sábado, 13 de abril de 2013

A batalha dos 0,09%

13.04.2013
Do blog ISTOÉ INDEPENDENTE, 
Por Paulo Moreira Leite*


A turma que vive de rendas nem disfarça mais. Por uma diferença de 0,09% no índice de inflação, começou o que pode ser a batalha final para o Banco Central interromper uma política de juros baixos.

Claro que ninguém pode ter um ponto de vista fanático e achar que os juros nunca podem subir. Altas podem ser necessárias, em situações extremas. 

Mas é preciso avaliar a situação real. 

Um primeiro aviso aos navegantes: quanto vale 0,09% em alguma coisa? 

Economistas sérios sabem que todo dado de 0,0 alguma coisa é, em si, irrelevante. Não é sinal de nada. O problema é a tendência. 

Este é o verdadeiro aviso aos navegantes: a inflação tem uma tendência de queda.  O índice de 6,59% de março é a soma de 12 meses. Mas, em março, a inflação foi menor que a de fevereiro. (Os números são 0,47% contra 0,60%, respectivamente). Outro dado. Os alimentos, responsáveis pelas altas recentes – sem eles, a inflação não passaria de 4,5% -- estão em queda.  

Leia o que diz a nota analítica  do Bradesco, hoje, após os números do IBGE:  
"O movimento de descompressão do grupo alimentação deve se manter nos próximos meses. Na mesma direção, os preços de vestuário recuaram de uma alta de 0,55% em fevereiro para 0,15% em março. No sentido contrário, houve elevação de 0,51% do grupo habitação, sucedendo a queda de 2,38% dos preços em fevereiro, por conta da dissipação do reajuste de energia elétrica. Os núcleos mostraram aceleração em 12 meses, ainda que, na margem, tenham desacelerado em relação ao mês anterior. O índice de difusão registrou recuo de 72,33% para 69,04% no último mês, devolvendo a alta observada em fevereiro. Os serviços vieram em linha com o esperado, registrando alta de 0,26% entre fevereiro e março, levando o crescimento acumulado em doze meses de 8,66% para 8,37%. Para o ano de 2013, continuamos com a expectativa de alta de 5,4% do IPCA."

Ou seja. Para o Bradesco, o IPCA chegará abaixo da meta no fim do ano. 

Mas a pressão continua. Por que?  

Porque não há um debate técnico sobre o assunto, como seria tão agradável acreditar. Há uma disputa política por renda -- que pode se transformar num drible contra o governo Dilma. 

Derrotados em agosto de 2011, quando o Banco Central jogou os juros para baixo, nossos rentistas não se conformam. Possuem um exercito de analistas e consultores em militância permanente para a reabertura do cassino financeiro. 

Nos últimos meses, o grande empresariado obteve mais do que imaginava. O governo desonerou a folha de pagamentos. Baixou a conta de luz para consumidores e empresas. Abriu concessões generosas a iniciativa privada na área de infraestrutura. O saldo é um crescimento econômico, sob novas bases, em torno de  3% e 4%. Não é muito mas pode ser um bom começo.  

A questão central do processo é e sempre foi o juro baixo. O consumidor precisa dele para ir as compras. O empresário também conta com isso para novos investimentos. A certeza do dinheiro barato estimula o crescimento. A incerteza inspira a retirada, o medo. 

Não é preciso um aumento grande. Basta um movimento  na direção aguardada. O impacto negativo será imenso e prolongado. 

Não se manipula com espectativas bilionárias impunemente, como num jogo de video game.    

O problema  é que imenso capital improdutivo brasileiro, aquele que é tão poderoso que tem tantas faces invisíveis -- muitas só são reconhecidas quando autoridades aceitam bons empregos ao deixar o governo --  não sabe viver de outra forma. Desfalcado de uma imensa receita assegurada no mercado financeiro, prepara a revanche. 

Está conseguindo colocar a inflação como ponto essencial da agenda. Quando isso acontece, o cidadão já sabe. A “defesa da moeda” é a senha cívica para menos empregos, menos crescimento, menos crédito e menos consumo. 

Do ponto de vista político, é uma armadilha para Dilma, que dentro de um ano e meio enfrentará as urnas onde vai buscar a reeleição. 

Do ponto de vista da sociedade brasileira, é um retrocesso a um modelo concentrador de renda. 

Do ponto de vista econômico, é  um erro trágico e bisonho, que tem um antecedente mortífero. 

Em novembro de 2011, o BC brasileiro cedeu às pressões do rentismo e deu um salto para cima nos juros – jogando a economia, já em declínio em relação ao ano anterior,  num mar de incertezas e desconfiança. Erro semelhante, no final de 2008, criou amarras desnecessárias no esforço para livrar o país da catástrofe que se iniciou em 2008. O país recuperou-se em 2010, mas pagou um sofrimento que poderia ter sido evitado.

Ao explicar o colapso europeu dos últimos anos, o Premio Nobel Paul Krugmann vai  direto ao ponto. Lembra que o Velho Mundo paga a conta de um Banco Central que fechava os olhos para o crescimento e tinha uma visão obsessiva pela redução da inflação. O resultado foi transformar a Europa num grande cemitério de empregos e esperanças. 
 
Não vamos nos enganar. O debate de 0,09% é político. (Agradeço aos leitores que alertaram para um erro na primeira versão deste texto). 

*Paulo Moreira Leite. Desde janeiro de 2013, é diretor da ISTOÉ em Brasília. Dirigiu a Época e foi redator chefe da VEJA, correspondente em Paris e em Washington. É autor dos livros A Mulher que era o General da Casa e O Outro Lado do Mensalão.

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Fonte:http://istoe.com.br/colunas-e-blogs/colunista/48_PAULO+MOREIRA+LEITE

TUCANO MINEIRO É ACUSADO DE TRAFICAR ÓRGÃOS

13.04.2013
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

Carlos Mosconi assumiu pela quarta vez consecutiva a presidência da Comissão de Saúde do Parlamento mineiro. Viva o Brasil !


Conversa Afiada reproduz e-mail de amigo navegante cuja “mãe morreu depois de receber um fígado transplantado. Rejeição. Mas esperou anos por um deles, na fila. A reportagem do Leandro mexeu comigo.” 

Na Carta Capital, Leandro Fortes expõe a impressionante história de médicos que, com a participação de outro médico, deputado estadual do PSDB mineiro, retiravam órgãos de pacientes ainda vivos. E os vendiam.



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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/04/13/tucano-mineiro-e-acusado-de-traficar-orgaos/

BÍBLIA ENSINA: Só mais um minuto

13.04.2013
Do blog  BÍBLIA ENSINA, 06.07.12


Um homem, no limite de suas forças, atentou contra a própria vida com uma arma de fogo. Ouvindo o tiro, o vizinho foi ao apartamento, e ao lado do corpo encontrou uma carta assim escrita:
"Não deu para suportar. Passei a noite toda como um louco pelas ruas.

Fui a pé, pois não tinha condições de dirigir. Perdi meu emprego por injustiça feita contra mim. Nada mais consegui. Ontem telefonaram avisando que minha casinha no campo foi incendiada. Estava ameaçado de perder este apartamento por não ter podido pagar as prestações...

Só me restou um carro, tão desgastado que nada vale. Afastei-me de todos os meus amigos com vergonha desta humilhante situação...e, agora, chegando aqui em casa, não encontrei ninguém... fui abandonado e levaram até minhas melhores roupas! Aquele que me encontrar, faça o que tem que ser feito. Perdão."

O vizinho dirigiu-se ao telefone para chamar a Polícia. Quando essa chegou viu que havia recado na secretária eletrônica. Era a voz da mulher do morto:

"Alô, amor! Sou eu! Liguei para a firma! O engano foi reconhecido e você está sendo chamado de volta para a semana que vem! O dono do apartamento disse que tem uma boa proposta para não o perdermos!

Estamos na nossa casinha de campo. A história do incêndio era trote!
Isso merece uma festa, não merece? Nossos amigos estão vindo para cá.

Um beijo! Ah, já coloquei suas melhores roupas no porta-malas do seu carro. Vem!"

Pois é, no último momento reflita só mais um minuto!... Por favor, nunca perca a esperança, por piores que sejam as circunstâncias. A promessa de Deus, em Cristo Jesus, é esta:

"Porém ele pôs sobre mim a sua mão direita dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último, e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos, e tenho as chaves da morte e do inferno". Apocalipse 1.17-18


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Milhares de britânicos protestam contra Thatcher em Londres

13.04.2013
Do portal OPERA MUNDI
Por  Agência Efe | Londres

Convocatória havia sido feita em 2004, por banda de rock extinta; muitos protestavam contra gastos públicos para funeral


Sindicalistas, mineiros, estudantes e ativistas realizaram neste sábado (13/04) um protesto em Londres contra o legado da ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, que morreu na segunda-feira aos 87 anos.
Sob forte vigilância policial, mais de dois mil manifestantes se reuniram sob chuva na praça Trafalgar para criticar as políticas liberais de Thatcher, que foi chefe de governo do Reino Unido de 1979 a 1990. O funeral com honras militares da "Dama de Ferro" será realizado na quarta-feira na capital britânica e contará com a presença da rainha Elizabeth II, cerca de dois mil convidados e oito milhões de libras esterlinas em gastos públicos.

"Que não se destine dinheiro público a funerais pomposos" era um das frases que podiam ser lidas nos cartazes feitos pelos manifestantes.







Durante o protesto foi exibido uma marionete da dirigente conservadora e um caixão no qual se lia "Sociedade". Além disso, Thatcher foi criticada por ser amiga de Henry Kissinger, ex-secretário de Estado norte-americano, e de Augusto Pinochet, ex-ditador chileno.

Desde a morte da ex-primeira-ministra, as reações no Reino Unido foram da exaltação às críticas ferozes, demonstrando que Thatcher desperta paixões inclusive após morta.

O protesto na praça Trafalgar foi convocado há quase dez anos, em 2004, quando o grupo anarquista Class War decidiu organizar uma festa em Londres no primeiro sábado após a morte da "Dama de Ferro".

Com o grupo já extinto, a convocação se alastrou nesta semana pelas redes sociais. Foi na praça Trafalgar que em 1990 ocorreram violentos protestos contra o imposto "poll tax", uma das políticas mais impopulares de Thatcher.
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Eleitores tentam sensibilizar população venezuelana para evitar grande abstenção nas eleições

13.04.2013
Do portal da Agência Brasil
Por Leandra Felipe

Enviada especial da Agência Brasil/EBC
 

Caracas – Sem a obrigatoriedade do voto, muitos venezuelanos tentam motivar a população para votar na eleição presidencial deste domingo (14). Apesar da tranquilidade observada no sábado (13) nas ruas da capital venezuelana, simpatizantes tanto do candidato da situação, Nicolás Maduro, quanto da oposição, Henrique Capriles, tentavam convencer amigos e parentes a comparecer às urnas amanhã.
Entre os chavistas, ambulantes vendiam o chapéu de passarinho e o bigode, símbolos da campanha de Nicolás Maduro, que ocupa interinamente a Presidência da República. Do lado oposicionista, vendedores ofereciam bonés como os usados por Capriles.
O comando da campanha oposicionista apresentou observadores eleitorais internacionais independentes, que trabalharão paralelamente à missão da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), que acompanha o trabalho do Conselho Nacional Eleitoral (CNE).
Um dia antes da disputa, na chamada "esquina caliente", reduto chavista no centro de Caracas, os eleitores se organizavam para promover seus candidatos. A enfermeira aposentada Amélia Barreto, de 76 anos, disse à Agência Brasil que tinha conseguido arregimentar 14 pessoas para a votação de amanhã. “A ideia é que cada eleitor deve chamar dez. Eu consegui 14 votos seguros para a revolução, de pessoas que votarão em Maduro."
Entre os oposicionistas, o mesmo trabalho de mobilização. O publicitário Luis Eduardo Gomes, de 80 anos, ressaltava que esta é sua última oportunidade para tentar mudar o país. “Vamos votar todos amanhã em Capriles. Todas as famílias devem ir e levar o máximo de pessoas”, disse Gomes.
A preocupação dos eleitores e dos coordenadores de campanha é que uma alta abstenção possa influenciar o resultado da votação. Na eleição de outubro do ano passado, em o presidente Hugo Chávez venceu Henrique Capriles com 11 pontos, oito em cada dez eleitores foram às urnas, na maior participação já registrada no país. O analista Luís Lander, do Observatório Eleitoral Venezuelano, destacou que a abstenção é ruim para ambos os lados.
“Nestas eleições, todos estão preocupados. A transferência de votos de Chávez para Maduro não é automática. Há chavistas que não estão convencidos de que Maduro esteja apto para suceder a Chávez. Mas do mesmo modo, há caprilistas que estão decepcionados com a oposição, que prometeu uma virada nas eleições passadas e não conseguiu”, disse Lander.
Embora considere difícil especular sobre resultados, Lander diz que Maduro continua favorito, embora tenha perdido espaço nos últimos dias para Capriles. “Acredito que Maduro vai ganhar, mas não com a mesma vantagem de Chávez. O resultado tende a ser mais equilibrado.”
Edição: Nádia Franco

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Empresas brasileiras lideram projetos de desenvolvimento na Venezuela

13.04.2013
Do portal OPERA MUNDI, 09.04.13
Por Marina Terra e Vinicius Mansur | Caracas

Aliança com Brasil, firmada durante os governos de Chávez e Lula, resultou em um incremento substancial da presença de companhias

Sob um calor siderúrgico, centenas de operários venezuelanos trabalham sobre e sob uma área de 140 hectares em Ciudad Piar, no estado Bolívar, a cerca de 700 km a sudeste de Caracas. Ao chegar ao terreno, apenas parte desses trabalhadores é visível. Outra está a até 7 metros abaixo do solo consolidando a planta da Empresa Básica Socialista Siderúrgica José Inácio Abreu e Lima.
Divulgação
Vista geral do projeto da Andrade Gutierrez no Estado de Bolívar, a Empresa Básica Socialista Siderúrgica José Inácio Abreu e Lima

A siderúrgica leva o nome do brasileiro que foi resgatado à história por Hugo Chávez e que comandou o jornal e tropas do Exército de Simón Bolívar no início do século 19. Também é brasileira a empresa encarregada do projeto, a Andrade Gutierrez (AG), responsável pela engenharia, suprimento e construção da planta, além de buscar o financiamento de US$ 860 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e grande parte da maquinaria necessária à obra orçada em U$ 3,8 bilhões.


A aliança estratégica firmada entre Venezuela e Brasil nos governos Chávez e Lula resultou em um incremento substancial da presença das companhias brasileiras no país vizinho, cujo portfólio de obras é estimado em US$ 20 bilhões, divididos entre Odebrecht, AG, Camargo Correia, Queiroz Galvão e Consilux.

Os frutos da aliança também foram colhidos em outros ramos da economia, já que o comércio bilateral saltou de US$ 880 milhões em 2003 para cerca de US$ 6 bilhões em 2012. Como as importações brasileiras foram de apenas US$ 996 milhões no ano passado, a Venezuela foi responsável pelo terceiro superávit da balança comercial brasileira, quase US$ 5 bilhões, só atrás da China e da Holanda (porta de entrada de toda a Europa).

Agora, pouco mais de um mês após a morte de Chávez e em meio à campanha para nova eleição presidencial, representantes de empresas brasileiras entrevistados por Opera Mundi analisam o atual cenário para investimento na Venezuela. Na visão delas, o país permanece sendo uma “terra de oportunidades” para a iniciativa privada brasileira.

Independência

“Viemos para ficar”, salienta João Martins Jr., CEO da Queiroz Galvão na Venezuela. A empresa desenvolve desde junho de 2010 um projeto com foco no desenvolvimento da soberania alimentar no Vale do Quibor, Estado de Lara. Orçado em mais de 1,5 milhões de dólares, o Projeto Agrário Socialista Valle de Quibor deve ser concluído em até seis anos.

Para Martins, não cabe à empresa avaliar o cenário eleitoral, como “no caso da eleição do Maduro”, mas fato é que existe uma “intenção bilateral de trocar experiências, fortalezas”, destacando que um dos aportes que o Brasil tem a oferecer é seu know how no setor de infraestrutura. “Para isso estamos aqui. Se a relação mudar, teremos que avaliar. Depende do Brasil a nossa atuação na Venezuela”, observa.

Divulgação
Projeto da Queiroz Galvão no Vale do Quibor, no Estado de Lara, busca a autossuficiência na produção de tomate, pimentão e cebola

Espartano da Fonseca, CEO em Caracas da Consilux, que desenvolve projeto de habitação no país, aposta em uma melhora das relações comerciais com a eleição de Maduro. Para ele, o fato de o atual presidente interino ter sido chanceler por seis anos do governo Chávez, mantendo contato estreito com experiências comerciais ao redor do mundo, deve beneficiar especialmente o modo de pensar do governo.

“A palavra final sempre foi de Chávez, e ele tinha capacidade de gerenciar. De uma forma ou de outra, todos os problemas acabavam chegando nele, e ele os resolvia”, afirma Fonseca. De acordo com o empresário curitibano, caso eleito, Maduro tem a oportunidade de alterar a dinâmica de trabalho, como a de delegar poderes. “Ele tem a possibilidade de inaugurar uma nova forma de gestão com base nas experiências que conheceu”, opina.

Alberto Moreira, presidente da AG na Venezuela, salienta que o momento é de forte comoção pela morte de um líder, mas não de paralisação do país. “E a nova eleição também não vai mudar nada. Nós não temos uma ligação política com nenhum lado. As coisas estão acontecendo normalmente na Venezuela”, destaca. Moreira ressalta que os contratos foram firmados com um país, não com uma pessoa, não havendo razões para temor. “Nós confiamos muito na Venezuela”, conclui.

Problemas

Com a alta do preço do petróleo em 2008 e o apoio do governo brasileiro, diversas empresas brasileiras se animaram a desenvolver projetos na Venezuela. No entanto, o cenário nem sempre foi estável, principalmente entre 2009 e 2010, quando o valor do barril caiu para US$ 40, em um contexto de crise econômica mundial.

Muitas companhias reclamam do atraso nos pagamentos do governo venezuelano, cujas divisas dependem quase que exclusivamente do petróleo. Reclamações também foram direcionadas ao planejamento das obras, por vezes o responsável direto pela demora na transferência do dinheiro. Dezenas de projetos foram parados ou cancelados. No entanto, para as empresas entrevistadas, a Venezuela permanece sendo uma “terra de oportunidades”.

“Quando se vai à casa de alguém, não se coloca regras. Se vai ficar por um bom tempo, ou se adapta ou vai embora. Não foi nenhuma surpresa para nós a forma de trabalhar do venezuelano e a Queiroz Galvão tem envergadura para suportar situações como essa”, afirma Martins Jr., após admitir que a empresa ficou sem receber em 2011. “A Queiroz confia que as coisas aqui funcionam, dentro da situação e da forma de atuar deles. Nós nunca paramos o projeto, ele sempre esteve no ritmo”, conta.

Fonseca, da Consilux, não vê relação direta entre a queda do preço do petróleo e os atrasos de pagamentos. “Contratos foram fechados nessa época. O problema foi o planejamento. Qualquer país precisa definir quanto tem para gastar, fazendo uma projeção do ano e tem um limite de contratação”, aponta. “É preciso se adaptar, porque as coisas não são rápidas. Mas depois que elas funcionam, tudo corre bem. As dificuldades existem em qualquer lugar, é uma questão de optar qual.”
Divulgação
A Consilux construiu projeto de habitação em Ciudad Bolívar, no Estado de Bolívar. Setor ainda apresenta grande déficit na Venezuela

Seguindo otimista, o presidente da AG revelou que ainda esta semana uma fatura da empresa foi paga pelo governo e, fiel ao estilo mineiro, emendou: “Uai, só vou dizer que nós estamos muito satisfeitos, não temos problema”.

Integração de longo prazo

O primeiro encontro entre presidentes de Brasil e Venezuela aconteceu em 1973 e se pode contar nos dedos quantas reuniões tiveram até 1994, quando foi assinado o protocolo La Guzmania, institucionalizando a relação. Fernando Henrique Cardoso manteve três encontros com a autoridade máxima venezuelana e Lula, 28.

“É tardia esta aproximação. Nenhum um país que tenha um projeto nacional e soberano de desenvolvimento, tendo um vizinho com as maiores reservas de hidrocarbonetos do mundo, para não falar das várias outras, não se esforçaria para ter um projeto de desenvolvimento associado a ele. A Venezuela é estratégica”, analisa Pedro Silva Barros, titular da missão do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) na Venezuela.

O economista destaca que além de seguir incrementando o comércio bilateral, os governos e iniciativas privadas de ambos os países necessitam aprofundar sua integração produtiva, a partir de uma política industrial regional.

A exportação brasileira para a América Latina se caracteriza pelo alto percentual de produtos manufaturados em comparação com a exportação realizada para o resto do mundo. No comércio Brasil-China, por exemplo, 95% do que o Brasil exporta são produtos primários, enquanto 40% de todo o produto manufaturado que o Brasil exporta vai para a América Latina, dando ao país superávits tão elevados que, segundo Barros, são insustentáveis no longo prazo.

“A forma de combater isso não é diminuindo as exportações brasileiras e não é adequado que seja apenas aumentando a importação brasileira. O desejável é que haja integração produtiva. Esse é um caminho para os próximos anos e que demandará muitos esforços”, propõe.

Segundo Barros, o desenvolvimento associado aos seus vizinhos é condição fundamental para a continuidade do crescente projeto de inserção internacional levado a cabo pelo Brasil. 

“O Brasil sozinho terá uma limitação muito grande para a sua própria inserção. O país tem uma presença política internacional que é maior do que a sua presença econômica e é assim porque ele tem a legitimidade dos seus países vizinhos. Mas isso não necessariamente vai se perpetuar no tempo”, alerta.


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Aloisio Biondi: tomografia computadorizada de um crime lesa-pátria

13.04.2013
Do blog  GILSON SAMPAIO, 11.12.2011
Por GilsonSampaio


Aloisio Biondi mostra em linguagem muito simples o “choque de jestão” aplicado nas estatais pra facilitar a sua entrega. Por exemplo: sucatearam a Telebras para baixar o preço e nas vésperas do leilão injetaram grana para investimento. E tem muito mais barbaridades, uma roubalheira monumental, e como diz o autor, um verdadeiro assalto a todos os brasileiros.

Coragem. Pode doer e decepcionar, mas, você nunca mais vai se deixar enganar pela tucanalhada entreguista.


O sonho de Serra é pesadelo pro Brasil


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A mídia pisa no tomate

13.04.2013
Do blog ALDEIA GAULESA



O preço do tomate, de repente, tornou-se o "grande tema" debatido e comentado no país. Nas redes sociais e repercutido na mídia. o tomate passou, rapidamente a ser utilizado com símbolo do retorno do "fantasma da inflação" que estaria assolando o Brasil.  A mídia, em um coro uníssono tenta tornar o tomate o grande símbolo do suposto "fracasso" da política econômica do governo Dilma. As capas da Veja e Época desta semana não poderiam ser mais explicitas.

Mas como de fato está a inflação no país? O que está por traz desta campanha midiática?
Primeiramente, com relação a inflação brasileira, se observarmos no gráfico abaixo os dados do levantamento histórico, desde o ano de 1999, veremos que estamos bem longe de um "descontrole inflacionário".


Com relação a inflação dos últimos 12 meses, o gráfico abaixo fala por si, e comprova: a curva de inflação subiu de setembro de 2012 a janeiro de 2013, depois disso, entrou em queda.

Só haveria motivo para grandes preocupações se a curva continuasse subindo. Como já está em queda, significa que as medidas tomadas pelo governo estão funcionando e já produzem efeitos. Não é a toa que o próprio mercado financeiro é categórico ao prever que o índice de inflação IPCA chegará em dezembro fechando o ano em 5,7%, dentro da meta.

O que então, de fato, está por trás deste alarmismo? É nada menos que o velho clamor especulativo pela alta nos juros. Clamor que exagera o problema representado pela alta nos preços, que é real e concreto, e tenta colocar uma faca na garganta das autoridades monetárias exigindo uma política econômica restritiva e conservadora, bem ao gosto dos dogmas neoliberais ainda presentes.

A ligação da grande mídia com o capital financeira é orgânica. Não restringindo-se apenas ao tema dos contratos de publicidade, mas expandindo-se para uma ligação politica, ideológica e, em muitos aspectos, vitais. Afinal, não são poucos os banqueiros direta ou indiretamente associados as redações e conselhos administrativos dos grandes conglomerados midiáticos.

Nos últimos anos, com os avanços obtidos nos governos Lula e Dilma, os argumentos conservadores são usados agora para combater, e tentar reverter, as políticas de valorização do trabalho e do salário e distribuição de renda.

O diagnóstico feito por uma analista da consultoria Tendências - que tem entre seus sócios dois pesos pesados do conservadorismo e do neoliberalismo: Mailson da Nóbrega e Gustavo Loyola - é claro nesse sentido. Ela coloca entre as causas da inflação a melhoria no mercado de trabalho e no emprego, a recuperação dos salários e o aumento da renda dos trabalhadores, que fortalecem o consumo popular. Sua conclusão é óbvia: já passou da hora do Banco Central subir a taxa de juros, diz aquela analista.

Este é um exemplo didático daquilo que foi indicado pelo professor de economia Luiz Gonzaga Belluzzo em entrevista ao jornal Correio Braziliense: a “obsessão de analistas e da imprensa em cobrar uma alta de juros virou uma doença, um samba de nota só, uma visão de prazo curtíssimo”.

A apresentadora global Ana Maria Braga desfilando seu colar de tomate a serviço dos banqueiros
O que está em debate não se trata de técnica ou de ciência econômica, mas de disputa política pela apropriação de fatias cada vez maiores de riqueza. Aos especuladores não importa o crescimento da economia ou o bem estar dos brasileiros, mas apenas a satisfação de velhos privilégios que, pela primeira vez em décadas são contrariados pela política econômica do governo federal. Os resultados dessa política podem ser vistos no anunciado fracasso de aplicações financeiras que sempre foram o dreno que engordava as contas bancárias da especulação.

Um aumento de 0,5% (meio por cento) na taxa de juros pode gerar uma transferência de 14 bilhões de reais aos especuladores (cada 0,1% de variação na taxa de juros significa 2,8 bilhões de reais e 441,8 milhões de dólares em benefício da ganância financeira). Esta é a questão real e concreta que o debate sobre o preço do tomate esconde.

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Serra virou uma ameaça à democracia

14.04.2013
Do blog COM TEXTOLIVRE, 13.04.13


Ele parece ignorar que para tirar um partido do poder no Brasil de hoje basta ter mais votos.
O Lacerda moderno
O Lacerda moderno
Quando você imagina que Serra não pode descer mais baixo, ele sempre surpreende.
Veja um trecho de uma palestra sua num encontro do PPS:
O Estado brasileiro foi capturado por um grupo em seu benefício. Esta força política, o PT não hesita, e não hesitará ,em enfraquecer a democracia brasileira para se fortalecer. É um grupo que se apropriou do poder no Brasil. Esta é a única lógica para entender o que acontece”, disse.
Durante o governo de João Goulart, políticos como Lacerda não disseram coisas tão pesadas assim para criar um ambiente propício ao Golpe de 64.
Serra é, ele sim, um ameaça real à democracia brasileira com este tipo de conduta irresponsável e deletéria.
Fossem outras as circunstâncias, e ele, como Lacerda há 50 anos, estaria rondando os quarteis e entabulando conversas com a CIA para destruir, como em 1964, a vontade expressa claramente e limpamente pelos brasileiros nas urnas.
Serra está parecendo aquele chefe de polícia da série Pantera Cor de Rosa: ele foi ficando com tanta raiva de Clouseau que pifou mentalmente. O Clouseau de Serra é o PT.
Serra está parecendo o chefe de Clouseu, que enlouqueceu de tanto ódio
Serra está parecendo o chefe de Clouseu, que enlouqueceu de tanto ódio
Como integrante da oposição, Serra tem todo o direito de querer tirar o PT do poder.
Mas para isso o caminho é as urnas, e não infames  falas golpistas como as pronunciadas na reunião do PPS. Ele se aproveita da democracia que lhe permite falar o que bem entende para tramar abjetamente contra ela.
Serra hoje não é um mal apenas para seu partido, que ele conduziu para a extrema direita sob a omissão preguiçosa de FHC.
Ele é um mal também para a democracia brasileira.
Paulo Nogueira
No DCM

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Brasil vai buscar acordo com Peru e Bolívia para controlar imigração pelo Acre

13.04.2013
Do portal da Agência Brasil, 12.04.13
Por Danilo Macedo e Marcos Chagas  
Repórteres da Agência Brasil

Brasília - O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse hoje (12) que o governo federal, em parceria com o governo do Acre, terá de realizar “um trabalho equilibrado” para conciliar ajuda humanitária aos haitianos que estão abrigados em Brasileia (AC) com o combate à imigração ilegal e ao tráfico de pessoas.
Carvalho ressaltou que o governo brasileiro conversará com autoridades do Peru e da Bolívia, principais países que servem de rota da imigração ilegal para o Brasil, para negociar providências com relação ao problema.
“É claro que isso também vai nos levar a entendimento com os governos dos países vizinhos, como é o caso do Peru e da Bolívia. Nós precisamos fazer um acordo para que haja um mínimo de cuidado também no uso desses países como corredor de chegada ao Brasil”, explicou Carvalho. Ele disse, no entanto, que “o Brasil não pode ser um Estado que rejeita imigração”.
Carvalho destacou que o Brasil tem setores da economia com capacidade de “absorção muito grande” de mão de obra, inclusive estrangeira, como é o caso da construção civil. Ele ponderou, no entanto, que apesar da tradição brasileira de acolher estrangeiros, é necessário que seja feito de forma que não provoque “um tumulto como está ocorrendo [no Acre]”.
O ministro frisou que governo tem compromisso de fornecer assistência humanitária, socorrendo o governo acriano, dando condições mínimas de vida aos imigrantes e tentando inserí-los na sociedade e no mercado de trabalho.
Segundo autoridades acrianas, 1.300 haitianos estão hoje em Brasileia. Ontem, 44 receberam vistos provisórios e foram contratados por uma empresa de abate de aves de Maringá (PR). Ao mesmo tempo em que esses imigrantes tiveram a permanência legalizada, outras 42 pessoas entraram ilegalmente na cidade em menos de 24 horas.
O prefeito de Assis Brasil, também no Acre, Humberto Gonçalves Filho, cujo município também integra a rota de imigração ilegal, disse que entram diariamente pela fronteira com Iñapari, no Peru, de 30 a 40 haitianos. Essas pessoas, diferentemente do ano passado, quando a cidade precisou do apoio da Força Nacional para conter a imigração pela fronteira, funciona atualmente apenas como corredor de passagem para Brasileia.
Edição: Davi Oliveira

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Revista Época radicaliza na defesa de juros altos e desemprego

13.04.2013
Do blog ESQUERDOPATA

Em sua capa desta semana, a revista semanal das Organizações Globo anuncia que o governo Dilma faz tudo errado no combate à inflação e diz que a presidente e o ministro Guido Mantega pisaram no tomate; auto-referente, a Globo usa declaração da global Ana Maria Braga, que disse usar uma joia ao pendurar um colar de tomates no pescoço, para afirmar que a inflação hoje assusta os brasileiros; nunca é demais lembrar, no entanto, que, nos dois governos FHC, a inflação foi substancialmente maior do que a agora, sem disparar o mesmo alarme; será síndrome de abstinência de juros altos ou de ter amigos no poder?

Brasil 247 - Nunca é demais relembrar os dados de inflação dos últimos governos. Na primeira gestão FHC (1995-1998), a taxa média foi de 9,7% ao ano. Na segunda (1999-2002), de 8,8%. Com Lula, os índices foram mais civilizados, sempre dentro da meta e, agora, com Dilma, a taxa média é de 6,2%. No entanto, nunca o alarma dos veículos de comunicação tradicionais soou tão alto como agora.

Em sua capa desta semana, a revista Época, das Organizações Globo, afirma que a presidente Dilma Rousseff e seu ministro Guido Mantega pisaram no tomate – produto que simboliza a alta de preços recente. Anuncia ainda que o governo federal faz tudo errado no combate à inflação – como se, por exemplo, iniciativas recentes, como a desoneração das contas de luz não tivesse a menor importância.

Auto-referente, a Globo usa uma declaração da apresentadora global Ana Maria Braga, a de que estava usando uma joia, ao pendurar um colar de tomates no pescoço, para indicar que a população brasileira estaria apavorada com a inflação. Detalhe: quem será que pediu para Ana Maria Braga fazer sua piadinha ridícula?
Com a capa desta semana, Época, na verdade, apenas acentua sua cruzada contra o governo Dilma e, a um só tempo, alia interesses políticos da Globo a interesses econômicos seus e de apoiadores. Os dois objetivos principais são derrotar o PT nas próximas eleições e garantir o início de um ciclo de alta de juros. No fundo, trata-se de uma síndrome de abstinência de juros e também um sintoma da falta de amigos no poder.
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TERRORISTA, VEJA PRODUZ SEU SEGUNDO CASO BOIMATE

13.04.2013
Do portal BRASIL247


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