quarta-feira, 8 de maio de 2013

BLOG MOBILIDADE URBANA: Pedestres lideram ranking de mortes em acidentes de trânsito em SP

08.05.2013
Do BLOG MOBILIDADE URBANA,02.05.13
Postado por Tânia Passos

Foto - Alcione Ferreira DP/D.A.Press

Levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que 39% das mortes no trânsito notificadas no Estado foram de pedestres. Em comparação com o número de vítimas fatais de acidentes envolvendo veículos automobilísticos, motos e bicicletas, as vítimas de atropelamentos lideram o ranking de óbitos.
Do total de 5.394 mortes por acidentes de trânsito notificadas no Estado em 2011, 2.114 foram de pedestres, 1.721 de motociclistas, 1.273 de passageiros de veículos automobilísticos e 286 de ciclistas. Entre os tipos de colisões mais fatais estão, respectivamente, a de pedestres com automóveis, ônibus e veículos motorizados de duas ou três rodas.
Em relação a 2010, quando foram notificados 1.968 óbitos por atropelamentos no Estado, o número de mortes registrados no Estado foi 9% maior em 2011. O número de internações de pedestres também apresentou aumento, passando de 10.155 em 2010 para 10.548 em 2011. Em relação às internações, o número de vítimas de atropelamentos é menor somente ao de motociclistas.
“Quando o pedestre é atingido por um veículo, toda a energia do impacto é transferida para a vítima, que não possui dispositivos de segurança, como cinto de segurança, estofados, air bags, barras de proteção, entre outros, para minimizar a energia liberada após a batida. Mesmo motocicletas ou bicicletas são capazes de causar mortes por conta desta transferência de energia. Além disso, por ser muito frágil quando exposto aos acidentes com outros veículos, o corpo humano fica vulnerável a traumas graves que podem comprometer funções vitais”, diz Gustavo Feriani, supervisor médico do Grupo de Resgate e Atendimento a Urgência (Grau) da Secretaria.
Dez dicas para evitar os acidentes com pedestres
A Secretaria de Saúde sugere algumas dicas para evitar atropelamentos. O Mobilize comenta algumas dessas sugestões.
1. Atravesse a rua sempre na faixa de pedestre

A sugestão é óbvia, mas nem sempre cumprida. O problema é que nem sempre a faixa existe, ou às vezes está mal conservada ou não é dotada de rampas de acessibilidade. E faltam semáforos de pedestres. No entanto, mesmo com semáforo e faixa, não dê mole para o azar: alguns motoristas ainda não respeitam seres caminhantes.

2. Use viadutos, pontes ou passarelas para atravessar grandes avenidas e estradas

Passarelas deveriam ser melhor cuidadas pelas autoridades para estimular a travessia. Algumas se transformam em “banheiros públicos” ou depósitos de lixo. Quanto aos viadutos, alguns deles, como o Pacaembu, em S. Paulo, não têm calçadas. Daí fica muito difícil e perigoso caminhar nesses locais.

3. Não deixe as crianças sozinhas na hora de atravessar

No Brasil, crianças não podem ir à escola sozinhas? Atenção motoristas: as crianças tem prioridade. Os carros devem parar e esperar que elas passem.

4. Tenha cuidado com as crianças que brincam em áreas de circulação de veículos

Vale o conselho anterior: crianças têm prioridade. Carros, motos e bicicletas devem parar e esperar que elas passem. Em ruas residenciais, se a velocidade permitida não ultrapassasse nunca os 20 ou 30 km/h, as crianças teriam mais segurança para brincar.

5. Respeite os limites de velocidade

Se possível, reduza a velocidade a 40 km quando estiver dentro de uma cidade. E, em alguns trechos residenciais e proximidades de escola, tire o pé e circule a 20 km ou 30 km por hora. Fica mais fácil parar e evitar acidentes.

6. Respeite as faixas de pedestres e os sinais de trânsito

Parece óbvio, mas não é. E algumas faixas de pedestres não são visíveis para os motoristas. Atenção autoridades: é preciso sinalizar – à distância – a aproximação de uma faixa de pedestres: placas, sinalização de piso e luminosos são indicados para os pontos mais perigosos.

7. Sempre olhe para os dois sentidos antes de iniciar a travessia

Atenção pedestre: olhe mesmo porque há motoristas, motociclistas e ciclistas que insistem em circular na contramão.

8. Não dirija alcoolizado

Óbvio, mas o conselho vale também para motociclistas e ciclistas.

9. Não ande na via destinada para o trânsito de veículos

Atenção autoridades: em alguns locais é impossível andar na calçada, isso quando existe calçada.

10. Mesmo quando o trânsito estiver parado, tenha cuidado com as motos que trafegam pelos corredores

Comentário: pelo Código Brasileiro de Trânsito, as motos não poderiam andar pelos corredores entre os carros. Por que as autoridades não impedem essa prática?

11. Um ponto adicional, agora para as autoridades

Semáforos para pedestres devem ser programados para pessoas comuns, não para atletas velocistas. Nem todo mundo pode atravessar as ruas correndo, como coelhos acuados, como diz o arquiteto e professor Alexandre Delijaicov. Idosos, por exemplo. E o Brasil está se tornando um pais de velhinhos. Os carros podem esperar.

Fonte: Secretaria de Saúde de SP (Via Portal Mobilize)

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Miguel do Rosário: Pelo amor de Deus, Damatta, quanta besteira!

08.05.2013
Do blog VI O MUNDO


Miguel do Rosário: “Damatta envereda para o golpismo quando usa a sua coluna do Globo para fazer proselitismo político com a imagem do presidente do STF, Joaquim Barbosa”

Xaropadas barbosianas de Roberto Damatta
por Miguel do Rosário, em O Cafezinho 

Se havia alguma dúvida sobre a aliança espúria entre o STF e a mídia, um texto publicado hoje no jornal da maior empresa de mídia no país esclareceu tudo.

“Joaquim Barbosa seria meu candidato definitivo à presidência da república e estou certo que ele venceria no primeiro turno”, afirmou hoje, em sua coluna semanal, o antropólogo Roberto Damatta.

Repare bem a convicção! “Estou certo que ele venceria no primeiro turno”. No primeiro turno! O artigo revela bem a triste patologia golpista do conservadorismo brasileiro.

Por que golpista? Admito que o termo golpista permite interpretações bem diversas. Para a direita, a esquerda é golpista. Para a esquerda, é a direita. No entanto, vejamos quem é o candidato que, segundo o colunista do Globo, “venceria no primeiro turno”. É um político? Pertence a partido? É ligado a alguma legenda? Expressa claramente suas opiniões políticas ou ideológicas? A resposta para todas as questões é: NÃO!

A asserção de Damatta flerta com uma gravíssima ilegalidade, ao sugerir que Barbosa, representante máximo do Judiciário, ambiciona controlar também o Executivo. Juízes estão proibidos, constitucionalmente, de fazer política partidária, de maneira que a declaração de voto em Barbosa, por parte de um antropólogo erudito, é, para dizer o mínimo, de um mau gosto atroz e desastrado.

O pior mesmo é o “eu tenho certeza”, que revela apenas a arrogância sem limites, à beira da esquizofrenia, de quem considera o jardim que descortina da janela da Casa Grande representa o mundo inteiro.

Esses não são os únicos problemas do texto. Ele é um amontoado de – como diria Manoel de Barros – “ignoranças” sobre política, ideologia e história.

Concordo que não devemos tratar a dicotomia “direita” X “esquerda” com um viés maniqueísta. Suponho que há canalhas de esquerda e pessoas íntegras na direita. 

Alguns diriam que, se a pessoa é canalha, é porque, na verdade, não é de esquerda, e que se é de direita, também não pode ser tão legal assim. Não vou entrar nesse tipo de juízo.

Entretanto, quando se observa a dialética ideológica no mundo hoje, não estamos avaliando a integridade ou valor subjetivo de ninguém, mas apenas constatando a permanência de um conflito muito natural entre o trabalho e o capital, que atravessa a história da humanidade desde seus primórdios. Os termos “esquerda” e “direita” nasceram no âmbito da revolução francesa, mas as lutas sociais vêm de muito mais longe.

O renomado historiador francês León Homo, que escreveu um dos maiores clássicos sobre Roma antiga, “Les Instituitons politiques romaines”, uma obra profundamente documentada e filiada aos critérios mais rígidos da tradição historiográfica europeia, não hesita em dividir as facções políticas da república romana em “esquerda” e “direita”.

De fato, ao se estudar a realidade daqueles tempos, não é difícil constatar que a classe dos nobres, dos aristocratas, o partido dos “optimates”, representava a direita romana; plebeus, estrangeiros, trabalhadores, o partido dos “populares”, correspondiam à esquerda. Havia pessoas boas e más em ambos os lados. A esquerda vivia infestada de traidores, oportunistas, corruptos, espertalhões. A direita sofria com seus ambiciosos, ególatras, corruptos.

Entretanto, mesmo com os problemas de cada lado, o partido popular, a esquerda romana, é que representava a maioria (outra característica da esquerda), e a sua evolução significou a modernização democrática da civilização romana. Não fossem as espetaculares vitórias plebeias, Roma jamais teria chegado onde chegou: seria consumida muito antes disso, de dentro. Foram as conquistas trabalhistas e políticas plebeias que injetaram orgulho e autoestima no povo romano. Foi assim na França napoleônica e foi assim nos Estados Unidos.

Sem conquistas sociais, trabalhistas, políticas, por parte de sua classe trabalhadora, nenhum país consegue olhar a si mesmo com a dignidade necessária, não consegue ser um país de verdade, permanece apenas um casual aglomerado geográfico na periferia do mundo.

Damatta fala que a “esquerda tem sofrido de estadofilia, estadomania e estadolatria. Daí a sua alergia a tudo que chega da sociedade e de seus cidadãos”.

Pelo amor de Deus, quanta besteira! A esquerda quase sempre esteve afastada do poder, no Brasil. Suas forças se desenvolveram no chão, na terra, longe das benesses, das mordomias, do Estado e sua clientela.

Quem sempre sofreu de estadomania é a direita brasileira, tradicionalmente dependente do Estado. Tanto é que, fora do Estado, não consegue mais ganhar eleições, porque jamais aprendeu a botar a mão na massa.

Agora, é evidente que a esquerda tem uma visão de Estado bem diferente. A esquerda é o partido, em suma, dos pobres. Sim, porque a direita brasileira, diferente de suas primas no primeiro mundo (que tem um discurso nacionalista e, em alguns casos, trabalhista), é fundamentalmente antipobre e antinacional. Os pobres precisam muito mais do Estado do que os ricos.

Mas Damatta é um grande hipócrita. O jornal para o qual ele escreve recebeu R$ 6 bilhões do governo federal apenas nos últimos 10 anos. Acabamos de saber que o STF pagou a passagem de repórter doGlobo para acompanhá-lo à Costa Rica.

Agora faça um exercício de imaginação e tente adivinhar quanto dinheiro as organizações Globo já ganharam do Estado nos últimos 50 anos? E a esquerda é que sofre de estadofilia?

Quando o Brasil convivia com juros estratosféricos, o Estado permitia que a direita rentista ganhasse bilhões de dólares por dia, sem trabalhar, sem fazer nada, mas é a esquerda, segundo Damatta, que sofre de “estadolatria”…

O antropólogo acusa a esquerda de querer um “Estado forte”, como se isso fosse algo errado. Na verdade, queremos um Estado justo para um país que pretende se desenvolver. Compare o tamanho do Estado brasileiro, em arrecadação fiscal per capita, em número de funcionários por 100 habitantes, com os países desenvolvidos, e verá que temos um Estado pequeno, insuficiente, pobre.

Sem contar que Damatta repete, qual papagaio terceiromundista, a grande mentira americana contra o tamanho do Estado: os EUA tem um Estado gigantesco, encarnado num aparato militar monstruoso. O Estado americano, com suas armas de destruição em massa, com seus aparelhos de repressão doméstica e externa, com seus serviços secretos e seus gastos trilionários com guerras, não é um “Estado forte”?

Pior, Damatta envereda para o golpismo quando usa a sua coluna do Globo para fazer proselitismo político com a imagem do presidente do STF, Joaquim Barbosa. Toda aquela história de separação de poderes, de Montesquieu, de democracia, vai pro ralo quando ele confere a um membro do judiciário o poder de governar o Brasil.

Sim, é o que ele faz, simbolicamente, ao dizer que votaria em Barbosa e que este ganharia as eleições no primeiro turno. Damatta chancela a não-política, e sacrifica a democracia brasileira no altar sagrado de um STF submisso ao Globo. O círculo se fecha. O Globo desqualifica a política e o congresso; exalta e glorifica o STF, sobretudo os juízes que seguem a sua cartilha. E daí se empolga e quer ver o presidente do STF como presidente da República!

A promiscuidade do STF com a Globo atingiu as raias do insuportável. O ex-presidente do STF, Ayres Brito, não esperou um dia: assim que saiu do STF correu para assinar o prefácio do livro de Merval Pereira sobre o mensalão – não teve nem a decência de aguardar o processo terminar; participa regularmente dos programas da Globonews; e pleiteia, com ajuda global, uma cadeira na Academia Brasileira de Letras.

Joaquim Barbosa foi o grande campeão do prêmio Faz Diferença, promovido pela Globo. 

Logo depois correu para os EUA para receber outro prêmio, de outra publicação direitista, a revista Time. Ele e o cozinheiro Atala. Quando Lula ganhou o prêmio e saiu na capa da Time, a mídia esnobou e procurou diminuir. Agora não. Barbosa viajou aos EUA para receber o dinheiro da Times com passagens e hotel pagos pelo contribuinte.

Vejam só. Barbosa reclama (com razão) de juízes que produzem eventos em ressortes com patrocínio de empresas, mas ele faz pior. Esses eventos podem ser pouco éticos, mas pelo menos geram empregos no Brasil e tem patrocínio privado. Barbosa vai aos EUA, promover uma revista conservadora norte-americana, hospedar-se em hoteis estrangeiros, gerando empregos lá fora, com dinheiro público. E tudo para ganhar um prêmio que vai para subcelebridades e cozinheiros (com todo o respeito aos cozinheiros!).

Esse é o candidato à presidente da república no qual Damatta votaria. No artigo, o articulista faz uma tremenda confusão conceitual, sempre para justificar seu próprio conservadorismo. Além de, naturalmente, festejar a Ação Penal 470, sem sequer esconder a ideologia “justiceira” que lhe serviu de base. Os réus do mensalão não foram condenados porque cometeram os crimes dos quais foram acusados, mas porque a esquerda “revelou-se incapaz de honrar com os papeis sociais cabíveis na administração pública e dizer não aos seus projetos autoritários”.

Que significa isso? A linguagem remete aos articulistas do tempo do império, mas o sentido é sinistramente claro. Não se culpam os réus, a culpa é da esquerda! Toda a tradição do direito moderno, de que a culpa de um crime é uma responsabilidade absolutamente individual, vai por água a abaixo, e a Damatta tenta criminalizar genericamente todo um espectro ideológico em função dos supostos crimes.

Vivemos tempos sombrios, em que poderosos atores políticos tentam a todo custo levar a luta para fora do ringue democrático, onde a disputa se vence pelo debate, na sociedade, no parlamento, nas urnas. Os velhos setores do golpismo querem travar a luta exclusivamente em seus órgãos de comunicação e no judiciário. E num gesto de comovente amor pela democracia montesquiana, querem fazer do presidente do STF o presidente da República!

Leia também:


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PALMÉRIO: JORNAIS SÃO “CONCORRENTES COMPARSAS”

08.05.2013
Do portal BRASIL247


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COLLOR ATACA DNIT. E DIZ QUE GURGEL PREVARICA

08.05.2013
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Eduardo Guimarães

Sobre o ” prevaricador” o Globo esconde Collor


Muito grave a reação do Senador Fermando Collor sobre as informações erradas da estrada em Rondônia.

Nobre o gesto do senador e do Globo.

Porém, Collor já fez graves acusações ao brindeiro Gurgel.

Leia aquiaqui e veja esse video.

Sobre as acusações ao Gurgel, o Torquemada do mensalão (o do PT), o Globo, inexplicavelmente, jamais publicou mísera linha.



COLLOR RASGA RELATÓRIO DO DNIT EM SESSÃO NO SENADO


Senador alegou que as informações do documento sobre obras em estradas federais eram falsas

RIO O senador Fernando Collor (PTB-AL), presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado, rasgou nesta quarta-feira o relatório de prestação de contas do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) sobre a situação das obras em rodovias federais. Ele alegou que os dados eram falsos, já que as intervenções feitas na BR-364, em Rondônia, estavam paradas, e não em andamento, como afirmava o documento.

A Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado, os integrantes desta comissão, nós não podemos aceitar informações falseadas. Temos é que rasgar isto aqui e devolver para o diretor-geral do Dnit, para que ele tome providências disse Collor, antes de rasgar o documento.
(…)

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Governo quer devolução de ferrovia

08.05.2013
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE


O governo federal vai negociar com as concessionárias MRS e América Latina Logística (ALL) a devolução dos trechos de ferrovias que ligam Campinas ao Porto de Santos, no litoral paulista. Segundo o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, o objetivo é criar um sistema único, que atenda a um conjunto, de usuários. "Santos é o maior porto do País e precisa funcionar bem.Não dá pra ficar como está."

O executivo afirmou, depois de participar de evento promovido pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), que o governo quer retomar esses trechos e incluí-los no novo modelo de ferrovias. Pelas novas regras, uma empresa constrói a malha, a estatal Valec compra a capacidade e vende para os usuários interessados. "Em tese, todos os envolvidos concordam em migrar para esse novo modelo. Agora temos de ver os detalhes."

Ele explica que, ao devolver os trechos, as atuais concessionárias seriam recompensadas, ou pelo direito de passagem nos trechos ou por uma indenização em dinheiro. Fontes ligadas às negociações afirmam que uma alternativa que tem ganhado peso seria compensar as empresas com o alongamento dos prazos de outras concessões administradas por elas.

A MRS, por exemplo, investiu milhões na recuperação e modernização da cremalheira. Para devolver todo o sistema, a empresa poderia ter o alongamento do prazo de concessão da linha entre Minas e Rio de Janeiro. Pelo perfil da companhia, que tem Vale, Gerdau e CSN entre os sócios, a medida poderá ser mais rentável.

"Resolver esse ponto é tão importante e muda tanto a configuração do plano que não importa se a gente atrasar mais alguns meses para fazer os leilões", diz Figueiredo. A solução para esses trechos está dentro das negociações de construção do Ferroanel de São Paulo, que poderá ficar para 2014. "Quando você tem a possibilidade de melhorar um projeto, você não pode ligar para atrasar o cronograma." MRS e ALL não quiseram comentar o assunto.

Atraso.

 O presidente da EPL admitiu que as concessões anunciadas no ano passado no lançamento dos pacotes de rodovias e ferrovias estão atrasados. Os editais dos sete lotes de estradas federais deverão ser publicados em maio e os da BRs 040 e 116, em agosto. A expectativa é que os leilões ocorram em setembro, destacou ele. Nesse mesmo mês, devem ser feitas as disputas dos aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro, e de Confins, em Belo Horizonte; e do Trem de Alta Velocidade, entre Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. "Se sentirmos que é muito para o mercado, adiamos o programa."

Segundo ele, os atrasos foram decorrentes de uma série de questões, como revisão dos estudos que estavam defasados. Além disso, o governo aceitou elevar a taxa de retorno para 15%, nas rodovias, e 16%, nas ferrovias. - Informações do O Estado de S. Paulo

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O serviço sujo na TV Globo


08.05.2013
Do BLOG DO MIRO
Por Marco Aurélio Mello, no blog DoLaDoDeLá:

Recuso-me a assistir à TV Globo desde que sai de lá. Como disse Lula em entrevista recente, não admito mais ser envenenado aos poucos. Muitos acham que é por despeito, porque fui demitido. Nada disso. Fui feliz enquanto estive lá, aprendi muito, deixei colegas leais e bons amigos, com os quais - infelizmente - não posso mais me relacionar, porque se descobertos podem ser demitidos. Vejam só que ironia...

 Hoje impera na emissora uma ditadura. O noticiário é todo centralizado nas mãos de um incompetente gestor de conteúdo, que faz com o telejornalismo o que acusa outras empresas de fazer. Distorce, manipula e pior, usa o noticiário para chantagem política, o que deveria ser tratado como crime de lesa-pátria. Digo incompetente porque não consegue escamotear os interesses dos patrões, como era feito eficientemente durante o regime militar.

Ontem, encontrei um ex-funcionário, que trabalhou décadas na empresa, mas que, ao contrário de mim, continua assistindo aos noticiários, porque acha que assim pode mapear os interesses e fazer uma crítica que julga ser "por dentro". Alguém que ficou décadas lá e sabe direitinho como funciona a engrenagem. Fiquei feliz porque alguém precisa mesmo falar sobre isso.

Ele fez considerações importantes. Dividiu os telejornais assim: o Jornal da Globo, notívago, é o vampiro que suga o sangue da economia. E deu um exemplo. Na última sexta-feira eles escolheram cinco assuntos da semana para martelar a ideia de que o país está a caminho da falência. Inflação fora da meta, balança comercial desfavorável, juros perigosamente baixos e por aí foi...

Depois das notícias entra um ex-servidor tucano, disfarçado de jornalista econômico, bundemberg, alterberg, algo assim, para explicar num gráfico lindo, 3D e virtual, como o caos se aproxima. Essa gente fala para o pequeno e médio empresário, emergente, self-made man, que não tem muito tempo nem muita capacidade intelectual de se informar mais aprofundadamente e compra fácil a teoria do caos, porque tem medo. Entram em pânico facilmente e só arriscam e investem em seus negócios quando estão muito confiantes.

De manhã o massacre prossegue com aqueles que Deus ajuda, porque cedo madrugam. Mas o que chamou mesmo a atenção na análise do parceiro foi a estreia do novo apresentador do Bom Dia São Paulo. Segundo ele, o rapaz vem atender à demanda da emissora por chantagear o novo prefeito, em troca de benesses e contratos diversos, não necessariamente publicitários.

Ele observou que o telejornal matinal abriu o dia batendo na administração municipal. O que continuou na hora do almoço, no SPTV. E lembrou-se de um episódio que preferiu apenas tratar como teste de hipótese, já que ainda não tem como comprovar.

Quando o prédio novo estava sendo erguido, surgiu o desejo do Glass Estúdio. Mas como se livrar da publicidade que ocupava toda a marginal do rio Pinheiros, além do enorme letreiro da Microsoft sobre a torre do World Trade Center, do outro lado da Avenida Água Espraiada? (recuso-me a chamá-la de avenida Roberto Marinho).

Simples, Lei Cidade Limpa! Será que teria sido esta a causa para o Kassab ter passado incólume pela prefeitura durante 6 anos? Só saberemos o dia em que um dos envolvidos abrir o bico. Aí será tarde. Mas vamos supor que o atual prefeito decida recapiar a Marginal e criar um transporte moderno, rápido, sob trilhos, na margem direita do rio e, para isso, precise autorizar painéis luminosos e telas de alta definição ao longo do percurso, para financiar a obra?

Aposto que não duraria mais um mês no cargo. Portanto, diz esse meu interlocutor, vamos olhar os contratos futuros, o Diário Oficial, porque pode estar a caminho um grande acordão. E para os telespectadores que gostam daquele fundo de vidro atrás do apresentador, com uma cidade caótica, mas que dali aparenta ser bucólica e tranquila, não se preocupem, o cenário continuará o mesmo.
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