal importar esta lei e aplicá-la aqui, acabando com a propriedade cruzada de meios, heim, irmãos Marinho, Ali Kamel, Merval - o Imortal - Pereira, Magnoli, Instituto Millenium? 


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Segurança será um dos temas a ser abordado no Dia Nacional do Motociclista

22.07.2013
Do BLOG  MOBILIDADE URBANA, 19.07.13
Por Tânia Passos

Moto - Recife - Foto - Blensa Souto Maior DP/D.A.Press
Nos últimos dez anos, a frota de motociclistas no estado teve um aumento de 380% passando de 228 para 869 mil motos.As estatísticas de acidente também são preocupantes. Em Pernambuco, os acidentes com moto representam mais de 30% dos acidentes de trânsito no estado.
Para o Dia Nacional do Motocilista, no próximo dia 27 de julho, o Detran-PE e o Fórum Moto Amiga prepararam uma série de atividades para chamar a atenção dos motociclistas sobre um ponto crucial: segurança.
Os motociclistas vão poder participar de uma verdadeira maratona de atividades no Parque Memorial Arcoverde.A programação irá incluir um motochek up com inspeção grátis de doze itens básicos de uma motocicleta. Além disso, um grupamento da Rocam (Ronda Oestensiva com Apoio de Motocicletas) fará uma apresentação educativa com o objetivo de melhorar a segurança no trânsito.
A expectativa é que cerca de três mil motociclistas participem do evento. A atividade promovida pelo Detran também terá a participação de órgãos ligados à Secretaria de Saúde e Educação, do Comitê de Prevenção aos Acidentes de Moto (Cepam), Fórum Moto Amiga e membros de motoclubes de todo o estado. “Durante todo o dia nós estaremos fazendo sorteio de bindes com os motociclistas”, revelou Augusto Alves, do Núcleo Operacional Assohonda.
A maratona que irá acontecer durante todo o dia no Memorial, em uma área de 13,5 mil metros quadrados, terá ainda diversos stands oferecendo aos motociclitas serviços e atividades de entretenimento. O chek list da moto será feito com apoio de equipes da Honda e da Shineray. “Diante das estatísticas, o Fórum Moto Amiga pretende continuar no trabalho de conscientização junto com o governo e as entidades de classe para ajudar na educação de motociclistas e  motoristas”, reforçou Augusto Alves.
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Padilha e Mercadante convocam CDES a participar de pacto pela saúde

22.07.2013
Do portal da Agência Carta Maior,18.07.13
Por  Maurício Thuswohl, de Brasília 

Ministros da Saúde, Alexandre Padilha (foto), e da Educação, Aloizio Mercadante, apresentam ao Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República a proposta para aumentar o número de médicos no Brasil. Maurício Thuswohl.


Brasília – Os ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e da Educação, Aloizio Mercadante, convocaram os integrantes do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) a auxiliarem o governo no debate e formulação das políticas públicas que visam o aumento do número de médicos no Brasil e a ampliação do atendimento em todas as regiões e para todas as camadas sociais do país. Ao lado da presidenta Dilma Rousseff, que defendeu um pacto social pela saúde, Padilha e Mercadante participaram na terça-feira (17) em Brasília do Seminário Internacional sobre Desenvolvimento, evento que marcou os dez anos de atuação do CDES. Ambos defenderam junto aos conselheiros as mudanças recentemente anunciadas para o setor.

Padilha afirmou que a área de saúde representa hoje 30% dos investimentos em inovação tecnológica realizados pelo país, e que o governo tem investido no aumento dos serviços e no aprimoramento da gestão: “Nos últimos cinco anos, aumentamos em 70% os serviços e em 45% os equipamentos que dependem exclusivamente de médicos. Aumentamos em 17% o número de leitos e em apenas 14% o número de médicos”, disse. O ministro apresentou outro dado que, segundo ele, revela a necessidade de mais médicos que tem hoje o Brasil: “Nos últimos dez anos, geramos 143 mil primeiros empregos de carteira assinada para médicos e formamos 93 mil médicos. Geramos, portanto, 50 mil postos a mais do que nossa capacidade atual de formação”.

Nos últimos dez anos, segundo Padilha, o Brasil multiplicou por quatro seu investimento per capita em saúde. Apesar disso, diz o ministro, “a oferta de médicos no país é crítica” e muitos hospitais brasileiros funcionam sem o número suficiente de médicos: “O Brasil tem poucos médicos e eles são mal-distribuídos. Vinte e dois estados brasileiros estão abaixo da média nacional de 1,2 médico para cada mil habitantes, que já é baixa. Cinco estados se encontram em situação de alta escassez, com menos de um médico para cada mil habitantes, e mesmo dentro dos estados a situação é desigual. No passado, não formamos os especialistas de que precisávamos”.

O aumento do número de médicos formados, segundo Padilha, terá um “enorme impacto social” em todo o país: “Precisamos dar oportunidade ao jovem negro, da periferia, do interior, da classe média baixa. Dar oportunidade ao médico que quiser se especializar. Precisamos também mudar a formação médica, por isso é importante a adoção do segundo ciclo de formação com o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS)”, disse. O ministro afirmou ser fundamental a participação dos diversos setores da sociedade no debate sobre o pacto pela saúde: “O CDES é um espaço privilegiado para essa discussão, que deve ser movida pelo interesse nacional e não por interesses corporativos”.

Novos médicos

Aloizio Mercadante falou sobre a necessidade de aumentar o ingresso de novos médicos no mercado de trabalho brasileiro a partir do aumento do número de vagas nas faculdades de medicina em todo o Brasil. Nos últimos dez anos, segundo o ministro da Educação, dobrou o ingresso de estudantes de medicina no país, que formou 14.634 médicos: “Ainda assim, sob qualquer parâmetro que a gente analise, faltam médicos no Brasil. Temos que ter uma política pública para uma melhor distribuição dos médicos no Brasil, pois eles estão muito concentrados”, disse.

Mercadante afirmou que “existem dois caminhos para melhorar a oferta de médicos” no Brasil: “Um deles é o Revalida, que é uma prova que todo médico que faz e todo médico estrangeiro que quiser trabalhar aqui terá de fazer esse exame, que não é nem mais nem menos do que é exigido do estudante de medicina no Brasil. O outro é o programa Mais Médicos, que irá trazer mais médicos para trabalhar no Brasil, nas condições que o Ministério da Saúde está desenvolvendo”.

O ministro falou também sobre a adoção do segundo ciclo de formação, que está sendo debatido no Ministério da Educação e no Conselho Nacional de Educação, com provável aplicação a partir de 2015: “Esse ciclo será feito em forma de serviços que serão prestados no SUS. Não é uma iniciativa inédita nem, absolutamente, uma coisa específica do Brasil, pois já é praticada em pelo menos 13 outros países, inclusive em alguns que são referências em serviços de saúde”, disse. Mercadante anunciou que, enquanto estiverem prestando serviços ao SUS, os médicos em segundo ciclo de formação receberão bolsa de auxílio financeiro e supervisão acadêmica. Além disso, serão obrigatoriamente alocados em unidades próximas à sua região e terão sua prestação de serviço vinculada à residência médica.

Políticas afirmativas

A polêmica criada em torno das propostas do governo para o aumento do número de médicos foi comentada por Mercadante: “O debate sobre esses dois anos de formação complementar dos médicos é intenso. Da mesma forma que o debate sobre o Pro-Uni, quando sofremos grande resistência, inclusive uma ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF), sob a alegação de que iríamos comprometer a qualidade do ensino. Hoje, os alunos do Pro-Uni têm desempenho muito próximo dos demais alunos. Também sofremos resistência quando fizemos o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ou defendemos a adoção da política de cotas nas universidades”.

As políticas afirmativas do governo na área de educação, segundo Mercadante, sempre foram alvo das críticas das elites. Como resposta, ele citou os 24 mil estudantes de medicina que atualmente recebem bolsas do Fundo de Financiamento Estudantil (FIES): “Os alunos pobres e carentes do FIES só têm condições de concluir seu curso de medicina com a bolsa que recebem. Depois, para pagar esse financiamento, precisarão de oito anos de serviços no SUS. Mas, para isso não houve crítica. Sabem por quê? Porque são pobres”, encerrou o ministro.

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Sergio Amadeu explica o protesto do dia 23 no Masp

22.07.2013
Do blog VI O MUNDO, 20.07.13
Por Luiz Carlos Azenha

Diaspora, uma alternativa segura ao Facebook? Sergio Amadeu responde

Sergio Amadeu é sociólogo, militante digital e integrante do Comitê Gestor da Internet no Brasil. No dia 23 de julho, às 19 horas, no vão do MASP, em São Paulo, ele participa de uma aula-manifestação pela aprovação do Marco Civil da Internet.

A pauta do encontro é a seguinte:

Contra o controle da Internet
Pela aprovação imediata do Marco Civil!
As empresas de telecomunicações são contra a neutralidade de rede
Paulo Bernardo, ministro das Comunicações, protege o interesse das teles
A Rede Globo quer garantir a censura instantânea para possíveis violações de direito autoral
Os Estados Unidos mantêm vigilância e controle permanente sobre toda a rede
Google e Facebook faturam bilhões pela quebra de privacidade dos usuários
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O detalhe é que no dia 23 haverá uma demonstração prática de como se faz espionagem na rede. Por isso, mais que manifestação, é uma aula de ativismo.
Há alguns dias, sentamos com Sergio Amadeu no café de uma padaria para bater papo sobre os temas acima citados.

Sem dúvida, o momento mais polêmico foi quando Amadeu falou sobre o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que segundo o ativista trabalha em defesa das gigantes da telefonia.

Um exemplo disso? Bernardo teria concordado com o fato de que, para todos os efeitos, quem faz o controle de qualidade da banda larga no Brasil é… o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal –SINDITELEBRASIL!
O equivalente, segundo Amadeu, a colocar Marcola para fiscalizar o PCC.

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Na conversa, Sergio Amadeu também fala sobre as ameaças representadas tanto pela espionagem do governo dos Estados Unidos quando pela bisbilhotagem em nossa vida pessoal de corporações como o Google e o Facebook.

A saída? Talvez a adoção das chamadas “redes federadas”, como a Diaspora.

Abaixo, nossa conversa. Começamos falando sobre o deputado Alessandro Molon (PT-RJ), relator do projeto do Marco Civil da Internet, que polemizou com Amadeu sobre a inclusão de um parágrafo no artigo 15 (polêmica relatada pelo Viomundo aqui). Depois, tocamos em cada um dos pontos que motivaram o protesto da próxima terça-feira.


Leia também:

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PARA RELEMBRAR: Graças a Gilmar Mendes, foge do país médico condenado a 278 anos por violentar 37 mulheres

22.07.2013
Do BLOG DO MELLO, 17.04.2011
Por Antônio Mello


O médico Roger Abdelmassih, de 67 anos, já está no Líbano, segundo a Folha. E por lá deve ficar porque tem origem libanesa e o Brasil não tem tratado de extradição com o Líbano. E isso poderia ter sido evitado, caso o ministro Gilmar Mendes não concedesse o habeas corpus que o tirou da cadeia.

O médico estava preso, aguardando recurso de sua defesa diante da sentença que o condenou a 278 anos de cadeia por violentar 37 mulheres (suas pacientes, o que agrava os crimes) entre 1995 e 2008. E aguardava preso porque a Polícia Federal informou que ele tentava renovar seu passaporte. A juíza Kenarik Boujikian Felippe determinou que ele fosse preso para evitar sua fuga do país.

Seu advogado recorreu. Disse que Roger Abdelmassih não pretendia fugir do país, só estaria renovando o passaporte... 

Sem ao menos perguntar ao advogado por que um homem de 67 anos condenado a 278 anos de cadeia renovaria o passaporte (seria um novo Matusalém?), Gilmar Mendes mandou soltar o passarinho, que agora vai passear sua impunidade no exterior, até que a morte o separe da boa vida.

Por essas e outras, crimes contra as mulheres acontecem diariamente no país. Há o caso notório do jornalista Pimenta Neves, que matou fria e covardemente sua ex-namorada, a jornalista Sandra Gomide, e passeia sua impunidade, após ter destruído as vidas de Sandra e de sua família. 

O que dirá Gilmar Mendes, o Simão Bacamarte do Judiciário, sobre seu habeas corpus que possibilitou a fuga do criminoso?

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House of Cards é o retrato acabado dos Estados Unidos

22.07.2013
Do blog DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO, 17.07.13
Por PAULO NOGUEIRA

A série mostra como está corrompido o mundo político, jornalístico e corporativo americano.
Soma zero
Soma zero
Você vê o bom House of Cards, o seriado da Netflix sobre o mundo político, econômico e jornalístico americano, e no final entende por que os Estados Unidos estão num declínio tão dramático.
Nada presta. Ninguém tem caráter ou causa que não seja a própria. É uma caricatura, talvez você pode dizer. Mas o mundo de HC se parece muito com a realidade conhecida dos Estados Unidos.
Frank Underwood, deputado vivido por Kevin Spacey, é um canalha fundamental. Passado para trás pelo presidente eleito, que lhe prometera o cargo de secretário de Estado, ele se revolta e decide sabotar a administração, a começar pelo homem que foi escolhido em seu lugar.
Para isso, ele escolhe uma jornalista jovem e já completamente corrompida antes de assinar sua primeira reportagem.
Ela faz sexo com Frank em troca de furos. É o tipo de jornalismo mais abominável: aquele em que você recebe uma informação claramente interessada, repleta de más intenções.
Pulitzer dizia que jornalista não tem amigo. Muito menos amante. Envolvimentos pessoais geram compromissos complicados. Os brasileiros viram há pouco tempo isso nas estreitas relações entre Cachoeira e Policarpo.
Frank está, simbolicamente, sodomizando o jornalismo na figura da repórter.
Corrompida antes da primeira reportagem
Corrompida antes da primeira reportagem
Para quem gosta de ver bastidor de redação, HC mostra o quanto são impotentes os diretores de redação diante dos proprietários.
Numa cena, a dona do jornal diz ao diretor que dê na primeira página um texto da repórter que tem um caso com Frank. Ele reluta, e diz que vai pensar. “Pense bastante e depois publique”, ela diz.
Noutra cena, o diretor tenta demitir a garota, que caíra na simpatia da dona por causa dos furos passados por Frank. Quem acaba demitido é ele.
Claire, a mulher de Frank, é tão amoral quanto ele. Comanda, paradoxalmente, uma empresa que vive de doações para projetos filantrópicos.
Um dia ela decide promover uma demissão coletiva. Sua adjunta, atormentada, tenta demovê-la uma, duas, várias vezes. Em vão. É ela, a adjunta, que é forçada a comunicar as demissões.
No dia seguinte, feito o trabalho sujo, Claire a manda embora sumariamente.
No ano passado, vi Borgen, um seriado político escandinavo muito bom. Os mesmos elementos, essencialmente – poder, dinheiro e jornalismo.
Mas havia dignidade em vários personagens.
Em HC, não há nenhum senso de moral. Você se pergunta: que estes caras estão fazendo no mundo?
E você entende, também, por que os Estados Unidos estão onde estão – num buraco sem volta.
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Política, mobilizações e o individualismo antipartidário

22.07.2013
Do portal da Revista Caros Amigos, 19.07,13
Por Dan Furukawa Marques

Política, mobilizações brasileiras e o individualismo antipartidário
O Brasil foi palco de algumas das mobilizações populares mais importantes de sua história. No último século, protestos semelhantes somente ocorreram nas marchas de 1968, no levantamento contra a ditadura militar em 1985, e para o impeachment de Fernando Collor de Mello em 1992. Diante de um fenômeno de tamanha amplitude, é necessário muita cautela para não se tirar conclusões conjunturais precipitadas. Todavia, alguns pontos de conflito salientados ao longo dos eventos devem ser clarificados anteriormente ao debate sobre o sentido das lutas atuais: o significado de democracia, mas principalmente, o conceito de política. Depois de esclarecidos, esses conceitos nos permitirão estabelecer uma relação entre o apartidarismo das manifestações e o individualismo moderno próprio de nossa era.
Apartidarismo
Muitos debates giraram em torno do “apartidarismo”, ou melhor, do “antipartidarismo”, bandeira de uma suposta neutralidade política. Manifestantes ostentando bandeiras de partidos políticos e movimentos sociais foram alvo de violência verbal e física por parte de pessoas que se diziam “apartidárias”, que reivindicavam a causa “maior”, “unificadora”, causa essa que teria capacidade de transcender divergências ideológicas. Por uma vez, teríamos deixado de lado as etiquetas políticas, dando-nos as mãos e lutando juntos por um “Brasil melhor”. À primeira vista, nada parece mais nobre do que se elevar acima do conflito partidário para uma união enquanto “brasileiros”. Porém, algumas perguntas se impõem: Divergências políticas se resumem a divergências partidárias? É realmente possível ir além da escolha política? Para respondê-las, tomaremos um caminho histórico-filosófico, sobre a definição do conceito de política.
Leia mais artigos em Artigos e Debates

"Portanto, o comportamento dos 'anti-partido', traz à tona algumas facetas reveladoras da sociedade brasileira. O desejo de não se querer partidos nas manifestações traduz um cansaço profundo com todos os partidos atuais." 

O filosofo francês Claude Lefort faz uma distinção entre a política (“la politique”) e o que é político (“le politique”). Para Lefort, a política surge no século XIX com a fragmentação da sociedade em esferas de atividade: política, econômica, jurídica, cultural, religiosa, artística, etc. De fato, até então não existia uma distinção, por exemplo, entre poder político e poder religioso. É também nesse período, dominado pela crença na supremacia da razão humana, que surge a economia e a sociologia como categorias científicas e sociais distintas. Essas novas ciências carregavam a esperança de se apreender objetivamente o funcionamento do comportamento humano. Logo, a política se define como uma forma histórica de se conceber uma atividade específica dos seres humanos democráticos: a atividade política. Essa atividade passou a ser conhecida no imaginário moderno pelo mecanismo de representatividade, com a organização dos interesses políticos da sociedade em partidos.
Política
Em contrapartida, o “pensamento do que é político”, é fiel a uma antiga e constante inspiração da filosofia, segundo a qual “o” político (não a pessoa, mas o que é político) designa os “princípios geradores da sociedade, ou melhor, das diversas formas de sociedade”¹. Essa linha de pensamento segue uma ideia comum, que se impôs historicamente, segundo a qual “uma sociedade se distingue de outra pelo seu regime”, no sentido grego do termo: a forma pela qual coexistem os seres humanos que a compõem. Nesse sentido, é político a maneira pela qual se estrutura uma determinada sociedade. Algumas se constroem democraticamente, outras monarquicamente, ou ainda de maneira totalitária.
Essa definição mais abrangente do que é politico nos permite constatar que sociedades democráticas vivenciam momentos de maior e menor vigor político-democrático, onde os princípios geradores da sociedade são mais ou menos explicitados. Os momentos de menor vigor político-democrático são aqueles onde nada acontece. O povo, a cada quatro ou cinco anos, se limita a exercer seu poder na hora do voto. Os representantes governam então como bem entendem, levando a cabo suas próprias pautas. Os momentos de grande vigor político-democrático, por outro lado, são os que estamos presenciando desde o dia 17 de junho. Nesses momentos, o povo sai às ruas para exigir um real exercício do poder, tentando impor as suas preocupações e prioridades. São momentos de efervescência política onde os princípios geradores da forma de sociedade em que vivemos se tornam repentinamente mais visíveis, palpáveis e salientes aos nossos sentidos e a nossa razão, permitindo-nos enxergar com novos olhos a sociedade em que vivemos.
Neutralidade
Portanto, o comportamento dos “antipartido”, traz à tona algumas facetas reveladoras da sociedade brasileira. O desejo de não se querer partidos nas manifestações traduz um cansaço profundo com todos os partidos atuais. Esse cansaço criou um desejo ilusório e perigoso de neutralidade política. No Brasil, como escreve o militante da UNEafro, Douglas Belchior, essa conjuntura se explica em parte pela “prática fisiológica, aliancista e acordista promovida nos últimos 10, 15 anos, [que] desconfigurou o papel ideológico e de demarcação política que se espera dessas organizações [partidos políticos]”².
Horizonte
No entanto, para os “antipartido”, a presença do povo na rua não parecia refletir o tão esperado exercício efetivo do poder popular que revigoraria a democracia brasileira. Porque esse exercício exige, no mínimo, a formulação de horizontes políticos comuns do que seria uma sociedade justa, o que os “antipartido” não desenvolveram. Pelo contrário, o que se viu foi a expressão de um descontentamento vazio de conteúdo, despolitizado, muitas vezes orientado pela mídia, mas principalmente individualizado. Com efeito, a violenta repugnância de toda organização de caráter explicitamente político – incluindo movimentos sociais como a UNEafro e a Marcha Mundial das Mulheres – reflete uma lógica da superioridade da representação individual dos interesses do povo; povo este na sua versão puramente abstrata e desconectada da realidade. Essa atitude nada mais é do que uma forma política pela qual se manifesta o individualismo moderno e democrático de nossas sociedades ocidentais.

"Em outras palavras, os 'antipartido' não propunham nada mais do que uma consagração da opinião política individualizada, sem preocupação com princípios que unem politicamente um grupo social."

Individualidade
Em outras palavras, os “antipartido” não propunham nada mais do que uma consagração da opinião política individualizada, sem preocupação com princípios que unem politicamente um grupo social. Não obstante, a fachada da bandeira do Brasil, no melhor dos casos, demonstrava um analfabetismo político e, no pior dos casos, um nacionalismo de direita. Ter partido não é somente partido político; também significa tomar partido politicamente, fazer escolhas quanto ao tipo de sociedade na qual desejamos viver. Essas escolhas podem muito bem ser feitas por outros meios que não sejam os partidos políticos (sindicatos, movimentos sociais, estudantis, etc.), mas elas são necessariamente políticas, pois implicam, por definição, a forma de sociedade na qual desejamos viver.
Consciência
Para concluir, devemos ressaltar a fundamental importância de outro efeito das mobilizações: o despertar da consciência política. De forma geral, temos, de um lado, os que “nunca dormiram”, e, de outro lado, “os que acordaram”. Os dois grupos são variados e ecléticos. No primeiro, encontramos todo tipo de militante, de todos os tipos de grupos políticos. Esses, sem dúvida, tirarão lições importantes dos eventos atuais. Dentro do segundo grupo encontram-se os “antipartido”, mas também os ativos silenciosos. Ativos, pois estão nas ruas; silenciosos porque (talvez pela primeira vez) ao serem tocados de corpo e espírito por questões sociais e políticas, escutam humildemente, tentam entender e se posicionar nos debates, compreender a história sendo escrita por eles. Tanto os ativos silenciosos, quanto os “antipartido” – a condição de que esses últimos reflitam e revejam seriamente suas práticas atuais – contêm um potencial político imenso. Amanhã, esses novos sujeitos, independentemente de suas orientações ideológicas, se permanecerem “fiéis ao evento” ³ que os transformou, continuarão a revigorar a democracia e a política brasileiras.
Referências
1 Claude Lefort, Essais politiques, Paris: Gallimard, 2001, p. 280. Minha tradução.
3 Termos do filósofo francês Alain Badiou, Esthétique, Paris : Éditions Hatier, 1993.

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O partidarismo da Folha

22.07.2013
Do BLOG DO MIRO, 
Por José Dirceu, em seu blog:


Na reportagem de manchete que fez ontem sobre os ganhos indevidos de R$ 2 bilhõesde 2006 a 2012 por parte das concessionárias de rodovias paulistas, a Folha de S.Paulo fez questão de frisar que, na época da alteração que permitiu essa contabilidade, o governador era Claudio Lembo (PSD).

Até aí, tudo normal. O problema é que o tratamento é o oposto do verificado na denúncia de cartel no Metrô de São Paulo, quando o jornal escondeu que o nome de todos os governadores tucanos responsáveis pelas obras. Nesse caso, parece que não havia gestores responsáveis. Puro partidarismo.

Aliás, a reportagem sobre o gravíssimo escândalo no metrô sumiu até mesmo do próprio jornal, reforçando o partidarismo da Folha. Mas o assunto não está morto, como deseja a imprensa de direita. A revista IstoÉ fez reportagem de capa sobre o cartel e trouxe detalhes importantes sobre o caso.

Por que a Folha não identifica nas reportagens sobre o Metrô quem governava e quem eram os secretários responsáveis? A transparência exige que isso seja dito, bem como quem dirigia o Ministério Público Estadual e o Tribunal de Contas do Estado. De que partidos eram, quem os indicou e qual foi o comportamento do PSDB na Assembleia Legislativa? E qual é a posição de deputados tucanos como Carlos Sampaio e Alberto Goldman, sempre posando de éticos?

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EUA usam leis, empresas e infraestrutura para espionagem pela internet

22.07.2013
Do portal da REDE BRASIL ATUAL
Por por Tadeu Breda, da RBA

Presença de servidores, tráfego internacional de dados, grandes corporações de internet e legislações contrárias à privacidade garantem acesso privilegiado a órgãos de inteligência 

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Obama e Mark Zuckerberg, do Facebook, são duas pontas diferentes de um mesmo negócio
São Paulo – As denúncias de que os Estados Unidos espionam pessoas, empresas e governos ao redor do mundo com a ajuda de suas corporações tecnológicas – como Google, Microsoft ou Facebook – não surpreenderam especialistas brasileiros. As revelações de que Washington monitora comunicações digitais e telefônicas no Brasil tampouco os pegou desprevenidos. Pelo contrário, os documentos vazados por Edward Snowden no início de junho apenas ratificam suspeitas e convicções de quem conhece a fundo o funcionamento da internet.
“A grande novidade é que alguém de lá de dentro tenha decidido denunciar”, observa o ativista Marcelo Branco, 56 anos, que trabalha com computação há mais de 30 e habita o universo da internet desde quando a rede chegou ao país. “Nós, da comunidade de hackers e software livre, já vínhamos denunciando essas possibilidades de espionagem há bastante tempo.” Além dos alertas, até então vistos como fruto de uma irremediável paranoia, a história está repleta de exemplos concretos de vigilantismo tecnológico.
O sociólogo Sérgio Amadeu, professor da Universidade Federal do ABC (UFABC) e membro do Conselho Gestor da Internet (CGI), lembra que já nos anos 1990 surgiram evidências de que um sistema chamado Echelon fora utilizado por Estados Unidos, Grã Bretanha, Austrália, Canadá e Nova Zelândia para monitorar conversas telefônicas, e-mails e sinais de satélite da antiga União Soviética e dos países do Leste Europeu ao longo da segunda metade do século 20. “Há inclusive uma investigação do Parlamento Europeu sobre o assunto”, lembra Amadeu, citando ocorrências semelhantes.
“Já se havia denunciado a existência do Carnivore, que era um sistema de escaneamento de mensagens com palavras-chave, manipulado pelo FBI, utilizando alta capacidade de processamento em rede, ou mesmo supercomputadores”, conta. “Pouco antes das denúncias de Snowden, tornou-se pública a informação de que a Agência de Segurança Nacional (NSA) estava finalizando a construção de uma enorme base de intrusão, coleta e rastreamento de informações digitais no interior dos Estados Unidos.”

Infraestrutura

Os especialistas enumeram basicamente três razões pelas quais os órgãos de inteligência dos Estados Unidos – como FBI, NSA e CIA – gozam de tamanho controle sobre as trocas de informações pela internet dentro e fora de suas fronteiras. O primeiro deles guarda estreita relação com a infraestrutura física da rede, que nasceu no país por razões militares, floresceu ao cair nas mãos de cientistas e, mais tarde, explodiu ao entrar na rotina de empresas e cidadãos comuns.
De acordo com o ministro brasileiro das Comunicações, Paulo Bernardo, é nos Estados Unidos que se encontram 10 dos 13 servidores-raiz existentes em todo o mundo. São estas máquinas que decodificam os endereços www, que inserimos em nossos navegadores, em números que podem ser lidos pelos outros servidores e máquinas do planeta. Graças a essa “tradução” é que conseguimos acessar, em nosso computador, os mais variados saites a partir de um domínio alfabético, do tipo www.redebrasilatual.com.br. Caso contrário, teríamos de utilizar números, como 200.160.2.3, o que dificultaria a navegação.
“Toda vez que você acessa um endereço na internet, sua máquina precisa fazer uma requisição ao servidor-raiz para poder traduzir esse endereço para um número”, explica Dalton Martins, professor de análise de rede na Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo (Fatec) e pesquisador da Universidade de São Paulo (USP). Dalton lembra, no entanto, que o Brasil possui “espelhos” dos servidores-raiz estrangeiros – mais de uma dúzia deles. “Você faz a consulta uma vez e então esse servidor intermediário guarda a informação. Daí não é necessário requisitar a raiz o tempo todo.”
Isso diminui, mas não resolve o problema. “Estamos fazendo conexões com os Estados Unidos o tempo todo e os registros podem ser evidentemente guardados”, reconheceu o ministro das Comunicações em audiência no Congresso. A afirmação joga luzes sobre outra característica da infraestrutura da rede que beneficia os norte-americanos: o tráfego de dados. “Hoje, quando falo com você pela internet, quase toda a informação vai até os Estados Unidos e volta”, afirma Marcelo Branco. “Isso acontece porque o Brasil não tem pontos de troca internacional.”

Leis

É jurídica a segunda razão pela qual os norte-americanos conseguem acessar informações que circulam pela internet. Apesar de ser utilizada pelos cidadãos de todo o mundo, a rede é administrada pela Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números (Icann, na sigla em inglês), empresa com sede na Califórnia. “A Icann é responsável pela coordenação global do sistema de identificadores exclusivos da internet”, diz o saite da companhia. “Entre esses identificadores estão nomes de domínio e os endereços usados em vários protocolos da internet.”
Há quem diga que a Icann não acarreta maiores transtornos no que se refere à violação da privacidade na internet, mas, assim como todas as demais empresas norte-americanas que atuam na rede, ela está sujeita à legislação dos Estados Unidos. E desde 1994 o país conta com uma Lei de Auxílio das Comunicações para a Aplicação do Direito. Mais conhecida como Calea, por suas iniciais em inglês, essa legislação permite às autoridades realizarem vigilância eletrônica ao exigir aos fabricantes de equipamentos acesso livre às informações que circulam pela rede.
Graças à Calea, todos os aparelhos de internet fabricados ou vendidos nos Estados Unidos possuem um dispositivo chamado backdoor – ou porta dos fundos, em inglês – que permite aos órgãos de inteligência dos Estados Unidos invadirem dispositivos eletrônicos e acessarem dados sem o consentimento dos usuários. “Obackdoor é apenas o mais conveniente dentre os vários meios possíveis de interceptação”, garante o professor de segurança de rede da Universidade de Brasília (UnB), Pedro Rezende.
“Os backdoors exigidos pela Calea nos roteadores de grande porte homologados nos Estados Unidos estendem o vigilantismo para quase todas as rotas de fibra ótica, centralizadas na arquitetura transcontinental, que por decisões empresariais bordeiam os pontos de troca de tráfego internacionais”, explica. “Isso praticamente cobre todos os meios de transmissão digital a longa distância hoje em uso.”

Empresas

A vantagem jurídica obtida pelos Estados Unidos na administração da internet se completa com a terceira razão que possibilita a vigilância massiva de dados privados pela rede. Essa razão é empresarial. O sistema de troca de informações entre computadores é praticamente monopolizado por companhias norte-americanas, sejam fabricantes de softwares (programas e aplicativos), sejam produtores de hardware (monitores, processadores e computadores).
Se a Calea obriga a indústria de equipamentos eletrônicos a deixar uma porta dos fundos aberta para a intrusão do governo, empresas como Microsoft, Apple, Google, Yahoo e Facebook, entre outras, também mantêm caminhos abertos à bisbilhotagem. “É uma parte da programação que permite que os dados do teu computador e da tua conexão sejam enviados para fontes externas sem teu consentimento”, explica Marcelo Branco. “É intencional, não é uma falha de segurança.”
As empresas dizem utilizar as informações que escapam pelo backdoor para fins estritamente comerciais. No caso de Apple e Microsoft, por exemplo, detectar padrões de comportamento dos usuários para melhorar constantemente seus programas e sistemas operacionais, vender mais e manter-se na liderança do mercado. Facebook e Google, por outro lado, usam as portas dos fundos para montar perfis de interesse dos internautas e vender anúncios. Esse é um dos motivos pelos quais construíram impérios que hoje valem dezenas de bilhões de dólares.
“Snowden confirmou uma série de suspeitas: que o governo dos Estados Unidos jamais teve condições de fazer espionagem massiva como tem agora, com a adesão de milhões de pessoas devido às facilidades oferecidas pelas empresas norte-americanas de internet”, afirma Sérgio Amadeu. “Quem possui os maiores bancos de dados do mundo e mapeia o comportamento das pessoas são as corporações. E elas são obrigadas a entregar informações às agências de inteligência. O combate ao terrorismo é a desculpa perfeita.”
Para Dalton Martins, não existe a menor possibilidade de se construir uma rede tão ampla de espionagem sem a colaboração das empresas. E Sérgio Amadeu lembra que essa troca está prestes a institucionalizar-se descaradamente caso o projeto de Lei de Proteção e Compartilhamento de Ciber Inteligência (Cispa, na sigla em inglês) seja aprovada pelo Senado americano e sancionado pela Casa Branca. O texto já passou pela Casa dos Representantes, a Câmara de lá. “É uma lei de troca de informações entre governo e empresas”, diz. “Está lá, e pouca gente está dando atenção.”
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PRIVATIZAÇÕES E ESCÂNDALOS TUCANOS: FHC tem de explicar venda da Embratel à CPI da Espionagem

22.07.2013
Do portal da REDE BRASIL ATUAL
Por Helena Sthephanowitz
Só tucano que se finge de ingênuo pode se dizer surpreendido com a arapongagem dos EUA sobre telefonia e dados de brasileiros
O GLOBO/ ISTO É/ DATUM ENGENHARIA / REPRODUÇÕES
fhc_espionagem_embratel.jpg
Privatização da estrutura de telecomunicações brasileira, na era FHC, está na raiz dos casos de espionagem pelos EUA
Não faltaram advertências de analistas para avisar com todas as letras que entregar a Embratel para uma empresa dos Estados Unidos, como foi o caso da MCI World Comm – em 1998, na onda de privatizações do governo FHC – era estender o tapete vermelho para o governo norte-americano grampear as redes e satélites brasileiros.
A estatal brasileira foi vendida "de porteira fechada", com satélites, redes de fibra ótica e tudo. O que ocorreu com o dinheiro arrecadado nesta e em outras operações de privatização pode ser conferido no livro/reportagem de Amaury Júnior A Privataria Tucana.
Nos primeiros anos pós-privatização, a Embratel era hegemônica nas redes nacionais e internacionais de longa distância. Já nas ligações locais de Brasília o controle estava nas mãos da Brasil Telecom, empresa controlada pelo Citibank através do banco Opportunity, de Daniel Dantas. Tudo dominado.

As empresas tiveram por um bom tempo o controle sobre todas as ligação nacionais e internacionais e, mais tarde, sobre o tráfego de dados na internet. Pode perfeitamente ter gravado clandestinamente ligações com fins de espionagem diplomática, militar, comercial, industrial, de chantagem etc. e repassado ao governo dos EUA informações sensíveis.

Mesmo depois de o controle acionário ter sido transferido para a Telmex, em 2010, o controle estadunidense sobre as informações continuou presente, através de serviços de empresas dos EUA para a operadora mexicana, e de equipamentos, softwares e controle de satélites.
Ou seja, o governo de Fernando Henrique Cardoso deixou uma estrutura completa e no jeito para bisbilhotagem. Agora que o Senado decidiu abrir uma CPI para investigar a espionagem, FHC tem de ser convocado, se preciso por condução coerciva pela Polícia Federal, para explicar o inexplicável.
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