quarta-feira, 5 de junho de 2013

MINISTRO TENDENCIOSO: Gilmar Mendes no partido da Marina?

05.06.13
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

Os amigos de Gilmar Mendes
O ministro Gilmar Mendes admitiu  ter pedido para que o senador Pedro Taques (PDT-MT), a ex-senadora Marina Silva e o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) façam sustentação oral contra o projeto que reduz o acesso de novos partidos ao dinheiro do Fundo Partidário e ao uso de TV (pago pelos cidadãos em geral). . O plenário do STF analisa hoje a liminar que paralisou a tramitação da proposta no Senado. A notinha está no painel da Folha
*****

BARBOSA INVESTIGA DANTAS. A BATATA ESTÁ ASSANDO !

05.06.2013
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

Barbosa tem um encontro marcado com Dantas: http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/08/16/quem-botava-dinheiro-no-valerioduto-dantas/

Conversa Afiada reproduz “reportagem” do infatigável Stanley Burburinho, a partir de importante revelação de Maria Inês Nassif, sobre o inquérito sigiloso de Joaquim Barbosa 

Quem será Stanley Burburinho ?

O nome de Daniel Dantas é mencionado no inquérito 2474 que corre sob segredo de justiça. 

A Maria Inês Nassif no texto: “Joaquim Barbosa e Antonio Fernando de Souza esconderam provas que poderiam mudar o julgamento do “mensalão”, cita o inquérito Inq 2474, que corre sob segredo de justiça. Fui até o site do STF e encontrei uma decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, que cita  Daniel Dantas. :

“Maria Inês Nassif

São Paulo – O então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, criaram em 2006 e mantiveram sob segredo de Justiça dois procedimentos judiciais paralelos à Ação Penal 470. Por esses dois outros procedimentos passaram parte das investigações do chamado caso do “Mensalão”. O inquérito sigiloso de número 2474 correu paralelamente ao processo do chamado Mensalão, que levou à condenação, pelo STF, de 38 dos 40 denunciados por envolvimento no caso, no final do ano passado, e continua em aberto. E desde 2006 corre na 12ª Vara de Justiça Federal, em Brasília, um processo contra o ex-gerente executivo do Banco do Brasil, Cláudio de Castro Vasconcelos, pelo exato mesmo crime pelo qual foi condenado no Supremo Tribunal Federal (STF) o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato.”

(…)

http://www.conversaafiada.com.br/politica/2013/06/03/barbosa-e-antonio-fernando-esconderam-provas/

Fui até o site do STF, procurei o inquérito 2474 e, realmente, está sob sigilo de justiça:


http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoAndamento.asp?numero=2474&classe=Inq&codigoClasse=0&origem=JUR&recurso=0&tipoJulgamento=M

Fui até a aba “Pesquisa de Jurisprudência” e encontrei, no item “Decisões Monocráticas”, entre outras, uma decisão do Ministro Joaquim Barbosa deferindo vista dos autos do inquérito, formulado pelo Senhor Daniel Valente Dantas. O texto diz que houve menção ao nome do peticionário (Daniel Dantas) Repare que Dantas reclama que houve vazamento do inquérito e Joaquim Barbosa manda apurar. Apuraram? 

“Encaminhe-se a a petição à Procuradoria-Geral da República, para que se manifeste, no prazo de 5 dias, sobre o pedido de “instauração de investigação criminal a fim de apurar a responsabilidade pelo vazamento do relatório do inquérito”, formulado pelo peticionário.”


http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=%28Inq%24%2ESCLA%2E+E+2474%2ENUME%2E%29&base=baseMonocraticas&url=http://tinyurl.com/a8gn585

Eu não sabia que Daniel Dantas é citado nesse inquérito que corre sob segredo de justiça. Por que o nome dele não apareceu no julgamento da AP470 (“mensalão”)? Por que esse inquérito corre sob segredo de justiça?
*****

APERTEM OS CINTOS - O PILOTO DO PIG (JOAQUIM BARBOSA) SUMIU !

05.06.2013
Do blog 007BONDeblog

Não ! Não se preocupe pensando que o Ministro Joaquim Barbosa foi sequestrado pelos integrantes daquele carro escuro que ronda a sua casa nos seus sonhos, ou pesadelos.

Simplesmente depois da apresentação dos embargos de declaração e dos futuros embargos infringentes, com o que neles está e estará contido, e com as 'preocupantes' probabilidades de que com eles, o resultado do julgamento da AÇÃO PENAL 470 sofra expressivas modificações, o Ministro Joaquim Barbosa e seu fiel escudeiro Gurgel, resolveram dar um tempo nos holofotes. Cessaram as declarações bombásticas,  cheias de ironias e provocações, algo inconcebível quando proferido por quem ocupa o cargo de presidente do STF e de PGR.

Pesaram nessa decisão de sair de mansinho pela porta dos fundos da MÍDIA, as graves acusações contra o PROCURADOR GERAL(e sua esposa,  sub-procuradora) e tudo o que de pedra vem sendo atirado no  STF e na JUSTIÇA como um todo. De JUÍZES corruptos que são punidos com aposentadoria compulsória, embolsando R$ 28 MIL por mês, às viagens das excelentíssimas senhoras (as patroas) dos ministros do STF, passagens que teriam sido pagas com dinheiro público. "DEMOCRÁTICO E TRANSPARENTE" que é, o STF simplesmente tirou as informações sobre o assunto do "AR".

Assim, a parceria do PIG com o BATMAN e o ROBIN acabou abalada. O PIG agora vai estudar, se e quando, reembarca na CAMPANHA de fazer do Ministro Joaquim Barbosa o SUPER BARBOSÃO. O pessoal anda preocupado com o fato de que o STF, Barbosa e Gurgel, tenham um telhado de vidro muito grande, fácil de ser arrebentado. 

Da mesma forma que a MÍDIA faz o "MOCINHO", ela o transforma em "BANDIDO", convém não esquecer o que aconteceu com Collor de Mello.
****

DIA D EM BRASÍLIA: BARROSO SOBE, GILMAR DESCE NO STF

05.06.2013
Do portal BRASIL247
*****

Flagrante: mulher é presa em padaria por racismo

05.06.2013
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 04.06.13

Seus neguinhos. Quando eu vier aqui você procura me tratar logo e bem, porque você é um negro se fazendo de coitadinho”. Mulher foi presa em flagrante por racismo

Uma mulher foi presa no último domingo (02), acusada de atos racistas contra funcionários de uma padaria na quadra 113 da Asa Sul, em Brasília. Segundo testemunhas, a mulher chegou ao balcão gritando e insultando os funcionários da padaria. Um atendente foi alvo direto dos insultos. Uma das clientes na fila de atendimento, a estudante Érika Silva de Almeida, resolveu filmar o corrido e ela foi denunciada à polícia.
racismo mulher presa brasília
Mulher é presa em flagrante por racismo em Brasília
Segundo informações da Polícia Civil, antes de começar a gritar, a mulher teria agredido uma funcionária. A estudante filmou tudo e depois os funcionários e clientes chamaram a polícia, e a mulher foi presa em flagrante. Na delegacia, ela confirmou o racismo e foi encaminhada para a carceragem do Departamento da Polícia Especializada e vai responder por racismo e lesão corporal.
A Polícia não informou por quanto tempo ela pode ficar presa, caso seja condenada, mas a lei 9459/97 estabelece que o racismo é crime inafiançável e imprescritível. A pena pode ser a reclusão de até cinco anos e multa.

Discussão

Segundo a assessoria da padaria, durante a discussão, a mulher disse à vendedora que já havia trabalhado com negros e que sabia que eles eram “acostumados a roubar”. “Você é um negro se fazendo de coitadinho”, disse a mulher a um dos funcionários. Outros atendentes tentaram falar com a mulher, mas ela continuou gritando e ofendendo os atendentes. “Seus neguinhos. Quando eu vier aqui você procura me tratar logo e bem, porque você é um negro se fazendo de coitadinho”, disse ela.
Leia também
Segundo as testemunhas, a confusão teria começado porque a mulher discordou do preço do suco que tomou na padaria e ela acusou a funcionária de roubo. “Ah, que gracinha, ela está aqui sem a lista de preço. Ela queria me roubar. Eu vou nessa. A negra queria me roubar, eles querem me roubar”, disse.

Outro caso

A jovem Marina Serafim dos Reis aguarda há mais de um ano decisão da justiça, após ter sido vítima de racismo no seu local de trabalho, em abril do ano passado. Ela foi agredida verbalmente por um psiquiatra, que tentou furar a fila da sessão de cinema de um shopping na Asa Norte. Heverton Octacílio de Campos Menezes chegou atrasado à sessão e se recusou a esperar sua vez para ser atendido na fila do cinema. Entre outras agressões, ele teria dito que Marina deveria morar na África para cuidar de orangotangos.
O médico foi indiciado por racismo em 2 de maio de 2012 e a defesa pediu absolvição, alegando que ele teve sua condição de idoso desrespeitada, pois não lhe foi dado o direito de atendimento preferencial na bilheteria do cinema. Segundo o advogado, é previsto em lei que, nesses casos em que a ofensa é uma resposta a outra, o juiz não aplicaria pena.
Ao analisar os argumentos da defesa, o juiz da 2ª Vara Criminal afirmou não ver “qualquer das hipóteses” que autorizem a absolvição do psiquiatra. O juiz afirmou ainda que o psiquiatra “caso entenda que foi vítima de alguma conduta ilícita, deverá fazer o registro de uma ocorrência policial, ou ainda, representar ao Ministério Público para que investigue o caso. Heverton já tinha outras passagens pela polícia. De 1994 a 2009 foram registradas nove ocorrências contra Menezes.
O processo criminal ao qual o médico responde por atacar a atendente do cinema está na fase de alegações finais. A defesa da jovem aguarda ainda o início da fase de instrução do processo cível do pedido de indenização por danos morais.
Com Câmara em Pauta e TV Record
******

Cacique: ‘Justiça não vê nosso lado, pensa que somos animais’

05.06.2013
Do blog VI O MUNDO, 04.06.13
Por  Karina Vilas Bôas*, da FETEMS, recomendado por Sérgio Souza Júnior 

Mais de 13 anos de luta. Estudo antropológico confirma que, de fato, as terras são dos terena

A outra face da história: Indígenas relatam o terrorismo que estão vivendo no conflito da fazenda Buriti, em Sidrolândia, mS 

Nos últimos dias, o Brasil parou e voltou os seus olhos para Mato Grosso do Sul, por causa do conflito entre indígenas e forças policiais na fazenda Buriti, município de Sidrolândia. Muito se noticiou a respeito, mas poucos veículos de imprensa realmente retrataram a dor e o terrorismo que os terena estão vivenciando.

Por isso os movimentos sociais se uniram e tiveram a ideia de lançar a “outra face da história”. Após conseguirmos colher vários materiais, estamos retratando um pouco dessa grande história de luta pela terra em um Estado latifundiário, onde a concentração de riqueza nas mãos de poucos faz com que a desigualdade seja cada vez maior.

A fazenda Buriti está em área reivindicada pelos índios em um processo que se arrasta há 13 anos. A terra indígena Buriti foi reconhecida em 2010 pelo Ministério da Justiça como de posse permanente dos índios da etnia terena. A área de 17,2 mil hectares foi delimitada, e a portaria foi publicada no Diário Oficial da União.

Mas até hoje a Presidência da República não fez a homologação. O relatório de identificação da área foi aprovado em 2001 pela presidência da Funai (Fundação Nacional do Índio), mas decisões judiciais suspenderam o curso do procedimento demarcatório.

Nessa sexta-feira (31), um dia após o confronto com a Polícia Federal e Militar, o clima na área das 9 aldeias em Sidrolândia era de muita tensão,aviões sobrevoando a área o tempo todo, avisos de que as forças policiais poderiam retornar. Essa é a realidade que está sendo vivida por cerca de 3.800 indígenas.

Os terenas resolveram voltar para as terras da fazenda Buriti e continuar a luta pelos seus direitos, principalmente por causa do assassinato brutal de Oziel Gabriel, 35 anos, que levou um tiro no estômago e das 28 pessoas que ficaram feridas.

Detalhe importante: o indígena guerreiro, como Oziel é chamado pela comunidade, foi morto fora da terra invadida, onde estava acontecendo o confronto propriamente dito. Ele foi assassinado em terra homologada, o que mostra claramente que a tentativa de reintegração foi desastrosa.

As entrevistas dessa reportagem foram concedidas na aldeia 10 de maio, que fica ao lado da fazenda Buriti, onde se encontram as mulheres e crianças dos guerreiros que permanecem na área de conflito. Também é o local das reuniões das lideranças indígenas com a comunidade.

Os relatos deixam claro que a “tentativa” de retomada de posse da fazenda Buriti foi um desastre. Todos os indígenas contam a mesma história, sem mudar uma vírgula. “A polícia chegou e foi uma verdadeira guerra. Eles chegaram atirando, descendo bala, com muito gás lacrimogêneo e violência. Não teve diálogo, eles nem conversaram”, afirma um dos caciques que está com medo de se identificar, pois foi uma das lideranças presas no dia do confronto.

Segundo o cacique, Genilson Samuel, a luta continua, pois após 13 anos eles não tinham outra saída. “Essa luta nós decidimos que não vai parar, o sangue que correu aqui nessas terras, a vida que eles levaram do nosso irmão está doendo, não vai sarar, ficou para sempre no nosso coração, não há justiça que tire essa dor, tá sangrando por dentro. A Justiça não vê o nosso lado, pensa que somos animais, nós temos direito a terra, está comprovada que é nossa e vamos continuar lutando por ela”, afirma.

Para o indígena, Alberto Terena, a situação é de muita revolta. “Nós estamos em busca do direito do povo, eu luto e dou minha vida por este direito, nós estamos sendo massacrados, temos a carta declaratória que comprova que a terra é realmente nossa, nessa questão parece que o Estado brasileiro não que nos enxergar. Nós estamos pedindo um pedacinho da grandeza desse nosso país, tem espaço para todos neste Brasil, inclusive para o agronegócio, o que queremos é nosso por direito e vamos continuar lutando, resistindo. É o nosso povo que precisa continuar a sua história pelas novas gerações, nós queremos o nosso território demarcado”, disse.

O cacique, Basílio Jorge, que foi machucado no confronto, denuncia que o poder público os trata como animais, bichos e que não têm respeito. O indígena assassinado, Oziel Gabriel, era sobrinho de Basílio. ”Eu cheguei à área da retomada no momento da guerra, já estava pipocando a coisa. Nossos parentes disseram que o delegado desceu do carro e já foi metendo bala. Não teve diálogo, não teve conversa. Não procuraram saber se íamos sair ou não. Após uma hora e pouco de tensão, recebemos a notícia do outro grupo que meu sobrinho tinha recebido um tiro no estômago e isso é muito triste”, declara.

Já a professora terena, Amélia Firmino, relatou o seu sentimento como mulher e mãe, que está fazendo de tudo para proteger as crianças e os anciões dos conflitos. “Nós estamos sofrendo muito, tem muita dor, é uma ferida que se abriu e não vai cicatrizar. A perda desse irmão não é uma derrota, ele não foi morto em vão, nós vamos, em sua memória continuar a nossa luta pelos nossos direitos e estamos aqui, na aldeia 10 de maio, ao lado da fazenda Buriti, protegendo as nossas crianças e os nossos anciões, para que eles não sofram tanto com este conflito ”, ressalta.

Karina Vilas Bôas é assessora de Comunicação da FETEMS (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) 

Leia também:

*****

OPOSIÇÃO SEM RUMO: DEM QUER TIRAR DO CARGO O VICE-GOVERNADOR DE GOIÁS

05.06.2013
Do portal BRASIL 247

*****

Brasil é o quarto país entre os que mais concentram construções sustentáveis

05.06.2013
Do portal da Agência Brasil
Por Carolina Gonçalves

Brasília – No ano em que a luta contra o desperdício ganhou o topo da agenda ambiental internacional, o mercado brasileiro busca mais um degrau no ranking mundial de construções sustentáveis. Hoje, o Brasil ocupa o quarto lugar entre os países que mais concentram edificações feitas a partir de critérios ambientalmente adequados. Os Estados Unidos reúnem o maior número de empreendimentos em análise, seguidos pela China e pelos Emirados Árabes Unidos.
Mais de 720 projetos brasileiros aguardavam a certificação internacional, conferida pela organização não governamental internacional chamada Green Building Council (GBC), responsável por estimular as construções verdes no mundo. Pelo menos 99 edificações no país detêm o selo. A expectativa do governo e da indústria de construção é chegar a 900 projetos para análise da organização até o final do ano.

Caso consiga atingir a meta, o Brasil ocupará a terceira posição na lista dos países com mais edificações ambientalmente projetadas.  A construção civil é responsável por alto consumo de recursos naturais e utiliza energia em larga escala, de acordo com números do Conselho Internacional da Construção. Mais de 50% dos resíduos sólidos gerados por atividades humanas são oriundos do setor.

"O conceito de construção sustentável está amadurecendo e se consolidando dentro da cadeia produtiva da construção civil”, avaliou Wagner Soares, gerente de Meio Ambiente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).
Para alcançar esse status, engenheiros e arquitetos precisam observar uma série de pré-requisitos e medidas, como a redução do consumo de energia e a prioridade às condições de luminosidade natural e de lâmpadas de baixo consumo, além do uso de aparelhos eletrodomésticos mais econômicos (indicados pelo selo Procel).

“A reforma ainda é um tanto complicada e o custo ainda não é muito baixo. Você tem um aumento de 15%, em média, do custo da construção quando trabalha com sustentabilidade e isso coloca em risco o valor do investimento”, destacou Soares. Pelas contas do GBC Brasil, esse gasto, que já foi 30% superior ao de obras convencionais, pode significar uma diferença de até 5%.
Wagner Soares destacou que existe uma tendência de diminuição dos gastos ao longo do tempo. A expectativa é que as pessoas adotem, cada vez mais, sistemas ambientalmente sustentáveis. Soares ponderou que o maior investimento ainda impede que esses projetos representem uma realidade frequente no país.

  
O governo federal, por sua vez, desenvolve ações para estimular programas ambientalmente sustentáveis. O Ministério do Meio Ambiente disponibiliza cursos pela internet sobre procedimentos que podem ser adotados para adequar prédios públicos a esses sistemas de sustentabilidade.
O programa habitacional  Minha Casa, Minha Vida começou há dois anos, com a obrigatoriedade do uso de energia solar em todos os novos empreendimentos destinados às famílias com renda máxima de três salários mínimos. A etapa incluiu 2 milhões de residências, das quais 1,2 milhão para famílias com renda máxima de três salários mínimos.

Técnicos do governo  informaram que existem diversas linhas de financiamento para beneficiar esses projetos. Procuradas pela Agência Brasil, as principais instituições financeiras públicas – Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) - não apontaram qualquer crédito criado especificamente para essa finalidade. Os projetos podem ser beneficiados por linhas de crédito que já existiam.A Caixa Econômica Federal não deu informações sobre o assunto.
Edição: Marcos Chagas
******

TÂNIA PASSOS: Carros cercam praças do Recife

05.06.2013
Do BLOG MOBILIDADE URBANA, 04.06.13
Por Tânia Passos

Foto - Tânia Passos DP/D.A.Press
Praças são espaços de integração das pessoas. Pelo menos deveriam ser. Nem sempre é o que acontece no Recife. Mais do que locais voltados para os pedestres, as praças da cidade têm se transformado em pontos de estacionamento legalizados pelo município. Em algumas, o acesso das pessoas ao espaço público fica limitado. Pelos dados da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) quatro praças no Centro dispõem de Zona Azul. A relação do órgão não cita, por exemplo, a Dom Vital, no bairro de São José, em frente ao mercado.
O Diario visitou esse espaço e também as praças do Arsenal e da República para verificar a relação delas com a população. Em comum, o fato de serem cercadas pelos automóveis. Apesar do desconforto que a situação provoca, o pedestre segue sem muita reclamação e parece desconhecer que esses locais deveriam ser seus por excelência. Já os urbanistas criticam a opção preferencial pelo carro em um território que existe para ser, essencialmente, das pessoas.
Pedestres sem espaço
Localizada em uma área histórica de São José, em frente ao mercado e servindo praticamente de largo da Igreja da Penha, a Praça Dom Vital é cercada de automóveis. Os estacionamentos permitidos fazem um “L” ao redor do logradouro. Além de ser um espaço de integração, a praça também é ponto de passagem de quem circula entre o comércio da Rua das Calçadas e o mercado. Sem falar na feirinha de frutas e verduras e do comércio ambulante. O espaço fervilha de pessoas e carros.
Em meio a uma área de grande movimentação, o pedestre é obrigado a passar espremido entre os veículos. A turismóloga Bruna Feitosa, 24 anos, já havia observado a tendência da cidade em disponibilizar espaço para os carros até mesmo nas praças. “Em outras praças da cidade, essa mesma cena se repete. O pedestre tem cada vez menos espaço”, reclamou.
Praça do Arsenal - Foto - Tânia Passos DP/D.A.Press
Um “arsenal” de veículos
Em um dos pontos mais turísticos do Recife, a Praça do Arsenal tem estacionamentos com aval do município. As vagas no entorno são disputadas. A maioria dos empreendimentos localizados em áreas históricas não dispõe de estacionamento próprio e a praça e as ruas acabam sendo as opções. Depois de estacionar o carro, a funcionária pública Claudileide Vieira, 49 anos, admitiu que a presença do veículo atrapalha a mobilidade e estraga a beleza do lugar. “Não deveria ser um lugar para os carros. Prejudica o visual, tira a privacidade para as conversas e afeta a circulação”, enumerou. Para a professora do Laboratório de Paisagismo da UFPE, Ana Rita de Sá Carneiro, os carros são uma séria barreira. “É importante ter a visualização da praça. Até por uma questão de segurança, pois fica difícil para o pedestre perceber a calçada, principalmente o deficiente físico”, criticou.
Praça da República - FFoto - Tânia Passos DP/D.A.Press
República tomada
A Praça da República, entre o Palácio do Governo e o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), é um dos maiores símbolos do Centro. A sua origem remonta a 1639, quando Maurício de Nassau iniciou o plantio de um parque. É considerada o primeiro jardim renascencista das Américas. Mas hoje é, principalmente, um espaço para estacionamento. Entre os dois lados da praça, uma via ficou segregada para os carros, que fazem fila no entorno aguardando a vez. A urbanista Virgínia Pontual, professora do Departamento de Pós-graduação de Arquitetura da UFPE, fala sobre os prejuízos dessa opção para a cidade. “Os carros funcionam como cerca e algumas praças já têm até grades. Quem precisa de um lugar para estacionar deve pagar por isso. Esse espaço deve ser devolvido às pessoas”, reforçou. O Diario tentou falar sobre as praças com a presidente da CTTU, Taciana Ferreira, mas não obteve retorno

****

BLOG MOBILIDADE URBANA: Homem sobe no capô do carro que parou na faixa de pedestre

05.06.2013
Do BLOG MOBILIDADE URBANA, 04.06.13
Por Tânia Passos

Um homem demonstrou bastante ousadia e causou o maior “climão” com o motorista de um veículo que parou em cima de uma faixa de pedestre na Rússia. Um vídeo publicado no YouTube mostra o momento em que o rapaz sobe no capô do carro, com toda tranquilidade, para atravessar a via. Ele ainda é aplaudido por uma mulher que também passa pelo local.
Quem não gostou nem um pouco da atitude do pedestre foi o motorista, que desceu do veículo para iniciar uma discussão. Ninguém sabe como tudo terminou porque o condutor que filmava a movimentação precisou acelerar quando o sinal abriu.
*****
Fonte:http://blogs.diariodepernambuco.com.br/mobilidadeurbana/2013/06/homem-sobe-no-capo-do-carro-que-parou-na-faixa-de-pedestre/

Um relato sobre os protestos na Turquia

05.06.2013
Do blog ALDEIA GAULESA
O que acontece em Istambul?
Para meus amigos que moram fora da Turquia:
Escrevo para que você saiba o que aconteceu em Istambul nos últimos cinco dias. Eu, pessoalmente, tenho que escrever isso, porque grande parte da mídia está sob controle do governo e o boca a boca e a internet são as únicas maneiras possíveis para nos explicar e pedir apoio.
Quatro dias atrás, um grupo de pessoas, a maioria sem representa nenhuma organização ou ideologia específica, se reuniu no parque Gezi , em Istambul. Entre eles, havia muitos dos meus amigos e alunos. A razão era simples: protestar contra a iminente demolição do parque por causa da construção de mais um shopping no centro da cidade. Existem inúmeros shoppings centers em Istambul, pelo menos um em cada bairro! A demolição das árvores deveria começar no início da manhã de quinta-feira. As pessoas foram para o parque com seus cobertores, livros e crianças. Fincaram suas tendas e passaram a noite sob as árvores. No início da manhã, quando os tratores começaram a derrubar as árvores centenárias, eles se levantaram para interromper a operação.
Eles não fizeram nada que não fosse apenas ficar em pé na frente das máquinas.
Nenhum jornal, nenhum canal de televisão estava lá para relatar o protesto. Foi um verdadeiro apagão midiático.
Mas a polícia chegou com spray de pimenta e seus veículos de canhões de água. Multidões foram perseguidas dentro e fora do parque.
À noite, o número de manifestantes se multiplicou. Assim como o número de forças policiais ao redor do parque. Enquanto isso, o governo local de Istambul fechou todos os caminhos que levam à praça Taksim, onde o Gezi Park está localizado. O metrô foi fechado, as balsas foram canceladas, estradas foram bloqueadas.
No entanto, mais e mais pessoas fizeram o seu caminho até o centro da cidade a pé.
Eles vieram de toda Istambul. Eram pessoas de todas as origens, diferentes ideologias, diferentes religiões. Todos se reuniram para impedir a demolição de algo maior do que o parque: o direito de viver como cidadãos honrados deste país.
Eles se reuniram e marcharam. A polícia perseguiu-os com spray de pimenta e bombas de gás lacrimogêneo e dirigiu seus tanques sobre as pessoas que antes até ofereciam comida a alguns policiais. Dois jovens foram atropelados pelos panzers e foram mortos. Outra jovem, minha amiga, foi atingida na cabeça por uma das bombas de gás lacrimogêneo. A polícia atirava diretamente contra a multidão. Após uma cirurgia de três horas ela ainda está na Unidade de Terapia Intensiva e em estado muito crítico. Enquanto escrevo isto, ainda não temos notícias se ela sobreviverá. Este blog é dedicado a ela.
Estas pessoas são minhas amigas. São meus alunos, meus parentes. Eles não têm uma "agenda escondida", como o estado gosta de justificar. Sua agenda está lá fora. É muito claro. O país inteiro está sendo vendido pelo governo para grandes corporações, que estão construindo shoppings, condomínios de luxo, estradas, barragens e usinas nucleares. O governo está procurando (e criando quando necessário) qualquer desculpa para atacar a Síria, contra a vontade de seu povo.
Acima de tudo isso, o controle governamental sobre a vida pessoal de seu povo vem se tornando insuportável. O Estado impôs novas leis sob sua agenda conservadora, como uma nova regulamentação sobre o aborto, parto por cesariana, venda e uso de álcool e até mesmo a cor do batom usado pelas aeromoças.
As pessoas que estão marchando para o centro de Istambul estão exigindo seu direito de viver livremente e receber justiça, proteção e respeito do Estado. Eles exigem estar envolvidos nos processos de tomada de decisão sobre a cidade em que vivem.
Ao contrário, o que receberam foi uma força excessiva e enormes quantidades de gás lacrimogêneo disparado em linha reta em seus rostos. Três pessoas perderam seus olhos.
No entanto, eles ainda marcham. Novas centenas de milhares se juntam aos protestos. Mais de 2 mil cruzaram a Ponte do Bósforo a pé para apoiar o povo de Taksim.
Nenhum jornal ou canal de TV estava lá para relatar os acontecimentos. Eles estavam ocupados com a transmissão de notícias sobre a miss Turquia e "o gato mais estranho do mundo".
A polícia continuou perseguindo as pessoas e pulverizando spray de pimenta. A tal ponto que alguns cães e gatos vadios foram envenenados e mortos.
Escolas, hospitais e até hotéis 5 estrelas em todo Praça Taksim abriram suas portas para os feridos. Os médicos encheram as salas de aula e quartos de hotel para prestar os primeiros socorros. Alguns policiais se recusaram a pulverizar pessoas inocentes com gás lacrimogêneo e abandonaram seus empregos. Ao redor da praça, colocaram aparelhos para evitar conexão com a internet, redes 3G foram bloqueados. Moradores e empresas da região, ofereceram suas redes sem fio gratuitas para as pessoas nas ruas. Restaurantes ofereceram água e comida de graça.
Pessoas em Ankara e Izmir se reuniram nas ruas para apoiar a resistência em Istambul.
A grande mídia continuou mostrando a senhorita Turquia e "o gato mais estranha do mundo".
Estou escrevendo esta carta para que você saiba o que está acontecendo em Istambul. Os meios de comunicação não lhe dirão nada do que realmente acontece. Não no meu país, pelo menos. Por favor, poste na internet ,o quanto possível, os artigos que descrevem a nossa situação, espalhem as nossas palavras.
Quando eu estava postando artigos que explicam o que está acontecendo em Istambul em minha página do Facebook, na noite passada, alguém me perguntou o seguinte:
"O que você está esperando ganhar reclamando sobre o nosso país aos estrangeiros?
Este blog é a minha resposta para ela.
Por "reclamar" de meu país, espero ganhar:
Liberdade de expressão e discurso,
Respeito pelos direitos humanos,
O controle sobre as decisões que tomamos em relação ao nosso corpo,
O direito de me reunir legalmente em qualquer parte da cidade sem ser considerado um terrorista.
Mas acima de tudo por espalhar a palavra a vocês, meus amigos que vivem em outras partes do mundo, eu estou esperando obter o seu conhecimento, apoio e ajuda!
Por favor, espalhe a palavra deste blog.
Obrigado!
*****

A luta contra a ditadura midiática

TERROR DO NORDESTE: Jarbas Vasconcelos não tem moral para criticar os outros

05.06.2013
Do blog TERROR DO NORDESTE, 
Por Luís Manuel Domingues*

Jarbas Vasconcelos andou, no dia de hoje, criticando Dilma por ter chamado de criminosos aqueles que espalharam boatos sobre a extinção do Bolsa Família.  Jarbas sugeriu que o PT criasse a Bolsa Óleo de Peroba, e que  muitos escândalos do PT terminaram "jogados para debaixo do tapete vermelho e cheio de estrelas".Ora, não vejo nenhuma autoridade moral em Jarbas para criticar quem quer que seja.Primeiro, Jarbas nem devia ter se metido na questão relacionada ao Bolsa Família  já que ele disse à Veja que o mencionado programa "é o maior programa de compra de voto do mundo".Em segundo lugar, Jarbas Vasconcelos também não tem autoridade moral para falar em escândalos. já que, conforme mostrado aqui no blog, esse escroque declarou à Receita Federal bens(móveis e imóveis, carros) muito aquém do seu patrimônio, Jarbas Vasconcelos, além de senador, é aposentado da Assembleia Legislativa de Pernambuco sem nunca ter dado um dia de trabalho.Jarbas Vasconcelos, conforme inquérito da Polícia Federal, recebeu R$ 510 mil reais da Construtora Camargo Correa.Então, que moral tem Jarbas Vasconcelos para cobrar honestidade dos outros? Nenhuma!

Sobre Jarbas, o professsor Luis Miguel Domingues disse tudo.Confira.

Jarbas Vasconcelos, o Soberbo: a conversão do senador em escravocrata e vampiro da saúde pública

O Senador Jarbas Vasconcelos é mais bem acabada metamorfose ambulante da política brasileira nas últimas duas décadas. Transitou de político que se insinuava com espectro de esquerda para condição de falangista da seara mais carcomida da direita e do reacionarismo político brasileiro. Basta lembrar as espúrias alianças que realizou para chegar ao poder e dilapidação pública e a oferta desgarrada dos bens públicos feitas para as hostes privadas e terceirizadas durante os seus oito anos de governo em Pernambuco.

No entanto, foi agora, como Senador, que Jarbas Vasconcelos revelou a sua mais encardida e encarniçada faceta como homo novus da associação dos optimates da resistência oligarquia brasileira. Uma faceta de que vai de escravocrata a vampiro.Mas como? Mas porque? Alguns perguntariam e gostariam de saber. Então vamos aos fatos e as apreciações que deles podemos fazer. Primeiramente, porque o Senador Jarbas Vasconcelos hoje se revela um escravocrata? Para responder a esta pergunta basta relembrar um fato recente e a postura do Senador em relação ao mesmo. Trata-se da reação senatorial de Jarbas Vasconcelos em relação aos trabalhos desenvolvidos pela Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Principalmente, quando esta Secretaria, através dos auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (TEM), fiscalizaram as condições de trabalho e intervieram na fazenda Pagrisa, voltada para a lavoura da cana-de-açúcar e localizada em Ulianópolis (PA), e lá libertaram 1.064 trabalhadores que trabalhavam na condição de escravos.

A reação do Senador Jarbas Vasconcelos foi a de se associar a Senadora Kátia Abreu (DEM-TO) para desqualificar a operação de libertação de escravos, proferir ameaças aos trabalhos realizados pelos fiscais do trabalho, solicitar a abertura de um inquérito na Polícia Federal para verificar os procedimentos adotados pelos fiscais do trabalho na Pagrisa, tecer loas a administração desta empresa e produzir a quimera de que a mesma tratava de forma civilizada a comunidade de trabalhadores rurais. Contudo, todo este exercício de mistificação foi desmontado pelas imagens que rodaram as telinhas quentes dos canais de TV, mostrando, para quem quisesse ver, que os trabalhadores da Pagrisa tinham condições de trabalho similares ou piores as de muitos escravos das senzalas do Brasil escravista.

O Senador Jarbas Vasconcelos não se fez de rogado em integrar a Comissão Temporária Externa do Senado Federal, articulada pela Senadora Kátia Abreu (DEM-TO), e visitar a Pagrisa e lá, perante a imprensa de plantão da mídia nativa oligárquica, verter mistificações capciosas e jactâncias retóricas para inabilitar o trabalho dos auditores fiscais do MTE. Comportou-se como um senhor escravocrata prestando solidariedade e ofertando serviços a outros senhores escravocratas. Em momento algum, Jarbas Vasconcelos expressou qualquer indignação, por menor que fosse, em relação às condições de trabalho dos 1.064 trabalhadores que viviam e trabalhavam como escravos na fazenda Pagrisa e, muito menos, procurou se inteirar da violência e das ameaças perpetradas por fazendeiros contra os auditores fiscais do trabalho, que inclusive já haviam produzido a chacina de três auditores e um motorista do MTE, no dia 28 de janeiro de 2004, em Unaí (MG), durante uma fiscalização de rotina.

Jarbas Vasconcelos abraçou, isto sim, a causa da Senadora Kátia Abreu (DEM-TO), uma velha conhecida no Tocantis por ser a maior opositora ao combate do trabalho escravo contemporâneo na região e que já havia se destacado, quando deputada federal, pela defesa encarniçada dos produtores rurais flagrados cometendo esse tipo de crime e pela sua luta contra a aprovação de leis que contribuiriam para a erradicação do trabalho escravo contemporâneo.

Ao Senador Jarbas Vasconcelos, juntaram-se, na Comissão Temporária Externa do Senado Federal, figuras do calibre de um Romeu Tuma (PTB-SP), o xerife do DOPS e da Polícia Federal durante a Ditadura Militar, o Sr. Flexa Ribeiro (PSDB-PA), o lobista-mor dos empresários e latifundiários do Pará e o Cícero Lucena (PSDB-PB), o homem que conhece como ninguém o desvio de verbas na Paraíba. Este último Senador, é bom destacar, foi preso durante a Operação Confraria, da Polícia Federal, em 2005, quando era secretário de Planejamento e Gestão do Estado da Paraíba, e responde a dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal por crimes contra a administração pública. Eis portanto a facção a quem o Senador Jarbas Vasconcelos se associou para exercer a sua índole escravocrata.

Agora, após a votação no Senado Federal para aprovação ou não da CPMF, o Senador Jarbas Vasconcelos revela a sua faceta de vampiro, como aquele que suga os recursos destinados a saúde pública no Brasil, impedindo-a de se reestruturar e avançar na oferta de serviços públicos de saúde mais condizentes e de qualidade para a população brasileira. Pois ao votar contra CPMF, o Jarbas Vasconcelos, junto a outros a quem se associou para este fim, inclusive todos aqueles que com ele integraram a famigerada Comissão Temporária Externa do Senado Federal em defesa da Pagrisa, procuraram criar obstáculos e instituir meios para impedir a execução de políticas públicas capazes de resolverem os problemas sociais e econômicos da grande maioria da população brasileira.

Mas, o desleixo para com a saúde pública, a assistência médica pública e os serviços de medicina preventiva não é uma marca nova no perfil político do Senador Jarbas Vasconcelos. Basta, para os mais atentos, observar a depredação dos hospitais e serviços de saúde, a pauperização das condições de trabalho na saúde pública e a negligencia premeditada para com a medicina preventiva que o ex-governador perpetrou em Pernambuco durante os seus oito anos de governo (1999 a 2006). Foi neste período que o sistema de saúde pública de Pernambuco praticamente entrou em colapso, enquanto o sistema de saúde privado crescia incomensuravelmente a custa de generosos incentivos e subsídios do governo estadual, constituindo, dessa forma, no terceiro maior pólo médico do país e do qual o ex-governador tanto se orgulha. Além disto, é bom lembrar a proliferação de planos de saúde de toda ordem no Estado de Pernambuco e a omissão do governo estadual à época para as falcatruas e manobras lesivas desses planos para com os seus clientes. A título de exemplo, basta lembrar o caso da ADMED, no qual o ex-governador se fez de cego e mudo para o que ocorria.

Ou seja, o Senador Jarbas Vasconcelos votou contra CPMF para continuar a viabilizar a expansão do sistema de saúde privado em detrimento do sistema de saúde público e para que cada vez mais as empresas de planos de saúde possam ocupar o lugar do SUS, transformando a demanda por serviços de saúde e a medicina em mais um produto de mercado regulado pela lei do quem pode pagar para ter e pelo controle oligopolista que impõe preços e condições orientados pela suas perspectivas de lucros.

A postura política do atual Senador Jarbas Vasconcelos poderia muito bem ser explicada a partir de uma palavra que o Senador tanto gosta de usar quando dirige críticas aos governos Lula e aos que a este governo se aliam. A palavra no caso é soberba, utilizada inclusive durante o discurso do Senador na noite de 12 de dezembro de 2007, quando do seu discurso na sessão do Senado Federal para aprovação ou não da CPMF e em entrevistas posteriores a mesma. É mesma palavra que a oligarquia patrícia, na Roma Antiga, utilizava para qualificar os reis, tribunos, cônsules, legisladores e magistrados que propunham reformas políticas, sociais e econômicas para melhorar a situação econômica e social dos plebeus em Roma e, por tabela, retirar e/ou alterar os privilégios dos patrícios.

Desta forma, os patrícios qualificaram Tarquino de “Soberbo” por este querer promover uma integração dos plebeus a comunidade política de Roma. Na mesma toada, séculos depois, os patrícios voltaram a qualificar de soberbos os irmãos Graco por querem repartir com os sem terras da época as terras públicas apropriadas ilegalmente pelos patrícios e, no último século da República Romana, os optimates, partido político composto por todos aqueles patrícios incumbidos de promover uma resistência oligárquica as reformas sociais e econômicas em benefício do povo romano, classificaram todos e qualquer líder político que se insurgia contra os seus privilégios de soberbo.

Nestes termos, a soberba proferida pelo Senador Jarbas Vasconcelos tem o mesmo significado dado pela oligarquia romana: a desqualificação dos que propõe reformas políticas, sociais e econômicas para melhorar a situação econômica e social dos brasileiros e retirar e/ou alterar os privilégios dos oligarcas das terras do Brasil.Só isto explica o trajeto de Jarbas Vasconcelos para a condição de escravocrata e vampiro. Só isto nos esclarece a sua condição de homo novus da oligarquia brasileira. Só isto elucida a razão pela qual podemos denominar Jarbas Vasconcelos de o “Soberbo”, aquele que se acha grandioso, sublime, magnífico e que se acha mais elevado que os outros.

Avé Senador Jarbas Vasconcelos, o Soberbo.

*Luís Manuel Domingues é Historiador, com Doutorado pela UFPE e lecionando no Ensino Superior na área de História Antiga e Contemporânea
*****