sábado, 8 de junho de 2013

ISTOÉ APONTA SÃO PAULO COMO "CAPITAL DO CRIME"

08.06.2013
Do portal BRASIL247

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Reportagem de capa explora o tema da violência urbana, fala em "população aterrorizada" e aponta dificuldades para a reeleição de Geraldo Alckmin

247 - A violência será o calcanhar de Aquiles do governador Geraldo Alckmin, em sua possível tentativa de reeleição, em 2014. Este é o tema da reportagem de capa da revista Istoé desta semana, que fala de uma população aterrorizada na maior metrópole do País. Leia abaixo:

Uma metrópole em pânico

Como a falta de uma política de segurança pública e a omissão das autoridades colocaram a maior cidade do Brasil de joelhos diante de criminosos cada vez mais cruéis. Aterrorizada, a população assiste indefesa a execuções em qualquer lugar

São Paulo é a maior metrópole do Brasil, motor da economia nacional, responsável por 12% da riqueza brasileira. O governo paulista dispõe do segundo maior orçamento do País e emprega um contingente policial numericamente superior ao de muitos países latino americanos. São cerca de 120 mil policiais civis e militares. Bem usada, seria uma garantia de paz à população da cidade. Mas, apesar de tantos dados superlativos, São Paulo está de joelhos diante da criminalidade. A população da região metropolitana vive com medo, insegura e acuada diante de execuções sumárias realizadas à luz do dia e da barbárie de assassinatos cada vez mais cruéis que se repetem numa rotina apavorante. Na sexta maior cidade do mundo, o crime foi banalizado. A vida foi banalizada. Amparados na ausência de uma política de segurança pública, na omissão das autoridades constituídas e na inépcia de policiais – muitos ligados às bandas podres da instituição e outros desmotivados e até cerceados para o exercício de suas atividades –, os bandidos não escolhem hora e nem lugar para agir. Nem mesmo as câmeras espalhadas pela metrópole impedem uma matança que não escolhe alvos. Ao contrário, o que elas registram são imagens muito fortes de mortes cruéis, com impacto devastador e revoltante sobre quem as assiste. Mesmo aqueles que entregam seus pertences sem esboçar qualquer reação são friamente alvejados. A certeza da impunidade produto da letargia da polícia e da Justiça dão ânimo à crescente ousadia dos marginais. E o poder público assiste, inerte, à escalada de violência que faz de reféns 12 milhões de habitantes.

A escalada de latrocínios – roubos seguidos de mortes – que aterroriza os paulistanos além de revelar a falência de um modelo de segurança pública que há duas décadas se instalou no Estado, também desafia os acadêmicos. Houve tempos em que se entendia o aumento da violência – e consequentemente do pânico – como mais um dos nefastos efeitos diretos da pobreza e da desigualdade econômica. Roubava-se e até matava-se numa ação de desespero, para sobreviver, numa lógica perversa, mas com algum sentido. Hoje, numa situação de pleno emprego e de indicadores sociais cada vez mais positivos, os assassinatos continuam. Mata-se por matar. Mata-se por impulso. Mata-se por nada. E a cada morte a sociedade se encolhe, se esconde e, lentamente, também morre. “Problemas sociais como desemprego, exclusão e pobreza podem até influir na violência urbana”, afirma o sociólogo Benedito Domingos Mariano, ex-ouvidor da Secretaria de Segurança de São Paulo. “Mas hoje essas causas não podem ser usadas como justificativa para escamotear as deficiências estruturais das polícias na atribuição de garantir a segurança pública”.

Na semana passada, as imagens do auxiliar de manutenção Eduardo Paiva, 39 anos, sendo covardemente assassinado rodaram o Brasil. Seguido por bandidos após sacar R$ 3 mil do banco, ele levou um tiro na cabeça em frente a duas escolas, na segunda-feira 3 pela manhã, em Higienópolis, um dos bairros mais nobres de São Paulo. Eduardo foi executado quando estava de joelhos diante de seu assassino. As cenas são o retrato da sensação de insegurança que grande parte dos paulistanos vive todos os dias (leia relatos de outros crimes que chocaram a cidade nos quadros ao longo da reportagem). Segundo uma pesquisa do Instituto Datafolha, a maior preocupação de 42% dos moradores da capital é ter a casa invadida ou sofrer um assalto na rua. E, ao contrário do que possa parecer, esse sentimento é muito real. “O medo nunca é artificial, ele é um sentimento que depende de muito mais do que apenas o movimento real da criminalidade”, afirma Renato Sérgio de Lima, secretário geral do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. “Reduzi-lo depende de como a população compreende a ação do Estado e das polícias. Por isso, uma política de segurança pública eficiente tem que ser pensada não só na sua dimensão de prevenção e repressão. Ela tem que levar em consideração o que as pessoas sentem.” Nesse sentido, a metrópole paulistana não consegue visualizar nenhuma luz no fim do túnel.

Viver em São Paulo hoje é uma experiência aterrorizante, mesmo nas mais simples ações cotidianas. Caminhar por uma calçada em uma rua qualquer, não importa se em bairro nobre ou na periferia. Comer uma pizza no seu restaurante favorito. Conversar com um amigo na porta de casa. Ir ao banco ou a uma casa lotérica. Sair para ou voltar da escola. Fazer um passeio de carro. O medo, para o paulistano, é sempre um incômodo companheiro. E, influenciado por ele, desconfia-se de qualquer um. Enxerga-se em todos os demais atitudes suspeitas. Apressa-se o passo, cancela-se programas, suspende-se a vida. Vive-se em liberdade teórica. Na prática, enquanto a bandidagem circula tranqüila, os cidadãos sentem-se aprisionados. Mas o que fez com que São Paulo chegasse a esse estado de barbárie? Segundo especialistas, nos últimos 20 anos o Estado não formulou uma política de segurança de médio e longo prazo. Apenas trabalhou com a questão da violência policial, alternando momentos de uma polícia matadora com momentos de uma polícia mais contida. Com essa fórmula, acabou não conseguindo punir efetivamente os maus policiais e os bons se sentem amarrados, na medida em que são obrigados a até contar e explicar cada tiro disparado. O problema é que para enfrentar o crime não precisamos necessariamente de uma polícia arbitrária. Precisamos, sim, de uma polícia eficiente.

O latrocínio talvez seja o crime que mais assusta a população porque parece imprevisível. Ele começa com um assalto e termina em assassinato. É um dos grandes desafios para a polícia. A forma para evitá-lo é a investigação inteligente. Historicamente, o número de latrocínios tende a cair na medida em que os criminosos são presos. Ou seja, um latrocínio esclarecido pela polícia desencoraja a ação de outros criminosos. Assim, em São Paulo, este ano, o aumento de 64% nas estatísticas desse tipo de crime é, além de intimidador para as pessoas, revelador da inação oficial. Na Secretaria de Segurança pouco se sabe sobre o perfil de quem o comete e as circunstâncias em que ele acontece. Para Guaracy Mingardi, especialista em segurança pública da Fundação Getúlio Vargas, matar não é a finalidade do ladrão. “Quem mata é o criminoso pé-de-chinelo, aquele está bolado e não raciocina bem. Ele corre o risco de pegar muitos anos de cadeia por nada”, explica. Para ele, a diminuição desse tipo de crime passa pelo desarmamento, que reduz o estoque de armas, e um sistema de investigação amplo e eficiente. “Só conseguiremos diminuir o número de crimes violentos quando provarmos que não dá certo, que a possibilidade de ele ser preso é maior se ele matar. O problema é que a investigação, por regra, não é feita”, diz. A especialista em criminologia Ilana Casoy acredita que esse tipo de comportamento dos marginais pode ser explicado, em parte, pelo fato de que, no Brasil, o risco de roubar compensa. “Apenas 2,5% dos roubos são resolvidos. Nenhum outro negócio tem tal índice de sucesso. No caso de mortes, a chances de encontrar o autor são de 6%. Na Inglaterra são de 90%.” Para ela, a atitude violenta só pode ser coibida com a certeza da punição, não o tempo de pena. E para isso, evidentemente, é preciso investir em infraestrutura de investigação e inteligência, aspecto negligenciado pela Secretaria de Segurança Pública. “Precisamos elevar a taxa de esclarecimento porque quanto mais crimes a gente resolver, quanto mais assaltantes e infratores forem presos, mais nós estaremos prevenindo outros crimes, principalmente contra o patrimônio”, admite o secretário Fernando Grella.

A teoria não chega à prática na pasta comandada por Grella. A ousadia dos bandidos caminha na direção oposta à competência da polícia. Numa demonstração de que não temem o efetivo policial, eles chegam a cometer assaltos nos mesmos lugares por dias consecutivos sem serem incomodados. Os ladrões que atuam no Morumbi, na zona sul, praticamente na porta do Palácio dos Bandeirantes, onde despacha há três anos o governador Geraldo Alckmin, promovem arrastões freqüentes na região. Na semana passada, Alckmin – chefe de Grella e, portanto, quem deveria ser responsável pela implantação de uma política de segurança -- recebeu 400 convidados para um jantar beneficente na residência oficial. Era para ser uma noite descontraída, para incentivar ações solidárias, mas a escalada da violência dominou as conversas de empresários e socialites. 

Outras regiões da cidade, como o Paraíso e Perdizes, bairros de classe média, também são cenários freqüentes dos marginais. Qualquer paulistano sabe disso. A polícia, profícua em elaborar estatísticas, também. Ninguém, no entanto, explica porque a força pública não consegue mudar esse quadro. Há mais duas décadas, é sabido que nas cercanias da PUC, o número de carros roubados é enorme. Continua assim. E, isso traz aos marginais a certeza da impunidade. Em 14 de maio, em frente à universidade, o estudante Bruno Pedroso Ribeiro, de 23 anos, foi alvejado no pescoço depois de dar o celular ao seu algoz. Ficou quase um mês internado no Hospital das Clínicas. Três dias depois, na Vila Mariana, na zona sul, um adolescente foi baleado no abdômen dentro do carro onde estava com os pais e o irmão após a família ter entregado os pertences aos marginais.

Em bairros centrais da capital, antes tidos como ilhas de paz no caos da metrópole, essa falta de políticas abriu brechas para a entrada do crime, historicamente maior na periferia. Na semana passada, no Itaim Bibi, na zona sul, o motorista Márcio Cazuza, 42 anos, levou um tiro no tórax às 7h da manhã durante uma tentativa de assalto. As notícias de tiroteio tornaram-se comuns em bairros sofisticados da capital paulista. Até a rua Oscar Freire, famosa no Brasil por concentrar as principais lojas de grife, recentemente foi palco de uma troca de tiros entre a polícia e bandidos que fizeram um arrastão num salão de cabeleireiro. Mais aterrorizante ainda é não ter o que dar ao bandido. Num lance de extrema crueldade, criminosos tocaram fogo na dentista Cinthya de Souza, no final de abril, porque só conseguiram sacar R$ 30 de sua conta bancária. No dia 1º de junho, às 14h, um marginal disparou contra a cabeça da empregada doméstica Maria do Carmo Cunha, de 62 anos, que pagava uma conta atrasada em uma lotérica, porque as funcionárias do local não lhe entregaram dinheiro. Segundo Luciana Guimarães, diretora do Instituto Sou da Paz, “se não conseguirmos encarar a agenda do roubo, não conseguiremos reduzir os índices porque o latrocínio é um roubo mal sucedido”, explica. Só em 2012 foram registrados mais de 125 mil roubos na região metropolitana de São Paulo. Mas, apesar de toda a crueldade, não existe crime, organizado ou não, que resiste a uma política de segurança inteligente.

O exemplo do Rio de Janeiro mostra como a ação policial pode, sim, fazer a diferença. Lá, o crime organizado exercia um poder paralelo com domínio territorial de áreas da cidade. Uma política de segurança bem pensada, planejada e executada mudou um quadro que por décadas pareceu irreversível. O Estado retomou os territórios com polícia, escola e centros de saúde. A polícia foi valorizada e recebeu diretrizes firmes de como agir, respaldadas pela secretaria de Segurança. Os maus policiais foram punidos. A população se sentiu segura, saiu às ruas e os criminosos perderam poder de fogo. Em São Paulo, a indefinição e a falta de apoio dos superiores enfraqueceram a polícia. Cobrado por medidas mais efetivas, o governador paulista lançou há três semanas seu terceiro pacote de segurança em três anos. Alckmin anunciou a intenção de dar bônus a policiais que cumprirem metas de redução de criminalidade em suas regiões, entre outras medidas, como a ampliação do efetivo, o que depende de concurso público. Segundo George Melão, presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, no entanto, o governo terá de sentar à mesa e negociar se quiser avançar. “Calculamos que, para atender a demanda de investigação dos dias de hoje, precisamos entre 12 mil e 15 mil novos policiais civis”, diz. Ele também aponta a necessidade de melhorar a remuneração do policial no Estado, que é de R$ 2,5 mil em média, assim como a dos delegados, de R$ 7,2 mil. “O salário dos delegados em São Paulo é o pior entre todos os Estados da federação e, mesmo assim, o governo não se mostra disposto a negociar”, diz.
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Prefeituras e Movimentos Sociais ganham mais uma opção para levar internet à população

08.06.2013
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE, 07.06.13

A Anatel deu mais passo para a banda larga chegar a todos os brasileiros. Aprovou na quinta-feira (06) novo regulamento que autoriza Prefeituras, entidades da administração pública direta ou indireta e organizações sem fins lucrativos a levar acesso à internet por banda larga diretamente à população, sem depender de contratar uma empresa autorizada pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

Grandes cidades, em geral, já tinham empresas municipais de Tecnologia de Informação aptas a serem habilitadas pela Anatel, ou tem vários fornecedores especializados para contratar por licitação. Mas pequenos municípios não tem essa estrutura, mal tendo um departamento de informática. Agora a própria prefeitura pode habilitar-se diretamente.

Movimentos sociais, como associações comunitárias e ONG's também podem fazer o mesmo.

Para as prefeituras e essas entidades, a Anatel oferece a licença do Serviço Limitado Privado (SLP), ao custo bastante acessível de R$ 400,00 (o mesmo valor da licença para pequenos provedores comerciais, aprovado no mês passado).

O Serviço Limitado Privado era restrito à uma rede de comunicação fechada a um grupo, não podendo ser interligada a redes externas como a internet. O uso mais comum deste serviço até hoje é o de rádio-táxi. Agora a Anatel permitiu a abertura deste serviço para banda larga às entidades públicas e sem fins lucrativos, para expandir a inclusão digital.

A decisão atende também ao programa Cidades Digitais, coordenado pelo Ministério das Comunicações, que tem como um dos objetivos o acesso da população aos serviços de governo eletrônico e a ampliação de pontos de acesso público à internet em praças, rodoviárias, órgãos públicos e outros espaços.

A medida deve beneficiar, sobretudo, municípios, distritos e comunidades mais pobres ou menores, onde a internet disponível é precária ou inacessível na prática para a maioria da população.

Leia também:

A revolução silenciosa dos pequenos provedores de banda larga
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Nem tudo o que é sólido desmancha no ar

08.06.2013
Do portal da Revista Carta Maior, 03.06.13
Por Flávio Ricardo Vassoler*

Em Edukators (2004), filme dirigido por Hans Weingartner, os amigos Jan e Peter querem inocular o caos na burguesia de Berlim. Os educadores invadem os encouraçados burgueses e reconfiguram a noção de expropriação revolucionária. Por Flávio Ricardo Vassoler
  
“Seus dias de fartura estão contados!” Eis a mensagem que os Edukators (2004), filme dirigido por Hans Weingartner, deixam nas mansões que invadem. Os amigos Jan e Peter querem inocular o caos na burguesia de Berlim. Os educadores invadem os encouraçados burgueses e reconfiguram a noção de expropriação revolucionária. Não se trata de furtos, não se trata de roubos. Jan e Peter mudam os móveis requintados de lugar. O sofá torna-se anfíbio e vai parar no fundo da piscina. A frieza burguesa que só une os familiares em meio às fotos padronizadas recebe um novo pedestal: a gaveta de legumes da geladeira. Ao fim da intervenção artístico-revolucionária, os educadores assinam sua cartilha pedagógica. “Seus dias de fartura estão contados!” 

Enquanto isso, Jule, a namorada de Peter, participa da enésima manifestação contra a exploração capitalista. Jovens vestidos por Che Guevara entram em lojas de roupas e tênis e revelam aos consumidores vorazes o custo de produção das iguarias: 

− Você sabia que o chinês que produziu esse tênis ganhou menos de 10 centavos por hora trabalhada? 

Antes que a conscientização consiga se enraizar contra o automatismo do cartão de crédito, o segurança privado entrega os revolucionários aos seguranças do Estado: a polícia dispersa a enésima manifestação e, para mostrar produtividade e eficiência aos jornais locais, um manifestante é preso. Ao que Jule, indignada, entoa o brado da revolução contra a parede:

− Soltem-no! Estamos em uma manifestação legal! 

Ora, desde quando o ímpeto revolucionário precisa de autorização para se expressar? Desde quando os revolucionários precisam da aquiescência e da vigilância burguesas para agir? Quando é que os últimos combates de maio de 68 se transformaram em espetáculos? Tese de maio de 68: “a revolução não será televisionada”. Antítese da Editora Maio de 68: “a manifestação passará ao vivo”. Nosso controle – que, de fato, é bastante remoto – conseguirá assistir à revolução que tem data, hora e local para começar e terminar. Em Londres – e esta cena foi acompanhada ao vivo por este articulista, caros leitores –, os garis municipais seguem os manifestantes e, em tempo real, recolhem seus escombros. A ordem deve amealhar os vestígios da desordem. 

Quando é que a revolução passou a ter que se esconder? Antes, os conflitos se davam em amplas avenidas e bulevares. Caixas e mais caixas de bolinhas de gude estavam preparadas para os cavalos dos militares. (Há algumas semanas, um ator, outrora opositor da ditatura militar, me contou que policiais e milicos chegavam a atirar nos cavalos assim que os animais despencavam por conta das bolinhas de gude. “Não havia mais o que fazer, patas quebradas, cavalos inutilizados”.) Piquetes, pichações, pedras e coquetéis Molotov, se não venciam os agentes da reação, ao menos impunham certo receio tático. Mas, atualmente, as contraposições ocupam edifícios como se a tomada de bunkeres representasse uma efetiva contestação aos poderes constituídos. Assim, a reitoria da Universidade de São Paulo foi invadida, bem ao espírito dos edukators, duas vezes. É bem verdade que o reitor não pôde ocupar seu posto. Mas acabou o espraiamento do fator surpresa. A tropa de choque sabe onde está a revolução. Os revolucionários desarmados se esgueiram atrás de pilastras. As bandeiras não conseguem tremular dentro dos prédios. As paredes, por si sós, bloqueiam os gritos e cânticos de protesto. Com data, hora e local para acontecer, ficou mais fácil de a revolução ser televisionada. (Enquanto isso, em mais um prédio que a especulação imobiliária abandona e lacra no centro de São Paulo, o fundamental Movimento dos Trabalhadores Sem Teto realiza mais uma invasão para tentar conquistar o direito básico da habitação – no Brasil, a reforma cidadã beira a revolução; no entanto, como não se trata dos filhos da classe média, a revolução que pretende a reforma não será televisionada.) 

Jule está deitada em maus lençóis. A namorada de Peter deve a não mais poder. Por ter batido no carrão de um ricaço, 94.500 euros serão sua companhia amortizada pelos próximos 8 anos. Jan, amigo do peito de Peter, mostra simpatia pela causa de Jule. Enquanto Peter está em Barcelona, Jan e Jule vivenciam o aforismo de que “todo coração é uma célula revolucionária”. Revolucionária e, por vezes, adúltera. 

Jan para Jule: “Fazer a revolução hoje em dia é difícil. Antes, bastavam drogas e cabelos compridos e automaticamente éramos contra o sistema. O que antes era subversivo, hoje se compra em lojas. Camisetas do Che Guevara, adesivos anarquistas”. 

Jan sintetiza o ímpeto voraz e pragmático do capitalismo pós-guerra fria: a revolução se transforma em mais um nicho de mercado. 

Jule: “Não acho nada em que eu acredite de verdade”. 

Nesse momento, Jan encontra uma nova parceira e, na ausência do fiel escudeiro Peter, transforma a namorada do melhor amigo em educadora. Os dois acabam parando em frente à mansão de Hardenberg, o ricaço cuja Mercedes fora avariada pela lata velha de Jule. 

“Vamos invadir!” Mais um espectro rondaria a Berlim burguesa – “seus dias de fartura estão contados!” – se Jule, em uma típica manobra pragmática do roteiro de Edukators, não acabasse esquecendo o celular na mansão de Hardenberg. Os educadores precisam voltar à cena do crime para resgatar a evidência, mas então se deparam com um Hardenberg estupefato. “Mas o que está acontecendo aqui?!” Jan golpeia Hardenberg enquanto o ricaço tenta imobilizar Jule. A essa altura, Peter, já de volta de Barcelona, é envolvido no imbróglio. Como Hardenberg pôde reconhecer Jule, já não é possível abandonar o ricaço desacordado e sumir. “Temos que sequestrá-lo”. 

Jan, Jule e Peter se refugiam em um chalé nas montanhas com o magnata Hardenberg, outrora revolucionário de maio de 68. 

Jan, Jule e Peter em coro: “Como foi que você abandonou seus ideais?” 

Hardenberg, o líder, faz coro ao discurso da servidão voluntária: “É da natureza humana querer ser melhor que os demais. Todo grupo elege um líder. E a maioria só fica feliz quando compra algo novo”. 

Diante da tese cínica e resignada de Hardenberg, Jan articula o ponto alto da crítica social de Edukators: “Eu tenho uma notícia para você, executivo: a máquina superaqueceu. Somos só os precursores. Sua época está para acabar. Enquanto você surfa na tecnologia, outros sentem ódio. É só o começo. Haverá mais. Mais casos de insanidade, serial killers, almas destruídas, violência gratuita. Não se pode sedar todo mundo com game shows e shoppings, e os antidepressivos não vão funcionar sempre. O povo está cansado da merda do seu sistema”. 

Quando o ímpeto revolucionário parece pronto a explodir, Hardenberg inocula uma réplica que aprofunda a discussão e coloca os educadores ainda uma vez contra a parede: “Eu jogo o jogo, mas não fiz as regras”. Ora, adianta cortar as cabeças dos burgueses? A contraposição de Hardenberg insinua que a lógica de exploração é impessoal e estrutural. Ela se transforma em segunda natureza e, com o capitalismo, vira ideologia insana: todos querem ser Hardenberg. O ímpeto de explorar se confunde com a automutilação. Hardenberg trabalha mais de 14 horas por dia. Comparado a um ocioso senhor feudal, o magnata Hardenberg é mais um trabalhador. Um trabalhador privilegiadíssimo e explorador, mas, ainda assim, um trabalhador. A questão não seria simplesmente eliminar os jogadores que comandam o tabuleiro. Os peões querem virar bispos e se engalfinharão pelo trono do rei, pois só assim terão chances com a rainha. A questão seria transformar as regras do jogo, alargar os limites do tabuleiro, criar novas jogadas, relegar o xadrez capitalista ao passado. Mas nem tudo o que é sólido desmancha no ar: o voluntarismo dos edukators se vê emparedado pelo atual contexto histórico que não apresenta efetivas antíteses para a tese da indústria cultural que transforma a revolução em um privilegiado setor da livraria cult. A Editora Maio de 68 retoma a acepção etimológica da palavra revolução: o movimento que se volta sobre si mesmo. O capitalismo de Francis Fukuyama, o apologista do fim da história, sentencia: revolução, o movimento que se volta contra si mesmo. 

Mas Jan, a reboque do inconformismo dialético, interpela Hardenberg ainda uma vez. “Como alguém com o seu passado de contestação consegue viver como você vive agora? Você teve ideais”. O calejado Hardenberg transforma-se em educador e ilumina para o jovem Jan o corredor polonês do capitalismo distópico: 

− Meu pai costumava dizer: “menos de 30 sem ser de esquerda, desalmado; mais de 30 e ainda de esquerda, burro”. Acontece devagar, Jan, aos poucos. A gente nem nota. Um dia, vendemos o carro velho. Queremos um mais confiável, com ar condicionado e mais seguro. Você se casa, constitui uma família, compra uma casa. Educar filhos custa caro. Segurança. Você faz dívidas, trabalha para pagá-las e age como os demais. Até que numa eleição, para sua surpresa, seu voto é conservador. 

Se o filme terminasse assim, o tom resignado poderia desanimar os mais aguerridos. Mas a tese do capitalismo unívoco provocaria tensões e reflexões para novas antíteses. Trata-se de uma velha e polêmica questão saber se a arte pode propor transformações ficcionais que resolvam conflitos que continuam a emergir na realidade. De qualquer forma, as colocações de Hardenberg – sentenças prontas para um epitáfio ou uma lápide – em grande medida sintetizam a falta de ímpeto e as contradições objetivas da contemporaneidade. Se os edukators não quiserem se ossificar; se a revolução não quiser se transformar em mero panfleto dogmático e anacrônico, será preciso engatilhar o pensamento crítico contra a própria têmpora e refletir a contrapelo das próprias aspirações para alcançar os limites historicamente configurados da transformação social. Quando a crítica se transforma em um pergaminho a ser arrolhado em uma garrafa e então atirado ao mar revolto da história para buscar náufragos esparsos, os outrora revolucionários, talvez seja preciso lançar cada vez mais luz sobre a introjeção da lógica do capital para descobrir até que ponto a resignação se confunde com os limites da imaginação. Nesse sentido dialético, as tensões de Hardenberg, e não as dos edukators Jan, Jule e Peter, é que se apresentam como eminentemente revolucionárias. Para se voltar sobre si mesma, a revolução talvez precise pensar contra si mesma. 

*Flávio Ricardo Vassoler é escritor e professor universitário. Mestre e doutorando em Teoria Literária e Literatura Comparada pela FFLCH-USP, é autor de O Evangelho segundo Talião (Editora nVersos) e organizador de Dostoiévski e Bergman: o niilismo da modernidade (Editora Intermeios). Periodicamente, atualiza o Subsolo das Memórias, www.subsolodasmemorias.blogspot.com, página em que posta fragmentos de seus textos literários e fotonarrativas de suas viagens pelo mundo.

Lei das Domésticas pontua 11 justificativas para demissão por justa causa

08.06.2013
Do portal da REDE BRASIL ATUAL, 06.06.13
Por Carolina Sarres, da Agência Brasil 

Proposta do relator Romero Jucá, aprovada hoje, segue para votação nos plenários da Câmara e do Senado
domésticas
Projeto resultou de negociações entre as centrais sindicais e a comissão mista e recebeu contribuições do TST.Foto ARTHUR MONTEIRO/AGÊNCIA SENADO
Brasília – A comissão mista de parlamentares formada para regulamentar os pontos pendentes relativos aos direitos dos empregados domésticos previstos na Emenda 72, em vigor desde o início de abril, aprovou na tarde de hoje (6), o projeto proposto pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR). A matéria agora segue para votação nos plenários da Câmara e do Senado, onde ainda pode ter alterações.

Um dos pontos mais importantes contidos no projeto é a explicitação de o que é justa causa no caso de demissões de trabalhadores domésticos – estão previstos 11 pontos: maus-tratos a idoso, criança ou pessoa com deficiência; improbidade; incontinência de conduta; condenação criminal; negligência; embriaguez; violação da intimidade do empregador; indisciplina ou insubordinação; abandono do emprego; ato lesivo de honra ou ofensa física; e prática de jogos de azar.

Essa é uma das questões que mais provocava dúvidas entre empregados e empregadores, especialmente até o momento em que ainda estava prevista a possibilidade de pagamento de multa de 40% sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) do trabalhador. Devido à natureza do trabalho doméstico, questionava-se que tipo de conduta caracterizaria justa causa para demissão.

Segundo o projeto, a multa foi extinta, como foi anunciado pelo senador Romero Jucá, sendo compensada por meio de um percentual de 3,2% a mais na contribuição do empregador ao fundo. Caso haja demissão injustificada, o montante arrecadado a partir desse percentual vai para o trabalhador. Se a demissão for por justa causa, o empregador recebe de volta o valor somado. No caso de culpa recíproca, o montante será dividido.

Com a aprovação do projeto e a possível aprovação dos plenários de ambas as casas, espera-se que parlamentares entrem com projetos de lei ou de emenda constitucional para tentar minimizar os gastos do empregador. O deputado Otávio Leite (PSDB-RJ), por exemplo, já tem um PL elaborado para apresentar em plenário, em que prevê a possibilidade de dedução dos gastos com empregados domésticos no Imposto de Renda. Estima-se que os gastos do empregador aumentem em até 60% com o vigor dos novos direitos.

A proposta do deputado foi baseada em dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese),  do Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e do Ministério do Trabalho, em que o trabalho formal nesse setor teria tido redução de 95 mil postos entre abril de 2012 e o mesmo mês de 2013. Estima-se que, atualmente, haja mais de 7 milhões de empregados domésticos no Brasil - dos quais apenas cerca de 1 milhão trabalham com carteira assinada.
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Nove Rainhas: Mentiras e máscaras como metáfora do neoliberalismo

08.06.2013
Do portal da Revista Carta Maior, 06.06.13
Por Oscar Guisoni

Badalado até hoje, que mensagens trazem consigo os dois estelionatários do filme argentino 'Nove Rainhas', que buscam riqueza fácil por trás de uma improvável coleção de selos provenientes, nada mais, nada menos, que da República de Weimar? Por Oscar Guisoni, de Buenos Aires


Buenos Aires - Qual é o encanto de “Nove Rainhas”, o policial argentino filmado no emblemático ano 2000 pelo diretor Fabián Belinsky? Por que, uma década e meia depois, o filme protagonizado por Ricardo Darín e Gastón Pauls continua sendo um clássico latino-americano? Que mensagem trazem consigo estes dois estelionatários em busca da riqueza fácil por trás de uma improvável coleção de selos provenientes, nada mais, nada menos, que da República de Weimar, que levam o enganador nome de “as Nove Rainhas”? 

Existe uma crença enraizada na crítica cinematográfica mundial que sustenta que, em épocas de crise, a criatividade floresce de modo exponencial, tanto como explodem os índices de desemprego e as dívidas não pagas. Uma crença que começou a forjar-se quase junto com o cinema sonoro, à luz da trágica Grande Depressão que estourou em 1929, o ano em que as telas começaram a falar e mudaram o cinema de uma vez e para sempre. E existe uma leitura - muito mais sofisticada, se queremos - que compara o policial negro e as histórias de estelionatários e ladrõezinhos com a solapada crítica social a uma sociedade que perdeu seu rumo nas mãos dos especuladores e do capitalismo descontrolado. 

Os ladrões de pouco valor se transformam assim em uma espécie de contestadores do sistema que refletem com criatividade e em pequena escala o roubo generalizado ao qual a sociedade em seu conjunto é submetida em meio à crise e a descrição do turvo ambiente no qual se movem se torna crítica social pura, enquanto a estrutura do relato policial esconde a ansiedade que gera a crise e a transforma em catarse. Com este ímpeto, em Hollywood se realizaram joias como The Public Enemy (Willian Wellman, 1931) ou Scarface (Howard Hawks, 1932) e se escreveram os grandes clássicos do “hard boiled”, como O Falcão Maltês, de Dashiell Hammett, levada ao cinema em 1941 pelo mestre John Huston. 

Nessa linha é preciso, então, ler a “Nove Rainhas” argentina. Filmada no ano 2000, apenas alguns meses antes do estouro do modelo neoliberal que havia levado a seu paroxismo o presidente Carlos Menem e que levou até sua agonia o conservador Fernando De La Rúa, o filme mostra dois estelionatários em ação, em busca de uma coleção de selos que supostamente se encontram em mãos de uma viúva ingênua e à qual pretendem arrebatá-la para vendê-la nada mais nada menos que a um empresário espanhol, símbolo do ladrão de colarinho branco que enriqueceu com as privatizações estatais na década de 90, a quem esses dois malandros crioulos querem arrancar parte de seus exorbitantes lucros.

Mas as coisas não são como parecem e logo o espectador começa a suspeitar que exista alguém oculto que também o está enganando. E, na medida em que o relato policial se faz comédia de enredos, o espectador vai se preparando para exercer esta suprema arte da crítica ao neoliberalismo que destrói o sentido comum da época com suas próprias armas: desconfia de tudo, os seres humanos só estão nesse mundo para traí-lo. Ou, para dizer com as palavras do fundador da escola de Chicago, o aristocrata austríaco Friedrich Hayek: os seres humanos são individualistas acérrimos que só buscam satisfazer seu interesse pessoal, o altruísmo é um defeito só dos fanáticos. 

Uma década e meia depois, Nove Rainhas continua entusiasmando, assim como continuam fascinando os grandes clássicos do policial norte-americano da década de 30, porque o sentido comum que fez possível a crise ainda subjaz em uma sociedade como a latino-americana, que começou a fazer a batalha contracultural a duras penas, mas que ainda continua desconfiando profundamente do “outro” e continua procurando pequenas tretas para tratar de reparar com astúcia popular o saque ao que continua sendo submetida de vez em quando pelos “suspeitos de sempre”.

Tradução: Liborio Júnior

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Brasil e Portugal devem firmar parcerias sobre trabalho de engenheiros e proteção de testemunhas

08.06.2013
Do portal da Agência Brasil
Por Gilberto Costa e Renata Giraldi

Lisboa e Brasília – A presidenta Dilma Rousseff e autoridades portuguesas deverão assinar pelo menos três acordos envolvendo o Brasil e Portugal. O impasse sobre a regularização da situação dos engenheiros portugueses que migram para o Brasil pode ser solucionado com o reconhecimento do diploma no Brasil. Há, ainda, um acordo sobre o uso do Porto de Cantanhede, na região de Coimbra (Portugal), e de proteção de testemunhas e condução de processos judiciários.

Os acordos deverão ser assinados no momento em que a presidenta agradece o apoio do governo de Portugal à eleição do embaixador brasileiro Roberto Carvalho de Azevêdo, de 53 anos, para a direção-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC). Portugal liderou um grupo de países europeus em favor da candidatura do brasileiro na disputa com o mexicano Herminio Blanco.

A escolha de Azevêdo, em maio, esbarrou em dificuldades impostas, principalmente por alguns países europeus. Mas a delegação de Portugal comandou uma campanha com mais 11 países em favor do brasileiro, o que o ajudou na eleição. O embaixador toma posse como diretor-geral da OMC em 1º de setembro.

Edição: Juliana Andrade
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Panair do Brasil: Na íntegra o documentário que conta a história da companhia de aviação brasileira assassinada pela ditadura

DAVIS SENA FILHO: Veja o que a Veja é

08.06.2013
Do blog Palavra Livre
Por Davis Sena Filho

Todo mundo sabe, até os ímpios, os brucutus, os perversos e os patifes, que a revista Veja, a Última Flor do Fáscio, é um pasquim de péssima qualidade editorial, e, por sê-lo, não é levado a sério, porque se fosse o povo brasileiro acreditaria nela, o que não é o caso, porque ninguém, a não ser a parte da classe média pequena Mussolini, a mesmíssima que, por meio do DNA, ainda usa vassouras janistas, realiza, de forma ridícula e total falta de senso, as marchas contra a “corrupção”, que reúnem meia dúzia de gatos pingados chamados pelas redes sociais, bem como se transformam, de maneira permanente, em viúvas de Carlos Lacerda, político de extrema direita, golpista e, lamentavelmente conhecido pela alcunha de Corvo.
A Veja, também conhecida como a revista porcaria, é um libelo fascista, esquizofrênico e que atualmente é administrada pelo filho do falecido Roberto Civita, homem que transformou o magnata Rupert Murdoch, o ex-dono do jornal extinto  News of the World, em um ser ingênuo, apesar de sua picaretagem e bandidagem, para publicar “escândalos” e destruir, literalmente, reputações por intermédio de escutas clandestinas, ameaças e chantagens de toda ordem, com o objetivo de se dar bem tanto no mercado publicitário, jornalístico e político.
Rupert Murdoch sofreu as consequências, pois seu pasquim fechou as portas, além de ter sido chamado às falas para explicar tamanha molecagem ao governo e parlamento inglês, realidade esta que nunca aconteceu com um dos Murdoch daqui, o empresário Roberto Civita, chefe do editor e capataz-mor, o bicheiro Carlinhos Cachoeira, que, para ter seus “negócios” concretizados, valeu-se de todo tipo de jogo baixo, a fim de derrubar ministros, o governador do DF, Agnelo Queiroz, bem como chantagear e ameaçar prefeitos, autoridades parlamentares e quem quer que seja, com a cooperação e fidelidade canina do senador cassado Demóstenes Torres, seu empregado de luxo e porta-voz no Senado, além de replicador das ameaças e dos interesses escusos de tal bicheiro, que encontrava, sem sombra de dúvida, cumplicidade nas páginas bestiais de Veja, a ter como seu “sócio” para tamanhas imundícies o jornalista Policarpo Jr., chefe do pasquim de caráter fascista em Brasília.
Esse exemplo sobre o mundo sombrio e lamacento de Veja é apenas um exemplo, porque esse pasquim à Mussolini é um atentado ao jornalismo, à democracia e à ordem constitucional. Há anos tal libelo comete toda sorte de ilegalidades, a ponto de se associar a um homem considerado criminoso conhecido nacionalmente por desestabilizar até o Governo Federal, com a queda de ministros acusados de corrupção.  Contudo, as acusações nunca foram comprovadas, bem como as autoridades nomeadas por uma presidenta constitucionalmente eleita pelo povo brasileiro até hoje “correm” atrás de justiça, a exemplo dos ex-ministros Carlos Lupi e Orlando Silva.
O pasquim Veja é uma vergonha para o jornalismo e para quem o exerce. Baseia-se, propositalmente, em um jornalismo meramente declaratório e em off, porque a intenção é criar uma atmosfera para derrubar o governo trabalhista de Dilma Rousseff, além de ter sido um atentado, volto a afirmar, à ordem democrática e institucional. Veja, por intermédio de seu jornalismo de esgoto, não tem, sobretudo, responsabilidade com a verdade dos fatos e acontecimentos, porque a realidade para a publicação da Abril não passa apenas de uma questão meramente prosaica, porque não importa, indubitavelmente, ao herdeiro do Civita e aos seus asseclas, que inundam as páginas da Última Flor do Fáscio com o jornalismo mais sujo e golpista que tive o desprazer de verificar e confirmar toda semana.
Agora a revista porcaria quer a prisão de José Dirceu, mas quando se trata do bicheiro Carlinhos Cachoeira e do editor Policarpo Jr, o semanário de péssima qualidade se cala. Estou citar apenas o escândalo do Cachoeira, mas são dezenas e dezenas de casos como esses, muitos deles que jamais vão chegar aos olhos e aos ouvidos do público, pois abafados e escondidos no armários cheio de esqueletos de tal pasquim.
Antes de tudo, os comparsas que escrevem na revista, que é uma máquina de moer reputações, deveriam pelo menos se olhar no espelho todo dia e, consequentemente, perceberem que são autores e responsáveis por um pasquim de extrema direita, que nunca vai ser punido, porque neste País publicações danosas e golpistas como a Veja são intocáveis e, por conseguinte, um atentado constante contra a democracia brasileira.
Veja não tem moral para exigir nada, muito menos do Poder Judiciário, apesar de ele ser composto por alguns juízes midiáticos e sedentos de fama, o que é uma desfaçatez, pois a função social do juiz é, evidentemente, de julgar calado e ciente de que está a tratar do destino e da vida de seres humanos que são réus e que, por seu turno, podem ser presos. Juiz bom é juiz calado, discreto e apolítico. Juiz em pleno exercício de suas funções só pode fazer política quando cidadão eleitor — nas urnas.  Veja é o que é. Como o escorpião é o que é: perigoso e venenoso. É isso aí. 
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DEM estrebucha na tevê

08.06.2013
Do BLOG DO MIRO, 07.06.13
Por Altamiro Borges

O DEM exibiu ontem (6) o seu programa partidário em rede nacional de rádio e tevê. Nos 10 minutos de duração da patética peça publicitária, os demos atacaram o governo Dilma, bajularam o ex-presidente FHC e tentaram vender a imagem de que legenda está cada vez mais forte e realiza ótimas gestões nas poucas prefeituras conquistadas em 2012. Um dia após o programa, porém, a mídia divulgou que a única governadora da sigla, Rosalba Ciarlini, deve mesmo se filiar ao PTB, abandonando o cortejo fúnebre dos demos rumo ao inferno – isto se o diabo permitir tão péssima companhia.

Capacho fiel do PSDB, o DEM até usou a mesma ladainha do programa tucano, exibido uma semana antes. “Ajudamos a combater a inflação e a modernizar a economia para o país crescer. O esforço deu certo. O Brasil voltou a gerar emprego, oportunidade e renda. Mas, agora, está quase parando”, afirmou o locutor – que simplesmente nada disse sobre os recordes de desemprego e o brutal arrocho salarial no reinado de FHC. O presidente nacional do DEM, senador Agripino Maia – do mesmo estado da governadora Rosalba Ciarlini – culpou o governo Dilma pelas atuais dificuldades na economia, repetindo o desgastado mantra neoliberal. “Temos um governo gastador”, esbravejou.

O programa indica que o partido da oligarquia ainda tenta resistir à extinção – que já é dada como certa por inúmeros analistas. A legenda estrebucha, mas não convence. A cada eleição, o DEM tornar-se ainda mais irrelevante no cenário político brasileiro. Perde governadores, prefeitos, senadores e deputados. Com a criação do PSD de Gilberto Kassab, a sigla sofreu um baque ainda mais violento. Agora, com a provável saída de Rosalba Ciarlini, a situação fica ainda mais complicada. Ela inclusive se recusou a participar do programa partidário de ontem. Quantos horários gratuitos de rádio e tevê o DEM ainda poderá usufruir?
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Operação Condor envenenou Neruda e Jango?

08.06.2013
Do blog ESQUERDOPATA, 
Por Dario Pignotti (@DarioPignotti), Carta Maior 

Latuff - Operaçao Condor



Faltam informações consistentes, até o momento, para responder de forma categórica a pergunta que dá título a esta matéria. Há, isso sim, indícios sobre a suposta participação de um agente da CIA, acusado dos atentados mais impactantes executados pela Operação Condor, no envenenamento que teria matado o poete Pablo Neruda doze dias depois do golpe de Estado de Augusto Pinochet, no Chile. “Estou tomando conhecimento por seu intermédio desta denúncia contra esse agente norte-americano que trabalhou na CIA (Michael Townley). Isso é importante para nós, pode ser útil para nossa investigação sobre a morte do presidente João Goulart, antes de fazer a exumação”, disse Nadine Borges, assessora da Comissão da Verdade, em conversa com a Carta Maior.

“Townley esteve envolvido em casos muito conhecidos da Condor. Se essa denúncia se confirmar, não podemos tirar nenhuma conclusão apressada, mas seria outro sinal de que membros dessa operação realmente utilizaram veneno como arma, o que nos traria um novo elemento para esclarecer o que aconteceu com João Goulart”, acrescentou Nadine Borges, que assessora “ad honorem” a coordenadora da Comissão da Verdade, Rosa Cardoso, e é integrante da Comissão da Verdade do Rio de Janeiro.

É bem conhecido – inclusive há trabalhos historiográficos a respeito – o apoio do ditador Emilio Garrastazu Médici ao golpe de Estado de Augusto Pinochet, em 11 de setembro de 1973. O jornal Folha de S.Paulo revelou meses atrás que seu sucessor, Ernesto Geisel, entregou milhões de dólares à ditadura chilena, na forma de crédito, para a compra de armas.

No dia 23 de setembro de 1973, doze dias depois da derrubada do presidente Salvador Allende, morreu o poeta Pablo Neruda, devido a um câncer de próstata, segundo a versão oficial que começou a ser posta em dúvida oficialmente em abril, quando a justiça chilena ordenou a abertura do caixão para que seus restos fossem estudados por vários peritos, inclusive da Cruz Vermelha Internacional, ante a suspeita de que foi intoxicado.

As suspeitas de envenenamento ganharam mais força essa semana quando o ex-chofer de Neruda, Manuel Anaya, declarou à agência italiana ANSA, que o possível responsável pela intoxicação foi o agente Michael Townley, que serviu a CIA estadunidense e a DINA, o organismo de inteligência política da ditadura chilena, criado por Manuel Contreras que adotou como um de seus modelos o SNI brasileiro, em cuja escola de repressores, a ESNI, estudaram possivelmente vários chilenos.

Se essa denúncia contra Townley se confirmar, ocorrerá um giro copernicano na rede terrorista multinacional Condor, ou pelo menos em um de seus capítulos ainda pouco explorados, o que trata da eliminação bioquímica de opositores no Chile e, supostamente, em vários países da região. Townley foi para a Condor o que Sergio Paranhos Fleury foi para a repressão no Brasil: um paradigma do serial killer a serviço da guerra sem fronteiras contra o comunismo real e o imaginado pelos generais sulamericanos. Foi ele que assassinou em 1975, em Washington, o ex-chanceler chileno Orlando Letelier, que participou, também em 1975, do atentado que feriu gravemente o vice-presidente chileno Bernardo Leighton, em Roma, e que, poucos meses antes, em 1974, executou em Buenos Aires o general Carlos Prats, exilado após a chegada de Pinochet ao poder.

A esse recorde terrorista se somaria o até agora não provado crime contra Pablo Neruda, de acordo com a declaração de seu assistente Araya, testemunha direta dos fatos. O motorista do automóvel do Prêmio Nobel de Literatura foi quem o levou até a Clínica Santa Maria, em Santiago do Chile, para tratar de uma estranha doença pouco antes de falecer no dia 23 de setembro de 1973.

Ainda que a verdade ou falsidade sobre a substância fatal que teria matado Neruda só será conhecida com a conclusão dos exames do cadáver, pode-se assinalar que a acusação contra Townley goza de verossimilhança dado os antecedentes criminais mencionados acima (atentados contra Letelier, Leighton e Prats). Além disso, ele trabalhou durante anos com o bioquímico Berríos, recrutado pela DINA chilena para desenvolver o mortífero gás Sarín e outros compostos destinados a eliminar inimigos da ditadura sem deixas rastros.

No prontuário “químico” de Townley está a execução com substâncias mortíferas de dois peruanos, que ele utilizou como cobaias para demonstrar a eficácia dos compostos elaborados em um laboratório que funcionava em sua casa no bairro Lo Curro, em Santiago do Chile, e estava subordinado à DINA. 

A informação levantada por jornalistas chilenos indicava que o centro de experimentação com armas químicas da DINA começou a funcionar em 1975, ou seja, dois anos depois da morte de Pablo Neruda, um dado a levar em conta já que reduziria a probabilidade de que o escritor tenha sido assassinado por agentes do estado.

Mas, assim como a morte de Pablo Neruda, ocorreu em 1973, antes de ter sido posto em marcha o Projeto Andrea, e isso pode conspirar contra a ideia de assassinato, há outro suposto magnicidio que ocorreu anos mais tarde, em 1982, quando morreu o ex-presidente Eduardo Frei Montalva, que segundo um juiz chileno foi vítima de um envenenamento durante uma internação precisamente na Clínica Santa Maria. O provável assassinato de Frei, em 1982, é um antecedente a ser levado em conta, quando se investiga o que ocorreu com João Goulart e seu estranho falecimento em 1976, que seus familiares atribuem a um envenenamento por meio da inclusão de fármacos contaminados junto aos remédios que tomava para uma enfermidade cardíaca.

Entre Frei e Goulart há semelhanças políticas: ambos eram, quando morreram, dirigentes políticos centristas com capacidade de reunir o respaldo de amplos setores, da esquerda à centro-direita, interessados em formar uma coalizão capaz de encurtar a transição democrática, que era o que menos queriam Pinochet e Geisel, o que permite suspeitar que ambos os ditadores tenham consentido ou instigado a eliminação desses opositores civis.

“Nestas investigações é preciso se mover com muito cuidado para evitar passos em falso”, recomenda Nadine Borges durante a entrevista com Carta Maior. Logo depois de fazer essa advertência, assinala que “diante das dúvidas e das provas que foram apagadas pelo tempo nós consideramos que o correto é não restar nenhuma dúvida e investigar. Por isso acreditamos que é preciso avançar o que for possível com as investigações sobre o que ocorreu com Neruda e Goulart, e buscar se há alguns paralelos, que me parecem podem existir, sem esquecer a informação que já se tem sobre Frei”.

No plano prático é útil incorporar a experiência acumulada no Chile, “por isso conversamos com peritos da Cruz Vermelha Internacional que estiveram como observadores nos trabalhos de abertura do caixão e primeiras manipulações com o corpo de Pablo Neruda; são informações importantes para nós que podem ser aplicadas no trabalho de exumação do presidente Goulart”.

Nadine Borges acompanhou a doutora Rosa Cardoso e outros membros da Comissão da Verdade ao Rio Grande do Sul, onde há uma semana receberam os citados especialistas da Cruz Vermelha junto com peritos da Argentina e do Uruguai, experimentados em trabalhos com corpos de vítimas das ditaduras dos seus países.

Para chegar à verdade sobre o passado, assinala Borges, deve-se trabalhar tanto com as ferramentas técnicas que aportam os especialistas forenses, como com a reconstrução histórica dos fatos. “Pode acontecer que o avançado estado de decomposição do corpo do presidente Goulart nos impeça de encontrar rastros que demonstrem que foi envenenado, mas mesmo assim vale a pena fazer a exumação porque o que estamos vendo com as suspeitas sobre Neruda é que o envenenamento pode ter sido uma arma empregada pela operação Condor em uma escala maior do que a que imaginávamos. Além disso, há vários elementos que nos indicam que o ex-presidente Eduardo frei também morreu por causa de um envenenamento”.


Tradução: Marco Aurélio Weissheimer

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SAÚDE DA MULHER: Não é normal sentir dor ao ir ao banheiro

08.06.2013
Do BLOG DA FOLHA
Por Eutalita Bezerra, da Folha de Pernambuco

Dificuldade em urinar é um dos sintomas de infecção urinária 
Peu Ricardo/Folha de Pernambuco
Contadora precisa tomar antibiótico após relações sexuais para evitar infecção
Ardor ao urinar e intervalos curtos entre uma micção e outra foram os sintomas que levaram a contadora Janaína Andrade ao médico. “Sempre diziam que era algo simples, provocado por bactérias ou algo assim. Só com mais investigação - já tinha há uns cinco anos - constatou que é uma infecção urinária póscoito”, relembra.


Para controlar, a contadora tem feito um tratamento profilático. “Tenho que tomar uma dosagem mínima de antibiótico após as relações sexuais, senão tenho infecção”, explica. Agora que está grávida, o cuidado é ainda maior. “Por ter reincidência, a questão da gravidez precisa ser acompanhada de perto. Faço uma cultura todo mês e fui ao uroginecologista, que é especializado no aparelho urinário feminino, e ele me indicou um remédio que grávidas podem usar. Ainda não tive infecção na gravidez, que é uma das causas de parto prematuro. A indicação dos médicos é para quando houver um sinal estranho, fazer imediatamente um exame de cultura”, conta.
Conforme o médico infectologista do Hospital Esperança, Moacir Jucá, a infecção do trato urinário (ITU) está entre as mais frequentes de causa bacteriana, figurando como a segunda mais comum na população em geral, predominando entre os adultos do sexo feminino. “A infecção urinária pode comprometer somente o trato urinário baixo, o que especifica o diagnóstico de cistite - quando atinge a bexiga-, ou afetar simultaneamente o trato urinário inferior e o superior, neste caso denominada pielonefrite - quando ataca os rins”, explica.
Segundo Moacir Jucá, a maior suscetibilidade à infecção no sexo feminino se deve às condições anatômicas, por conta da uretra mais curta e sua maior proximidade com vagina e com ânus. “Outros fatores que aumentam o risco de ITU nas mulheres incluem episódios prévios de cistite, o ato sexual, a gestação e o número de gestações, o diabetes e a higiene deficiente. No adulto do sexo masculino, favorecem à contaminação, o uso de sonda e a hiperplasia prostática - aumento da próstata”.
No paciente com cistite, de acordo com Moacir Jucá, os principais sintomas são ardor para urinar, dificuldade em prender o xixi, aumento no número de micções e diminuição do volume, aumento da urina durante a noite e dor na região da bexiga. “Febre, neste caso, não é comum. O aspecto do líquido pode também trazer informações importantes: turvo (pela presença de pus) ou avermelhado (pela presença de sangue), causada por cálculo ou pelo próprio processo inflamatório”, aponta. Já os casos de pielonefrite são habitualmente acompanhados por febre, geralmente superior a 38 graus, calafrios e de dor na região baixa das costas, uni ou bilateral. “Esta tríade febre, calafrios e dor lombar está presente na maioria dos quadros de pielonefrite”, afirma.
O especialista alerta, ainda, para o cuidado com o tratamento, que deve ser indicado pelo médico após confirmação diagnóstica. “Neste caso, somente o médico é quem poderá indicar a medicação correta e a duração do tratamento”, reforça.
SAIBA MAIS - Lactentes - Entre um mês e dois anos de vida - podem sofrer com infecção do trato urinário. De acordo com a Agência Nacional deVigilância Sanitária, a presença de um destes sintomas: febre, baixo ganho de peso, vômitos, diarreia, urina commau cheiro, dor abdominal, aparecimento de incontinência urinária em crianças que já tenham controle dos esfíncteres, sem causa reconhecida, pode indicar infecção urinária.
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MEGACIDADANIA: FALA Gurgel … quem são os SONEGADORES

08.06.2013
Do blog  MEGACIDADANIA, 07.06.13

sonegacao2
O Ministério Público divulgou com pompa e circunstância, em fins de 2011, o Balanço da Operação Nacional de Combate à Sonegação Fiscal.
O Ministério Público naquele momento listou 765 pessoas, 480 empresas e exatos R$ 1.488.828.320,70 como o valor objeto de denúncia de sonegação fiscal.  
Os crimes mais comuns contra a Ordem Tributária, previstos na Lei 8.137/90, são os de omissão de receitas e de informações e os de omissão de notas ou documentos fiscais que comprovem o recolhimento de tributos.
Para nosso espanto o portal do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais - CNPG* que havia divulgado a notícia em 2011, sumiu com a importante informação deste abominável crime de corrupção. O link era este http://www.cnpg.org.br/html/index.php?id_texto=18948
Conseguimos localizar a tabela informativa com o balanço da operação no portal do Ministério Público do RJ. O link é este http://p-web01.mp.rj.gov.br/Arquivos/Estilo_de_memorando.pdf
A pergunta crucial é por que os nomes das pessoas e empresas sonegadoras não são divulgados ? Afinal, sonegação também é corrupção.
Quem sabe o PGR Roberto Gurgel, possa nos esclarecer antes do término de seu mandato em 15 de agosto próximo.
* O Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG) é uma associação nacional, sem fins lucrativos, da qual fazem parte os Procuradores-Gerais de Justiça dos Ministérios Públicos dos Estados e da União. Foi criado em 9 de outubro de 1981.
Obs.: enviamos e-mail ao CNPG indagando acerca do sumiço da reportagem e até o fechamento desta matéria não obtivemos resposta.
Segue a mensagem que enviei ao Conselho Nacional de Procuradores-Gerais:
À Assessoria de Imprensa do CNPG  
Prezados,
Em fins de 2011 foi informado pelo portal oficial do CNPG o balanço da Operação Nacional de Combate à Sonegação Fiscal e que teve amplo destaque na mídia nacional.
Consultando recentemente o link onde se encontrava tal informação << http://www.cnpg.org.br/html/index.php?id_texto=18948 >> percebi que a matéria sumiu.
Para fins de informação que irei veicular hoje, dia 07/06 sexta-feira, no blog Megacidadania de minha responsabilidade, solicito especial gentileza, de informarem o quê ocorreu com a notícia no portal de vocês. E ainda, por que não foi divulgado naquela época os nomes das 765 pessoas, 480 empresas responsáveis pelos exatos R$ 1.488.828.320,70 como sendo o valor objeto de denúncia de sonegação fiscal naquela matéria que desapareceu.
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