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terça-feira, 23 de abril de 2013

WIKILEAKS: CERRA, MAINARDI, ATAULFO E TRAAK

23.04.2013
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim


Eis o que diz o amigo navegante Gilson, em mensagem desta segunda-feira, 22 de abril (o Conversa Afiada suprimiu algumas expressões e as substituiu por …):

Documentos da diplomacia norte-americana divulgados pelo portal Wikileaks recentemente revelaram a estreita ligação da imprensa capitalista brasileira com o imperialismo.

Os jornalistas Diogo Mainardi, da revista Veja, e Ataulfo Merval de Paiva (*) , do jornal O Globo, foram (…) do cônsul dos Estados Unidos durante as eleições de 2010. Ambos ajudaram o governo norte-americano a (…) no processo eleitoral brasileiro para eleger o candidato pró-imperialista José Serra (PSDB).

O telegrama “10RIODEJANEIRO32” relata que Ataulfo Merval de Paiva (*) reuniu-se com o cônsul no dia 21 de janeiro de 2010 para falar sobre a conversa que teve com Aécio Neves e buscar seu compromisso para a campanha de Serra.

Os documentos revelam ainda a relação desses jornalistas com o PSDB, o que era óbvio pela (…)  que realizam contra o governo do PT pela direita.

Diogo Mainardi reuniu-se em almoço privado no dia 12 de janeiro de 2010 com o cônsul dos EUA no Rio de Janeiro para (…)  a formação da chapa da direita nas eleições presidenciais durante a qual revelou sua (…) ao PSDB.

O documento relava que a “recente coluna [de Mainard], na qual propõe o nome de Marina Silva como vice-presidente na chapa de Serra, foi baseada em conversa entre Serra e Mainardi, na qual Serra dissera que Marina Silva seria a ‘companheira de chapa de seus sonhos’ (…). Naquela conversa com Mainardi, Serra expôs as mesmas vantagens que, depois, Mainardi listou em sua coluna: a história de vida de Marina e as impecáveis credenciais de militante da esquerda, que contrabalançariam a atração pessoal que Lula exerce sobre os pobres no Brasil, e poriam Dilma Rousseff (PT) em desvantagem na esquerda, ao mesmo tempo em que ajudariam Serra a superar o peso da associação com o governo de Fernando Henrique Cardoso que Dilma espera usar como ponta de lança de ataque em sua campanha”.

Essa descrição da conversa, presente no documento, revela também a vinculação dos jornalistas da imprensa capitalista brasileira com a direita pró-imperialista. Em sua coluna, Mainardi escreve o que o PSDB e o governo dos EUA (…) que ele escreva.

Documentos mais antigos divulgados pelo portal revelaram que o jornalista William Traak (**), apresentador do “Jornal da Globo”, também (…) do governo norte-americano. Além do nome do jornalista são citados nos documentos o diretor de redação da revista Época, Helio Gurovitz, e os jornais Valor Econômico e O Globo, a respeito das reportagens sobre as eleições presidenciais de 2010.

O governo norte-americano tem uma série de “consultores” e “informantes” em todos os países do globo. No Brasil, seus representantes são, principalmente, o PSDB, a revista Veja, as organizações Globo, além dos recém-criados institutos Millenium, von Mises e outros que visam reorganizar a direita brasileira e são financiados pelo imperialismo.

Uma série de iniciativas da direita pró-imperialista mostra a tentativa desse setor de retomar o governo do estado, seja por meio das eleições, seja por métodos extraparlamentares.

A visita da blogueira Yoani Sanchéz, (…) do PSDB, no Brasil  foi uma dessas iniciativas para continuar a campanha permanente contra Cuba. A blogueira agora é uma das associadas do instituto Millenium, organização da direita que conta com dezenas de jornalistas dos principais órgãos de comunicação do País e de representantes da direita pró-imperialista.


(*) Até agora, Ataulfo de Paiva era o mais medíocre dos imortais da história da Academia Brasileira de Letras. Tão mediocre, que, ao assumir, o sucessor, José Lins do Rego, rompeu a tradição e, em lugar de exaltar as virtudes do morto, espinafrou sua notoria mediocridade.


(**) Traack é forma carinhosa de amiga navegante do Conversa Afiada de Serra Talhada/PE referir-se ao apresentador da Globo – PHA

O Conversa Afiada sugere também a leitura de outra revelação do WikiLeaks: Cerra prometeu à Chevron entregar o pré-sal - PHA


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DILMA: TEM TORCIDA PARA O BRASIL NÃO DAR CERTO

23.04.2013
Do portal BRASIL247
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Professora que teria abusado de aluna de 7 anos se defende: “não gosto de negras”

23.04.2013
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 22.04.13

Acusada de abusar de aluna de sete anos, professora diz que não gosta de negras. Esther Irene afirmou que é tão racista a ponto de não ser capaz de encostar em um negro

racismo escola eua
Professora admite ser racista para tentar se livrar de acusação de abuso sexual contra aluna de 7 anos (Foto: Huffington Post)
A professora de uma escola de Humble, no Texas, Estados Unidos, fez uma forte declaração para se defender de uma acusação de abuso sexual de uma aluna.
Esther Irene Stokes, de 61 anos, disse que não poderia ter tocado as partes íntimas de uma garota de sete anos cuja mãe alega ter sido abusada na classe porque não gosta de alunos negros.
Segundo o site Huffington Post, a professora da Northwest Preparatory Academy disse ainda que foge dos abraços de alunos negros.
De acordo com o detetive do departamento policial de Humble, J. Blanchard, a aluna disse que estava sozinha na classe com a professora e que Stokes a tocou em partes íntimas por cima da roupa.
Para refutar a acusação, Stokes disse que não toca crianças negras nem nas mãos por conta de suas tendências racistas.
Leia também
Apesar de a escola onde teria acontecido o abuso dizer que a professora foi demitida, o nome de Stokes continua na lista de profissionais da instituição.
A mãe da garota, Shawntel Reace, disse que vai retirar seus quatro filhos da escola.

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A Globo, o Carandiru e o Mensalão


23.04.2013
Do´blog BRASIL QUE VAI, 21.04.13
Postado por Luiz Cezar 

Se faltavam provas para confirmar a instrumentalização que se faz das concessões de rádio e TV no Brasil para propósitos de interesse das empresas jornalísticas, essas nos são oferecidas agora com a cobertura absolutamente desproporcional com a dimensão dos fatos feita pelas maiores emissoras sobre o massacre perpetrado pela polícia miliar do Estado de São Paulo no extinto presídio do Carandiru há mais de 20 anos.

As transmissões do julgamento de parte reduzida da tropa que entrou atirando no pavilhão 9 do estabelecimento penitenciário naquele fatídico 2 de outubro de 1992 tiveram caráter laudatório, formal por assim dizer, sem os comentários de jornalistas destacados para fazer revelar os aspectos não aparentes dos procedimentos jurídicos em curso.

E o que foi o massacre do Carandiru? Nada menos que um evento macabro que manchou as instituições do País junto à comunidade internacional de direitos humanos ao longo dos 21 anos em que permaneceu aguardando julgamento. Duas centenas de presidiários foram sumariamente fuzilados depois de uma rebelião desfechada devido a briga de encarcerados.

Por coincidência, estive no Carandiru alguns dias antes do motim, e do massacre que lhe seguiu, a convite do então diretor Ismael Pedrosa. Ao lado do ex-deputado Álvaro Fraga, ouvi do diretor um relato desesperançado sobre a falta de recursos, a impossibilidade de separação de detentos e a confissão de que a qualquer momento “a panela de pressão iria arrebentar”.

Do lado de fora gritos e palavrões tornavam a deglutição difícil e a refeição, feita e servida pelos próprios presos, um repasto que demorava a terminar. Soube-se que fora ele, Pedrosa, quem acionara a PM para impedir o trágico acontecimento que informou temer naquele almoço.

Arrependeu-se do pedido de intervenção, disse-me Fraga depois, porque o que se viu foi uma das maiores tragédias do sistema prisional brasileiro. Mais que os 111 de mortos de que se tem notícia, porque, revelou Pedrosa, parte considerável das vítimas fatais havia sido transportada para fora do presídio por caminhões basculantes destinados ao transporte de lixo.

Pedrosa foi morto depois, quiçá por causa das informações que guardava, ainda antes que também o mandante Coronel Ubiratã fosse assassinado, ironicamente nu como aqueles a quem mandara matar.

Mas nem a morte de Pedrosa nem a morte do coronel foram associadas ao grande massacre de que foram protagonistas e testemunhas oculares, principalmente porque não interessou a imprensa, que se autoproclama independente, revelar as tramas que envolveram o episódio nesses 21 anos que se passaram.

Mas que diferença da postura adotada em relação àquele julgamento mais recente, denominado mensalão, em que estiveram envolvidos antagonistas da principal emissora de televisão do País, a Rede Globo.

Nesse, a cobertura foi acompanhada durante 4 meses com chamadas nos intervalos da programação, entrevistas exclusivas com especialistas e a designação de comentaristas especialmente destacados para formularem as interpretações jurídicas que a direção da emissora considerava devessem ser abraçadas pelos juízes do Supremo Tribunal Federal.

Não se interessou a Globo em tematizar o massacre do Carandiru em razão do fato de que fazê-lo seria expor os sucessivos governos paulistas que, apoiados pela emissora, buscaram resguardar seus oficias militares e retardar o julgamento sistematicamente cobrado pela comunidade internacional.

Tivesse-o feito estaria obrigada a esclarecer causas estruturais da violência noticiada diariamente em seus telejornais, como o surgimento da organização criminosa PCC – que se apresenta antes como organização de apoio social a encarcerados pós Carandiru – e a política prisional de depósito de gente seguida pelos governos estaduais, que deu ensejo à mais acelerada disseminação dos crimes violentos em São Paulo.
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Fonte:http://brasilquevai.blogspot.com.br/2013/04/a-globo-o-carandiru-e-o-mensalao.html

Amazônia concentra quase 60% das mortes por conflitos no campo no Brasil

23.04.2013
Do portal da REDE BRASIL ATUAL, 22.04.13
Por: Sarah Fernandes, da Rede Brasil Atual

Comissão Pastoral da Terra solicitou audiência para esta terça com o ministro da Justiça; Rondônia lidera lista de homicídios, com um quarto dos casos em 2012, seguida pelo Pará .

Amazônia concentra quase 60% das mortes por conflitos no campo no Brasil
Ao todo 60% dos envolvidos em conflitos são indígenas, quilombolas e posseiros (Foto: Arquivo/RBA)
São Paulo – Os estados que compõem a Amazônia concentraram, em 2012, 489 dos 1.067 conflitos no campo registrados no país (45,8%), que envolvem assassinatos, ocorrências de trabalho escravo e disputas por terra e por água. Os dados são do relatório Conflitos no Campo no Brasil,lançado hoje (22), em Brasília, pela Comissão Pastoral da Terra (CPT).
Na Amazônia estão 97% das áreas envolvidas nos conflitos. Lá se concentraram 58,3% dos assassinatos (21 de 36); 84,4% das tentativas de homicídio (65 de 77); 77,4% das ameaças de morte (229 de 296); 62,6% dos presos (62 de 99); 63,6% dos registros de agressão (56 de 88); e 67% dos casos de trabalho escravo. A expansão da indústria extrativa mineral é apontada como um dos principais responsáveis pelas ocorrências.
“Os conflitos decorrem, por um lado, da ação de grupos que lutam contra o acesso desigual à terra e ao uso dos recursos naturais, contra a insegurança da posse e a distribuição concentrada da propriedade”, aponta o texto. “Por outro, decorrem também da reação dos grandes proprietários aos esforços empreendidos pelos movimentos sociais para reduzir a concentração fundiária, democratizar a terra e pressionar o Estado a mudar o padrão de suas políticas agrárias.”
Em todo o país, os assassinatos motivados por conflitos por terra aumentaram 24% entre 2011 e 2012, passando de 29 para 36. Rondônia, estado com maior número de ocorrências, concentrou nove dos homicídios, seguida pelo Pará, com seis. As tentativas de assassinatos também aumentaram 51% no período analisado (de 38 para 77), assim como as prisões de trabalhadores 11,2% (de 89 para 99). 
Até a última sexta-feira (19), já foram registrados nove homicídios no campo em 2013, de acordo com a CPT. “Observa-se forte protagonismo de setores conservadores, como fazendeiros, grileiros, empresários e mineradoras, combinado com um aumento dos índices de violência privada”, diz o texto.
Em relação aos grupos sociais envolvidos nos conflitos, 15% eram indígenas, 12%, quilombolas, 9%, membros de outras comunidades tradicionais, e 24%, posseiros e ocupantes de áreas sem o título de propriedade. “Conclui-se que 60% dos que estão envolvidos em conflitos fazem parte de grupos humanos que não se enquadram nos parâmetros exigidos pelo capitalismo e sobre os quais a pressão é maior”, diz o texto.
“Os conflitos são as ações de resistência e enfrentamento que acontecem em diferentes contextos sociais no âmbito rural, envolvendo a luta pela terra, água, direitos e pelos meios de trabalho ou produção”, explica o relatório. “Estes conflitos acontecem entre classes sociais, entre os trabalhadores ou por causa da ausência ou má gestão de políticas públicas.”

Representatividade

O relatório destaca que as populações tradicionais têm pouca representatividade no Congresso Nacional, uma vez que a Frente Parlamentar da Agropecuária era composta, em 20 de março, por 214 deputados e 14 senadores, “uma super-representação da população rural, que é 14% do total da população brasileira, de acordo com o Censo de 2010”. Segundo o texto, “41,7% dos deputados defendem os interesses de apenas 9,1% dos proprietários rurais”.
Tendo isso em vista, a Comissão Pastoral da Terra solicitou uma audiência amanhã (23) com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para entregar o relatório e discutir violência e impunidade dos crimes no campo. O encontro ainda não foi confirmado.
“O capital continua a espoliar as comunidades de seus territórios, pois a disputa é dura e desigual. Os indígenas e camponeses contam com a força de sua resistência e o apoio de seus aliados. Já os interesses do capital são defendidos, estimulados e financiados pelos poderes públicos, e são enaltecidos pela grande mídia”, conclui o relatório.
O documento é elaborado anualmente pela Comissão Pastoral da Terra desde 1985. Os dados levantados proveem de declarações, cartas, boletins de ocorrência e relatos, reportagens e publicações de diversas instituições.


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Mark Weisbrot: O Brasil precisa se manter vigilante diante da ameaça dos EUA

23.04.2013
Do blog VI O MUNDO, 21.04.13


Na tentativa de desestabilizar Maduro e nos golpes contra Lugo e Zelaya,  as mãos dos EUA sobre a América Latina

As mãos dos EUA sobre a região
por Mark Weisbrot, Folha de S. Paulo

Acontecimentos recentes indicam que a administração Obama intensificou sua estratégia de “mudança de regime” contra os governos latino-americanos à esquerda do centro, promovendo conflito de maneiras que não eram vistas desde o golpe militar apoiado pelos EUA na Venezuela em 2002.

O exemplo mais destacado é o da própria Venezuela na última semana. No momento em que este artigo está sendo impresso, Washington está mais e mais isolada em seus esforços para desestabilizar o governo recém-eleito de Nicolás Maduro.

Mas a Venezuela não é o único país vitimado pelos esforços de Washington para reverter os resultados eleitorais dos últimos 15 anos na América Latina.

Está claro agora que o afastamento do presidente paraguaio Fernando Lugo, no ano passado, também teve a aprovação e o apoio do governo dos Estados Unidos.

Num trabalho investigativo brilhante para a agência Pública, a jornalista Natalia Viana mostrou que a administração Obama financiou os principais atores do chamado “golpe parlamentar” contra Lugo. Em seguida, Washington ajudou a organizar apoio internacional ao golpe.

O papel exercido pelos EUA no Paraguai é semelhante a seu papel na derrubada militar, em 2009, do presidente democraticamente eleito de Honduras, Manuel Zelaya, caso no qual Washington dominou a Organização de Estados Americanos e a utilizou para combater os esforços de governos sul-americanos que visavam restaurar a democracia.

Na Venezuela, na semana passada, Washington não pôde dominar a OEA, mas apenas seu secretário-geral, José Miguel Insulza, que reiterou a reivindicação da Casa Branca (e da oposição venezuelana) de uma recontagem de 100% dos votos.

Mas Insulza teve de recuar, como teve de fazer a Espanha, única aliada importante dos EUA nessa empreitada nefanda, por falta de apoio.

A exigência de uma recontagem na Venezuela é absurda, já que foi feita uma recontagem das cédulas de papel de uma amostra aleatória de 54% do sistema eletrônico. O total obtido nas máquinas foi comparado à contagem manual das cédulas de papel na presença de testemunhas de todos os lados.

Estatisticamente falando, não existe diferença prática entre essa auditoria enorme já realizada e a recontagem.

Jimmy Carter descreveu o sistema eleitoral da Venezuela como “o melhor do mundo”, e não há dúvida quanto à exatidão da contagem.

É bom ver Lula denunciando os EUA por sua ingerência, e Dilma juntando sua voz ao resto da América do Sul para defender o direito da Venezuela a eleições livres.
Mas não apenas a Venezuela e as democracias mais fracas que estão ameaçadas pelos EUA.

Conforme relatado nas páginas deste jornal, em 2005 os EUA financiaram e organizaram esforços para mudar a legislação brasileira com vistas a enfraquecer o PT. Essa informação foi descoberta em documentos do governo americano obtidos graças à lei americana de liberdade de informação. É provável que Washington tenha feito no Brasil muito mais e siga em segredo.

Está claro que os EUA não viram o levemente reformista Fernando Lugo como um elemento ameaçador ou radical. O problema era apenas sua proximidade excessiva com os outros governos de esquerda.

Como a administração Bush, a administração Obama não aceita que a região mudou. Seu objetivo é afastar os governos de esquerda, em parte porque tendem a ser mais independentes de Washington. Também o Brasil precisa se manter vigilante diante dessa ameaça à região.

MARK WEISBROT, 58, é codiretor do Centro de Pesquisas Econômicas e Políticas, em Washington, e presidente da Just Foreign Policy.

Tradução de CLARA ALLAIN

Leia também:


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BARÃO DO AÇO SUGERE QUE MÍDIA TORCE CONTRA O PAÍS

23.04.2013
Do portal BRASIL247
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SUPREMA ABERRAÇÃO - ROBERTO GURGEL QUER "CASSAR O VOTO" DE TEORI ZAVASCKI E COLOCAR NA CADEIA OS RÉUS DO MENSALÃO

23.04.2013
Do blog 007BONDeblog, 22.04.13

Outra vez o Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, se manifesta propondo que a defesa dos RÉUS da Ação Penal 470 seja cerceada e o direito à apresentação de RECURSOS não seja observado. 

GURGEL CHEGA AO PONTO DE DEFENDER A TESE DE QUE TEORI ZAVASCKI não pode agora, votar para alterar decisões tomadas por Ministros que já deixaram o STF. A posição de Gurgel deixa bem clara a sua preocupação de que na hipótese de um novo julgamento em decorrência dos EMBARGOS INFRINGENTES, os réus que obtiveram QUATRO VOTOS PELA ABSOLVIÇÃO, mas acabaram condenados por outros CINCO VOTOS,  venham a ser ABSOLVIDOS, com um possível EMPATE.

GURGEL, não defende que se faça  JUSTIÇA, o que só se consegue com o PLENO DIREITO DE DEFESA ASSEGURADO, mas sim, que se faça JUSTIÇAMENTO, atropelando prazos, DESCONSIDERANDO as NORMAS INTERNAS do STF, até então consideradas vigentes e chegando ao cúmulo de querer CASSAR o DIREITO DE O MINISTRO TEORI ZAVASCKI votar.

Gurgel defende recurso único no mensalão e quer prisões imediata de condenados
22/04/2013 - 19h23
Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, defendeu hoje (27) a prisão imediata dos réus condenados na Ação Penal 470, o processo do mensalão, após o julgamento do único tipo de recurso cabível em sua opinião, os embargos declaratórios. O procurador disse que pode voltar a intervir no processo para evitar adiamentos desnecessários na execução das penas dos 25 condenados. 

“Acho que nem é necessário o pedido [de prisão], é um efeito da decisão tornar-se definitiva. Mas, se entender necessário, reiterarei o pedido feito logo que acabou o julgamento”, disse Gurgel, em evento na sede da Procuradoria-Geral da República (PGR) nesta tarde.

No final do ano passado, o procurador pediu a prisão imediata dos réus antes do julgamento de recursos possíveis, alegando que as apelações não poderiam modificar a decisão. A solicitação foi negada pelo relator do processo e presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa.

Para Gurgel, os embargos declaratórios têm limites restritos – esclarecer pontos contraditórios ou omissos na decisão – e não podem mudar as condenações. Ele defende que as decisões devem ser respeitadas ainda que a composição da Corte tenha sofrido alterações com a aposentadoria de Cezar Peluso e Carlos Ayres Britto e a chegada de Teori Zavascki.

O procurador reafirmou não ver espaço para os recursos chamados embargos infringentes, que permitem nova análise da decisão. “Seria um recurso no mínimo curioso, na medida em que levaria a um rejulgamento pelo mesmo tribunal, pelo mesmo plenário”, disse.

Segundo o Regimento Interno do STF, os embargos infringentes só podem ser usados quando existem ao menos quatro votos pela absolvição. O recurso não é plenamente aceito entre os ministros, pois alguns acreditam, assim como Gurgel, que a ferramenta foi suprimida pela legislação comum.

Embora considere que os réus possam apresentar novos recursos dentro dos embargos declaratórios, Gurgel acredita que o STF eliminará tentativas de adiar o cumprimento das penas. “Será necessário ao STF, como tem feito em diversos outros casos, afirmando que se vierem a protelar decisão final, que o Supremo determine a execução da decisão tão logo seja concluído o julgamento dos embargos declaratórios que serão opostos nos próximos dias”, disse.

Edição: Fábio Massalli

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Procon-SP divulga nova lista com 71 sites de compras que devem ser evitados por consumidores

23.04.2013
Do portal do DIARIO DE PERNAMBUCO, 22.04.13

A Fundação Procon, de São Paulo, divulgou nesta segunda-feira (22) uma nova lista com outros 71 sites de compras que devem ser evitados pelos consumidores (clique aqui e confira quais são). Em novembro do ano passado, a entidade já havia dado o alerta, divulgando uma listagem com mais de 200 endereços. Ao todo, já são 275 os comércios eletrônicos identificados com problemas pela entidade.
As principais irregularidades denunciadas pelos consumidores são a falta de entrega do produto comprado e a não obtenção de resposta da empresa para solucionar o problema.


De acordo com o diretor executivo do Procon-SP, Paulo Arthur Góes, esses fornecedores virtuais não são localizados, inclusive no rastreamento feito no banco de dados de órgãos como Junta Comercial, Receita Federal e Registro BR, responsável pelo registro de domínios no Brasil. Isso inviabiliza a solução do problema apresentado pelo consumidor pelo órgão.

Para Góes, é preocupante a proliferação desses endereços eletrônicos mal-intencionados, que em alguns casos continuam no ar lesando o consumidor. "Denunciamos os casos ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) e ao Comitê Gestor da Internet (CGI), que controla o registro de domínios no Brasil, mas o mais importante éque o consumidor consulte essa lista antes de fechar uma compra pela internet", disse o diretor executivo do órgão.


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