segunda-feira, 3 de junho de 2013

A Blindagem do Candidato do PIG a suceder Dilma

03.06.2013
Do blog DoLaDeLá, 29.05.13

Um vídeo esclarecedor sobre como a mídia constrói mitos a partir da distorção de noticiário internacional, e manipulação do noticiário, para criar a falsa ideia de que o candidato não não deve. Aécio deve. E muito. Que o diga sua irmã...

O documentário "censurado" do estudante está aqui.

A nota da Mônica Bérgamo esclarece o caso envolvendo o perfil Dilma Bolada.


A dica foi do Chico Fireman, do Filmes do Chico.

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Fonte:http://maureliomello.blogspot.com.br/2013/05/a-blindagem-do-candidato-do-pig-suceder.html

AÉCIO NEVER é conhecido no mundo inteiro!!!! O vídeo abaixo explica o porquê!

03.06.2013
Do blog ONI PRESENTE, 30.05.13

AÉCIO NEVER é conhecido no mundo inteiro!!!! O vídeo abaixo explica o porquê!
Vídeo que mostra como o PSDB vem usando SPAM e perfis falsos para alterar o ranking de vídeos críticos a Aécio Neves em ferramentas de busca".

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Fonte:http://blogdoonipresente.blogspot.com.br/2013/05/aecio-never-e-conhecido-no-mundo.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+blogspot/jENg+(Oni+Presente)

Ratos Começam a Abandonar o Tucanic: DEM, no Rio, mostra ceticismo com Aécio

03.06.2013
Do BLOG AMORAL NATO


Cesar Maia dá “nota 5” para o programa tucano na TV

Sem o DEM, candidatura do PSDB torna-se mais difícil
O PSDB recebeu hoje uma crítica forte de um de seus aliados mais tradicionais, o DEM. A seção fluminense do Democratas, comandada pelo ex-prefeito do Rio Cesar Maia, não gostou da propaganda na TV e no rádio do pré-candidato tucano a presidente, o senador mineiro Aécio Neves.
Em seu boletim diário via e-mail, o chamado “ex-Blog”, Cesar Maia escreve que o “programa do PSDB/Aécio na TV não entusiasmou!”(assim mesmo, com uma exclamação no final da frase).
É necessário registrar que Aécio entrou em terreno minado no Rio ao contratar os marqueteiros Renato Pereira e Chico Mendez. A dupla trabalha para o governador fluminense, Sérgio Cabral (PMDB), aliado do governo federal do PT e arquirrival de Cesar Maia.
Para Maia, o programa fica “sem atrair eleitor C, D e E, sem intensificar a imagem/nome de seu candidato e âncora do programa, senador Aécio Neves”.
“Outra falha foi o excesso de tempo em alguns “blocos”. Por exemplo, as artesãs de arranjos florais apresentadas como exemplo de empreendedorismo e culminando com uma ida a Londres (?!). Certamente não falou para o publico D e E”, escreve Maia.
“Nota 5 para o publicitário e menor ainda para a equipe que fez a revisão política do roteiro”, conclui o ex-prefeito Cesar Maia.
A seguir, a íntegra de seu comentário:
“O PROGRAMA DO PSDB/AÉCIO NA TV NÃO ENTUSIASMOU!”
“1. Com novo publicitário, que havia feito as duas últimas eleições do PMDB-RJ-RIO, o PSDB apresentou, na quinta-feira (30), um programa bem feito, mas sem despertar entusiasmo, sem atrair eleitor C, D e E, sem intensificar a imagem/nome de seu candidato e âncora do programa, senador Aécio Neves.
“2. O pior talvez tenha sido a repetição do mesmo roteiro que usou no Rio. Candidato no carro, na janela, mesmo plano, mesma dinâmica e mesmas frases óbvias. Clichê esse, aliás, que vem sendo usado e abusado há anos, o que leva o eleitor/ telespectador a achar que é mesmice.
“3. Outra falha foi o excesso de tempo em alguns “blocos”. Por exemplo, as artesãs de arranjos florais apresentadas como exemplo de empreendedorismo e culminando com uma ida a Londres (?!). Certamente não falou para o publico D e E.  Isso reduz o tempo de exposição do candidato e agrega nada. Melhor seria esse exemplo em área e cenário carente.
“4. Os demais “blocos” trataram, sem pedagogia, da boa herança de FHC, inflação, asfalto, produtor rural, uma artificial sala de aula em BH e os 9 anos de ensino fundamental desde 2004 (que, aliás, a prefeitura do Rio já tem desde 2000).
“5. Duas ausências temáticas são justificadas, embora sejam as duas principais prioridades em pesquisas nacionais: Segurança e Saúde. Justificadas pelos problemas locais que o PSDB enfrenta. Uma não justificada: a questão do emprego, talvez pelos números de ocupação que o IBGE divulga. O emprego precário está “quicando” e não foi usado.
“6. E uma –o carro chefe do ex-governador de Minas, o choque de gestão. Não se entende por que não produziu uma diferenciação fácil com Dilma. Poderia ter sido usada em 2 tempos no discurso de encerramento na convenção com um corte discreto.
“7. Nota 5 para o publicitário e menor ainda para a equipe que fez a revisão política do roteiro”.
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Só a elite ainda é escravocrata

03.06.2013
Do BLOG DO SARAIVA
Por Tijolaço 



Por Fernando Brito

Estadão divulga hoje, com certo ar de surpresa, os dados de uma pesquisa Ibope mostrando que a emenda constitucional que deu aos empregados domésticos os mesmos direitos de todos os trabalhadores tem o apoio de 91% dos brasileiros.

E não podia ser diferente, pois isso equivaleria a perguntar se alguém é contra ou a favor da escravidão.

Mas não se iluda, tem gente que é.

Há dois anos apenas, o Tijolaço reproduziu trechos de uma deprimente matéria do mesmo Estadão  sobre dondocas paulistanas que tinham formado um tal “Grupo Anti-Terrorismo de Babás”, destinado a “se proteger da “petulância” das funcionárias, dar dicas sobre o que fazer em caso de “abuso de direitos” e ainda trocar ideias sobre cabeleireiros, temporadas de esqui em Aspen e veraneios em condomínios do litoral norte”.

Lamentavelmente, estas senhoras não foram processadas, porque o Ministério Público está muito ocupado com política e o nosso Ministério da Justiça lembra aquela piada do tempo da ditadura, quando um adido militar brasileiro espantou-se com a presença de oficiais da Marinha boliviana e perguntou-lhes como tinham Ministério da Marinha se não tinham mar. E a resposta foi: mas vocês não têm Ministério da Justiça no Brasil?

Felizmente essa elite escravocrata é uma minoria muito, mas muito mais reduzida que a própria minoria que possui empregada doméstica mensalista no Brasil: apenas 4% das famílias, segundo o Ibope.

E mesmo essas tem de ser ajudadas a manter, com simplicidade e correção, aquelas trabalhadoras em condições dignas e respeitosas. O portal lançado hoje pela Previdência Social vai simplificar a vida dos empregadores domésticos no controle de suas obrigações e as do empregado.

O resto, sobretudo o terrorismo da mídia sobre uma explosão de  desemprego entre as domésticas e a ruína dos seus empregadores, era balela.

Ou se suas cabeças colonizadas preferem exemplos norte-americanos,  algo como fazem os confederados no filme Lincoln, de Spielberg, quando se recusam a aceitar a abolição da escravatura argumentando que isso arruinaria sua economia.

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Caixa Federal desmente mais uma idiotice da Veja

03.06.2013
Do blog ESQUERDOPATA
Por Adriane Velloso

Patrocínio estatal

Em relação à reportagem "O golpe do patrocínio" (8 de maio), a Caixa Econômica Federal reitera que não recebeu nenhuma proposta para o patrocínio ao Carnaval de Londrina e para o Instituto Nijmeh. Portanto, diferentemente do que foi publicado, a Caixa, quando procurada pela reportagem, esclareceu que não possuía nenhum patrocínio a esse instituto, e em momento algum informou que "não repassará os recursos" ao patrocínio, até mesmo porque não houve recebimento de proposta.

Gerente nacional da assessoria de imprensa da Caixa Brasília. DF
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O “Mau Dia Brasil” e os seus maus conceitos

03.06.2013
Do blog Palavra Livre, 02.06.13
Por Davis Sena Filho 

O que sai da boca deles é o que pensam os Marinho. Mas é preciso se esforçar tanto?
Eu fico a lamentar e jamais surpreso quando tenho o desprazer de assistir ao jornal “global” e matutino conhecido como “Bom Dia Brasil”, que deveria se chamar “Mau Dia Brasil”. Os jornalistas Chico Pinheiro, Renata Vasconcellos, Miriam Leitão, Renato Machado, Carla Vilhena, Alexandre Garcia e Zileide Silva se dedicam a praticar a postura oposicionista de seus patrões Marinho contra o Governo Federal administrado pelos trabalhistas, bem como se esmeram para fazer caras e bocas, que talvez nem atores profissionais e consagrados conseguissem performances tão “perfeitas” na arte de representar.
Esses jornalistas, uns por ideologia, como o direitista Alexandre Garcia, e outros simplesmente para garantir o emprego e o status social conquistado, a exemplo dos restantes já citados, vivem em um mundo à parte e coberto por uma redoma de cristal. Seu eu estiver enganado, não tenho como não fazer tais afirmativas, pois, acredito, é o que eles passam para o telespectador mais atento e por isso mais difícil de ter a cabeça feita pelos jornais de mercado, que, indubitavelmente, são os porta-vozes da direita escravagista brasileira, assim como dos banqueiros e dos trustes e governos internacionais.
A luta desses jornais e jornalistas de direita contra o desenvolvimento, a soberania do Brasil e as conquistas do povo brasileiro são de uma mesquinhez e perversidade, que não lhes permitem se orientar sobre os fatos e os momentos históricos pelos quais o Brasil e seu povo estão a vivenciar há quase 11 anos, o que, sobremaneira, é confirmado pelos números e índices econômicos gigantescos, além da sensação de bem-estar social e da crença em dias melhores por parte da população. Realidades inegáveis, até mesmo para os jornalistas que, diuturnamente, mostram, nos meios de comunicação, um Brasil derrotado, negativo, fracassado, incompetente e que não tem condições de ser o senhor de seu destino.
São pessoas que elaboram ou editam um jornalismo, sobretudo, direcionado para a classe média tradicional e, inegavelmente, para os ricos, que, intolerantes, preconceituosos e dominados que são pelos seus DNA colonizados e complexados, não aceitam que o Brasil se torne, definitivamente, um País desenvolvido e proprietário de seus interesses políticos, geográficos e econômicos. É a história a ser escrita pelo povo brasileiro e a tentativa de as “elites” alienígenas e por isto entreguistas de reescrevê-la conforme os meios que lhes são intrínsecos às suas verves: a mentira, a manipulação, a confusão e, se necessário for, o conflito a ter como essência a violência pura e simples, a exemplo do golpe civil-militar de 1964.
O “Mau Dia Brasil” é um jornal televisivo, que reflete e exemplifica toda a imprensa burguesa em geral. A imprensa racista, sectária, classista e irreversivelmente golpista. A imprensa de mercado, corporativa, que se preocupa somente e antes de tudo com os seus negócios privados. Por isto e por causa disto, temos um jornalismo que não condiz com a realidade que vivemos e muito menos retrata a competência e o dinamismo laboral do trabalhador brasileiro. É uma imprensa que confunde propositalmente o público com o privado, a opinião pública com a publicada, pois a sua verdade é a má-fé intelectual.
A imprensa de rapina e que aposta na divisão do País e na adesão da população aos seus interesses. Só que tal sistema midiático não tem programa de governo e projeto para o País. Não tem compromisso histórico com o nosso desenvolvimento, pois alienígena e totalmente voltado à edificação de uma sociedade individualista, sovina, consumista e, consequentemente, violenta. Vivemos a ditadura da imprensa, das mídias, último bastião das classes abastadas e das grandes corporações a ser superado para que o povo brasileiro possa, enfim, ter, de fato, uma democracia popular e não somente representativa, que inclua e acolha a todos, sem preconceitos de cor, classe e credo, e, por seu turno, transforme o Brasil em um País realmente desenvolvido e democrático. O “Mau Dia Brasil” tem de rever seus maus conceitos. É isso aí.
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Joaquim Barbosa e Antonio Fernando de Souza esconderam provas que poderiam mudar julgamento do “mensalão”

03.06.2013
Do portal GGN

Para Jornal GGN e Carta Maior
O então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, criaram em 2006 e mantiveram sob segredo de Justiça dois procedimentos judiciais paralelos à Ação Penal 470. Por esses dois outros procedimentos passaram parte das investigações do chamado caso do “Mensalão”. O inquérito sigiloso de número 2454 correu paralelamente ao processo do chamado Mensalão, que levou à condenação, pelo STF, de 38 dos 40 denunciados por envolvimento no caso, no final do ano passado, e continua em aberto. E desde 2006 corre na 12ª Vara de Justiça Federal, em Brasília, um processo contra o ex-gerente executivo do Banco do Brasil, Cláudio de Castro Vasconcelos, pelo exato mesmo crime pelo qual foi condenado no Supremo Tribunal Federal (STF) o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato.
Esses dois inquéritos receberam provas colhidas posteriormente ao oferecimento da denúncia ao STF contra os réus do mensalão pelo procurador Antônio Fernando, em 30 de março de 2006. Pelo menos uma delas, o Laudo de número 2828, do Instituto de Criminalística da Polícia Federal, teria o poder de inocentar Pizzolato.
O advogado do ex-diretor do BB, Marthius Sávio Cavalcante Lobato, todavia, apenas teve acesso ao inquérito que corre em primeira instância contra Vasconcelos no dia 29 de abril deste ano, isto é, há um mês e quase meio ano depois da condenação de seu cliente. E não mais tempo do que isso descobriu que existe o tal inquérito secreto, de número 2474, em andamento no STF, também relatado por Joaquim Barbosa, que ninguém sabe do que se trata – apenas que é um desmembramento da Ação Penal 470 –, mas que serviu para dar encaminhamento às provas que foram colhidas pela Polícia Federal depois da formalização da denúncia de Souza ao Supremo. Essas provas não puderam ser usadas a favor de nenhum dos condenados do mensalão.
Essa inusitada fórmula jurídica, segundo a qual foram selecionados 40 réus entre 126 apontados por uma Comissão Parlamentar de Inquérito e decidido a dedo para qual dos dois procedimentos judiciais (uma Ação Penal em curso, pública, e uma investigação sob sigilo) réus acusados do mesmo crime deveriam constar, foi definida por Barbosa, em entendimento com o procurador-geral da República da época, Antonio Fernando, conforme  documento obtido pelo advogado. Roberto Gurgel assumiu em julho de 2009, quando o procedimento secreto já existia.
A história do processo que ninguém viu
Em março de 2006, a CPMI dos Correios divulgou um relatório preliminar pedindo o indiciamento de 126 pessoas. Dez dias depois, em 30 de março de 2006, o procurador-geral da República, rápido no gatilho, já tinha se convencido da culpa de 40, número escolhido para relacionar o episódio à estória de Ali Baba. A base das duas acusações era desvio de dinheiro público (que era da bandeira Visa Internacional, mas foi considerado público, por uma licença jurídica não muito clara) do Fundo de Incentivo Visanet para o Partido dos Trabalhadores, que teria corrompido a sua base aliada com esse dinheiro. Era vital para essa tese, que transformava o dinheiro da Visa Internacional, aplicado em publicidade do BB e de mais 24 bancos entre 2001 e 2005, em dinheiro público, ter um petista no meio. Pizzolato era do PT e foi diretor de Marketing de 2003 a 2005.
Pizzolato assinou três notas técnicas com outro diretor e dois gerentes-executivos recomendando campanhas de publicidade e patrocínio (e deixou de assinar uma) e foi sozinho para a lista dos 40. Os outros três, que estavam no Banco do Brasil desde o governo anterior, não foram mencionados. A Procuradoria-Geral da República, todavia, encaminhou em agosto para a primeira instância de Brasília o caso do gerente-executivo de Publicidade, Cláudio de Castro Vasconcelos, que vinha do governo anterior, de Fernando Henrique Cardoso. O caso era o mesmo: supostas irregularidades no uso do Fundo de Incentivo Visanet pelo BB, no período de 2001 a 2005, que poderia ter favorecido a agência DNA, do empresário Marcos Valério. Um, Pizzolato, que era petista de carteirinha, respondeu no Supremo por uma decisão conjunta. Outro, Cláudio Gonçalves, responde na primeira instância porque o procurador considerou que ele não tinha foro privilegiado. Tratamento diferente para casos absolutamente iguais.
Barbosa decretou segredo de Justiça para o processo da primeira instância, que ficou lá, desconhecido de todos, até 31 de outubro do ano passado, quando a Folha de S. Paulo publicou uma matéria se referindo a isso (“Mensalão provoca a quebra de sigilo de ex-executivos do BB”). Faltavam poucos dias para a definição da pena dos condenados, entre eles Pizzolato, e seu advogado dependia de Barbosa para que o juiz da 12ª Vara desse acesso aos autos do processo, já que foi o ministro do STF que decretou o sigilo.
O relator da AP 470 interrompera o julgamento para ir à Alemanha, para tratamento de saúde. Na sua ausência, o requerimento do advogado teria que ser analisado pelo revisor da ação, Ricardo Lewandowiski. Barbosa não deixou. Por telefone, deu ordens à sua assessoria que analisaria o pedido quando voltasse.
Quando voltou, Barbosa não respondeu ao pedido. Continuou o julgamento. No dia 21 de novembro, Pizzolato recebeu a pena, sem que seu advogado conseguisse ter acesso ao processo que, pelo simples fato de existir, provava que o ex-diretor do BB não tomou decisões sozinho – e essa, afinal, foi a base da argumentação de todo o processo de mensalão (um petista dentro de um banco público desvia dinheiro para suprir um esquema de compra de votos no Congresso feito pelo seu partido).
No dia 17 de dezembro, quando o STF fazia as últimas reuniões do julgamento para decidir a pena dos condenados, Barbosa foi obrigado a dar ciência ao plenário de um agravo regimental do advogado de Pizzolato. No meio da sessão, anunciou “pequenos problemas a resolver” e mencionou um “agravo regimental do réu Henrique Pizzolato que já resolvemos”. No final da sessão, voltou ao assunto, informando que decidira sozinho indeferir o pedido, já que “ele (Pizzolato) pediu vistas a um processo que não tramita no Supremo”.
O único ministro que parece ter entendido que o assunto não era tão banal quanto falava Barbosa foi Marco Aurélio Mello.
Mello: “O incidente [que motivou o agravo] diz respeito a que processo? Ao revelador da Ação Penal nº 470?”
Barbosa: “Não”.
Mello: “É um processo que ainda está em curso, é isso?”
Barbosa: “São desdobramentos desta Ação Penal. Há inúmeros procedimentos em curso.”
Mello: “Pois é, mas teríamos que apregoar esse outro processo que ainda está em curso, porque o julgamento da Ação Penal nº 470 está praticamente encerrado, não é?”
Barbosa: “É, eu acredito que isso deve ser tido como motivação...”
Mello: “Receio que a inserção dessa decisão no julgamento da Ação Penal nº 470 acabe motivando a interposição de embargos declaratórios.”
Barbosa: “Pois é. Mas enfim, eu estou indeferindo.”
Segue-se uma tentativa de Marco Aurélio de obter mais informações sobre o processo, e de prevenir o ministro Barbosa que ele abria brechas para embargos futuros, se o tema fosse relacionado. Barbosa reitera sempre com um “indeferi”, “neguei”. (Veja sessão emhttp://www.youtube.com/watch?v=p8i6IIHFQP8&list=PLE4D1CD8C85A97629&index=1)
O agravo foi negado monocraticamente por Barbosa, sob o argumento de que quem deveria abrir o sigilo de justiça era o juiz da 12ª Vara. O advogado apenas consegui vistas ao processo no DF no dia 29 de abril do mês passado.
Um inquérito que ninguém viu
O processo da 12ª Vara, no entanto, não é um mero desdobramento da Ação Penal 470, nem o único. O procurador-geral Antonio Fernando fez a denúncia do caso do Mensalão ao STF em 30 de março de 2006. Em 9 de outubro daquele ano, em uma petição ao relator do caso, solicitou a Barbosa a abertura de outro procedimento, além do inquérito original (o 2245, que virou a AP 470), para dar vazão aos documentos que ainda estavam sendo produzidos por uma investigação que não havia terminado (Souza fez as denúncias, portanto, sem que as investigações de todo o caso tivessem sido concluídas; a Polícia Federal e outros órgãos do governo continuavam a produzir provas).
O ofício é uma prova da existência do inquérito 2474, o procedimento paralelo criado por Barbosa que foi criado em outubro de 2006, imediatamente ganhou sigilo de justiça e ficou sob a responsabilidade do mesmo relator Joaquim Barbosa.
Diz o procurador na petição: “Por ter conseguido formar juízo sobre a autoria e materialidade de diversos fatos penalmente ilícitos, objeto do inquérito 2245, já oferecia a denúncia contra os respectivos autores”, mas, informa Souza, como a investigação continuar, os documentos que elas geram têm sido anexados ao processo já em andamento, o que poderia dar margens à invalidação dos “atos investigatórios posteriores”. E aí sugere: “Assim requeiro, com a maior brevidade, que novos documentos sejam autuados em separado, como inquérito (...) ”.
Barbosa defere o pedido nos seguintes termos: “em relação aos fatos não constantes da denúncia oferecida, defiro o pedido para que os documentos sejam autuados em separado, como inquérito. Por razões de ordem prática, gerar confusão.”
No inquérito paralelo, o de número 2474, foram desovados todos os resultados da investigação conduzida depois disso. Nenhum condenado no processo chamado Mensalão teve acesso a provas produzidas pela Polícia Federal ou por outros órgãos do governo depois da criação desse inquérito porque todas todos esses documentos foram enviados para um inquérito mantido todo o tempo em segredo pelo Supremo Tribunal Federal.
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Maracanã goleia a revista Veja

03.06.2013
Do BLOG DO MIRO
Por Altamiro Borges

Com o seu crônico complexo de vira-lata e a sua oposição doentia ao governo "lulopetista", a revista Veja apostou todas as suas fichas no fiasco do Brasil na realização de importantes competições esportivas - Copa das Confederações, Copa de Mundo e Olimpíadas. Na edição de maio de 2011, o panfletinho da famiglia Civita prognosticou que os estádios não ficariam prontos no prazo. O Maracanã, segundo os agourentos, só teria a sua obra concluída em 2038! Neste domingo, o histórico estádio sediou o jogo Brasil e Inglaterra. A partida terminou empatada, mas a revista Veja levou uma goleada e foi novamente desmoralizada.

Segundo destacou no título o jornal Lance desta segunda-feira, "confortável, Maracanã passa no teste dos torcedores, mas com ressalvas". Segundo a reportagem, "os 66 mil torcedores que foram ao Maracanã neste domingo para o amistoso entre Brasil e Inglaterra puderam ter um gostinho de como será o estádio na era pós-Copa. Organização, limpeza e assentos marcados e confortáveis devem ser a tônica a partir de agora". É certo que ainda há muitos problemas. Várias denúncias foram feitas sobre irregularidades nas obras, inclusive com o excessivo gasto de recursos públicos. O jogo de ontem também não foi lá estas coisas. Mesmo assim, não custa tirar um sarrinho da Veja, a desmoralizada revista que joga contra o Brasil!

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Morre Benedito Oliveira, o idoso negro espancado por neonazistas

03.06.2013
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO

Apesar da gravidade do crime, a Polícia enquadrou o caso como lesão corporal grave, o enquadramento mais benéfico, e não como tentativa de homicídio. Agressores disseram que “negros têm que morrer mesmo”

Benedito Oliveira Santana, 71 anos, o guardador de carros atacado por neonazistas na madrugada de 06 de abril, em Rio Claro, cidade a 187 Km de S. Paulo, morreu na manhã do último sábado (1º/06), em sua casa em Ipeúna interior de S. Paulo.
Ele não resistiu a gravidade dos ferimentos dos quais nunca se recuperou segundo a família. Depois de passar cerca de 20 dias em estado de coma na UTI da Santa Casa de Rio Claro, com traumatismo craniano, ele recebeu alta e voltou para a casa, porém, em seguida teve de ser internado novamente.
neonazistas-preconceito
Assumidamente racistas, agressores do idoso receberam o enquadramento mais benéfico: lesão corporal grave, ao invés de tentativa de homicídio
Na última quinta-feira teve alta dessa segunda internação e foi levado para a casa onde mora em Ipeúna. Muito debilitado, porém, o idoso, não conseguia falar e tinha se locomover em cadeira de rodas. Na manhã deste sábado, terminou o sofrimento.
O corpo do idoso está sendo velado pela família e amigos. Não é certo se será enterrado ainda hoje ou se amanhã de manhã no cemitério da cidade.

Barbárie

O guardador de carros foi atacado a socos, chutes e pontapés, quando já se encontrava caído, especialmente, na cabeça, por três jovens neonazistas, quando se encontrava trabalhando nas proximidades do clube social Grupo Ginástico Rioclarense, no centro da cidade.
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Hélcio Alves Carvalho e Axel Leonardo Ramos, respectivamente de 20 e 21 anos, os responsáveis pelo ataque, segundo os guardas municipais que atenderam a ocorrência, à caminho da Delegacia mantiveram-se agressivos: “negros têm que morrer mesmo”, diziam, segundo o relato dos guardas às autoridades policiais.
Apesar da gravidade do crime, os dois (eram três, o terceiro ainda está foragido), a Polícia Civil de Rio Claro, enquadrou o caso como lesão corporal grave, o enquadramento mais benéfico, e não como tentativa de homicídio, agora consumado.
Carvalho e Ramos (na foto acima), de acordo com a Polícia, pertencem a uma célula neonazista de Ponta Grossa no Paraná e continuam presos, segundo apurou o site Afropress, na Cadeia Pública de Itirapina, cidade próxima à Rio Claro.
Os dois agressores, além de atacarem Benedito, também agrediram Sebastião Gonçalves de Oliveira, 57 anos, o outro guardador de carros que tentou socorrer o idoso.
A viúva de “seo” Benedito, dona Maria Aparecida Zaqueu, de 73 anos e um dos cinco filhos, Silvio Roberto Zaqueu Santana de Oliveira, disseram que o idoso nunca se recuperou dos golpes sofridos, especialmente na cabeça. “Queremos Justiça, é só isso que que queremos: Justiça”, afirmam.
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