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sábado, 20 de abril de 2013

Nicolás Maduro faz discurso cheio de ataques à oposição

20.04.2013
Do portal da FOLHA DE PERNAMBUCO
Por Agência EFE

Novo presidente prometeu que não haverá impunidade pelos incidentes após as eleições

CARACAS - Nicolás Maduro assumiu a Presidência da Venezuela prometendo lealdade à memória de Hugo Chávez e fazendo de seu discurso de posse um duro ataque à oposição, no qual alternou acusações com chamados ao diálogo e prometeu que não haverá impunidade pelos incidentes após as eleições.

Após cinco dias de uma tensão que os resultados apertados do pleito presidencial fez transbordar e de decisões de última hora do Poder Eleitoral para solucionar a crise, Maduro assumiu como o décimo presidente do período democrático na Venezuela, iniciado em 1958 com a saída do poder do ditador Marcos Pérez Jiménez.

Maduro fez um discurso ácido de um pouco mais de uma hora, que se viu acidentado em seu início por causa da entrada de um homem vestido de vermelho que se jogou sobre o presidente para pedir-lhe ajuda e a quem o Ministério Público anunciou que levará a um tribunal por delitos que não detalhou.
"Falhou a segurança, absolutamente. Poderiam ter me dado um tiro", disse Maduro diante do olhar dos 17 chefes de Estado e de Governo que participaram da cerimônia, entre eles, a brasileira, Dilma Rousseff; o iraniano, Mahmoud Ahmadinejad; o cubano, Raúl Castro; o colombiano, Juan Manuel Santos; a argentina, Cristina Kirchner.
O novo presidente venezuelano se mostrou inflexível em suas acusações à oposição após os incidentes da segunda-feira, nos quais foram registrados oito mortos e mais de 60 feridos, contextualizando-os em discurso de campanha de seus adversários contra os cubanos na Venezuela, que comparou com o qual justificou o "Holocausto judeu".
"Tem as mesmas características de intolerância, de ódio, de morte, que depois justificou o Holocausto judeu, guardando as distâncias históricas, mas as características da campanha são iguais", sustentou Maduro.
O presidente assegurou que não haverá impunidade, que vai haver justiça no país, diante de um auditório cheio de delegações internacionais, mas sem a presença opositora. A oposição optou por não participar da cerimônia ao acompanhar a postura de seu líder e candidato presidencial nas eleições do domingo passado, Henrique Capriles, de não reconhecer os resultados que deram a vitória a Maduro até que 100% dos votos sejam recontados.
Maduro, no entanto, mostrou um lado conciliador ao se dirigir a seus adversários e aos venezuelanos que optaram por Capriles nas eleições, que o chavista ganhou com 272 mil votos sobre a oposição, com 99% dos sufrágios apurados.
O líder venezuelano afirmou que está disposto a estender a mão a quem não votou nele e aos políticos adversários para acabar com a divisão no país, e inclusive a conversar com Capriles para que "cesse seu ódio".
"Estou disposto a conversar até com o diabo, que Deus me perdoe, até com o novo Carmona se for necessário para que cesse seu ódio contra mim, contra o povo, para que cesse sua intolerância", afirmou, comparando o líder opositor com Pedro Carmona, o efêmero presidente autoproclamado presidente durante o golpe de 2002.
Após voltar de madrugada de Lima, da reunião que a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) convocou para tratar a situação em seu país, Maduro não deixou passar a oportunidade de falar da decisão do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) de aprovar a auditoria de 100% dos votos.
"Eu poderia ter alguma diferença em relação à decisão que eles tomaram (...), mas o CNE tomou uma decisão e eu (...) apoio absolutamente o Poder Eleitoral", disse Maduro, não sem deixar de assegurar que "aconteça o que acontecer" a oposição não vai reconhecer o resultado.
Em relação a seus planos de Governo, afirmou que o objetivo da "revolução social" que, disse, lidera, é que em 2019 haja "pobreza zero" e pediu a reformulação de todas as missões e programas sociais impulsionados por Chávez. "O objetivo da revolução social é que no ano de 2019: pobreza zero; podemos alcançá-lo, pobreza e miséria zero na Venezuela", anunciou.
Maduro assegurou que chegou à Presidência sem buscá-la e só pela "circunstância histórica" da morte de Chávez. Enquanto Maduro tomava posse, milhares de venezuelanos seguiam o pedido de um pedido por Capriles para repudiar o ato de posse.


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Brasileiros relatam clima de filme de ação em Boston

20.04.2013
Do portal do DIARIO DE PERNAMBUCO, 19.04.13


Brasileiros relatam clima de filme de ação em Boston
Brasileiros residentes em Boston, nos Estados Unidos, relatam que o clima na cidade é o de uma cidade sob cerco, vivendo cenas que parecem saídas de um longa metragem de Hollywood. Boston foi sede de um atentando na última segunda-feira, realizado durante a maratona anual da cidade, que matou ao menos três pessoas e feriu mais de 170, após artefatos terem explodido perto da linha de chegada do evento.
O relato da brasileira se refere à perseguição e troca de tiros promovida pela polícia aos dois supostos autores dos atentados da maratona, realizado na quinta-feira à noite, na cidade de Watertown, a dez quilômetros de Boston e próximo ao campus da universidade.
Tensão
"Há muito policiamento na rua. Levei minha filhinha ao parquinho ontem, e ela ficou muito assustada com os helicópteros e todos os barulhos da polícia. Estou evitando que ela veja TV, mas ela está sentindo a tensão no ar", conta a brasileira.
Devido à caçada humana que a polícia está promovendo em busca do suposto coautor dos ataques, todo o transporte público foi suspenso em Boston e nas imediações da cidade e o governo instruiu moradores a permanecerem em suas casas a não abrirem suas portas para estranhos.

Natalícia Tracy, diretora-executiva do Centro do Imigrante Brasileiro (CIB), de Boston
"O clima está bem tenso. Não há transporte público. Estou em casa com minha família. O escritório do meu marido e a creche das minhas filhas estão fechados. Recebo emails a toda hora de lojas e instituições dizendo que eles estão fechados hoje. Escolas e universidades estão fechadas. Há pouca gente na rua. Não pretendo sair de casa. O terrorista está por aí e não sabemos onde. Ele pode estar armado e ter explosivos com ele", afirma Rosana.
A grande Boston é uma das regiões dos Estados Unidos com maior populção de brasileiros. A cidade abriga o Centro do Imigrante Brasileiro (CIB), que oferece, entre outros, serviços de treinamento e assistência legal a brasileiros. O local foi obrigado a fechar suas portas nesta sexta, como conta a diretora-executiva do centro, Natalícia Tracy.
"Ficamos bem no coração da cidade (no bairro de Allston Brighton, no oeste de Boston), e não pudemos nem abrir, por ordem oficial. Está tudo trancado na cidade. Muitos membros do centro passaram a noite acordados, sem conseguir dormir. O clima na cidade é de um estresse muito grande há alguns dias, você sentia isso nos trens, nas ruas", afirma.
Desinformação
Em relação à comunidade de brasileiros local, Natalícia conta que a maior preocupação era a desinformação sobre a determinação oficial de que todos ficassem em casa.
 
Rosana Rangel
"A maior parte dos brasileiros não assiste a TV ou (escuta) o rádio americanos, só rádios e TVs brasileiras. Então, passamos a enviar mensagens de texto, dar telefonemas, trocar mensagens de Facebok para divulgar aos membros do CIB que era para eles ficarem em casa'', relata.
No começo, houve certo pânico entre a comunidade brasileira, conta ela. "Muitos se assustaram ao ver a polícia em todas as partes, batendo de porta em porta, e temiam que a polícia pudesse começar a ir atrás de pessoas com algum problema de documentação."
Natalícia conta que a tragédia da maratona e o tiroteio e explosões ouvidas em Watertown foram incidentes ou presenciados ou sofridos por pessoas ligadas a ela.
"Uma amiga de uma amiga perdeu as pernas no atentado. O diretor de um centro ligado ao nosso estava no local em que as explosões ocorreram, mas saiu pouco antes. Eu dou aulas nas Universidade de Massachussetts em Boston, ao lado da biblioteca JFK, onde houve um incêndio no dia dos ataques. Meu filho estuda numa escola perto do MIT. Vários integrantes do CIB moram na região de Watertown e ouviram tiros e explosões. É uma cidade pequena em relação a outras cidades americanas, tudo está conectado'', afirma.

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INSPIRADO EM LULA, MÉXICO LANÇA SEU FOME ZERO

20.04.2013
Do portal BRASIL247


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EUA investigam se suspeitos de ataque em Boston tiveram ajuda


20.04.2013
Do portal da Agência Brasil
Por BBC Brasil
Internacional

Brasília - As autoridades americanas iniciaram investigação para saber se os dois suspeitos do atentado à bomba na Maratona de Boston tiveram ajuda no ataque.

Um dos suspeitos, Dzhokhar Tsarnaev, de 19 anos, foi encontrado na noite de sexta-feira (19) escondido em um barco guardado em um quintal de uma casa perto de Boston. Ele havia escapado a pé depois de um confronto com a polícia na madrugada desta sexta-feira, aparentemente ferido. O irmão dele, Tamerlan Tsarnaev, de 26 anos, morreu durante o tiroteio com a polícia.

Os investigadores da CIA, a agência secreta americana, e do FBI, a Polícia Federal dos Estados Unidos, tentam descobrir se os dois tiveram alguma ajuda na elaboração e execução do ataque que causou a morte de três pessoas e deixou mais de 170 feridas.

Autoridades americanas e familiares dos suspeitos identificaram os irmãos Tsarnaev como chechenos que viviam nos Estados Unidos há cerca de uma década.

O FBI chegou a interrogar Tamerlan em 2011 a pedido de um governo estrangeiro. Porém, o caso foi encerrado depois que as autoridades não encontram provas para suspeitar dele. Também surgiu a informação de que Tamerlan passou seis meses na Rússia em 2012.

O governo da Rússia afirmou neste sábado que o presidente Vladimir Putin conversou por telefone com o colega americano Barack Obama e os dois concordaram em aumentar a cooperação depois dos ataques.

Em um discurso em cadeia de televisão momentos após a confirmação da captura de Dzhokhar Tsarnaev, Obama afirmou que o maior desafio das autoridades a partir de agora será descobrir o motivo dos ataques e se há mais pessoas envolvidas.

Dzhokhar Tsarnaev foi encontrado escondido em um barco guardado em um quintal no distrito de Watertown, perto de Boston. Ele teria sido baleado várias vezes e, depois de ser capturado, foi levado para um hospital local. Os médicos consideram seu estado grave, porém estável. As autoridades afirmam que esperam que Dzhokhar sobreviva para que eles comecem os interrogatórios.

A busca pelo segundo suspeito do atentado à bomba contra a Maratona de Boston começou na madrugada de sexta-feira (19), quando o jovem escapou à pé, aparentemente ferido, depois de um tiroteio com a polícia no qual o outro suspeito, o irmão mais velho de Dzhokhar, Tamerlan Tsarnaev, foi morto.
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ESCÂNDALO, documentos comprovam que TUCANO montou FARSA na AP 470

20.04.2013
Do blog MEGACIDADANIA, 16.09.2012


Para se entender a gravidade dos fatos que iremos apresentar faz-se imperioso ter pleno conhecimento da cronologia de tramitação do processo no STF.
LER COM MUITA ATENÇÃO AS INFORMAÇÕES EM DESTAQUE AO LADO ESQUERDO DA TELA É FUNDAMENTAL
http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=213803
Talvez seja interessante informar que a atual empresa onde trabalha o “tucano” tem entre seus clientes: Editora Globo e SKY.
Eis aqui a empresa em que trabalhava o “tucano” e que mereceu do então presi do STF uma gentileza muito especial, mas que NÃO auxiliou em nada o trabalho da PF, muito ao contrário.
O “tucano” nesta foto é recebido na redação de uma revista semanal que também nos faz lembrar de um empresário que já foi caracterizado de Gênio financeiro pelo FHC, vcs sabem que é ? se não sabem o PHA irá informar, tenham certeza.
Merece destaque o currículo do “tucano”, pois as empresas nas quais ele atuou, nos faz “lembrar” de algun(s) TUCANO(S) de alta plumagem lá do Ceará, é um que tem jatinho pq pode.
Finalmente, informamos que já fizemos referência a este “tucano” em nossa postagem do dia 09/09 de título A MENTIRA TEM PERNAS CURTAS, vale ler novamente.Observem bem a data em que foi escrita a carta MENTIROSA do “tucano” e dirigida aos peritos da PF, foi em 02 de fevereiro de 2006, período em que os advogados NÃO TINHA ACESSO a nenhum documento. E esta carta MENTIROSA do “tucano” ditou, influenciou e/ou MOLDOU todos os pareceres, perícias e fundamentalmente a própria “denúncia” da PGR/MPF, bem como a argumentação do relator Joaquim Barbosa que por sua vez “convenceu” o plenário do STF. NINGUÉM, repetimos, absolutamente ninguém, nem o PGR/MPF e nem o relator,  se deram ao trabalho de observar a regra básica de uma relação de mercado, o respeito ao CONTRATO. Pois é, existia um CONTRATO que normatizava a relação da VISANET com seus sócios, os diversos bancos, sendo o maior acionista da VISANET o Bradesco. LEIAM A SEGUIR o que disse o “tucano” MENTIROSO e o que estabelece o CONTRATO, no caso denominado de REGULAMENTO DE CONSTITUIÇÃO E USO DO FUNDO DE INCENTIVO VISANET:Vocês acham que o “tucano” já identificado, que mereceu gentileza do então presi do STF, que foi convincente para o PGR/MPF, Antonio Fernando, autor da “denúncia”, não fez mais nada ... enganaram-se, leiam abaixo o relatório que empresa KETCHUM BRASILIA enviou a ele em pleno trabalho final da CPI dos Correios e que foi apreendido pela PF em busca e apreensão. Antes, vale registrar uma das especialidades da empresa KETCHUM BRASILIA: Prevenção e Administração de Crises A preparação prévia de um plano permite observar indícios e antecipar crises, assumir o controle de ocorrências e administrar a emergência de maneira favorável. A abordagem da Ketchum Estratégia em relação ao gerenciamento de crises tem um foco muito grande na prevenção. A área de crises da agência atua no estudo de potenciais riscos, na preparação de plano de prevenção, na montagem e no treinamento de comitê de crises dentro das empresas, em workshops com simulação de crises e até no gerenciamento, propriamente dito, de uma crise, quando ela se instala. Para isso, a Ketchum Estratégia conta com o Golden Team, uma equipe preparada e treinada para atender qualquer tipo de crise e emergência, de clientes internos e externos, e que pode ser acionada a qualquer momento ou local, 24 horas por dia, sete dias por semana.http://www.ketchum.com.br/pt/servicos
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Fonte:http://www.megacidadania.com.br/escandalo-dcts-comprovam-que-tucano-montou-farsa-na-ap-470escandalo-dcts-comprovam-que-tucano-montou-farsa-na-ap-470/

Escola não expulsará ‘colegas’ que estupraram aluna; garota se suicidou

20.04.2013
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 18.04.13

Garota sofreu abuso de três ‘colegas’, que distribuíram um acervo de fotos e vídeos das cenas de estupro no colégio. Ela se matou oito dias após o ocorrido

garota estupro suicídio pott
Escola diz que não poderia expulsar colegas que estupraram aluna. Família processa cidade universitária por negligência em relação a bullying (Foto: Divulgação)
O colégio Saratoga, onde a californiana de 15 anos Audrie Pott estudava, disse que não poderia expulsar os alunos que a estupraram. Ela foi abusada por três colegas, dos quais dois eram da instituição, e cometeu suicídio ao não suportar o bullying provocado pela distribuição de fotos do ataque.
Segundo o canal norte-americano Fox News nesta quinta-feira (18), para o superintendente da escola, Bob Mistele, o incidente não se passou dentro do colégio e, por isso, os garotos não poderiam ser expulsos.
Em uma festa do pijama na casa de um colega, Pott bebeu até ficar inconsciente e, ao dormir em um quarto, sofreu abuso de três garotos, que distribuíram um acervo de fotos e vídeos das cenas de estupro no colégio.
O caso ocorreu em setembro de 2012, mas retomou a atenção dos noticiários dos Estados Unidos na semana passada depois que as autoridades encontraram evidências mais fortes de envolvimento de amigos de Pott no crime.
Contudo, a família acredita que, apesar do estupro ter ocorrido fora da instituição de ensino, vários alunos da escola estão de prova de que foi disseminada ao menos uma fotografia com o propósito de intimidar Pott.
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Segundo a Fox News, os alunos foram acusados formalmente pela Justiça norte-americana ainda em 2012, mas permaneceram na escola até abril deste ano, quando foram tirados da sala de aula sob acusação de assédio sexual e distribuição de conteúdo pornográfico infantil.
Além dos colegas da estudante, a família de Pott processa a cidade universitária de Los Gatos-Saratoga, na Califórnia, por negligência em relação ao bullying sofrido por ela. Os administradores do distrito estudantil não registraram a reunião feita com eles e a família da estudante, antes do suicídio, na qual os pais da estudante teriam informado sobre as humilhações.
Pott se matou oito dias após o estupro.
com R7

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Buraco negro “adormecido” desperta e engole parte de um planeta 15X mais pesado que Júpiter

20.04.2013
Do portal JORNAL CIÊNCIA, 08.04.13
Por TAMARA LOPEZ
O satélite europeu, INTEGRAL, do Observatório Espacial da ESA, detectou um buraco negro que engoliu um planeta-gigante, situado no centro da galáxia NCG 4845 a 47 milhões de anos-luz da Via Láctea.
De acordo com os astrônomos, o planeta possui uma massa 15 vezes maior do que a de Júpiter, e o buraco negro que permanecia “adormecido” há mais de 30 anos, possui uma massa de cerca de 300 mil vezes maior do que à do Sol.
  Os astrônomos estavam usando o satélite INTEGRAL para estudar uma determinada galáxia, quando observaram altas energias sendo emitidas de outro local, mas que estavam no mesmo campo de visão do satélite. A galáxia, que nunca havia sido detectada com atividades tão intensas, chamou a atenção dos cientistas que conseguiram visualizar o surpreendente fenômeno.
Foi uma observação totalmente inesperada em uma galáxia que esteve tranquila durante mais ou menos 20 ou 30 anos”, declarou Marek Nikojok, da Universidade de Bialystok, na Polônia. Nikojok é oautor principal do artigo publicado na revista Astronomy & Astrophysics.
De acordo com a revista, o buraco negro levou de dois a três meses para desviar o planeta de sua trajetória, e absorveu apenas 10% de sua massa total.
Nós estimamos que somente suas camadas externas foram comidas pelo buraco negro, no valor de aproximadamente 10% da massa total do objeto, e que um núcleo denso foi deixado em órbita do buraco negro”, disse o co-autor do artigo, Roland Walter do Observatório de Genebra, na Suíça.
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CARACAS: Dilma chega à Venezuela trazendo apoio da Unasul à paz

20.04.2013
Do DIARIO DE PERNAMBUCO, 19.04.13
Chegada a Caracas para sessão solene de posse do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Chegada a Caracas para sessão solene de posse do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

A presidente Dilma Roussef reforçou, na manhã desta sexta-feira em Caracas, o papel da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) como referência de "apoio para a paz" na Venezuela, que vive dias de incerteza e expectativa desde a contestação, pela oposição, do resultado da eleição presidencial de domingo.

Chegando ao hotel em Caracas às 07h00 da manhã locais (08h30 em Brasília) para participar da cerimônia de posse de Nicolás Maduro, vencedor do pleito de domingo, a presidente comentou uma nota emitida pela Unasul na madrugada passada, pedindo respeito à decisão das urnas.

"A nota reitera os compromissos da Unasul com os processos democráticos", disse Dilma, "ao mesmo tempo que determina o posicionamento da Unasul como centro de apoio para a estabilidade, a paz e todos os processos que constituam legalmente a sustentação democrática".

A presidente disse ainda que a Unasul "repudia as violências, as mortes, os feridos e também acrescenta um posicionamento no sentido de que haverá uma comissão da Unasul para acompanhar as investigações sobre direitos humanos".

Dilma chegou a Caracas vindo de Lima, no Peru, onde foi realizado um encontro de cúpula extraordinário para discutir a situação na Venezuela.

Segundo a Agência Brasil, no encontro, encerrado na madrugada passada, o bloco também reconheceu a importância de o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do país ter decidido verificar 100% das urnas eletrônicas, atendendo a pedido da oposição no país.

Participaram da reunião os presidentes Dilma Rousseff (Brasil), Cristina Kirchner (Argentina), José Mujica (Uruguai), Evo Morales (Bolívia), Sebastián Piñera (Chile) e José Manuel Santos (Colômbia). O encontro foi convocada pelo presidente peruano, Ollanta Humala, responsável pela presidência rotativa da Unasul.

Nicolás Maduro participou da reunião em Lima, convocada após os protestos e manifestações liderados pelo candidato derrotado e governador do Estado de Miranda, Henrique Capriles.

Após o encontro, os chefes de Estado apresentaram uma ata com cinco pontos de consenso. Além de reconhecer o CNE como órgão soberano para receber reclamações, a Unasul parabenizou o presidente eleito e disse que pretende cooperar para a solução dos problemas que possam afetar a democracia na região.

A Unasul irá designar uma missão observadora para acompanhar a investigação dos atos violentos ocorridos esta semana durante as manifestações que pediam a recontagem dos votos. O governo acusa a oposição de ser responsável pela morte de oito pessoas devido aos protestos.

Dilma e os demais chefes de Estado participam nesta sexta-feira da cerimônia de posse de Maduro na capital venezuelana, marcada para as 13h00 no horário local (14h30 em Brasília).

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O vídeo que identificaria os autores do ataque em Boston

20.04.2013
Do portal LUIS NASSIF ON LINE
Por Marco St.

O que faziam os mercenários da Craft na Maratona de Boston? 
Muito além de uma simples teoria da conspiração, as informações abaixo revelam que a história dos "2 garotos-terroristas-chechenos-muçulmanos-de-bonés-que-foram-tomar-um-lanche-no-seven-eleven-depois-do-atentado" pode ser bem diferente do que passa na mídia americana corporativa e na sua representante oficial no Brasil, a Rede Globo.
Infowars.com
El FBI difundió este jueves una secuencia de video que identifica a los presuntos responsables del ataque en Boston. La grabación desde una cámara de vigilancia muestra a dos jóvenes que portan mochilas cerca de la meta de la maratón.
El agente Rick DesLauriers informó que las fotografías serán difundidas en el sitio web del FBI para facilitar la captura de los nuevos sospechosos.

DesLauriers fue enfático en señalar que las imágenes deberán ser “las únicas que el público debería ver” para asistir a la policía, restando así credibilidad a otras fotografías que revelan el movimiento de efectivos paramilitares sospechosos en la maratón.

El anuncio del FBI no resistió al análisis de los escépticos.

El sitio web Infowars logró captar la presencia de un supuesto agente encubierto en la grabación. “El ángulo de la primera cámara muestra a un hombre a la derecha jugando con su oreja (ajustando o insertando un auricular, posiblemente)”, publicó la página este jueves. “Sin embargo, en el siguiente ángulo de cámara el hombre es desenfocado”.

“¿Fue el FBI demasiado holgazán o descuidado como para no desenfocar en el primer ángulo a uno de sus agentes?”, pregunta el sitio.

La presencia de un agente encubierto antes del ataque pondría en duda la versión entregada por el Comisionado de la Policía de Boston, Edward Davis, quien negó que las autoridades tuvieran “conocimiento previo” sobre los atentados. 
Fotografías: Detectan a paramilitares privados actuando en atentados de Boston
Una firma privada de paramilitares pudo haber estado presente en la maratón de Boston al momento del ataque terrorista de este lunes. Las imágenes de los contratistas fueron capturadas por testigos y cámaras de vigilancia, siendo divulgadas esta semana en varios sitios de internet.

Los individuos identificados visten chaquetas y pantalones similares. En la fotografía que se muestra a continuación, dos paramilitares con mochilas acercan su mano al oído. Uno de ellos mantiene un bolso negro en su mano izquierda, mientras que el otro carga una mochila idéntica en su espalda.


Ambos son detectados posteriormente en las proximidades de la línea de meta, donde se produjo la primera explosión. La imagen muestra cómo uno de los sujetos lleva un audífono de contacto en su oreja derecha. El hombre a su lado lleva una gorra con el símbolo de una calavera, utilizada como logo por la firma militar privada Craft International.


Varias imágenes del fundador de Craft International, el ex Navy Seal Chris Kyle, demuestra el uso de este logo en la gorra de la firma privada.

Chris Kyle entrevistado por Fox News.

El logo oficial de Craft International versa a los costados: "La violencia sí resuelve problemas"

El sujeto del audífono carga una mochila que cuenta con las mismas características del bolso negro encontrado en la escena del atentado.


Sujetos que visten de forma idéntica a los paramilitares mencionados aparecen juntos en otra fotografía, reaccionando inmediatamente tras la explosión. Dos de ellos portan en su mano derecha lo que parece ser un transmisor de radio.


El sujeto de la derecha muestra en su camisa el mismo logo de Craft International.

 

La actuación de estos paramilitares abre muchas preguntas sobre los atentados de Boston, poniendo en duda la versión oficial de que las autoridades no tenían ningún conocimiento previo sobre los ataques.

Lo anterior se une al testimonio del atleta Alastair Stevenson, quien asegura que hubo un “simulacro” antes de las explosiones. Stevenson detectó la presencia de perros detectores de bombas y policías observando con binoculares desde los edificios en la maratón mucho antes de las detonaciones.


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Três fins do mundo em apenas três meses

20.04.2013
Do blog BALAIO DO KOTSCHO, 13.04.13
Por Ricardo Kotscho

foto 1 Três fins do mundo em apenas três meses
De vez em quando, ultimamente, fico até com receio de perder meu tempo escrevendo. O mundo já poderá ter acabado quando este texto chegar aos caros leitores. Quem vai ler?
Sem falar na sempre iminente guerra nuclear das Coreias, o fim do mundo está onipresente no noticiário nacional, como se houvessem estabelecido uma programação prévia para não deixar o brasileiro respirar sossegado dois dias seguidos.
Mal se termina de falar de uma crise e já aparece outra nas manchetes, sem que tenha dado tempo da anterior terminar.
O ano mal começou, e já tivemos de volta as notícias alarmistas sobre os iminentes riscos de apagão de energia em razão da falta de chuvas nos reservatórios, ao mesmo tempo em que as enchentes em outros pontos do país provocavam novas tragédias. Imagens de reservatórios com pouca água e morros despencando eram acompanhadas de análises dos "especialistas" de sempre para quem o país, com este governo, não tem nenhum futuro, seja por falta ou excesso de chuvas.
Nós brasileiros nem tivemos tempo de comemorar o recorde da safra de grãos, e já começaram as séries de reportagens sobre o colapso na infraestrutura, com estradas intransitáveis e congestionamentos nos portos.
E assim fomos seguindo o ano de 2013, de agonia em agonia, até que sobreveio a grande crise do preço do tomate, a maior de todas, porque esta pode explodir ao mesmo tempo a inflação e os juros, levando o País à ruína completa. Em apenas três meses, ficamos novamente à beira do abismo.
Esses problemas todos existem, é claro, e alguns são bastante sérios, como já mostramos aqui no Balaio, tornando mais difícil a recuperação da economia. O clima de catastrofismo, porém, vai além da realidade dos fatos e tem como pano de fundo a sucessão presidencial de 2014, ativada pela antecipação da campanha e pela ausência de candidatos competitivos para enfrentar a candidata do governo.
Inconformados com os altos índices de popularidade da presidente Dilma Rousseff, que nas atuais pesquisas lhe garantem a reeleição já no primeiro turno, setores da sociedade que se sentiram prejudicados com a queda de juros e tarifas, especuladores e rentistas, e todos os donos da grande mídia, aquela gente que não se conforma com medidas que visam a beneficiar a população de baixa renda, resolveram investir em outros campos, já que o cenário eleitoral não lhes dá muitas esperanças de voltarem ao poder tão cedo.
Alguma coisa está fora de ordem e de lugar quando assistimos à 'judicialização' da política e à politização do judiciário, e os grandes protagonistas da cena brasileira se tornam o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, e o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que agora têm uma opinião formada sobre tudo e dão seus pitacos definitivos sobre qualquer assunto, mesmo quando não são chamados. Eles se consideram os últimos catões da República, os únicos e os últimos honestos num país em que ninguém mais presta, só eles. Estão sempre de cara amarrada, não se permitem um sorriso. São as próprias expressões do fim do mundo.
Gurgel já decidiu que a nova distribuição dos royalties do petróleo só deverá valer a partir de 2016;  Barbosa comenta a indicação do polêmico deputado pastor Marco Feliciano para uma comissão da Câmara, como se tivesse alguma coisa a ver  com isso,  e ambos se dedicam com afinco para colocar logo na cadeia os condenados da Ação Penal 470, recusando sumariamente qualquer recurso dos advogados de defesa.
Citado pelo ex-ministro José Dirceu numa história no mínimo muito malcontada, no episódio da sua indicação para o STF, o ministro Luiz Fux manda um assessor  responder que não vai polemizar com réus condenados. Na mesma semana, o procurador-geral Gurgel determina ao Ministério Público e à Polícia Federal investigações sobre o ex-presidente Lula, a partir de declarações feitas por Marcos Valério, após o réu ser condenado a mais de 40 anos de prisão. Princípios e valores variam conforme os interesses de ocasião. E tudo parece muito natural para a nossa imprensa.
No mesmo momento em que Barbosa denuncia o "conluio" entre advogados e magistrados, o escritório de Sergio Bermudes, um dos mais caros do país, anuncia o patrocínio de uma festa de arromba para mais de 300 pessoas em seu apartamento de 800 metros quadrados, no Rio de Janeiro, para comemorar o aniversário de 60 anos do mesmo ministro Luiz Fux, cuja filha Marianna, candidata a uma vaga no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, trabalha com o anfitrião. A pedido da mãe do homenageado, diante da repercussão negativa do badalado regabofe, a festa foi cancelada, segundo os jornais deste sábado. Menos mal.
Mas não faltarão, certamente, outras festas do gênero, por mais que isso irrite ou agrade Barbosa, recentemente homenageado no Copacabana Palace pelos mesmos donos da mídia que publicam artigos de Marianna Fux e louvam seu pai, para congregar os comensais dos dois lados do balcão da Casa Grande, que podem perder as eleições e a vergonha, mas nunca perdem a pose nem o poder. Manda quem pode, obedece quem tem juízo. Este é o mundo deles, com ou sem perucas, e o resto que se dane, como costumam dizer, desde os tempos dos bailes da Ilha Fiscal.
Em tempo: já são mais de 17 horas do dia 15 de abril de 2013 e, como podemos notar olhando pela janela, nem o Brasil nem o mundo acabaram.
Qual será a próxima crise do fim do mundo?

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Embargos do Mensalão: Mais 250 dias ou Fux vai matar no peito?

20.04.2013
Do portal da Revista Carta Maior, 18.04.13
Por Editorial 

O que se espera, diante dos ‘embargos de declaração’ eventualmente interpostos pelos advogados de defesa da AP 470, é que não registre, no conjunto do STF, aquilo que o Ministro Luiz Fux já disse uma vez, e agora possa vir a repetir contra ele próprio: ”Deixa comigo que eu mato no peito”. Editorial


“Sr. Presidente, a colocação topográfica dos embargos de declaração no capítulo de recurso torna absolutamente inequívoca a natureza jurídica desse meio de impugnação. De sorte, que a própria lei estabelece que a interrupção dos embargos de declaração interrompe o prazo para a interposição de qualquer recurso, inclusive dos embargos de declaração”.
Luiz Fux, junho de 2006

O Supremo Tribunal Federal resolveu duplicar o prazo para os recursos dos réus na AP 470, conhecida como “mensalão”. 

Veiculada assim, genericamente, a notícia elide um aspecto jurídico fundamental.

Quantos dias, de fato, disporão os réus para apresentarem, respectivamente, cada qual o seu recurso, que recebe o nome de ‘embargos de declaração’? 

Trata-se do poder de interromper o prazo para outros recursos. Esse é o efeito intrínseco aos embargos de declaração, por força de lei. 

Esse poder interruptivo “zera” o prazo para outros recursos, ou seja, devolve-lhes o prazo original integralmente. 

A questão essencialmente jurídica, e algo complexa, não é inédita.

Ela já foi objeto de exame pelo hoje ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, quando ainda ministro do Superior Tribunal de Justiça. 

Vejamos seus fundamentos de forma mais acessível.

O que são exatamente os embargos de declaração? 

Os embargos de declaração são um tipo de recurso cujo efeito, em regra, não tem o poder de modificar a decisão atacada. 

Seu objetivo legal é o esclarecimento de fatos, o enfrentamento de omissões ou a solução de alguma contradição que um julgado possa ter.

Como são vinte e cinco réus condenados, em um acórdão que se estima que terá mais de dez mil páginas, convenhamos, há muito a ser esclarecido. Existirão inúmeras contradições, ademais de omissões que terão que ser enfrentadas.

Como se conta o prazo dos embargos de declaração?

Esse é o ponto crucial do debate. 

A evidência do quão séria é a questão abordada aqui remete a um voto do então ministro do Superior Tribunal de Justiça, Luiz Fux, no julgamento do Recurso Especial nº 330.090-RS, em 7 de junho de 2006 (https://ww2.stj.jus.br/revistaeletronica/ita.asp?registro=200100780616&dt_publicacao=30/10/2006) .

A transcrição abaixo das palavras do ministro Fux inclui trechos grifados para facilitar o entendimento: 

“Sr. Presidente, a colocação topográfica dos embargos de declaração no capítulo de recurso torna absolutamente inequívoca a natureza jurídica desse meio de impugnação. De sorte, que a própria lei estabelece que a interrupção dos embargos de declaração interrompe o prazo para a interposição de qualquer recurso, inclusive dos embargos de declaração”.

Trocando em miúdos: significa que cada réu da AP 470 disporá de um prazo individual de dez dias para apresentar os seus embargos de declaração. 

Esses prazos, em regra são comuns. Isto é, todos venceriam dez dias depois da publicação do tal acórdão de dez mil páginas.

Entretanto, cabe perguntar com base no que nos dizia o então ministro do Superior Tribunal de Justiça, Luiz Fux, em 2006: se, no décimo e último dia do prazo, um só réu apresentar embargos de declaração, o que ocorre com relação aos prazos cabíveis dos demais réus, ou mesmo do Ministério Público Federal? 

A resposta da lei é clara e o será também a do atual ministro do STF, Luiz Fux, zeloso de sua coerência.

O prazo dos demais réus e o do próprio Ministério Público Federal é interrompido, inclusive para a interposição de embargos de declaração. 

Ou seja, os dez dias são ZERADOS e só voltarão a contar depois de publicado o acórdão dos embargos de declaração daquele réu que apresentou o primeiro recurso.

Publicado o novo acórdão, reinicia-se a contagem do novo prazo de dez dias para os demais réus, que tem resguardado o seu direito de apresentar os respectivos embargos de declaração. 

Mais que isso.

Eles preservam o direito de apresentar embargos de declaração relativos àquele primeiro acórdão. 

E assim sucessivamente.

A rigor, portanto, aquilo que o Ministro Luiz Fux defendeu como correto quando ainda Ministro do Superior Tribunal de Justiça poderá gerar sucessivos e legítimos embargos de declaração de cada um dos réus, sempre tendo como objeto o primeiríssimo acórdão (aquele que ainda nem foi publicado). 

Um cálculo ligeiro dimensiona o que se tem pela frente. 

Observada a coerência jurídica, se fosse possível ao Supremo Tribunal Federal julgar os embargos de declaração de cada réu, no mesmo dia de sua interposição, o derradeiro réu teria 250 (duzentos e cinquenta dias) para apresentar os seus embargos de declaração.

Sabe-se, no entanto, que um recurso como esse não será julgado em menos de quinze ou trinta dias. 

Portanto, a espiral ascendente potencializa o limite dos 250 dias de tal forma que, talvez o último réu possa apresentar o seu recurso depois da Copa de 2014.

Exagero? Chicana processual? Escândalo? 

Ao contrário. 

Estamos diante de matéria vilipendiada em todo o processo da AP 470. 
Trata-se do pouco lembrado e tão surrado devido processo legal, criteriosamente observado em 2006 pelo autor do Projeto de Código de Processo Civil que ora tramita nas instâncias legislativas: o Ministro Luiz Fux.

Alguém poderá objetar que o voto do Ministro Fux em 2006 foi dado em um caso que não envolvia uma questão criminal.

É verdade. 

Mas em outra oportunidade o mesmo Ministro Luiz Fux, ainda no Superior Tribunal de Justiça, votaria igualmente a favor de se aplicar a mesma e devida regra interruptiva (o poder de ZERAR o prazo para os demais recursos, inclusive os próprios embargos de declaração) dos embargos de declaração. 

Foi o que ocorreu no julgamento de uma ação penal, nos Embargos de Divergência em Resp nº 287.390-PR, em 18 de agosto de 2004 (https://ww2.stj.jus.br/revistaeletronica/ita.asp?registro=200101113680&dt_publicacao=11/10/2004).

Devido Processo Legal

Portanto, a tese jurídica do Ministro Luiz Fux não é circunstancial.

Ela é tecnicamente perfeita. Esfericamente coerente; pode e deve ser incorporada legitimamente ao arsenal dos advogados de defesa da AP 470.

A pendência que se coloca desse modo, não é de natureza jurídica.

O devido processo legal não mudou entre o Brasil de 2006 e o Brasil de 2013.

A lei e o Estado de Direito mantém-se em vigor.

Teria mudado, talvez, o entendimento do Ministro Fux – e o de seus pares do STF – em relação ao Estado de Direito? Dotando-o de uma singularidade política para tratar especificamente da AP 470, dos personagens e do ciclo histórico nela enredados?

Há razões para temer.

O Ministro Fux tem dispensado à coerência pessoal e institucional uma maleabilidade que o devido processo legal que equipara todos os cidadãos em direito e deveres não pode mimetizar. 

Assistiríamos então à baldeação do Estado de Direito para o de Exceção, onde impera o arbítrio e a conveniência.

A conveniência política, pessoal e profissional de ministros do STF não pode impor sua supremacia dissolvente na lisura e na credibilidade que alicerçam e sustentam as decisões da máxima instância do Direito no país.

O que se espera, diante dos ‘embargos de declaração’ eventualmente interpostos pelos advogados de defesa da AP 470, é que não se registre, no conjunto do STF, aquilo que o Ministro Luiz Fux já disse uma vez, e agora possa vir a repetir contra ele próprio:

”Deixa comigo que eu mato no peito”.

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