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domingo, 19 de maio de 2013

Laurindo Leal: A pá de cal nas notícias censuradas pela velha mídia

19.05.2013
Do blog VI O MUNDO, 17.05.13
Por Laurindo Leal Filho, na Revista do Brasil, via Carta Maior, sugestão de Julio Cesar Macedo Amorim 


Banda larga democratizada será pá de cal no bloqueio à informação

Virá o momento em que informações urgentes não passarão mais pelos grandes meios para chegar ao público. Em São Paulo, a prefeitura anuncia o acesso gratuito à internet nas ruas, passo decisivo para o avanço da democratização das informações.

Em 1994, o respeitável jornal inglês The Guardian atirou no que viu e acertou no que não viu. Em um exercício premonitório encartou numa de suas edições alguns exemplares do que poderia ser o jornal no então longínquo ano de 2004.

A novidade, além do tamanho reduzido, era a personalização das informações. Através de um banco de dados, o jornal saberia exatamente quais eram os interesses de cada um dos seus leitores os quais, através de um cartão magnético, imprimiriam um exemplar pessoal em qualquer banca.

Havia ainda o requinte de a impressão ser feita em um tipo de fibra impermeável, capaz de resistir a água das banheiras, local onde o jornal poderia ser lido com grande conforto, bem ao gosto dos ingleses.

A forma não vingou, mas o conteúdo personalizado ganhou força através de outro caminho, a internet. Com uma diferença fundamental: o fim da rígida divisão entre emissores e receptores. Papeis que agora são assumidos sem distinção por todos os envolvidos nas trocas de mensagens eletrônicas.

O resultado já pode ser percebido num ainda incipiente mas promissor crescimento da liberdade de expressão pelo mundo. Quem está se dando mal são os grandes grupos empresariais de comunicação, até aqui senhores absolutos da verdade.

Muitos já acusam o golpe, alguns discretamente, outros de forma ensandecida como certos colunistas da grande mídia que têm suas informações e opiniões contraditadas em blogs e nas redes sociais.

Um desses, “José Neumânne Pinto, foi ao Congresso pedir uma ‘lei dura’ para a internet, usando um caso de ofensa pessoal, típico no Código Penal, para restabelecer mecanismos de exceção”, como apontou o site Brasil 247.

Antes dele, nas eleições presidenciais a força da comunicação alternativa já havia sido sentida pelo candidato José Serra. Acostumado a controlar os grandes meios de comunicação com telefonemas para seus proprietários e editores e receber deles total apoio, Serra viu-se diante do contraditório exposto por diferentes blogues, chamados por ele de “sujos”. Era o reconhecimento explicito do poder da nova mídia que veio para ficar.

São inúmeras as notícias censuradas pela velha mídia e que só chegam ao conhecimento de parte do público graças a internet. Por exemplo, por qualquer critério jornalístico as mortes de oito apoiadores do presidente Maduro da Venezuela, logo após as eleições naquele país, seriam notícia. Com detalhamento das circunstâncias em que ocorreram e a completa identificação da vítimas. Mas quem se informou peloJornal Nacional nada ficou sabendo como bem mostrou o blogueiro Eduardo Guimarães.

Quando os temas são mais complexos a censura é ainda pior. Basta ver o debate em torno da alta de preços de alguns produtos e os riscos inflacionários. Posições diferentes daquelas que defendem a alta de juros como solução não tem vez na grande mídia.

No auge dessas discussões a ‘Globonews’, numa conversa entre os seus invariáveis comentaristas, colocou durante alguns minutos na tela a legenda implacável: “Dilema da política econômica: inflação ou juros altos”. Qualquer outra opinião estava liminarmente censurada.

A pá de cal nesse bloqueio informativo a que os brasileiros estão submetidos há décadas será dada quando a banda larga da internet se universalizar. Virá o momento em que informações urgentes não passarão mais pelos grandes meios para chegar ao público.

Aliás, quem já está ligado à rede testemunhou isso na notícia da prisão do segundo suspeito dos atentados em Boston, divulgada em primeira mão através do twitter.

Em São Paulo, a prefeitura anuncia o acesso gratuito à internet nas ruas, passo decisivo para o avanço da democratização das informações.

Com isso, parte da profecia do Guardian se concretizará, com o cidadão buscando as notícias de forma personalizada mas sem a necessidade do cartão magnético. Ficam faltando, para os ingleses, computadores e celulares impermeáveis a água da banheira.

Laurindo Lalo Leal Filho, sociólogo e jornalista, é professor de Jornalismo da ECA-USP. É autor, entre outros, de “A TV sob controle – A resposta da sociedade ao poder da televisão” (Summus Editorial). Twitter: @lalolealfilho.

Leia também:

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DIREITA RAIVOSA: A internação compulsória e as declarações do Lobão

19.05.2013
Do blog ESQUERDOPATA


Pobre Bobão

O que aqueles que são contra a internação compulsória têm a dizer sobre as mais recentes declarações do Lobão? Hein?

Eu sempre soube que abstinência não assistida pode gerar distúrbios cerebrais irreversíveis. É o que deve ter acontecido com o ex-roqueiro, em tratamento desde os anos 1980, quando suas lamúrias eram consideradas manifestação artística por psiquiatras e desafetos do Barão Vermelho. Não por acaso, o período foi chamado de "década perdida".

Depois de anos de ostracismo forçado, por conta de sua falta de talento, eis que o auto-polemista resolver tirar uns trocos para patrocinar seu ócio intelectual publicando um tal “Manifesto do Nada na Terra do Nunca”. Acho que é um livro.

No exato instante, era como se ouvíssemos algum assessor de imprensa gritar: “Alô, redação! Está sem assunto e quer causar? Chama o Reinaldo Azevedo da MPB, o Merval Pereira do pop brazuca, o Diogo Mainardi do pós-tropicalismo, o Quinta Coluna da cultura nacional!”. Ele. O Bobão.

Em seu afã narcísico de ser notado, o meliante verbal, lá atrás, já foi um rebelde sem causa (de cabelo ensebado demais pro meu gosto). Não colou. O Renato Russo e o Cazuza eram bem mais sóbrios, eficientes e limpinhos nesse papel. Aí o moço ocupou o único lugar que lhe restava: à direita de Agnaldo Timóteo.

O que Bobão tem dito para justificar o que sobrou de sua existência não merece ser reproduzido. Nessa eu não caio. São aberrações lógicas do tipo que ouvimos na boca de torturadores, golpistas e ressentidos com a História.  Não acrescentam nada, apenas reforçam o que há de mais atrasado nas cavernas e nas casernas.

Até quando diz coisas razoáveis, destila tanto rancor que desperta repulsa. Devia se recolher ao sanatório que ele mesmo criou. Pobre Bobão.

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BLOG MOBILIDADE URBANA: (Des)centralizar o Recife, por Tânia Passos


19.05.2013
Do BLOG MOBILIDADE URBANA
Por Tânia Passos

Centro do Recife - Foto - Alcione Ferreira
Pelo menos dois terços da população do Recife se deslocam para trabalhar em apenas um terço do território do município. Imagina o que isso significa em termos de deslocamentos! O Centro do Recife, onde fica a Região Político Administrativa 1 (RPA-1), é o ponto de maior convergência de pessoas, seguido da RPA-6, onde está o bairro de Boa Viagem. Não é de se espantar que praticamente todas as linhas de ônibus se dirijam ao Centro. Fazer o caminho da descentralização do comércio, serviços, frentes de trabalho e ainda moradia e lazer é um passo importante para a melhoria da mobilidade.

Com uma área de 219 quilômetros quadrados e uma população de 1,5 milhão de pessoas distribuídas em 94 bairros, o Recife não tem muito para onde crescer. Por isso, é preciso replanejar as suas centralidades urbanas. A área territorial, onde estão inseridas as seis RPAs, revela não apenas desigualdades sociais, mas também um descompasso entre as áreas mais populosas, adensadas e motorizadas, que interferem diretamente na mobilidade de uma cidade.

O bairro de Boa Viagem, o mais populoso com quase 123 mil habitantes, tem também a maior taxa de motorização, com 1,3 habitante por carro. Em Peixinhos, que tem a menor taxa de motorização da cidade, são 16,77 habitantes por carro. O problema não é o fato de nem todo mundo ter esse meio de transporte, mas sim a ausência de uma diversidade de modais para alcançar as centralidades.

Mobilidade Travada

Trabalhar a descentralização dos centros urbanos é uma das missões do Instituto da Cidade Pelópidas Silveira para os 500 anos do Recife. De acordo com a presidente, Evelyne Labanca, até dezembro de 2013 estará pronto o termo de referência do edital que vai selecionar uma empresa de consultoria para uma pesquisa em todos os bairros. O estudo vai apontar o que cada um precisa para evitar que os moradores necessitem se deslocar. “Quanto mais as pessoas tiverem acesso aos serviços, comércio, trabalho e moradia na própria região, sem precisar percorrer grandes distâncias, melhor será. E esse é o nosso desafio para o Recife que queremos em 2037”, apontou Labanca.

Leia a matéria completa no Diario de Pernambuco
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DIÁRIO DE PERNAMBUCO: Novos centros para encurtar distâncias

19.05.2013
Do portal do DIARIO DE PERNAMBUCO
Por Tânia Passos

O Recife cresce e
urbanistas estudam
formas de viabilizar
novos centros urbanos (se deslocam para
trabalhar em apenas um
terço do território do
município. Imagina o que
isso significa em termos
de deslocamentos! O
Centro do Recife, onde fica
a Região Político
Administrativa 1 (RPA-1), é
o ponto de maior
convergência de pessoas,
seguido da RPA-6, onde
está o bairro de Boa
Viagem. Não é de se
espantar que
praticamente todas as
linhas de ônibus se
dirijam ao Centro. Fazer o
caminho da
descentralização do
comércio, serviços, frentes
de trabalho e ainda
moradia e lazer é um
passo importante para a
melhoria da mobilidade.
O Diario inicia hoje uma
série que aborda a
descentralização dos
núcleos urbanos que
poderá modificar a lógica
dos movimentos na
cidade. Olhar o tecido
urbano na sua totalidade e
não apenas com soluções
pontuais é um desafio
novo para os urbanistas,
que estão tendo que se
deparar com bairros cada
vez mais adensados e um
aumento na frota de
veículos que cidade
alguma é capaz de
suportar. Durante uma
semana, eu e a fotógrafa
Alcione Ferreira
mergulhamos nas agruras
da cidade. Registramos a
difícil rotina de quem
precisa acordar cedo para
%u201Cviajar%u201D ao trabalho ou
ainda de quem reside a
alguns passos do serviço.
A escolha da moradia
deveria levar em conta,
sobretudo, as distâncias a
serem percorridas todos
os dias. Mas nem sempre a
residência está perto das
ofertas existentes nas
centralidades. É nesse
ponto que o poder público
precisa se fazer presente.
O desafio agora é
descentralizar o Recife em
pouco mais de duas
décadas, preparando a
cidade para seus 500
anos, em 2037.
C6 DI ARIOde P E R N A M BUC vida urbana O - Recife, domingo, 19 de maio de 2013
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Novos centros para
encurtar distâncias
O Recife cresce e
urbanistas estudam
formas de viabilizar
novos centros urbanos
(Des)centralizar o Recife
Com uma área de 219 quilômetros
quadrados e uma população de
1,5 milhão de pessoas distribuídas
em 94 bairros, o Recife não tem
muito para onde crescer. Por isso,
é preciso replanejar as suas centralidades
urbanas. A área territorial,
onde estão inseridas as seis RPAs,
revela não apenas desigualdades
sociais, mas também um descompasso
entre as áreas mais populosas,
adensadas e motorizadas, que
interferem diretamente na mobilidade
de uma cidade.
O bairro de Boa Viagem, o
mais populoso com quase 123
mil habitantes, tem também a
maior taxa de motorização, com
1,3 habitante por carro. Em Peixinhos,
que tem a menor taxa
de motorização da cidade, são
16,77 habitantes por carro. O problema
não é o fato de nem todo
mundo ter esse meio de transporte,
mas sim a ausência de
uma diversidade de modais para
alcançar as centralidades.
Trabalhar a descentralização
dos centros urbanos é uma das
missões do Instituto da Cidade Pelópidas
Silveira para os 500 anos
do Recife. De acordo com a presidente,
Evelyne Labanca, até dezembro
de 2013 estará pronto o
termo de referência do edital que
vai selecionar uma empresa de
consultoria para uma pesquisa em
todos os bairros. O estudo vai apontar
o que cada um precisa para
evitar que os moradores necessitem
se deslocar. %u201CQuanto mais as
pessoas tiverem acesso aos serviços,
comércio, trabalho e moradia
na própria região, sem precisar
percorrer grandes distâncias,
melhor será. E esse é o nosso desafio
para o Recife que queremos
em 2037%u201D, apontou Labanca.
Mobilidade travada
O Bairro do Recife, onde se deu
o primeiro povoamento da cidade,
sedia uma das iniciativas mais
bem-sucedidas do ponto de vista
da economia. O Porto Digital, que
aqueceu a economia local, emprega
cerca de 6,5 mil funcionários,
que se deslocam todos os dias para
o bairro, principalmente de carro
e ônibus. Uma pesquisa entre
os funcionários do setor já identificou
que pelo menos mil deles
aceitariam morar no Recife Antigo
se houvesse condições de moradia.
%u201CIsso significariamenos deslocamentos
e uma qualidade melhor
de vida para as pessoas e para
a cidade%u201D, revelou Evelyne Labanca.
Os colegas Cristiane Apolinário,
27 anos, e Mateus Carvalho,
36, ambos administradores de sistema
no Porto Digital, ficaram encantados
com a ideia de se mudar
para o bairro. %u201CVenho do Cabo de
Santo Agostinho, e todos os dias
saio de casa às 6h para chegar ao
trabalho às 7h. Venho de carro.
Além do cansaço, do custo e do estresse
da viagem, ainda há dificuldade
para estacionar aqui%u201D,
contou Cristiane.
O mesmo problema é enfrentado
de segunda a sexta-feira pela
analista Rosileide Silva, 33
anos, no percurso entre Olinda e
Recife, uma distância de 13 quilômetros.
Ela gasta cerca de uma
hora e vinte minutos no trânsito.
%u201CAcredito que a minha qualidade
de vida melhoraria muito
se eu viesse morar aqui ou se
meu trabalho fosse perto da minha
casa%u201D, revelou.
Na perspectiva das centralidades,
o urbanista César Barros vai
mais além. Segundo ele, as novas
centralidades precisam ser pensadas
do ponto de vista metropolitano.
%u201CO Recife tem um território
relativamente pequeno,
mas por ser uma metrópole,
grande parte da mão de obra ou
de consumidores vem das cidades
que estão inseridas na Região
Metropolitana. Pensar em descentralizar
os bairros na cidade
é um passo importante, mas é
preciso manter a visão metropolitana%u201D,
detalhou o urbanista.
Faltam moradias no centro
Rosileide Carneiro leva
uma hora e vinte minutos
para chegar ao trabalho
Cerca de 1,5 milhão de pessoas moram
no Recife. É preciso replanejar a cidade)
O Recife cresce e urbanistas estudam formas de viabilizar novos centros urbanos

Pelo menos dois terços da população do Recife se deslocam para trabalhar em apenas um terço do território do município. Imagina o que isso significa em termos de deslocamentos! O Centro do Recife, onde fica a Região Político Administrativa 1 (RPA-1), é o ponto de maior convergência de pessoas, seguido da RPA-6, onde está o bairro de Boa Viagem. Não é de se espantar que praticamente todas as linhas de ônibus se dirijam ao Centro. Fazer o caminho da descentralização do comércio, serviços, frentes de trabalho e ainda moradia e lazer é um passo importante para a melhoria da mobilidade. 


Cerca de 1,5 milhão de pessoas moram
no Recife. É preciso replanejar a cidade (ALCIONE FERREIRA/DP/D.A PRESS)
Cerca de 1,5 milhão de pessoas moram no Recife. É preciso replanejar a cidade


O Diario inicia hoje uma série que aborda a descentralização dos núcleos urbanos que poderá modificar a lógica dos movimentos na cidade. Olhar o tecido urbano na sua totalidade e não apenas com soluções pontuais é um desafio novo para os urbanistas, que estão tendo que se deparar com bairros cada vez mais adensados e um aumento na frota de veículos que cidade alguma é capaz de suportar. Durante uma semana, eu e a fotógrafa Alcione Ferreira mergulhamos nas agruras da cidade. Registramos a difícil rotina de quem precisa acordar cedo para “viajar” ao trabalho ou ainda de quem reside a alguns passos do serviço. A escolha da moradia deveria levar em conta, sobretudo, as distâncias a serem percorridas todos os dias. Mas nem sempre a residência está perto das ofertas existentes nas centralidades. É nesse ponto que o poder público precisa se fazer presente. O desafio agora é descentralizar o Recife em pouco mais de duas décadas, preparando a cidade para seus 500 anos, em 2037.
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MENTIRA SOBRE BOLSA-FAMÍLIA JÁ É CASO PARA A PF


19.05.2013
Do portal BRASIL247

FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ABR    : Bras�lia - O futuro ministro da Justi�a, Jos� Eduardo Cardozo, durante anuuncio do novo diretor Geral da PF, Leandro Daiello Coimbra
Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou à Polícia Federal abertura de inquérito para investigar a autoria de um boato, que se espalhou pelas redes sociais, dando conta de que só seria possível sacar recursos do programa até ontem, o que levou muitas pessoas às agências da Caixa e dos Correios; em nota, tanto a Caixa como o Ministério do Desenvolvimento Social informam que nada mudou no programa

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou que a Polícia Federal abra inquérito para apurar a origem do boato sobre a suspensão do Programa Bolsa Família, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).

A informação falsa de que só seria possível sacar o benefício até ontem (18) levou muitas pessoas às agências da Caixa Econômica Federal e dos Correios. A Presidência da República detectou a informação em estados como a Paraíba, o Amazonas, o Maranhão e o Rio de Janeiro. O boato se espalhou pelas redes sociais e há beneficiários perguntando se o Bolsa Família será suspenso ou cancelado.

A Caixa Econômica Federal e o MDS divulgaram notas negando qualquer mudança no calendário de pagamento e reafirmando a manutenção das regras do programa.

“O Ministério do Desenvolvimento Social informa que não há qualquer veracidade nos boatos relativos à suspensão ou interrupção dos pagamentos do Programa Bolsa Família. O MDS reafirma a continuidade do Bolsa Família, assegura que o calendário de pagamentos divulgado anteriormente está mantido e que não há qualquer possibilidade de alteração nas regras”, diz a nota do MDS.

”A Caixa Econômica Federal informa que o pagamento do Programa Bolsa Família ocorre normalmente de acordo com calendário estipulado pelo governo Federal”, diz a nota da Caixa.

O calendário de pagamento está no site www.caixa.gov.br e pode ser consultado pelo telefone 0800 726 0101.

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, vai dar uma coletiva sobre o assunto às 14h.
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Governo decide suspender racionamento de água


19.05.2013
Do portal do DIARIO DE PERNAMBUCO
Por Juliana Cavalcanti

A partir dessa segunda-feira ao meio-dia, o fornecimento de água na Região Metropolitana do Recife será normalizado

O governador Eduardo Campos anunciou na manhã deste domingo que irá suspender o racionamento de água na Região Metropolitana do Recife a partir do meio-dia dessa segunda-feira, dia 20. Eduardo Campos sobrevoou as barragens de Pirapama, Tapacurá e Glória do Goitá neste domingo antes de anunciar a suspensão do racionamento.

Segundo dados da Secretaria de Recursos Hídricos e da Companhia de Abastecimento de Pernambuco (Compesa), as chuvas da última semana (em especial da quinta e da sexta) foram suficiente para acumular 13 milhões de metros cúbicos de água, completando 42% da capacidade das barragens; o suficiente para, segundo os técnicos, normalizar o fornecimento de água nas áreas planas do Recife e de Jaboatão.

"Tínhamos a expectativa de que até o fim de maio a gente voltaria a avaliar a situação das barragens. Abril não foi um bom mês em relação às precipitações e os dez primeiros dias de maio também foram abaixo da média histórica. Mas da quinta para sexta choveu mais de 50% do que era esperado para o mês inteiro. Se por um lado prejudicou a cidade do Recife, por outro serviu para acumular 13 milhões de metros cúbicos de água; o suficiente para antecipar o fim do racionamento", explicou o governador Eduardo Campos, em entrevista coletiva na manhã deste domingo.

De acordo com Roberto Tavares, presidente da Compesa, a expectativa é que até o final do mês de maio, o sistema de acumulação alcance 50% da capacidade total e que os meses de maio, junho, julho e agosto tenham chuvas de acordo com a média histórica.

"A abertura do Sistema Pirapama permitiu que acabássemos com o racionamento de água na Região Metropolitana do Recife, que durante 28 anos viveu esta realidade. Conseguimos manter o abastecimento 24 horas nas áreas plantas durante todo o ano de 2012, até o início de 2013; quando a situação de seca nos obrigou a estabelecer um regime de 20h e 28h, dividindo a cidade em duas áreas. A partir desta segunda-feira, ao meio-dia, a água voltará a chegar em toda a cidade e até terça-feira o fornecimento deve estar regularizado", destacou Tavares, acrescentando que 1,3 milhão de pessoas serão beneficiadas nas cidades do Recife e de Jaboatão dos Guararapes.

Bairros que terão água 24 horas a partir desta segunda-feira: Afogados, Afiltos, Água Fria, Apipucos, Areias, Arruda, Bairro do Recife, Barro, Beberibe, Boa Viagem, Boa Vista, Bomba do Hemetério, Bomba Grande, Bongi, Brasília Teimosa, Brasilit, Cabanga, Caçote, Cajueiro, Campina do Barreto, Campo Grande, Casa Amarela, Casa Forte, Caxangá, Cidade Universitária, Coelhos, Coque, Cordeiro, Curado, Derby, Detran, Dois Irmãos, Encruzilhada, Engenho do Meio, Espinheiro, Estância, Fundão, Graças, Hipódromo, Ibura, Ilha do Leite, Ilha do Retiro, Ilha Joana Bezerra, Imbiribeira, Ipsep, Iputinga, Jaqueira, Jardim Petrópolis, Jardim São Paulo, Jardim Uchôa, Jiquiá, Lagoa do Araçá, Lot. Nova Morada, Lot. Novo Caxangá, Macaxeira, Madalena, Mangabeira, Mangueira, Monsenhor Fabrício, Monteiro, Mustardinha, Paissandu, Parnamirim, Pina, Poço da Panela, Ponto de Parada, Porto da Madeira, Prado, Roda de Fogo, Rosarinho, San Martin, Sancho, Santana, Santo Amaro, São José, Setúbal, Sítio Grande, Soledade, Tamarineira, Tejipió, Torre, Torreão, Torrões, Totó, Várzea, Zumbi.
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