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quinta-feira, 4 de julho de 2013

ECOS DO PROTESTO: Quando o palanque desmorona

04.07.2013
Do portal OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA, 02.07.13
Por Sylvia Debossan Moretzsohn, na edição 753

A desmedida violência policial na repressão aos protestos das últimas semanas, a chacina no conjunto de favelas da Maré, no Rio – que provocou a convocação de um ato ecumênico para terça-feira (2/7) na Avenida Brasil – e o impressionante aparato militar deslocado para conter os manifestantes nas imediações do Maracanã, na final da Copa das Confederações (30/6), continuam a alimentar as discussões sobre o estado em que vivemos.
O episódio do Maracanã, aliás, é muito significativo: além de não poderem circular de carro pelas ruas bloqueadas, os moradores deveriam levar consigo um comprovante de residência, “já que a circulação a pé só será permitida a quem portar ingresso ou comprovante de residência na área interditada. Atenção, ao sair de casa, leve conta de luz, telefone ou similar para evitar ser impedido de retornar”. Era a recomendação da Prefeitura, que distribuiu nota aos síndicos dos prédios da região, mas essa aberração que estabeleceu uma zona de exceção no entorno do Maracanã não chamou a atenção da maioria dos meios de comunicação, à parte a ESPN.
Fora esses casos de violência explícita, outros dois fatos que marcaram as últimas semanas merecem uma pequena análise, pois são muito significativos sobre a maneira de agir das autoridades. O primeiro é a reviravolta que os moradores das favelas da Rocinha e do Vidigal impuseram ao festivo discurso oficial, contestando iniciativas cosméticas. O outro é a tentativa de manipulação do movimento que se estabeleceu na frente da residência do governador Sérgio Cabral.
Do teleférico à vala negra
O palco estava armado, como de hábito: no palanque, o governador fazia juras de amor à parceria com a presidente da República, enfatizando os laços de amizade e compromisso entre o Rio e Brasília para a realização das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na favela da Rocinha. “Tentam nos dividir, mas não vão conseguir. Não passarão”, afirmou.
A consigna clássica, tão fora de lugar, dava o tom da artificialidade daquilo tudo.
Por sua vez, a presidente fez questão de elogiar o vice-governador, recordando que o próprio Lula o havia chamado de “pai do PAC”. Deu sua contribuição para a campanha à sucessão estadual, no velho estilo: eu te apoio, tu me apoias e tudo segue como sempre, desde que mantenhamos esse povo sob controle.
Na véspera, em São Paulo, havia ocorrido a primeira grande repressão policial aos movimentos que dali em diante tomariam as ruas do país, mas as autoridades aparentemente não deram a devida importância àquela situação.
Em dez dias, tudo se inverteu. Rocinha e Vidigal desceram em passeata até a casa do governador, rasgando a fantasia, e detonaram o discurso pré-fabricado: não queriam teleférico, queriam o cumprimento sempre adiado das promessas de saneamento. Acabar com as valas negras nas quais, geração após geração, os moradores têm de pisar. O governador teve de recebê-los, mas foi o vice, candidato à sucessão, quem apareceu publicamente para se comprometer com as obras que realmente importam.
(Bem verdade que essas reivindicações já tinham sido feitas no dia da festa no palanque, por um grupo de moradores que não participou do espetáculo, mas foram ignoradas ou mal tiveram eco no jornalismo das grandes empresas. Rara exceção foi o portal UOL.)
A maneira pela qual as autoridades e a imprensa lidaram com essa reviravolta é muito instrutiva: acostumadas, ambas, aos eventos programados, se surpreendem quando algo foge do previsto. No caso daquela passeata, além do mais, era enorme a preocupação com depredações: afinal, o que se poderia esperar desse povo desobediente, senão manifestações de ódio? Não foi o que se viu, e os moradores provaram esse gosto especial de virar a pauta a seu favor.
Produzindo factoides
Outro imprevisto foi o movimento de ocupação da Avenida Delfim Moreira, no Leblon, na esquina da rua onde mora o governador. Ao final de uma passeata na Zona Sul, numa sexta-feira (21/6), um grupo montou barracas no local disposto a só levantar acampamento após ser recebido em audiência.
Passados alguns dias, um dos representantes abandonou a área, denunciando, via Facebook, as ameaças que disse ter sofrido de desconhecidos que passaram a circular por ali. Paralelamente, um suposto “grupo dissidente” daquela ocupação foi chamado a se reunir com o governador. Na quinta-feira (27/6), meia dúzia de jovens e vários secretários estavam com Sérgio Cabral no Palácio Guanabara, ao lado de cinegrafistas e fotógrafos que documentavam o encontro.
Tudo o que se conseguiu, entretanto, foi evidenciar o caráter fake daquela reunião, para o que contribuiu o evidente despreparo daqueles jovens: ao ser entrevistado, o porta-voz mal conseguia pronunciar uma frase inteira e parecia repetir um discurso muito mal ensaiado. Dizia que o grupo não representava ninguém – então não conseguiu explicar por que foi recebido pelo governador –, mas que ao mesmo tempo havia criado um movimento chamado “Somos o Brasil”. Simples, modesto assim.
Em suma, faltou media training.
A grande empresa privada que presta assessoria ao governo do estado do Rio de Janeiro está tendo trabalho, mas parece não perceber que o público não é trouxa.
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Sylvia Debossan Moretzsohn é jornalista, professora da Universidade Federal Fluminense, autora de Repórter no volante. O papel dos motoristas de jornal na produção da notícia (Editora Três Estrelas, 2013) e Pensando contra os fatos. Jornalismo e cotidiano: do senso comum ao senso crítico (Editora Revan, 2007)
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Vergonha! Globo sonega de telespectadores protesto na sua porta.

04.07.2013
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

Ocupa Rede Globo Ato 1 RJ, rumo ao Ato 2: 


Quem não foi, não sabe o que perdeu. Valeu a pena. Mas o ato 2 vem aí. Não percam.

O primeiro ato "Ocupa Rede Globo" ocorrido na porta da emissora no Rio de Janeiro, reuniu centenas de pessoas na porta da emissora, mas a TV Globo, que vem noticiando qualquer manifestação de rua nestes dias, deu o vexame de ocultar o evento em seus telejornais.

Era só um câmera registrar cenas da janela da emissora. Os manifestantes até avisaram que os profissionais poderiam descer à rua para gravar, que não seriam escorraçados, pois o protesto era contra a emissora. Mas o Jornal Nacional fez cara de paisagem, como se não tivesse acontecido nada debaixo de seu nariz. Vergonhoso. Nem no telejornal regional RJTV apareceu.

O vexame da Globo só vem a comprovar uma das razões do protesto: a TV Globo manipula as notícias, escondendo aquelas que vão contra os interesses comerciais e políticos de seus donos.

No mesmo dia a TV Globo noticiou no Jornal Nacional um protesto de médicos no centro do Rio de Janeiro, cuja dimensão de notícia foi a mesma do protesto em sua porta, o que comprova a parcialidade da emissora e a falta com o dever de informar a realidade como ela é a seus telespectadores, quando essa realidade vai contra seus interesses.

Os manifestantes protestaram contra o escândalo envolvendo sonegação fiscal milionária na compra de direitos de transmissão da Copa de 2002 da FIFA, através de operações simuladas em paraísos fiscais, segundo documento divulgado na internet. Protestaram também contra manipulação de notícias e contra formação de cartéis por barões da mídia, de forma que meia dúzia de famílias oligarcas controlam os grandes meios de comunicação de massa no Brasil desde a ditadura.

Os manifestantes fizeram um lacre simbólico da emissora, através de um cordão humano em frente ao prédio e, mais cedo, entregaram na portaria uma carta a um representante da emissora exigindo transparência nas explicações sobre o escândalo de sonegação ligado à Copa de 2002, uma vez que a empresa é concessionária pública de radiofusão.

O evento foi totalmente pacífico, organizado e civilizado, sem qualquer confronto com policiais. Os manifestantes decidiram em assembléia popular, ali mesmo, que haverá o ato 2 em breve.
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MANIPULAÇÃO DA MIDIA: O mano que a Veja nomeou muso das redes sociais

04.07.2013
Do portal LUIS NASSIF ON LINE
Por Janah
Dublê da Globo é dublê de líder da Veja
Blog ContextoLivre publica e a gente foi conferir. E achou muito mais.
Maycon Freitas, o entrevistado das Páginas Amarelas da Veja desta semana, como “representante” dos manifestantes da onda de protestos que tomou as ruas, presta serviços como dublê a Rede Globo de Televisão.
rev
A Veja, é claro, nem se importou que Maycon tenha quase o dobro da idade da maioria dos manifestantes, mas o transformou num grande ativista cibernético.
Apresentado como “a voz que emergiu das ruas”, Maycon é apresentado como líder de uma comunidade no Facebook , a União Contra a Corrupção, onde se publica ou republica coisas como essa imagem aí do lado, dizendo que os médicos cubanos (cadê?) são guerrilheiros disfarçados e que um golpe comunista está em marcha. É mentira, a página é mantida por Marcello Cristiano Reis, um advogado paulista.
Se tivesse ido olhar o perfil de Maycon no Facebook veria que, antes de virar “celebridade”, suas últimas postagens foram em janeiro, com pérolas do tipo:
“Mulher que diz que homem é tudo igual. É porque nunca soube fazer a diferença na vida de um.”, ou
“No carnaval as mina pira , em novembro as mina ”pari”. “No carnaval os mano come, em novembro os mano some.”
Antes, em 2002, a vida estava boa para Maycon, como você pode ver nas fotos do líder de massas em Cancún, no México, num turismo “padrão FIFA” de deixar a gente com inveja. Como está sofrendo o revoltado Maycon!
VIDADURA
Ah, essa internet…
Ah, essa Veja…
PS. Até de um mistificador como o Maycon a gente respeita a privacidade. Todas as fotos são públicas no seu Facebook, não necessitam de compartilhamento.

Por IV Avatar do Rio Tietê
com vídeo do Rei Lux, no You Tube
Dublê da Globo é dublê de líder da Veja
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FRAUDE da Rede Globo, todo mundo vê e o MP ?

04.07.2013
Do blog MEGACIDADANIA

fraude DA gLOBO PADRÃO fifa BANNER
OCUPE a Rede Globo é dia 03/07
Acesse o EVENTO no facebook (link abaixo), confirme sua presença e convide seus amigos.
GLOBO DESVIOU DINHEIRO DO POVO
A repercussão em torno da multa milionária aplicada à Rede Globo, pela sonegação de impostos sobre direitos da Copa de 2002, parece que ainda não acabou.
Por meio de sua assessoria, o grupo confirmou o pagamento da quantia e disse ter havido um “entendimento diferente do Fisco”, em relação à legalidade das operações contábeis da empresa.
O assunto foi amplamente divulgado na mídia e nas redes sociais.
E a pergunta que não quer calar é a seguinte: Se a Globo pagou, então onde é que está o Darf?
O povo quer saber.
Darf, como todo bom pagador de imposto sabe, é o documento da receita onde o contribuinte registra o pagamento de uma dívida tributária.
Convidamos todos a lerem e compartilharem os links sobre o assunto, que foi um dos mais comentados nas redes sociais na última semana. Vamos pressionar a emissora a mostrar o comprovante de pagamento, já que ela disse que pagou.
#GloboMostreoDarf
COMPARTILHE O DOCUMENTO COMPROVANDO A FRAUDE DA REDE GLOBO
É O DOCUMENTO MAIS VISTO EM TODO MUNDO
LINKS SOBRE O TEMA
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Miguel do Rosário e o golpe da Globo

04.07.2013
Do BLOG DO MIRO
Por Felipe Bianchi, no sítio do Centro de Estudos Barão de Itararé:

Desde o dia 27 de junho, quando o blog O Cafezinho publicou em primeira mão documentos revelando sonegação fiscal milionária por parte da Rede Globo, o assunto tem ganhado destaque nos meios de comunicação brasileiros, tanto no campo da mídia alternativa quanto nas páginas de jornalões, como a Folha de S. Paulo. O Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé entrevistou, nesta quinta-feira (4), o autor do blog, Miguel do Rosário, que falou sobre a denúncia, sua repercussão e os avanços do movimento pela democratização da comunicação.

De acordo com os documentos da Receita Federal revelados em O Cafezinho, referentes a processo de 2006, a Rede Globo sonegou R$ 183,14 milhões e, por isso, foi multada em cerca de R$ 273 milhões. Com os valores atualizados, a sanção chega estrondosos R$ 615 milhões. Apesar de ter declarado que pagou a dívida, a Rede Globo não comprovou a quitação do valor. “O documento ao qual tive acesso é de fins penais e incluía a própria defesa da Globo. O fato é que a empresa tentou burlar o Fisco, utilizando um paraíso fiscal nas Ilhas Virgens Britânicas”, explica.

“Apesar de a prática de escoar cifras milionárias para esses lugares serem comuns entre grandes empresas”, defende Miguel, “é responsabilidade do Ministério Público (MP) investigar o caso, já que são vários crimes contra o mercado financeiro: lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha”.

Em ato pela democratização da comunicação realizado na noite de quarta-feira (4), em frente à sede da Rede Globo, no Rio de Janeiro, o núcleo local do Centro de Estudos Barão de Itararé – do qual Miguel faz parte – protocolou pedido para que o MP apure o caso. “A Receita Federal não tem poder de polícia, portanto cabe ao MP averiguar a situação da Rede Globo em relação ao caso”, disse.

A respeito do jornal Folha de S. Paulo, que divulgou a informação nesta quinta-feira, Miguel chama a atenção para a falta de ética do veículo e sua tentativa de amenizar a situação da Globo. “Em primeiro lugar, a Folha sequer teve a delicadeza de citar O Cafezinho como fonte da informação, mesmo publicando a notícia apenas uma semana depois. Isso, por si só, já mostra as graves falhas éticas que imperam nos grandes veículos da velha mídia”, afirma. “Além disso, o jornal alega, engenhosamente, que no sistema da Receita o processo aparece como 'em trânsito', o que, segundo eles, poderia significar que o pagamento já pode ter ocorrido”.

Globo, mídia e democracia

De acordo com Miguel do Rosário, a criação de um fato político de grande dimensão por parte de um pequeno blog escancara a necessidade de democratizar o setor no país. “A grande mídia finge que apenas fiscaliza o poder, desprovida de interesses políticos, mas na verdade é, também, um poder, que precisa ser cobrado”, argumenta.

“A Globo sempre se posiciona contra os interesses nacionais, sempre tenta sabotar os avanços sociais, além de ter apoiado a ditadura militar no Brasil. A ligação da emissora com o período mais sombrio de nossa história precisa ser ensinada para as crianças e adolescentes”, diz, defendendo que os grandes grupos de comunicação agem como partidos políticos.

A blogosfera, na visão de Miguel, é um exemplo de terreno fértil para o contraponto informativo e, principalmente, para a pluralidade de ideias: “Uma diferença básica entre a velha mídia e os blogueiros (e comunicadores digitais) é que, ainda que tenhamos nossas diferenças e representemos uma infinidade de opiniões, não nos pretendemos neutros”.

O ato em frente à Globo, em sua avaliação, teve forte caráter simbólico. “Foi um ato com pauta definida, com agenda, com participação de movimentos sociais diversificados e com representatividade”, comenta. No relato publicado em seu blog, Miguel afirma que “o momento alto do evento foi quando centenas de pessoas levaram uma fita listrada e 'lacraram' a Rede Globo, numa alusão ao que a Polícia Federal faz com as pequenas rádios comunitárias acusadas de alguma mísera irregularidade burocrática”.

Mais que isso, o blogueiro opina que a revolta generalizada que tomou conta do país, mesmo que confusa, contém alto teor de indignação com a Rede Globo e as arbitrariedades da grande mídia. “A Globo só fala da corrupção porque é um objeto manipulável. E os corruptores, incluindo a própria mídia?”, questiona.

Animado com a efervescência da luta pela democratização da mídia no país, Miguel celebra o crescimento do movimento no Rio de Janeiro e destaca o papel do Barão de Itararé e demais entidades que atuam no setor. “O núcleo do Barão no Rio engrenou de vez com a realização de sua primeira grande atividade, que foi o ato em frente à Globo e animou a todos”, opina.

Ainda que o processo de luta por democracia na mídia seja antiga, Miguel avalia que ela “está esquentando”. A era da informação e a entrada dos comunicadores digitais em cena parecem ser o principal catalisador do debate: “A história está se acelerando e a denúncia feita pelo blog só joga mais pimenta nisso tudo”.
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Senado aprova Lei Anticorrupção para punir empresas que cometem crimes contra a administração pública

04.07.2013
Do portal da Agência Brasil
PorMariana Jungmann
Brasília - O plenário do Senado aprovou hoje (4) a Lei Anticorrupção, que estabelece punições para empresas que cometem crimes contra a administração pública, como fraude a licitações ou tentativas de suborno de agentes públicos, entre outros.
A aprovação da lei foi necessária porque atualmente só há punição para os funcionários e dirigentes das empresas envolvidas em atos de corrupção, mas não para as corporações em si, como pessoas jurídicas. A nova lei vai prever punições como multas, que vão variar de 0,1% a 20% do faturamento bruto anual da empresa.
Além disso, as empresas corruptoras poderão ser condenadas judicialmente a ficarem impedidas de receber qualquer tipo de financiamento, subsídios, subvenções, doações ou empréstimos de órgãos ou empresas públicas – como os bancos, por exemplo.
O projeto é iniciativa do Poder Executivo, enviado ao Congresso durante o governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e recebeu algumas alterações na Câmara dos Deputados. A aprovação corrobora com a agenda adotada pelo Poder Legislativo para atender às demandas das últimas manifestações, entre elas o combate à corrupção. Como a matéria não foi modificada no Senado em relação ao texto da Câmara, ela segue agora para sanção presidencial.
Edição: Aécio Amado
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Imbróglio diplomático :Caso Snowden abala lua de mel entre EUA e América Latina

04.07.2013
Do portal do DIÁRIO DE PERNAMBUCO

A incipiente "lua de mel" do governo do presidente Barack Obama com a América Latina pode ser a mais recente vítima do imbróglio diplomático criado pelo informante Edward Snowden, o ex-técnico da CIA que vazou informações sobre o programa secreto americano de coleta de dados de telefonemas e internet de cidadãos comuns.
Críticas à postura "arrogante" de quatro países europeus (Portugal, Espanha, França e Itália) que se recusaram a autorizar que o avião do presidente boliviano, Evo Morales, cruzasse seu espaço aéreo ecoaram também na nação mais empenhada em trazer de volta para casa o informante: os EUA.
Entretanto, pressionada por jornalistas, a porta-voz do Departamento de Estado americano, Jen Psaki, tentou desvencilhar o seu governo da decisão de impedir a passagem do avião presidencial boliviano, que acabou tendo de pernoitar na Áustria na terça-feira.
"Temos estado em contato com uma variedade de países em todo o mundo onde Snowden tem alguma chance de pousar ou até transitar, mas não vou dizer quando estas (conversas) ocorreram nem que países foram", admitiu a porta-voz americana.
"De maneira geral, pedimos que Snowden seja devolvido de qualquer país onde esteja, onde possa pousar ou por onde possa transitar."
Ela se recusou a dizer se os EUA tinham ou não informação de que Snowden pudesse estar no avião do chefe de Estado boliviano.
"Quero pedir-lhes que contatem os países aos quais estão se referindo e perguntem a eles sobre as decisões que foram feitas", afirmou Jen Psaki.
'Injustiça'
A aeronave de Morales, que vinha da Rússia, passou a noite em Viena enquanto o governo austríaco verificava os rumores de que transportava o informante americano. Só pela manhã, quando as suspeitas foram desfeitas, o avião foi autorizado a seguir viagem.
"Não sabemos quem inventou esta grande mentira, mas queremos denunciar à comunidade internacional essa injustiça com o avião do presidente", expressou, no aeroporto, o ministro das Relações Exteriores da Bolívia, David Choquehuanca.
O incidente gerou indignação entre líderes latino-americanos. A presidente argentina, Cristina Kirchner, disse que o episódio foi "humilhante" para um chefe de Estado da região.
O equatoriano Rafael Correa postou em sua conta de Twitter que "a nossa América não pode tolerar tanto abuso". "O que é com a Bolívia é com todos", disse Correa.
Já a presidente Dilma Rousseff afirmou que "o constrangimento ao presidente Morales atinge não só a Bolívia, mas a toda América Latina".
"(O caso) compromete o diálogo entre os dois continentes e possíveis negociações entre eles", afirmou a presidente através de nota.
Em uma mensagem na sua conta de Twitter, o Itamaraty disse que transmitiu ao governo boliviano o seu "repúdio" à "atitude arrogante" dos países europeus e disse que "a não autorização do sobrevoo causou surpresa, por não coadunar-se com as práticas internacionais".
Organizações como a Unasul, o grupo sul-americano de nações, e a OEA (Organização dos Estados Americanos, com sede em Washington), também criticaram a decisão.
À tarde, o governo francês emitiu uma nota dizendo que pediu desculpas ao governo boliviano pela "demora" em conceder a permissão de sobrevoo para o avião presidencial de Morales.
"A autorização para voar sobre o território francês foi concedida assim que as autoridades foram informadas de que a aeronave em questão era a do presidente Morales", disse a nota.
'Nunca houve, é claro, intenção de recusar o acesso do avião do presidente Morales ao nosso espaço aéreo; o presidente Morales é sempre bem-vindo no nosso país."

'Mão' dos EUA

Apesar da retratação francesa e das críticas dirigidas aos países europeus, outros países, como a Venezuela de Nicolás Maduro, não deixaram de responsabilizar os EUA – o país mais interessado no destino de Snowden – pelo "atentado" a Morales.
Para alguns analistas, o caso é no mínimo um "sobressalto" na retórica que Washington tem trocado com seus vizinhos, na qual se enfatiza o desejo de cooperação e integração baseados na 'igualdade" e no "respeito mútuo".
Mas para o diretor de Políticas do Conselho das Américas – uma organização empresarial que produz análises e estudos sobre a América Latina –, Christopher Sabatini, a questão vai "além da dinâmica de 'país hegemônico versus países explorados'" que tem caracterizado historicamente os conflitos entre os países latino-americanos e os EUA.
"Não estou tentando justificar o incidente com Morales, mas parceria é uma via de duas mãos. Para um país ser tratado com respeito, precisa respeitar as prerrogativas de segurança nacional de outro", disse Sabatini à BBC Brasil.
Ele disse acreditar que, ao indicar que seu país pudesse concordar em dar asilo para Snowden, Evo Morales pisou no calo dos EUA ao tratar a questão do "inimigo número um" americano de forma "leviana".
"Não consigo imaginar Peña Nieto, Santos e Dilma (presidentes de México, Colômbia e Brasil) agindo da mesma forma. São países que entendem que, para defender a sua segurança nacional, qualquer outro país, inclusive os EUA, farão tudo que estiver ao seu alcance", disse o analista.
"Há uma certa falta da polimento diplomático em como Morales agiu. Se isto não justifica a forma como foi tratado, também é certo que claramente não vinha obedecendo as regras do jogo."
As mais recentes tentativas de aproximação dos EUA com a América Latina incluem, ainda que de forma menos intensa, aqueles países cuja política externa contém doses de antiamericanismo, como Cuba, Venezuela e Equador.
Mas Sabatini observa que "qualquer tentativa genuína de reaproximação tem limites".
"Quando um país tão claramente, por nada mais que ideologia, tenta minar a autoridade americana (em termos de segurança nacional), isto tem consequências", disse.
"Os EUA não reagem mais a encenações como o presidente Maduro dizendo que Washington quer desestabilizar o seu governo. Mas (o caso de Snowden) é um tema importante para os EUA", acredita.
"É um assunto que vai no âmago da percepção americana do seu poder global, e que envia uma mensagem a outros possíveis informantes ou hackers. Todo país precisa estabelecer o seu limite e foi isso que os EUA fizeram."
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REFORMA POLÍTICA: Dilma pede que povo 'teime' por avanços e diz que 'é agora' a hora de acelerar mudanças

04.07.2013
Do portal da REDE BRASIL ATUAL 
Por Rodrigo Gomes, RBA

Em meio a resistência de parlamentares e STF contra plebiscito, presidenta aproveita discurso em Salvador para ironizar quem menospreza capacidade do povo de opinar sobre transformações 

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"Tenta e força, tenta e força e teima, e acaba conseguindo", afirmou Dilma em Salvador
São Paulo – A presidenta da República, Dilma Rousseff, afirmou hoje (4) em Salvador que é preciso persistir para atender a todas as reivindicações da população brasileira, mesmo as que parecerem impossíveis. "Desejo que nós, juntos, sejamos capazes de estar à altura do desafio que temos pela frente. Porque nós temos uma oportunidade de transformar de forma acelerada o nosso país. É agora que nós temos de fazer. 
Por isso cada um de nós deve dar o melhor de si. E eu asseguro a vocês que eu não descansarei enquanto não puder atender a tudo aquilo que eu sei que é possível. Tenta e força, tenta e força e teima, e acaba conseguindo."
Hoje o vice-presidente da República, Michel Temer, do PMDB, afirmou que só será possível realizar o plebiscito sobre a reforma política em 2014, com mudanças válidas a partir das eleições de 2016. Inicialmente, o governo cogitava que a consulta popular fosse promovida em setembro, mas o Congresso tem imposto ritmo diferente, o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), do mesmo partido de Temer, afirma que resistências podem até mesmo levar a que não se realize a votação.
"Queríamos que se consultasse a população sobre o que ela queria", afirmou a presidenta, na primeira cerimônia pública depois do pronunciamento sobre as manifestações populares de junho, no último dia 21. "Como o Executivo não pode fazer, porque pela Constituição quem faz é o parlamento, encaminhamos uma sugestão ao Congresso pedindo que faça esse plebiscito. Para ouvir como as pessoas acham que devemos votar, como deve ser o financiamento, se o voto no Congresso deve ou não ser secreto, como se elegem os suplentes e como se farão as coligações."
Dilma ironizou os que consideram que a população não teria condições de opinar sobre os rumos da reforma política. Nas últimas semanas, líderes de alguns partidos e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm dito que a população não deve ser consultada sobre questões técnicas, o que, supõe-se, seja o caso da reforma política. “Acredito na inteligência, na sagacidade e na esperteza do povo brasileiro. Suas escolhas sempre foram acertadas. Não sou daqueles que creem que o povo é incapaz de entender por que as perguntas são complicadas”, afirmou.
A presidenta destacou que as manifestações no Brasil são diferentes daquelas realizadas em outras partes do mundo, como a Primavera Árabe, em que o povo lutava contra ditaduras, ou como os indignados espanhóis e o Ocuppy Wall Street, nos Estados Unidos, que enfrentam a redução de direitos sociais em face da crise econômica iniciada em 2008. Dilma lembrou da última ditadura no Brasil (1964-1985), contra a qual ela mesma lutou, como um tempo em que não se ouvia a voz das ruas, mas que está superado.
“No Brasil é diferente. As ruas falaram por mais direitos. Essa presidenta ouviu a voz das ruas. Tanto porque ela é legítima nas reivindicações quanto porque temos democracia e é parte dela a luta por mais direitos”, avaliou.
A presidenta retomou a proposta de cinco pactos feita ao governadores no dia 26 de junho e reafirmou a necessidade de todos os governantes apoiarem a reforma política. 
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Aécio Neves defende votação secreta de veto presidencial

04.07.2013
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE DO LULA

O que será que o Aécio tem a esconder?
O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), defendeu nesta quinta-feira (4) que a votação dos vetos presidenciais pelo Congresso Nacional continue sendo secreta. Para o tucano, essa é a única exceção defendida por ele como forma de "preservar a vontade do parlamentar".

"Preservar o voto secreto na derrubada de veto presidencial é preservar o Parlamento das pressões do poder Executivo, porque, com o voto aberto, com a maioria grande que o governo tem, é muito difícil de ser derrubado (o veto). Então, em todos os outros casos, o voto tem que ser aberto", completou.

Na quarta-feira (3) a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou uma proposta de emenda constitucional que pretende acabar com o voto secreto na maioria das votações do Congresso Nacional. O texto, apresentado em abril do senador Paulo Paim (PT-RS), permite que todos saibam como os parlamentares votaram nas seguintes hipóteses: impeachment de presidentes da República, indicações de autoridades e de chefes de missões diplomáticas; exoneração do procurador-geral da República antes do fim do mandato; apreciação de vetos presidenciais a projetos aprovados pelo Congresso.

A PEC, contudo, não diz respeito à votação secreta para a eleição dos presidentes do Senado e das comissões temáticas, matéria que consta do regimento interno da Casa. Por isso, o senador Pedro Taques (PDT-MT) pediu a aprovação de um projeto de resolução de autoria dele a fim de acabar também com essas modalidades de votação secreta. O pedido, entretanto, ainda não foi apreciado. Da Agência Estado
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Após dizer que não há tempo, Temer defende que resultados do plebiscito valham para 2014

04.07.2013
Do portal da Agência Brasil
Por  Luana Lourenço

Brasília – O vice-presidente Michel Temer disse hoje (4) que o anúncio feito por ele mais cedo de que o plebiscito sobre a reforma política não valeria para as eleições de 2014 reflete a opinião de líderes da base aliada, e não um recuo do governo, que defende a aplicação das eventuais mudanças no sistema político já no próximo pleito.

Por volta do meio-dia, após reunião com líderes da base aliada na Câmara, no Palácio do Jaburu (residência oficial da Vice-Presidência, Temer foi claro ao dizer que “não há mais condições” de realizar o plebiscito até outubro deste ano, prazo necessário para que as mudanças passem a valer para as eleições de 2014.

No entanto, por meio de nota divulgada por volta das 17h, o vice-presidente esclareceu que a declaração não foi feita em nome do governo. “A minha declaração sobre a realização do plebiscito da reforma política relatou a opinião de alguns líderes da base governista na Câmara, em função dos prazos indicados pelo TSE [Tribunal Superior Eleitoral] para a consulta popular. Embora reconheça as dificuldades impostas pelo calendário, reafirmo que o governo mantém a posição de que o ideal é a realização do plebiscito em data que altere o sistema político-eleitoral já nas eleições de 2014”, diz o texto.

Na nota, Temer reafirma o compromisso do governo “com uma reforma política que amplie a representatividade das instituições através da consulta popular”.

Para que as regras fossem aplicadas em 2014, o plebiscito sobre a reforma política e o projeto modificando as normas eleitorais tinham de ser aprovadas até o dia 5 de outubro. A três meses para o fim do prazo, os parlamentares consideraram improvável fazer a consulta e aplicar as mudanças.

Na próxima semana, o governo vai reunir os líderes da base no Senado para discutir a elaboração do decreto legislativo destinado a convocar a consulta popular. Os parlamentares calculam que precisarão de, pelo menos, 15 dias para concluir o projeto de decreto legislativo – instrumento usado para convocação do plebiscito.

Edição: Nádia Franco

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Movimento dos Sem Mídia agregou mais de mil filiados

04.07.2013
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães
Da semana passada para cá, a campanha de filiações ao Movimento dos Sem Mídia se revelou um surpreendente sucesso. Em três posts, 1387 pessoas responderam à exortação do Blog para agregar novos membros à ONG e pediram suas fichas de filiação.
Apesar de ainda não ter conseguido enviar todos os e-mails com as fichas, estimo que já tenha conseguido atender a quase todos – falta responder a umas 200 pessoas. E dos quase 1400 e-mails que enviei, mais de mil já foram respondidos com a ficha de filiação preenchida.
Como foi dito anteriormente, essas fichas irão compor o novo cadastro da ONG e durante o mês de julho será convocada uma reunião com os membros novos e antigos de São Paulo e região, na qual passaremos a discutir os planos da organização diante do novo momento político do país.
Contudo, devido ao grande número de novos e antigos filiados no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e em Brasília, estimo que, em breve, poderemos fazer reuniões nessas capitais.
Há, também, o plano de um sistema para reuniões virtuais que ainda não posso antecipar, mas que espero colocar no ar nos próximos meses. Por esse sistema, pessoas de todas as partes do Brasil e até do exterior poderão se reunir para as discussões.
Peço apenas um pouco mais de paciência a quem não foi atendido, porque estou sem assistente nestes últimos dias – a pessoa que me ajuda está fortemente gripada.
Eis que nossa organização vai assumindo um papel vital no atual momento político. Ao longo do mês de junho, o Brasil mudou radicalmente. A desorientação política da sociedade é gritante. O avanço da direita ao longo de junho turvou as perspectivas futuras do país.
Pelas centenas e centenas de contatos que fiz, pude constatar o desalento de muitos com tudo o que ocorreu no pais no mês passado. Relatos compungidos de desânimo, decepção, enfim, de pessoas que pensam em desistir.
Não é esse o caminho, meus amigos. O Brasil não acabou e o jogo não está perdido. O que precisamos é de união e discussão. Tempos difíceis se avizinham e só com tenacidade, serenidade e determinação poderemos evitar o retrocesso.
Tenho muitas ideias, sei que vocês têm outras e, assim, quero discutir com todos como poderemos ajudar o país.
O primeiro passo, pois, será a reunião de São Paulo. Já consegui um auditório para 200 pessoas que não custará nada. Nessa reunião – cuja data ainda será marcada –, precisaremos organizar uma distribuição de tarefas entre um grupo de membros.
Você que quer ajudar o Brasil e que se desencantou com a política ao longo do fatídico mês de junho, não desista. Venha para o MSM e vamos buscar caminhos. Desistir não é solução. O país não pode jogar fora seus avanços da última década.
Aos que acabam de se filiar ao MSM, dou boas-vindas e informo que suas fichas de filiação estão sendo ultimadas e logo estaremos em contato.
Um abraço a todos
Eduardo Guimarães
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