terça-feira, 2 de julho de 2013

LEITURAS DE ‘VEJA’:Os ‘badboys’ da revista e a liberdade de expressão

02.07.2013
Do portal do OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA
Por Francisco Moreno Carvalho*, na edição 753

O encontro entre integrantes do Movimento Passe Livre (MPL) e a presidente Dilma Rousseff gerou repercussão, como não poderia deixar de ser. Entre as manifestações na imprensa, surgiu um artigo de Reinaldo Azevedo, publicado no site da revista Veja (ver aqui).
O autor resolve debochar dos comentários de dois integrantes do MPL. Sua linha de argumentação (?) é desqualificá-los taxando-os de arrogantes e pretensiosos, em especial por causa das declarações de um dos integrantes do movimento, Marcelo Hotimsky, de 19 anos, por ter dito que a Presidência (instituição, não a pessoa que ocupa este cargo) “é despreparada para tratar do assunto transporte”.
Seguem vários comentários de leitores, todos apoiando o colunista – parece que Veja aboliu a dissensão – e enveredando por comentários ofensivos, atacando a honra dos jovens citados. Termos como “lixo” e outros do mesmo calão são usados de forma disseminada.
Um dos comentários envereda por questões familiares, apontando o fato de que o jovem Marcelo é neto dos pesquisadores Ruth e Victor Nussensweig, e lamentando o fato de alguém com avós tão importantes e produtivos para a humanidade seja o que é (na opinião do missivista, um inútil).
Um outro resvala para algo que se assemelha ao crime de racismo dizendo que “existem polacos burros e venais”, incluindo nesta categoria um ministro do STF, Ricardo Lewandowsky. Pelo visto considera que quem tem sobrenome que termina com o som de “i” é polaco. Por algum motivo, esqueceu de citar os italianos e bascos e inclui-los em seu preconceito.
Caminho perigoso
Brincadeiras com um sobrenome pouco comum no Brasil são também feitas, embora possamos imaginar que um nome como “Azevedo” possa ser motivo de riso entre camponeses da Albânia.
Alguém que deve ter tido uma péssima experiência intestinal com toddynho bate na desgastada tecla do “jovem riquinho que não anda de ônibus” e vem se manifestar sem conhecimento do mundo real. Tudo isso num site de uma publicação que alerta a quem queira postar seu comentário que “postagens ofensivas ou criminosas” não serão publicadas.
Diante da situação, postei o seguinte comentário:
“Leio aqui que ‘comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas(...) e links externos(...) serão excluídos’. Vejo muitos comentários aqui postados ofendendo, resvalando para o racismo (‘polacos venais’) e trazendo links externos. E aí, editora Abril, revista ‘Veja’, etc, as normas que vocês estabeleceram não têm validade? Vale tudo? Que beleza de jornalismo. Que desserviço à civilização se presta uma revista que perdeu a visão plural.”
O comentário aguardou o parecer do mediador que resolveu por bem não publicá-lo. Quem não comunga com da ladainha de Veja e de seus articulistas, não tem vez.
Aliás, o Francisco que aparece entre os que comentam o artigo postou mais ou menos na mesma data e horário que eu. Mas aparentemente apoia (?) os comentários de Reinaldo Azevedo. Parece que a revista que pede o aprimoramento do olhar continua com sua opção pela cegueira ética.
Mas, sobre o artigo do Reinaldo Azevedo. Interessante que ele ataque a “arrogância juvenil”. Ora, na cultura ocidental, inclusive na de matriz cristã (da qual não faço parte, mas que estudo e respeito), existe um grande apreço pela criança, pelo jovem, e suas opiniões. Afinal, não teria sido Jesus o autor do bordão “vinde a mim as criancinhas” e ter dito que quem não se tornar como uma criança não será digno de entrar no Reino dos Céus (cf. Mateus 18:3)?
Na tradição judaica, no livro do Zohar, a obra principal do cabalismo, surge a figura do Yanuka, do jovem, que traz questionamentos aos sábios que os impulsionam em direção ao saber.
O próprio Fernando Pessoa, citado por Reinaldo Azevedo e por um de seus seguidores, se vale da figura do Menino Jesus como elemento desestabilizador da religião instituída, portador de uma religiosidade mais autêntica. Pessoa o descreve como um menino travesso que corre atrás das moças com as bilhas na cabeça e levanta-lhes as saias.
Sim, a “arrogância”, a “petulância” dos jovens, é um motor que desestabiliza verdades, ilumina obscuridades, abre caminhos. E isso nas cidades da Espanha, na praça Tahrir, em Istambul, pelo Brasil afora.
Uma sociedade que desqualifica os jovens – em especial esses que iniciaram uma mobilização que colocou o Brasil nas ruas –, com fez Reinaldo Azevedo e seus badboys & girls, está fadada à extinção. E que se diga com toda a clareza: os jovens do MPL jamais apoiaram saques ou o vandalismo de alguns manifestantes alheios ao movimento. Como também não se calaram diante da brutalidade policial e da desqualificação que sofreram por parte de algumas autoridades que seguem ecoando no artigo de Azevedo e nas manifestações de seus sequazes no site da Veja.
Nossa sociedade não deixará prevalecer uma visão tão estreita. Há publicações que precisam fazer jus à história que carregam e ao nome que ostentam. Basta olhar em volta com claridade, afastando-se do discurso desqualificador e ofensivo. E, seguindo o clamor das ruas, permitir que opiniões divergentes sejam expressas e discutidas. E não enveredar pelo caminho da censura.
***
Francisco Moreno Carvalho é médico com doutoramento na USP
*****

"Aula pública" sobre mídia

02.07.2013
Do BLOG DO MIRO
Por sítio do Centro de Barão de Itararé:


Na quarta-feira (3), o movimento pela democratização da comunicação volta a se reunir no vão do MASP, em São Paulo, e convida todos os interessados a participarem de uma 'aula pública' sobre o tema. Além disso, também ocorrerá um flashmob com cartazes pela aprovação do Marco Civil da Internet, projeto de lei considerado por diversos especialistas como uma das legislações mais avançadas do mundo sobre o tema, mas estacionado no Congresso. O evento acontece a partir das 19h e dá continuidade à Assembleia Popular sobre Mídia e Democracia, realizada na semana anterior. Confira o texto que convoca o ato e o roteiro da aula:

Vamos debater os temas da comunicação e preparar o ato do dia 11/07 contra o monopólio na frente da Globo. A atividade vai ter também com projeção de vídeos e um FLASHMOB pela aprovação do Marco Civil da Internet - Traga o seu cartaz.

Temas da aula:

- O monopólio na mídia e a democracia brasileira: Pedro Ekman (Intervozes) e Renata Mielli (Barão de Itararé).

- Internet livre e para todos: Sérgio Amadeu (CGI) e Veridiana Alimonti (CGI).

- A cobertura da mídia das mobilizações populares: Leonardo Sakamoto (Blog do Sakamoto) e Renato Rovai (Revista Fórum).
*****

Revista Veja cria uma novo ‘líder das massas’

02.07.2013
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 01.07.13

Você provavelmente nunca ouviu falar de Maycon Freitas, mas ele é, segundo a revista Veja, “a voz que emergiu das ruas”; entrevistado das páginas amarelas, ele reproduz o modo de pensar da própria publicação

maycon-freitas-vejaAs passeatas que reuniram milhões de pessoas nos últimos dias em várias cidades brasileiras têm um novo líder. E ele se chama Maycon Freitas. Peraí, Maycon o quê? Isso mesmo, Maycon Freitas, que criou nas redes sociais o movimento UCC, União contra a Corrupção.
Você provavelmente nunca ouviu falar do personagem, assim como os jovens que foram às manifestações, mas ele é, para a revista Veja, “a voz que emergiu das ruas”. Qual o motivo? Provavelmente, porque é um “líder popular” à imagem e semelhança da própria publicação.
Entrevistado das páginas amarelas, ele reproduz pensamento padrão de Veja. Confira:
Sobre sua motivação para ir às passeatas
Eu e meus amigos estamos cansados de tanta história de corrupção e impunidade. Sabe quanto desaparece dos cofres públicos todo ano no Brasil? Mais de R$ 200 bilhões de reais. Isso é dinheiro nosso.
Leia também
O motivo de sua indignação
Temos feito escolhas ruins no Brasil. A eleição de Renan Calheiros para a presidência do Senado, por exemplo. É um homem cheio de rabo preso, alvo de um monte de denúncias. Não dá. E a construção de estádios bilionários para a Copa do Mundo, enquanto morre gente sem atendimento nos hospitais.
Relação com o PT
Votei no Lula em 2002, mas depois nunca mais. Eu me desiludi com o PT. Abandonaram a bandeira da ética, que era deles, e, pior, acabaram inventando o mensalão.
Sobre os partidos políticos
Os partidos de hoje são grupos fechados que só serve para os políticos formarem conluios bem longe da vontade do povo.
Ser ou não ser de direita
Não somos de direita ou de esquerda, nem de centro. Queremos ajudar a melhorar a sociedade, e não ficar fazendo discurso. Quem diz que somos de direita é o pessoal de certos partidos políticos que não entende por que não nos aliamos a eles.
Sobre Dilma
O que vimos a Dilma falar até agora não passou de marquetagem. Não é mexendo na Constituição que vamos avançar no Brasil, mas, sim, fazendo valer o que está escrito nela.
Importação de médicos
Somos 100% contra. Mais uma vez estão criando uma solução só para dizer que estão fazendo alguma coisa. O Brasil não precisa de médico importado, mas de bons hospitais.
Sobre Joaquim Barbosa
Respeito a postura do ministro Joaquim Barbosa. No caso do mensalão, acompanhei suas declarações, seu posicionamento. Não dá para ser descrente de tudo e de todos.
Brasil 247
*****

Motorista que atropelou oito pessoas no Pina não tinha habilitaçã

02.07.2013
Do portal do DIÁRIO DE PERNAMBUCO

O motorista suspeito de avançar o sinal vermelho e atropelar oito pessoas na noite do último sábado no bairro do Pina estava dirigindo sem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Desde o ano de 2009, o administrador de empresas Felipe Medrano de Lima, 24 anos havia perdido o direito de dirigir e, mesmo assim, costumava trafegar pelas ruas do Grande Recife sem ser, aparentemente, parado pelas autoridades de trânsito.

Felipe teve o documento apreendido depois de ter sido parado em uma blitz e se recusado a fazer o teste do bafômetro. Atualmente, o rapaz estava frequentado uma escola de formação de condutores do Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE) para poder tirar uma nova carteira de motorista.

Confira a reportagem completa no blog Segurança Pública
*****

Google x Globo Nassif: guerra da mídia

02.07.2013
Do blog ESCREVINHADOR
Por Luis Nassif no GGN
Estourou a guerra Google x Globo.

Antes de entrar nos detalhes, vamos entender melhor o que ocorreu no universo midiático nos últimos anos.

Desde meados dos anos 2000 estava claro, para os grandes grupos de mídia, que o grande adversário seriam as redes sociais.

Rupert Murdoch, o precursor, deu a fórmula inicial na qual se espelharam grupos de mídia em países periféricos.

Compra de redes sociais.

Acesso ao mercado de capitais para alavancar o crescimento.

Adquiriu jornais em vários países e fez a aposta maior adquirindo uma rede social bem colocada na época. Falhou. A rede foi derrotada pelos puros-sangues Google e Facebook.

Percebendo a derrota, Murdoch decidiu levar a guerra para o campo da política. Explorou alguns recursos ancestrais de manipulação da informação para estimular um clima de intolerância exacerbada, apelando para os piores sentimentos de manada, especialmente na eleição em que Barack Obama saiu vitorioso.

Não é por outro motivo que uma das primeiras reuniões de Obama, depois de eleito, foi com os capitães das redes sociais – Apple, Google e Facebook.

O caso brasileiro

No Brasil, sem condições de terçar armas com as grandes redes sociais, os quatro grandes grupos de mídia – Globo, Abril, Folha e Estado – montaram o pacto de 2005, seguindo a receita política de Murdoch.

Exploração da intolerância. Nos EUA, contra imigrantes; aqui, contra tudo o que não cheirasse a classe média. Nos EUA, contra a ascendência de Obama; no Brasil, contra a falta de pedigree de Lula.

Exploração da dramaturgia. Um dos recursos mais explorados pela mídia de todos os tempos é conferir a personagens reais o mesmo tratamento dado à dramaturgia: transformando adversários em entidades superpoderosas, misteriosas, conspiratórias. O “reino de Drácula”, no caso brasileiro, foi a exploração do tal bolivarianismo, a conspiração das FARCs.

Manipulação ilimitada do produto notícia. É só conferir minha série “O caso de Veja” ou a sucessão de capas da revista em sua parceria com Carlinhos Cachoeira. Ali, rompeu-se definitivamente os elos entre notícias e fatos. Instituiu-se um vale-tudo que matou a credibilidade da velha mídia.

Pressão contra a mudança do perfil da publicidade. Historicamente, os grandes veículos sempre se escudaram no conceito de “mídia técnica” para impedir a pulverização da publicidade. Por tal, entenda-se a mídia que alcance o maior número possível de público leitor. Em nome desse conceito vago, investiu contra a Secom (Secretaria de Comunicação do governo) quando esta passou a diversificar sua verba de publicidade, buscando publicações fora do eixo Rio-São Paulo e, timidamente, ousando alguma coisa na Internet.

Quadro atual

Agora, tem-se o seguinte quadro.

A velha mídia montou uma estratégia de confronto-aliança com o governo. Mas suas vitórias resumiram-se a dificultar o acesso de blogs e da mídia regional às verbas públicas.

Na grande batalha, perdeu. O Google entrou com tudo no país. Este ano, deverá faturar R$ 2,5 bilhões, tornando-se o segundo maior faturamento do país, atrás apenas da Globo, e na frente da Abril.

Tem se valido de duas das ferramentas que a velha mídia utilizava contra concorrentes menores: o BV (Bônus de Veiculação), para atrair as agências; e o conceito de “mídia técnica” (a de maior abrangência).

A Globo reagiu, atuando junto ao governo, e denunciando práticas fiscais do Google, de recorrer a empresas “offshore” para não pagar impostos. Agora, constata-se que a própria Globo também se valeu desse subterfúgio fiscal. E a denúncia é veiculada pelo blog de Miguel do Rosário, um dos mais brilhantes blogueiros oriundo dos novos tempos.

E a velha mídia descobre que, em sua estratégia tresloucada para dominar o ambiente político, queimou todos os navios que poderiam levar a alianças com setores nacionais. 

Apostou no que havia de mais anacrônico, criou um mundo irreal para combater (cheio de guerrilheiros, bolivarianismo, farquismo etc.) e, quando os inimigos contemporâneos entraram em cena, não conseguiu desenvolver um discurso novo.

É o bolor contra o mundo digital.

Dissidências internas

À medida em que a guerra avança, surgem os conflitos de interesse entre os próprios grupos da velha mídia.

O grupo Folha sentiu-se abandonado pelos demais grupos na sua luta para impedir que a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) acabasse com a obrigatoriedade de se ter um provedor para ter acesso à Internet.

Por outro lado, a divulgação dos dados de publicidade do governo mostra que a estratificação das verbas beneficiou as emissoras de TV (especialmente a Globo), em detrimento das publicações impressas.

Em breve, a Secom deverá se posicionar nessa disputa.

Há três tendências se consolidando:

O fim do conceito da “mídia técnica” que, antes, beneficiava os grupos nacionais e agora os prejudica.

O aumento de participação na internet.

A suspensão de qualquer publicidade pública nas redes sociais.

Leia outros textos de Radar da Mídia
*****

Ato público denuncia contratação temporária no MTE

02.07.2013
Do portal do SINDSPREV.PE
Por Wedja Gouveia, redação do Sindsprev.PE

Irineu Messias, no ato dos servidores do MTE

José Bonifácio, Coordenador-Geral do Sindsprev.PE,na manifestação em apoio aos servidores do MTE

Os servidores do Ministério do Trabalho e Emprego de Pernambuco (MTE) realizaram um ato público nesta terça-feira, dia 02/07, para denunciar a contratação temporária de técnicos para o exercício de atividades no órgão. A manifestação foi realizada às 9h30, em frente ao MTE, na Avenida Agamenon Magalhães. O ato contou com a participação de trabalhadores do ministério e de dirigentes de entidades sindicais, entra elas o Sindsprev-PE.

Na ocasião foi distribuída uma nota de repúdio contra a decisão do MTE, que está preparando um processo seletivo simplificado para a contratação temporária de técnicos. Na nota, os servidores administrativos e os auditores fiscais do trabalho protestam contra essa forma de burlar o concurso público, que há muito é pleiteado pelos próprios servidores para a melhoria das condições de trabalho e atendimento à população.

O documento, também publicado na edição de hoje, do Diario de Pernambuco, é assinado pelas seguintes entidades: Sindsprev-PE; Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho - Delegacia Sindical de Pernambuco; Associação dos Auditores Fiscais do Trabalho de Pernambuco; Associação dos Servidores Administrativos da SRTE-PE e o Sindicato dos Servidores Públicos Federais de Pernambuco.

*****

TV Globo é repudiada até em Londres

Heloisa Villela: Empresas que sonegam ajudam a solapar a democracia

02.07.2013
Do blog VI O MUNDO, 01.07.13
Por Heloisa Villela, de Nova York, especial para o Viomundo

A vida mansa da Globo nas ilhas Virgens britânicas

As contas, alíquotas e percentagens podem ser complicadas. Mas o raciocínio é muito simples.

O rio vem correndo seu curso. Chega a uma bifurcação. Se uma bomba puxa água para a vertente da direita, o lado esquerdo vai secando…

Por isso a organização Tax Justice Network (Rede de Justiça nos Impostos), um coletivo de economistas, advogados, contadores, escritores e outros tantos, briga por uma definição mais clara e ampla do conceito de corrupção e combate o segredo que envolve os chamados refúgios fiscais.

Para o Banco Mundial, corrupção significa abuso do cargo público para ganho privado. Muito pouco, dizem os profissionais da TJN. É preciso incluir na definição as manobras das empresas privadas — e dos milionários — que fazem de tudo para fugir das obrigações com a sociedade. Evitam pagamento devido de impostos e empregam quadrilhas de advogados que passam o tempo todo procurando brechas na lei para esconder ainda mais dinheiro nas jurisdições secretas, que hoje em dia não se limitam mais às ilhas caribenhas e protetorados britânicos.

A AABA (Association for Accountancy and Business Affairs) complementa o raciocínio. Destaca que o conjunto de impostos pagos é a garantia de vida das democracias. Sem os recursos, o estado não pode aliviar a pobreza, prover saúde, educação, segurança, transportes…

As empresas que sonegam, escondem dinheiro mundo afora, nada mais estão fazendo do que solapar a democracia de seus países de origem.


Documentos divulgados por Miguel do Rosário, do blog O Cafezinho, sobre sonegação fiscal da Globo

Em 2011, os americanos descobriram, boquiabertos, que uma das maiores empresas do país, a General Electric, faturou US$ 14,2 bilhões de dólares no ano, em suas operações mundiais. As atividades, nos Estados Unidos, foram responsáveis por um lucro de US$ 5,1 bilhões. E quando fechou a conta com o leão americano, quanto a GE pagou naquele ano? Nada! Nem um mísero centavo. Na verdade, teve até uma devolução.

A varinha mágica da GE funciona de duas maneiras. Muito dinheiro investido para fazer lobby no Congresso por benefícios e incentivos fiscais. E ginástica financeira para manter no exterior, nos chamados paraísos fiscais, a maior parte possível dos lucros auferidos. A empresa tem um gigantesco departamento de impostos, lotado de advogados e contadores orquestrados por um maestro experiente: John Samuel, ex-funcionário do Tesouro americano.
[Combater a bandidagem da mídia custa. Precisamos de ajuda para sobreviver]

Fato é que as práticas adotadas pela GE não são exceção e sim a regra. A grande maioria das empresas transnacionais usa os paraísos fiscais para evitar impostos. Mantém o dinheiro fora do alcance do fisco. Deixam, assim, de contribuir a parte que lhes cabe para o bem geral de suas nações-sedes.

E é exatamente por isso que grupos como o AABA, o TJN e o Citizens for Tax Justice lutam pelo fim da — essa sim — cortina de ferro que mantém o segredo e a privacidade dos sonegadores milionários, pessoas físicas e jurídicas, que usam os paraísos fiscais para fugir de seus respectivos leões. Para essas organizações, corrupção é algo que vai muito além de um suborno. Esconder dinheiro devido à sociedade também é uma prática corrupta que induz a maioria à pobreza e solapa a democracia.

Leia também:

*****

EIKE ILUDIU MERCADO COM AJUDA DA IMPRENSA

02.07.2013
Do portal BRASIL247
*****

SERVIDORES FEDERAIS: Sindsprev discute e-Recursos com servidores da 3ª Junta de Recursos do Ministério da Previdência Social

02.07.2013
Do  portal do SINDSPREV.PE, 27.06.13
Por Wedja Gouveia,imprensa Sindsprev.PE

 

Na terça (25) e quarta-feira (26) passadas, dirigentes do Sindsprev estiveram reunidos, no Recife, com o presidente do Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS), Manuel Dantas, e os servidores da 3ª Junta de Recursos da Previdência Social de Pernambuco.

Nos encontros foram discutidos os novos processos de trabalho na Junta de Recursos  da Previdência Social em virtude da implantação do sistema de recursos eletrônicos, o e-Recursos.

Nesta segunda-feira, 1º de julho, às 9h30, na 3ª Junta de Recursos, o Sindsprev realiza uma nova reunião com os servidores para discutir o termo de cooperação técnica que poderá ser firmado entre a Junta e o INSS.
*****

Em 1997 Aécio Neves fez Projeto de Decreto para convocar plebiscito. Agora é contra

02.07.2013
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

O PPS, também já pediu  apoio da OAB para proposta de plebiscito sobre reforma política


FHC e Aécio Neves afirmaram que proposta de plebiscito para reforma política sugerida por Dilma é absurda, digna de ‘regimes autoritários’. Mas, os dois já propuseram o mesmo que a presidente Dilma
A oposição do governo Dilma está batendo cabeça. Quando a presidente sugeriu plebiscito para decidir sobre Constituinte exclusiva o tucano  Fernando Henrique Cardoso  ganhou espaço generoso nas páginas de jornais  para criticar a  Dilma: “A proposta é  “própria de regimes autoritários”, afirmou o ex presidente.

Mas, Fernando Henrique Cardoso não pensava assim quando ele,  em  duas ocasiões durante seu mandado defendeu, em duas campanhas eleitorais, a realização de assembleias constituintes exclusivas. Em 1994, o tucano propôs o instrumento para promover uma revisão constitucional. "Seis meses são suficientes para esses trabalhos. Basta ter vontade política", disse, em junho daquele ano. Quatro anos depois, quando concorria à reeleição, o então presidente  FHC defendeu a proposta de constituinte restrita com o objetivo de acelerar a aprovação das reformas tributária, política e do Judiciário.

Outro tucano que esqueceu o que disse e escreveu  é o candidato á presidência Aécio Neves. No site da Câmara Federal é possível encontrar o PDC 580/1997, de autoria do então deputado federal Aécio Neves (PSDB/MG)  de  1997. O Projeto de Decreto Legislativo tinha como objetivo convocar plebiscito sobre assembleia nacional constituinte revisora a ser instalada em fevereiro de 1999. Na  época da gestão FHC, Aécio Neves  era uma das principais lideranças tucanas no legislativo e estava perfeitamente  sintonizado com o governo tucano   e  seus objetivos.

Agora,  quando a presidente Dilma  lançou a proposta de    plebiscito popular  para fazer a reforma política no país, o candidato à presidência Aécio Neves (PSDB),  com os  presidentes dos  partidos, Agripino Maia( DEM) e Roberto Freire( PPS), divulgaram nota na qual se declaram contra a proposta .Aécio Neves  afirmou que a proposta apresentada por Dilma, de se convocar um plebiscito para criar uma Constituinte exclusiva para tratar da reforma política, é uma medida "perigosa" e "desnecessária".

Roberto Freire, presidente do PPS,  talvez não lembrou quando assinou a nota. Mas em 2009 o  PPS pediu  apoio da OAB para proposta de plebiscito sobre reforma política. O projeto  foi entregue pelo deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE) ao presidente da época da OAB, Cezar Britto. O plebiscito deveria perguntar aos eleitores se o Congresso Nacional deve realizar uma reforma política ou não. Como se nota, parece que os três  presidentes dos partidos de oposição ao governo Dilma tem  problema de memória. Ou,  esqueceram o que eles mesmos fizeram a bem pouco tempo atrás.

O povo pediu nas ruas e a presidenta Dilma atendeu: quer consulta popular, o plebiscito     para reformar a política, já que no Congresso está travado há anos.

Dilma se aliou ao povo, em seus desejos de mudanças para desintoxicar a política de seus vícios.

A proposta de plebiscito para reforma política tem gerado divergências.

É importante que todos tomem conhecimento sobre o que Dilma pretende e  por que a oposição ao governo Dilma é contra. 

Veja a diferença entre plebiscito e referendo

Plebiscito

Consulta feita ao povo ANTES da criação de uma lei ou ato administrativo

Em 1993, os brasileiros foram às urnas para escolher o sistema de governo.
As opções eram:  Monarquia,República, República Parlamentarista e Presidencialismo.
Presidencialismo, venceu. 

Referendo

Consulta feita DEPOIS da criação de uma lei ou ato administrativo

A população responde se aceita ou não uma atitude do governo

Aconteceu em 2005, quando os brasileiros decidiram pela não proibição  do comércio de armas de fogo e munição no país
*****

A hora e a vez da periferia contra o golpismo

02.07.2013
Do portal da REDE BRASIL ATUAL, 28.06.13


Moradores da zona sul criam a "Frente Periférica contra o Facismo e o Golpismo" para debaterem os rumos dos cidadãos de periferia diante da onda de protesto que assolam o país.
*****

Restauração em marcha sabota plebiscito: ‘A rua já deu o que tinha que dar’

02.07.2013
Do portal da Revista Carta Maior, 01.07.13
Por Saul Lebon,no Blog das Frases


Dos partidos da oposição, o único que aceitou o convite da Presidenta Dilma para conversar sobre o Brasil e a reforma política foi o PSOL.


Demotucanos e assemelhados declinaram. 

Os campos se definem em relação às ruas.

Caminha-se para um realinhamento da cena política brasileira.

Se a conversa Dilma/PSOL abrir espaços para um aggiornamento à esquerda da governabilidade, algo de inestimável importância terá acontecido nos dias correm. 

Alegam PSDB, Demos e PPS não ter sobre o que conversar.

Faz sentido.

Dilma pretendia ouvi-los sobre a convocação de um plebiscito para estreitar a aderência do sistema político às ruas. 

A proposta foi enviada ao Congresso nesta 3ª feira, cercada pela rejeição conservadora. 

‘Ora direis ouvir as ruas’, replicam demotucanos em sua esférica coerência.

Ouvir as ruas é tudo o que o credo neoliberal entende que não deva ser feito nessa hora; em qualquer hora.

A escuta forte da sociedade soa como dissonância chavista aos ouvidos congestionados pela cera secular do interesse dominante.

A democracia para esse sistema auditivo é um ornamento.

Um adereço nos colóquios dos salões elegantes. Um caramelo, após o cafezinho. 

Nos dias que correm, a democracia é a citação de rodapé da judicialização da política. 

Sobretudo, a democracia destas siglas gêmeas deve lubrificar a obediência da sociedade aos livres mercados.

É o oposto do que pensa a tradição socialista: a democracia cresce justamente quando escapa aos limites liberais e se impõe como força normativa aos mercados.

Ganha relevância assim. 

Quando assume o papel de contrapeso histórico aos apetites rapinosos do dinheiro grosso.

É democracia de fato ao romper a película liberal para se tornar, também, democracia social.

O extremo oposto conservador entende que ouvir as ruas é algo que só cabe em doses módicas.

Com o dinheiro a cerzir as amarras entre o presente e o futuro.

De quatro em quatro anos.

Nunca em ciclos curtos, ou de crise, quando o mais aconselhável são as elites – no limite, os quartéis - assumirem a tutela da vontade popular.

Consultas regulares à cidadania e tudo o mais que possa tornar volátil o mando e o comando devem ser execrados.

Volatilidade é uma prerrogativa dos capitais. 

Irrepartível.

À política cabe a tarefa de calcificar o poder e embalsamar a sociedade.

Editoriais de O Globo, Estadão e Veja, ademais de centuriões da mesma extração, uivam a rejeição ao plebiscito e à Constituinte. 

O que lhes interessava das ruas, as ruas já deram.

O Datafolha, no calor da Paulista, recompôs a chance de um 2º turno em 2014. 

A narrativa tratou de ofuscar o ruído de longo curso, subjacente ao desabafo da hora: se candidato, Lula levaria de 1ª, com 46% dos votos.

A Folha entendeu; e tanto que escondeu o tropeço na primeira página. E pisoteou a informação nas entrelinhas internas.

É preciso desfrutar a ‘colheita’, crua, se necessário, para não desperdiçar a janela de oportunidade.

Interesses que operam no sentido de subtrair fatias de poder à democracia estão satisfeitos com o saldo.

Há mais de 30 anos tem sido hábeis em interditar o debate das grandes escolhas do desenvolvimento.

Para isso, escavaram fossos intransponíveis entre a soberania nacional e a supremacia das finanças desreguladas no circuito global. 

Assim se assegurou a hegemonia do poder extra-ruas.

Por que abririam mão dele justamente agora, em pleno divisor de ciclo, quando linhas de passagem terão que ser erguidas em direção a um novo projeto de desenvolvimento?

O ‘não’ ao convite de Dilma encerra a solidez de uma coerência histórica.

A contrapartida cabe à esquerda.

A sorte do país e o destino de sua democracia dependem, em grande parte, do desdobramento concreto que o diálogo simbólico entre Dilma e o PSOL produzir na unificação da agenda progressista brasileira.

Não apenas para articular a reforma política. Mas para democratizar o crucial debate sobre o passo seguinte da luta pelo desenvolvimento. 

A ver. 

*****