sexta-feira, 5 de julho de 2013

Greve histórica dos petroleiros em plena ditadura completa 30 anos

05.07.2013
Do portal da CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES
Por  FUP

Movimento contrariou a repressão militar e colaborou para a criação da Central Única dos Trabalhadores

Neste mês de julho o movimento sindical brasileiro e os petroleiros, em especial, comemoram 30 anos de um importante movimento paredista, que ficou conhecido como a greve de 1983. Em plena ditadura militar, centenas de petroleiros cruzaram os braços para lutar contra o arrocho salarial, a manipulação do INPC, o Decreto-Lei 2.036  e contra o acordo com o FMI.
Apesar de toda a repressão policial, os petroleiros da REPLAN e da RLAM decidiram paralisar as atividades. O resultado foi a intervenção do governo no Sindicato dos Petroleiros da Bahia e demissões de centenas de trabalhadores. Em Paulínia, foram demitidos 153, em Mataripe, 205.
A greve dos Petroleiros, em 1983, tem uma grande importância histórica e contribuiu de forma decisiva para a realização da primeira greve geral durante a ditadura militar, com enfrentamento da famigerada Lei de Segurança Nacional. Neste mesmo ano, em 28 de agosto, nascia a Central Única dos Trabalhadores, a  CUT, e com ela o chamado “novo sindicalismo”, a partir da retomada do processo de uma maior mobilização da classe trabalhadora.  
Trinta anos depois, todos os petroleiros que foram perseguidos e perderam seus empregos no confronto político com os militares foram anistiados. Na Bahia, 150 obtiveram a anistia com reparação, mas outros 55 ainda lutam e aguardam decisão para que seja feita a justiça de forma completa, com a obtenção também da reparação. 
Comemorações
Para relembrar e saudar esse fato fundamental para a organização sindical dos petroleiros, os Sindipetros Bahia e Unificado-SP realizarm diversas atividades ao longo desse mês de julho. Em Campinas, será realizado neste sábado, 06, um ato político, que contará com a participação de toda a direção da FUP e diversas representações sindicais. O ato começa às 09 horas, na Regional Campinas do Sindipetro Unificado-SP. Na Bahia, o Sindipetro está produzindo um vídeo, ouvindo em entrevistas os dirigentes demitidos, cassados e depois anistiados.
SPIS: “Nem podíamos ir para casa”

Por Alessandra Campos, do Sindipetro Unificado-SP
Garantir que não haveria demissões foi um dos principais motivos que desencadearam a greve dos petroleiros em 1983, segundo conta Antonio Carlos Spis, que começou a trabalhar na Replan em 1º de junho de 1973 como auxiliar de escritório no setor de Pessoal. Num momento em que os militares amordaçavam os sindicatos e tentavam reprimir as mobilizações, os petroleiros decidiram enfrentar a ditadura e, com coragem e determinação, partiram para a greve.
O estopim foi uma carta de intenção do governo para o FMI que indicava redução de custeio de empresas, bancos e serviços públicos. A ditadura brasileira, que começou em 64, assinava cartas de intenção com o Fundo Monetário para receber aporte financeiro e nesses documentos eram determinadas condicionantes. “Traduzimos a carta para a seguinte frase: vai ter demissão! E imediatamente começamos a mobilizar a base contra essa intenção do governo”, lembra Spis. Segundo o sindicalista, não havia diálogo com a Petrobrás e a greve era, naquele momento, a única forma encontrada pelos petroleiros para serem ouvidos. “O presidente da Petrobrás na época, que se chamava Shigeaki Ueki, nunca recebeu o sindicato e o governo nunca deu um passo sequer pra demonstrar que queria conversa com a gente. Ambos, simplesmente, ignoravam nossas reivindicações. Não nos restou alternativa”, comentou Spis. A insatisfação da categoria era tão grande que a primeira assembleia para discutir a greve reuniu cerca de 450 trabalhadores e todos foram favoráveis à mobilização. “Em um momento de tensão, de ditadura, em que as pessoas tinham medo de falar, os trabalhadores não se intimidaram e demonstraram que queriam greve”, recorda-se Spis.
A segunda assembleia, de acordo com ele, foi decisiva para a realização da greve. Cerca de 600 petroleiros votaram a favor da paralisação. “Decidimos iniciar a mobilização política em julho, fora da data base que é setembro, afinal de contas era uma greve de cunho político contra a ditadura”, afirma o petroleiro.
Foi nos dias de preparação da greve que Spis conheceu o ex-presidente do Brasil Lula, que na época era um grande líder sindical no país. “Eu estava pintando faixa no chão, chamando a greve, e o Lula chegou e me falou: ‘Isso aí dá três anos de cadeia’. Eu nem sabia quem era ele”, conta, rindo, o sindicalista.
Na época, os petroleiros receberam apoio de muitos sindicatos, inclusive do dos bancários e metalúrgicos do ABC, do qual Lula era líder. Segundo Spis, os petroleiros eram vistos como uma categoria elitizada e o fato de realizarem uma greve surpreendeu a todos. “Foi uma surpresa que uma categoria estruturada, com bons salários, pudesse se rebelar. Havia uma máxima de que funcionário da Petrobrás não podia entrar em greve, já que era uma indústria especializada e com altos salários. Desconstruímos toda essa história com nossa coragem de enfrentar a ditadura”, declarou.
A greve, lembra Spis, começou às 23h30 do dia 5 de junho. “Adiantamos o início da mobilização. Foi uma forma de surpreender. Articulamos esse golpe contra a polícia do Exército e os vigilantes da empresa, já que todos imaginavam que a greve começaria no turno da manhã seguinte”, conta.
Durante os dias da paralisação, os grevistas se concentraram em diferentes locais. “Não podíamos ir para casa por causa da pressão da polícia, dos vigilantes e da própria família. Então, concentrávamos todo mundo primeiro no sindicato, depois em um local no Centro da cidade (teatro de arena) e, por fim, no ginásio do Taquaral. Para dar mais proteção e estrutura ao grevista, dormíamos nesses lugares”, recorda Spis.
Cada dia da greve era uma aventura, de acordo com o sindicalista, principalmente por causa da pressão que existia na época. “Havia policiais no nosso encalço. Mandavam pessoas atrás da gente o tempo todo. Soltavam pela imprensa que estava todo mundo demitido. Era tudo muito difícil”.
Ele lembra de um fato curioso. “Nossas mobilizações eram animadas pelo companheiro Gilberto Coelho Marques de Abreu, que sempre cantava a música do Gonzaguinha ‘Desesperar Jamais’. Em uma das ocasiões apareceu um sujeito que tocava violão e começou a animar nossa festa todo final de tarde. Achávamos que ele era um trabalhador, mas, na verdade, era da polícia federal e se infiltrou no nosso grupo para nos delatar”.
Os grevistas resistiram sete dias à repressão, mas não conseguiram o que queriam. “Tentamos encontrar todos os caminhos para negociação, até que não teve mais jeito. Não tínhamos mais o que fazer. Não tínhamos mais alternativa de negociação, nem canais políticos. A ditadura se fechou em copas e nos mandou o recado ‘ninguém negocia’. Queríamos apenas que houvesse um posicionamento do governo ditador do Figueiredo de que não haveria demissão de pessoal, mas não conseguimos e voltamos ao trabalho”.
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Depois da insônia das ruas, a tramoia da direita e do capital

05.07.2013
Do portal da Revista Carta Maior
Por Jeferson Miola*

A história é pródiga professora. Através dela conhecemos as consequências trágicas quando a divisão da esquerda e o sectarismo foram postos acima de exigências históricas e estratégicas. 

Também é preciso olhar para o que ocorreu em 2005. Agora, o momento pede fortalecimento do governo Dilma a partir da arena pública; fora dela a direita nos devora

Os véus foram removidos; as máscaras que cobriam as reais intenções da mídia e da direita foram sacadas, e o jogo conspirativo finalmente está desnudo. Para a direita, as manifestações multitudinárias que deixaram as ruas brasileiras insones durante o mês de junho já cumpriram seu papel. Doravante, as ruas não precisam e, sobretudo, não devem ser ouvidas, porque atingiram o objetivo de “derreter Dilma”.

A Presidenta havia captado o essencial dos acontecimentos: a necessidade de reformar a política. O atual sistema político, concebido no contexto da transição conservadora da ditadura cívico-militar para a democracia liberal-burguesa, foi pactuado há 25 anos entre as distintas frações da classe dominante na Constituição de 1988 para blindar o país do “risco” de transformações democrático-populares radicais. [*]

Dilma anunciou a proposta de decidir por plebiscito se a reforma seria realizada por uma Assembléia Nacional Constituinte [ANC] específica. Menos de 24 horas depois, por razões não esclarecidas, recuou. O plebiscito passaria a ser, então, para definir o conteúdo da reforma a ser elaborada pelo Congresso que, sabe-se, é eleito pelo poder econômico e tem compromisso com a manutenção do sistema, não com sua mudança.

O combate à proposta de instalação de uma ANC não partiu somente da oposição [PSDB, DEM, PPS, Ministros do STF e mídia], mas sofreu forte contrariedade do próprio Vice-Presidente da República Michel Temer, do PMDB.

Derrotada a tese da ANC, em seguida veio o combate ao plebiscito por todos os lados. O Ministro tucano no STF Gilmar Mendes considerou a proposta “temerária” e “de difícil exequibilidade” - o TSE confirmou a militância pela tese dele. Merval Pereira, do jornal O Globo, chama de “tentativa de golpe antidemocrático” que faz do país “um arremedo de república bolivariana”. Michel Temer, após oficializar a entrega da proposta aos Presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, nas entrelinhas de sua declaração, é como se dissesse: “todo o Poder ao Henrique Alves e ao Renan Calheiros!”. Leia-se: são oceânicas as chances do plebiscito desandar como maionese.

Para o governo, essa conjuntura se complica ainda mais pela variante econômica. As dificuldades políticas se cruzam com as complicações da economia brasileira derivadas da crise mundial. Depois dos tsunamis das ruas, são as placas tectônicas do capital que entram em frenesi.

A conexão entre as dificuldades econômicas e os impasses políticos está feita. Com sutileza, veículos de comunicação passaram a publicar pesquisas de opinião que instrumentam a narrativa para debilitar Dilma também na gestão da economia. O capital financeiro internacional é o novo ator que sai do subterrâneo para se juntar abertamente à farra conspirativa promovida pela direita e seus monopólios midiáticos.

A essas alturas, no debate agendado pela mídia, o que menos conta é racionalidade e honestidade política e histórica. Não importa invocar a maior resiliência do Brasil ante uma das piores crises do capitalismo; como também não faz diferença lembrar os colapsos do Brasil na era neoliberal de FHC em crises infinitamente menos graves.

A evolução complicada da conjuntura poderá ser destrutiva. Há uma grave urgência política no ar. A disputa real que se trava nesse momento é pelo destino da sétima economia mundial e pelo direcionamento de suas fantásticas riquezas para a orgia financeira neoliberal. Os atores da direita estão bem posicionados institucionalmente e politicamente. Ao apelarem pela preservação do establishment e do status quo da classe dominante, conseguem selar alianças com setores da coalizão de governo do PT.

A possibilidade de reversão das tendências está nas ruas, se soubermos canalizar sua enorme energia mobilizadora. Por que não instalar em todas as cidades do país aulas públicas, espaços de deliberação pública e de participação direta para construir com o povo propostas sobre a realidade nacional, o plebiscito, o sistema político, a taxação das grandes fortunas e do capital, a progressividade tributária, a pluralidade dos meios de comunicação, aborto, união homoafetiva, sustentabilidade social, ambiental e cultural, reforma urbana, reforma republicana do Estado e tantas outras demandas históricas do povo brasileiro, para assim apoiar e influir nas políticas do governo Dilma?

O PT e o conjunto da esquerda partidária e social do Brasil devem se esforçar para construir uma plataforma comum capaz de animar vigorosas mobilizações de rua em defesa das mudanças em andamento, mas especialmente na exigência das transformações democrático-populares represadas pelo enredamento em alianças pragmáticas.

A história é pródiga professora. Através dela conhecemos as consequências trágicas quando a divisão da esquerda e o sectarismo foram postos acima de exigências históricas e estratégicas. O momento pede fortalecimento do governo Dilma a partir da arena pública; fora dela a direita nos devora. O PT não pode cair na armadilha da mídia, que com suas pesquisas quer ferir de morte a Dilma, é verdade, mas quer principalmente trazer Lula para o epicentro dos acontecimentos, para assim poder sangrá-lo.

Durante a hecatombe de 2005, aprendemos que a resposta à virulência da direita fascista, profeta do “fim da raça dos petistas”, estava na radicalização da nossa presença nas ruas e no esclarecimento do povo quanto aos interesses de classe em disputa. Foi com esse arsenal que Lula derrotou Alckmin em 2006, impedindo o retrocesso neoliberal no Brasil.

[*] O PT, recém nascido, já representava uma ameaça à transição conservadora para a “etapa democrática” da dominação capitalista, e seria potencialmente o principal beneficiário das aspirações democráticas e transformadoras. Em 1989, a direita interditou tal trajetória do PT e, num golpe da Rede Globo, fraudou a vontade popular em favor de Collor de Melo.

*Jeferson Miola é analista político
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Os herois que emergem da Veja e Globo

05.07.2013
Do BLOG DO MIRO, 
Por Cadu Amaral, em seu  blog:

Que os atos que aconteceram e acontecem no país foram tomados por pautas da direita brasileira todo mundo sabe e a cada dia essa máscara cai. A coisa feita em papel couché, Veja, publicou em sua última edição, nas páginas amarelas, entrevista com “a voz que emerge das ruas”. Na tentativa tresloucada de pôr essas manifestações contra o governo federal, ela transformou um dublê da Rede Globo em nova “cara pintada”. Maycon Freitas foi alçado a liderança das manifestações no Rio de Janeiro.

Na entrevista, Maycon Freitas disse que nunca mais votará no PT novamente. Tudo parte da versão moderna do “mar de lama” que sempre se abateu na mídia quando governos de caráter trabalhistas se instauraram no Brasil. Foi assim com Getúlio, Juscelino, João Goulart, Lula e agora, Dilma.

Ninguém é louco de afirmar que corrupção não existe, mas o é – ou é conivente com a armação – de que ela surgiu ou começou a partir de 2003. Mas é evidente que o combate a ela aumentou e muito nos últimos anos. Se não fosse, jamais o banqueiro Daniel Dantas teria sentido o frio do metal das algemas da Polícia Federal.

Além de funcionário da Globo, aquela que apoiou a ditadura e no impresso do império midiático, no dia dois de abril, afirmou ressurgir a democracia com o golpe de 1964, Maycon é de extrema direita. O Com texto livre, Blog na internet, daqueles bem “sujos”, encontrou pérolas em seu perfil do Facebook como “Bandido bom é bandido morto e, Marcelo Freixo, vai dar meia hora de cu com o relógio parado e chupar um canavial de rola, seu filho da puta. Direitos humanos é o caralho, seu FROUXOOOOO!”. E adivinhem quem é o seu herói. Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

Barbosa, aliás, é o herói de boa parte dos moralistas de plantão. E como tudo que é sólido se desmancha no ar, ele tem um filho empregado na “poderosa”, no programa do Luciano Huck, o bom moço que não cumpre lei.

JB também usou avião oficial para assistir a final da Copa das Confederações no Maracanã. E ficou em qual camarote? Quem acertar ganha pirulito.

Isso mesmo, no camarote do casal Huck. Mas a indignação de quem se queixou sobre o fato de Renan Calheiros e Henrique Eduardo Alves usarem avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para os mesmos fins, passa ao largo sobre Barbosa. Um viva para o moralismo seletivo da coxiníssima classe média.

A mistura entre público e privado no Brasil vem desde os tempos de colônia. Até as eleições são privadas. É isso que o financiamento privado de campanha faz: privatiza a política.

Para arrematar a solidez da voz das ruas desmanchando-se no ar, o bloqueio de estradas por caminhoneiros foi articulada pelos patrões. O nome dessa prática é lockout e é ilegal no Brasil. Tudo para manter o clima de “mar de lama” para fermentar a campanha do “contra tudo que está aí”. Essencialmente é uma campanha contra a melhoria de vida de milhões de brasileiros.

As insatisfações sinceras que surgiram nessas manifestações devem ser ouvidas. Mas todas elas convergem no problema de representação política e a influência que sofre do poder econômico. Por isso, essas mesmas vozes do “mar de lama” são contra a participação popular na reforma política. Se as pessoas não estiverem nas ruas exigindo participar dela, ou não sai ou vai ser esse Congresso que aí está que vai fazer. Se constituinte exclusiva não deve acontecer, o plebiscito popular sim!

Agora pega o pirulito que você ganhou acima, chupa ele e, ou chora ou pensa em um jeito de fazer valer a vontade popular na reforma política.
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Liga da justiça: Joaquim Batman e Luciano Hulk: acertos nos bastidores do poder

05.07.2013
Do blog ESCREVINHADOR
Por blog BRASIL247

Felipe Barbosa, filho do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, foi contratado pela Globo; ele atua no programa Caldeirão do Huck, do apresentador Luciano Huck; no fim de semana, Barbosa viajou, com recursos do Supremo Tribunal Federal, para assistir a um jogo da seleção brasileira no camarote de Huck e de sua esposa Angélica; cogitado como presidenciável, Barbosa não tem demonstrado o mesmo rigor que cobra dos outros na sua vida pessoal


O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, tem um filho, Felipe Barbosa, que acaba de ser contratado pela Rede Globo. É o que informa a jornalista Keila Jimenez, da coluna Outro Canal, da Folha. Leia abaixo:

“Reforço O mais novo contratado da produção do “Caldeirão do Huck” (Globo) é Felipe Barbosa, filho do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa.

Reforço 2 A Globo e fontes na produção da atração negaram para a coluna a recente contratação do rapaz. Disseram que ele foi apenas fazer uma visita ao Projac, no Rio.

Reforço 3 Mais tarde, a emissora confirmou que Felipe fora mesmo contratado para um trabalho de pesquisa temporário no programa de Luciano Huck. O jovem é formado em comunicação social.”

Talvez para comemorar a contratação, Barbosa e Felipe tenham ido juntos a um jogo da seleção brasileira, no camarote de Huck e Angélica. Barbosa viajou com as despesas pagas pelo STF.

Leia abaixo notícia anterior do 247 sobre a viagem de Barbosa ao Rio, bancada pelo STF:
“O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, teve as despesas de sua viagem para assistir ao jogo Brasil e Inglaterra no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, no dia 2 de junho, pagas pela Corte.

Os voos de ida e de volta foram feitos em aviões de carreira. O STF alega que a viagem foi paga com a cota que os ministros têm direito.

Segundo informações do Estadão, na agenda do ministro não havia nenhum compromisso oficial no Rio de Janeiro durante o final de semana do jogo no Maracanã.

Ele assistiu à partida ao lado do filho Felipe no camarote do casal de apresentadores da TV Globo Luciano Huck e Angélica.”

Leia outros textos de Geral
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Sindifisco denuncia: PSDB quer censurá-lo para proteger Aécio e Anastasia

05.07.2013
Do blog VI O MUNDO
Por  Sindifisco-MG, via e-mail 

Sindifisco-MG denuncia os governos de Aécio Neves e Antonio Anastasia (PSDB) por concessão desenfreada de benefícios fiscais, sem retorno social, entre outros fatos

Ajuizada representação no TRE/MG que visa impedir veiculação de peças publicitárias do Sindicato na mídia 

O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) ajuizou representação, com pedido de liminar, no Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Minas Gerais (TRE/MG) contra o Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais (Sindifisco-MG), em função da veiculação de campanha na mídia.

Desde dezembro de 2012, o Sindifisco-MG veicula campanha na mídia estadual e nacional, com objetivo de levar o debate para a sociedade de temas de interesse público, tais como: a concessão desenfreada de benefícios fiscais, sem retorno social, pelo governo estadual; as alíquotas abusivas de ICMS sobre bens e serviços essenciais em Minas, como a energia elétrica (30%); a precarização dos serviços públicos no Estado; o desmonte da Fiscalização de Minas; a necessidade de realização de concurso público para auditor fiscal da Receita Estadual devido ao quadro defasado de servidores; a importância da autonomia da Administração Tributária; a interferência do poderes político e econômico na ação fiscal; e o efetivo combate à sonegação fiscal.

A representação do PSDB, na qual estão anexados os informes publicitários e os anúncios impressos publicados pelo Sindicato desde janeiro de 2013, alega que “o SINDIFISCO, em total desrespeito à autoridade da Justiça Eleitoral, vem promovendo uma campanha de ataques ao Governador do Estado de Minas Gerais e ao Senador Aécio Neves, ambos filiados ao Partido Representante, por meio de propaganda paga em jornais de grande circulação e em horário nobre da rede de televisão com alcance nacional.

“O PSDB, com a representação, tenta dar caráter político-partidário às ações de luta de nosso Sindicato. Mais uma vez, o governo, equivocadamente, parte para a criminalização do movimento sindical e judicialização das lutas dos trabalhadores, cerceando o debate qualificado e salutar de questões de interesse público que o Sindifisco-MG, como Sindicato Cidadão, busca levar para a população”, avalia Lindolfo Fernandes de Castro, presidente do Sindicato.

Na representação, o PSDB pleiteia que a Justiça determine a imediata proibição de veiculação das peças publicitárias por qualquer meio, bem como seja retirada da internet, especialmente do site do Sindicato. Requere, ainda, que o processo seja encaminhado ao Ministério Público Eleitoral e, após julgado procedente pelo órgão, seja imposta multa ao SINDIFISCO-MG em valor máximo previsto pela legislação ou o equivalente ao custo da propaganda.

“Ao tentar impedir a livre manifestação do Sindifisco-MG, reforça-se a denúncia de que, em Minas, prevalece a censura aos que manifestam pensamento divergente ao governo do Estado; é a ditadura do pensamento único”, afirma Lindolfo de Castro.

Ação do governo de Minas 

Em função da veiculação dessa campanha, o governo de Minas entrou com ação ordinária com pedido de antecipação de tutela (processo nº 1885451-77.2013.8.13.0024) contra o Sindifisco-MG, pleiteando que a veiculação das propagandas fosse interrompida, sob alegação que as denúncias feitas pelo Sindicato constituem-se em abuso à livre manifestação de pensamento e violação à honra do Estado de Minas Gerais. Entretanto, o juiz da 5ª Vara de Fazenda Estadual indeferiu o pedido de antecipação de tutela, sob a alegação de que as afirmações precisam ser averiguadas e, em sede de antecipação de tutela, não há a possibilidade de fazê-lo, bem como também não encontrou verossimilhança nas alegações.

“Todas as informações divulgadas na campanha do Sindifisco-MG são fundamentados em fatos e dados, sendo que a maior parte dos dados foi extraído de documentos oficiais e, por isso, podem ser comprovados”, afirma o presidente do Sindifisco-MG..

Campanha na mídia irá continuar

Lindolfo de Castro ressalta que as ações ingressadas contra o Sindifisco-MG não terão efeito de intimidar nem calar os auditores fiscais da Receita Estadual. “Continuaremos com a nossa campanha na mídia e a exercer nossos direitos constitucionais de liberdade de expressão e manifestação”. Ele destaca, ainda, a histórica decisão do Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), que julgou procedente a Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 130, consagrando “o exercício da livre manifestação do pensamento, o direito à informação, expressão artística, científica, intelectual e comunicação, independentemente, de censura e licença nos termos, em especial IV, V, IX, XII e XIV do artigo 5º, bem como os artigos 220 a 224, da Constituição da República”.
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E AGORA JOAQUIM?: Produção do Caldeirão do Huck da Globo contrata filho de Barbosa

05.07.2013
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, usou dinheiro publico para pagar o voo   até ao Rio de Janeiro  para  assistir o jogo Brasil e Inglaterra no estádio do Maracanã. Detalhe;  Barbosa  que tem residência na cidade,  acompanhou o jogo ao lado do filho Felipe no camarote do casal dos apresentadores tucanos  da TV Globo Luciano Huck e Angélica. Joaquim Barbosa esteve tratando d e contrato de trabalho para seu filho?

Na coluna, "Outro Canal", da Folha, a notinha publicada nessa sexta feira (05), informa que:  "Felipe Barbosa, filho do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, é o novo contratado da Globo.Formado em comunicação social, Felipe entrou para a equipe de produção do "Caldeirão do Huck".Procurada pela coluna, a Globo e fontes na produção da atração negaram a contratação de Felipe. Disseram que ele foi apenas fazer uma visita ao Projac, no Rio.Mais tarde, a emissora confirmou a contratação." Para quem não sabe, Luciano Huck é o melhor amigo do senador Aécio Neves. É comum ver o  senador  na casa do global em Angra dos Reis
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Servidores recebem extra e dinheiro do táxi para participar de protesto médico

04.07.2013
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO

Entidade pagou táxi, dispensou seus funcionários mais cedo e ainda se dispôs a remunerar com hora extra quem participasse de protesto

médicas protesto paulista
Cremesp paga táxi e hora extra para funcionários irem a ato de médicos na Paulista (Divulgação)
Renato Rovai, em seu blog
Fábio Gomes, gerente operacional do Cremesp, enviou o seguinte email, na tarde de ontem, para a lista de funcionários da entidade:
Senhores chefes, gerentes e funcionários,
Em virtude da mobilização geral dos médicos agendada para hoje (dia 3 de julho), às 16h00, na Associação Médica Brasileira (Rua São Carlos do Pinhal, 324), convocamos os funcionários interessados em ajudar na realização desta atividade extraordinária.
Os interessados deverão procurar os funcionários da Seção de Eventos que estão alocados em frente da Sede da AMB até às 16h00. Será concedida a utilização de boletos de taxi até a AMB.
Trajeto: O ponto de encontro será na Associação Médica Brasileira (Rua São Carlos do Pinhal, 324), de onde a passeata sairá, às 16h, rumo ao gabinete de representação da presidência da República, na avenida Paulista, 2163 ( esquina com rua Augusta; prédio do Banco do Brasil).
Solicitamos às chefias que dispensem os funcionários interessados em participar desta atividade extraordinária, bem como para disponibilizar boletos de táxi aos funcionários participantes.
As papeletas de horas extraordinárias pela participação deste evento deverão ser encaminhadas à Seção de Eventos.
Ou seja, a entidade pagou táxi, dispensou seus funcionários mais cedo e ainda se dispôs a remunerar com hora extra quem participasse da atividade. Fábio Gomes diz textualmente no comunicado da convocação que “as papeletas de horas extraordinárias pela participação deste evento deverão ser encaminhadas à Seção de Eventos”.
médica protesto avenida paulistaMédica protesta contra ex-presidente Lula na Av. Paulista (Divulgação)

Muitos dos que participaram do evento carregando cartazes, xingando Lula e Dilma e os médicos cubanos na noite de ontem na Avenida Paulista não eram nem médicos e nem médicas. Mas funcionários das entidades representativas do setor. Você pode ter visto na Avenida Paulista escriturários, telefonistas, secretárias, administradores, motoristas usando jalecos brancos e/ou carregando cartazes.
blogue procurou a assessoria de imprensa do Cremesp questionando se a entidade incentivou de alguma forma o ato dos médicos na noite de ontem. A assessora informou que, por decisão em assembléia, o Cremesp apoiou a manifestação. Indagada se isso significava que funcionários da entidade foram liberados e receberam horas extras para participar do ato, a assessora disse que não tinha essa informação.
A atitude do Cremesp pode não ser ilegal, mas no mínimo é bastante questionável.
Vale registrar que a Rede Globo realizou ontem uma empolgada cobertura do evento. Não falou que a manifestação ao parar a Paulista afetou o atendimento nos hospitais da região e nem que atrapalhou a circulação de ambulâncias.
E mais do que isso, no Jornal da Globo os cartazes atacando Lula e Dilma foram a estrela da reportagem e ainda se registrou que haviam 5 mil médicos na manifestação. Estive na Paulista e vi o ato. Com muita generosidade, não havia 2 mil pessoas ali. E agora, como se sabe, boa parte não era nem médico e nem estudante de medicina.

Leia também

O debate sobre a saúde no Brasil não pode ser exclusivo de uma única categoria. Há muitos problemas no setor, mas um deles é sim a forma como boa parte da classe médica brasileira se acostumou a atender apenas em áreas centrais. Além disso, é preciso moralizar o setor. Muitos administradores dizem que têm que fazer vistas grossas para o uso de artimanhas por médicos que são contratados para prestar uma quantidade de horas de serviço e não cumprem nem 1/3 do combinado. Os que tentam enfrentar esses esquemas, são chantageados exatamente porque faltam médicos no Brasil.
Criar novas universidades nesta área é a melhor solução, mas demanda tempo. E as pessoas que estão doentes hoje não podem esperar. Por isso, abrir o país para receber mais profissionais desse segmento é uma iniciativa razoável. Outra, seria criar cursos de especialização para outros profissionais de saúde brasileiros em clínica geral. Exatamente o oposto do que os médicos querem. Eles defendem o Ato Médico, que impede até que um paciente tome uma vacina de uma campanha do governo se não passar antes por um médico. E que limitará a ação, por exemplo, de psicólogos, fisioterapeutas e nutricionistas, entre outros profissionais da saúde. O Ato Médico acaba de ser aprovado por pressão dos médicos no Congresso por pressão dos médicos.
Não faz muito tempo, um esquema de uso de dedos de silicone foi utilizado por médicos de Ferraz de Vasconcelos para garantir a presença de médicos ausentes. O “incentivo” que o Cremesp deu aos seus funcionários para serem médicos por uma noite na Paulista é diferente do dedo de silicone. Mas ao mesmo tempo é a mesma coisa. É falsificar a verdade de uma manifestação.
Veja abaixo o vídeo da Record com a denúncia do uso de dedos de silicone.
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Os corruptores serão punidos?

05.07.2013
Do BLOG DO MIRO
Por Altamiro Borges

O Senado Federal aprovou nesta quinta-feira (4) um projeto que impõe multa de até R$ 60 milhões às empresas que praticarem atos de corrupção contra a administração pública – como fraudar licitações ou oferecer propinas aos servidores. A proposta tramitava no Congresso Nacional desde 2010 e só foi desenterrada devido aos protestos populares que agitam o país. O próprio relator do projeto, Ricardo Ferraço (PMDB-ES), reconheceu que “a voz das ruas” acelerou a sua aprovação. “Que bom ouvir o brado das ruas. É pela vontade do povo que uma sociedade evolui. É isso que temos presenciado nas últimas semanas para o espanto de alguns, mas para o bem da maioria”, discursou.

A “lei anticorrupção”, como ficou conhecida, agora deverá ser sancionada pela presidenta Dilma Rousseff. Ela penaliza a empresa que fraudar licitações e contratos, obtiver vantagens e benefícios ilícitos e corromper agentes públicos. As multas variam de 0,1% a 20% do faturamento bruto. Caso não seja possível calcular o faturamento, o texto fixa multas entre R$ 6 mil e R$ 60 milhões. A empresa corruptora também poderá perder os seus bens e ter suas atividades suspensas, além de não receber incentivos ou subsídios do poder público por no mínimo um ano. O projeto abrange empresas, fundações e corporações estrangeiras que tenham sede em território nacional. 

O texto representa um avanço no combate na corrupção, mas não significa que será facilmente aplicado. Afinal, as grandes empresas exercem forte pressão nos poderes da República – inclusive no hermético Judiciário. Elas contam com poderosos lobbies – dos barões do agronegócio, dos industriais e também dos donos da mídia. O capital e sua mídia adoram esbravejar contra a corrupção nos órgãos públicos, como forma de defender o estado mínimo, mas evitam qualquer debate mais sério sobre os corruptores privados. Se os protestos de rua estivessem exigindo prisão para os banqueiros e empresários corruptos, com certeza não teriam tanta repercussão na imprensa venal!

Como aponta o jurista Marcelo Semer, no blog Sem Juízo, “a indignação brasileira mira nos políticos, mas esquece do capital”. Isto explica a postura “panfletária da grande mídia” na divulgação da recente onda de protestos no país. E ele adverte:

“Excluindo o capital da crítica, o movimento corre o risco de se limitar a criminalizar a política e os políticos, centrando os olhos da repressão nos agentes públicos. Como, aliás, é a tônica dos movimentos anticorrupção apoiados pela mídia. Corruptores são sempre tratados como vítimas. A insatisfação coletiva mostra que é mesmo necessário encontrar mecanismos de permeabilidade da vontade social. Mas, sobretudo, que é preciso defender o que é público da ganância dos interesses privados, atualmente, em todo o mundo, com maior força do que o próprio poder estatal. O mercado não disputa eleições, é verdade, mas influencia a todos que se elegem”.
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FALSO MORALISMO DE BARBOSA: FILHO NA GLOBO E VIAGENS PAGAS PELO STF

05.07.2013
Do portal BRASIL247, 
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