segunda-feira, 20 de maio de 2013

Bolsa Família e os sabotadores

20.05.2013
Do BLOG DO MIRO, 19.05.13
Por Por Altamiro Borges

Segundo a Agência Brasil, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou neste domingo que a Polícia Federal abra inquérito para apurar a origem do boato sobre a suspensão do Programa Bolsa Família. "A informação falsa de que só seria possível sacar o benefício até ontem (18) levou muitas pessoas às agências da Caixa Econômica Federal e dos Correios. A Presidência da República detectou a informação em estados como a Paraíba, o Amazonas, o Maranhão e o Rio de Janeiro. O boato se espalhou pelas redes sociais e há beneficiários perguntando se o Bolsa Família será suspenso ou cancelado", descreve a matéria.

A Caixa Econômica Federal e o Ministério do Desenvolvimento Social também divulgaram notas negando mudanças no calendário de pagamento e reafirmando a manutenção das regras do programa. "O Ministério do Desenvolvimento Social informa que não há qualquer veracidade nos boatos relativos à suspensão ou interrupção dos pagamentos do Programa Bolsa Família. O MDS reafirma a continuidade do Bolsa Família, assegura que o calendário de pagamentos divulgado anteriormente está mantido e que não há qualquer possibilidade de alteração nas regras”. Já a nota da Caixa Econômica Federal informa que "o pagamento do Programa Bolsa Família ocorre normalmente de acordo com calendário estipulado pelo governo federal”.

O boato sofre a suspensão do programa Bolsa Família é criminoso e poderia até ter gerado confrontos mais violentos em várias cidades do país. Neste sentido, a apuracão da Polícia Federal e de outros órgãos sobre a origem desta sabotagem deve ser rigorosa e rápida. Não é segredo que há muita gente no país contra os programas de transferência de renda do governo federal. Na mídia venal, por exemplo, são comuns os comentários elitistas e preconceituosos contra o Bolsa Família - apelidado de bolsa-esmola. A direita nativa encara este programa como a principal causa da perda da sua representatividade partidária.

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Violência durante a Virada Cultural em São Paulo, pode ter digitais de tucano

20.05.2013
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 19.05.13


Coisas estranhas aconteceram neste final de semana quando o senador Aécio Neves (PSDB), foi eleito presidente do partido e candidato a presidência da República.Primeiro, foi espalhado um boato de que o Bolsa Família iria acabar. Depois, em São Paulo, a polícia deixou correr solto os roubos, arrastões e todo tipo de violência.Se os meus queridos leitores notarem, nos dois casos, os prejudicados são  governos do PT . Não é estranho isso?
 
Policia do Alckmin libera geral
Os episódios de violência na Virada Cultural --furtos, roubos, arrastões e brigas-- provocaram uma crise entre a Polícia Militar e a Prefeitura de São Paulo. 

Sem acordo prévio com a organização da Virada, a PM anunciou que daria uma entrevista ao meio-dia deste domingo (19), no escritório central do evento, na avenida São João. Ao tomar conhecimento da iniciativa da polícia, a prefeitura iniciou negociações que caminham para se consolidar numa coletiva conjunta, em horário ainda a ser definido. O teor do que será dito é motivo de intensas negociações. 

Segundo notícia publicada no jornal Folha de São Paulo deste domingo (19), Durante toda a madrugada, a prefeitura recebeu relatos de uma suposta inércia da PM diante de atos de violência, mas não comenta o caso. A atitude da polícia visaria comprometer um evento-vitrine da gestão petista . --embora tenha sido criado na administração do tucano José Serra, em 2005.

José Serra, se entrega

No Twitter, Serra disse que o evento está sedo usado para "aparelhamento". "Quando prefeito de São Paulo, em 2005, criei a Virada Cultural, que deu certo e até vem sendo reproduzida em outras cidades do Brasil. Só me preocupa que a Virada Cultural seja usada para aparelhamento político-partidário, o que já começou a acontecer este ano." 

Participantes da Virada vítimas de ladrões reclamaram do policiamento. "Os PMs ficam nas viaturas, nas esquinas. Não estão a postos para evitar os roubos. Só nos orientam a fazer o boletim de ocorrência. Na delegacia, querem que a gente registre pela internet", disse Stefani Fernanda, 21, enquanto aguardava por informações no 3º DP.

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que também foi vítima de furto, chegou a subir no palco no sábado pedir seus pertences de volta. 

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Mulher é presa acusada de participar da morte da filha para ficar com o genro

20.05.2013
Do portal do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Por Estado de Minas

Suspeita participar do plano de assassinato da filha para poder ficar com o genro, Célia Forte, de 48 anos, foi indiciada pela Polícia Civil do Paraná como cúmplice. A filha de Célia, Jéssica Carline Ananias da Costa, de 22 anos, foi morta em 9 de maio com 25 facadas.

Bruno José da Costa, de 26 anos, assumiu o assassinato da esposa e revelou que a sogra sabia do plano. Ele contou que Célia Forte ficou com a filha do casal para que ele pudesse matar a esposa. Disse também que a sogra, com quem mantinha um relacionamento extraconjugal há quatro anos. Bruno simulou que ele e a esposa tivessem sido vítimas de um assalto que terminou na morte da mulher.

Um dia antes do crime, Bruno levou a filha de quatro anos para a casa de Célia. No primeiro depoimento dado à polícia, ele alegou que se preparava para viajar ao Paraguai com a esposa quando os supostos bandidos invadiram a residência do casal.

A polícia acredita que Bruno e Célia planejavam o crime há mais de uma semana. Célia negou ter participado do crime, embora tenha dito que Bruno a obrigava a manter um relacionamento com ele. Outros dois suspeitos foram detidos. Célia não foi presa, já que o prazo para prisão em flagrante já expirou.

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BLOG MOBILIDADE URBANA: Mais centralidades, menos deslocamentos no Recife 500 anos

20.05.2013
Do BLOG MOBILIDADE URBANA
Por Tânia Passos

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Fonte:http://blogs.diariodepernambuco.com.br/mobilidadeurbana/2013/05/mais-centralidades-menos-deslocamentos/

ESCREVINHADOR: Seria assim com Serra? Virada Cultural, futebol e a mídia seletiva

20.05.2013
Do blog ESCREVINHADOR
Por Rodrigo Vianna
O fim-de-semana em São Paulo teve a final do Campeonato Paulista e a 9ª edição da Virada Cultural. A cobertura da mídia paulista mostra sua estratégia seletiva (e eletiva?).

Na Vila Belmiro, domingo, antes do confronto final entre Santos e Corinthians, houve briga generalizada. Pancadaria, prisões, feridos… Na capa da “Folha, o que se viu sobre o jogo foi Paulinho do Corinthians beijando a taça e comentários sobre o desempenho das equipes. Menção e imagens da batalha campal? Somente nas páginas internas. Compreensível. Afinal, a notícia principal era o vigésimo sétimo título paulista corinthiano.
Quebra-quebra de torcidas em final de campeonato: a quem interessa mostrar?
Prefeito assistindo a show de rap no meio do povo: a quem interessa esconder?
Na capital, a Virada Cultural reuniu 4 milhões de pessoas, em mais de 900 eventos que ocuparam as ruas com cultura e diversidade, principalmente no centro da cidade, durante 24 horas. Foi a primeira Virada da gestão de Fernando Haddad, que compareceu com a família e assistiu no meio do público ao show dos Racionais MC’s, domingo à tarde.

O contingente policial foi maior que nas edições anteriores, o que estranhamente não evitou um número superior de ocorrências registradas, incluindo arrastão, morte e furtos. Houve questionamentos sobre a ação da Polícia Militar, que propositalmente teria deixado de cumprir seu papel durante o evento. Mas a manchete da Folha destacava apenas violência e morte. A foto de capa mostrava um rapaz gritando pendurado num poste, filmando o show dos Racionais.

Claro, a violência merecia destaque. Foi um fato, principalmente durante a noite. Mas eu estive na Virada no domingo, durante o dia. E o que vi foi alegria na rua e dezenas de atividades culturais simultâneas.

Ao contrário do futebol, a notícia principal sobre a Virada – na velha mídia seletiva – não foi o fato de uma multidão ter ocupado as ruas, nem os shows que atraíram milhares de pessoas. A “Folha” – como, de resto, os demais jornais, rádios e TVs – se enclausurou na pauta que interessa à classe média paulistana: medo, insegurança, violência. Jornalismo seletivo? Ou eletivo?

Se Serra fosse o prefeito, seria assim?A resposta, todos nós sabemos. (Rodrigo Vianna)

Leia outros textos de Radar da Mídia
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Uma poliglota na faxina do Mercado Central

20.05.2013
Do portal do DIARIO DE PERNAMBUCO, 17.05.13
 Por Arnaldo Viana - Estado de Minas

Pernambucana com curso superior que morou na Europa e fala sete línguas é descoberta no serviço de limpeza do Mercado Central e vira recepcionista de turistas

Da faxina ao atendimento a turistas. Crédito: Ramon Lisboa/EM/DA Press.
Da faxina ao atendimento a turistas. Crédito: Ramon Lisboa/EM/DA Press.

Na tarde de sexta-feira, 3 de maio, a morena magra Maria da Conceição da Silva, de 41 anos, encostou o carrinho de recolher o lixo nos corredores do Mercado Central, a vassoura, as luvas e foi cumprir o horário do lanche. O celular toca. Era uma ligação internacional, da Holanda. Ela atende e fala cerca de 40 minutos. Um dos colegas correu à segurança e avisou: “Há uma faxineira maluca, falando embolado”. O chefe da segurança a abordou e descobriu que a mulher não só falava holandês, como também inglês, espanhol, italiano e ainda conversa o básico em alemão e hebraico.

Levada ao superintendente do mercado, Luiz Carlos Braga, a faxineira confirmou o que dissera ao chefe da segurança e ainda revelou que tem formação superior em contabilidade. “Quando vi o passaporte dela, as passagens pela Holanda e Alemanha, não tive dúvida. Mandei a Maria da Conceição largar a limpeza, passar um batom e assumir um lugar de recepcionista no guichê da Belotur, na entrada da Avenida Augusto de Lima.” É lá que a morena magra, pernambucana de Recife, está agora à espera dos turistas, que devem invadir o Brasil durante as copas das Confederações e do Mundo.

Bem-vindo, welcome, bien viendo, welkome, bienne venutto. Que venham brasileiros, ingleses, norte-americanos, todos os cidadãos de língua espanhola e italiana, alemães, árabes. Serão bem recebidos pela nordestina humilde, delicada e sorridente. Mas como esta mulher, com tantas qualificações, foi parar na faxina do Mercado Central? É uma história longa de família pobre, surgiu sem estrutura, de apego, desapegos, mas nunca de desistência. Uma história de preconceito, que ela não enfrentou na Europa, onde morou por um bom tempo, mas no seu país natal, exatamente em Minas Gerais.

“Sou filha de pais separados. Meus irmãos mais velhos foram doados à minha avó materna. Outro foi viver também com parentes. Minha mãe me doou ainda bebê, mas alguns dias depois se arrependeu e me buscou.” A mãe vivia do trabalho como doméstica. Maria da Conceição, aos 11 anos, foi trabalhar como recepcionista de um advogado. “Estudava em um colégio de freiras e, no escritório, fazia também serviços gerais e de datilografia.” Isso quase em meados dos anos 1980. A mãe, então, resolveu mudar para Fortaleza (CE).

Mudanças

“Fui dar continuidade ao ensino fundamental em um colégio militar, com bolsa de estudos. A mãe resolveu mudar de novo. A convite da filha mais velha, casada com um caminhoneiro, foi para Elesbão Veloso (PI). De lá, Maria da Conceição foi para Teresina. Entrou no Colégio Salesiano, onde conclui o ensino médio e praticou esportes. “Cheguei à seleção de handebol da escola.” Outra mudança da mãe, para Campina Grande (PB), cidade na qual Maria da Conceição foi de tudo: doméstica, vendedora, representante comercial. 

Retornou para Elesbão Veloso e lá ajudava no sustento da casa como empregada até a mãe adoecer e morrer, meses depois, em 1991. Maria da Conceição, então com 18 anos, resolveu ir embora. “Queria ir para Tocantins, mas resolvi ir para Campina Grande. Formou-se em contabilidade, trabalhou em quase tudo o que apareceu pela frente. “Comecei no levantamento de estoque em uma loja de autopeças, depois fui para o balcão, onde aprendi muito. Fiz serviços hidráulicos e de servente de pedreiro. Fui doméstica e até na mecânica me arrisquei.”

Professora de colegas da limpeza

Já no posto turístico, Maria da Conceição atende Terezinha Idelgino. Crédito: Ramon Lisboa/EM/DA Press.
Já no posto turístico, Maria da Conceição atende Terezinha Idelgino. Crédito: Ramon Lisboa/EM/DA Press.
Em 2005, uma reviravolta na vida de Maria da Conceição. Ela trabalhava em manutenção de computadores. Por acaso, na rua, conheceu um espanhol, um alemão e uma holandesa, em viagem de intercâmbio no Brasil. “Com o inglês básico, que aprendi nos colégios e em cursinho, conversei com eles. Procuravam um lugar para morar temporariamente. Oferecei minha casa em troca de uma pequena ajuda. Aceitaram e nos tornamos amigos.” Os três estrangeiros foram embora, mas continuaram conversando com a pernambucana pela internet. “Numa dessas conversas, entrou uma mineira, 10 anos mais nova do que eu, que se tornaria minha companheira. Sou homossexual assumida desde os 14 anos.”

As duas foram convidadas para uma viagem à Holanda. Lá, Maria da Conceição fez de tudo para sobreviver. Faxina, pintura e reforma de residências. “Fui bem recebida e orientada a estudar a língua local. Não só aprendi o holandês, como aprimorei o inglês e o espanhol. Estudei também o italiano e um marroquino maluco me ensinou alguma coisa de hebraico.” Maria da Conceição foi chamada para fazer um serviço de instalação de piso em Frankfurt e Düsseldorf e aprendeu o alemão.

No ano passado, a família chamou a companheira mineira de volta. Maria da Conceição ficou na Holanda. “Mas não resisti ao inverno rigoroso e à saudade. Cheguei aqui em setembro e desde então procuro emprego.” Maria da Conceição experimentou o preconceito e a desconfiança mineira: “Você não é de Minas e não empregamos pessoas de fora. Veio da Europa, o que estava fazendo lá? Ah, você já passou dos 40. Você tem curso superior e aqui só empregamos quem tem, no máximo, o médio”.

Era isso o que ouvia quando mostrava o currículo em lojas, hotéis, empresas de faxina, restaurantes, supermercados. Um dia, estava perto do mercado e quase desistindo de pedir emprego. Resolvi entrar para comprar uma goma de tapioca. Foi agora, no dia 2.” Como dizem que no mercado tudo que se procura acha, Maria da Conceição conseguiu emprego. “Perguntei a uma pessoa da faxina se havia vaga e fui ao escritório. Mas não apresentei currículo e omiti a formação superior e o fato de falar outras línguas.” Foi admitida com salário em torno de R$ 800 e hoje no balcão de informações turísticas ganha em torno dos R$ 1,5 mil.

Maria da Conceição não vê nenhum problema em voltar para a limpeza, se for preciso. “Voltaria para a faxina com muito orgulho. Continuarei humilde, simples, sempre aprendendo.” Ela acha importante compartilhar o que sabe e ensina inglês às colegas da limpeza no mercado. Maria da Conceição pede uma pausa na conversa para atender Terezinha Idelfino da Silva, de 75 anos, que chega ao guichê em busca de informação. Gostou, dona Terezinha? “Éla é ótima, muito simpática.” É preciso dizer mais?
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A FACE POLÍTICA E POLICEALESCA DO STF


20.05.2013
Do BLOG DA LÍGIA DESLANDES, 19.05.13
Postado por Ligia Deslandes 

Blog da Ligia Deslandes

JUSTIÇA! Palavra tão cheia de significados... Tem tanta importância para a vida de todos nós!  Sua significância é tão grande que por conta dela se deu a organização de todo um aparato burocrático e institucional com a finalidade de fazer cumprir as leis: O Judiciário! E que aparato! Juizados de 1ª. 2ª e 3ª instâncias, milhares de cartórios, varas de tramitação e execução dos processos, milhares de advogados, promotores, procuradores, juízes, ministros... Ao longo de nossa história o país teve sete constituições promulgadas. Todas elas  davam conta de um judiciário dependente, autoritário e voltado para os interesses de quem dependiam. 

Com o advento da constituição de 1988, o judiciário brasileiro ganha independência do poder executivo, mas, seus membros continuam a ter um comportamento distante do povo, embasando suas atitudes em ideais anti-democráticos, corporativistas, de caráter vingativo, onde o carreirismo e o interesse pessoal ou de grupos tecnicistas está acima das necessidades da sociedade. 

Assim, não é difícil explicar como alguns magistrados que chegaram ao STF tiveram e vem tendo atitudes apartadas da ética e da isenção que deveriam  nortear a justiça. É fácil verificar as atitudes seletivas e arbitrárias do Procurador Geral da República e de membros do Ministério Público. Esses dias ouvi de uma pessoa que criticar o Supremo Tribunal Federal é como se tivéssemos jogando fora o último símbolo institucional que ainda funciona no país e isso poderia nos levar ao caos institucional. Caos??? Estamos num caos institucional. Há muito tempo que o STF funciona como uma veia política da elite e não funciona para fazer o que precisa fazer. 

O número de processos esperando julgamento é estarrecedor. A verdade é que alguns desses ministros do STF estão pouco se lixando para as necessidades da sociedade. Querem aparecer, ser famosos, importantes, inatingíveis, querem ter empregados, casas grandes e bonitas, salários polpudos e poder. Muito poder! Nem Lula nem Dilma foram responsáveis pelos absurdos que estão ocorrendo, quando os indicaram para o cargo de ministros. Os currículos e as entrevistas não são capazes de revelar o que está dentro de cada um e a formação colonialista/capitalista que todos nós tivemos faz mais efeitos em uns do que em outros. 

O poder e o dinheiro transformam as pessoas. É verdade! Muitos capitulam sob seus efeitos! Não há como deixar de criticar sim o STF. Não é concebível que um magistrado que ocupa a maior corte do país e que um procurador federal escondam provas, mascarem documentos e selecionem pessoas que queiram ou não atingir e condenar em um processo da relevância da AP 470 (apelidada pela velha mídia de "mensalão"), em conluio. Isso é crime! Crime contra a Constituição e contra a sociedade democrática. Crime contra pessoas inocentes que estão sendo prejudicadas, achincalhadas, espezinhadas,  que viraram "bode expiatório" para que o teatro encenado por eles ganhe ares de verdade. 

Não é concebível que magistrados do STF ajam autoritariamente, julguem de maneira subordinada aos interesses de uma mídia corporativista, que tem lado e partido político. Não é aceitável que essa mesma corte invada as responsabilidades de outros poderes da república, rasgando a Constituição que juraram respeitar. Que há algo de muito podre acontecendo nos bastidores do STF, com certeza podemos afirmar. A adoção de uma face política e policialesca faz com que a justiça seja uma forma de punir e controlar os inimigos de seus interesses. 

Isso é golpe sim! Temos que criticar e denunciar isso! Sem medo de estar sendo levianos. Sem medo de colocar uma instituição desse nível em perigo. Não somos nós que colocamos o STF em evidência! Foi o próprio STF que mostrou-se em toda a sua sordidez. Se no STF e na PGR agem assim, o que dizer de outras instâncias? 

A sociedade brasileira não pode ser vítima do sistema judiciário que paga com seus impostos. Eles tem que estar a serviço da Justiça e do povo. Cabe a nós denunciar sim seus deslizes, seus erros, sua inércia, sua ineficiência, sua seletividade, sua desonestidade. Queremos uma Justiça de direito e de fato, para todos! Com respeito devido à nossa Constituição!  
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Apareceu proposta do PSDB ao país: arrochar o salário-mínimo

20.05.2013
Do BLOG DA CIDADANIA, 19.05.13
Por Eduardo Guimarães

Quem se informou sobre a convenção do PSDB que ocorreu no último sábado e que elegeu Aécio Neves seu presidente pode pensar que a única proposta da agremiação para o Brasil resume-se à definição do jornalista Elio Gaspari (colunista de O Globo e Folha de São Paulo) sobre a estratégia eleitoral do partido, que acha que se seus eleitores ficarem com duas vezes mais raiva do PT os candidatos tucanos terão o dobro de votos.
Todavia, a proposta tucana de governo não se resume a um dos governadores do PSDB –envolvido até o pescoço com o crime organizado de Goiás – chamar Lula de “canalha” ou a outro – que o falecido colunista do Estadão Mauro Chaves acusou tacitamente de ser cocainômano em artigo de 28 de fevereiro de 2009 intitulado “Pó pará, governador” (*) – acusar o governo Dilma de ser “orgulhosamente incompetente”.
Ainda que a lenga-lenga do pré-candidato a presidente Aécio Neves tenha se resumido a ataques e a promessas de “fazer mais” do que a atual ocupante do Palácio do Planalto – porém, sem dar detalhe algum –, o PSDB tem, sim, programa de governo e esse programa foi emblematicamente apresentado por jornal ligado ao partido, em forma de editorial, poucas horas após a convenção tucana, na tarde de sábado.
A edição dominical da Folha de São Paulo, como de costume, chegou às bancas ao fim da tarde de sábado, enquanto o PSDB ainda se auto congratulava por “feitos” durante o governo FHC que a esmagadora maioria dos brasileiros vem rejeitando há mais de uma década. Nessa edição, o editorial “A indústria de Dilma” anuncia, veladamente, o programa tucano para o país caso vença a eleição presidencial do ano que vem.
Detalhe: os termos do editorial foram acertados há poucos dias entre a direção do jornal e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, com a anuência do pré-candidato Aécio Neves.
Apesar da pouca clareza do texto sobre o que propõe para pôr no lugar do modo petista de governar o Brasil e da falta de informação de que tais propostas não são dos donos daquele jornal, mas decorrentes da visão do PSDB sobre como “fazer mais” do que o PT, é possível detectar algumas medidas que certamente serão adotadas caso Aécio Neves – ou algum outro tucano – vença a eleição presidencial de 2014.
Já no quinto parágrafo do editorial em questão, o diagnóstico é o de que haveria em nossa economia um “Descasamento entre a voracidade do consumo e as deficiências da oferta” por conta de que “Os custos -salariais, tributários e de logística dispararam e a produtividade estagnou”.
Haveria que perguntar ao editorialista, que escreveu as ideias tucanas sob ordem do dono do jornal, que tributos “dispararam”, pois o governo Dilma não aumentou impostos e, em vez disso, vem adotando seguidas medidas para desonerar a produção via redução de impostos na folha de pagamento ou em produtos ou em importação de máquinas e equipamentos, entre outros.
Todavia, o editorial tem razão em um ponto: os “custos salariais”. Como se sabe, Aécio é o candidato preferido dos grandes empresários brasileiros justamente porque, intramuros, o PSDB promete a eles interromper o ciclo de valorização da mão-de-obra brasileira, a qual esses empresários, a Folha e o partido enxergam como “custo”.
Cheio de falácias, o editorial ignora que a União Europeia, por exemplo, composta por 17 países, com a retração da economia de 0,2% no primeiro trimestre deste ano acumula há quinze meses consecutivos o período recessivo mais longo de sua história e, assim, o texto acusa o governo Dilma pelo crescimento modesto de 2012 – que, de qualquer forma, foi positivo – em meio à maior e mais duradoura crise econômica mundial que já se viu.
A conhecida retórica do PSDB que a Folha transformou em editorial afirma que “Em nenhum setor os problemas são mais evidentes do que na indústria, cuja produção está no mesmo nível de 2007” porque “O país perdeu a capacidade de competir nos mercados globais”.
Tudo bobagem. Não é “O país” que “Perdeu capacidade de competir”; o mundo é que está estagnado.
Assim mesmo, o crescimento de 1,05% do Brasil no primeiro trimestre projeta no ano evolução do PIB três ou quatros vezes maior do que a do ano passado e, na pior das hipóteses, o primeiro governo Dilma Rousseff deve terminar com um crescimento médio igual ou até melhor do que o obtido pelo PSDB durante seu governo de oito anos, porém com inflação média bem mais baixa, sem o desemprego galopante da era tucana, com distribuição de renda que FHC não deu ao país e com salários e renda das famílias mais altos da história.
O editorial, ao sair do diagnóstico mambembe e partir para proposituras, diz que “Como o avanço brasileiro enxugou a ociosidade no mercado de trabalho, não há saída para acelerar o crescimento sem aumento da produtividade” e que “A reindustrialização do país precisa ter como ponto focal um modelo de crescimento mais equilibrado e sustentável
A Folha acerta no “detalhezinho” sobre “Enxugar a ociosidade no mercado de trabalho” – tradução para a situação de pleno emprego no Brasil que é invejável em todo o mundo, sobretudo nos países ricos, nos quais a taxa de suicídios causados pelo desemprego não para de subir.
Todavia, que diabo seria esse “Modelo de crescimento mais equilibrado e sustentável” que o PSDB inseriu no editorial da Folha?
Aqui volta à cena o recém-anunciado apoio de 66% dos grandes empresários à candidatura tucana à Presidência. O editorial, enfim, revela o que o PSDB fará se voltar ao poder. E não é nada bonito, ao menos para o povo brasileiro. Leia, abaixo, o assustador trecho que revela qual é o programa econômico com que esse partido pretende governar.
O ajuste macroeconômico implica reduzir o crescimento das despesas públicas abaixo do avanço do PIB, com o fim da política de correção do salário mínimo acima da inflação, controle de gastos previdenciários e limites legais para gastos de custeio e dívida federal
Por certo, na campanha eleitoral de 2014 o PSDB irá poupar o eleitorado da informação de que irá arrochar o salário mínimo e desidratar os gastos do governo em programas sociais como o Bolsa Família e tantos outros, pois é disso que o editorial trata quando prega “Redução de despesas públicas” e “Controle de gastos previdenciários”.
Mas o que impressiona mesmo – e assusta – é a proposta tucano-folhática de interrupção da política pública que, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), tem tido o maior peso na redução das desigualdades: a valorização do salário-mínimo que vem ocorrendo de fato no Brasil só depois que o PT chegou ao poder, em 2003.
O editorial, porém, tem um mérito: mostrou ao PT o que deve ser denunciado ao povo brasileiro no ano que vem, quando os tucanos e a mídia tentarão aplicar mais um estelionato eleitoral no país, a exemplo daquele que praticaram em 1998, quando prometeram que Fernando Henrique Cardoso não desvalorizaria o real, caso fosse reeleito, e que a desvalorização só ocorreria se Lula vencesse.
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(*) “Estranhamente”, o link do Estadão não abre

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Mauricio Dias Monteiro Lobato, racista empedernido


21.05.2013
Do portal da REVISTA CARTACAPITAL, 17.05.13
Por  Mauricio Dias 

Estudo comprova a admiração do escritor pela Ku Klux Klan, que usava métodos violentos contra os negros nos Estados Unidos

Ziraldo
Diversão... mas como a cor não pega...

A revista dados, publicação acadêmica editada pelo Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (Ipesp-Uerj), resgata na edição 56, a polêmica de 2010, em torno das obras infantis do escritor Monteiro Lobato. Artigo assinado pelos professores João Feres Júnior, Leonardo Fernandes Nascimento e Zena Winona Eisenberg não deixa dúvidas: os contos escritos por ele disseminam preconceito.

Lobato, um influente autor brasileiro do século XX, era racista de perigosa influência nos bancos escolares, consumido com avidez pelas crianças. Porém... “Há evidências suficientes para afirmar que (...) Monteiro Lobato era de fato racista (...) foi membro da Sociedade Eugênica de São Paulo e amigo pessoal de expoentes da eugenia no Brasil, como os médicos Renato Kehl (1889-1974) e Arthur Neiva (1880-1943). Uma carta escrita por Lobato a Neiva, em 1928, desmancha dúvidas dos mais intransigentes. Eis um trecho dela, conforme o original: “Paiz de mestiços onde o branco não tem força para organizar uma Kux-Klan, é paiz perdido para altos destinos. André Siegfried resume numa phrase as duas attitudes. ‘Nós defendemos o front da raça branca – diz o Sul – e é graças a nós que os Estados Unidos não se tornaram um segundo Brazil’. Um dia se fará justiça ao Klux Klan (...) que mantem o negro no seu lugar”.

O estudo não foi provocado pela passagem do 125º aniversário do 13 de maio e, sim, pela controvérsia de 2010, que envolveu diretamente o Ministério da Educação a partir, especificamente, do livro Caçadas de Pedrinho, que contém trechos como este: “Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou que nem uma macaca de carvão pelo mastro de São Pedro acima, com tal agilidade que parecia nunca ter feito outra coisa na vida...”; ou este outro: “Não vai escapar ninguém, nem tia Nastácia, que tem carne preta”.

O MEC tem o livro no catálogo do Programa Nacional Biblioteca na Escola. Anotam os autores que, no livro Reinações de Narizinho, Nastácia é chamada “negra de estimação” e Lobato se refere a ela “56 vezes usando o termo a negra”. No confronto, a imprensa, segundo os autores, “assumiu uma postura normativa e militante” com uma forte tendência a “atribuir a responsabilidade” diretamente à “linha ideológica do PT”.

O tema, como é comum no Brasil, acabou carnavalizado. Um tradicional bloco de foliões da zona sul carioca desfilou, inclusive, de camiseta ilustrada com desenho conciliador do cartunista mineiro Ziraldo. Reações inúteis. Lobato não poderia escrever sem o peso da crença no aprimoramento genético por meio de cruzamentos seletivos em que acreditava.

Vetar a publicação? Nunca. Os pais têm o direito de comprar as obras do autor e, com elas, presentear os filhos. Pelo aniversário ou por qualquer outra razão.

Mas o poder público não pode propagar a visão racista de Monteiro Lobato.
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MANIPULAÇÃO DA MÍDIA; Mídia esconde queda da inadimplência

20.05.2013
Do BLOG DO MIRO, 19.05.13
Por Altamiro Borges

De janeiro a abril deste ano, 8,92 milhões de brasileiros saíram da lista de inadimplentes da Serasa Experian,  empresa que monitora a evolução dos pagamentos de empréstimos e financiamentos. Na comparação com o mesmo período de 2012, houve uma melhora de 6,4% neste cadastro. Além da queda da inadimplência, também caiu o contingente de pessoas que entraram para esta lista macabra. Este balanço positivo, porém, não foi manchete dos jornalões e nem mereceu comentários na tevê dos tais "analistas de mercado" - nome fictício dos porta-vozes dos agiotas financeiros.

No final do ano passado, a mídia rentista fez o maior escândalo com o aumento da inadimplência no país. O Brasil parecia próximo do calote das dívidas, com a quebradeira de bancos e empresas. Alguns urubólogos afirmaram que o país se aproximava da situação de caos financeiro dos EUA e da Europa. O objetivo desta campanha terrorista era bombardear a política econômica do governo Dilma de redução das taxas de juros e de aumento do crédito. Agora, na sua seletividade, a mídia dos banqueiros esconde a queda do número de inadimplentes. Por motivos políticos e econômicos, ela só dá destaque ao que lhe interessa.
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Modelo de gestão pública do governo federal é debatido em oficina promovida pelo Sindsprev

20.05.2013
Do portal do SINDSPREV.PE, 03.05.13
Por Wedja Gouveia*


Modelo de gestão pública do governo federal é debatido em oficina promovida pelo Sindsprev
 
Representantes sindicais de base e membros do Conselho da Executiva e a Direção Executiva do Sindsprev estão reunidos hoje (03) e amanhã (04), no CFL, para discutir o modelo de gestão pública do Governo Federal.

O objetivo do evento é aprofundar o debate sobre o modelo de gestão pública implantado pelo Governo Federal no serviço público brasileiro e as suas conseqüências no trabalho, remuneração e saúde dos servidores. Na oportunidade, também estão sendo discutidas as estratégias para combater o atual sistema de avaliação de desempenho, que penaliza os servidores.
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O painel de abertura da oficina foi realizado pelo professor da Universidade Federal da Paraíba, José Artigas (foto), que fez uma exposição sobre os diversos modelos de gestão já implantados no Brasil até os dias de hoje. Entre os debatedores desse tema estavam  o secretário de Formação do Sindicato, Irineu Messias.

Os participantes da oficina foram unânimes em afirmar que o modelo de gestão pública atual é produtivista, tendo como referência a experiência do setor privado. Defendemos que as instituições públicas devem ser fortalecidas e ter assegurado o seu papel de prestadoras de serviços gratuitos e de qualidade, bandeira histórica do movimento sindical.  




*Jornalista do Sindsprev.PE
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MINISTRA DELAÍDE: “EU NÃO SOU JOAQUIM BARBOSA

20.05.2013
Do blog CONVERSA AFIADA, 19.05.13
Por Paulo Henrique Amorim

” Joaquim pode ter amargura no coração.


Saiu na revista IstoÉ:

DE DOMÉSTICA A MINISTRA


Ela trabalhou em lavouras e foi empregada na adolescência. Agora, como membro do Tribunal Superior do Trabalho, é figura-chave nas discussões da PEC das domésticas

Izabelle Torres e Josie Jeronimo

TRANSFORMAÇÃO

Delaíde tem nas mãos 12 mil processos e o desejo assumido de ajudar pessoas com biografia semelhante à sua

As discussões envolvendo a PEC das Domésticas, promulgada em abril pelo Congresso, colocaram luz sobre a atuação e a história de vida de uma ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Aos 60 anos, avó de três netos, Delaíde Miranda Arantes trabalhou nas pequenas lavouras do pai no interior de Goiás, foi empregada doméstica na adolescência e se tornou advogada aos 27 anos. No TST desde 2011, ela tem nas mãos 12 mil processos e o desejo assumido de ajudar pessoas com uma biografia semelhante à sua. Transformada em atração nacional depois da aprovação da emenda 72 – que regula o serviço doméstico -, seu gabinete virou um ponto de encontro de parlamentares, lideranças sindicais e assessores do Ministério do Trabalho interessados em debater a regulamentação da proposta. Na semana passada, entre uma audiência e outra, a ministra deu a seguinte entrevista para ISTOÉ:


ISTOÉ – A sra. foi empregada doméstica e ascendeu na carreira jurídica, em uma trajetória de superação que lembra a do presidente do STF, Joaquim Barbosa. Como avalia a atuação do ministro?
Delaíde Miranda Arantes – Eu não sou Joaquim Barbosa. Temos essa coincidência de trajetórias, mas não penso como ele. Tenho respeito. E tenho o dever hierárquico de respeito, porque ele comanda o Supremo. Entretanto, ele faz críticas à magistratura que eu não faria, pois não contribuem para alterar nada no Judiciário, especialmente pela forma como ele faz. O presidente do Supremo também critica advogados. Preocupam-me as declarações que ele fez ao ministro Ricardo Lewandowski durante o julgamento do mensalão. Eu não critico um colega que vota diferente de mim. Não acho que tenho esse direito. Eu realmente tenho uma preocupação com a forma como ele fala e como se coloca.

ISTOÉ – Qual o problema desse comportamento?

Delaíde – A impressão que tenho é que o presidente do STF pode ter amargura no coração. Às vezes faz discursos duros contra tentativas de defesa de réus. A gente não sabe por que faz isso. Quem sabe Freud possa explicar.

ISTOÉ – A sra. tem alguma amargura pelo sofrimento que passou?
Delaíde – Nenhuma. Sou liberada, meu coração é livre. Quando me formei em direito, minha carteira foi assinada por um sindicato de trabalhadores com um salário bem pequeno. Fui fazer um cadastro para comprar roupa a crédito e a moça falou: “Olha quanto ela ganha, por isso eu não estudo.” Uma vez fui arrumar emprego em Goiânia e uma das moças que moravam comigo numa república disse que eu não poderia trabalhar em escritório porque não tinha roupas. Na verdade, eu tinha duas roupas, dava para enganar. Um dia usava uma. No outro, a outra.

ISTOÉ – Seu passado como empregada doméstica a transformou em uma interlocutora de diversos setores nas discussões sobre a PEC 72. Como a sra. vê essas discussões?
Delaíde – A discussão é saudável. O Congresso está preocupado com a multa de 40% em caso de demissão. Faz sentido. Uma empresa tem uma rubrica financeira para as despesas trabalhistas. Quando o empregador é uma pessoa física, isso fica mais complicado. É importante pensar na criação de um fundo com participação do poder público, mas não tenho uma fórmula. Haverá uma solução e acho que ela não demora.
ISTOÉ – Os conflitos gerados pela PEC vão inundar a Justiça?
Delaíde – Em 1988, milhares de empresas disseram que iriam à falência em função de alguns direitos trabalhistas. Agora não temos empresas reclamando, mas empregadores dizendo que não podem mais ter empregadas, que não vai ser possível suportar. Mas o ônus não é tão grande. Está havendo um superdimensionamento. O ponto principal é tomar cuidado para não criar condições de questionamentos judiciais em demasia, em especial quanto às horas extras. O resto ainda será discutido. Aposto muito no diálogo entre empregada e empregador.

ISTOÉ – A PEC está sendo criticada porque foi aprovada sem prazo para regulamentação e sem recursos para cursos de profissionalização. A sra. concorda?

Delaíde – Considero que o apoio de políticas públicas será fundamental. Será necessário abrir creches, escolas infantis de tempo integral e até criar uma política de incentivo para a aquisição de casa própria para empregados domésticos.

ISTOÉ – Mas o governo não está conseguindo sequer cumprir as metas de construção de creches anunciadas antes da PEC…
Delaíde – Esta é uma demanda de muitos anos. Não é possível fazer tudo ao mesmo tempo. Acho que o setor privado terá que ajudar. Não é possível imaginar que só o setor público dará vazão a essa demanda.

ISTOÉ – A PEC é eleitoreira?
Delaíde – Na minha opinião, pode ter um componente desse tipo. Todo avanço social, em tese, rende votos. Não tem como se aprovar nada no campo social ou previ­denciário que não se transforme de alguma forma em voto. Mas uma eleição é mais complexa e isso não vira voto diretamente. Quando for votar, a empregada não vai escolher alguém apenas porque aprovou uma emenda. Se houver vantagem eleitoral, será indireta.

MÉRITO

Delaíde nunca foi petista, mas admira o trabalho de Lula no governo


ISTOÉ – A Justiça do Trabalho mudou de perfil nos últimos anos?

Delaíde – Não há dúvida. É uma mudança que reflete as transformações recentes do Brasil. Elas permitiram que uma antiga empregada doméstica, como eu, fosse nomeada ministra do TST. Há alguns anos, isso seria quase impossível. Mas hoje somos um País preocupado com a pobreza. Isso se reflete no trabalho da Justiça e amplia o leque de quem conhece seus direitos e busca por eles. O Brasil presidido por um metalúrgico e depois por uma mulher não é o mesmo País de antes.

ISTOÉ – A sra. é petista?

Delaíde – Nunca fui petista, mas fui comunista por mais de 20 anos. Era uma militante de base do PCdoB, com um papel secundário no partido. Fui diretora da OAB, da associação dos advogados trabalhistas de Goiás e até hoje estou filiada à associação das mulheres de carreira jurídica. Eu me desfiliei para atender à lei da magistratura nacional. Também me desvinculei porque gosto de ser séria em tudo o que faço.

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A quem servem os ataques violentos, virulentos e a granel ao governo Dilma? Estaríamos melhor com Serra, Marina, etc?

20.05.2013
Do BLOG DO MELLO, 18.05.13
Postado por 


Com tanto cacete que o governo da presidenta Dilma tem levado (alguns com muita propriedade), penso no que estaríamos postando aqui no Blog, no Twitter ou Facebook, caso José Serra tivesse sido eleito, ou sobre o que estaremos publicando futuramente, caso Dilma não seja reeleita e o poder volte às mãos dos vendilhões do templo - para usar a linguagem evangélica que parece estar tomando conta de tudo.
 
Tenho muitas críticas ao governo, mas não jogo a história no lixo, ao avaliar o que está acontecendo.
 
Por outros motivos, acabei voltando a este vídeo que posto a seguir, com minha declaração de voto a Dilma, em 2010. 
 
Ainda vale para 2014.



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