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quarta-feira, 22 de maio de 2013

PT: Rochinha comenta a Reforma Política, os desafios do PT para este ano e 2014


22.05.2013
Do BLOG AGRESTE MIX, 20.05.13

Membro do Diretório Nacional, Francisco Rocha da Silva, mais conhecido como Rochinha, conversou com a TV PT e explicou os principais projetos do partido para este ano, como a proposta de iniciativa popular para a Reforma Política, o Processo de Eleições Diretas, além dos desafios para 2014.

De De acordo com Rochinha, em relação à Reforma Política, é preciso ter uma proposta que agregue a articulação parlamentar à mobilização da sociedade para conquistar profunda reforma “aonde temos, principalmente, a questão do financiamento público de campanha em que as classes operárias e outros setores que, pelos custos das campanhas, não podem participar mais ativamente, possam ter oportunidade de eleger seus representantes e mudar a configuração política dentro do Congresso Nacional” disse.

O dirigente lembrou que esta não é uma proposta exclusiva do PT, mas uma iniciativa popular que precisa ser ampla, extrapolando os limites partidários. Para o ano que vem, Rochinha comentou que um momento singular e importante para o partido, vai acontecer em fevereiro “com a realização do V Congresso do PT, de onde sairão resultados e resoluções essenciais do ponto de vista das estratégias políticas para os rumos do PT e do projeto de reeleição da presidenta Dilma Rousseff, além disso, haverá a reafirmação da nossa política de alianças” explicou.

(Janary Damacena – Portal do PT)

Acesso o link abaixo para ver o vídeo:


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No mundo de BatBarbosa, não sobra um. Só ele presta

22.05.2013
Do BLOG DO SARAIVA, 21.05.13


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Presidente do STF já apontou sua metralhadora contra os próprios colegas, a quem distribuiu bordoadas, contra os advogados, que, segundo ele, acordam tarde, contra os jornalistas, que chafurdam no lixo, contra os donos de jornais, que são de direita, contra os seus colegas da magistratura, que só pensariam em privilégios, e, agora, contra o Congresso e os partidos políticos. Apesar de tudo, ele continua protegido pela imprensa que o alçou ao posto de herói nacional. Será que o Brasil precisa de mais um salvador da pátria? E se ele age assim com tanta gente, imagina com os réus, a quem deve julgar com isenção...

247 - Dia sim, dia também, Joaquim Barbosa, que se comporta como justiceiro, e não como juiz, muito menos como presidente do Supremo Tribunal Federal e chefe momentâneo do Poder Judiciário, prossegue em sua onda de ataques a quem encontra pela frente.

"BatBarbosa", uma espécie de Batman moderno, escolheu, desta vez, o Congresso Nacional e disse que sua crítica foi um mero "exercício intelectual", feito numa sala de aula. Ainda que o ministro tenha o direito de externar suas opiniões, elas revelam uma visão de mundo perigosa para um ser humano que tem como algumas de suas missões julgar réus com isenção e respeito, zelar pela Justiça e contribuir para o equilíbrio entre poderes.

Recordando, Barbosa já cometeu agressões em série contra seus próprios colegas de Supremo Tribunal Federal (leia mais aqui). Eros Grau já foi chamado de "velho caquético", Gilmar Mendes foi acusado de comandar "capangas" e de "destruir a Justiça no Brasil" e Ricardo Lewandowski, este nem se fala. Durante o julgamento da Ação Penal 470, foi acusado até de obstrução de justiça e de se comportar como advogado de defesa.

Em relação à advocacia, têm sido também constantes as agressões. Barbosa já falou de um suposto "conluio" entre juízes e advogados e, mais recentemente, afirmou que os profissionais da classe acordam por volta de 11h – logo ele, que foi flagrado dormindo durante sessões do julgamento e que tirou licenças quase que ininterruptas quando o STF não despertava tanta atenção midiática.

Juízes também não foram poupados. Num ato calculado, Barbosa atraiu sorrateiramente os presidentes das associações de classe para a presidência do STF e tentou passar um pito coletivo, como se fosse superior aos demais magistrados, acusando-se de agir de forma "sorrateira" na aprovação dos novos tribunais regionais federais.

Em relação à imprensa, ele já agrediu o jornalista Felipe Recondo, do Estado de S.Paulo, a quem acusou de chafurdar no lixo. Tudo porque ele investigava as mordomias do STF, como os gastos com passagens aéreas (leia mais aqui) e com as reformas executadas pelos ministros, como o próprio Barbosa fez em seu banheiro (leia mais), com gastos de R$ 90 mil. Depois disso, o ministro pagou, com recursos do STF, uma viagem de jornalistas à Costa Rica e acusou os donos dos veículos de serem "de direita".

O ataque mais recente foi dirigido ao Congresso Nacional e não ficou sem resposta. Segundo o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), a declaração foi "desrespeitosa". O vice, André Vargas (PT-PR), disse que Barbosa "não está preparado para o cargo".

Apesar de todas as demonstrações recentes de, no mínimo, desequilíbrio emocional, BatBarbosa continua sendo protegido pela imprensa que o alçou ao posto de herói nacional. No caso dos novos tribunais, Veja, por exemplo, afirmou que Barbosa estava coberto de ira e de razão. Na agressão ao jornalista do Estadão, a própria casa dos Mesquita não teve a dignidade de defender publicamente seu profissional. Hoje, é Eliane Cantanhêde, na Folha, quem também dá razão a Barbosa.

Tudo isso ocorre, evidentemente, porque ele cumpriu um papel: o de liderar a condenação de adversários políticos de uma imprensa que, cada vez mais, se comporta também como um partido político.

Mas o preço da exaltação e da proteção a BatBarbosa se torna cada vez maior

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Governo apresenta sugestões para regulamentação do trabalho doméstico


22.05.2103
Do portal da Agência Brasil, 21.05.13
Por Danilo Macedo
Política

Brasília - A presidenta Dilma Rousseff entregou hoje (21) ao presidente da Comissão Mista de Consolidação das Leis e Regulamentação da Constituição, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), e o relator, senador Romero Jucá (PMDB-RR), sugestões do governo para regulamentação da Emenda Constitucional 72, que estende aos empregados domésticos os mesmos direitos dos demais trabalhadores.

A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, disse que a presidenta ressaltou a importância da relação com o Congresso e que o governo vai fazer um debate com a comissão mista sobre a proposta. “A presidenta considera que este é um momento histórico em que o Brasil está reconhecendo um contingente expressivo de trabalhadores, que ainda não têm acesso aos direitos da formalidade”

Romero Jucá disse que apresentará proposta que contemple o posicionamento do governo ainda esta semana na comissão. “Vamos trabalhar rapidamente. Nós sabemos da vontade da sociedade brasileira em ter a regulamentação, para que possa dirimir dúvidas e não haja nenhum tipo de intranquilidade ou precarização do trabalho doméstico”, disse.

O governo defende a contribuição patronal ao INSS de 12%, assim como o pagamento de multa rescisória de 40% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), nos casos de demissão sem justa causa. Ficam assegurados também, pelo texto apresentado, seguro-desemprego, auxílio-acidente, salário-família e previdência social.

Gleisi Hoffmann explicou que foram apresentadas três alternativas de jornada de trabalho, que devem ser decididas entre empregador e empregado: oito horas diárias e 44 horas semanais, com até quatro horas extras por dia; regime de revezamento de 12 horas diárias por 36 horas de descanso e banco de horas. O intervalo de descanso deve ser uma hora, podendo ser reduzido para 30 minutos por acordo ou 11 horas entre as jornadas, com um dia de descanso semanal, preferencialmente aos domingos.

O ministro do Trabalho, Manoel Dias, disse que as sugestões foram elaboradas por uma comissão interministerial e apresentada à presidenta, que acatou e entregou à comissão mista do Congresso.

Edição Beto Coura
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DIREITA GOLPISTA: O discurso golpista de Serra


22.05.2013
Do  BLOG DO MIRO, 21.05.13
Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

O discurso de Serra na convenção do PSDB é uma mistura de obtusidade, má fé e cinismo.

Serra se transformou num Lacerda: fala obsessivamente em “riscos à democracia”, como se não fossem atitudes como a sua o maior risco à democracia.

Por ter carisma, por ser brilhante em sua maldade, e porque as circunstâncias eram outras, Lacerda levou o Brasil à ditadura militar.


Porque não tem carisma, e nem brilho, e por serem outras as circunstâncias, Serra apenas conduzirá a si próprio ao desprezo amplo, geral e irrestrito de brasileiros de boa fé – petistas ou não.

Lacerda, porque não conseguiu a presidência nas urnas, quis chegar a ela pelos tanques militares.

Serra também fracassou nas urnas, mesmo sob apoio maciço da imprensa que o PT “quer calar” – uma afirmação que apenas dificulta, malandramente, uma discussão vital para a sociedade: a regulamentação da mídia.

Temos uma situação de monopólio de três famílias, lideradas pelos Marinhos, e isso é uma calamidade para a democracia porque elas defendem seus próprios interesses disfarçados de interesses públicos.

Não fosse a internet, que dá espaço a outras vozes menos comprometidas e menos viciadas, o quadro seria ainda pior.

Importante notar que Serra vem sendo amplamente beneficiado pela mídia do jeito que é – e mesmo assim não conseguiu se eleger sequer prefeito de São Paulo.

O que é bom para Serra é ruim para o Brasil, porque ele põe na frente apenas aquilo que favorece a ele, a ele e ainda a ele.

Serra fala também em ‘aparelhamento’ do Estado, como se ele próprio não aparelhasse tudo que caiu nas suas mãos.

Ora, por causa de Serra, a família de Soninha tem excelentes posições em São Paulo, sem concurso público, e ela própria foi brindada com a sinecura do Conselho de Administração da Cetesb – e ele vem falar em ‘aparelhar’?

Serra sempre usou sua posição pública para alavancar a carreira e os negócios de sua filha Verônica, e vem posar como se fosse Mujica?

Era presumível que, depois de ser rechaçado fortemente pelos eleitores, Serra se retirasse com dignidade da política.

Mas não.

Seu apego doentio ao poder impediu renovação no PSDB, obrigado por causa disso a tratar o veterano Aécio como se fosse uma promessa, um fato novo.

Seus gestos mesquinhos, sua fala hipócrita, sua megalomania napoleônica desprovida de fatos nos quais se sustentar sem cair no ridículo – lamentavelmente teremos que aguentar isso por mais tempo do que deveríamos e gostaríamos.
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MITO DO MENSALÃO: LAUDO 2828/2006-INC | A PROVA DEFINITIVA QUE INCRIMINA JB e a PGR/MPF


21.05.2013
Do blog MEGACIDADANIA

Calendário que incrimina JB
É tarefa cívica desmascarar definitivamente a conduta criminosa da PGR/MPF e do relator Joaquim Barbosa que intencionalmente OCULTARAM documento fundamental dos demais ministros do STF.
CRONOLOGIA AP 470 EM RELAÇÃO AO LAUDO 2828/2006-INC
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O LAUDO DA PF QUE FOI ESCONDIDO No dia 30 de março de 2006 (data sugestiva considerando-se o golpe contra a democracia brasileira), o Procurador Geral da República, Antônio Fernando de Sousa denunciou no STF seletivamente 40 pessoas, dentre 126 indicadas para serem denunciadas pela CPMI dos Correios, e assim fazerem parte do chamado maior julgamento do século. No caso Visanet e Banco do Brasil, 4 funcionários do BB haviam sido indicados para serem indiciados conforme relatório final da CPMI dos Correios. Luis Gushiken, ministro da Secretaria de Comunicação do governo também. O PGR, Antônio Fernando de Sousa, dentre os 4 executivosdo BB, “escolhe” Pizzolato para ser indiciado e deixa os outros 3 para a nota de rodapé conforme reprodução abaixo e que consta da denúncia e da página nº 20 do apenso 142.
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Já em 2005 a Polícia Federal iniciou investigações, no caso da Visanet, foi em dezembro de 2005. Esta investigação gerou o Laudo 2828 que foi concluído em dezembro de 2006. Este Laudo aponta claramente quem eram os reponsáveis do Banco do Brasil para gerenciar os recursos do fundo de marketing da Visanet.Informação importante:o Laudo investiga período de 2001 a 2005, e o petista Pizzolato assumiu o cargo de diretor no BB somente em 17/02/2003.
O Laudo 2828 não cita Henrique Pizzolato em nenhuma de suas 43 páginas, tampouco cita Luiz Gushiken.
O Laudo repondendo ao quesito nº 2, uma das perguntas determinadas pelo ministro relator Joaquim Barbosa é claro ao afirmar, que, de acordo com o Regulamento do Fundo de Incentivo Visanet(completamente “esquecido” pelo relator JB), havia um GESTOR, funcionário indicado pelo BB, mais precisamente, pelo Diretor de Varejo, ambos da diretoria responsável pelos cartões de crédito do Banco do Brasil. Este GESTOR apresentava as campanhas que seriam realizadas pelo BB e assinava as solicitações de pagamento que a Visanet faria à agência DNA. (Apenso 142, pg. 115 do Laudo 2828/2006-INC)
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Como já foi dito antes, o período analizado pelo Laudo 2828 foi de 2001 a 2005 (período de existência do Fundo Visanet). Pizzolato assumiu, como diretor de marketing em 17/02/2003.
Os peritos identificaram que os procedimentos de utilização dos recursos do Fundo pelo BB eram os mesmos (praxe) em todo o período. Constataram que antecipações de pagamento eram realizadas pela Visanet a TODAS as agências de publicidade, não só à DNA. Constataram, também que as solicitações para que a Visanet efetuasse pagamentos às agências, SEMPRE foram feitas e assinadas pelo GESTOR(funcionário da diretoria de Varejo/BB, indicado pelo diretor de Varejo/BB), representante do banco junto á Visanet, conforme estabelecia o CONTRATO/Regulamento da própria Visanet.
Não existe nenhum documento assinado, enviado ou recebido por Pizzolato à Visanet.
Por que o PGR, diante das constatações do Laudo 2828 que não apontavam nenhum relacionamento dele (Pizzolato) com a Visanet, “escolheu” ele para acusar???
Por que o PGR, assim como Joaquim Barbosa citaram trechos do Laudo 2828 e assim induziram outros ministros do STF, imputando a Pizzolato atos e procedimentos que se referiam à gestão/período do diretor anterior ao dele??? LEMBRANDO que neste “período anterior” todas as pessoas foram nomeadas no governo FHC.
A SEGUIR ESTÁ O DOCUMENTO INÉDITO COMPROVANDO QUE JOAQUIM BARBOSA SABIA DA EXISTÊNCIA DO LAUDO 2828 (ANTES DE ELE SER "oficialmente" APRESENTADO AO STF) E MESMO ASSIM NADA INFORMOU AOS DEMAIS MINISTROS.
Para maiores detalhes seguem dois link's:

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JOAQUIM BARBOSA FAZ O JOGO DO PSDB: JB SAI DE VEZ DO ARMÁRIO....

22.05.2013
Do blog SINTONIA FINA

Depois de subir no palanque de Aécio, Joaquim Barbosa defende voto distrital, bandeira do PSDB

A bandeira política do PSDB e também do  eterno candidato a presidência, José Serra (PSDB), foi defendida nesta segunda feira  (21) por Joaquim Barbosa presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

Primeiro, Barbosa atacou a Câmara e ainda  sugeriu que  “os excesso da Câmara dos Deputados podem ser controlados pelo Senado Federal”Depois, afirmou que  o Congresso Nacional é "ineficiente" e "inteiramente dominado pelo Poder Executivo".Ou seja, dominado pela Presidência da República.Em seguida, Joaquim Barbosa, levantou a bandeira dos tucanos, muito defendida por José Serra em 2011, depois de ser derrotado  por a presidente Dilma.

Barbosa afirmou  que  a mudança do atual sistema político que, segundo ele, possibilita a escolha de representantes desconhecidos do povo vem do sistema proporcional",  e defendeu  a adoção do voto distrital para os deputados federais.

Para o presidente do Supremo, "o sistema distrital permitiria uma qualificação do Congresso Nacional. Cada distrito poderia escolher pessoas, personalidades que poderiam dar grande contribuição ao país. Tenho certeza de que a representação nacional ganharia e muito com a representação dessas pessoas em qualidade".

Defender  o voto distrital é  defender a exclusão da representação de grande parcela  do  eleitorado.
Em pleno século XXI, quando há recursos tecnológicos para o cidadão votar até pela internet dentro de casa, inclusive exercendo a democracia direta, o presidente do STF Joaquim Barbosa,   se engaja como garoto propaganda numa bizarra campanha, defendida   exclusivamente pelo PSDB para retornar o voto aos tempos das eleições fraudulentas decididas no bico de pena, resgatando o voto distrital da república velha e do império.

Por trás desse engodo, se  esconde  as intenções de levar as oligarquias políticas do PSDB de volta ao poder, conquistando maioria das cadeiras no Congresso com minoria dos votos.

(Vídeo de José Serra em 2011, defendendo o voto distrital


Com o voto distrital é possível um partido ou coligação ter maioria no Congresso com apenas 25% dos votos populares. Para se obter a maioria dos deputados em uma Câmara eleita por meio do voto distrital, basta que um partido obtenha somente 25% dos votos nacionais. Isso porque é preciso ter 50% de votos em 50% dos distritos, o que resulta nos 25% dos votos nacionais mencionados. 

Resultado: a maioria governa graças a uma minoria de votos, e a maioria dos votos – 75% – fica de fora do governo. É impossível ser mais excludente. No sistema proporcional, um partido só poderá ter a maioria da Câmara dos Deputados se obtiver 50% dos votos nacionais. É evidente, portanto, que o sistema eleitoral proporcional é infinitamente mais justo do que o distrital.. 

Surpreende  o fato de  o ministro do STF  defender esse absurdo

Na companhia da ditadura
                                                                                                  
Ao propor o voto distrital, Joaquim Barbosa repete  a manobra tentada pela ditadura brasileira para permanecer no poder. Não por acaso, a base de apoio da ditadura na imprensa (Globo, Veja, etc.) é a mesma engajada na campanha pelo voto distrital em 2011.

No apagar das luzes da ditadura brasileira, em 1982, os feiticeiros políticos da ARENA (partido de apoio a ditadura, ancestral do DEMos hoje MD), quando perderam o controle sobre o voto popular, tentaram permanecer no poder reintroduzindo justamente o voto distrital, através da Emenda Constitucional nº 22, de 29 de junho de 1982.

Não deu certo. Tal emenda não chegou a funcionar, pois antes das eleições de 1986, foi revogada com o fim da ditadura, pela Emenda Constitucional nº 25, de 1985. A Constituinte cidadã de 1988 decidiu por manter o voto proporcional.

Defensor   do voto distrital , Joaquim Barbosa, argumenta  que o eleitor exerceria maior controle sobre  deputados federais, por haver maior proximidade.

Não passa de teoria que não se sustenta na realidade.

O controle pelo eleitor depende de sua consciência política e interesse para acompanhar o desempenho de seu representante, e não do sistema eleitoral pelo qual ele foi eleito.

Um exemplo: O vereador  mora no município e está próximo ao eleitor, mas as mazelas da corrupção, das caixinhas de empresas de ônibus, da especulação imobiliária, das máfias de lixo, da merenda escolar, dos desvios na saúde, da apostilagem nas escolas, das licitações fraudulentas, do nepotismo, do fisiologismo, do clientelismo, dos super-salários, do legislar em causa própria, costuma ser até maior nas Câmaras de Vereadores (distante dos telejornais de abrangência nacional) do que no Congresso Nacional mais vigiado pelo noticiário.

A intenção oculta das oligarquias defensoras do voto distrital é o contrário: é o maior controle dos caciques sobre o eleitorado do distrito, como ocorria nos currais eleitorais.

Para oligarquias inescrupulosas é mais fácil comprar votos e manter controle dentro de um pequeno eleitorado confinado em distritos, do que em um eleitorado de massas.

O povo dividido é mais fácil ser vencido

Tal qual um fazendeiro divide sua terra em pastos cercados e currais para melhor controlar a engorda de seu gado para abate, a divisão do eleitorado em distritos -  pelas oligarquias - visa controlar a engorda de votos desorganizados para abate da soberania do voto popular, quebrando a estrutura das massas organizadas que não votam neles.

É  praticamente impossível um cacique político controlar as massas organizadas, com consciência dos interesses dos trabalhadores, dos mais pobres, dos mais fracos economicamente, das minorias e maiorias oprimidas e excluídas, quando organizadas em movimentos sociais.

O golpe branco seguinte

Conquistada maioria no Congresso com apenas um mínimo de 25% dos votos, o golpe seguinte seria tomar de assalto o poder executivo, instituindo o parlamentarismo (o sonho do tucanato em eleger o governo indiretamente, com sua aversão ao povão, como já deixou escapar FHC em um artigo).

É relativamente fácil conquistar 30% dos votos, com o eleitorado reacionário, com o poder econômico, e com o apoio maciço da imprensa oligarca. Esses votos podem levar à conquista de mais de 50% dos distritos e, com isso, conseguir nomear primeiro-ministro alguém como José Serra (PSDB/SP), apesar do repúdio popular nas urnas.

Lá se iria o Brasil descendo a ladeira de novo, rumo à quebradeira das crises internacionais e dependência do FMI, para entregar o Pré-Sal, o mercado interno, nossa energia limpa, nossas minas, nossa biodiversidade, nossos aquíferos e nossa produção agrícola e demais riquezas às antigas metrópoles decadentes do hemisfério norte.

SINTONIA FINA - @riltonsp  
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OPOSIÇÃO SEM RUMO E CONTRA O POVO: Boato sobre Bolsa Família exigiu aparato amplo e “profissional”

22.05.2013
Do blog do AMORAL NATO, 21.05.13
Por Eduardo Guimarães no Blog da Cidadania

Ainda há pouco o que dizer de concreto sobre a origem do boato literalmente criminoso de que o programa Bolsa Família seria suspenso, mas, preliminarmente, pode-se tirar algumas conclusões interessantes desse episódio.
Em primeiro lugar, o fato de que o boato expôs a importância do benefício para um setor extremamente amplo da sociedade.
Para mensurar a importância do programa, basta dizer que 13 milhões de famílias (um contingente de cerca de 50 milhões de brasileiros) são beneficiadas pelo seu orçamento de quase 25 bilhões de reais.
As multidões que, angustiadas, foram arrastadas às agências da Caixa Econômica Federal pela informação falsa mostram que qualquer grupo político que, no poder, tente desidratar o programa para atender ao clamor da mídia conservadora, está fadado ao suicídio político.
Em editorial desta quarta-feira, por exemplo, o jornal Folha de São Paulo, assim como tantos outros veículos alinhados à direita do espectro político, pede que o pré-candidato tucano Aécio Neves defenda a extinção do Bolsa Família publicamente.
O texto, como de costume laudatório ao PSDB, reclama de que Aécio “Reluta, ainda, em assumir uma dicção mais liberal com denúncia ácida de seu aspecto assistencialista”.
O “ainda” contido nessa frase dá margem a muita reflexão. Sugere que aquilo que o jornal chama de “denúncia ácida” do “aspecto assistencialista” do Bolsa Família ainda ocorrerá…
Como se vê, o PSDB pode até ter um discurso de que, no poder, iria manter o Bolsa Família, mas os interesses que estão por trás desse grupo político esperam dele que interrompa o investimento de um volume tão grande de recursos só para ajudar pobres, caso vença a eleição do ano que vem.
Nesse aspecto, a comoção em torno do boato mostra que a eleição de um governo tucano poderia resultar em grave comoção social, caso programas sociais como o Bolsa Família fossem desidratados ou até extintos.
Em segundo lugar, a escolha das regiões Norte e Nordeste como alvos do boato revela clara intenção política por trás dele.
Uma das perguntas mais significativas que se faz, é a seguinte: por que só Pará, Piauí, Paraíba, Bahia, Pernambuco, Ceará, Maranhão, Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Norte, Amazonas e Tocantins foram atingidos se o Bolsa Família está presente no país inteiro?
Em terceiro lugar, os meios para difusão do boato. Relatos das vítimas revelam que três instrumentos foram usados para difundi-lo: internet, telefone e “boca a boca”.
É evidente, porém, que uma população tão desassistida não iria ficar fazendo interurbanos para outros Estados para difundir a informação falsa. E tampouco teria como usar a internet em larga escala.
Uma pesquisa feita pelo Blog na internet, porém, localizou postagem (vide imagem no topo do post) em um fórum do UOL em que alguém que se diz “Filho de pai alemão e mãe finlandesa, nascido e criado no Brazil” trata de difundir o boato.
A pessoa coloca a seguinte frase em destaque:
Tá rolando um boato de que o bolsa família vai acabar, minha empregada está preocupada
Mais abaixo, na página, o cidadão que se diz filho de estrangeiros mostra que a tese de jornalistas da grande mídia como Ricardo Noblat de que o governo Dilma e o PT é que teriam espalhado o boato não tem a menor lógica.
O cidadão que difunde o boato afirma que sua empregada “Disse que se [o Bolsa Família] acabar nunca mais vai votar no PT” e que ele mesmo “Apesar de não votar no PT” estaria “Preocupado” por ter “Medo déla pedir aumento
Observação: para visitar a página original da postagem basta clicar na imagem no topo do post
Como se vê, o boato não foi espalhado apenas por “boca a boca” entre gente pobre. Além da internet, telefonemas foram usados e não se imagina gente humilde fazendo ligações interurbanas para difundir a notícia falsa.
Perguntas importantes
Por que os Estados do Sul, do Sudeste e do Centro Oeste não foram atingidos pelo boato criminoso?
Quem e quantos fariam interurbanos para passar a informação falsa adiante?
Qual a motivação de pessoas como a que se diz “filho de pai alemão e mãe finlandesa” para colocar a informação falsa na internet?
Quem se beneficiaria da difusão desse boato?
É possível concluir, também, que se uma simples busca na internet permitiu a este Blog localizar alguém difundindo o boato alarmista, por certo a Polícia Federal não terá maiores dificuldades para localizar outras postagens parecidas.
As vítimas do boato também poderão ajudar a refazer seu caminho relatando quem as desinformou, que será procurado e, por sua vez, relatará quem lhe passou a informação e assim por diante, de forma a chegar à origem da farsa.
A principal conclusão que se pode extrair desse episódio, neste momento, é a de que um aparato significativo e muito dinheiro foram usados para espalhar uma informação que dificilmente interessaria ao PT e ao governo Dilma espalhar.

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JOAQUIM BARBOSA: DE MALDADES E MENTIRINHAS

22.05.2013
Do blog

A fala do Supremo Ministro Joaquim Barbosa, acusando o Legislativo de ineficiente e seus membros de pertencerem a partidos de “mentirinha” vai muito além de uma gafe: é maldade pura.

 A mídia fundamentalista, para amenizar as declarações desastradas, defendeu o Ministro dizendo que ele falava como professor, e não como magistrado.

Pouco importa. O que se viu foi sua posição enquanto homem público, pertencente a um dos Poderes da República ao qual não foi eleito, mas indicado. Deveria se dar mais ao respeito ao falar diante de plateias e microfones. Aliás, Joaquim Barbosa vem abusando demasiadamente dos holofotes, agindo mais pelo impulso que pela razão. É inadmissível.

Para piorar ainda mais, suas declarações colidem frontalmente com posições tomadas oficialmente pelo Supremo Tribunal Federal. Recentemente, seu colega e Ministro Gilmar Mendes mandou suspender um debate na Câmara Federal que tratava a respeito de partidos políticos, suas verbas públicas e respectivos tempo de televisão

Um pouco mais atrás, o próprio STF abriu uma brecha na Constituição para que um partido recém criado, o PSD de Kassab, flexibilizasse a fidelidade partidária e pudesse inchar seus quadros no Congresso; ainda, em 2006, julgou inconstitucional uma emenda que limitava repasses de recursos oficiais a legendas sem representatividade, tudo isso abusando de seu poder de interferir nas decisões do Legislativo.

É certo que o Congresso do Brasil tem lá suas falhas, mas nas vezes em que tentou modificar a legislação eleitoral foi brutalmente interrompido pela Justiça!

Agora, porque é Presidente do STF, porque virou popstar, acha que pode passar por cima de outro Poder, ao arrepio das decisões de sua própria Casa, e do Legislativo?

Por favor! Recolha-se, Ministro Barbosa!

A Alta Corte merece mais respeito; os demais poderes, idem!

Enquanto cidadão sinto-me ofendido diante das falas intempestivas de um membro da República que deveria se manifestar apenas nos autos. Ou, manifeste-se desta forma depois da aposentadoria, ao voltar a ser um cidadão comum como eu.

Sua postura me faze pensar que seus atos são planejados e visam lançar sua candidatura a cargo eletivo, com apoio da imprensa e de setores conservadores que gostam de gente que fala grosso – mas age pouco.

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