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quarta-feira, 26 de junho de 2013

O dia que o jornalismo investigativo da Veja descobriu mar em Belo Horizonte, MG

26.06.2013
Do blog MARIAFRÔ

O perfil Reacionário fez o primeiro print
Achei que era piada do Sensacionalista ou do Diario Pernambucano, porque sei que a Veja é a Veja, mas até para a Veja achei que havia limites, fui lá conferi e compartilhei:

Daí fui fazer uma brincadeira com meu amigo Pablo Villaça e descubro que a Veja deletou o post, já que não conseguia mais postar no compartilhamento que fiz direto do perfil da revista no Facebook:
Cliquei no link original do perfil da Veja e ela havia deletado da conta:
Os governos paulistas compram esta revista para as escolas da rede do Estado. Tempos atrás uma das apostilas distribuídas peal Secretaria de Educação do Estado de São Paulo trazia uma mapa da América Latina com 2 Paraguais
… talvez os elaboradores tenham aprendido Geografia com a Veja ou seria os repórteres de Veja que aprenderam Geografia nas escolas estaduais de São Paulo que usam Veja como material didático?
A Revista Veja fotografa  mar em Belo Horizonte, é comprada por Alckmin para as escolas do estado de SP, é arduamente defendida pelos nossos representantes :http://mariafro.com/2011/12/14/o-tucano-floriano-pesaro-veja-e-jornalismo-carta-capital-e-lixo/ e recebeu só em 2012 400 milhões da SECOM. Será que a turma do #changeBrazil sabe disso?
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Quem banca o Change Brazil?

26.06.2013
Do portal LUIS NASSIF ON LINE
Por Rogerio Martins

Um dos videos mais contundentes que vimos durante os protestos e que me chamou muito a atenção foi esse abaixo, produzido pela Charge Brazil. Estranho também quando saltou na minha time line de Rede Social, uma  propagando PAGA de um vídeo postado pelo que estamos conhecendo como Anonymous Brasil. 

E não foi só uma vez e nem um assunto apenas. Vi vários, mas a ficha caiu com o video do mascarado. O Vi o Mundo levantou a bola do tal anuncio. Daí eu fui ver e percebi claramente que há um direcionamento dos jogadores e quase uma explicita vontade de mostrar o banner da Charge Brazil. Chega um momento que o jogador até confere se está no lugar certo. Isso logo depois de um gol! Por duas vezes jogadores se dirigem até um grande banner da Charge Brazil, que a produtora do vídeo abaixo.

A publicidade num site de rede social não é caro. Em tese. Mas, um banner dentro do campo num jogo da Copa da Confederações e ainda com indícios de jabá com direito a pose de jogadores pra foto em explica divulgação da Charge Brasil deve ter custado um bom dinheiro! Alguém tem idéia de quando saiu esse publicidade? E qual a motivação? 
Polo Textil patrocinando Anonymous
E aqui está quem paga a propaganda. Mas além dele, um certo banco e um certo canal de tv?
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SECOM responde às denúncias de repórter da TVT

26.06.2013
Do blog MARIAFRÔ

Hoje pela manhã recebi o vídeo do jornal da TVT sobre a cobertura do encontro da presidenta com os movimentos sociais.
Como vocês podem ver, o repórter da TVT denuncia que a equipe da Tevê dos Trabalhadores fora impedida de cobrir o encontro.
Cobrei nas redes sociais explicações da SECOM sobre o ocorrido e recebi o comunicado oficial abaixo da Secretaria de Imprensa da Presidência da República
Prezada Conceição,
Informamos que todos os cinegrafistas e fotógrafos que estavam presentes ao início da reunião da presidenta da República com representantes das Centrais Sindicais foram autorizados a registrar a abertura do encontro. Apenas eventuais equipes retardatárias não tiveram condições de fazer a cobertura, mas tiveram, como sempre têm, as imagens oficiais, em foto e vídeo, divulgadas pela presidência, e que são captadas no mesmo momento dos veículos comerciais e institucionais.
O mesmo ocorreu na reunião de terça-feira (25/6), onde também foi liberado integralmente o acesso de fotógrafos e cinegrafistas que chegaram em tempo hábil para registrar a reunião da presidenta com os movimentos sociais.
A única restrição ocorrida, ontem, foi nas duas reuniões com os chefes de Poderes, realizadas em um espaço menor. Nesse caso, foi aberto o registro apenas aos setoristas e ao veículo da instituição da agenda específica:  a TV Senado registrou apenas o encontro com os presidentes da Câmara e do Senado e a TV Justiça registrou somente a audiência com o presidente do STF.  Ambas as emissoras tiveram à sua disposição o material oficial relativo às audiências não cobertas, da mesma forma que todos os demais veículos interessados.
Atenciosamente,
Secretaria de Imprensa da Presidência da República
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PEC 37: MP age em causa própria e Globo quer governar o País

26.06.2013
Do BLOG PALAVRA LIVRE, 24.06.13
Por Davis Sena Filho 

                                                                    Foto: Folha Paulistana
Quem tem de abrir os olhos? O Congresso ou os manifestantes pautados pela imprensa?
Estou a ver televisão. O pau quebra, e a polícia tenta reagir contra os muitos grupos que tentam e conseguem depredar o patrimônio público e o particular. Mesmo assim, os narradores em off, os repórteres e os âncoras de programas jornalísticos de todas as televisões, principalmente os da TV Globo e da Globo News, que adoram voar de helicóptero e esconder as logomarcas dos microfones de “suas” empresas insistem em contrariar as imagens, que valem por um milhão de palavras, e mostram, de forma cabal e inequívoca, a violência de grupos de perfis e índoles fascistas, de classe média, despolitizados e que se apropriaram de uma reivindicação de esquerda, à frente o Movimento Passe Livre (MPL), que no dia 6 de junho, em São Paulo, protestava contra o aumento dos preços das tarifas de ônibus e foi violentamente reprimido pela polícia do governador Geraldo Alckmin (PSDB), mandatário useiro e vezeiro em tratar os movimentos sociais como casos de polícia, a exemplo do massacre de Pinheirinho.


Até aquela altura dos acontecimentos, a classe média conservadora estava quieta, em casa, bem como os cidadãos eleitores dos tucanos e de seus aliados, além da Juventude do PSDB, que demorou sair às ruas, porque, evidentemente, apoia o Governo de Alckmin. Esses grupos logo depois se mobilizaram pelas redes sociais e foram às ruas para se juntar aos arruaceiros e à extrema direita encapuzada, que, incrivelmente, tiveram em um primeiro momento os seus crimes amenizados pela imprensa de mercado. A mesma imprensa de tradição golpista, que ao resguardar as suas conveniências e interesses insistiu em separar, propositalmente, o “joio do trigo”, como se fosse possível considerar as manifestações como movimentos pacíficos ao tempo em que as imagens de todas as televisões mostravam a balbúrdia, o quebra-quebra e a violência em grandes proporções. Esses fatos são inquestionáveis, porque aconteceram e foram filmados. São públicos e notórios.


E o que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 37 de 2011 tem haver com as manifestações cuja origem é uma pauta de esquerda, que reivindicava a tarifa zero para o transporte de estudantes e, com o tempo, conseguiu o recuo das prefeituras quanto ao aumento de R$ 0,20 no preço da passagem? Respondo: nada e tudo ao mesmo tempo. A PEC 37 é no momento a principal pauta da Globo e do candidato tucano Aécio Neves, além de constar na ordem do dia de um de seus mais importantes aliados em sua luta política contra o Governo trabalhista e o PT: a Procuradoria Geral da República (PGR), na pessoa do procurador-geral, Roberto Gurgel, e a maioria de seus subordinados, os procuradores regionais da República, que atuam em todos os estados da Federação.


Trata-se do golpe do “joão-sem-braço”, porque esses setores midiáticos se aproveitam de concessões públicas de rádios e televisões e organizam uma frente contrária à PEC 37, cujo texto, na verdade, restabelece as atuações, as competências e os limites constitucionais dos ministérios públicos e das polícias judiciárias (Civil e Federal), conforme define, sem deixar dúvida, a Constituição do Brasil. A resumir: a PEC 37 apenas regulamenta o que já está estabelecido pela Constituição, enquanto a PGR e os ministérios públicos, juntamente como os partidos de direita e de oposição (PSDB, DEM, PPS e PSOL) manipulam e distorcem esta importante informação e mentem, descaradamente, para o povo brasileiro, sendo que parte deste povo se traduz na classe média tradicional e conservadora, aquela mesma que organizou, em 1964, a Marcha da Família com Deus e pela Liberdade, e deu no que deu: a ditadura militar que durou 21 anos.


Agora, 49 anos depois do fatídico golpe de estado, os filhos da classe média, os extremistas de direita e os grupos da esquerda radical e que faz o jogo da direita, transformam-se novamente em público alvo da alta burguesia, que controla os meios de produção e os meios privados de comunicação de massa. Tal classe vai às ruas sem pauta e pleitos, como diferentemente o foi o MPL, porque se considera “apartidária” e “apolítica” e quebra, destrói e toca fogo em tudo o que vê e o que está à sua frente, em nome do apartidarismo, da negação da política e de “tudo o que está aí”, ou seja, o Governo do PT. Trata-se de frase, de uma afirmação cínica e maledicente disseminada pelos repórteres, âncoras, colunistas e comentaristas do sistema midiático de negócios privados, e essencialmente alienígena, pois lutam contra a independência do Brasil e a emancipação do povo brasileiro.


O “tudo o que está aí” significa, evidentemente, a desqualificação e a desconstrução do que deu certo, como se quisessem apagar e invalidar todos os avanços e conquistas efetivados no tempo de apenas 11 anos pelos governos trabalhistas, que colocaram o Brasil em patamares de desenvolvimento e bem-estar social nunca antes experimentados em sua história, pois confirmados e respaldados pelos números e índices sociais e econômicos, que transformam os oito anos de governos tucanos em um fracasso tão visível, que acarretaram em três derrotas eleitorais para a Presidência da República. Obviamente que todos nós sabemos que o Brasil não é um País pronto. Está longe disso, mas é inegável que o poderoso País da América do Sul é hoje uma Nação respeitada em todo o mundo, fato este que nunca aconteceu na administração do PSDB.


Por sua vez, as conquistas estão a acontecer e até mesmo de forma surpreendente, pois rápidas, no que concerne ao tempo. Os governos trabalhistas têm projeto de País e programa de Governo, e a distribuição de renda e de riqueza está a ser realizada, porque sabemos que o Brasil vivencia o pleno emprego, os salários estão a ser elevados e a inflação, apesar da manipulação criminosa da imprensa comercial para aumentar os juros, está, sim, dentro da meta estabelecida, e, por sua vez, controlada. Quem duvida, dou a dica: acesse o Portal da Transparência do Governo Federal, ferramenta esta que inexistia nos governos tucanos, bem como se transformou em fonte da imprensa burguesa e de propósitos privados, que usa o Portal para se informar e depois aproveita as informações colhidas para elaborar matérias tão cínicas e manipuladas quanto o é a sua essência antidemocrática, colonizada e golpista.


Entretanto, a PEC 37 se transformou na principal reivindicação dos movimentos das ruas, até porque os prefeitos recuaram em relação aos aumentos da passagem dos ônibus. Os jornalistas da Globo, por exemplo, logo no início das manifestações, que ocorreram há cerca de 20 dias, insistiam em falar da PEC 37 e a evidenciaram mais do que os problemas relativos à saúde e à educação. As Organizações(?) Globo insistiam fortemente nessa questão, enquanto os estudantes e o MPL estavam ainda somente a falar dos preços das passagens, na tarifa zero e na qualidade dos serviços de transporte coletivo. Estranho, não? Mas nem tanto quanto as pessoas pensam ou deixam de pensar.


Qual é o interesse, então, de gente como Merval Pereira, Ricardo Noblat, Miriam Leitão, Arnaldo Jabor, Alexandre Garcia, William Wack, Renata Vasconcellos, Chico Pinheiro, além dos colunistas, comentaristas e editorialistas da Folha, da Veja, do Estadão, da TV Band, da CBN, da Jovem Pan, dentre muitos outros jornalistas e grupos privados de comunicação em transformar a PEC 37 em uma questão que supera as inúmeras reivindicações populares, bem como evidenciada diuturnamente como um golpe contra os direitos de cidadania do povo brasileiro? Golpe, evidentemente, com autoria e a assinatura do Congresso Nacional, PT e do governo trabalhista da presidenta Dilma Rousseff.


Os três entes políticos que são combatidos há 11 anos, a ferro e fogo, pela burguesia dona do capital, pela classe média tradicional, cliente e consumidora de seus produtos, valores e princípios, pelos partidos de direita, e, sem sombra de dúvida, pelos barões da imprensa donos do sistema midiático comercial e privado. Bem feito. Quem mandou os governos trabalhistas de Lula e Dilma remediarem sobre tão importante assunto, definido pela Constituição, que é o marco regulatório para os meios de comunicação? E é exatamente a inexistência da regulamentação dos meios de comunicação que hoje a mídia corporativa pauta a vida brasileira, combate os projetos e programas de governantes eleitos pelo povo e se intromete, distorce, mente e inclui nas manifestações questões que a população deste País mal tem conhecimento, que é o caso da PEC 37.


Agora, vamos à outra pergunta que não quer calar: quando os barões midiáticos e os seus escribas que repercutem os seus interesses e pensamentos defendem a desaprovação da PEC 37 é porque eles estão a defender os interesses do Brasil e dos brasileiros? Não. Claro que não! Porque eu vou ser sincero: nunca vi, em tempo algum, essa gente defender o Brasil e o seu povo. Nunca! Dá pelo menos para desconfiar, não dá? Ponto. A PEC 37 não é um bicho de sete cabeças. Seu texto apenas dispõe sobre o papel de cada instituição que atua, por exemplo, em processos de investigação. A verdade é que a PEC não retira e muito menos altera o poder e o direito dos ministérios públicos. Quem insiste nisso está a cometer falácia e má fé.


E por quê? Porque ao MP, desde sempre, sempre coube a função de pedir investigações e diligências, denunciar à Justiça e acompanhar depoimentos. São direitos e deveres constituídos. Porém, cabe às Polícias Civis dos estados e à Polícia Federal coordenarem e comandarem as investigações, porque têm em seus quadros servidores públicos treinados para investigar, com diversos cursos realizados e uma experiência de décadas na profissão, que, certamente, um promotor não a tem. O jurista Sepúlveda Pertence, promotor que já foi procurador-geral da República, além de ter sido ministro do STF, disse certa vez que o Ministério Público se transformou em um monstro. E é verdade, porque se arroga o direito de estar acima dos outros poderes e instituições.


Para esclarecer as dúvidas, o negócio é o seguinte: quem denuncia não investiga; quem investiga não julga; e quem julga não denuncia, ou seja, o promotor denuncia, o policial investiga e o juiz julga. Ponto. Acontece que exatamente nos últimos dez anos os ministérios públicos e sua cabeça política e ideológica, a PGR comandada por Roberto Gurgel, político sem voto e que atua no campo ideológico conservador, tem extrapolado em suas funções e atribuições. O MP Federal, apesar de independente, como reza a Constituição de 1988, não têm ainda, de fato, definido as suas atribuições, porque questão importantíssima e que mexe com a vida de todos os cidadãos ainda não foi regulamentada pela PEC 37, que trata da atuação das polícias judiciárias e do MP, no que é relativo ao campo das investigações criminais.


Ora vejam, a PEC acrescenta um parágrafo ao artigo 144 da Constituição, que trata da Segurança Pública e dos responsáveis que atuam nessa importante área, que são as polícias Civil e Federal. São essas corporações, notadamente a Civil e a Federal, que apuram e investigam as infrações penais. Leia:  “As apurações das infrações penais que tratam os §§ 1° e 4° deste artigo incumbem privativamente às polícias federal e civis dos Estados e do Distrito Federal, respectivamente”.


Este parágrafo é o tendão de Aquiles do MP Federal, que se transformou em partido político conservador. A palavra “privativamente” mexeu com o ego e o mandonismo dos procuradores e promotores, os condestáveis do século XXI. Volto a lembrar: quem denuncia não investiga; quem investiga não julga; e quem julga não denuncia, ou seja, o promotor denuncia, o advogado e o defensor defendem o acusado, o policial investiga e o juiz julga. Portanto, o MP tem a exclusividade da acusação, como muito bem define o artigo 129 da Constituição.


Entretanto, o MP, apesar de reclamar da PEC 37 e por isto combatê-la, na verdade há muito tempo investiga, bem como realiza e participa, inclusive, de diligências, além de, talvez, fazer escutas, afinal tal instituição é proprietária do Guardião, o big brother que deixa o da Globo em condição amadora e o estado democrático de direito com os cabelos em pé. Só que tem um problema. Se o MP tem o monopólio da acusação, evidentemente que tal realidade poderá causar conflitos de interesses.


E por quê? Porque se apenas uma corporação pode acusar, obviamente e não necessariamente que os promotores e os procuradores podem cometer abusos, afinal eles são humanos (ou deuses?) e como quaisquer seres humanos são portadores de princípios, valores, crenças, ideologias, preferências políticas e partidárias e por isto e por causa disto podem cometer erros, abusos de poder, equívocos e até mesmo crimes. Afinal, os entes humanos têm desejos e almejam coisas e por isto criamos leis, códigos, normas e regras para que não voltemos à barbárie, à lei da selva ou à lei do mais forte.


A resumir: se algum promotor quiser prejudicar um cidadão ou uma cidadã brasileiro, certamente tal autoridade vai, sem sombra de dúvida, direcionar a investigação para causar sérios problemas ao acusado, e, por sua vez, favorecer a parte que tem interesse em se dar bem, seja o interesse originário do setor público ou do setor privado. Para resumir novamente: favorecimento. Ao ser assim, o equilíbrio institucional e constitucional entre as corporações que administram e efetivam a segurança pública fica prejudicado, pois o MP, além de denunciar e acusar também passa a atuar no campo das investigações criminais.


Dito isto, vamos agora à informação que a TV Globo e seus coirmãos golpistas e de direita jamais esclareceriam para o cidadão brasileiro e os manifestantes “apartidários”, “mansos” e “apolíticos”: a PEC 37 impede que o MP possa, por intermédio da sua prerrogativa de acusar, denunciar e ainda investigar, cometer abusos contra a cidadania. Portanto, a PEC tapa essa brecha e fortalece o estado democrático de direito. Além disso, as polícias, como os peixes na água, são possuidoras da natural e inquestionável vocação para investigar. Ou as coisas mudaram e todo mundo foi pego de surpresa? Promotores têm de defender o povo e se quiserem fazer política que se filiem em qualquer partido político e concorram a cargos públicos eleitorais. Só isso e nada mais. Ao ser desse jeito, a sociedade agradece penhoradamente e fica aliviada por não encherem o seu saco.


Sobre essas realidades, juristas já declararam à imprensa alienígena que têm setores do Judiciário, do Congresso e do Executivo e da PGR que defendem que tal instituição se transforme em um quarto poder, quando na verdade o MP, apesar de ser independente, a partir da promulgação da Constituição de 1988, atua de fato, mas não de direito e equivocadamente como tal. Os Ministérios Públicos (leia-se também PGR) têm usurpado, sistematicamente, as funções legais e institucionais das policias judiciárias, o que é um perigo à democracia, ao estado de direito e, inegavelmente, inconstitucional. A PEC 37 regulamenta esse estado de coisas, porque trata, repito, de impedir os excessos.


Cito um caso emblemático protagonizado pela PGR. Na primeira metade da década passada, a PGR comprou um complexo sistema de interceptações telefônicas apelidado de Guardião. Nome muito sugestivo, e tenebroso, porque me faz lembrar do livro “1984”, de George Orwell. A narrativa é sobre as mazelas e os perigos de uma sociedade se tornar oligárquica, sectária, individualista e, por seu turno, totalitária, pois controlada por um estado ditatorial. É um contrassenso a PGR comprar um poderoso e sofisticado equipamento de escuta se é uma instituição que tem como sua primeira obrigação denunciar e fiscalizar e não investigar, que é o papel fundamental das polícias judiciárias. Por que a PGR e os promotores querem liberdade para realizar escutas telefônicas? Para quê e por quê? Promotor e procurador têm de pedir autorização de juiz para escutar, porque, do contrário, vão responder por seus crimes e por seus desejos de governar a vida brasileira, sem, contudo, terem um único voto, o que é um absurdo e ao tempo que surreal.


Além do mais, enquanto os governos trabalhistas fortaleceram a Polícia Federal, que a partir de 2003 se tornou cada vez mais republicana, a PGR, os ministérios públicos passaram a ter uma atuação indubitavelmente seletiva. Nunca a PF realizou tantas operações e prendeu tanta gente que cometeu malfeitos, como ocorreu na administração Lula. Para quem não sabe, no governo de FHC foram realizadas, em oito anos, apenas 48 operações; e no de Lula, também em oito anos, foram realizadas 1.273 operações, com 15.754 presos. Esses números constam no Portal da Polícia Federal. FHC, aquele presidente de bico longo e voo curto, que vendeu o Brasil e cujo (des)governo nunca foi investigado, mesmo com a publicação do livro “A Privataria Tucana”, de Amaury Ribeiro Jr., que é recheado de documentos, todos colhidos pelo o autor de forma legal, nunca foi questionado pelo MP e pela imprensa colonizada e que tem um imenso complexo de vira-lata.

   
Enquanto isso, na direção contrária, a PGR se mostra extremamente corporativa, porque escolhe alvos, seleciona os políticos, os governantes, os empresários, os juízes e os partidos a serem denunciados e investigados. Somente não percebe quem não quer ou é totalmente cego, mudo, surdo ou talvez alienado. Enfim, um problema muito sério de disposição, de vontade política e de ser republicano, porque a Constituição reza que todos somos iguais perante a lei.


O procurador-geral, Roberto Gurgel, é o exemplo pronto e acabado do servidor público que se aliou à oposição partidária, bem como trata dos interesses dela com afinco e determinação. Lembro que certa vez tal procurador sentou por quase três anos nos processos do bicheiro Carlinhos Cachoeira, editor e pauteiro da revista Veja, a Última Flor do Fáscio. Não satisfeito, jamais pressionou o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), que reconheceu, de viva voz, que o bicheiro tinha certa influência em seu governo. Além disso, não custa nada relembrar que o distinto procurador jamais abriu a boca para que o falecido Roberto Civita, proprietário da Editora Abril, e o seu empregado Policarpo Júnior fossem depor na CPI do Cachoeira.


Também se torna necessário salientar que o senador do DEM de Goiás e cassado a bem do serviço público, Demóstenes Torres, jamais foi pressionado ou denunciado pelo senhor procurador Roberto Gurgel. Pelo contrário, um grupo de parlamentares teve de ir à PGR para exigir de Gurgel que investigasse tal senador ídolo da imprensa burguesa e historicamente golpista, bem como da classe média eternamente reacionária e preconceituosa, que quase morria de satisfação quando via o arauto da moralidade, da família (à moda TFP) e dos bons costumes atacar o governo trabalhista e chamar todo mundo de ladrão.


A história política de Demóstenes é lamentável e se encarregou de mostrar o quanto um falso moralista pode chegar ao poder, ser bajulado pela imprensa e até por juiz do STF sem se preocupar com a sociedade, pois ela não tem o seu respeito. E o Gurgel continuou a sua sina irremediavelmente conservadora, pois se calou sobre o caso e continuou a efetivar um processo seletivo de investigação e denúncia contra, evidentemente, o campo político da esquerda. Sintomático, pois é. Visível e compreensível a atuação política e partidária do senhor procurador-geral.


O livro Pirataria Tucana, que trata do maior escândalo de corrupção da história deste País, afinal os tucanos comandados por FHC — o Neoliberal I — venderam o Brasil, o patrimônio público não construído por eles, jamais serviu de prova e contraprova para que o procurador se mexesse para investigar a alienação dos bens públicos. A verdade é que nenhum procurador do MPF denunciou ainda qualquer integrante importante do governo tucano — a não ser se consideram o banqueiro Daniel Dantas importante em termos governamentais. O governante que quebrou o Brasil três vezes e por isso foi pedir esmolas ao FMI de joelhos e com o pires nas mãos até hoje dá pitacos sobre administrações alheias, na maior cara-de-pau, sem ao menos lembrar do fracasso social e econômico que foi o seu governo. Vou mais além, a PGR, que deveria ser guardiã, mas preferiu comprar o Guardião para espionar e escutar os outros nunca e jamais teve o trabalho ou a mera curiosidade de investigar as denúncias contra os tucanos que controlam o PSDB. Nunca. Jamais.


O mensalão investigado, denunciado e depois julgado foi o do PT. Os anteriores, do PSDB e do DEM, também nunca e jamais foram denunciados pela PGR com os holofotes histéricos da mídia imperialista. E para ser franco, acho que os tucanos, os pais de mensalão, que “nasceu” em Minas Gerais, bem como o outro escândalo tucano — a lista de Furnas — jamais vão ser investigados e muito menos os seus autores e protagonistas vão ser severamente julgados e punidos. Eu não acredito em fábulas e muito menos no trabalho atual da PGR.


O STF, a PGR, a oposição derrotada e fracassada do PSDB e a imprensa de direita e fundamentalista do mercado realmente formam um quarteto poderoso, que quer de qualquer jeito retornar ao poder. O STF e a PGR traduzem a oligarquia vestida de toga; a imprensa burguesa, descompromissada com a sociedade brasileira e que odeia e despreza o Brasil, integra o establishment internacional e a direita partidária é quem garante os interesses da oligarquia nacional em termos institucionais e políticos. Esta é a verdade não manipulada, não distorcida e não direcionada. A PEC 37 restabelece o estado de democrático de direito, regulamenta a atuação do MP, porque protege o cidadão, a cidadania e não permite que promotores, procuradores e políticos de viés autoritário tratem o Brasil como uma República à mercê dos ditames de uma instituição que se arroga o direito de governar no lugar dos eleitos pelo povo brasileiro. A PEC 37 define o papel constitucional e institucional dos ministérios públicos e o coloca em seu devido lugar, que é o de obedecer a Constituição. É isso aí.
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O Globo e a arte de fazer panfletos

26.06.2013
Do BLOG DO MIRO, 
Por Wevergton Brito Lima, no sítio Vermelho:

Alguém aí tem alguma dúvida sobre como se faz um bom panfleto de oposição? Pois se tem, procure alguma banca pela cidade, se for morador do Rio, compre o jornal O Globo de hoje (25 de junho).

Já fazia quase um mês que eu não comprava o diário da famiglia Marinho, mas minha porção masoquista não resistiu à curiosidade de ver como Ali Kamel e seus colunistas amestrados tratariam o mais importante fato jornalístico do dia anterior: a ofensiva política do governo Dilma propondo uma constituinte exclusiva para a reforma política e um pacto com governadores e prefeitos em temas como transporte, saúde e outros.


A manchete da capa já começa a dar o tom: “Dilma propõe Constituinte e cria polêmica com Congresso e STF”. Como sempre opinando e desinformando, O Globo levará o descuidado leitor que confiar nesta manchete a crer, pela forma como ela está redigida, que TODO o Congresso e TODOS os ministros do STF têm resistência à proposta.

Esta impressão ficará mais forte na mente do gentil senhor, e da encantadora senhora, assíduos leitores de O Globo, ao lerem logo abaixo da manchete principal a “repercussão das propostas da presidente”. Rigorosamente de acordo com o manual Ali Kamel de jornalismo, foram ouvidos apenas quem pudesse dar uma declaração afinada com a manchete principal: Carlos Veloso (ex-ministro do STF): “Não passa de uma medida para enganar a população (...)”. Miro Teixeira (deputado federal): “Existem outras questões (...)”. Marcus Vinícius Furtado (presidente da OAB): “É algo que pode ser resolvido sem necessidade de mexer na Constituição (...)”. Marcelo Hotimsky (Movimento Passe Livre): A gente viu a Presidência completamente despreparada (...)”.

Um pequeno parêntesis para dizer o seguinte: Como destaquei apenas a primeira frase de cada depoimento, é bom ressaltar que Miro Teixeira, conhecido representante dos conglomerados de comunicação no Congresso, deu uma no cravo e outra na ferradura. A declaração completa de Miro Teixeira publicada na primeira página dizia ainda, depois da frase inicial que já citei: “Considero a proposta da Dilma um primeiro passo, mas não o esgotamento da pauta”. Percebam o malabarismo de Miro. Ele recebe como pagamento por seus serviços ao monopólio da mídia umapromoção desproporcional ao seu real peso político (nesta mesma edição ocupa dois terços da página 8, com uma grande entrevista ilustrada por uma imensa foto). No entanto, como Miro iria atacar uma proposta que, em sua essência, foi feita por ele mesmo em 1997 (convocar uma constituinte para tratar da reforma política, tributária e sobre o pacto federativo)? Assim, tomando enorme cuidado para não se desmoralizar e ao mesmo tempo não ser contraditório com o tom da manchete do jornal ao qual serve tão fielmente, o ex-chaguista começa a declaração em tom negativo: “Existem outras questões” (frase totalmente acaciana, pois em relação a qualquer assunto existem “outras questões”). E mesmo quando parece elogiar, está na verdade apontando limites à proposta já que é apenas o “primeiro passo” (como se fosse possível iniciar a caminhada sem dar o primeiro passo) e “não esgota a pauta”.

Bom, deixemos o ex-chaguista de lado e voltemos ao jornal. Nas páginas seguintes sucedem-se os ataques. 

Da página 3, quando começa a editoria “País”, à página 14, quando acaba a editoria “País”, são nada menos do que 11 manchetes com conteúdo negativo. Isso mesmo 11 manchetes contrárias em 12 páginas; na verdade 11 páginas, já que a página 5 é totalmente dedicada à publicidade de uma multinacional. E olha que eu não estou contanto a coluna do Merval Pereira, como sempre uma ode à imbecilidade. Mas vamos às manchetes:

“Elogios em público, reclamações longe dos microfones” – Página 3. 

“Proposta de Plebiscito causa polêmica até entre aliados” – Página 4. 

“O risco é de manipulação” – Página 4. 

“Constituinte com tema único é criticada por juristas” – Página 6. 

“Plebiscito agora ‘turbina a turbulência do país’, afirma cientista político” – Página 6. 

“Oposição lança agenda própria e ataca presidente” – página 7. 

“Serra diz que proposta da presidente é absurda” – página 7. 

“Corrupção e transporte tiram o sono do ‘gigante’” – página 8. 

“Na saúde, medidas já não são novas” – Página 9.

“Só 16% das verbas para mobilidade urbana foram gastas” – Página 10. 

“MPL: governo está despreparado para debater transporte coletivo” – Página 11. 

É claro que não é só na editoria “País” que o “jornalismo imparcial” de O Globo se manifesta. Um dos principais colunistas (editoria Rio), Ancelmo Gois, o mesmo que há poucos dias decretou a morte da UNE (mal sabe Ancelmo que ao longo de décadas outros invertebrados como ele também decretaram a morte da UNE, sendo que não restam hoje destes carrapatos sequer a lembrança), publicou frases de “celebridades” sobre as manifestações, vou citar apenas quatro para não embrulhar ainda mais o estômago do leitor: Cauã Raymond: “País desenvolvido não é onde pobre tem carro, mas onde rico anda de transporte coletivo”; Isis Valverde: “Desculpe o transtorno. Estamos mudando o Brasil”; Lília Cabral: “O Brasil acordou”. Nelson Motta: “O povo unido sem sigla e sem partido”.

Fico imaginado como se sente a Dilma. Afinal, ela ainda não teve a coragem de enfrentar o monopólio da mídia, mas mesmo assim é como vemos nesta edição de O Globo: massacre.

O que justifica está covardia em uma mulher que, reconhecidamente, não é covarde?

Como um governo democrático convive com a ditadura e monopólio da mídia sem reagir e tendo um ministro das comunicações que só faltou se ajoelhar tal a submissão que demonstrou em recente entrevista a revista Veja?

Realmente, a inércia deste governo no que tange à comunicação só será sacudida pelas ruas. Um aspecto positivo das manifestações foi sem dúvida o praticamente unânime repúdio à Globo. Curioso que nenhuma das “celebridades” ouvidas pelo Ancelmo Gois reflita sobre esse fenômeno, que foi tão claro nas ruas. 

Queremos informação de qualidade, plural, democrática e, até onde isto é possível, isenta. Ninguém suporta mais panfleto em forma de jornal, seja ele impresso ou televisivo.

É aviltante e contra qualquer princípio democrático, termos que conviver com um monopólio privado que impede de chegar ao público qualquer crítica de que seja alvo.

Lutar pela democratização da mídia é lutar pela democracia.
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Polícia já prendeu 24 pessoas em manifestação em Belo Horizonte

26.06.2013
Do portal da Agência Brasil
Por Sabrina Craide
Brasília - A Polícia Militar (PM) de Minas Gerais confirmou a prisão de 24 pessoas até o momento em Belo Horizonte durante as manifestações na cidade, por estar portando material que pode ser usado em atos de vandalismo, como bombas caseiras, pedras, barras de ferro e pedaços de madeira. Uma concessionária de carros foi incendiada durante o protesto e neste momento há um confronto entre um grupo de manifestantes e policiais. Uma pessoa ficou ferida ao cair do viaduto na Avenida Antônio Carlos e foi levada em estado grave ao hospital.
Segundo a PM, cerca de 40 mil pessoas participam das manifestações em Belo Horizonte, a maioria em clima pacífico. Eles seguiram pela Avenida Antônio Carlos, em direção ao Mineirão, estádio onde a seleção brasileira enfrentou o Uruguai pela semifinal da Copa das Confederações.
Organizados, principalmente, por meio das redes sociais, os manifestantes usam cartazes e faixas para protestar contra os gastos relativos à Copa, a corrupção e para cobrar mais transparência na administração pública. O protesto conta, também, com a participação de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que cobram a aceleração no processo de reforma agrária.
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Manifestações renderam gorjetas e agenda conservadora

26.06.2013
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães

O Brasil dos protestos de rua se assemelha a um trem desgovernado. Enquanto manifestantes exigiam recuo de Estados e municípios no aumento das passagens de ônibus e metrô, tinham uma causa concreta. A partir da vitória deles sobre prefeitos e governadores que ignoraram as contas públicas e cederam, as manifestações perderam completamente o rumo.
Há que lembrar que reduzir ou ao menos não aumentar o preço das passagens do transporte público é um sonho de consumo para qualquer prefeito ou governador. Assim sendo, tomemos como exemplo o caso de São Paulo, a partir de onde os protestos ganharam dimensão e se espalharam pelo resto do país.
Alguém consegue negar que seria a glória para o prefeito Fernando Haddad vir a público dizer que interromperia os aumentos das passagens que o seu antecessor impunha e que, em sua gestão, não haveria aumento algum? Por que Haddad não fez isso? Por maldade? Para se locupletar com propinas pagas pelos concessionários para que lhes concedesse aumentos?
Quem acha que o povo vai pagar menos pelas passagens não entende nada de administração pública. O povo vai pagar o aumento das passagens, sim. Não diretamente, mas através de seus impostos. As empresas de ônibus não vão perder nada, pois as prefeituras que cederam aos protestos irão subsidiá-las.
Dirão que é melhor o dinheiro no bolso do povo do que nas mãos do Estado. Essa, porém, não passa de desculpa que os sonegadores dão em meios sociais e até empresariais para fugirem do dever cívico de pagar impostos, quando se gabam de como enganaram o fisco – quem já não ouviu alguém contando, orgulhoso, como driblou o imposto de renda, por exemplo?
Os centavos que cada cidadão economizará nas passagens irão faltar em alguma outra área sob administração pública. Como as verbas da Saúde ou da Educação já estão autorizadas, os recursos que irão do mesmo jeito para o bolso dos empresários sairão dos investimentos.
Alguém consegue adivinhar que investimentos deixarão de ser feitos por conta da dinheirama oriunda de impostos que irá para o bolso dos concessionários de empresas de ônibus?
Os investimentos em transporte público irão diminuir. E, quando as demandas por esses investimentos tomar as ruas, aí se produzirá o impasse, porque existe uma coisinha chamada lei de responsabilidade fiscal, a qual impedirá que os diversos níveis de governo se endividem para fazer investimentos que não terão como fazer sem gastar mais do que arrecadam.
Tomemos, agora, o exemplo do governo do Estado de São Paulo. O governador Geraldo Alckmin, tentando se antecipar a mais protestos contra o aumento contratual dos pedágios, deixou de aumentar a tarifa. Quem vai bancar o que os concessionários de rodovias tinham “direito” (por contrato) em termos de reajuste? Adivinhe, leitor…
O povo obteve uma gorjeta fictícia, portanto. E o que mais?
Bem, a Câmara rejeitou a PEC 37. Foi bom para você? Independentemente da sua opinião – a favor da proposta de emenda constitucional ou contra ela –, impedi-la era uma agenda conservadora encampada pela mesma mídia que tem tido no Ministério Público um joguete para seus ataques aos grupos políticos aos quais se opõe.
No Senado, o “clamor das ruas” foi ouvido pelo presidente da Casa, Renan Calheiros, que já promete encampar propostas conservadoras com fim do auxílio-reclusão e transformação de crimes de corrupção em crimes “hediondos”.
Você pode aprovar essas propostas, que, na verdade, distorcem a realidade, pois o auxílio-reclusão é pago a famílias de presos sob financiamento das contribuições ao INSS que eles possam ter feito caso tenham trabalhado com carteira assinada algum dia, e transformar a corrupção em crime hediondo pertence à esfera de propostas conservadoras como redução da maioridade penal e de implantação da pena de morte.
O governo Dilma e o PT vêm tentando impor uma agenda melhor às manifestações, como reforma política (Dilma) e taxação de grandes fortunas (PT), mas a mídia, que está cooptando e manipulando as manifestações, já trata de bombardear a principal causa da reforma, o financiamento público de campanha, e, por certo, fará o mesmo com a taxação.
Uma grande causa que poderia ser encampada pelas manifestações, jamais apareceu nelas – além de em um ou outro cartaz isolado. A democratização da comunicação no Brasil não foi incluída de fato em protesto algum, apesar de o suposto organizador desses protestos, o Movimento Passe Livre, dizer-se de esquerda, corrente ideológica que apoia essa causa.
É bem pouco provável que democratização das comunicações – o que seja, o fim dos oligopólios de mídia que, no Brasil, são os mais concentrados do mundo – venha sequer a ser cogitada pelos pretensos líderes dos protestos, pois eles estão em lua-de-mel com a mídia, sendo exaltados por ela e lhe prestando serviços como o extermínio da PEC 37.
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Vitória sobre o Uruguai leva o Brasil à final da Copa das Confederações

26.06.2013
Do portal da Agência Brasil
Por  Agência Brasil

Brasília – O Brasil já está na final da Copa das Confederações e agora aguarda o resultado do jogo desta quinta-feira (27), entre a Itália e a Espanha, para saber quem será seu adversário na disputa do título, domingo (30) no Maracanã. A seleção brasileira chegou à final depois de vencer, nesta tarde, em Belo Horizonte, a equipe uruguaia, por 2 a 1.
No primeiro tempo, o atacante Fórlan, do Uruguai, perdeu um penâlti, defendido por Júlio César. Quase no final da primeira etapa, Fred abriu o placar para o Brasil, em uma jogada que começou com um passe de Neymar. O empate uruguaio veio nos primeiros minutos do segundo tempo, com gol de Cavani. Paulinho deu a vitória ao Brasil faltando quatro minutos para o fim do jogo, com um gol de cabeça, após cobrança de escanteio por Neymar.
As seleções da Itália e da Espanha decidem amanhã à tarde, no Castelão, em Fortaleza, a segunda vaga da final da Copa das Confederações. O perdedor deste jogo disputará com o Uruguai o terceiro lugar no torneio, em partida marcada para sábado (29), na Arena Fonte Nova, em Salvador.
Atual campeão da Copa das  Confederações, até o momento, o Brasil marcou 11 gols, sofreu três e está invicto. A seleção brasileira é a que tem mais títulos na competição – três –, o último deles conquistado na Copa passada, na África do Sul. O torneio funciona como uma espécie de teste para a Copa do Mundo, que será disputado no Brasil no ano que vem.
Do lado de fora, cerca de 40 mil pessoas participaram de manifestações, que pacificamente na maior parte do tempo. Até agora, 24 pessoas foram presas nas proximidades do Mineirão por estarem com material que poderia ser usado em atos de vandalismo. Há confronto em alguns locais entre policiais e manifestantes mais exaltados.
Edição: Nádia Franco
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PLEBISCITO x “caixa2″. VAMOS ÀS RUAS !

26.06.2013
Do blog MEGACIDADANIA, 25.06.13

DILMA-e-o-plesbicito
DILMA: UM PLEBISCITO E UMA CONSTITUINTE PARA  AMPLIAR  A VOZ  DA RUA NA DEMOCRACIA.
A DIREITA  UIVA E RUGE CONTRA A SOBERANIA POPULAR .
O QUE ELA QUER? 
A CONTINUIDADE DO ABOMINÁVEL "caixa2", 'ORDEM',  E UM NAPOLEÃO DE TOGA.   
TODOS ÀS RUAS !
PLEBISCITO SIM !
OPINIÃO do Blog Megacidadania
As propostas da Dilma, que atendem o anseio popular, aniquila com os golpistas.
Os golpistas querem impedir o povo de decidir de forma soberana.
É muito simples entender o pânico dos golpistas. Quando impedem o povo de se expressar querem que tudo continue como está, ou seja, nada muda.
Mas, a prática odiosa do "caixa2" nas campanhas eleitorais vai acabar, pois é o grito das ruas que determinará o seu fim. E o PLEBISCITO é o caminho.
A partir de agora ficará mais evidente quem está com o povo e quem quer a permanência da maracutaia do "caixa2".
Disponibilizamos a seguir, alguns artigos importantes.
REFORMA POLÍTICA ESTÁ NAS MÃOS DO POVO
O plebiscito permitirá uma eleição sui generis – por ser uma Assembleia Constituinte exclusiva –, que poderá eleger uma bancada renovada de parlamentares. E abrirá caminho para remover os obstáculos postos por uma estrutura partidária que favorece o troca-troca de favores, mediante partidos de aluguel, que abundam atualmente.
No mais importante dos temas, abre caminho para o financiamento público, impedindo que o poder dodinheiro continue a ser determinante na composição de um parlamento controlado por lobbies de interesses privados.
A Dilma retoma a iniciativa política, atende a demandas populares e coloca as bases para uma renovação do sistema político brasileiro.
Por que os tucanos temem as urnas e o Plebiscito
O povo decidirá, seja por uma Assembleia Nacional Constituinte ou por um plebiscito, e será protagonista de uma reforma política que o Congresso não quer fazer.
Não se trata de uma discussão jurídica e constitucional. Na verdade, os tucanos – FHC à frente – e a oposição não querem devolver o poder ao povo. Temem o povo. Não querem que o povo faça aquilo que eles bloqueiam no Congresso Nacional, a reforma política.
Vamos por um fim ao atual sistema político eleitoral  totalmente dominado pelo poder econômico.
Constituinte da Dilma é pra fechar o caixa 2!
E, para isso, vamos ter de falar as coisas com toda a clareza, sem meias-palavras.
O Brasil tem um governo popular apesar da maioria dos políticos, não por causa deles.
E idem da mídia brasileira, que pode ser tudo, menos "ficha-limpa", a começar da Globo, que engordou com a cumplicidade à ditadura e continua se fartando do dinheiro público, com publicidade e isenções de impostos.
Privilégio que, quando alguém ameaça, dizem estar "perseguindo a imprensa livre".
Nós não vamos deixar com que os picaretas da política e da mídia venham com essa cantilena de “inconstitucionalidade” quando o que querem é que permaneçam estruturas políticas corrompidas e, que, por serem assim, são dóceis e submissas ao poder econômico e indiferentes ao povo brasileiro.

DILMA EM NOTA: QUERO PLEBISCITO !


A presidenta da República reiterou a relevância de uma ampla consulta popular por meio de um plebiscito.
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