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quinta-feira, 18 de julho de 2013

O mensalão de Joaquim Barbosa!

18.07.2013
Do blog O CAFEZINHO, 17.07.13
Por Miguel do Rosário

Os leitores estão pedindo provas mais substanciais de que Joaquim Barbosa recebe salários da UERJ sem trabalhar. Os documentos comprovam que ele está ativo, “exercendo “atividades administrativas por autorização expressa do Reitor da UERJ”. Para mim, isso é uma prova que ele recebe salário e benefícios da instituição. Minha fonte fez uma estimativa do que ele deve ter recebido de 2008 até hoje e chegou ao valor de R$ 700 mil. Agora estamos atrás do contracheque do ministro na UERJ, para identificar o valor exato de seu salário. Trata-se de um emprego público, ou melhor, de uma sinecura pública, de um homem público, e bota público nisso, que o diga o Luciano Huck.
O Cafezinho pode errar evidentemente. A gente faz o possível, mas a nossa equipe é muito pequena: um só. Então vamos esperar aparecer o contracheque do senhor Joaquim na UERJ, ou receber mais antes de continuar batendo o bumbo nessa história.
Observem que não estou apontando nenhum crime do Joaquim. Apenas mostrando que ele é apenas mais um marajá do serviço público, como tantos outros. Como disse um amigo do Twitter, era última virgem da zona. Não é mais.
Agora quero falar do mensalão de Joaquim Barbosa.  Refiro-me ao emprego dele no IESB, uma universidade que andou envolvida no escândalo da “multiplicação” de cursos, denunciado pela Istoé em fevereiro de 2000. Os outros ministros do STF dão aula na escolinha do Gilmar Mendes. Barbosa dá aula na escolinha da Eda, uma reacionária de coturno que defende o fim do direito ao voto para “analfabetos funcionais”.
Segundo minha fonte, Barbosa ganhava R$ 6 mil/mês em 2004 e hoje deve ganhar de R$ 10 a 20 mil por mês para dar uma aula por ano. E que aula! Na aula que deu este ano, a quantidade de asneiras por segundo proferida por Joaquim Barbosa está concorrendo ao Guiness.
Até aí tudo bem. São os regabofes de sempre que a república de bananas oferece aos poderosos, não importando o grau de estultice dos mesmos. O negócio é que o IESB, como já disse, é o mesmo curso denunciado numa reportagem da Istoé, como um dos que registraram crescimento “espantoso” na gestão de Paulo Renato, ministro da Educação no governo Fernando Henrique. Com um detalhe curioso: a dona do curso, a reitora Eda Machado é mulher do então homem forte do Ministério da Educação, Edson Machado de Sousa.
Confira o trecho da reportagem da Istoé (íntegra aqui).
Aberto há dois anos, o Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb) cresce a uma velocidade espantosa: já tem 12 cursos funcionando, soma três mil alunos e cobra uma mensalidade que, no caso do Direito, chega a R$ 570. O Iesb pertence a Eda Coutinho Barbosa Machado de Sousa, mulher do chefe de Gabinete do ministro Paulo Renato Souza, Edson Machado de Sousa. A mulher de Edson, uma professora aposentada que já trabalhou no MEC, juntou-se a dois empreendedores mato-grossenses e virou uma empresária do ensino. “Depois do Paulo Renato, houve um liberou geral no ensino superior. Mas isso gerou mais competição e o aluno passou a ter mais opções”, acredita ela.
Assim é a vida.  Mensalão da UERJ, mensalão do IESB, emprego pro filho na Globo. E quem paga o pato é o Pizzolato. Rimou.
Eda – que odeia a massa ignara, e acha que ela não deveria ter direito a voto – é a do meio
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Índia: energia nuclear coloca em risco pescadores e camponeses em Tamil Nadu

17.07.2013
Do portal OPERA MUNDI, 13.07.13
Por | Luis A. Gómez | Calcutá   

Região foi alvo de tsunami que varreu Sudeste Asiático em 2004. Alarme cresceu após onda afetar usina no Japão em 2011
No extremo sul do país, justo onde termina a terra e se adivinha à distância as praias do Sri Lanka, o tsunami de 2004 invadiu a costa da Índia e levou 12405 vidas. As águas lamberam várias dezenas de metros de terra firme no Estado de Tamil Nadu, o mais afetado pelo desastre. Foi assim, na zona costeira perto da aldeia de Idindharakai, onde o governo hindu há poucos dias começou a operar a nova planta nuclear de Koodankulam. O alarme é geral entre a população, salvo alguns burocratas e o governo russo, que financia o projeto.
Leia mais:


Arquivo pessoal
Moradores de Idindharakai e de outras comunidades – pescadores e camponeses pobres em sua maioria – se organizaram no Movimento Popular contra a Energia Nuclear (PMANE, por sua sigla em inglês).

[S.P. Udayakumar, do PMANE: "globalização nuclear" segue "a mesma lógica da hipocrisia norte-americana"]
Milhares protestam constantemente, enfrentando desarmados a polícia. Segundo S.P. Udayakumar, figura principal do PMANE, “hoje há 312 denúncias contra 227 mil pessoas (nomeadas e não nomeadas), com acusações como a insurreição contra 8500 pessoas  e de ‘guerra conta o Estado’ contra outras 13500.”

As manifestações contra a planta nuclear começaram há 12 anos, quando foi inaugurado o projeto, mas se intensificaram no final de 2011, depois do desastre provocado pelas ondas na Usina de Fukushima Daiichi, no Japão.

Recentemente o diretor responsável pelo local, presente na hora do vazamento de material radioativo, faleceu de câncer.

Em 10 de setembro do ano passado, em uma das maiores concentrações do movimento, milhares de pessoas pretendiam marchar da praia até a planta, mas foram interceptadas por um contingente de 6 mil policiais, que usou cassetetes e disparou livremente. Morreu Anthony Joseph, um pescador de 48 anos.

Queima do carvão

Os acontecimentos poderiam ser analisados levando em conta que a Índia, terceiro produtor mundial de carvão, precisa de alternativas de matriz energética: pouco mais de 51% da energia produzida vem da queima de carvão. Dessa forma, a mudança climática e a necessidade de energias limpas poderiam explicar o problema, mas não explicam o uso de materiais de baixa qualidade e a falta de inspeção das obras por parte do governo, como o PMANE denunciou nos últimos dois anos.

Tampouco explica a férrea resistência da população, que organiza concentrações massivas, noites de vigília com crianças na praia e, também, moveu processos contra o governo em diversas cortes por todas as irregularidades. “Faz tempo que apresentamos uma ação na Suprema Corte de Nova Délhi, exigindo cópias do Informe de Avaliação do Local e do Informe de Análise de Segurança. Isso está para ser resolvido”, exemplifica a Opera Mundi Udayakumari.

Repressão em frente a Koodankulam, em setembro de 2012: 


De toda forma, a produção de carvão cresce anualmente. E o acordo de financiamento para Koodankulam segue vigente, como explicou o embaixador russo Alexander Kadakin. “Somos o amigo genuíno da Índia”, disse em um evento em maio, “sócio privilegiado, estratégico e especial”.

De fato, Kadakin não somente aprovou o acordo nuclear entre russos e hindus, ele também atacou as pessoas que protestam, acusando-as de receber financiamento “externo” e negando as denúncias. “Nada está errado. Se algo estivesse errado, como poderia uma pasta militar conjunta ultrapassar os 20 bilhões de dólares?”, arrematou.

Bandeiras negras

Depois da repressão em setembro veio a solidariedade, como a dos sobreviventes do desastre químico provocado pela Union Carbide em Bhopal (1984). Sessenta cientistas indianos publicaram uma carta pedindo ao governo mais segurança e transparência na instalação de Koodankulam e A. Gopalakrishnam, ex-diretor do Comitê de Controle da Energia Atômica da Índia, publicou há alguns dias uma análise detalhando as falhas técnicas do projeto.

Por sua vez, o governo hindu acusou o PNAME de ser parte de uma conspiração contra o desenvolvimento. E, baseado nisso, congelou contas e fundos recebidos do exterior de mais de 20 ONGs que tiveram contato com o conflito. “Dissemos muitas vezes que o governo não tem prova alguma que comprove suas alegações”, disse o dirigente, que há dois meses divulgou suas finanças e propriedades para demonstrar que não recebe financiamento algum.

Nesse sentido, e com Koodankulam pronta para produzir energia elétrica, o governo acelerou a construção de outra planta em Chutka, no estado de Maya Pradesh. Ali, dezenas de milhares de índios gondi foram retirados de suas comunidades para a construção de represas do projeto nuclear. E começaram a se preocupar, não apenas por seus territórios, casas e modos de vida. Essa região no centro da Índia tem uma intensa atividade sísmica. Desta vez, o dinheiro e o apoio vêm de Washington.

O PMANE protestou em Idindharakai no dia 23 de junho, em uma marcha de bandeiras negras, contra a visita do secretário de Estado John Kerry, que veio entre outras coisas para ratificar o acordo nuclear entre os Estados Unidos e o governo em Délhi. Os ativistas tâmeis dizem que esta “globalização nuclear” segue “a mesma lógica da hipocrisia norte-americana, enfocada no dinheiro e a decepção imperialista.”








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Pesquisa CNT/MDA revela índice de aprovação do governo Dilma, Ela Mandou Bem

18.07.2013
Do blog AMORAL NATO,O BLOGODITA, 16.07.13
Por Rudá Ricci
Pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Transporte (114a rodada de pesquisa) indicaria que a Presidente mantém avaliação positiva, ao contrário de vereadores, deputados e senadores. A revista Época divulgou os principais dados da pesquisa, que reproduzo abaixo:

75% dos entrevistados apoiam as manifestações no País e que 6% foram aos protestos realizados nas últimas duas semanas. No entanto, segundo o levantamento, feito entre quarta-feira (19) e quinta-feira (20), 71% dos entrevistados e 69% entre os que são favoráveis às manifestações estão satisfeitos ou muito satisfeitos com as condições de vida.
O transporte público é o principal motivo dos protestos, com 77% de menções, seguido pelos políticos, com 47% e a corrupção, com 32% de citações. No entanto, a saúde, com 78% de citações, segue com o maior problema do País, de acordo com a pesquisa CNT/Ibope. Segundo a "Época", foram ouvidas 1.008 pessoas em 79 municípios de todos os estados brasileiros.
O levantamento sugeriu que os entrevistados dessem notas em escalas de 0 e 6, de 7 a 8 e de 9 a 10 para a presidente Dilma Rousseff e para diversos cargos públicos no País, sem nominá-los. Dilma teve o melhor desempenho e recebeu notas de 0 a 6 de 54% dos entrevistados e de 7 a 10 dos 46% restantes, de acordo com a revista. Os vereadores, deputados e senadores foram os que obtiveram as piores notas, com entre 77% e 78% de 0 a 6
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Sobre a sabotagem do SUS

18.07.2013
Do blog AMORAL NATO,17.07.13
Por Grupo Beatrice
Alguém imagina que o SUS tem os problemas que tem por obra de Deus ou da Natureza?
Alguém pode acreditar que em pleno século 21 uma prefeitura não consiga fazer a gestão de um Pronto Socorro?
O SUS é diariamente sabotado pelas várias máfias da medicina, inclusive a máfia branca.

É como o entreouvido na Vila Vudu:

o dinheiro é o mais potente fator de organizamento universal que jamais se inventou. Quem tem a grana, já tem a organização.


Brasil, Quem É O Teu Sócio?
A questão é saber até onde vamos com a democracia capenga que temos.
Até onde o Governo Federal controla a Polícia Federal?
Até onde vai a contaminação do Poder Judiciário?
Até onde vai o poder da narrativa da mídia?
Até onde vai o poder de sabotagem da máfia branca contra o SUS?


E também: até onde vai a nossa capacidade e engenho para lutar contra o poder de organização do dinheiro.



















































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A verdade oculta na Maratona de Boston e os mercenários infiltrados

18.07.2013
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO,24.03.13 
Por Mike Adams, em NaturalNews
Tradução: René Amaral. Edição: Pragmatismo Politico

Mercenários estavam entre o público da maratona de Boston. Ao menos 5 militares terceirizados da Craft operavam na cena do crime com mochilas pretas semelhantes às usadas para carregar as panelas de pressão com as bomba

Natural News acabou de confirmar que ao menos 5 militares terceirizados (mercenários) estavam operando na cena do crime na maratona de Boston, todos carregavam mochilas pretas semelhantes às usadas para carregar as panelas de pressão com bombas.
A mídia tradicional está censurando completamente qualquer menção a esses mercenários da Craft (empresa de ‘segurança’ militar semelhante à Black Water), fazendo de conta que não existem. Só a mídia alternativa está conduzindo uma investigação verdadeiramente jornalística desses ataques. A mídia tradicional não está interessada na verdade, só querem torcer o ataque até virar uma forma de culpar os suspeitos de sempre (árabes e americanos extremistas) por algo em que eles não participaram.
Graças à ajuda de pesquisadores postando no 4Chan, mais alguns de nossos analistas, conseguimos trazer a nova pesquisa à luz.
atentado boston mercenários
(Imagem – Atentado na Maratona de Boston)
Quem é o rapaz acima e o que está em suas mãos? A foto seguinte foi tirada poucos momentos depois da detonação da primeira bomba. Muitas pessoas estão se perguntando. “Quem é esse cara?” e por que ele está em botas e calças de combate. Mais importante, o que ele leva em suas mãos?
boston atentados mercenários
(Imagem – Atentado na Maratona de Boston)
Fomos capazes de dar um close em suas mãos e com um pouco de pesquisa descobrimos que esse aparelho é um “detector de alerta de radiação” usado para situações de bomba suja, ou ataque nuclear.
Isso imediatamente suscita questões do tipo: Quem contratou esse homem? De que lado ele está? Por que ele teria adivinhado a necessidade de um detector de radioatividade? Que tipo de mercenários carrega rotineiramente um equipamento desses, tão caro?

Leia também

Quando investigávamos as fotos, localizamos mais quatro mercenários com os mesmos uniformes: botas de combate caqui, calças de combate caqui, jaquetas pretas, mochilas pretas e equipamento de comunicação tática.
Aqui uma foto de 3 desses mercenários. O do meio é o mesmo da foto anterior:
maratona boston atentados mercenários
(Imagem – Atentado na Maratona de Boston)
Vários pontos a destacar nessas fotos:
1) Todos os três parecem surpresos, mesmo chocados pelos eventos. Isso pode parecer significar que eles não esperavam o evento.
2) O objeto na mão do homem do meio pode parecer uma arma de mão, mas tenho certeza que não é. Por quê? Porque nenhum mercenário bem treinado iria carregar uma arma com dedos em pinça. A maneira correta de carregar uma arma enquanto se corre é firmemente na palma da mão. Esse objeto é provavelmente um detector de radioatividade como o da foto acima.
3) O homem à esquerda parece carregar um aparelho que aciona com o polegar, um rádio???
4) O homem da direita revela em sua camiseta o logo da “The Craft” na camiseta, visível por que sua jaqueta se abriu para essa foto (veja abaixo)
Aqui a foto comparativa do logo da Craft:
atentados boston craft
(Imagem – Comparação Logo Craft)
Mais dois mercenários na cena do crime com o mesmo uniforme e no boné o logo da Craft:
atentado boston craft
(Imagem – Atentado na Maratona de Boston / Logo Craft)
O fuzileiro naval e franco-atirador Chris Kyle também era um membro da Craftt. Ele foi assassinado por um de seus mais próximos amigos alguns meses atrás. A aparência dos mercenários da Craft na maratona de Boston levanta questões a respeito da morte de Chirs Kyle. Na foto em destaque, eis Chris Kyle na TV nacional usando o boné da Craft:
boston mercenários craft
( Image – Chris Kyle – Membro da Craft)
Abaixo, o slogan da Craft, que diz: “A violência resolve, sim, alguns problemas”.
boston craft
(Imagem – Slogan Craft)
Se você ainda tem dúvidas a respeito dos mercenários da Craft, cheque esse site The Craft website onde esses logos, uniformes e equipamentos são visíveis.
As mochilas-bomba são similares às mochilas usadas pelos mercenários Craft. Aqui é que a coisa fica realmente assustadora: as mochilas que levavam as panelas de pressão parecem incrivelmente semelhantes às usadas pelos mercenários da Craft:
boston atentado maratona
(Imagem – Atentado na Maratona de Boston)
Outra vista do logo da caveira da Craft tiradas do seu próprio website e foto que mostra funcionários da Craft numa feira de negócios. Todos usam as mesmas botas e calças de combate:
craft boston atentado mercenários
(Imagem – Membros Craft)

O que tudo isso significa? Primeiro, nos livremos da baboseira dos trolls de que isso é teoria de conspiração. Como podem, fotos de pessoas reais serem evidência de teoria de conspiração? Elas não são. Em trabalho policial de verdade, se chamam de evidências. E as pessoas nas fotos deveriam ser encaradas como pessoas de interesse (gente passível de investigação).
Mas elas não são!! Toda a mídia e o aparato policial estão fazendo de conta que eles não existem (agora essa é a teoria de conspiração DELES).
Sabemos, entretanto, que os funcionários da Craft não trabalham de graça. Eles não são um bando de voluntários. Isso significa que alguém os pagou para estarem ali.
Quem pagou a Craft para ir à maratona? E qual era a sua missão?
Por que sua presença na maratona de Boston está sendo ignorada? Por que essas pessoas de interesse não estão sob investigação?
Por que eles carregam detectores de radiação? O que há em suas mochilas? Sanduíches de presunto?
O fato de que a mídia se recusa mesmo a reconhecer a existência de tais mercenários é auto-evidente.
Vídeo mostra entrevista com corredor que fala sobre um alto número de cães farejadores perto da linha de chegada. Antes das bombas serem acionadas, diz ele também que os alto-falantes avisavam sobre um “exercício” anti-bomba que estaria acontecendo:
Nestes outros dois vídeos, o suspeito Tamerlan Tsarnaev, que chegou morto ao hospital, aparece nu, andando e entrando num carro de polícia. Uma testemunha conta que ouviu os policias pedindo que ele se despisse para verificar a existência de alguma bomba junto ao corpo. E que, depois de 10 minutos, o suspeito teria sido retirado do carro por agentes do FBI para que fosse fotografado. Após isso, o suspeito chamado número 1, já aparece morto no hospital com ferimentos típicos de alguém exposto à explosão de uma bomba. A mídia comercial tem insistido no mantra de que ele morreu “numa troca de tiros com os policiais”, a despeito deste vídeo e das inúmeras matérias que no início surgiram dizendo que o suspeito número 1 tinha sido detido e não morto pelos policiais.
(1)
(2)
E neste último vídeo, um jornalista canadense, que conseguiu falar com a tia dos suspeitos no Canadá, afirma que ela lhe garantiu que o homem nu levado para dentro do carro da polícia é 100% o seu sobrinho. “Por que o FBI não me pediu para verificar isso?”, questiona ela.
e como Tamerlan Tsarnaev apareceu no hospital:

ATENÇÃO, ABAIXO, IMAGEM FORTE

terrorista boston imagem forte
(Imagem)
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O JEITO NINJA DE FAZER JORNALISMO

18.07.2013
Do portal FAZENDO MEDIA, 17.07.13
Por Eduardo Sá

Repórter NINJA cobrindo as manifestações no Rio. Foto: Arquivo NINJA
A disputa do imaginário está em jogo, os veículos tradicionais de comunicação vêm perdendo seu império do pensamento único. Cada vez mais jovens se apropriam das novas tecnologias e ocupam a internet com novas narrativas e formas de se comunicar. Esse fenômeno estourou no universo virtual, à medida que as ruas foram tomadas por protestos em todas as capitais do país. Uma nova geração muito criativa e corajosa vem se destacando com uma nova forma de fazer jornalismo.
Com apenas quatro meses de existência no Facebook, o coletivo Narrativas Integradas, Jornalismo e Ação (NINJA) já atingiu mais de 76 mil seguidores com suafan page e altos índices de audiência durante os protestos. Devem ter incomodado alguém, porque ficaram 8 horas fora do ar no momento de vários protestos. E vêm atraindo cada vez mais pessoas para participação direta na comunicação, trazendo novos conceitos para reflexão, como caldeirão transversal e inteligência coletiva. Buscando democratizar o acesso, esses jovens apontam para um sistema colaborativo e ninja que está se desenhando.
Conversamos com Filipe Altenfelder, um dos integrantes do grupo, durante a reunião do NINJA realizada na última segunda-feira (16), na UFRJ. A conversa atraiu cerca de 100 pessoas, e aproximou mais alguns projetos que trabalham a perspectiva da democratização da comunicação. Na entrevista ele conta como surgiu o grupo, e quais as perspectivas. E define: “É uma forma ágil, veloz, corajosa, que desperta desejos e laços, com um tom inovador que vai gerando confiança com uma quantidade grande de pessoas. Precisamos estruturar uma plataforma para não ficarmos só dependendo do Facebook. Se quiserem tirar nossa página de alguma maneira é que nem a polícia tacar bomba nos manifestantes, só cresce…”
Assim como eles fazem na transmissão ao vivo, leiam a seguir a entrevista na íntegra:
O grupo não nasceu agora, existe um acúmulo para chegar até aqui?
São 10 anos do fortalecimento de redes, de coletivos de cultura no Brasil inteiro. A gente dentro do Fora do Eixo, que lá atrás já trabalhava com circulação, colocar as notícias e produção para rodar; distribuição, fazer os produtos ligados a essa história ser comercializados no país todo; e produção de conteúdo, na época a gente pesquisava ali a galera que desenvolvia web rádio, web TV e blog.  Você entendia localmente em cada cidade que estava trabalhando e ajudava a te posicionar, mobilizando o público, gente para participar das ações das atividades, num processo de conexão com as outras cidades. Era um elemento também bastante importante na facilitação e diminuição das barreiras geográficas. Todas essas redes que estavam se estabelecendo em torno desse universo da cultura foram se fortalecendo, pesquisando, se dedicando bastante para conseguir produzir conteúdo nas redes de forma cada vez mais ágil e eficaz. Ao mesmo tempo buscando inovar esteticamente, entender essa dinâmica da criação de memes, do viral. Então você tem uma pesquisa profunda feita na prática, divulgando as coisas num contexto que gera a noção de Ninja, o significado da sigla: Narrativas Integradas Jornalismo e Ação. Como a gente vai dar visibilidade para trajetórias e pontos de vista que conhecemos e estão sendo vividos? E ao mesmo tempo com o empoderamento que essa vivência traz para as pessoas que estão trabalhando com ela, a gente consegue fazer uma cobertura aí sim jornalística, mais crítica, atual, mais contemporânea da realidade. E a ação é porque esse comunicador NINJA não é um cara que está lá com aquele compromisso imaculado com a tal da imparcialidade, não: ele está vivendo o processo, está na rua mobilizado. Se ele for agredido vai reagir àquilo, se ele sentir medo ou ver algo que o deixa indignado ele vai reagir.
ninja
Tudo isso aconteceu num momento onde a grande mídia estava vivendo um dos seus picos de crise de credibilidade. Então na hora que você surge com uma nova possibilidade de construção de narrativas funcionando como um serviço de utilidade pública, aquilo gera uma identificação muito grande do público. Já entendendo tudo isso, há três meses a gente também está ligado a várias ocupações e movimentações de rua em SP. No bojo dessa história toda entendemos o timing de configurar uns esforços específicos no Ninja e pôr esse projeto na rua. Em 2011 o Fora do Eixo se muda para o Cambuci, em São Paulo, faz a cobertura da repressão na marcha da maconha e gera um sentimento de indignação. 2.500 pessoas sintonizadas depois na Marcha da Liberdade na Pós TV. Lançamos a fan page e fomos cobrir o Fórum Social Mundial da Tunísia, onde acompanhamos a marcha pró Palestina. Voltamos para o Brasil e tinha o julgamento do assassinato de Marabá e a gente estava lá transmitindo ao vivo de dentro da Corte, dialogando com a população, filmando a ocupação que acontecia, junto com Felipe Milanez. É legal porque tem um movimento de jornalistas que já tinham uma trajetória em grandes redações, mas que mesmo num estado embrionário do NINJA começaram a ver uma alternativa bem viável se desenhando. Fomos tocando nessas duas direções: formar cidadãos multimídia, a ideia de que qualquer um com celular na mão pode ser um repórter em campo, e trazendo pessoas que vêm dessa construção específica dentro do jornalismo brasileiro e estavam dispostas a também chancelar, colaborar, amadurecer conceitualmente a proposta. Com as marchas e protestos aumentando fomos laboratoriando, não só cobrindo as pautas mas também nos somando a outros coletivos.
A hora que vem esse momento histórico que o Brasil viveu, tínhamos gente muito preparada para estar em campo. Aquela coragem que faz o Filipe Peçanha chegar com a câmera na cara da polícia: não é um repórter que fez um curso de cobertura de conflito, ele é um cara que está tendo que ser inventivo e criativo há três anos, tendo que ser solidário, se importando com o outro. Busca estabelecer narrativas no que ele acredita que são valores que colaboram para a construção de um novo mundo possível, então tem muita bagagem ali para aquilo sair com a força que saiu. Com a repercussão fomos para uma fase dois, que é muita gente se identificando e perguntando como é que faz para estar dentro disso e somar. A reunião de hoje está dentro disso, a gente vai falar e ouvir. Só chegamos nesse momento porque tudo o que está atrás do NINJA foi construído dessa forma, horizontal, em reunião aberta, com ata pública, transmitido ao vivo. Se agora achar que tem 70 mil seguidores na página e partir para uma lógica de fechar a equipe e bombar, ele perde a mística. O que fez ele despertar tanto desejo é essa coerência do discurso com a prática, então a gente vai ter que junto com aqueles que estão se interessando ir construindo daqui para frente.
É um desafio operacional e logístico. Como é que se dá essa dinâmica?
É um campo que já temos bastante experiência, se você olhar outras redes que a gente vem trabalhando, como a Rede Brasil de Festivais, são 150 eventos no Brasil inteiro, 6 mil shows por ano. Sempre teve a equipe de comunicação produzindo conteúdo a partir dessas realizações, então já estávamos preparados. Quando baixa um pouco a temperatura dos protestos nas grandes cidades e a gente vai para fase das assembleias populares e ocupações no país todo, mostramos fôlego, capilaridade e capacidade de cobrir nacionalmente depois ter surpreendido pela primeira vez. As pessoas perceberam que não precisa ter uma mega estrutura, é o cara lá na cidade que está com essa mesma vibe e com o celular dele e manda uminbox para mídia NINJA e se torna mais um na legião. A legitimidade de um colaborador vai de acordo com a sua disponibilidade. É diferente da identidade anônima do Anonymous, é uma identidade coletiva mais na lógica do sub comandante Marcos, ou do Banksy, etc…
Filipe Altenfelder, um dos integrantes do grupo. Foto: Leonardo Coelho/NINJA.
Filipe Altenfelder, um dos integrantes do grupo. Foto: Leonardo Coelho/NINJA.O grupo começou com 20 pessoas, quantos estão envolvidos hoje?
Cadastramos 2.500 e-mails em 36 horas, e a gente tem falado para elas: oh galera, muito massa, obrigado por entrar em contato, nos estimula muito, continua mandando material, na medida do possível a gente vai dar vazão pela página. Mais que um negócio é o surgimento de um jornalismo NINJA. Em São Paulo a gente já avançou em termos de estrutura, estamos com uma redação funcionando para também receber mais gente. Uma casa Fora do Eixo como a de Belo Horizonte rapidamente se adapta e toca o pau, cria uma redação, o Coletivo Nigéria lá de Fortaleza os moleques já tinham uma sala e já começaram a se entender, e outras iniciativas também se fortalecem e se somam. Aqui no Rio tem o Tarja Preta, que é um trabalho antigo e virou uma puta referência para nós. Quando a gente posta na página do NINJA já dá uma outra visibilidade para a parada, as trajetórias se encontram e a galera começa a trabalhar junto.
E de Ibope, como está caminhando?
Tem uma aceitação do público muito interessante, ainda mais se você pensar que a gente conseguiu com um aparelho celular ter 1,6 pontos no Ibope na transmissão do fogo no painel da Coca Cola, na Avenida Paulista. Tem muita emissora de TV aberta que dá um rala no dia a dia para tentar chegar nisso com muito mais estrutura, gastando muito mais dinheiro e às vezes não consegue a mesma relevância. O protesto da Globo tinha 20 mil pessoas sintonizadas. Vem de estímulo para a galera continuar sistematizando, de certa forma compromissada com que mais gente possa trabalhar dessa forma. Porque se é muito gostoso, emancipador, a adrenalina, tesão, como é que você não vai querer que mais gente participe? Tem esse DNA colaborativo que vai dar o norte. Mais do que um grupo, uma produtora, uma agência de notícias, o NINJA vem para duas vocações: construir uma rede de comunicação independente, e outra ideia que foi fruto das discussões é a leitura do surgimento de um jornalismo NINJA. Isso vai fazer história em certa medida, e com certeza uma reflexão que vai continuar sendo digerida nas redações por um tempo e no próprio imaginário da audiência que vai começar a cobrar isso de forma mais contundente.
Vocês estão com a página e vão criar um portal, quais são as perspectivas?
Reunião do NINJA realizada na UFRJ atraiu aproximadamente 100 pessoas e ampliou o coletivo no Rio. Foto: Eduardo Sá.
Reunião do NINJA realizada na UFRJ atraiu aproximadamente 100 pessoas e ampliou o coletivo no Rio. Foto: Eduardo Sá.
O próximo passo é o site, que vai potencializar as linguagens que a gente já está trabalhando: foto, vídeo, texto e transmissão ao vivo. Queremos ter uma janela para dar vazão de forma sistêmica e incessante a tudo que a gente tem recebido desse ambiente de participação social. Esse é o grande barato, a comunicação se mostrou nesse momento de guerra mimética que a gente está vivendo como uma ferramenta de defesa e sofisticação da democracia. Então como vamos empoderar uma geração trazendo novos repertórios, desviando do medo do asujeitamento e entendendo as rotas de fuga para que cada vez mais gente participe diretamente. Precisamos retrabalhar essa democracia representativa que está colocada, ela não dá mais conta das demandas do século XXI. E a comunicação hoje pode ser utilizada como um viés para isso.

Vocês estão apresentando uma alternativa, até certo ponto crítica, aos meios de comunicação tradicionais. No entanto, a própria mídia tem entrevistado vocês.
Sem surpresa, a hora que a parada começa a esquentar a temperatura você sabe que vai vir. Eu não tenho nada contra, pelo contrário, é muito interessante, ajuda. Se a gente está falando de ser um veículo acessível a cada vez mais gente, é óbvio que a projeção aumenta a partir disso e também te legitima. É um índice para a galera que está trabalhando ainda nessa forma onde a gente está pesquisando os mecanismos de sustentabilidade nos bancos de estímulo de quem está colaborando, é muito legal. Saiu no Wall Street Jornal, New York Times, El Pais, O Globo, O Dia, Folha, Estado, Record News, saca? De fato a mídia quis falar com a parada.
Grande parte dos que estão envolvidos com o NINJA já está envolvida com produção cultural independente há um tempo, e a gente já vem buscando espaço na grande mídia. Não tem coletivos e redes que fazem voto de invisibilidade, as pessoas querem hackear os espaços dos veículos tradicionais. Se em determinado momento está dando uma matéria no Globo que estará cobrindo ao vivo um ato contra a Globo, a gente não tem nada a perder. Qualquer projeto desse tipo hoje em rede encontra constantemente um momento de tomar uma decisão, de um lado tem o medo do asujeitamento e do outro a rota de fuga. A gente busca sempre enxergar a rota de fuga, entrando e saindo de todos os espaços e fazendo com que a narrativa tenha mais alcance.
No plano mais geral em termos de política, como vocês estão vendo esse processo?
Nos últimos 12 anos no Brasil você tem esse processo político de emergência de 40 milhões de pessoas da linha da miséria, e isso não significa só que as pessoas estão com mais dinheiro no bolso para consumir. Significa que elas estão mais empoderadas, mais conscientes, mais críticas, articuladas e com mais noção de incidência, formação, sustentabilidade, comunicação. Isso vem amalgamando um tecido social que está conectado principalmente pelas redes de cultura e comunicação, que está com uma abrangência latinoamericana, começando conexões na África, que são muito interessantes. Você tem o velho mundo numa crise civilizatória, com Brasil, América Latina e África como lugares aonde a sobrevivência de 500 anos de gambiarra geraram uma mina de ouro de tecnologias sociais da capacidade de ser inventivo e criativo, de fazer muito com pouco e multiplicar recurso. Com certeza vai chegar um momento aonde vamos conseguir fazer propostas cada vez mais claras funcionando virtualmente como uma embaixada global de um novo mundo possível, colocando cada vez mais na pauta o desenvolvimento sustentável, a perspectiva do trabalho colaborativo, vivências coletivas, otimização dos recursos naturais, contra a homofobia, por uma nova política de drogas, pela desmilitarização da polícia, etc. Enfim, é um movimento de pautas transversais que está descendo a ladeira a pleno vapor. Eu sou bastante otimista, acho que não dá para dar passos para trás, acho que a gente está vivendo na hora e lugar certos.
Como se dá o investimento no projeto e sustentabilidade financeira da equipe?
É financiamento direto pelo público, a gente está começando isso agora. Em breve lançaremos um projeto específico de estruturação dos equipamentos em parceria com o Catarse, que é uma plataforma brasileira que vem trabalhando com essa perspectiva faz tempo. E depois da construção desse site estamos pesquisando alguns modelos aonde o público pode fazer a doação direta enquanto ele assiste a Pós TV, ou ele pode fazer uma assinatura eletrônica voluntária. Estamos pesquisando isso agora para dar os próximos passos. É legal entender que nesse ambiente todo de rede tem uma noção que foi sendo amadurecida, a ideia da moeda complementar: à medida que os grupos se fortalecem você entende de uma forma mais contemporânea o valor da força de trabalho de cada um. Na equipe do NINJA hoje tem pessoas que poderiam estar no mercado ganhando de 5 a 8 contos por mês. Então você tem os R$ 70 mil da soma do que viria a ser o salário dessas pessoas, que é investido no processo na medida em que elas estão trabalhando.
O cara lá de Salvador foi roubado durante a transmissão, por exemplo, fizemos uma vaquinha para levantar grana para o celular dele. Fizemos um financiamento coletivo para comprar passagem e mandamos o Rafael Vilela para o Egito. Hoje estamos transmitindo da Espanha. O NINJA não está sozinho, tem muitos coletivos que estão atuando no Brasil inteiro que entendem ele cada vez mais como seu canal, então é legal mandar um repórter NINJA para esses lugares porque ele tem credibilidade para pessoas que entendem sua importância. Hoje você tem o Fora do Eixo, a Matilha Cultural, o Epicentro, a revista Fórum é uma parceira, o Intervozes, a Agência Pública de Comunicação, o Coletivo Nigéria, etc. A gente funciona com um caixa coletivo, não tem salário. Estamos dando um segundo passo, no sentido de estruturar e ver como podemos avançar.
RELATO DE FILIPE PEÇANHA (CARIOCA), QUE FEZ A COBERTURA NINJA EM PROTESTOS NO RIO
Filipe Peçanha, vulgo Carioca, que tem feito a cobertura no Rio. Foto: Eduardo Sá
Filipe Peçanha, vulgo Carioca, que tem feito a cobertura no Rio. Foto: Eduardo Sá
Como você avalia sua cobertura aqui no Rio?
O Rio tem uma característica bem específica, que é a da conexão das pessoas com pautas muito claras, focos muito constantes de ataques simbólicos, com o exemplo de Globo e Cabral. Aqui o grupo está começando, tem cerca de 20 colaboradores envolvidos mais diretamente. Estamos numa reunião desse núcleo mais outras pessoas que querem fazer parte. O NINJA tem esse propósito colaborativo na essência, e aqui no Rio tem tido uma movimentação muito interessante com uma dinâmica própria para a cobertura desses atos. O grupo já começa a ter uma cara, os colaboradores se conhecem, planejam junto a cobertura, fazem reuniões virtuais, conferências, para tirar encaminhamentos.
Com a sua experiência de campo mais a avaliação coletiva interna, quais características vocês enxergaram em relação à postura do governo em reação aos protestos? E qual a diferença do que você viu e veiculou na íntegra para o que foi publicado na mídia?
Talvez o Rio seja um foco de constantes manifestações, mesmo depois de junho, justamente por conta do posicionamento do poder público e da imprensa. Não consegue lidar com as manifestações de uma forma que não seja violenta, então todas tendem de certa forma a culminar num conflito sem necessariamente partir dos manifestantes uma primeira agressão ou tumulto. Na cobertura do Maracanã e do Cabral a gente viu isso, e documentando em tempo real a coisa vai ficando evidente. Se sente de uma maneira muito forte a insatisfação dos manifestantes para com o discurso que sai na grande mídia, a insatisfação das pessoas que estão nas ruas e quando chegam em casa e ligam a TV não se sentem representadas com aquilo que é dito. Isso traz uma continuidade, alimenta a insatisfação das pessoas que se unem cada vez mais para continuar na rua se manifestando, fazendo atos. Aqui no Rio tem uma frequência muito grande, então a coisa não esfriou, pelo contrário, ela vem crescendo. E ficam evidentes também os escândalos que esse atual governo tem no seu currículo, e a forma que ele lida com essas manifestações sempre reprimindo, alimentando uma indignação com uma conduta e posicionamento do poder público para as insatisfações populares. Culmina nos mais elaborados textos e falas durante as manifestações, o repertório carioca é muito vasto, tanto por conta dessa gestão pública quanto a cobertura da grande mídia que é insuficiente.
Quais são as perspectivas e o cenário político daqui para frente no Rio com os grandes eventos que a cidade vai receber?
O grupo do NINJA Rio tem o desafio constante de entender a cidade como sendo uma grande possibilidade infinita de pautas, o Rio de Janeiro não para. Mas mais do que as pautas, é cada vez mais construir a estrutura e cobrir qual pauta que seja: Cabral, Globo, papa, jogos, etc. Tudo isso traz uma refinamento buscando uma metodologia da cobertura, como em equipe dar conta das mais diversas linguagens. Compartilhar a prática de tudo isso, esse sistema de produção independente. E nesses momentos de encontro ter uma reflexão qualificada do que vai ser essa narrativa. Precisamos visualizar o quão longe podemos ir com a produção de reportagens. A Pós TV tem cartilhas, estamos criando mais núcleos para formar núcleos independentes. Um processo de melhorar a linguagem, a repercussão das transmissões e como elas servem também de denúncia ao mostrar policiais sem identificação, etc. É uma grande responsabilidade, estamos evidenciando processos públicos. Para ter 20 mil pessoas assistindo é preciso ter uma equipe de base, e ter uma reflexão de que tudo é envolvido em aumento da carga de responsabilidade daquela narrativa.
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