sábado, 11 de maio de 2013

DITADOR CONDENADO: Justiça guatemalteca condena ex-ditador a 80 anos de prisão por genocídio

11.05.2013
Do portal da REDE BRASIL ATUAL
Por Agência EFE


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Para a juíza responsável pelo caso, Ríos Montt tinha conhecimento do massacre cometido pelas Forças Armadas
Cidade da Guatemala – O ex-ditador guatemalteco José Efraín Ríos Montt, que governou o país entre março de 1982 e agosto de 1983, foi condenado nesta sexta-feira a 80 anos de prisão pelo genocídio cometido durante sua gestão contra a etnia indígena ixil.
A juíza Jazmin Barrios, presidente do Tribunal Primeiro A de Maior Risco, ao ler a sentença, disse que "Ríos Montt teve conhecimento" dos massacres cometidos pelas Forças Armadas sob seu comando, e que "não o impediu apesar de ter o poder para isso". Na histórica decisão, o tribunal declarou que o militar, de 86 anos, é "responsável" pelo genocídio contra os ixis "na qualidade de autor". O crime custou a vida de 5,5% do total da população pertencente a essa etnia.
Ríos Montt foi condenado a cumprir uma sentença de 80 anos de prisão, 50 por genocídio e 30 por crimes contra a humanidade. O tribunal também revogou sua prisão domiciliar, que cumpria desde janeiro de 2012, e ordenou sua imediata transferência a um quartel militar que funciona como prisão preventiva.
Os juízes consideraram que as Forças Armadas "utilizaram a fome como arma militar" para destruir os ixis, os quais foram declarados "inimigos internos do Estado", e que todas as ações repressivas contra os indígenas tinham como objetivo "a aniquilação" dessa etnia. Ríos Montt, que escutou a sentença do tribunal com aparente serenidade, foi acusado pela Procuradoria pela morte de 1.771 indígenas ixis pelas , durante os 15 meses em que governou a Guatemala.
Os crimes pelos quais o ex-chefe de Estado foi processado foram cometidos durante a guerra civil de 36 anos (1960-1996) no país centro-americano. Por outro lado, o tribunal absolveu o general reformado José Rodríguez Sánchez, ex-chefe de Inteligência Militar, que foi processado junto com Ríos Montt pelos mesmos crimes, por considerar que "não teve interferência" nas operações contra os indígenas.
O tribunal também ordenou à Procuradoria investigar outras pessoas que podem ter participado dos crimes, sem revelar seus nomes. Com a sentença emitida, explicou a juíza Barrios, "se reconhece a verdade" dos fatos ocorridos, que "deverá ajudar a cicatrizar as feridas do passado" e "fortalecer a democracia do país". "Este tipo de acontecimento não deve voltar a se repetir. O povo da Guatemala deseja viver em paz", ressaltou a juíza.
Esta é a primeira vez na história da Guatemala que um ex-chefe de Estado é processado por graves violações aos direitos humanos ocorridas durante a guerra civil.

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MANIPULAÇÃO DA GLOBO: A campanha de O Globo em defesa do desemprego

11.05.2013
Do blog VI O MUNDO, 10.05.13


A persistência da inflação

É falaciosa a ideia que quebra de safras no exterior explica a alta de preços no Brasil. Ora, o mesmo não aconteceu com outros países, e que ainda cresceram mais.


sugerido pelo Weden, no Facebook

Na visão otimista de Brasília, a inflação, depois de ultrapassar o limite superior da meta (6,5%), com 6,59%, recuará. De fato, mas o 0,55% do IPCA de abril veio acima das previsões, subiu em relação a março (0,47%) e, assim, o índice em 12 meses recuou menos que o esperado, estacionando na fronteira dos 6,49%. O centro da meta, de 4,5%, continua distante, e as melhores expectativas apontam para um índice pouco acima de 5% este ano, ainda alto.

O Banco Central saiu da letargia na última reunião do Copom, elevou os juros básicos (Selic) em 0,25 ponto, para 7,5%, por não desconhecer como a persistência de uma inflação elevada, numa economia ainda bastante indexada, pode deteriorar as expectativas e manter os preços sob pressão.

O momento é cada vez mais de escolhas do governo. É evidente a tentação de manter o mercado de trabalho aquecido com vistas às eleições do ano que vem. Porém, num quadro de quase pleno emprego, o crescimento dos salários acima da produtividade deprime a indústria — o setor deu sinais de vida em março, porém, em relação ao mesmo mês do ano passado, continua com números negativos (retração de 3,3%). Faz com que “vaze” demanda para as importações, ajudando a desequilibrar a balança comercial. E, por paradoxal que seja, isto contribui para mais um “pibinho” (destaque do Weden).

Além de tudo, impulsiona a inflação nos serviços. Em abril, este item do IPCA subiu 0,54%. Em bases anualizadas, a alta é de 8,13%. Com os salários em ascensão, e sem que haja concorrência externa — não se importam manicures, oficinas etc — , os serviços ostentam razoável fôlego para se tornar mais caros.

Pelo menos até agora, a aposta oficial na redução da pressão vinda dos alimentos ainda não se confirma na dimensão esperada. Há retrações, mas o encarecimento de vários produtos funciona como um anteparo às quedas. Só em abril, por exemplo, a batata inglesa deu um salto de 60,4%.

No saldo final deste surto de inflação são punidas as famílias mais pobres, clássicas vítimas da carestia na alimentação. Aquelas, por ironia, com as quais o governo conta para a reeleição de Dilma.

Diretores do BC têm procurado reafirmar o compromisso da instituição com a defesa do poder aquisitivo da moeda — é o que se espera de um banco central. Justifica-se, porém, o mantra devido ao déficit de credibilidade na autonomia da instituição.

A próxima reunião do Copom, na última semana do mês, será novo teste para o BC.

Fica claro que se trata de uma falácia o argumento de que a inflação brasileira foi impulsionada pela quebra de safras americanas e em outras regiões do mundo. Afinal, este impacto inflacionário não se observou nos demais países. As causas são mais internas que externas.

Leia também:


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AGRESTE MIX: Leia o que os blogs não informaram na audiência pública em Rainha Isabel

11.05.2013
Do blog AGRESTE MIX, 10.05.13


 O representante do secretário estadual, Isaltino Nascimento, o Sr. Irineu Messias, gerente de articulação institucional, justificou a ausência do secretário, na sua fala, ressaltou a importância da obra e informou que em todas as estradas que já foram construídas, os terrenos as suas margens chegam a triplicar o seu valor.

O presidente da Câmara de Vereadores de Bom Conselho, vereador Geninho Tavares, falou em nome do Poder Legislativo, informando para os presentes que todos os vereadores estão em comum acordo apoiando a construção da PE-214. Obra levará para o povo da Rainha, muito desenvolvimento, enfatizou Geninho.

O mico do padre, em um dos seus discursos, o reverendo citou que Rainha produz, frutas, legumes, artesanatos e tem uma fonte de água mineral pronunciou até o nome da água, mais na mesa era servida outro tipo de água. Resta saber quem pediu esta marca de água?
O padre Nivaldo, motivado e feliz com a conquista que o povo de Rainha Isabel está tendo, explicou como foi sua visita aos proprietários de terras que ficam à beira da estrada que tem um percurso de 11 KM.
 Segundo o reverendo, de todos que tem propriedade às margens da estrada, apenas três não concordaram com a doação, para que a estrada vicinal seja construída. Ele enfatizou que um dos proprietários citou uma frase bastante ilógica “eu não avalizo um palmo da minha terra”

A técnica responsável pelo setor de desapropriação, Márcia Zoraid, esclareceu os seguintes pontos:
A obra já está decretada de utilidade pública e será realizada, quem não concorda terá suas terras desapropriadas e irão receber os valores judicialmente; serão necessários em torno de 10 metros dos terrenos às margens da estrada. 

O deputado estadual Marco Antônio Dourado, falou que a construção da estrada será uma realidade. Não tenho duvidas que Rainha se desenvolva mais ainda com a chegada desta obra, finalizou Dourado.  Em nem um momento o parlamenta, citou o nome de Isaltino Nascimento, certo ele, porque se Isaltino não estivesse cumprido com sua promessa política, ele seria o 1º a detonado.  Como estavam fazendo  no fecebook  os puxa saco de Danilo Godoy


Isaltino Nascimento, não esteve presente na audiência pública, mas, enviou a equipe de gabinete para participar ativamente da audiência, no comprometimento de resolver os impasses que ainda restam antes do início da obra. Estiveram na reunião, Rosalvo Carvalho (chefe de gabinete), Suetônio Gonçalves (chefe de articulação institucional do DER),  Wanderley Pinto (gestor do DER), Irineu Messias (gerente de articulação institucional do gabinete de Isaltino), além da engenheira do DER, Márcia Zoraide.


Fonte: Claudio Andre o poeta e o Argonauta 

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Como conseguir mais seguidores no Twitter? Cientistas encontraram a resposta


11.05.2013
Do portal JORNAL CIÊNCIA, 05.05.13
Por  OSMAIRO VALVERDE

Quer saber a fórmula para aumentar rapidamente seus seguidores no Twitter?

Aparentemente, a resposta é: certifique-se que seus tweets são alegres, interessantes e não tenham muitas hashtgs.

 Quem afirma é um estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia da Geórgia, apresentado na Conferência de Fatores Humanos e Sistemas Computacionais na França, durante esta semana.

O estudo descobriu que os usuários do Twitter que postaram coisas positivas com mensagens fáceis de ler ou com notícias e informações factuais, conseguiram 30 vezes mais seguidores do que os mau humorados e egocêntricos.

Outras pesquisas já mostraram que o importante seria ser seguido por celebridades ou pessoas influentes, mas os novos resultados, mais aprofundados, mostraram que o seu conteúdo é muito mais importante.

Os cientistas da Georgia Tech, em Atlanta, EUA, pesquisaram mais de 500 mil tweets postados por 500 usuários ao longo de 15 meses. Eles criaram uma lista com 2.800 termos emotivos que sugeriam se seu tweet era positivo ou negativo. Eles incluíram na pesquisa emoticons, gírias, palavrões e siglas como LOL – parece piada, mas eles realmente pesquisaram tudo isso!

Segundo o instituto, para conseguir mais seguidores, você precisa:


Não falar sobre si mesmo: conteúdos informativos atraem muito mais seguidores, 30 vezes mais do que qualquer informação pessoal. Estima-se que 41% dos usuários do Twitter gostam de falar sobre suas vidas diretamente.

Seja feliz: Passe longe de mensagens negativas, tais como morte, desemprego e problemas de saúde. Para quem quer ter seguidores, parece que “fingir felicidade constante” é um dos segredos.

Use poucas hashtags: Se você usar muitas hashtags, as pessoas se sentirão “poluídas” e poderão se afastar. Pessoas que usam esse recurso em excesso tendem a perder seus seguidores.
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Proteste avisa: Oferta de Smartphones 4G é propaganda enganosa. Não compre sem ler esta postagem

11.05.2013
Do BLOG DO MELLO, 02.05.13

Como nosso Ministério das Comunicações não existe, é só pra garantir a eleição da mulher do ministro (a também ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann) ao governo do Paraná, as operadoras deitam e rolam e oferecem pacotes 4G sem especificar ao otário comprador que ele pode estar comprando uma carruagem de útlimo tipo e levando para casa uma abóbora. Pior, uma abóbora imprestável. É o que diz o Proteste:

PROTESTE aconselha consumidor a não gastar ainda com o 4G 

Operadoras fazem propaganda enganosa ao oferecer nova tecnologia em frequência que ainda não dispõem e sem antenas suficientes. 

A PROTESTE Associação de Consumidores  e a Associação dos Engenheiros de Telecomunicações (AET) enviaram nesta segunda-feira (29), à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), um ofício por meio do qual questionam os primeiros passos da internet móvel com tecnologia de quarta geração (4G) no Brasil e pedem esclarecimentos. 

Para a entidade, a Anatel não deveria permitir a comercialização de planos que se dizem 4G, mas cuja cobertura ainda é restrita. Tem aparelho sendo vendido que sequer opera na banda de 2,5GHz, que é adequada ao 4G, pois tem grande capacidade para tráfego de dados, mas tem pouca abrangência.

De acordo com a PROTESTE, o lançamento do 4G pode ser caracterizado como propaganda enganosa porque aparelhos e planos mais caros acabarão por ser operados em frequências destinadas ao 3G.

"Ou seja, depois de assinar o contrato de fidelidade com a operadora e se dar conta da limitação, o consumidor que precisa transmitir e receber grande quantidade de dados se sentirá enganado", observa Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da PROTESTE.


A frequência com mais abrangência é a do 700 MHz, cujas regras para operação ainda estão em discussão por meio de consulta pública. Ou seja, o aparelho que não operar no 2,5 GHz, irá funcionar na rede 3G, até que a rede dos 700 MHz esteja implantada.

Como há equipamentos sendo vendidos como 4G que não operam na frequência de 700MHz, quando esta frequência estiver sendo utilizada pelas teles, o consumidor vai ter que trocar de aparelho, sendo que já pagou caro pelo que comprar agora. Não é aconselhável o consumidor investir em uma tecnologia ainda cara, compatível com poucos celulares e disponível ainda em poucas regiões de algumas cidades.

Há dúvidas sobre em quais faixas de frequência funcionará o serviço, que começou a ser oferecido semana passada pelas operadoras, de olho nas vendas para o Dia das Mães. Inicialmente o 4G funcionará na frequência de 2.5 Ghz, com baixo desempenho para locais fechados, o que implicará na necessidade de utilização de outras faixas de frequência relativas ao 3G e 3G Plus para se obter as velocidades prometidas.

As associações também pedem no Ofício para a Anatel informar em quais cidades e sites estão instaladas as antenas capazes de servir de infraestrutura para suporte do 4G. Pelo cronograma definido pela Agência, as operadoras têm até amanhã para por em operação as redes de 4G nas seis cidades que vão sediar a Copa das Confederações entre 15 e 30 de junho.

A PROTESTE constatou que foram homologados pela Anatel 11 modelos de aparelhos que operam na frequência de 700 Mhz,  que seria  adequada para o 4G.  As operadoras e fabricantes estão oferecendo modelos de aparelhos, a preços superiores a R$ 1.800,00, como compatíveis com a nova tecnologia, mas que ou não operam na frequência 2.5GHz, ou não operam na frequência dos 700 MHz.

A Associação alerta a Agência para a necessidade de se orientar os consumidores a respeito dos aparelhos e suas características quanto à adequação às diferentes frequências e ao risco de adquirirem equipamentos caros que deverão ser trocados num curto espaço de tempo, uma vez que há aparelhos vendidos atualmente, configurados para as faixas já leiloadas - de 2,5 giga-hertz (GHz) - que não poderão ser usados na frequência de 700 mega-hertz (MHz), com previsão de ser leiloada no ano que vem.

Sequer foi encerrado o processo de regulamentação dos termos de uso das radiofrequências na faixa de 698 MHz a 806 MHz (Consulta Pública 12, com prazo de contribuições que se estende até dia 5 de maio). Isto significa que ainda será preciso aguardar a edição da norma pela Anatel, o período de consulta pública para o edital de licitação destas radiofrequências e, posteriormente, a licitação em si. Só então as operadoras vencedoras começarão a operar. ]
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Médicos reclamam da falta de profissionais nas emergências dos hospitais do Rio

11.05.2013
Do portal da Agência Brasil
Por Vinícius Lisboa

Rio de Janeiro - A falta de médicos em emergências de hospitais municipais, estaduais e federais foi o principal problema destacado hoje (11) na abertura do 12º Congresso Médico dos Hospitais Públicos de Emergência do Rio de Janeiro, organizado pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj).
A presidente da organização, Maria Rosa Araújo, chegou a classificar a situação de "extrema" e o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Aloísio Tibiriçá, disse que uma das causas da deficiência é a falta de dinheiro. "Todos os problemas têm como pano de fundo a falta de financiamento para a saúde. A base da questão é o financiamento", defendeu o cardiologista.
Aloísio Tibiriçá tratou também de questões corporativas. Disse que a desvalorização da profissão avança com o aumento do número de médicos temporários, com o pagamento de salários baixos e com as condições de trabalho precárias. "Há um limite para a vocação", resumiu.
Outras críticas do representante do conselho foram contra o que chamou de várias formas de contratação adotadas principalmente pelo governo do estado. "Não é possível que haja profissionais com seis formas diferentes de contratação trabalhando em um mesmo hospital", criticou Tibiriçá.
A subsecretária de Unidades Próprias, Ana Lúcia Neves, discordou das críticas e afirmou que existem duas formas de contratação: a estatutária e a celetista, por meio de Organizações Sociais, Fundações de Saúde ou a Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde. Para ela, o modelo celetista aumenta a meritocracia: "Não nivela os profissionais por baixo, mas pelo mérito, pela capacitação e pelas responsabilidades que assumem".
A subsecretária do governo do estado afirmou que o problema de falta de médicos em unidades de saúde não se dá pela falta de vagas, mas pela falta de interessados em preenchê-las. "Está havendo uma inversão, porque existem muitos postos de trabalho e poucos profissionais. Talvez porque sua formação não tenha sido adequada ou porque o mercado de saúde está muito ampliado. Não há pessoas interessadas em salários de R$ 6 mil, 7 mil e até 8 mil. Em qual profissão um recém-formado consegue um emprego com esse salário?"
Edição: Beto Coura

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Vicente engaveta projeto do “rodízio” no Recife


11.05.2013
Do BLOG DA FOLHA, 10.05.13
Publicado por Maurício Júnior

Presidente da Câmara dos Vereadores prefere aguardar plano de mobilidade do Executivo (Foto:Arthur Mota)

O presidente da Câmara dos Vereadores do Recife, Vicente André Gomes (PSB), praticamente engavetou o Projeto de Lei, de autoria do vereador Gilberto Alves (PTN) que permitiria a implantação de um sistema de restrição da circulação de veículos automotivos na Capital.

Em nota oficial enviada à Imprensa, na noite desta sexta-feira (10), o socialista afirmou que todos os PL’s  sobre mobilidade urbana devem aguardar o conjunto de iniciativas que o Poder Executivo deverá oferecer, através de seu plano específico para a área, para enfrentar esse problema. “Apelo aos meus Pares que associem todos os PL´s que versem sobre o tema ao plano de mobilidade do Recife”, diz um dos trechos da nota.

Confira, abaixo, a nota na íntegra:

Como espaço legítimo de discussão de ideias dos representantes escolhidos pelo povo do Recife, a Câmara Municipal do Recife tem procurado pautar sua agenda de trabalho pelos temas de grande interesse da cidade. Entre os assuntos abordados pelos parlamentares da Casa José Mariano estão questões referentes à saúde, educação, segurança, mobilidade urbana e outros que tocam diretamente a qualidade de vida dos nossos munícipes.

A melhoria da mobilidade urbana é hoje um dos maiores desafios das grandes cidades. O direito constitucional de ir e vir do cidadão tem sido frequentemente penalizado pela falta de planejamento urbano constatada ao longo de décadas. Negligência esta que resultou na falta de uma rede de calçadas decente em nossas ruas e avenidas, mais ciclovias e um transporte público de qualidade, capaz de receber com dignidade todos os que dele precisem.

A implantação de um conjunto de ações desta magnitude é cada dia mais urgente. No entanto, por exigir um criterioso estudo de caráter técnico, e por dialogar diretamente com o futuro da nossa cidade, este trabalho deve ser feito de forma bastante aprofundada.

Recentemente, o prefeito Geraldo Julio solicitou a devolução ao Poder Executivo do Projeto de Lei que instituía o Plano de Mobilidade do Recife, enviado a esta Casa ainda em 2011. O prefeito Geraldo Julio entendeu que o Plano precisava ser melhor estudado, debatido com especialistas e apresentado à sociedade de um modo geral. E é essa também a nossa opinião: os caminhos que o Recife vai trilhar, literalmente, precisam ser fruto de um consenso, que envolva toda a cidade.

Desta forma, diante da complexidade e magnitude que o tema requer e diante da necessidade de se aguardar o conjunto de iniciativas que o Poder Executivo deverá oferecer para enfrentar o problema da falta de mobilidade, apelo aos meus Pares que associem todos os PL´s que versem sobre o tema, ao plano de mobilidade do Recife.

Este será mais um gesto desta Câmara dos Vereadores em colaborar com a discussão, uma vez que esta nos levará ao lugar desejado por todos, que é um Recife mais humano.

Vicente André Gomes
Presidente da Câmara Municipal do Recife
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VEJA: POR QUE A IMPORTAÇÃO DE MÉDICOS CUBANOS VAI INUNDAR O BRASIL COM ESPIÕES COMUNISTAS


11.05.2013
Do portal BRASIL247

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Revista da Editora Abril usa linguagem do tempo da Guerra Fria para condenar a vinda de profissionais da área de saúde de Cuba para o Brasil; "deixar o Partido dos Trabalhadores comandar a política externa dá nisso", afirma a repórter Nathalia Watkins; comando de caça aos comunistas se rearticula no Brasil

247 - Voltamos à Guerra Fria. Pelo menos, é o que se depreende do tom adotado pela revista Veja, ao comentar a possível vinda de médicos cubanos para o Brasil. No índice, a revista já diz a que veio, com a seguinte chamada: "Por que a importação de médicos cubanos vai inundar o Brasil com espiões comunistas".

Internamente, o texto da repórter Nathalia Watkins não fica devendo. "Deixar o Partido dos Trabalhadores comandar a política externa dá nisso", avisa ela, na primeira linha. A jornalista afirma que o governo brasileiro se vê obrigado a colocar os interesses nacionais em segundo plano e a ceder aos desejos dos "aloprados" do partido.

O motivo da celeuma é a importação de 6 mil médicos cubanos, que atenderão a população brasileira em regiões distantes, num acordo anunciado pelos chanceleres Antonio Patriota e Bruno Rodríguez.

Segundo a reportagem, o acordo colocará em risco a saúde dos pacientes, uma vez que Cuba teria um dos piores sistemas de saúde do mundo – o que é desmentido pelas estatísticas de mortalidade infantil e expectativa de vida.

Mas o mais engraçado é a denúncia de que, por trás dos jalecos, estariam espiões comunistas disfarçados de agentes de saúde. Segundo Veja, para cada cinco médicos exportados, vai junto um espião do regime castrista. Portanto, se virão seis mil médicos ao Brasil, serão também 1,2 mil espiões da polícia secreta cubana.
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A História Secreta da Rede Globo

11.05.2013
Do Blog Palavra Livre
Postado por  Davis Sena Filho 




A História Secreta da Rede Globo (Muito Além do Cidadão Kane) é umdocumentário de 1993, e foi proibido pela Justiça de ser mostrado no Brasil. Posteriormente, a Record comprou os direitos do documentário, mas nunca o mostrou em sua tela de televisão.

A História Secreta da Rede Globo é também um livro escrito por Daniel Herz e publicado originalmente pela editora Tchê! em 1986. O livro fala sobre as relações que Roberto Marinho, dono da Rede Globo, mantinha com a ditadura militar, além dos procedimentos ilegais que levaram à super estruturação da emissora. O livro, que foi publicado 14 vezes por duas editoras, foi uma das fontes de inspiração para o documentário britânico Muito Além do Cidadão Kane.

Além do Cidadão Kane é um documentário produzido pela BBC de Londres - proibido no Brasil desde a estréia, em 1993, por decisão judicial - que trata das relações sombrias entre a Rede Globo de Televisão, na pessoa de Roberto Marinho, com o cenário político brasileiro.

- Os cortes e manipulações efetuados na edição do último debate entre Luiz Inácio da Silva e Fernando Collor de Mello, que influenciaram a eleição de 1989.

- Apoio a ditadura militar e censura a artistas, como Chico Buarque que por anos foi proibido de ter seu nome divulgado na emissora.

- Criação de mitos culturalmente questionáveis, veiculação de notícias frívolas e alienação humana.

- Depoimentos de Leonel Brizola, Chico Buarque, Washington Olivetto, entre outros jornalistas, historiadores e estudiosos da sociedade brasileira.

"Todo brasileiro deveria ver Além do Cidadão Kane"

BBC de Londres
Produtor: Simon Hartog

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Por que o CFM tem medo dos médicos cubanos?

11.05.2013
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 10.05.13
Por Pedro Porfírio, em seu blog

Médicos cubanos assustam o Conselho Federal de Medicina. Corporativistas temem que mudança do foco no atendimento abale o sistema mercantil de saúde do Brasil

A virulenta reação do Conselho Federal de Medicina (CFM) contra a vinda de seis mil médicos cubanos para trabalhar em áreas absolutamente carentes do país é muito mais do que uma atitude corporativista: expõe o pavor que uma certa elite da classe médica tem diante dos êxitos inevitáveis do modelo adotado na ilha, que prioriza a prevenção e a educação para a saúde, reduzindo não apenas os índices de enfermidades, mas sobretudo a necessidade de atendimento e os custos com a saúde.
Essa não é a primeira investida radical do CFM e da Associação Médica Brasileira contra a prática vitoriosa dos médicos cubanos entre nós. Em 2005, quando o governador de Tocantins não conseguia médicos para a maioria dos seus pequenos e afastados municípios, recorreu a um convênio com Cuba e viu o quadro de saúde mudar rapidamente com a presença de apenas uma centena de profissionais daquele país.
A reação das entidades médicas de Tocantins, comprometidas com a baixa qualidade da medicina pública que favorece o atendimento privado, foi quase de desespero. Elas só descansaram quando obtiveram uma liminar de um juiz de primeira instância determinando em 2007 a imediata “expulsão” dos médicos cubanos.

No Brasil, o apego às grandes cidades

medicos-brasil
Dos 371.788 médicos brasileiros, 260.251 estão nas regiões Sul e Sudeste (Foto:
Neste momento, o governo da presidenta Dilma Rousseff só está cogitando de trazer os médicos cubanos, responsáveis pelos melhores índices de saúde do Continente, diante da impossibilidade de assegurar a presença de profissionais brasileiros em mais de um milhar de municípios, mesmo com a oferta de vencimentos bem superiores aos pagos nos grandes centros urbanos.
E isso não acontece por acaso. O próprio modelo de formação de profissionais de saúde, com quase 58% de escolas privadas, é voltado para um tipo de atendimento vinculado à indústria de equipamentos de alta tecnologia, aos laboratórios e às vantagens do regime híbrido, em que é possível conciliar plantões de 24 horas no sistema público com seus consultórios e clínicas particulares, alimentados pelos planos de saúde.
Mesmo com consultas e procedimentos pagos segundo a tabela da AMB, o volume de clientes é programado para que possam atender no mínimo dez por turnos de cinco horas. O sistema é tão direcionado que na maioria das especialidades o segurado pode ter de esperar mais de dois meses por uma consulta.
Além disso, dependendo da especialidade e do caráter de cada médico, é possível auferir faturamentos paralelos em comissões pelo direcionamento dos exames pedidos como rotinas em cada consulta.

Sem compromisso em retribuir os cursos públicos

Há no Brasil uma grande “injustiça orçamentária”: a formação de médicos nas faculdades públicas, que custa muito dinheiro a todos os brasileiros, não presume nenhuma retribuição social, pelo menos enquanto não se aprova o projeto do senador Cristóvam Buarque, que obriga os médicos recém-formados que tiveram seus cursos custeados com recursos públicos a exercerem a profissão, por dois anos, em municípios com menos de 30 mil habitantes ou em comunidades carentes de regiões metropolitanas.
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Cruzando informações, podemos chegar a um custo de R$ 792 mil para o curso de um aluno de faculdades públicas de Medicina, sem incluir a residência. E se considerarmos o perfil de quem consegue passar em vestibulares que chegam a ter 185 candidatos por vaga (Unesp), vamos nos deparar com estudantes de classe média alta, isso onde não há cotas sociais.
Um levantamento do Ministério da Educação detectou que na medicina os estudantes que vieram de escolas particulares respondem por 88% das matrículas nas universidades bancadas pelo Estado. Na odontologia, eles são 80%.
Em faculdades públicas ou privadas, os quase 13 mil médicos formados anualmente no Brasil não estão nem preparados, nem motivados para atender às populações dos grotões. E não estão por que não se habituaram à rotina da medicina preventiva e não aprenderam como atender sem as parafernálias tecnológicas de que se tornaram dependentes.

Concentrados no Sudeste, Sul e grandes cidades

Números oficiais do próprio CFM indicam que 70% dos médicos brasileiros concentram-se nas regiões Sudeste e Sul do país. E em geral trabalham nas grandes cidades. Boa parte da clientela dos hospitais municipais do Rio de Janeiro, por exemplo, é formada por pacientes de municípios do interior.
Segundo pesquisa encomendada pelo Conselho, se a média nacional é de 1,95 médicos para cada mil habitantes, no Distrito Federal esse número chega a 4,02 médicos por mil habitantes, seguido pelos estados do Rio de Janeiro (3,57), São Paulo (2,58) e Rio Grande do Sul (2,31). No extremo oposto, porém, estados como Amapá, Pará e Maranhão registram menos de um médico para mil habitantes.
A pesquisa “Demografia Médica no Brasil” revela que há uma forte tendência de o médico fixar moradia na cidade onde fez graduação ou residência. As que abrigam escolas médicas também concentram maior número de serviços de saúde, públicos ou privados, o que significa mais oportunidade de trabalho. Isso explica, em parte, a concentração de médicos em capitais com mais faculdades de medicina. A cidade de São Paulo, por exemplo, contava, em 2011, com oito escolas médicas, 876 vagas – uma vaga para cada 12.836 habitantes – e uma taxa de 4,33 médicos por mil habitantes na capital.
Mesmo nas áreas de concentração de profissionais, no setor público, o paciente dispõe de quatro vezes menos médicos que no privado. Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar, o número de usuários de planos de saúde hoje no Brasil é de 46.634.678 e o de postos de trabalho em estabelecimentos privados e consultórios particulares, 354.536.Já o número de habitantes que dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS) é de 144.098.016 pessoas, e o de postos ocupados por médicos nos estabelecimentos públicos, 281.481.
A falta de atendimento de saúde nos grotões é uma dos fatores de migração. Muitos camponeses preferem ir morar em condições mais precárias nas cidades, pois sabem que, bem ou mal, poderão recorrer a um atendimento em casos de emergência.
A solução dos médicos cubanos é mais transcendental pelas características do seu atendimento, que mudam o seu foco no sentido de evitar o aparecimento da doença. Na Venezuela, os Centros de Diagnósticos Integrais espalhados nas periferias e grotões, que contam com 20 mil médicos cubanos, são responsáveis por uma melhoria radical nos seus índices de saúde.

Cuba é reconhecida por seus êxitos na medicina e na biotecnologia

Em sua nota ameaçadora, o CFM afirma claramente que confiar populações periféricas aos cuidados de médicos cubanos é submetê-las a profissionais não qualificados. E esbanja hipocrisia na defesa dos direitos daquelas pessoas.
médicos cubanos
Estudantes estrangeiros na Escola Latino-Americana de Medicina
Não é isso que consta dos números da Organização Mundial de Saúde. Cuba, país submetido a um asfixiante bloqueio econômico, mostra que nesse quesito é um exemplo para o mundo e tem resultados melhores do que os do Brasil.
Graças à sua medicina preventiva, a ilha do Caribe tem a taxa de mortalidade infantil mais baixa da América e do Terceiro Mundo – 4,9 por mil (contra 60 por mil em 1959, quando do triunfo da revolução) – inferior à do Canadá e dos Estados Unidos. Da mesma forma, a expectativa de vida dos cubanos – 78,8 anos (contra 60 anos em 1959) – é comparável a das nações mais desenvolvidas.
Com um médico para cada 148 habitantes (78.622 no total) distribuídos por todos os seus rincões que registram 100% de cobertura, Cuba é, segundo a Organização Mundial de Saúde, a nação melhor dotada do mundo neste setor.
Segundo a New England Journal of Medicine, “o sistema de saúde cubano parece irreal. Há muitos médicos. Todo mundo tem um médico de família. Tudo é gratuito, totalmente gratuito. Apesar do fato de que Cuba dispõe de recursos limitados, seu sistema de saúde resolveu problemas que o nosso [dos EUA] não conseguiu resolver ainda. Cuba dispõe agora do dobro de médicos por habitante do que os EUA”.
O Brasil forma 13 mil médicos por ano em 200 faculdades: 116 privadas, 48 federais, 29 estaduais e 7 municipais. De 2000 a 2013, foram criadas 94 escolas médicas: 26 públicas e 68 particulares.

Formando médicos de 69 países

Em 2012, Cuba, com cerca de 13 milhões de habitantes, formou em suas 25 faculdades, inclusive uma voltada para estrangeiros, mais de 11 mil novos médicos: 5.315 cubanos e 5.694 de 69 países da América Latina, África, Ásia e inclusive dos Estados Unidos.
Atualmente, 24 mil estudantes de 116 países da América Latina, África, Ásia, Oceania e Estados Unidos (500 por turma) cursam uma faculdade de medicina gratuita em Cuba.
Entre a primeira turma de 2005 e 2010, 8.594 jovens doutores saíram da Escola Latino-Americana de Medicina. As formaturas de 2011 e 2012 foram excepcionais com cerca de oito mil graduados. No total, cerca de 15 mil médicos se formaram na Elam em 25 especialidades distintas.
Isso se reflete nos avanços em vários tipos de tratamento, inclusive em altos desafios, como vacinas para câncer do pulmão, hepatite B, cura do mal de Parkinson e da dengue. Hoje, a indústria biotecnológica cubana tem registradas 1.200 patentes e comercializa produtos farmacêuticos e vacinas em mais de 50 países.

Presença de médicos cubanos no exterior

Desde 1963, com o envio da primeira missão médica humanitária à Argélia, Cuba trabalha no atendimento de populações pobres no planeta. Nenhuma outra nação do mundo, nem mesmo as mais desenvolvidas, teceu semelhante rede de cooperação humanitária internacional. Desde o seu lançamento, cerca de 132 mil médicos e outros profissionais da saúde trabalharam voluntariamente em 102 países.
No total, os médicos cubanos trataram de 85 milhões de pessoas e salvaram 615 mil vidas. Atualmente, 31 mil colaboradores médicos oferecem seus serviços em 69 nações do Terceiro Mundo.
No âmbito da Alba (Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América), Cuba e Venezuela decidiram lançar em julho de 2004 uma ampla campanha humanitária continental com o nome de Operação Milagre, que consiste em operar gratuitamente latino-americanos pobres, vítimas de cataratas e outras doenças oftalmológicas, que não tenham possibilidade de pagar por uma operação que custa entre cinco e dez mil dólares. Esta missão humanitária se disseminou por outras regiões (África e Ásia). A Operação Milagre dispõe de 49 centros oftalmológicos em 15 países da América Central e do Caribe. Em 2011, mais de dois milhões de pessoas de 35 países recuperaram a plena visão.
Quando se insurge contra a vinda de médicos cubanos, com argumentos pueris, o Conselho Federal de Medicina (CFM) adota também uma atitude política suspeita: não quer que se desmascare a propaganda contra o regime de Havana, segundo a qual o sonho de todo cubano é fugir para o exterior. Os mais de 30 mil médicos espalhados pelo mundo permanecem fiéis aos compromissos sociais de quem teve todo o ensino pago pelo Estado, desde a pré-escola e de que, mais do que enriquecer, cumpre ao médico salvar vidas e prestar serviços humanitários.

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Sociólogo português diz crise econômica criará o Estado de Mal-Estar na Europa

12.05.2013
Do portal AGÊNCIA BRASIL, 11.05.13
Por Gilberto Costa
Correspondente da Agência Brasil/ EBC

Lisboa – A crise econômica está fazendo a Europa deixar de ser o continente em que as políticas sociais diminuem os efeitos das desigualdades econômicas e permitem uma boa qualidade de vida ao conjunto da população. “Querem criar o Estado de Mal-Estar na Europa”, critica Boaventura de Sousa Santos, o sociólogo português mais conhecido no Brasil, fazendo referência ao antigo Welfare State [Estado de Bem-Estar] criado na Europa, a partir do final da 2ª Guerra Mundial (1945).
Segundo Boaventura, a Europa está deixando de ser um continente de primeiro mundo para tornar-se “um miniatura do mundo, com países de primeiro, segundo e terceiro mundos”. Ele se refere ao empobrecimento de alguns países e a falta de proteção aos cidadãos, como acontece em Portugal, na Espanha e na Grécia, mas com reflexos em todo o continente.
Para o sociólogo, o modelo de governança da União Europeia esvaziou-se e o projeto está desfeito de forma irreversível. Ele atribui ao “neoliberalismo” os problemas enfrentados pelo continente, como o desemprego. “Esta crise foi criada para destruir o trabalho e o valor do trabalho”, disse, ao encerrar em Lisboa um colóquio sobre mobilidade social e desigualdades.
Conforme os dados do Eurostat, há 26,5 milhões de pessoas desempregadas nos 27 países – contingente superior a toda a população na Região Sul do Brasil (Censo 2010). Para o sociólogo, parte das demissões ocorre por alterações nas regras de contratação. “Mudam os contratos de trabalho, mas não mudam os contratos das PPPs”, disse se referindo às parcerias público-privadas contratadas entre governos e companhias particulares para a exploração de serviços como concessionários ou de infraestrutura.
Além da inflexão na economia e no plano social, Boaventura assinala transformações políticas, como o esvaziamento do poder decisório dos parlamentos, e dos lugares de “concertação social”, como os portugueses chamam os conselhos e pactos criados para diminuir conflitos entre empresários, trabalhadores e governo. Na opinião do sociólogo, em vez dessas instâncias, se impõe a vontade dos credores externos, como acontece em Portugal, segundo ele, por causa da Troika (formada pelo Fundo Monetário Internacional, o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia).
Boaventura Sousa Santos diz que a ação direta da Troika leva à imobilidade do governo e questiona a racionalidade dos cortes dos gastos sociais que estão sendo feitos. Na Assembleia da República, o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, disse que haverá convergência das pensões e aposentadorias de ex-funcionários públicos e ex-empregados privados. O chefe do Executivo português afirmou que não é uma opção ajustar a economia e mudar direitos adquiridos. “O país tem que ajustar”, defendeu
A oposição critica, diz que a medida é inconstitucional, e reclama do governo por tratar a austeridade como inevitável. De acordo com o secretário-geral do Partido Socialista, António José Seguro, em menos de dois anos de mandato de Passos Coelho 459 mil empregos foram cortados - quase a metade dos 952,2 mil desempregados contabilizados em março.
Edição: Beto Coura

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JOAQUIM BARBOSA: De queixo caído

11.05.2013
Do portal da Revista Carta Capital, 10.05.13
Por Mino Carta 

De queixo caído

Joaquim Barbosa me surpreende, meus irônicos botões pedem que não me apresse

Joaquim Barbosa
 O espanto. Barbosa denuncia a falta de pluralismo da mídia e o racismo reinante nas redações e fora delas. Acredita mesmo no que afirma.
Foto: Nelson Jr./ SCO/ STF
O espanto. Barbosa denuncia a falta de pluralismo da mídia e o racismo reinante nas redações e fora delas. Acredita mesmo no que afirma. Foto: Nelson Jr./ SCO/ STF


Surpresa. Espanto, até, colheu-me no fim da semana passada. Na sexta 3 de maio, ao participar de um evento sobre liberdade de imprensa, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, herói da mídia nativa, voltou-se contra quem o elevou à glória das páginas impressas. Não se deu por satisfeito: também condenou o racismo reinante no Brasil, de várias formas e maneiras.

Em San José da Costa Rica, onde se realizou o congresso promovido pela Unesco, ao longo de um discurso pronunciado em inglês, o ministro Barbosa disse coisas que melhor caberiam neste meu espaço semanal. Comentaram meus irônicos botões: “O homem roubou-lhe a fala”. Segundo Barbosa, os três jornalões brasileiros, Estadão, Folha e Globo, pecam pela “falta de pluralismo” e pela “fraca diversidade política e ideológica”.

Constatou o óbvio ao registrar que esta imprensa alinha-se sistematicamente de um lado só. A constatação não deixa, contudo, de ser audaciosa no seu desafio à casa-grande e aos seus porta-vozes, tanto mais por cair da boca do grão-mestre do julgamento do chamado “mensalão”. O qual não hesita em acentuar que os três principais diários brasileiros inclinam-se “para a direita no campo das ideias”.

As observações de Barbosa conduzem a uma conclusão: se a mídia é reacionária, reacionário é o ataque diuturno e concentrado contra quem governou o País nos últimos dez anos, Lula e Dilma. Quanto ao racismo, revela-se nas próprias redações. Não há negros em posições de liderança nos grupos de mídia, diz o magistrado, tampouco têm presença nos vídeos e no papel. No Brasil mais de 50% da população se compõe de negros e mulatos, “mas é como se não existissem no mercado das ideias”.

O racismo ganha, porém, outras provas, mais profundas e generalizadas, como se dá com o tratamento desigual reservado pela Justiça a brancos e negros. “As pessoas são tratadas de forma diferente – sublinha Barbosa –, de acordo com seu status, sua fortuna e a cor da sua pele: isso tudo tem um papel enorme no sistema judicial, especialmente em relação à impunidade.” De quem pode mais, está claro.

Pergunto aos meus irreverentes botões qual haverá de ser de agora em diante o comportamento reservado pela mídia nativa ao presidente do STF. Retrucam com o estribilho de um antigo e delicioso sambinha carnavalesco: “Sossega leão, sossega leão”. Percebo o sarcasmo dos incrédulos, algo assim como a certeza de que este mar não dá peixes.

Certo é que Barbosa já fez declarações similares em uma entrevista de tempos atrás a Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. Desta vez, no entanto, foi mais ao fundo do assunto e foi bem claro na exposição diante de uma plateia internacional, a oferecer repercussão mais vasta. Resta a derradeira consideração dos botões, soprada entre dentes: “O ilustre prega bem, mas não parece agir em conformidade”. Encaro-os, entre atônito e perplexo, logo peço explicações. Lembram que Barbosa costuma ligar para o imortal Merval Pereira, uma das colunas mestras de O Globo, como o próprio se apressou a informar seus leitores, para oferecer pistas e esclarecimentos a respeito de temas diversos. Merval não é personagem-símbolo do jornalista negro e de esquerda.
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