sexta-feira, 7 de junho de 2013

RAIMUNDO RODRIGUES PEREIRA: “Precisamos de uma imprensa onde sejamos patrões de nós mesmos”

07.06.2013
Do portal OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA, 04.06.13
Por SJSP, na edição 749

Reproduzido do jornal Unidade nº 358 (maio/2013), do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo

O jornalista Raimundo Rodrigues Pereira tem 48 anos de profissão. Em sua bagagem jornalística constam a criação de dois dos mais importantes jornais de resistência à ditadura militar, o Opinião e o Movimento. Foi também editor das revistas Realidade e Veja. Hoje dirige a publicação Retrato do Brasil, que entre seus furos jornalísticos, mostra que há falhas no processo do chamado “Mensalão”. Esse ano, por todos estes trabalhos, será um dos homenageados do Prêmio Vladimir Herzog. O jornalista é o entrevistado deste mês do jornal Unidade.
A revista que você dirige, a Retrato do Brasil, deu um furo jornalístico ao mostrar que não houve desvio de dinheiro público no chamado mensalão. Mesmo assim, o trabalho jornalístico não mereceu a repercussão que uma novidade desta, em caso tão notório, mereceria. A que o sr. atribui o fato de a imprensa em geral e a Justiça em particular não terem dado ouvidos ao que a equipe da publicação conseguiu identificar de falhas no processo?
Raimundo Pereira –Não existe força política organizada suficiente para garantir um debate multilateral do caso do mensalão. Formou-se um grande consenso político para condenar os chamados mensaleiros. A oposição à direita ao governo do PT defende os métodos e a sentença pronunciada pelo STF. Na oposição situada à esquerda do governo, de um modo geral, prevalece a mesma posição. E nas forças políticas que compõem o governo são minoritárias as correntes que tentam promover um debate democrático do mensalão. Veja por exemplo que, até agora, a despeito de todo o trabalho que fizemos, não conseguimos ainda que a imprensa oficial, o rádio e a televisão públicos, cujo estatuto exige a apresentação de múltiplos pontos de vista sobre as questões relevantes, nos ouvisse para divulgar, com os meios que tem, que são expressivos, os fatos extremamente importantes que temos levantado.
O sr. considera que realmente existe uma ditadura midiática no Brasil que somente divulga o que interessa aos empresários da grande mídia. Qual a sua análise sobre a atuação dos jornalistas dentro dester contexto?
R.P. – É mais complicado que isso. A grande mídia mais conservadora tem um ponto de vista político claro e escolhe seus editores de forma a que eles orientem suas publicações dentro de determinados parâmetros que garantem a defesa desses pontos de vista. Mas as redações e os jornalistas têm certa autonomia dentro desses limites. Além do mais, há publicações com orientação política mais progressista do que essa grande mídia que também não deram importância ao nosso trabalho, nem estão apoiando nossa linha de investigação. Como já disse, a própria imprensa oficial não deu, até agora, importância aos fatos, extremamente graves, que relatamos.
Depois de ter passagens pela Veja e Realidade (duas publicações da editora Abril), o sr. foi um dos mais importantes nomes da chamada imprensa alternativa que ajudou a desmontar a ditadura militar brasileira. Como era fazer jornalismo nos anos da repressão e agora na democracia. Aliás, existe democracia hoje em dia em termos de meios de comunicação no Brasil?
R.P. – A grande diferença entre os dois períodos é a de que, antes, no campo político popular, em boa parte do tempo houve unidade no apoio à chamada mídia alternativa legal, cujo principal expoente nacional era o jornal Movimento formado por jornalistas progressistas e políticos do chamado grupo Autêntico do MDB. Deve-se notar, também, que O Estado de S. Paulo foi censurado durante parte do tempo da ditadura. No passado, o combate à ditadura foi feito por diferentes correntes políticas. Hoje, pode-se dizer, quando se fala em democracia, que é preciso qualificar esta palavra. Para mim, existe no país um regime de democracia burguesa, a democracia do grande capital: nela todos têm ampla liberdade para dizer e escrever o que pensam; mas poucos têm os recursos materiais para fazer um jornal como o Estadão ou a Folha, com capacidade para um trabalho diário de seleção e apresentação de fatos e comentários. E, do lado dos que estavam na oposição à ditadura pelos setores populares, não se criou uma cultura política suficiente para formar um governo que ampliasse a participação popular de forma a dar um passo adiante na qualidade da democracia sob a qual vivemos.
Poderia relatar em poucas palavras o que Retrato do Brasil descobriu em termos do chamado mensalão. Quais foram os documentos analisados pelos jornalistas de sua equipe. O que eles comprovam, exatamente?
R.P. – Estamos já há quase dois anos estudando o julgamento do mensalão. No segundo semestre de 2011 decidimos que o tema seria um dos grandes assuntos de 2012 e nosso editor, Armando Sartori, escalou a Lia Imanishi, nossa repórter, para estudar os documentos básicos do julgamento. Quando o julgamento começou, no segundo semestre do ano passado, estávamos o ACQ (Antônio Carlos Queiroz, nosso colaborador em Brasilia) e eu, estudando a intervenção da mídia, especialmente Veja, no mensalão. Na nossa diretoria, então com cinco pessoas, havia um intenso debate sobre a história, dada a diversidade de pontos de vista. Graças a isso fomos os primeiros a descobrir que Henrique Pizzolato, o petista que era diretor de Comunicação e Marketing do Banco do Brasil, e acusado de comandar um desvio de R$ 73,8 milhões da empresa para o esquema do mensalão, era inocente. Localizamos nos autos e estudamos preliminarmente os mais de cem apensos da auditoria feita sobre esses desvios. Mostramos que existiam e existem, é claro, amplíssimas provas de que o dinheiro não foi desviado mas, sim, aplicado efetivamente para a realização de serviços de promoção de vendas de cartões de bandeira Visa do banco. Para nós ruiu então a viga mestra do mensalão, a do desvio de dinheiro público para comprar deputados.
Qual a sua análise sobre a questão do marco regulatório da comunicação e sobre a posição que o Brasil tem em relação a outros países, como o Equador e a Argentina. O país está atrás destes países em relação à regulação os meios de comunicação?
R.P. – O governo Dilma Rousseff não quer saber de regulamentar as concessões públicas de rádio e televisão e o PT, há tempos, está acomodado na posição de achar que elegeu a presidente mas que ela tem todo o direito de ter uma posição contrária à sua nessa questão. Por outro lado, o PT sabe que, no atual Congresso, dificilmente teria condições de fazer passar uma legislação que force a regulamentação dessas concessões mesmo em termos que sejam apenas equivalentes aos de vários países capitalistas avançados que são vistos como modelo de democracia.
Por esse motivo, acho que, ao lado da luta política mais geral por uma lei que regulamente as concessões de rádio e televisão de forma a garantir um debate mais democrático das questões, deveríamos nos dedicar especialmente à construção de um movimento de unidade dos setores democrático-populares pela recriação de uma publicação nacional. Poderia ser, inicialmente, um semanário, com recursos e apoio político suficientes para ter peso na conjuntura política do País.

Qual a sua avaliação sobre a Comissão da Verdade que está sendo realizada no Brasil, já que as publicações que você trabalhou ou dirigiu tratavam exatamente de denúncias de assassinatos, torturas e maus tratos dos presos políticos brasileiros?
R.P. – Veja: nós não podíamos tratar dessas questões. Nem mesmo o Estadão podia, porque estava censurado. O que nos distinguia era o nosso caráter democrático-popular, o fato de cobrirmos as lutas camponesas, de denunciarmos o endividamento externo e a dependência do país, de propugnarmos por um outro tipo de combate a inflação. Quanto à Comissão da Verdade, acho que ela está fazendo um bom trabalho.
Recentemente, o jornal Unidade entrevistou o jurista Fábio Konder Comparato sobre a judicialização da censura. Na sua opinião, a Justiça age como um instrumento de censura no Brasil?
R.P.– Talvez sim, mas por um motivo que parece o oposto disso. Com frases como a de que a liberdade de imprensa não pode ter limites, muitos juízes defendem a atuação sem limites da grande imprensa burguesa, inclusive para caluniar pessoas e movimentos, através da divulgação escandalizada de detalhes irrelevantes de certos fatos.
Na sua avaliação, é mais difícil fazer jornalismo hoje em dia ou foi mais complicado durante a ditadura militar? Quais as diferenças que o sr. apontaria entre estes dois momentos em nossa profissão?
R.P. – A grande burguesia hoje é maior e mais concentrada em termos de poder econômico e está mais unida do que no passado do ponto de vista político. O patronato mudou e piorou, do ponto de vista político. Já tive patrões como o Fernando Gasparian, o único representante de entidade patronal cassado pela ditadura, um nacionalista e democrata. Por esse motivo é que acho que uma imprensa que seja de qualidade e na qual, de certo modo, sejamos patrões de nós mesmos, é uma tarefa do dia.
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IPCA e inflação de alimentos desaceleram

07.06.2013
Do portal da Revista CartaCapital, 
Por João Sicsú 

Gráfico IPCA
A variação do IPCA e do preço dos alimentos
A inflação, medida pela variação do IPCA, mostrou desaceleração no mês de maio. A inflação de maio foi de 0,31%, a de abril tinha sido 0,57%. Nos últimos meses, a inflação estava sendo pressionada pela alta dos preços dos alimentos. De forma consecutiva, a inflação dos alimentos superava a alta dos demais preços da economia. Em maio, a inflação de alimentos desacelerou em virtude da chegada de safras agrícolas recordes aos mercados. Contribuiu também para a queda a desoneração da cesta básica realizada em abril. Em maio, a alta dos preços dos alimentos foi de 0,31%, inferior a inflação medida pelo IPCA.
Para o mês de junho outro fator deve pressionar a inflação: é o reajuste dos transportes urbanos em grandes cidades brasileiras. Portanto, somente para o segundo semestre é esperado uma desaceleração consistente. É provável que a inflação do ano fique entre 5,5 e 6%.
O Banco Central e o governo estão atentos para manter a inflação sob controle. O Banco Central aumentou a taxa de juros básica da economia de 7,25 para 8% ao ano. Com esta política monetária o Banco Central deve estar tentando atuar sobre as expectativas inflacionárias – já que é sabido que juros mais elevados não podem, por exemplo, conter o preço do tomate ou as tarifas de ônibus.
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BLOG DO AMORAL NATO: Eu me importo, Joaquim Barbosa!

07.06.2013
Do BLOG DO AMORAL NATO

Sonhando com novas capas...
Questionado sobre a aprovação da criação de mais Tribunais Regionais Federais (TRF’s) Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), respondeu com um desdenhador “quem se importa?”. Mas não foi um simples “quem se importa?”, foi em inglês. Afinal, tudo que gringo é mais bacana, não é?

Barbosa parece não se importar muito com um monte de coisas. Com a liturgia do cargo que ocupa, com a autonomia entre os poderes da República, com o rigor constitucional de verdade sem falas e posturas justicialistas – como ele mesmo afirmou “a Constituição é o que o STF diz que é”. Ele parece não se importar com a relação promíscua que tem com setores da “grande imprensa”, pagando dos cofres do Supremo, viagens para que jornalistas façam sua assessoria nos jornalões.

Ele parece não se importar com a relação entre seus pares e desses com a sociedade em geral. Realmente, Joaquim Barbosa não dá a mínima importância para o que acontece ao seu redor, exceto se isso ou aquilo vai lhe render capas de salvador da pátria em pseudorrevista falida ou em programa televisivo dos domingos ou mesmo se a DC Comics, detentora dos direitos do Batman, vai fazer uma versão do herói com ele ao invés do Bruce Wayne. Será?

Nem adianta falar muito sobre as inúmeras coisas que Joaquim Barbosa não se importa, ele não se importa mesmo. O que ele gosta é de aparecer, de achincalhar jornalista, advogados, juízes de outras esferas e, até o STJ, ele o chamou de burocrático. Mas não se importou em deixar oito mil processos parados para o novo ministro do STF, Luís Roberto Barroso. Afinal de contas, com o quê o supremo presidente do Supremo tem que se importar? Deve pensar o “bat-ministro”.

Sobre essas e outras questões acerca do que não se importa Joaquim Barbosa, a resposta deve ser em espanhol. Já que El usou o idioma da “gringolândia”, usemos os de nossos irmãos latino-americanos: nosotros nos importamos!
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Luiz "Mata no Peito" Fux convida Merval Pereira para ensinar subserviência e golpismo ao STF

07.06.2013
Do blog ESQUERDOPATA, 
Por Brasil 247

Merval dará aula no STF a convite do ministro Fux

Não percam!Regente do espetáculo da Ação Penal 470, pautando o comportamento de alguns ministros e censurando o de outros em suas colunas, Merval Pereira poderá ensinar direito eleitoral diretamente na suprema corte; dia 24, em Brasília, colunista de O Globo será o único jornalista entre 36 convidados a falar em audiência pública sobre financiamento de campanhas políticas; organizador: juiz Luiz Fux; entre o presidente da CNBB, ex-ministros do Supremo e presidentes de partidos, Merval vai marcar posição conservadora; mais importante é entender porque só ele foi chamado; amiguinho, efeito fardão ou é porque é da Globo mesmo?

O colunista Merval Pereira, de O Globo, vai ter um privilégio concedido a poucos. A convite de seu amigo Luiz Fux, vai falar no Supremo Tribunal Federal, numa verdadeira aula aos seus membros, escolhido para tomar parte na qualidade de um dos representantes da sociedade civil na audiência pública sobre financiamento de campanhas eleitorais e partidos políticos. Não percam: dia 24, entre 16h00 e 16h15, em Brasília.

O que Merval vai dizer, as bem traçadas de seu pronunciamento no STF irão revelar. Importante, agora, é comemorar, para uns, e refletir, para outros. Afinal, ele é o único jornalista numa lista de 36 pessoas, entre as quais o presidente da CNBB, ex-ministros do STF, presidentes de partidos políticos e parlamentares. Imortal da Academia Brasileira de Letras, Merval é amigo pessoal de Fux, organizador do evento.
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BOMBA ! O VÍDEO QUE O PSDB PRECISA CENSURAR

07.06.2013
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

O dia em que o presidente FHC avisou que o Brasil tinha quebrado (de novo).

O Conversa Afiada reproduz vídeo enviado pelo amigo navegante SejaDitaVerdade:

Seja Dita Verdade (@SejaDitaVerdade)
O vídeo que o PSDB quer censurar: o dia em que FHC reconheceu o fracasso de seu governo e a quebra do Brasil. Triste. ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/2013/06/video-…


Clique na imagem e assista à reportagem


Brasília 13 de novembro de 1998

Prezado Sr. Camdessus

O memorando de política anexo descreve as políticas econômicas e objetivos do Governo do Brasil para o período 1998-2001 para apoio das quais o Governo solicita do Fundo uma quantia equivalente a SDR 13.025 (US$ 18.023.210) na forma de um acordo stand-by por um período de 36 meses. O Governo acredita que as referidas políticas promoverão o crescimento de longo prazo sustentável e eqüitativo da produção e do emprego em condições de baixa inflação e viabilidade externa particularmente no contexto de volatilidade que predomina nos mercados financeiros internacionais. As medidas vão aprimorar a eficiência na economia em geral e no setor público em particular além de contemplar as necessidades sociais prioritárias. O Governo permanece pronto para tomar medidas de política adicionais se necessário para assegurar a consecução destes objetivos.

O programa Brasil/FMI segue-se a um intenso diálogo desde inícios de outubro. O FMI já expressou seu apoio ao programa fiscal brasileiro para o triênio em dois comunicados conjuntos anteriores. O Brasil considera o programa com o Fundo como sendo essencialmente de natureza preventiva. O programa assistirá o País a enfrentar um período de profunda incerteza nos mercados financeiros internacionais.

Durante o período do acordo as autoridades brasileiras manterão estreitas relações com o Fundo bem como realizarão consultas sobre a adoção de medidas de política que poderão ser necessárias de acordo com as práticas existentes. Durante os próximos seis meses serão realizadas revisões do programa em conjunto com o Fundo antes do final de março de 1999 e fins de junho de 1999.

PEDRO SAMPAIO MALAN — Ministro da Fazenda do Brasil
GUSTAVO H.B.FRANCO — Presidente do Banco Central do Brasil
MR. MICHEL CAMDESSUS — Managing Diretor Internacional Monetary Fund


(SEGUNDO ACORDO COM O FMI — 23.08.2001 — GOVERNO FHC) MINISTÉRIO DA FAZENDA/GABINETE DO MINISTRO 

Brasília 23 de agosto de 2001

Sr. Horst Köhler- Diretor Gerente Fundo Monetário Internacional

Prezado Sr. Köhler:

O memorando anexo descreve as políticas econômicas e os objetivos do Governo do Brasil para o restante de 2001 e para 2002 e em apoio às referidas políticas e objetivos o Governo solicita um Arranjo Stand-By junto ao Fundo para um período de 15 meses no valor de DES 12 144.4 milhões (equivalente a cerca de US$ 15 650 milhões). Ao mesmo tempo solicitamos o cancelamento do Arranjo Stand-By existente de 36 meses aprovado pelo Conselho de Administração em dezembro de 1998 e programado para expirar em 1º de dezembro de 2001.

O Governo acredita que as políticas descritas no memorando promoverão crescimento sustentável e equilibrado da produção e emprego a longo prazo com inflação baixa e viabilidade externa apesar do atual cenário de dificuldades. O Governo está pronto para tomar medidas adicionais conforme apropriadas para assegurar a consecução dos referidos objetivos.
Durante o período do arranjo as autoridades do Brasil manterão o habitual diálogo com o Fundo a respeito de tais políticas.

Pedro Sampaio Malan — Ministro da Fazenda do Brasil
Armínio Fraga Neto — Presidente do Banco Central do Brasil


(TERCEIRO ACORDO COM O FMI — 29.08.2002 -GOVERNO FHC)

Brasília, 29 de agosto de 2002

Exmo. Sr.Horst Köhler

Diretor-Geral do Fundo Monetário Internacional

Washington, DC 20431 — EUA

Senhor Diretor-Geral:
No Memorando de Política Econômica (MPE) anexo, descrevem-se as políticas e objetivos estabelecidos pelo Governo do Brasil para os meses restantes de 2002 e para 2003. Em apoio a essas políticas e objetivos, o Governo do Brasil vem solicitar um Acordo Stand-by com o Fundo, com prazo de 15 meses, no valor de DES 22 821 milhões, montante equivalente a cerca de US$ 30 bilhões, dos quais US$ 10 bilhões seriam desembolsados no âmbito do Programa de Financiamento de Reserva Suplementar. Ao mesmo tempo, solicitamos que seja cancelado o atual Acordo Stand-by do Brasil, de 15 meses de duração, aprovado pela Diretoria Executiva do Fundo, em 14 de setembro de 2001, cujo término está programado para 13 de dezembro de 2002. Em anexo, encaminhamos um Memorando Técnico de Entendimentos (MTE) que estabelece metas específicas (na forma de critérios de desempenho, metas indicativas e parâmetros estruturais) a serem cumpridas no âmbito do Acordo Stand-by. O objetivo do programa é diminuir as incertezas no campo externo e reduzir a preocupação quanto à orientação da política macroeconômica após a eleição presidencial, facilitando assim a transição para o governo que assumirá a administração federal a partir de 2003. Os candidatos que lideram as pesquisas de opinião já receberam explicações sobre os elementos fundamentais do programa e se comprometeram a apoiá-los……

Fonte: Governo Federal

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