Pesquisar este blog

domingo, 9 de junho de 2013

Promotor sugere no Facebook que PM atire em manifestantes do Movimento Passe Livre que ele arquivaria inquérito!

09.06.2013
Do blog MARIAFRÔ, 
Por Por: Paulo Preto em seu Facebook

Custo a acreditar que um promotor possa pensar coisas como essas e torná-las públicas, escrevendo-as em uma rede social. É estarrecedor que a intolerância, o desconhecimento, a truculência e cultura da violência permeie os nossos tribunais desta forma.
No mundo inteiro se protesta por diversas coisas, e aqui, não é diferente. Alguns manifestantes extrapolam, sim, autoridades também. Nada de novo. Mas o sujeito aí é diferente, ele é o DONO de um Tribunal e se depender dele, vai arquivar os inquéritos. A ordem é mandar bala!
Não foi a primeira vez que o Promotor defende que dar tiro “em filho da puta” ou “bandido” é a melhor solução:
Promotor diz que bandido “tem que tomar tiro para morrer” e pede à Justiça arquivamento de processo

Em documento do 5º Tribunal do Júri de SP, ele defende policial que matou suspeito
Do R7
16/09/2011 às 17h48
“Bandido que dá tiro para matar tem que tomar tiro para morrer”. Foi com argumentos desse tipo que o 1º promotor de Justiça do 5º Tribunal do Júri, Rogério Leão Zagallo, pediu à Justiça de São Paulo que arquivasse um processo sobre um suposto assalto contra um policial civil que terminou com um suspeito morto. O crime, considerado pelo promotor como ato de “legítima defesa” ocorreu em setembro de 2010. O texto da promotoria é de 24 de março de 2011.
De acordo com o pedido do Ministério Público, o policial civil Marcos Antônio Teixeira Marins foi abordado por dois bandidos enquanto dirigia pela rua Antônio Mariane, no bairro do Caxingui, em São Paulo, no dia 16 de setembro do ano passado. Embora estivesse à paisana, ele teria se identificado como policial após ser abordado pelos dois supostos criminosos: Antônio Rogério Silva Sena e Thiago Pereira de Oliveira. Houve, então, uma troca de tiros e um dos suspeitos, Sena, morreu.
O crime, segundo Zagallo descreve em seu pedido de arquivamento de processo enviado à Justiça, foi registrado na delegacia como homicídio doloso (quando há intenção de matar), uma vez que o suspeito foi morto. Na visão do promotor, porém, houve um erro no registro da ocorrência porque o policial não teria cometido assassinato, e sim, agido em legítima defesa.
Em sua argumentação, Zagallo diz “lamentar, todavia, que tenha sido apenas um dos rapinantes enviado para o inferno” e deixa um conselho para o policial Marins: “Fica aqui um conselho para Marcos Antônio: melhore sua mira”. O promotor ainda faz uma comparação irônica da Polícia Civil com personagens da ficção.
“Após tal fato, quase toda a Polícia Civil, os Jedis, os Power Rangers, os Brasinhas do Espaço, a Swat, Wolverine, o Exército da Salvação, os Marines, Iron Man, a Nasa, os membros da Liga da Justiça e o Rambo, auxiliados pelo invulgar investigador Esquilo Secreto, se imanaram e realizaram uma operação somente vista em casos envolvendo nossos bravos policiais civis, mas que deveria ser realizada em qualquer caso dos inúmeros vivenciados em São Paulo, com o escopo de prender aquele ousado fujão.” Apesar da operação “heroica”, os policiais não teriam conseguido prender o fugitivo.
Zagallo  ainda fala que o suposto bandido foi morto para o bem da “sociedade”: “Com efeito, a dinâmica dos fatos aqui estudados, leva à conclusão que o presente caderno investigatório somente foi distribuído para este Tribunal do Júri em razão de ter Antônio Rogério da Silva Sena, para fortuna da sociedade, sido morto”.
O promotor encerra o documento pedindo, além do arquivamento do processo contra o policial por homicídio doloso, a abertura de um novo processo contra o criminoso ainda vivo, Thiago Pereira de Oliveira, por dano ao patrimônio.
Outro lado
A reportagem do R7 entrou em contato com o Ministério Público de São Paulo sobre o texto de Zagallo e foi informada de que a “Procuradoria Geral de Justiça tomou conhecimento do caso, e o encaminhou para a Corregedoria Geral investigar”.
Já a SSP (Secretaria de Segurança Pública) disse que o registro do boletim de ocorrência varia de acordo com o delegado, e que não há problemas no caso de Marcos Antônio Teixeira Marins ter sido registrado como homicídio doloso. A secretaria afirma ainda que podem ocorrer mudanças no indiciamento no decorrer do processo na Justiça.
Atualmente, Marins trabalha na 6º Seccional de polícia de São Paulo.
(Foto: Reprodução – Parecer do 1º promotor de Justiça do 5º Tribunal do Júri da Capital, Rogério Leão Zagallo, enviado para a Justiça em 24 de março deste ano)
Atualização:
Algumas pessoas duvidaram da veracidade da imagem postada por Paulo Preto, não é pra menos, é chocante demais sabermos que há promotores que estimulam publicamente a cultura da violência policial contra manifestantes.
Mas outras pessoas igualmente indignadas com o estimulo à violência promovido pelo promotor fizeram prints do mesmo post de Zagallo:
O advogado Marcelo Feller também fez print e postou a seguinte observação no seu perfil:
Por Marcelo Feller em seu Facebook
Não sei se quando falou em bugios (macacos), o promotor se referia aos negros que protestavam. Também não sei se suas saudades das borrachadas, são saudades dos anos de chumbo no Brasil.
Mas não farei como ele, incitando a morte de outra pessoa.
Não sou dono de uma região nem de um tribunal do júri, e não tenho poder para arquivar inquéritos.
Mas eis aqui o que eu posso fazer:
Alguém poderia avisar a esses “petistas de merda”, “filhos da puta”, “bugios revoltados” que, se um deles, por acaso resolver se revoltar com a atitude do promotor e, em forma de protesto, depredar o carro dele, arrancar os espelhinhos, furar os pneus, martelar o capô, riscar a lataria, etc., eu os defenderei de graça.
___________
Leia também:
******

Ciência na Bíblia - Entenda como as Sagradas Escrituras e a NASA desmentiram as notícias do fim do mundo em 2012

09.06.2013
Do portal ARCA UNIVERSAL,26.03.12 
Por Marcelo Cypriano 

Cientista da agência espacial derruba um a um os mitos e boatos



Cientista sênior do Laboratório de Propulsão da agência espacial norte-americana, a NASA, Donald Yeomans desmente vários mitos sobre o tão falado fim do mundo em 2012. Muitos desocupados de plantão pregam isso sem qualquer base científica, mas Yeomans tem o melhor da ciência mundial a seu favor, além de algo que ele mesmo não esperava: a Bíblia.
Portanto, não se preocupe ainda em estocar baterias e latas de conserva no porão, não compre aquela tevê 3D de “trocentas” polegadas com seu cartão só porque a loja e os cobradores v ão acabar junto com a Terra, e pare de assistir demais aos filmes do Michael Bay e do Roland Emmerich (até porque você merece algo melhor). Vamos aos fatos.


Nada como um dia após outro

O mais novo vilão planetário não é um homem vestido de preto dos pés à cabeça com um sabre luminoso, nem um psiquiatra doido que almoça gente. É o famigerado calendário maia, achado arqueológico em forma de um grande disco de pedra esculpida. Mas a fama é injusta, segundo Yeomans. Acontece que a “folhinha” dos maias é um daqueles calendários que servem para vários anos, e sua contagem acaba em 21 de dezembro deste ano (ou do que equivaleria a 2012 para eles, segundo a correspondência com nosso calendário gregoriano). Então, alguns interpretaram que seria nesse dia o fim dos tempos. Ledo engano. É como se você achasse um calendário de qualquer ano e supusesse que o mundo acabaria dia 31 de dezembro, por não haver mais nada escrito depois disso.

Segundo o cientista da NASA, o dia 21 dos maias, em seu ciclo de contagem anual, equivalia ao nosso 31, depois do qual sempre veio o 1º de janeiro do ano seguinte. A pedrona com jeitão de biscoito recheado aí ao lado não tem culpa nenhuma. Se os “conquistadores” espanhóis não tivessem dizimado a raça pré-colombiana para passar a mão no ouro deles, talvez mais calendários com contagem posterior a 2012 tivessem sido achados. Pode marcar um programa legal com a família ou os amigos para o 22 de dezembro que, aliás, é um sábado. Se bem que é uma ótima desculpa para não comprar presentes de Natal.

Uma pedrada e tanto


Mais coisa de desocupados: inventaram por aí que um planeta de nome esquisito, o tal de Niburu, está vindo em direção à Terra e vai colidir com ela. Aí vêm os fanáticos por teorias da conspiração dizer que a NASA está escondendo o fato para não gerar pânico. Também chamado de Planeta X, a grande bola sem mais o que fazer – a não ser visitar sistemas solares estrangeiros e bater violentamente na casa dos outros – nunca foi detectada por milhares de astrônomos profissionais e amadores que vasculham os céus todo santo dia (e noite, claro). E esse pessoal descobre novos corpos celestes de vez em sempre. O telescópio orbital Hubble que o diga, coitado. E seu colega de NASA Yeomans reitera: mais bobagem. E olha que o cientista é simplesmente um dos cabeças do Programa de Objetos Próximos à Terra, da agência espacial.

Em fila, por favor

Reza a lenda que os planetas de nosso Sistema Solar (até Plutão, que foi rebaixado no clube) se alinhariam em dezembro deste ano, é claro, no dia 21. E tal alinhamento, segundo as más línguas, causaria catástrofes gravitacionais nas marés de nossos oceanos: um festival de tsunamis.


Mas, antes de pensar em baleias com o rabo agarrado no bondinho do Pão de Açúcar, Don Yeomans lamenta informar, mas a inundação foi cancelada. Os únicos astros que influenciam as marés por causa da gravidade são a Lua (pela proximidade) e o Sol (pelo grande tamanho). Em tempo: não há nenhum alinhamento planetário previsto para essa data. E mesmo que houvesse, vale o que o cientista falou quanto aos nossos luminares do dia e da noite.
De ponta-cabeça

Mais uma: alguém com tempo demais de sobra inventou que o eixo da Terra seria alterado, e os polos magnéticos do nosso planeta seriam invertidos. Yeomans refuta: o eixo de rotação de nosso planeta não pode ser alterado, pois a órbita da Lua em torno dele o estabiliza.

Já a inversão dos polos, até poderia acontecer. Porém, não de repente, como pregam. Pelo menos nos próximos 500 mil anos, nada disso está previsto pela ciência. Se isso realmente acontecesse, seria uma mudança que levaria milhares de anos – sem prejuízos à vida na Terra –, o que seria facilmente percebido pelos cientistas, “e teríamos tempo de sobra para reajustarmos nossas bússolas”, diz Yeomans.

“Noé” sem arca

Semana passada, o prefeito da cidade serrana gaúcha de São Francisco de Paula, Décio Colla, disse algo que não colou, com o devido perdão pelo trocadilho. O homem, na altura de seus mais de 60 anos de vida, está alarmando a população dizendo que o mundo vai mesmo acabar dia 21 de dezembro de 2012. Pirou? “Noé também foi chamado de louco”, disse o alcaide. Bem, Noé foi orientado pelo próprio Deus. Quem é que está orientando o prefeito? Se o mundo não vai acabar no fim do ano, o mesmo já não pode ser dito da carreira política de Colla.

Parecer bíblico

Don Yeomans conclui com um pensamento bem simples, que não chega a requerer a inteligência de um cientista espacial: desde que o mundo é mundo, milhares de pessoas já “previram” o fim do mundo. Ele está aí até hoje, e vai continuar. E ninguém pode saber o dia do Juízo Final.

Bem antes da NASA e dos ociosos conspiradores, o próprio Jesus Cristo disse, como registrado nas Sagradas Escrituras, que só a Deus pertence a tão especulada informação:

“Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão. 
Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, 
nem o Filho, senão o Pai. Olhai, vigiai e orai; porque não sabeis quando chegará o tempo.” Marcos 13.31-33
*****

CONVERSA AFIADA: DIAS ANALISA O DATAFALHA

09.06.2013
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

Ah!, Fernando Henrique, não corte os pulsos em público !

Saiu na imperdivel “Rosa dos Ventos”, de Mauricio Dias, na Carta Capital:

Festa à vista I

Há uma expectativa nos institutos de pesquisa sobre uma possível queda na avaliação do governo Dilma.

No Ibope de março, a presidenta, em ascensão, alcançou recorde de apoio desde o início da administração: 63% dos eleitores consideraram o governo “ótimo e bom”. Já se constatou essa queda em alguns estados. Mas pode haver compensação da perda em outros.

Festa à vista II

Ainda não há argumentação segura para explicar isso: efeito do “mensalão”? O preço do tomate? A alta do dólar?

Há quem considere o episódio, se confirmado, como parte de um vaivém comum em avaliações que alcançam níveis tão elevados de ­aprovação.

A queda, se houver, provocará um curioso choque de números: a intenção de voto na presidenta está estabilizada.


É cedo, porém, para a oposição dobrar os sinos.

Navalha
Mauricio, com antecedência, sempre, previu o barulho do PiG (*) com um novo Datafalha.
Embora ela vença no primeiro turno –http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/06/1292128-com-51-dilma-continua-favorita-na-corrida-eleitoral.shtml – o Governo tem agora uma avaliação um pouco menor do que antes.
A popularidade sofreu queda “vertiginosa” e está em 57% !
Ah, Fernando Henrique, não corte os pulsos em público …
Os “pesquisólogos” folhais (**) atribuem “a queda” ao medo da inflação.
Ao preço do tomate, portanto, e sua “nacionalização” pelos telejornais (sic) do Gilberto Freire com “i” (***).
O preço tomate voltou a cair.
E a inflaçao também:
“O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou maio com taxa de 0,37%, segundo divulgou nesta sexta-feira (7) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado da inflação oficial é menor que o registrado em abril, de 0,55%. No ano passado, o valor chegou a 0,36% em maio.”
Logo, como diz o Mauricio, não está na hora de a oposição dobrar os sinos.
Clique aqui para ler sobre Kirchner, Allende e ‘fechar as estradas’ “.
Paulo Henrique Amorim
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(***) Ali Kamel, o mais poderoso diretor de jornalismo da história da Globo (o ansioso blogueiro trabalhou com os outros três), deu-se de antropólogo e sociólogo com o livro “Não somos racistas”, onde propõe que o Brasil não tem maioria negra. Por isso, aqui, é conhecido como o Gilberto Freire com ï”. Conta-se que, um dia, D. Madalena, em Apipucos, admoestou o Mestre: Gilberto, essa carta está há muito tempo em cima da tua mesa e você não abre. Não é para mim, Madalena, respondeu o Mestre, carinhosamente. É para um Gilberto Freire com “i”.
*****

PRECONCEITO SOCIAL: “Negros e hispânicos têm maior propensão para o crime”

09.06.2013
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 07.06.13

Juíza nomeada pelo ex-presidente Ronald Reagan e que é favorável a pena de morte diz que negros e hispânicos têm maior propensão para o crime

juíza negros racistas
Juíza diz que “negros e hispânicos têm maior propensão para o crime”
Favorável à pena de morte, “momento em que o preso faz as pazes com Deus”, a juíza americana Edith Jones, nomeada pelo antigo Presidente Ronald Reagan, chocou uma audiência de alunos de Direito.
Ricardo Lourenço
Durante uma conferência na Faculdade de Direito da Universidade da Pensilvânia, Edith Jones, uma juíza do Texas, apresentou uma teoria: os “afro-americanos e hispânicos têm maior propensão para o crime”.
Proferidas em fevereiro, as declarações só foram conhecidas agora, depois de terem sido interpostos em tribunal vários processos contra a magistrada, um deles financiado pelo próprio Governo mexicano.
Jones explicou ainda que “a pena de morte propicia a um preso a possibilidade de fazer as pazes com deus”.
Contactados pelo Expresso, os serviços de relações públicas da faculdade explicam que não existe nenhuma gravação vídeo da conferência e que as declarações da juíza foram ouvidas por várias testemunhas presentes no auditório.
É melhor ser executado do que passar a vida numa prisão mexicana
Aos alunos de Direito, Edith Jones explicou também que a decisão do Supremo Tribunal Americano de suspender a pena de morte para indivíduos inimputáveis cria um “precedente perigoso”.
Leia também
Denegrindo o sistema judicial do México, que acabou com a pena capital em 2005, a juíza afirmou que “qualquer mexicano preferiria estar no corredor da morte, aguardando a execução nos EUA, do que numa prisão mexicana”.
Edith Jones, 64 anos, foi nomeada pelo antigo presidente Ronald Reagan e, por duas vezes, durante os mandatos de George H. W. Bush e George W. Bush, apontada como potencial candidata ao Supremo Tribunal Americano.
****

Mensalão e a batalha na mídia

09.06.2013
Do blog O CAFEZINHO
Por Miguel do Rosário

Para escrever a saga sobre o mensalão, eu preciso acompanhar, obviamente, as matérias que saem na grande imprensa. Até porque é aí que o jogo é jogado. O mensalão sempre foi uma grande batalha de comunicação, muito mais midiática do que propriamente jurídica ou ideológica.
Então seguem algumas peças coletadas na grande imprensa dos últimos dias, comentadas.
Notinhas na coluna do Ancelmo, publicadas neste domingo:
É triste o papel de Ancelmo nessa farsa. Repare que ele não disfaça. Faz uma apologia boboca ao Joaquim Barbosa, com uma informação absolutamente pueril sobre a presença de Joaquim Barbosa numa lojinha em Ipanema, com “direito a tirar fotos com fãs”. Em seguida, refere-se a Lewandowski como “ministro mais querido do PT”. Ora, porque ele não se refere a Barbosa como ministro mais querido do DEM? Ou fala sobre Gilmar Mendes, igualmente queridinho das legendas conservadoras? É óbvio que se trata de uma agressão (a enésima) gratuita a Lewandowski, pintado aqui como um ministro parcial e pró-PT, quando, na verdade, foi um ministro que se portou, no julgamento da Ação Penal 470, apenas com decência e respeito a Constituição. Sendo que mesmo Lewandowski também se curvou à mídia em vários momentos, e também ligou para Merval Pereira para “se explicar”.
A notinha de Ancelmo faz parte do início de uma grande campanha de pressão sobre o ministro Luiz Barroso, para que ele também se ajoelhe no milho da direita midiática. A imprensa está um tanto assustada com a afirmação de Barroso, de que o julgamento do mensalão foi “um ponto fora da curva”, o que é um sinônimo de “julgamento de exceção”.
*
Publico também email que recebi da combativa Andrea Haas:
Assunto: [Xeque-Mate- Notícias] Começa nova manipulação de opinião pública! Ação contra Dirceu para pedir devolução de dinheiro que não foi desviado é injustiça!
Xeque – Marcelo Bancalero
Continuam os ERROS na justiça brasileira.
Eu pergunto…
Se o processo  da Ação  Penal (AP 470) ainda está na fase dos recursos, portanto, ainda em aberto, como podem  abrir um processo para pedir devolução de dinheiro?
Se no segundo semestre com o julgamento dos recursos, ficará provado que não existiu nenhum desvio de dinheiro público, como podem querer devolução de dinheiro?
O que a Globo levou, e tantas outras instituições levaram?
Claro que isso só mostra uma coisa…
Querem  manter  a manipulação da opinião pública e tentar jogar pressão nos ministros Teori Zavascki e Luís RobertoBarroso com isso.
É a única explicação para mais esse abuso da injustiça brasileira.

Leia:

Justiça abre ação ligada ao mensalão para cobrar Dirceu

JOSÉ ERNESTO CREDENDIO
FLÁVIO FERREIRA
DE SÃO PAULO

A Justiça Federal em Brasília abriu o primeiro processo de improbidade contra o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) para cobrar a devolução dos valores que teriam sido desviados, sob seu comando, para o esquema do mensalão.

Também respondem ao processo o deputado federal José Genoino (PT-SP), o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e outras 18 pessoas.

O Ministério Público deu início à ação em 2007, mas só agora a Justiça a aceitou.

A decisão foi tomada no início do mês passado, dias depois de o STF (Supremo Tribunal Federal) publicar o acórdão com a sentença do julgamento do mensalão, que condenou Dirceu a dez anos e dez meses de prisão.

A ação de improbidade pede a devolução do dinheiro que o STF concluiu ter sido distribuído a parlamentares de cinco partidos –PMDB, PT, PL (atual PR), PTB e PP– para garantir apoio do Congresso ao governo do ex-presidente Lula.

Dirceu chegou a ser acusado em 2007 em uma ação de improbidade, mas foi excluído ainda na fase anterior ao processo. Na ocasião o juiz entendeu que a ação não poderia ser aplicada a um ministro de Estado.
Editoria de Arte/Folhapress
VALORES

No atual processo, o Ministério Público acusa o núcleo político do mensalão, chefiado por Dirceu, de comprar o voto de parlamentares ligados ao PP –José Janene (PR), já morto, Pedro Corrêa (PE) e Pedro Henry (MT).

O pedido não fixa o valor a ser devolvido, mas acusa os parlamentares do PP de terem recebido ilegalmente R$ 4,1 milhões do esquema.

A lei da improbidade prevê a devolução do dinheiro desviado e o aplicação de multa equivalente a três vezes o valor, corrigido a partir da época dos repasses.

Há ainda outras quatro ações de improbidade contra os condenados do mensalão, mas elas ainda não foram aceitas pela Justiça.

Ao todo, o STF condenou 25 réus. O valor aproximado dos repasses aos partidos alcança R$ 23,2 milhões, segundo o Ministério Público, o que, com a multa, elevaria a R$ 100 milhões o total do eventual ressarcimento.

O processo na área cível utiliza os mesmos argumentos que a Procuradoria-Geral da República usou durante o julgamento no Supremo (área criminal).

OUTRO LADO

A defesa de José Dirceu afirmou que o Ministério Público cometeu erro na ação e diz que ele voltará a ser excluído do processo como ocorreu na fase preliminar da outra ação de improbidade na qual ele era acusado.

O advogado de Delúbio, Sérgio Renault, afirmou que ele não cometeu nenhuma ilegalidade em suas funções partidárias e não obteve nenhuma vantagem no cargo.

Marcelo Leal, defensor de Pedro Corrêa, disse que o dinheiro repassado ao PP não configurou ato criminoso e teve como finalidade pagar o advogado de um deputado e financiar a campanha eleitoral de 2004.

A reportagem não encontrou o advogado de Pedro Henry em seu escritório no final da tarde de ontem. Procurado por meio da assessoria de seu gabinete na Câmara, Genoino não comentou.

*
Por fim, também é importante para entendermos a conjuntura ler a nota seguinte:
Nota da coluna Ilimar Franco, no dia 7 de junho de 2013:
O PT e o mensalão
O Instituto Vox Populi mediu o dano provocado ao PT pelo julgamento do mensalão. A pesquisa, feita em maio para petistas, registrou que a imagem do partido não mudou para 59%. Ficou pior para 26% e melhor para 11%. Sua atuação é considerada positiva para 59% e negativa para 23%. O PT tem hoje a simpatia de 29% dos ouvidos, o mesmo patamar anterior ao escândalo.
Essa pesquisa do PT embute, no entanto, uma armadilha, porque o partido pode interpretar seus resultados de duas maneiras divergentes e excludentes entre si: pode achar que o mensalão é “página virada”, já que a legenda tem ganho eleições e mantido um bom grau de popularidade, o que seria a pior atitude; ou pode entender, corretamente, que a população está começando a perceber que a mídia “entornou o caldo” ao tentar fazer do mensalão um justiçamento político circense e histérico e que o número de pessoas indignadas com a politização do STF vem crescendo. Se ficar provado que o STF cometeu erros crassos, a sociedade terá, forçosamente, de admitir que foi enganada pela mídia. Isso sim interessa, não apenas ao PT, mas às forças sociais e políticas que não querem viver num país governado por um bloco golpista liderado por mídia e seus tentáculos no judiciário.
PS: Saiu hoje (domingo 09/06) na coluna de Elio Gaspari.
*****

JORNALISMO DIFAMATORIO: Revista Veja é condenada - I

09.06.2013
Do BLOG DO SARAIVA, 08.06.13

Entre as muitas informações enviesadas e sem fundamento que a Veja já publicou, esteve uma envolvendo o ex-secretário de Assuntos Estratégicos do governo Lula, Luiz Gushiken. Uma nota dizia que ele havia jantado com um empresário e dividido uma conta de R$ 3,5 mil, pagando sua parte em dinheiro.

Isso foi em 2006. Pois bem, agora, a revista foi condenada a pagar R$ 20 mil de indenização por danos morais a Gushiken. Segundo o site Consultor Jurídico, a 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo entendeu que a revista excedeu os limites da informação, opinião e de crítica ao trazer informações que não foram comprovadas apenas para transmitir uma imagem de esbanjamento.

Foi exatamente isso. Não havia nada que sustentasse a nota publicada pela Veja. Os advogados de Gushiken mostraram um cupom fiscal referente à refeição de duas pessoas, totalizando R$ 362,89, pagos com cartão de crédito. E também um documento assinado por um maitre do restaurante desmentindo a nota.

A revista alegou sigilo da fonte para não dizer de onde tirou a informação sobre os tais R$ 3,5 mil.

Para o desembargador Alcides Silva Júnior, a nota transmitiu "a imagem de esbanjamento, de 5 salários mínimos em uma refeição, e de dúvida quanto à procedência do numerário, por ser em espécie, havendo inclusive o destaque 'Gushiken e o Latour: dinheiro vivo', incompatíveis com o ocupante de cargo ou função públicos", mas os fatos não se comprovaram.

"O autor sofreu dano moral pelos equívocos da matéria jornalística, não só pela disparidade do gasto que lhe foi atribuído, com o histórico de sua militância política, desde os tempos da LIBELU e do Sindicato dos Bancários até a fundação do PT e da CUT, e esta foi a intenção alegada, mas porque incompatível com a austeridade exigida, não só pelo alto cargo ocupado, à época, no Governo Federal, mas pela influência pessoal que detinha em decisões relevantes de interesse nacional, tanto que, em decorrência da matéria, foi alvo de duras críticas por parte do Senador Heráclito Fortes, e com certeza de deboches, como revelou a outra testemunha, pois a matéria era para ser jocosa, devendo os réus compensar o dano", afirmou o relator do caso no TJ-SP.

*****

INVASÃO DE PRIVACIDADE: EUA têm acesso direto aos servidores de Google, Facebook e Apple, dizem jornais

09.06.2013
Do portal da Revista CartaCapital, 06.06.13
Por Redação 

Documento revela a existência de um programa capaz de obter e-mails, fotos, vídeos, bate-papos e arquivos dos clientes dessas empresas 

Um dos slides da apresentação sobre o PRISM 

Reprodução / The Guardian
PRISM
Um dos slides da apresentação sobre o PRISM
Um documento divulgado nesta quinta-feira 6 pelos jornais The Washington Post e The Guardian revelou que o governo dos Estados Unidos possui um programa que dá acesso direto aos servidores de algumas das gigantes da internet, como Google, Facebook e Apple. O programa secreto, chamado de PRISM, permite que a Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) monitore os históricos da web e de internet de usuários e obtenha e-mails, fotos, vídeos, bate-papos, arquivos, conversas de programas como o Skype e detalhes de redes sociais.

A fonte da informação é uma apresentação de PowerPoint de 41 slides que, segundo o Guardian, foi confirmada como autêntica. Ela data de abril de 2013. O documento mostra o funcionamento do PRISM e teria sido usado para treinar pessoal de inteligência para sua utilização. De acordo com oGuardian, a coleta de dados é feita diretamente nos servidores da empresa, e estão sujeitos ao monitoramento “quaisquer clientes das companhias que vivem fora dos Estados Unidos ou norte-americanos cujas comunicações incluem pessoas fora dos Estados Unidos”.

Segundo o documento obtido pelo Guardian, a primeira empresa a fazer parte do PRISM foi a Microsoft, em 2007. Depois, vieram Yahoo (2008); Google, Facebook e PalTalk (2009); YouTube (2010); Skype e AOL (2011); e Apple (2012). O Dropbox, serviço de arquivamento na nuvem, é apontado como o próximo a ser monitorado.

O documento diz que as empresas contribuem para a operação do PRISM, mas todas elas foram contatadas pelo Guardian e negaram a informação. O Google disse não ter uma “porta de trás por meio da qual o governo pode acessar” seus dados e afirmou entregar informações apenas seguindo determinações judiciais. Um executivo de uma das companhias afirmou anonimamente que “se o governo está fazendo isso, é sem nosso conhecimento”.

A apresentação obtida pelo jornal britânico revela que o PRISM é vastamente usado em investigações. A NSA fala sobre um “forte crescimento” no uso do programa e afirma que 77 mil relatórios de inteligência norte-americanos usaram o programa de alguma forma para obter informações. Segundo o WPost, um sétimo dos relatórios teriam informações deste tipo.

A internet é norte-americana Também nesta quinta-feira, o Guardian revelou que a NSA tem monitorado as ligações de milhões de clientes da operadora telefônica Verizon, uma das maiores dos EUA. A autorização teria sido concedida, segundo o jornal, por um tribunal sigiloso, a Corte de Vigilância de Inteligência Estrangeira (Fisa, na sigla em inglês), criada pelo Congresso durante o governo de George W. Bush e renovada pouco antes de Barack Obama assumir o poder.

Na apresentação sobre o PRISM, a NSA afirma, segundo o Guardian, que o programa foi criado para driblar as restrições impostas por mudanças realizadas em dezembro de 2012 na lei que rege a existência do Fisa, o tribunal secreto. O documento salienta que a infraestrutura de quase todas as grandes companhias de internet se encontra nos EUA, o que dá ao país a vantagem de “jogar em casa” . Essa vantagem, afirma o Guardian citando o documento sigiloso, teria sido perdida com as novas restrições da lei. Assim, a NSA teria partido para a opção de obter os dados diretamente dos servidores da empresa, sem precisar de autorização judicial para tanto.
*****