quarta-feira, 17 de julho de 2013

BESSINHA DERROTA GURGEL NO SUPREMO !

17.07.2013
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

“De extremo mau gosto !” (item 18, pág. 9 do primeiro documento).

Essa charge do Bessinha – http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2013/07/charge-bessinha_ovo-do-gurgel.jpg -, amigo navegante, acaba de obter retumbante vitória no Supremo Tribunal Federal.

Trata-se da acachapante vitória que o conselheiro Luiz Moreira, do Conselho Nacional do Ministério Público, CNMP, obteve sobre o brindeiro Gurgel.

Em sua defesa, o brindeiro Gurgel – que o senador Collor, da tribuna do Senado, chama de prevaricador – espinafrou o ansioso blogueiro, o site Conversa Afiada e, vejam só !,  “a montagem de extremo mau gosto” do Bessinha.

“Extremo mau gosto”, diria a Velhinha de Taubaté, foi a passagem do brindeiro Gurgel pela PGR – clique aqui para ler “Sucessor do Gurgel: a Dilma está numa sinuca de bico”.

Nos documentos abaixo incorporados, o amigo navegante verá que o Moreira quer investigar alguns aspectos da gestão de Gurgel.

Verá também que Gurgel perdeu duas vezes no Supremo, ao tentar se livrar do Moreira.

Uma com Zavascki.

Outra com Carmen Lucia.

Ele, Gurgel, vai ter, sim, que prestar contas das seguintes dúvidas cruéis de Moreira:

1) Moreira quer saber como é que o Gurgel comprou – com data de 1o. de janeiro de 1900 (1900 !!!, segundo o portal Transparência) – carros para a PGR por R$ 40 milhões. A compra se deu com dados incompletos e falhos;

2) Moreira recebeu de servidores a denuncia de que há um nepotismo cruzado na PGR – você emprega o meu que eu emprego o teu. Moreira pede a relação dos servidores de CC1 a CC7, para ver quem é parente de quem;

3) Moreira recebeu de servidores a denuncia de que cargos na PGR restritos a bacharéis foram ocupados por pessoas de educação de nível médio. Moreira pediu a relação de funcionários, cargo por cargo, com a respectiva ficha funcional, para conferir o nível de escolaridade;

4) Moreira recebeu de servidores a denúncia de que houve um desvio de R$ 500 mil  no “Plan Assiste”, o plano de saúde da PGR. A investigação sobre o desvio teria sido arquivada irregularmente e Moreira que ler o balanço do Plan Assiste dos ultimo cinco anos;

5) O Conselho do Ministério Público tinha reconhecido o vinculo com o serviço público de servidores contratados antes de 1988, sem o regime de trabalho atual. Moreira recebeu denuncias de que a gestão Gurgel colocou para dentro, na mesma situação, funcionários que não mereciam a mesma regalia. Moreira quer investigar se há irregularidade.

6) Moreira quer, também, seguir a investigar na linha da denúncia do Renato Rovaiaprofundada pelo Senador Collor: como Gurgel comprou os Ipads, na calada da noite de um exercício fiscal ?


Faltam 28 dias para Gurgel descer à planície e encontrar o Collor, o Moreira – e o Bessinha !
Leia a seguir os documentos que registram a acachapante derrota de Gurgel (e este não será seu “canto do cisne”):

























Segue (…)

Leia agora, amigo navegante, o ofício:




E aqui mais informações:























O acompanhamento processual está no link abaixo:



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Dilma vai discutir planilha de cálculo de passagens do transporte público

17.07.2013
Do BLOG MOBILIDADE URBANA

ônibus parads - Foto - Ricardo Fernandes DP/D.A.Press
A presidente Dilma Rousseff afirmou que convocará uma reunião com gestores públicos e prestadores de serviços de transporte para discutir a planilha de cálculo das tarifas do transporte público. Ela falou da necessidade de melhoria da mobilidade urbana durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, em Brasília.
Dilma disse que participarão da reunião, ainda sem data definida, prefeitos, governadores, movimentos sociais, a Frente Nacional de Prefeitos, o Fórum Nacional de Secretários de Transporte, setores da academia, prestadores de serviço de transporte e trabalhadores do setor. “É uma ampla reunião e, na pauta, está a planilha de cálculo das tarifas”, afirmou.
Atualmente, a maioria dos municípios, segundo a presidente, utilizam uma metodologia para o cálculo do preço das passagens desenvolvida em 1984 e atualizada em 1993. “Portanto, [de] vinte anos atrás”, destacou. Dilma, porém, não detalhou que sugestões o governo pretende fazer a respeito das planilhas.
Ela lembrou que, antes mesmo das manifestações terem início, o governo federal zerou a incidência de PIS/Cofins em serviços de transporte coletivo rodoviário, metroviário e ferroviário e reduziu os encargos da folha de pagamentos dos transportes metroviário e rodoviário. Todas essas medidas, segundo ela, possibilitaram corte de até 7,23% no preço das passagens.
A presidente criticou a situação atual do transporte público brasileiro, o qual disse ser “de má qualidade, extremamente apertados – como sardinha – e com uma frequência não tão adequada em várias partes do nosso país”.
Ela também criticou a falta de investimentos, segundo ela, na área de mobilidade urbana nos últimos anos. O Brasil, disse, é “pobre” em transporte público. No mês passado, durante pronunciamento em cadeia nacional, ela prometeu R$ 50 bilhões para obras de infraestrutura.
“A questão urbana é extremamente grave em outros países do mundo também, em países ricos e desenvolvidos. Num país pobre como o nosso – entre parênteses pobre porque não foi investido o suficiente nos últimos anos nessa área. Nós somos pobres nessa área. Não foi investido primeiro por causa da crise da dívida e segundo porque não foi investido”, afirmou.
Dilma lembrou que no passado, dizia-se que o Brasil não “merecia” ter metrô, meio de transporte tido como muito caro na época. “Como ter uma cidade com 20 milhões de habitantes em transporte urbano?”, questionou ao citar a cidade de São Paulo.
O espaço urbano, afirmou, é um espaço “extremamente desigual” inclusive para as pessoas com maior renda, “porque são impactadas por um trânsito infernal”. Ela defendeu o motivo inicial que desencadeou as primeiras manifestações em São Paulo, o aumento de R$ 0,20 na passagem de ônibus.
“O trânsito na cidade é como a circulação do sangue no nosso organismo, portanto, não foi uma questão menor que desencadeou as manifestações de junho, foi uma questão muito importante”, disse.
O governo, segundo disse, precisa “salvar” as cidades médias para conter o “caos” que os grandes centros vivem atualmente.
Fonte: Portal Mobilize
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Dilma diz que é preciso traduzir as vozes das ruas em ações de governo

17.07.2013
Do portal do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Por Agência Brasil

A "voz das ruas" têm um norte claro no Brasil, que é a questão de mais direitos sociais, mais valores públicos e éticos (Antônio Cruz/ABr)
A presidente Dilma Rousseff reforçou nesta quarta-feira (17), durante encontro que marcou os dez anos do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), no Palácio Itamaraty, que é preciso traduzir as demandas que a população levou às ruas em ações práticas de governo. Segundo Dilma, a “voz das ruas” têm um norte claro no Brasil, que é a questão de mais direitos sociais, mais valores públicos e éticos e mais representatividade.

“É meu dever, como governante desse país, que tem o mérito de ser um grande país democrático, traduzir essas demandas e a energia dos manifestantes em ações práticas de governo. Isso significa que não podemos nem devemos ficar indiferentes. Temos que ter a humildade de reconhecer que lutar por mais direitos é algo que só honra o nosso país”, disse a presidente a uma plateia de ministros, empresários e representantes da sociedade civil.

Dilma lembrou que viu o que era cobrado nas ruas, explicitado em cartazes, como mais ética, mais democracia e, principalmente, mais oportunidade de ser ouvido, e ressaltou que tudo isso depende de uma reforma política. “Melhorar a representatividade política, democratizar a atividade política, tornar a política mais transparente são, talvez, as respostas mais evidentes que nós podemos dar a esse momento por que passa o país”.

Durante seu discurso, Dilma descreveu ainda os cinco pactos nacionais, nas áreas de saúde, mobilidade urbana, educação, responsabilidade fiscal e controle da inflação, que propôs a chefes dos executivos estaduais e municipais no último mês para dar mais transparência ao sistema político e melhorar os serviços públicos. Ela destacou, mais uma vez, a destinação dos royalties do petróleo para educação como uma das principais decisões nessa linha. 

“Essa proposta [de destinação dos royalties do petróleo para a educação] surge muito forte nesse novo momento político, porque esse novo momento político pode tornar realidade seguramente um dos maiores legados que o meu governo pode dar às futuras gerações”, ressaltou a presidente, acrescentando que “a educação de qualidade, que abrange creches, alfabetização na idade certa, escolas em tempo integral e formação de cientistas, tecnólogos e inovação, com professores bem remunerados e estrutura, é fundamental para o desenvolvimento sustentável do país, com redução de custos e aumento da competitividade”.
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PARA ESTUDANTES DE MEDICINA: Para Mercadante, críticas ao serviço obrigatório no SUS são seletivas

17.07.2013
Do portal da REDE BRASIL ATUAL
Por Débora Zampier, da Agência Brasil

Ministro lembra que 24 mil estudantes passarão oito anos no SUS para pagar financiamento estudantil. Comissão reunirá ministérios e 11 universidades federais para discutir programa 
WILSON DIAS/ABR
Aloizio Mercadante
Mercadante defendeu a aplicação do segundo ciclo de estudos no SUS a todos os estudantes de medicina
Brasília – O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse ontem (16) que as críticas ao serviço obrigatório de dois anos no Sistema Único de Saúde (SUS) para estudantes de medicina são seletivas. A medida é um dos pontos da Medida Provisória (MP) do Programa Mais Médicos, encaminhada pelo Executivo ao Congresso Nacional na semana passada.
“Porque é que no Fies [Financiamento Estudantil] tem 24 mil estudantes que vão ficar oito anos trabalhando no SUS para pagar e ninguém criticou? Querem a resposta? Porque são estudantes de medicina pobres. Ninguém criticou, ninguém questionou”, disse o ministro. Ele falou com jornalistas pouco antes de encontrar a presidenta Dilma Rousseff em audiência no Palácio do Planalto.
Mercadante defendeu a aplicação do segundo ciclo de estudos no SUS a todos os estudantes de medicina, e não apenas aos de escolas públicas, pois entende que esse é um critério de formação. Ele disse não acreditar que as críticas ao modelo proposto pelo governo resultem de preconceito de estudantes ricos com o SUS. “Não, espero que não. Eles vão ter grande experiência de vida, pois esse é um sistema generoso, um sistema solidário”.
Mercadante também anunciou que uma comissão foi criada hoje com o objetivo de discutir e aprimorar a MP Mais Médicos. O grupo terá representantes do Ministério da Educação, do Ministério da Saúde e das 11 principais universidades federais do país. Um encontro na tarde de ontem reuniu diretores e coordenadores dos cursos federais de medicina no Ministério da Educação e durou cerca de quatro horas.
Segundo Mercadante, a comissão terá quatro meses para discutir a MP Mais Médicos no Congresso, e depois mais seis meses para trabalhar as propostas dentro da Comissão Nacional de Educação, que tratará das questões curriculares e do acompanhamento acadêmico. O prazo para implantação do segundo ciclo é de sete anos, uma vez que as primeiras turmas sob o novo sistema chegarão em 2021.
De acordo com o ministro, a discussão desta tarde foi positiva, com debates sobre a articulação do segundo ciclo com a residência médica, sobre a especialização em atenção básica e sobre possíveis ajustes no currículo. “Estamos abertos a discutir. Estamos abertos a falar com especialistas”, garantiu.
Mercadante voltou a defender o ingresso de médicos estrangeiros no Brasil e destacou que todos passarão pelo Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) e só serão encaminhados aos locais aonde os médicos brasileiros não quiserem ir. “É um programa provisório, voltado especialmente ao Semiárido nordestino, à Amazônia e à periferia das grandes cidades, e eles vão trabalhar acompanhados pelas universidades”.
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Governo, saúde, médicos, imprensa e classe média

17.07.2013
Do blog PALAVRA LIVRE
Por Davis Sena Filho 

Eu não sei por que o Governo Federal administrado por uma presidenta trabalhista eleita pela maioria do povo brasileiro se torna refém de pressões levadas a cabo pela imprensa de negócios privados e por categorias ou classes profissionais como, por exemplo, a dos médicos, que se recusa, terminantemente, a trabalhar no interior do País, desenvolver o Brasil profundo, que a maioria dos brasileiros não conhece e nem pretende conhecer, pois prefere, obviamente, estabelecer-se em cidades e regiões consideradas por eles mais aprazíveis e “civilizadas”, além de adequadas aos seus interesses econômicos, financeiros e logísticos.

Esta é a conduta e a postura de grande parte dos médicos. Isto acontece porque a medicina se tornou há muito tempo um segmento venal, estritamente dedicado ao comércio e ao consumo, dominada pelos propósitos econômicos dos grandes laboratórios internacionais, clínicas e hospitais privados, bem como à mercê de médicos e administradores, que se tornaram poderosos empresários do setor de saúde, que, inclusive, controlam politicamente o Conselho Federal de Medicina (CFM) e têm forte influência no que diz respeito aos acordos e contratos firmados com o SUS, que sustenta unidades hospitalares privadas, sendo que muitas delas não dão o retorno devido à população, no que concerne a zelar por um bom atendimento, além de não oferecer serviços médicos e hospitalares de boa qualidade.

Contudo, o que mais me chama a atenção sobre a crise na saúde é a desfaçatez e o cinismo perverso da oposição político e partidária (PSDB, DEM, PPS e lamentavelmente o PSOL) da direita brasileira, totalmente desprovida de bom senso ao tempo que vitimada severamente pelo alzheimer, pois “incapacitada” por conveniência de ter memória, e, consequentemente, de lembrar que fez campanha com a ajuda da imprensa de mercado contra a CPMF, bem como também votou contra a contribuição nos plenários do Congresso, o que acarretou o desfalque de R$ 40 bilhões anuais, dinheiro este que financiava a saúde pública, que precisa urgentemente de melhores serviços de saúde para oferecer à sociedade brasileira.

Tudo isto foi esquecido pelos políticos e partidos de direita e pela grande imprensa alienígena, entreguista e que despreza o Brasil e o povo brasileiro. A mesma imprensa colonizada e historicamente golpista que apoiou o “apartidarismo” e o modo “apolítico” de a classe média se conduzir e se expressar, principalmente quando os seus protestos e a sua “indignação” inundaram as ruas do Brasil após o Movimento Passe Livre (MPL), com sua pauta de esquerda, apanhar violentamente da polícia tucana de São Paulo, comandada pelo governador Geraldo Alckmin, um dos líderes nacionais do PSDB, partido que em sua sigla se autodenomina social democrata, mas que na verdade é um partido conservador, neoliberal, e que se pudesse venderia o que restou do patrimônio público deste País, que, indubitavelmente, não foi construído através do tempo pelos homens e pelas mulheres do PSDB.

Considero também leviandade e oportunismo dessa mesma classe média, herdeira legítima da passeata realizada antes do golpe de 1964, que, cinicamente e equivocadamente, chamou-se Marcha da Família com Deus e pela Liberdade, realizar os protestos somente no período da Copa das Confederações, para logo encerrar as suas manifestações após o seu término, sendo que a maioria das pessoas que viram os jogos era também integrante dessa classe reacionária politicamente e preconceituosa socialmente, que desde a Revolução Industrial se alia às oligarquias dominantes, porque é portadora dos mesmos valores e princípios das classes privilegiadas, que, entre outras coisas, lutam incansavelmente para não permitir a distribuição de renda e de riqueza, bem como tratam a questão latifundiária urbana e rural como caso de polícia quando o problema é fundamentalmente social. Os latifúndios improdutivos pertencem não a fazendeiros, mas simplesmente a agentes imobiliários, que vez ou outra usam botas e chapéu.

Por seu turno, a classe média é sempre barrada na porta do baile dos ricos, porque, evidentemente, para o seu desgosto e frustração, não tem dinheiro no cofre, mas apenas uns caraminguás nos bolsos. Coitada, tão reacionária e perversa ao tempo que equivocada e despolitizada. E eis que os sabujos e os pitbulls servidores dos barões da imprensa se voltam contra a vinda de médicos estrangeiros para o Brasil, “esquecem” do fim da CPMF, e, não satisfeitos, dão voz ativa, de forma constante, aos médicos conservadores que controlam o Conselho Federal de Medicina e aos administradores e empresários de planos de saúde, que não atendem de maneira digna o povo brasileiro.

A verdade é que essa imprensa ideológica e de direita manipula a informação e se recusa a democratizar as comunicações no Brasil. O sistema midiático privado e hegemônico não quer que nada mude, avance e se desenvolva. Tal imprensa quer que tudo fique como está, pois, volto a afirmar, ela é a ponta de lança do establishment, que garante através dos séculos o status quo dos proprietários da casa grande, que, se estivessem, a viver no século XIX, seriam, sem sombra de dúvida, escravocratas.

De repente, não mais do que de repente, os médicos, os residentes e até mesmo os estudantes de medicina se mobilizam, e, em tom uníssono, abrem a boca e saem às ruas em protesto contra o programa do governo trabalhista que, ao ouvir as vozes dos manifestantes no mês de junho, começa a tentar cumprir a pauta (positiva) de reivindicações dos trabalhadores, dos estudantes e da classe média oportunista, que se mobilizou com a intenção de mostrar o seu descontentamento com a ascensão de parte da massa de cidadãos brasileiros que passaram a ter acesso ao consumo de bens duráveis, bem como a frequentar os aeroportos, os restaurantes e as universidades públicas até então enclaves da classe média, que as recebeu do poder público e político como contrapartidas por não ser proprietária dos meios de produção.

Os médicos e os futuros doutores da saúde resolveram por as manguinhas de fora. Muitos deles se comportaram como verdadeiros playboys, filhinhos de papai, mimados, cujos egos deixam os dos artistas hollywoodianos humilhados. Trata-se de um contrassenso total e de uma arrogância e prepotência somente comparável às dos representantes da burguesia, eleitos ou não, que lutam por seus interesses em todos os fóruns públicos, em busca de fazer prevalecer às vontades e os desejos daqueles que são inquilinos do pico da pirâmide social, que, equivocadamente, consideram a ascensão da chamada classe c um problema que poderá acarretar em diminuição de seu poder de barganha, no que tange a ter privilégios e favorecimentos.

A classe médica e os estudantes de medicina querem, na verdade, manter seus privilégios, a começar pela luta para que nada mude, bem como garantir a reserva de mercado no que tange aos empregos, mesmo sabendo que o Brasil necessita de dezenas de milhares de médicos, pois temos uma população de 200 milhões de habitantes e que não são atendidos de forma adequada, porque a demografia médica neste País é muito mal distribuída, o que acarreta desequilíbrios regionais no que é relativo à distribuição e à fixação de profissionais de saúde, além de, não é conveniente esquecer, que o estado brasileiro tem de melhorar, e muito, questões referentes ao financiamento e à infraestrutura do setor da saúde pública e também privada, afinal o segmento particular tem de arcar com as suas responsabilidades e não apenas se preocupar em ter somente lucro.

Os dados e índices divulgados em fevereiro pelo Ministério da Saúde mostram que o Brasil tem 1,83 médicos a cada mil habitantes. Ponto. Sendo que a média mundial é de 1,4 mil médicos a cada mil habitantes. O Ministério da Saúde projeta oferecer ao povo brasileiro 2,5 médicos para cada mil habitantes. A Inglaterra, por exemplo, tem 2,7 médicos a cada mil habitantes.

Portanto, o déficit de pessoal é uma questão séria e por isto não pode ficar à mercê de demagogia política da oposição partidária de direita, das polêmicas artificiais da imprensa corporativa, que visam criar confusão para manipular a população, além do corporativismo insensato e irresponsável de parte da classe médica representada pelo presidente do CFM,Roberto Luiz d'Avila.

O porta-voz da classe médica não quer, afirmo novamente, mudanças. O Governo trabalhista pretende trazer médicos estrangeiros para exercerem suas profissões em localidades distantes e nas periferias. Um dos motivos dessas áreas não terem médicos é porque muitos desses profissionais de saúde se recusam a ir para locais carentes, pois preferem morar em grandes e médias cidades, por diversos motivos diferentes. É fato.

O Governo trabalhista primeiro se prontificou a não exigir a revalidação dos diplomas dos médicos estrangeiros. Contudo, o CFM quer que tais médicos façam o Revalida, o que pode ser atendido. Além disso, os estrangeiros assinariam contratos temporários de apenas três anos, com salários de R$ 10 mil e clinicariam somente nos lugares distantes ou carentes. Para conseguir atingir tais metas, o Brasil necessitaria ter mais 168.424 médicos, conforme os estudos do Ministério da Saúde.

Mesmo assim a gritaria é altissonante, e os conservadores aproveitam para criar crises artificiais, a fim de engessar as ações do Governo trabalhista, pois em outubro de 2014 vai haver mais uma eleição presidencial. A casa grande morreria de desgosto e amargura se ficar mais quatro anos sem subir a rampa do Palácio do Planalto. Ponto.

Todavia, o Governo quer cumprir a pauta positiva reivindicada nos protestos, e todo mundo sabe que a questão da saúde consta na pauta. Entretanto, pelo andar da carruagem, quem não tem pressa é a oposição de direita e a sua porta-voz: a imprensa, que cria polêmica falsa para trazer a classe média consumidora contumaz de seus produtos novamente para o seu lado político. A manipulação e a sabotagem são bem feitas e realmente confunde as pessoas menos politizadas e atentas.

A mediocridade campeia nos quatro cantos e nos sete mares. Essa gente obtusa não consegue enxergar que a inclusão social é o combustível do desenvolvimento econômico e financeiro. Quanto mais gente incluída, mais a sociedade vai se desenvolver, além de propiciar a diminuição da pobreza e da violência, porque os despossuídos são geralmente os agentes da violência cotidiana, tão comum nos bolsões de pobreza, a exemplo das favelas e das periferias das grandes e das médias cidades. Esses burguesinhos saem às ruas vestidos de branco, com cartazes agressivos ao tempo que preconceituosos e desrespeitosos, que levaria um cidadão desavisado a pensar que estaria a ver um desfile da Ação Integralista Brasileira (AIB), movimento de caráter fascista liderado por Plínio Salgado. Só que estamos em pleno século XXI - início do terceiro milênio. Anauê!

Instantaneamente, a imprensa burguesa tratou de criar mais uma contenda, “azeitar” mais uma polêmica, e, para não perder o costume, ouviu muito mais um lado do que o outro. E adivinhe qual foi o lado que a imprensa mercantilista ouviu? O lado dos que podem mais, dos que controlam e dominam os gigantescos e bilionários mercados da medicina e dos laboratórios, que têm como aliados históricos o Conselho Federal de Medicina, a poderosa bancada desse setor no Congresso, os inúmeros ministros que ocuparam a cadeira de ministro da Saúde, além da imprensa comercial e privada (privada nos dois sentidos, tá?), que atua em diferentes mídias, e por causa disto favorecida com contratos publicitários milionários pagos pelos laboratórios, clínicas, hospitais e planos de saúde, que difundem as suas marcas e monopolizam o mercado de medicamentos e de atendimento médico e hospitalar.

Por isto e por causa disto, considero o fim da picada ver os “mauricinhos” e as “patricinhas” - ainda jovens e vestidos de branco - a protestar sem ao menos discernir sobre as realidades dos fatos. Um absurdo. Esses caras não sabem o que está a ocorrer, e quais as forças envolvidas nessa grande questão que é a saúde pública e privada brasileira, e, por que não, mundial. Afinal de contas, o presidente dos EUA, Barack Obama, passou praticamente todo o seu mandato em luta constante contra os republicanos e a imprensa privada de lá para aprovar o projeto de seu governo em favor da efetivação de um sistema de saúde público e universal, que atenda o povo estadunidense. Esta é a verdade: a medicina se tornou apenas um incomensurável negócio nas mãos de empresários e médicos sem escrúpulos.

Entretanto, o Brasil já há algum tempo tem o seu sistema de saúde – o SUS - que é universal e sustenta, sem o dinheiro bilionário da CPMF, a saúde pública e também a particular, pois repassa recursos bilionários à iniciativa privada, que, em contrapartida, oferece um serviço sofrível, às vezes de péssima qualidade, com filas enormes e atendimento recorrentemente desumanizado, que gera conflito e reclamação de quem paga planos de saúde caríssimos, que não cobrem totalmente as necessidades dos cidadãos, dos pacientes, dos enfermos, porque existe um casuísmo, uma pilantragem chamada “carência”, que força o paciente e consumidor a esperar para ter o direito de ser atendido.

Porém, antes o cidadão precisa rezar e cruzar os dedos, tomar um banho de sal grosso e depois se benzer para não morrer nos bancos de espera da tão propalada saúde VIP, que a classe média sempre quis fazer questão de elogiar o que, seguramente, não é elogiável. Moral da história: não é somente o SUS o vilão dos acontecimentos. A iniciativa privada tem o seu quinhão de vilania também. Só que a imprensa não mostra com a devida ênfase que dá ao setor público de saúde. E por quê? Já disse e vou repetir: porque é a saúde privada que paga pela publicidade nos meios de comunicação, e esses meios são os porta-vozes mais importantes do sistema capitalista.

Além disso, o SUS é o sistema responsável pelo atendimento de alta complexidade aos pacientes e enfermos brasileiros. Pode acreditar. Inclusive o cidadão leitor e consumidor de pasquins de péssima qualidade editorial, a exemplo de Veja, O Globo, Estadão, Folha de S. Paulo, Correio Braziliense e Zero Hora, sem me esquecer de citar rádios e televisões como a Globo News, a TV Globo, a TV Bandeirantes, a CBN e a Jovem Pan, dentre muitos outros meios de comunicação que fazem e fizeram oposição política, ideológica e sistemática aos governos trabalhistas dos presidentes Lula e Dilma Rousseff, bem como tiveram a mesma conduta no que é relativo aos governantes trabalhistas Getúlio Vargas e João Goulart, além do governador Leonel Brizola, político brasileiro que mais tempo foi obrigado a ficar no exílio. O mandatário gaúcho amargou 15 anos (1964/1979) de desterro.

O SUS precisa ser financiado. O problema do Sistema Único de Saúde é dinheiro. Todavia, o SUS é um sistema extremamente importante para o Brasil e para os brasileiros, porque somente os hospitais da rede do SUS têm equipamentos, medicamentos, administradores e pesquisadores que refletem a grandeza do SUS, que, de acordo com o Governo Federal e a vontade soberana do Congresso Nacional, vai receber 30% dos recursos do Pré Sal, pois os outros 70% vão ser destinados à educação.

Os avanços na saúde pública são visíveis, mas a propaganda contrária é tão sistemática e contundente que leva a população desconhecer as virtudes, o trabalho do SUS, principalmente no que diz respeito ao atendimento de alta complexidade, a equipamentos caros e de última geração, ao financiamento de viagens para pacientes ao exterior, à valorização da pesquisa, à concessão e distribuição de medicamentos, ao financiamento de programas estaduais e municipais, principalmente às comunidades carentes, por meio da construção de Clínicas de Saúde da Família e Unidades de Pronto Atendimento (UPA), onde os pacientes são acompanhados por intermédio de cadastros informatizados, atendidos pelo mesmo médico, o que favorece o vínculo e a confiança entre o paciente e o médico, além de as consultas serem marcadas pelo telefone.

Agora, a pergunta: como e que eu sei disso? Poderia dizer que soube por meio de informações e reportagens, o que já aconteceu, pois algumas foram escritas por mim. É verdade. Mas não é isso. Eu sou cadastrado e já fui atendido na Clínica da Família do bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro. Fui muito bem atendido, por sinal. Portanto, eu sou uma testemunha de que tudo no SUS não é ruim e incompetente, como apregoa a imprensa manipuladora, aliada de governos e estados imperialistas. A mídia fundamentalista do mercado, que quer pautar a vida pública para governar no lugar de quem é eleito pelo povo brasileiro, o que é um acinte ao estado democrático de direito.

Por sua vez, os principais hospitais, órgãos e instituições de pesquisa avançada são vinculados ao sistema público de saúde, inclusive os hospitais universitários. Essas instituições são incomparavelmente mais importantes e mais competentes do que a saúde privada, cartelizada, que, inegavelmente, também é financiada pelo estado brasileiro. Quando vejo os médicos playboys se recusarem a ir para o interior e portarem cartazes como eu vi uma jovem mostrar e que dizia a seguinte frase: “Dilma, vai curar seu linfoma no SUS”, percebi mais uma vez que a nossa sociedade e especificamente a classe média globalizada e informatizada perdeu a noção do que é humano, do que é direito e do que é razoável.

O que esta estudante tem na cabeça? Vento e maledicência? Uma “patricinha” egoísta, que não conhece o Brasil e muito menos o seu povo e que mostra um cartaz desumano, perverso e infame, pois como futura médica deveria ter ao menos a sensibilidade de que não se brinca com o câncer, com a dor e o sofrimento dos outros, ainda mais quando se trata de uma doença de tratamento complexo e que poderá se transformar em mortal. A “patricinha” vai ser médica. Talvez se torne uma profissional fria, calculista e, portanto, irremediavelmente, desalmada.

E assim milhares de profissionais se formam e dessa mesma maneira efetivam as suas atividades, o que me leva a dizer que o problema do SUS e da saúde em geral não é somente de caráter financeiro e estrutural. Existe uma questão fundamental, que é o respeito ao semelhante, mesmo se o seu “igual” for uma autoridade como o é a presidenta Dilma Rousseff, que obviamente tem trabalhado e se esforçado para melhorar as condições de vida do povo brasileiro. O orçamento da saúde pública no Brasil é gigantesco, e o gerenciamento do sistema é complexo, porque a sua administração se dá nas esferas municipal, estadual e federal. Não é fácil.

Um jornalista pegar um microfone e portar uma câmara escondida é fácil, rotineiro e um direito constitucional, baseado na liberdade de imprensa e de expressão. Mostrar as péssimas condições de um hospital também é fácil. Contudo, cobrar de quem deveria zelar pelo atendimento médico e hospitalar é mais difícil, porque, além de casos de corrupção e da leniência e incompetência de administradores, servidores e políticos eleitos, existe também a questão importantíssima do segmento empresarial e do inegável corporativismo da classe médica, retratado, indubitavelmente, na pessoa do presidente do Conselho Federal de Medicina, que demonstrou, insofismavelmente, que não quer mudanças, nem o ingresso de médicos estrangeiros para atender o interior e a periferia, além de ser contrário ao projeto do governo de fazer com que os médicos formados trabalhem por dois anos para o estado nacional, sendo que a maioria se formou nas universidades públicas e por isto não só devem, mas têm a obrigação de dar o retorno em forma de trabalho para a sociedade, que financiou os seus estudos. Nada como experiência e aprendizado para se tornar um bom profissional. Se depois desses dois anos o médico ou a médica quiserem voltar a serem playboys, que fiquem à vontade, pois os seus caminhos estão livres para ganhar dinheiro.

A resumir: um dos arautos do establishment, o presidente do CFM, que inclui também outros segmentos da saúde, quer que tudo fique como dantes no quartel de Abrantes. Só que os médicos playboys não querem trabalhar no interior do País continental e se recusam terminantemente servir o povo nas periferias. Eles querem, a exemplo do Rio de Janeiro, trabalhar na Zona Sul, no Centro e em bairros de classe média da Zona Norte, como a Tijuca, Vila Isabel e o Grajaú.

Os playboys querem emprego público de meio expediente, atender em clínicas particulares ou em seus consultórios e faltar quando quiser e quando der aos plantões e até mesmo aos serviços de rotina. O que eu afirmo é verdade e acontece, como ocorre também em outros setores profissionais do serviço público. Os médicos têm o direito de ganhar dinheiro e fazer de sua profissão apenas uma ferramenta para ter lucros e dividendos. O médico pode ser frio, calculista, oportunista, dinheirista, egoísta, despolitizado e portar cartazes levianos. O médico pode até cometer crimes, a exemplo do foragido Roger Abdelmassih e do cirurgião plástico Hosmany Ramos. Abdelmassih foi libertado pelo juiz do STF, Gilmar Mendes, useiro e vezeiro em conceder habeas corpus a personagens da crônica policial.

Agora, se o médico não quer trabalhar em todo o Brasil mesmo quando ele ainda é jovem, não tem o direito de impedir que o Governo trabalhista procure soluções para o problema e o dilema. A presidenta Dilma e o Ministério da Saúde não podem ficar à mercê de interesses de médicos ligados ao sistema capitalista que controla o setor da medicina e dos laboratórios. Um presidente é eleito para resolver os problemas da população e não se submeter aos ditames de gente, de empresas e de instituições que querem fazer da medicina apenas um segmento para ganhar dinheiro. Aliás, muito dinheiro. Realmente, os ricos dão trabalho; mas a saúde é um direito de todos. Que sejam bem-vindos os médicos estrangeiros. É isso aí. 
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Juíza encontra empresário foragido da Justiça em voo

17.07.2013
Do portal LUIS NASSIF ON LINE, 16.07.13
Sugerido por bagisbad
Do site do Poder Judiciário de Santa Catarina
16/07/2013 15:12
A juíza Sônia Maria Mazzeto Moroso Terres, titular da 1ª Vara Criminal de Itajaí, teve a “feliz” coincidência de embarcar em voo na tarde do último domingo (14/7), que a trouxe de São Paulo até o aeroporto de Navegantes, e deparar com empresário por ela condenado pelo estupro da própria filha, sentado a poucos assentos do seu.
Discretamente, a magistrada entrou em contato com a Delegacia de Polícia de Navegantes, que enviou uma equipe de policiais ao aeroporto catarinense. O empresário, foragido desde 2008, foi preso ainda na área de desembarque e conduzido ao Complexo Penitenciário de Canhanduba, em Itajaí, onde iniciará o cumprimento de sua pena de 10 anos.
“Como um sistema permite que um condenado transite normalmente, em excelentes condições, pelo país, sem que o mandado de prisão contra ele seja cumprido?”, questiona a juíza, ao lembrar que os avanços da informática permitem checar e cruzar informações de diferentes bases de dados. “Há falhas inadmissíveis, até porque o cidadão viaja com o seu próprio nome e não deveria ser difícil interligar tais sistemas”, critica a magistrada.
Ela revela que já havia feito pedido aos policiais de Itajaí para que se dedicassem ao cumprimento dos mandados de prisão abertos, especialmente em relação a abusadores de crianças. A filha do empresário contava apenas quatro anos quando se tornou vítima do próprio pai.
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Gestão tucana: Delegado responsável pela Repressão ao Tráfico em SP é preso por proteger traficantes

17.07.2013
Do BLOG DO MELLO, 16.07.13


Está certo que o problema da Segurança Pública atinge o país inteiro. Uns estados mais, outros menos. Mas o destaque negativo, sem dúvida alguma, vai para o estado de São Paulo, há 18 anos nas mãos do PSDB.

São Paulo é a terra do PCC, que sequestrou o Estado e só permite que ele funcione numa aparente normalidade, graças a um acordo que todos sabem que é feito entre os bandidos organizados e o governo tucano.

Às vezes esse acordo tácito é burlado por um dos lados, que se aproveita da situação para faturar o seu. É o caso do delegado de polícia e supervisor da Unidade de Inteligência do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), Clemente Calvo Castilhone Júnior.


[O delegado] Clemente Calvo Castilhone Júnior, preso sob acusação de participar de um esquema de cobrança de propina em troca de proteção a traficantes em São Paulo, costumava dar palestras sobre o combate às drogas. Em uma delas, em julho de 2011, o delegado participou da audiência pública de relançamento da Frente Parlamentar Mista de Combate ao Crack, na Câmara dos Deputados, em Brasília. Após a prisão do delegado e de outros seis agentes, o Denarc passará por uma reestruturação. O governador Geraldo Alckmin e o secretário de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, devem se reunir nesta terça-feira para definir como será feita a reestruturação no departamento.[reportagem completa aqui]


Na reunião entre o governador e o secretário, certamente, haverá mais alguém, mesmo que esse alguém não se sente à mesa, nem dê entrevistas aos jornalistas com suas impressões sobre o assunto. Esse alguém é o PCC, que sequestrou São Paulo na gestão tucana.

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