sexta-feira, 10 de maio de 2013

Sertanejos comemoram restauração da PE-390

10.05.2013
Do blog ESTRADAS DE PERNAMBUCO
Por Éricka Melo


O governador Eduardo Campos inaugurou na última quinta-feira (9 de maio), em Floresta, a restauração da PE-390, obra executada pela Secretaria de Transportes, através do Departamento de Estradas e Rodagem (DER).

Fotos: Paulo Amâncio
Acompanhado pelo Secretário de Transportes, Isaltino Nascimento e pelo presidente do DER, Carlos Júnior, o governador destacou a importância da obra para os moradores de Floresta e de Serra Talhada, que utilizam a rodovia diariamente para realizar o transporte escolar e se deslocar para as regiões vizinhas. “A PE-390 hoje é um 'tapete' proporcionando uma melhor deslocamento àqueles estudantes e professores que trafegam diariamente por esta via, diminuindo o tempo de viagem e a distância em quase 80 km, além de desenvolver a estrutura viária de Floresta”, enfatizou o chefe do executivo.


Uma das beneficiadas com a restauração, a dona de casa Maria José Ferraz, moradora do assentamento Barra da Forquilha, em Floresta, falou da alegria de ver uma estrada de boa qualidade melhorando a vida das pessoas. “Agora, depois da estrada pronta ficou mais rápido e seguro ir a Serra Talhada e a Floresta em qualquer hora do dia e da noite, seja para o socorro dos doentes, ir à escola e  fazer o transporte da produção de frutas na região”, comemorou.


Segundo Isaltino Nascimento, o serviço realizado no trecho de 84 km que vai do entroncamento da BR-232, em Serra Talhada, até o entroncamento da PE360, em Floresta, com investimento de R$ 18.859.577,67, devolveu a trafegabilidade da rodovia. “Reconstruir estradas que foram construídas há 25 anos é cumprir compromissos com o povo que reivindicou essa rodovia no seminário Todos por Pernambuco. Hoje entregamos a PE-390, que representa um investimento de grande importância, não só para os florestanos, mas para todos os sertanejos", disse o secretário.

O presidente do DER, Carlos Júnior, falou que na obra da PE-390 foi feita a restauração do pavimento, a revitalização do sistema de drenagem e a implantação da sinalização vertical e horizontal. "Aém de todos os benefícios em infraestrutura viária de Pernambuco, gerou oportunidades de trabalho com a utilização de mão de obra majoritariamente local e melhorando a arrecadação tributária dos municípios”.

O governador também vistoriou a obra de restauração da rodovia PE-360, que liga Floresta a Ibimirim, com 100 km de extensão. A obra está sendo executada pela CLC Construções em ritmo acelerado, estando com 12km já restaurados em menos de 20 dias de obras iniciadas.

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Fonte:http://estradasdepernambuco.blogspot.com.br/2013/05/sertanejos-comemoram-restauracao-da-pe.html

BOM CONSELHO/PE: Realizada audiência pública em Rainha Isabel sobre desapropriações na rodovia VPE-240.

10.05.2013
Do BLOG DO TIAGO PADILHA, 09.05.13
Por Tiago Padilha


A Secretaria de Transportes de Pernambuco e a Prefeitura Municipal de Bom Conselho realizaram na manhã desta quinta-feira (09), uma audiência pública para discutir as desapropriações necessárias para execução da obra de implantação e pavimentação da rodovia VPE-240, no trecho do entroncamento da PE-218, em Lagoa São José, ao distrito de Rainha Isabel, em Bom Conselho.
A audiência aconteceu no auditório da Escola Rainha Isabel, e contou com a presença de um grande número de moradores do distrito, em especial os proprietários das terras que ficam às margens da estrada que liga Rainha Isabel a PE-218, bem como lideranças locais e o prefeito Dannilo Godoy, a vice-prefeita Josefa Ferreira, e secretários municipais, além do padre José Nivaldo, pároco do distrito.
Ainda estiveram participando do evento, os vereadores Chico Bento, Márcia do Angico, Léa Ramos, Geninho Tavares, Déda e Neto Ferreira. O deputado estadual Marcantônio Dourado também esteve presente.  
Por motivo superior, o secretário estadual de Transportes, Isaltino Nascimento, não compareceu ao evento. Ele foi representado pelo gerente de Articulação Institucional, Irineu Messias.  
Durante a audiência, a população tirou todas as dúvidas relacionadas a obra, bem como os proprietários de terras tiveram a oportunidade de conhecer detalhes sobre possíveis desapropriações.
Na audiência foi amplamente destacada a importância da obra que trará inúmeros benefícios aos habitantes do distrito que tem como principal atividade a comercialização de frutas que abastecem os estados de Pernambuco e Alagoas, além de melhorar o tráfego na via e facilitar o escoamento da produção.
A previsão de investimento na construção da nova estrada, que será realizada pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), é de R$ 6.636.277,04, beneficiando os 11 quilômetros do trecho com a implantação de dispositivos de drenagem, pavimentação asfáltica e colocação da sinalização vertical e horizontal.
A empresa que venceu a licitação e será responsável pela execução da obra é a Solo Construções. A expectativa é de que os trabalhos de asfaltamento da estrada tenham início ainda neste primeiro semestre.

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Fonte:http://www.tiagopadilhaoblog.blogspot.com.br/2013/05/realizada-audiencia-publica-em-rainha.html

MANIPULAÇÃO DA MÍDIA GOLPISTA: Sobre a neutralidade midiática

10.05.2013
Do BLOG DO MIRO 
Por Alexandre Haubrich, no blog Jornalismo B:


Um dos artifícios mais importantes para a manutenção da hegemonia de uma classe sobre outra é a ideia de neutralidade. Daí a importância de construir esse debate em todas as esferas, e deixar sempre claro: não há ser humano neutro, não há atitude neutra. O homem é um ser político, vive em sociedade e essa sociedade se organiza a partir de determinados parâmetros determinados pelo conjunto de seres que a compõem. Alguns influenciam mais, outros menos, mas todas as atitudes tomadas ou não tomadas são componentes dessa construção. Por isso, de forma consciente ou não, estamos a todo instante, a cada escolha, contribuindo para a transformação ou para a conservação. Com a mídia não é diferente.
A escolha de uma manchete ou mesmo de um ângulo para uma fotografia – e esse é o exemplo mais comum – já são escolhas e, portanto, não-neutras. Como influenciam a sociedade e sua forma de ver a si própria, e, portanto, influenciam sua organização, são também escolhas políticas.

No caso dos veículos de comunicação, a afirmação de neutralidade traz vantagens políticas e econômicas diretas. Políticas porque a mídia dominante atua pela manutenção da situação social atual, e defender a ideia de neutralidade é necessariamente defender essa manutenção. O não-posicionamento é, por definição, deixar as coisas como estão. Econômicas porque, afirmando-se como verdadeiramente é – suporte das elites, inclusive sendo financiada por elas – afirmaria seu caráter de classe e sua defesa de 1% da população: os outros 99% a abandonariam.

Digo que mídia possui caráter de classe e isso não acontece por acaso. Os conglomerados de comunicação que controlam a informação no Brasil são financiados pelo alto empresariado nacional e internacional – o poder econômico. Além disso, alguns são filhos da Ditadura Militar, outros engordaram com ela e com os governos neoliberais que a sucederam – o poder político. Não por acaso, portanto, seu discurso é pela manutenção, e não por acaso por trás da máscara da imparcialidade um olhar atento e consciente da função política de cada olhar pode identificar em boa parte dos textos, das manchetes, dos títulos e das fotos a defesa dos interesses das elites.

Já explicava Perseu Abramo, em seu célebre artigo Padrões de manipulação na grande imprensa, que a manipulação não pode ser feita a todo instante, de vez em quando é preciso deixar o discurso respirar ares de realidade. Essa conduta impede que se perca a credibilidade e, assim, o consumidor e o poder político. Mas isso não quer dizer neutralidade, imparcialidade, ou sequer honestidade discursiva. Quer dizer apenas que há ali uma visão mercadológica e política estratégica. Essas “migalhas” são distribuídas pelo capitalismo, enquanto sistema, como forma de evitar o acirramento de contradições. O mesmo acontece com a mídia. Uma ponte precisa balançar um pouco para manter-se em pé. Se estiver rígida demais, cai. Não pode, porém, deixar de manter sua solidez. Balança, mas isso não faz dela algo menos sólido. O balançar é estratégico, apenas isso.

A mídia contra-hegemônica, por sua vez, deve reconhecer seu caráter de classe e lutar para desconstruir o discurso da neutralidade, instrumento ideológico fundamental das elites determinadas a anestesiar o povo, esconder dele a situação de confronto que se impõe a todo momento. Ora, contra-hegemonia é a possibilidade de uma nova hegemonia, e no caso da sociedade atual o que temos como possibilidade de nova hegemonia é apenas a hegemonia popular ascendendo para substituir a hegemonia do capital e de seus representantes. 

Por isso uma mídia contra-hegemônica deve estar necessariamente ao lado das lutas populares e empenhada na desconstrução da alienação – ou seja, do afastamento da realidade. Dentro dos enfrentamentos que se estabelecem em uma sociedade de classes, o papel da mídia contra-hegemônica é justamente o enfrentamento discursivo, e, nesse sentido, anular a falsa neutralidade do adversário é um primeiro passo fundamental.

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Servidores da saúde de SP mantêm greve e farão ato em frente a Palácio dos Bandeirantes

10.05.2013
Do portal da Revista Rede Atual
Por Redação da RBA

Sindicato critica falta de negociação por parte da Secretaria Estadual de Saúde e afirma que adesão chega a 70% em algumas unidades 

RODRIGO GAZZANEL/ABCDIGIPRESS/FOLHAPRESS
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Os servidores da saúde, que fizeram ato no centro da cidade, exigem 32,2% de reajuste salarial
São Paulo – Os servidores públicos estaduais da Saúde estaduais da Saúde decidiram hoje (10) manter a greve iniciada em 1º de maio e realizar uma nova assembleia na próxima sexta-feira (17) em frente ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista para protestar contra a administração do governador Geraldo Alckmin (PSDB). 
A proposta inicial era realizar um ato unificado com os professores da rede estadual, que estavam em greve e suspenderam hoje a paralisação em assembleia do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp).
De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo (SindSaúde), Gervásio Foganholi, 30 unidades da saúde na capital e no interior do estado estão em greve, e a adesão varia de 50% a 70% nestas unidades.
Os servidores da saúde reivindicam 32,2% de reajuste por perdas salariais referentes aos últimos cinco anos, aumento do vale-refeição dos atuais R$ 8 para R$ 26,22, prêmio de incentivo igual para todas as categorias da saúde e transparência no uso da verba do Fundo Estadual de Saúde (Fundes).
Segundo Foganholi, desde o início da greve, no dia 1º de maio, o governo estadual não fez nenhuma contraproposta e não se reuniu com o sindicato. “Eles nos chamaram para uma reunião no dia 30 de abril, ao saber da nossa decisão de greve, mas não apresentaram nenhuma proposta”, disse. De acordo com o presidente do SindSaúde, a decisão é manter a greve por tempo indeterminado ou até que o governo aceite negociar com os trabalhadores.
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo foi procurada para comentar sobre o assunto, mas ainda respondeu a solicitação.

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JUDICIÁRIO TENDENCIOSO: BARBOSA RESSUSCITOU MARTINEZ PARA PEGAR DIRCEU

10.05.2013
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

PML demonstra que “erro” permitiu aplicar a Dirceu pena mais pesada. Viva o Mentirão !


O Conversa Afiada reproduz artigo de Paulo Moreira Leite na IstoÉ:


UMA RESSURREIÇÃO ASSOMBRA O STF


Vários advogados dos réus do mensalão levantaram uma questão interessante em seus embargos declaratórios no Supremo. Eles mostram uma contradição de datas para a realização de um crime que teve um impacto considerável na hora de definir a pena de cada um.

Como você poderá acompanhar neste vídeo, o que se debatia em 2012 era a data em que José Dirceu havia “fechado o pacote” de R$ 20 milhões com José Carlos Martinez, presidente do PTB. 

A data correta, como se verá, era outubro de 2003. 

Mas os juízes, após diversas intervenções de Joaquim Barbosa, se convenceram que o encontro havia sido em dezembro de 2003. Não é uma questão de calendário. 

Em outubro de 2003, as leis que puniam a corrupção no país previam penas relativamente leves. A mínima era de 1 ano de prisão. A máxima, 8 anos. 

Mas, por uma iniciativa do governo Lula, em novembro daquele ano se consumou uma mudança no código penal. As penas foram agravadas. A pena mínima tornou-se de 2 anos. A máxima, 12 anos. 

Basta reparar que era um erro muito fácil de ser evitado.

Bastava um assessor do STF entrar no Google e conferir quando o ex-deputado Martinez havia morrido.

Não foi um fim banal, mas um desastre de avião. 

A data foi 4 de outubro de 2003. Está lá, na Wikipédia. Fiz isso há alguns minutos. 

Em 12 de novembro de 2012, no entanto, a ressurreição de Martinez fez seus efeitos.

Numa postura que trai alguma desconfiança, Marco Aurélio chegou a sublinhar: “é importantíssimo saber a data em que o pacote foi fechado”. 

Com a mesma dúvida, Gilmar Mendes questionou Joaquim:

- Portanto, a data em que Vossa Excelência o identifica é de?

- É posterior à lei, é dezembro de 2003.

Outro ministro, Celso de Mello, esclareceu, concordando com Joaquim, que Martinez faleceu “quando estava em vigor a leis mais gravosa”.

Foi assim, nesse ambiente, que vários réus foram condenados pelo crime de corrupção ativa. O advogado Rogério Tolentino chegou a dizer que os réus condenados por corrupção passiva receberam a data correta, enquanto os condenados por corrupção ativa, como Dirceu e Jose Genoíno, receberam a data errada. 

Dirceu foi condenado a 7 anos e 11 meses por corrupção ativa.

Faltou um mês para que fosse punido pela pena máxima – pelo critério antigo. Mas, pela nova legislação, foi uma punição menos grave.

O contexto das discussões entre os ministros mostra que eles votaram numa coisa quando a realidade era outra. 

Será que as penas teriam sido tão longas se eles tivessem consciência de que os parâmetros eram outros?

Essa é a pergunta.

Nenhum ser humano está livre de cometer lapsos e erros de todo tipo.

Quantas vezes isso já aconteceu aqui neste espaço? Quantas correções já publiquei em minhas reportagens? 

Perdi a conta.

Então não quero fingir que tenho muita lição a dar.

Mas estamos falando de um julgamento, apresentado como o mais importante da história do tribunal.

Estavam em jogo a liberdade e os direitos dos cidadãos, num país democrático. Os ministros questionaram, suspeitaram de um erro, mas ele foi cometido mesmo assim. Votaram a partir de um dado falso.

Essa é a questão que sobra aqui.

Os condenados terão suas penas reduzidas por causa desse erro? Ou vamos fingir que não aconteceu nada?

Clique AQUI para ler como Dirceu e Genoino podem ser absolvidos


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PT PERNAMBUCO: Cláudio Ferreira espera consenso para ser candidato

10.05.2013
Do BLOG DA FOLHA, 
Postado  por Gilberto Prazeres

Ex-secretário de Assuntos Jurídicos da PCR é o nome preferido do senador Humberto Costa (Foto:Jedson Nobre)

Candidato preferencial do senador Humberto Costa e do deputado federal João Paulo à presidência do PT, em novembro, o ex-secretário municipal Cláudio Ferreira ainda espera contar com o apoio do ex-prefeito João da Costa para colocar sua campanha na rua. O advogado entende que a legenda precisa encarar os atuais desafios com unidade e destaca que uma disputa acirrada poderia ser prejudicial para o processo e para o futuro da sigla.

Como já conta com o aval de João Paulo e Humberto, Cláudio procurou o ex-prefeito João da Costa para aferir o sentimento do ex-gestor em relação à possibilidade de uma eleição consensual no partido. O ex-secretário teria ouvido do ex-gestor o indicativo de que essa proposta de unidade deveria ser fruto de uma ampla conversa entre ele próprio e os seus atuais dois desafetos na legenda. Ou seja, escolheu uma dificuldade ímpar para esse debate.

Cláudio Ferreira é cunhado do ex-deputado e ex-petista Maurício Rands, que deixou a legenda após as traumáticas prévias para a escolha do representante do PT na disputa pela Prefeitura do Recife. Na época, o ex-secretário foi para a linha de frente no enfrentamento à postulação de João da Costa, protagonizando as passagens mais emblemáticas do acirramento que foi aquela eleição interna.

Para evitar o efeito que as prévias tiveram, Ferreira deve seguir discutindo com as diferentes correntes do PT uma alternativa que possa, pelo menos, reduzir o grau de rivalidade na disputa pelo comando do partido. O Processo de Eleições Diretas elegerá todo o novo futuro comando do PT estadual e das instâncias municipais.

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Inflação volta à meta, mas Globo retoma terrorismo

10.05.2013
Do blog ESQUERDOPATA, 09.05.13


Um dia depois de a taxa voltar à meta do Banco Central, jornal O Globo usa um indicador, a inflação dos alimentos em 12 meses, para apontar descontrole inflacionário no País; publicação retoma a "guerra do tomate", apesar da desaceleração dos alimentos; enfoque alarmista mereceu destaque também no Jornal Nacional de ontem, com William Bonner e Patrícia Poeta.

Brasil 247 - Os dados divulgados pelo IBGE, sobre inflação, na manhã de ontem, foram claros. A taxa medida pelo IPCA, em abril, subiu 0,55%, o que fez com que o índice acumulado em 12 meses recuasse para 6,49%, ficando dentro, portanto, do teto da meta tolerada pelo Banco Central, que é de 6,5% ao ano (sobre isso, leia a reportagem IBGE: inflação na meta, normalidade na economia)

Assim, toda a gritaria dos últimos meses, sobre um suposto descontrole inflacionário, que teve como símbolo o "colar de tomates" que Ana Maria Braga, da Globo, pendurou no pescoço, deveria ser superada. Os dados de ontem também confirmam a correção da linha adotada pelo Comitê de Política Monetária, que, a despeito de todo o lobby por juros maiores, optou por uma alta levíssima, e quase imperceptível, em sua última reunião.

Seria natural, portanto, que o enfoque do noticiário sobre inflação destacasse o retorno à meta. Mas quando o assunto se torna peça de propaganda e tema de campanha presidencial, o quadro se torna menos previsível. No Globo desta quinta, o jornal dos Marinho retoma o terrorismo com a manchete "Inflação dos alimentos já é de 14% em 12 meses", ainda que os dados do IBGE, divulgados ontem, também tenham destacado a desaceleração dos alimentos e a pressão maior de outros setores, como o de medicamentos.

A abordagem alarmista também mereceu destaque no Jornal Nacional de ontem, apresentado por William Bonner e Patrícia Poeta. No telejornal da Globo, foi feita a defesa de que o Brasil adote metas inferiores à atual, que é de 4,5%. Detalhe importante: no governo FHC, o Brasil só cumpriu a meta em anos de recessão aguda. Em praticamente todos, a meta foi estourada.

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Victorino Silva: Deus Tem Um Plano

10.05.2013
Do Youtube, 19.04.2009
Postado porSandro Hélio

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USTRA LEVANTA A TAMPA DA COMISSÃO

10.05.2013
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

 A jaula tinha a fera dentro e todos puderam vê-la.


O coronel Ustra, condenado por Fabio Comparato como torturador, demonstrou, enfim, que a Comissão da 1/2 Verdade pode ter vida – clique aqui para ler sobre o emprego de napalm no Araguaia.

O choque travado na audiência acendeu as luzes sobre as trevas e o Brasil deve isso a Rosa Cardoso: trazer o torturador condenado à vista de todos.

A função da Comissão da 1/1 Verdade é resolver três problemas.

E extinguir a vergonhosa Lei da Anistia.

O depoimento de Ustra, escancarado, desbocado, aos berros, prestou um grande favor à causa da extinção da Anistia.

Pouco importa o que ele tenha dito.

Importa que a jaula continha a fera e todos puderam vê-la. 

Saiu na Folha (*):


CORONEL USTRA NEGA TORTURAS E DIZ QUE DILMA FEZ PARTE DE ORGANIZAÇÃO TERRORISTA



Em um depoimento tumultuado, com bate-boca e gritaria, o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra afirmou na nesta sexta-feira (10) à Comissão Nacional da Verdade que nunca matou nem torturou durante a ditadura. Segundo ele, toda a ação do regime militar teve como objetivo proteger o país de uma ditadura de esquerda. 

O ex-chefe do DOI-Codi durante os anos de 1970 e 1974, auge da repressão violenta aos resistentes ao regime, ainda afirmou que a presidente Dilma Rousseff militou em organizações terroristas. Dilma militou em grupos marxistas de resistência armada à ditadura. Durante o período ela foi presa e torturada. 

“Nunca houve [assassinatos]. Quem deveria estar aqui é o Exército brasileiro. Todas as organizações tinham como objetivo implantar a ditadura do proletariado, o comunismo. [Mesmo] a presidente Dilma integrou organizações terroristas”, afirmou ele, no primeiro depoimento público da comissão. 

Mesmo com uma decisão judicial que lhe dava o direito de não falar, Ustra fez uma defesa inicial e depois decidiu responder, muitas vezes aos gritos e batendo na mesa, diversas perguntas feitas pelos membros da comissão José Carlos Dias e Claudio Fonteles. A outras se manteve calado. 

“Nunca cometi assassinatos, nunca ocultei cadáveres, sempre agi segundo a lei e a ordem. Não vou me entregar. Lutei, Lutei e lutei”, disse batendo na mesa. 

Ele foi inquirido sobre casos específicos e de maneira geral sobre os casos de violações aos direitos humanos dos quais é acusado –ele responde diversas ações que tentam responsabilizá-los civilmente pelos fatos, uma vez que ele é beneficiário da Lei da Anistia e não pode ser imputado criminalmente. 

Negou todas, como sempre fez nos últimos anos. Mas quando questionado sobre a existência do pau de arara e da “cadeira do dragão”, nome dado a um aparelho para a aplicação de choques elétricos, preferiu não responder. 

Questionado sobre estupros e corrupção no DOI, ele disse que era sim responsável por tudo o que ocorria dentro do órgão, mas jurou por Deus que esses crimes não ocorreram. “Isso nunca aconteceu. Digo em nome de Deus.” Ustra também reiterou que os mortos foram mortos em combate. 

Ele chegou por uma porta lateral do auditório onde ocorreu o depoimento, de óculos escuros e usando uma bengala, acompanhado de seu advogado –que ficou ao seu lado durante todo o tempo”. “Se não fosse por nossa luta, não existiria democracia no país.” 

O depoimento esquentou de vez quando Fonteles começou a perguntar. Ele citou um documento secreto produzido pelo próprio Exército, já conhecido, mostrando que durante a gestão de Ustra ao menos 50 pessoas morreram dentro do DOI, depois de presos. 

Ustra se irritou ainda mais e disse que esse documento não prova que eles morreram dentro das instalações governamentais. Fonteles replicou com mais gritos, dizendo que o documento era claro. 

“Você acha que eles eram anjinhos que foram mortos na prisão. Eles eram terroristas armados”, gritou Ustra. 

Fonteles propôs então uma acareação entre Ustra e o vereador de São Paulo Gilberto Natalini, que momentos antes dera um depoimento, na mesma sessão, dizendo que foi torturado com requintes de crueldade por Ustra. 

Ustra se negou: “Eu não faço acareação com terrorista”. Natalini, que estava na plateia, prontamente se levantou, apontou o dedo para Ustra e gritou “Eu não sou terrorista. Terrorista é você!”.

Neste momento, dois outros homens da plateia, que até então não tinham falado, se levantaram também e gritaram: “Terrorista pode falar? Se terrorista pode falar eu também quero falar!”. 

A gritaria, em tom de ameaça, se estendeu por alguns minutos. Fonteles teve de, aos gritos, mandar as pessoas se calarem e, poucos minutos depois, encerrou o depoimento. 

Os dois homens que defenderam Ustra acenaram para ele na saída. Um deles não quis se identificar, apesar da insistência de jornalistas. O outro era o general Rocha Paiva, que já deu diversas declarações contra a Comissão da Verdade. 

Para Fonteles, o resultado do depoimento foi positivo. “É assim que funciona a democracia.” 



(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

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Programa Partidário do PT - 2013

10.05.2013
Do Canal do Partido dos Trabalhadores, no Youtube


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Fonte:http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=yqQ8y0Ert2k

EXÉRCITO USOU NAPALM NO ARAGUAIA

10.05.2013
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

O que é pior: jogar napalm ou anistiar quem jogou napalm ?


Antes de ler sobre essa notícia revoltante, lembre-se que o Ministro Marco Aurélio (Collor de) Mello disse ao Kennedy Alencar que o Golpe de 1964 foi “um mal necessário”; e que o Supremo anistiou a Lei da Anistia e os lançadores de napalm, em inesquecível relatoria de Eros Grau:

NOVOS DOCUMENTOS AFIRMAM QUE EXÉRCITO USOU NAPALM NO ARAGUAIA



Relatório de 1972 diz terem ocorrido, pelo menos, três bombardeios
BRASÍLIA e RIO – Relatórios da Comissão Nacional da Verdade divulgados nesta quinta-feira atestam que o Estado usou força desproporcional na ação militar de repressão à Guerrilha do Araguaia. Para a comissão, o Estado promoveu uma eliminação sumária e total dos militantes do PCdoB, que dispunham de armamentos obsoletos para o confronto.

De acordo com um relatório feito em novembro de 1972 pelo tenente-coronel Flarys Guedes Henriques de Araújo, em pelo menos três bombardeios da Guerrilha, o Exército fez uso de napalm. As missões pretendidas pelo CMP aqui mencionadas no item 1 foram executadas no decorrer das operações; há a acrescentar àquele repertório o bombardeio de três áreas com bombas napalm e de emprego geral, informa o relatório.

Há a comprovação do uso de napalm em três operações. Uma coisa terrível afirmou o conselheiro da Comissão Verdade Cláudio Fonteles, autor dos trabalhos divulgados ontem.

(…)


Clique aqui para ler “Comparato quer a revisão da Lei da Anistia”. 

aqui para ler “Ustra: Rosa tira Comissão da caverna”. 

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Justiça bloqueia bens da Máfia do Asfalto em SP e de tucano Secretário-chefe da Casa Civil do governo Alckmin

10.05.2013
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 09.05.13


A Justiça Federal decretou o bloqueio de R$ 36,5 milhões dos integrantes da Máfia do Asfalto - grupo sob suspeita que teria fraudado licitações em 78 municípios da região noroeste do Estado de São Paulo com recursos de emendas parlamentares. Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, a medida alcança o patrimônio de 13 investigados, inclusive o empreiteiro Olívio Scamatti, apontado como líder da organização, e o lobista Osvaldo Ferreira Filho, o Osvaldin, ex-assessor na Assembleia Legislativa e na Câmara do deputado Edson Aparecido (PSDB), secretário-chefe da Casa Civil do governo Geraldo Alckmin. O congelamento do patrimônio do grupo foi requerido em 19 de abril pelo procurador da República Thiago Lacerda Nobre.

"O pedido de sequestro dos bens tem como objetivo garantir que, em caso de condenação, esse dinheiro efetivamente retorne aos cofres públicos", disse o procurador. A Justiça levou 15 dias para decidir sobre o bloqueio.

 A Procuradoria temia que o grupo desmanchasse o patrimônio supostamente ilícito. Chegaram ao gabinete de Lacerda Nobre informações de que os Scamatti estariam orientando compradores de imóveis de um condomínio residencial de luxo, de sua propriedade, a não depositarem as parcelas restantes. A ordem judicial inclui bloqueio de todas as quantias depositadas em contas correntes e aplicações em instituições financeiras das empresas e pessoas físicas. 

O criminalista Alberto Zacharias Toron, que defende Scamatti, considera "incabível" o bloqueio. "Há uma enorme desproporção entre o que se discute na ação penal, fraude ao caráter competitivo em duas licitações pequenas, de obras realizadas no interior, e o que o Ministério Público Federal pede", disse Toron.

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JORNAL O GLOBO PEDE DESEMPREGO EM EDITORIAL


10.05.2013
Do portal BRASIL247

:
Jornal comandado por João Roberto Marinho diz que a inflação persiste, que o governo deve fazer escolhas e que manter o mercado de trabalho aquecido é uma "tentação" a ser evitada

247 - O Globo quer desemprego. E explicitou seu desejo em editorial publicado nesta sexta-feira, em que comenta a "persistência da inflação". Leia abaixo:

A persistência da inflação

Na visão otimista de Brasília, a inflação, depois de ultrapassar o limite superior da meta (6,5%), com 6,59%, recuará. De fato, mas o 0,55% do IPCA de abril veio acima das previsões, subiu em relação a março (0,47%) e, assim, o índice em 12 meses recuou menos que o esperado, estacionando na fronteira dos 6,49%. O centro da meta, de 4,5%, continua distante, e as melhores expectativas apontam para um índice pouco acima de 5% este ano, ainda alto.

O Banco Central saiu da letargia na última reunião do Copom, elevou os juros básicos (Selic) em 0,25 ponto, para 7,5%, por não desconhecer como a persistência de uma inflação elevada, numa economia ainda bastante indexada, pode deteriorar as expectativas e manter os preços sob pressão.

O momento é cada vez mais de escolhas do governo. É evidente a tentação de manter o mercado de trabalho aquecido com vistas às eleições do ano que vem. Porém, num quadro de quase pleno emprego, o crescimento dos salários acima da produtividade deprime a indústria — o setor deu sinais de vida em março, porém, em relação ao mesmo mês do ano passado, continua com números negativos (retração de 3,3%). Faz com que "vaze" demanda para as importações, ajudando a desequilibrar a balança comercial. E, por paradoxal que seja, isto contribui para mais um "pibinho".

Além de tudo, impulsiona a inflação nos serviços. Em abril, este item do IPCA subiu 0,54%, mais que a média. Em bases anualizadas, a alta é de 8,13%. Com os salários em ascensão, e sem que haja concorrência externa — não se importam manicures, oficinas etc —, os serviços ostentam razoável fôlego para se tornar mais caros.

Pelo menos até agora, a aposta oficial na redução da pressão vinda dos alimentos ainda não se confirma na dimensão esperada. Há retrações, mas o encarecimento de vários produtos funciona como um anteparo às quedas. Só em abril, por exemplo, a batata inglesa deu um salto de 60,4%.

No saldo final deste surto de inflação são punidas as famílias mais pobres, clássicas vítimas da carestia na alimentação. Aquelas, por ironia, com as quais o governo conta para a reeleição de Dilma.

Diretores do BC têm procurado reafirmar o compromisso da instituição com a defesa do poder aquisitivo da moeda — é o que se espera de um banco central. Justifica-se, porém, o mantra devido ao déficit de credibilidade na autonomia da instituição. A próxima reunião do Copom, na última semana do mês, será novo teste para o BC.

Fica claro que se trata de uma falácia o argumento de que a inflação brasileira foi impulsionada pela quebra de safras americanas e em outras regiões do mundo. Afinal, este impacto inflacionário não se observou nos demais países. As causas são mais internas que externas.
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