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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Feliciano não fala por nós, diz líder da Assembleia de Deus

12.04.2013
Do blog APOSENTADO INVOCADO
Por Camila Campanerut, no UOL,Brasília

Presidente do Conselho Eleitoral da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil), pastor Antonio Carlos Lorenzetti, participa da 41ª edição da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil)

 Presidente do Conselho Eleitoral da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil), pastor Antonio Carlos Lorenzetti, participa da 41ª edição da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil)



O pastor Antonio Carlos Lorenzetti, diz que as declarações tidas como homofóbicas e racistas do deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP) não refletem e não representam o pensamento geral dos fiéis e pastores da Assembleia de Deus, à qual o parlamentar é vinculado.

"Ele não espelha o pensamento geral dos evangélicos. Ele espelha o pensamento dele. Ele não fala por mim. Se ele quer pensar assim, eu respeito a opinião dele como respeito a de todos."

Apesar da presença do parlamentar no evento da CGADB em mais de uma ocasião nesta semana, o pastor afirma o poder de influência de Feliciano é "nenhum" entre os 24.200 pastores inscritos na convenção dentro de um universo de 71.525 ministros.

"A influência do pastor Marco Feliciano, dentro da convenção, é nenhuma. O pastor Marco Feliciano não está nem inscrito para poder votar aqui na nossa convenção", destacou o Lorenzetti.



Feliciano não tem poder de voto e foi à convenção apenas para "visitar amigos".


Declarações polêmicas



O deputado é acusado de ter dado declarações consideradas racistas e homofóbicas, o que vem causando protestos para que renuncie à presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara.

Feliciano já negou as acusações várias vezes. Ao ser eleito presidente da CDH, disse: "caso eu fosse racista, deveria pedir perdão primeiro a minha mãe, uma senhora de matriz negra."

Sobre a acusação de homofobia, ele diz  que não é "contra os gays, sou contra o ato e o casamento homossexual", afirmou em mais de uma ocasião.




Convenção Geral das Assembleias de Deus reúne pastores em Brasília21 fotos


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A 41ª edição da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil) acontece em Brasília de 8 a 12 de abril. Durante o evento, pastores de todo ao país discutem questões internas, tratam de prestação de contas, realizam cultos e elegem uma nova Mesa Diretora e o Conselho Fiscal, incluindo presidente, cinco vice-presidentes, cinco secretários, dois tesoureiros e seis conselheiros fiscais (um por região do país). Duas chapas disputam as eleições: a "Amigos do Presidente" e a "CGADB pra todos"  Antônio Araújo/UOL

Outras vozes



A reportagem do UOL também conversou com outros pastores que participaram da votação nova cúpula da convenção e do novo conselho fiscal sobre as impressões das polêmicas que o parlamentar gerou desde o mês passado.

  O pastor Paulo Bom, de São Paulo (SP), defendeu que o deputado do PSC seja responsável pelo que falou e não os demais evangélicos. Ele ressalta ainda que "a igreja evangélica é liberal e que entra nela quem quiser [se referindo a negros e homossexuais]".

Já Adelia Rodrigues, membro da Assembleia de Deus em Brasília (DF), disse acreditar que as afirmações de Feliciano "vêm sendo distorcidas e tiradas de contexto pela imprensa". "A Bíblia é para os evangélicos como a Constituição Federal é para todos os brasileiros. Ele [se referindo ao deputado] está exercendo a função dele, o trabalho dele e seguindo a palavra de Deus", afirmou.

O pastor Walter Santos, de Ponta de Pedras (PA), nega que as falas de Feliciano possam denegrir a imagem dos evangélicos.  "Ele [Feliciano] têm defendido o que somos, o que acreditamos. Não somos contra os homossexuais, mas contra os atos dele [de ter relação sexual com pessoas do mesmo sexo]".


Convenção termina hoje



A edição deste ano da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil), que acontece na capital federal desde o último dia 8, está prevista para terminar nesta sexta-feira (12). Ela tem como finalidade reunir pastores de todo ao país para discutir questões internas, tratar de prestação de contas, realizar cultos e tentar eleger uma nova Mesa Diretora e o Conselho Fiscal, incluindo presidente, cinco vice-presidentes, cinco secretários, dois tesoureiros e seis conselheiros fiscais (um por região do país).

O presidente do Conselho Eleitoral frisou que, ao contrário, do que se pode concluir a partir das falas de Feliciano, as igrejas evangélicas, em especial a Assembleia de Deus, é inclusiva.

"Ele esboçou a opinião dele numa palavra, num blog, em qualquer outro meio de comunicação, essa não é a imagem da nossa igreja. Ela não tem este sentimento. A Assembleia de Deus é inclusiva. Nós temos aqui uma infinidade de membros que são pessoas que já foram viciadas, já foram ladrões, já foram pessoas de bem, também, que mudaram de religião, que tem as profissões mais diversificadas do país: juiz federal, pessoas que vivem de catar açaí, pessoas humildes e instruídas", detalhou. 

Questionado sobre o fato de Feliciano ter chamado seus antecessores na comissão da Câmara de "Satanás", o pastor disse que o parlamentar fez uma interpretação um "tanto medieval" do caso.

"O que não é de Deus é do demônio. Isso é coisa da Idade Média, mas tem muita coisa do homem também. Então, não posso atribuir assim. Acho que é interpretação um tanto da Idade Média", afirmou. "Ou ele teve uma interpretação equivocada [da Bíblia] ou o contexto que ele falou não se encaixa com a mensagem dele", completou.


Negros e homossexuais



O pastor Antonio Carlos Lorenzetti afirmou que a Assembleia de Deus lida com a questão do homossexualismo de forma "natural". "Nós temos pessoas que vem para a igreja, que assistem aos cultos, pessoas que se convertem, ocupam cargos na igreja", destacou.

Já com relação aos negros, Lorenzetti destaca, inclusive, que a maioria dos fiéis é da cor negra. "Nós temos uma infinidade de negros na nossa igreja. Nós [integrantes da Assembleia de Deus] nunca pregamos que os negros são amaldiçoados nem mesmo que os homens brancos são melhore ou piores, nós pregamos que todos precisam de Deus", resumiu o pastor.

Menos da metade dos 24 mil pastores inscritos no evento aprovaram nesta última terça-feira (9) o envio de moção de apoio a Feliciano pela sua manutenção como presidente da comissão. A previsão é que o documento seja entregue à presidente da República, Dilma Rousseff, e ao presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

Mesmo sendo crítico a algumas interpretações apresentadas por Feliciano durante seus cultos, Lorenzetti defende que o deputado está sendo vítima de preconceito por ser evangélico.

"Ele [Feliciano] merece apoio. Por ser evangélico e pensar diferente dos outros, ele não é pior também que os outros. Ele não pode ser discriminado porque ele é pastor ou porque pensa diferente dos outros. Não é crime pensar diferente dos outros. Agora, fazer dele um monstro?" questionou.

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Altamiro Borges: Um colar de tomates a serviço da alta dos juros

12.04.2013
Do blog VI O MUNDO,


O colar de tomates de Ana Maria Braga

A desavergonhada campanha da TV Globo pelo aumento da taxa de juros ganhou ontem uma nova adesão. A apresentadora Ana Maria Braga, a mesma que protagonizou em 2007 o movimento direitista “Cansei” pelo impeachment de Lula, apareceu no seu programa matinal “Mais você” vestindo um colar de tomates. Patética, ela ironizou que o produto é “uma joia”, seguindo a linha de ataque da poderosa emissora ao novo perigo vermelho que ameaça descontrolar a inflação e jogar o país no caos completo.

A pressão da mídia rentista pela alta dos juros é implacável. Ela tem como alvo imediato a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, marcada para 16 e 17 de abril. 

Os bancos privados, com seus bilionários anúncios publicitários nos jornais, revistas, rádios e tevês, devem estar gratos pelo empenho. Neste bombardeio são acionados alguns jornalistas e “analistas de mercado” – nome fictício dos porta-vozes dos agiotas do capital financeiro. E agora também entrou em campo a eterna “cansada”.

O irônico é que no mesmo dia em que Ana Maria Braga usou o seu ridículo colar de tomates, a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) informou que o preço do produto sofreu uma queda no preço de 43%. Segundo Mauro Zafalon, do UOL, “pisoteado nas últimas semanas, o tomate deverá ser esquecido a partir de agora. A oferta melhora, e os preços começam a voltar ao normal… 

O tomate viveu nos últimos meses um período de incertezas agrícolas, muito comum a vários produtos do setor”.

A notícia confirma o que muitos já desconfiavam. A mídia rentista aproveitou a alta sazonal do preço do tomate para fazer terrorismo pelo aumento dos juros. Até a colunista Miriam Leitão, uma arqui-inimiga do governo Dilma, reconheceu ontem no próprio O Globo que o recente aumento da inflação é um fenômeno momentâneo. Da próxima vez que for usar o seu programa numa concessão pública de radiodifusão para fazer política, ao invés do colar de tomates Ana Maria Braga poderia pendurar umas melancias no pescoço!

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O que se vê o que não se vê: da arte de sonegar a memória

12.04.2013
Do blog TECEDORA, 10.04.13



A amnésia seletiva que marcou alguns dos pronunciamentos dos proprietários de empresas de comunicação no 26º Fórum da Liberdade, em Porto Alegre, chamou a atenção nestes tempos de Comissão da Verdade no Brasil. Representantes de empresas apoiadoras e/ou protagonistas de movimentos golpistas e ditaduras que implementaram durante anos a fio as formas mais diversas de censura e de violação de direitos humanos, apresentaram-se como defensores das liberdades e paladinos da luta contra supostas tentativas de “controle da imprensa”. Essas empresas não só apoiaram a censura e ditaduras que torturaram, assassinaram e fizeram desaparecer milhares de pessoas, como construíram impérios midiáticos à sombra desses regimes, ganhando concessões de rádio e tv e generosas verbas de publicidade. Nada disso é novo, mas como esses empresários insistem em sonegar a memória e a história, cabe sempre trazê-las à tona.

O slogan do Fórum da Liberdade este ano é “o que se vê e o que não se vê”. O que não se vê, nunca se viu, é uma declaração que seja desses grupos empresariais a respeito de suas relações com governos ditatoriais que controlaram a imprensa e assassinaram jornalistas. O que não se vê são dirigentes das entidades empresariais que apoiam e patrocinam o Fórum da Liberdade explicarem à população por que, em passado recente, conspiraram para derrubar o governo constitucional de João Goulart e implantar uma ditadura no Brasil.

O que se vê são figuras como João Roberto Marinho, presidente do conselho editorial e vice-presidente das Organizações Globo, dizer que “existem minorias tentando desestabilizar a liberdade de imprensa, com o discurso de buscar regulação”.

O que não se vê: uma avaliação desse empresário tão preocupado com a liberdade, com a posição de seu jornal no dia 4 de abril de 1964: Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas que, obedientes a seus chefes, demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições (Editorial de O Globo).

O que se vê: Nelson Sirotsky, presidente do conselho de administração do Grupo RBS, aponta a proposta de criação de um conselho estadual de comunicação no Rio Grande do Sul como um possível “retrocesso à liberdade de expressão”.

O que não se vê: o mesmo Nelson Sirotsky explicar por que sua empresa apoiou um governo que amordaçou durante anos a liberdade de expressão. O jornal Zero Hora, como se sabe, ocupou o lugar da Última Hora, fechado pela ditadura por apoiar o governo constitucional de João Goulart. A certidão de batismo do principal veículo impresso do grupo RBS é marcada pelo desprezo à democracia e pela aliança com o autoritarismo.

O que também não se vê: Três dias depois da publicação do famigerado Ato Institucional n° 5 (13 de dezembro de 1968), ZH publicou matéria sobre o assunto afirmando que “o governo federal vem recebendo a solidariedade e o apoio dos diversos setores da vida nacional”. No dia 1° de setembro de 1969, o jornal publica um editorial intitulado “A preservação dos ideais”, exaltando a “autoridade e a irreversibilidade da Revolução”. A última frase editorial fala por si: “Os interesses nacionais devem ser preservados a qualquer preço e acima de tudo”.

Os interesses nacionais, no caso, se confundiam com os interesses privados dos donos da empresa. A expansão da empresa se consolidou em 1970, quando o grupo adotou a sigla RBS. A partir das boas relações estabelecidas com os governos da ditadura militar e da ação articulada com a Rede Globo, a RBS foi conseguindo novas concessões e diversificando seus negócios.

O que se vê: Julio Saguier, presidente do jornal argentino La Nación, diz que restrições à imprensa em seu país “têm retirado da população o direito de saber o que está errado, reduzindo o poder de mobilização”. Não há nenhuma restrição à imprensa na Argentina. Quem tiver alguma dúvida que vá a Buenos Aires e tente comprar um exemplar dos opositores La Nación ou o Clarín em uma banca qualquer.

O que não se vê: Julio Saguier explicando as acusações feitas pela Justiça argentina contra os donos do La Nación e do Clarín pela obtenção mediante extorsão, da empresa Papel Prensa (fornecedora de papel para a impressão de jornais), durante a ditadura argentina.

Se há algum controle da imprensa hoje na América Latina é o exercido por essas grandes empresas que, além de sonegar a história e a memória, sufocam médios e pequenos empresários, concentram a maior parte dos recursos públicos investidos na comunicação e defendem uma visão de mundo onde figuras como Luciano Huck e Margaret Thatcher são apresentados como modelos de sucesso e empreendedorismo.

O editorial publicado pelo jornal ZH nesta terça-feira, intitulado “O legado da Era Thatcher”, é emblemático, ao dizer: “a chamada Dama de Ferro demonstrou que é possível modernizar uma economia quando há disposição para vencer a resistência de grupos organizados, decididos a não abrir mão do que consideram direitos adquiridos”. Chama atenção o uso da expressão: “do que consideram direitos adquiridos”. De fato, Thatcher (que dizia não existir sociedade, só indivíduos isolados – o que é uma definição interessante para a psicopatia) fez isso, assim como seu grande amigo, o genocida Augusto Pinochet, no Chile, ou como os golpistas brasileiros que também trabalharam para “vencer a resistência de grupos organizados, decididos a não abrir mão do que consideram direitos adquiridos”. O desrespeito pela democracia e pela noção de direito parece estar incrustrado no DNA de alguns setores da sociedade. Foi assim em passado recente. Segue sendo no presente.

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A Oração de um Ateu

12.04.2013
Do blog BÍBLIA ENSINA, 07.08.12







Da mesma forma o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos como orar, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. Romanos 8:26

Victoria e Orestes se encontraram em uma festa em Havana, Cuba. Membros fiéis do Partido Comunista, ela tinha 16 anos e ele, 18. Dois anos depois eles se casaram. Quase imediatamente, Orestes foi enviado à União Soviética para passar dois anos em treinamento militar. Victoria permaneceu em Cuba, estudando para se tornar dentista.

Na década de 1980, eles foram para a Rússia em família (nessa época já tinham dois filhos), onde Orestes deveria passar por um treinamento de voo avançado. O registro de Victoria para praticar odontologia não foi aceito naquele país. Por isso, ela começou a trabalhar numa fábrica de envase de garrafas. Certo dia, Victoria machucou a mão na máquina em que trabalhava e, ao ser levada ao hospital, sofreu uma grave reação ao medicamento. À beira da morte, deitada sobre o leito hospitalar, o marido lhe fez uma pergunta que jamais havia feito antes.

– Você acredita em Deus, Vicky?

– Sim – ela respondeu.

– Você nunca me contou!

Naquela noite, Orestes voltou para casa e fez a primeira oração de sua vida: “Deus, não creio em Ti, mas Vicky tem tanta fé! Por que não a ajudas, para que ela não morra?”

Sem dúvida, uma oração muito estranha! Mas Deus entende; Ele lê o coração. O Espírito Santo compensa nossas deficiências, intercedendo por nós “com gemidos inexprimíveis” (Rm 8:26).

O Senhor atendeu o pedido de ajuda de um ateu. Vicky se restabeleceu. Depois disso, tudo mudou na vida de Orestes e Victoria. À medida que a abertura política tomava conta da União Soviética, Orestes começou a visitar as bibliotecas e a “devorar” os jornais. Ele encontrou uma nova versão da história, descobriu que muito do que havia aprendido na escola era mentira.

Os anos que se seguiram trouxeram suspense, risco de morte e a angústia da separação em uma aventura que é maravilhosa demais para ser resumida. Clique aqui para ler ou ouvir o restante da história.


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Mensalão: novas provas aparecem, mas não contra os réus

12.04.2013
Do portal da REDE BRASIL ATUAL
Por Helena Sthephanowitz

A cada dia aparecem indícios de que o julgamento do "mensalão" (AP-470) foi político, de exceção. O primeiro deles foi o calendário coincidir com a campanha eleitoral.O segundo foi o não desmembramento, julgando até a "mequetrefe" Geiza Dias na Suprema Corte, tudo para dar grandiloquência e chamar de julgamento do século. A terceira prova de que foi um processo político, foi condenar sem provas e, pior, ignorando todas as provas de inocência apresentadas pelas defesas.
Agora vem a negação do princípio da razoabilidade nos prazos para a defesa. Se o STF não deu conta de cumprir os prazos para publicar o acórdão, porque ele é grande demais, qual a razão de só dar cinco dias para a defesa ler milhares de páginas e procurar erros jurídicos? Os cinco dias seriam mais aceitáveis se o processo tivesse sido desmembrado e houvessem só três réus sendo julgados.
Mas não em um julgamento onde "empacotaram" 37 réus, e que uns estão sendo condenados por suposto "domínio do fato" sobre crimes dos outros, o que obriga os advogados de defesa a estudarem todo o conjunto da obra, tornando impossível fazê-lo em apenas cinco dias. Também não vale a alegação de que as sessões do julgamento foram vistas e gravadas, porque os ministros não leram os votos completos, outros foram confusos, outros não foram suficientemente claros, outros fizeram discurso político na hora de declarar o voto. E, além disso, se os magistrados demoraram mais de dois meses revisando o que será publicado oficialmente, é porque valerá o que será publicado, e que pode ser razoavelmente diferente do que foi dito durante as sessões.
Prazos relâmpagos e inviáveis para a defesa será a versão brasileira do golpe paraguaio sobre o ex-presidente Lugo. Lá o objetivo foi derrubá-lo sumariamente, logo a defesa era só para figurar. Aqui o objetivo é condenar sumariamente, concedendo à defesa o papel de mero figurante, como se fosse um "faz de conta" meramente para cumprir o ritual de execução. Em um julgamento justo, direito de defesa não pode ser tratado com má vontade. Mais uma prova de que o julgamento é político.
O problema de julgamentos políticos é que eles não acabam na sentença judicial. O processo político continua e vem o julgamento do julgamento. E aí é que abundam provas não contra os réus, mas contra os juízes.
Se nas primeiras peças de defesa, os advogados foram econômicos, se limitando a rebater as teses frágeis da acusação, ausentes de provas; nos recursos, mesmo com o prazo de cinco dias, virão repletos de provas de que muito o que foi dito no julgamento, simplesmente não corresponde à verdade. Os recursos têm grande chance de confirmar, primeiro perante a comunidade jurídica, depois perante a nação, que ministros de STF não agiram com o notório saber jurídico esperado de guardiões das leis, dos direitos e deveres constitucionais, com consequências nada boas para imagem da instituição.
Além disso, o mal de julgamentos em que juízes julgam politicamente é que as políticas de bastidores, mais cedo ou mais tarde, acabam vindo à tona.
No caso do ministro Luiz Fux, está vindo mais cedo do que se esperava. José Dirceu, em entrevista, disse que o ministro Luiz Fux o procurou durante meses em busca de apoio político para que petistas ligados a ele apoiassem sua nomeação e, segundo Dirceu, Fux ofereceu-se para absolvê-lo. Poderia ser a palavra de um contra o outro. O problema é que Fux não desmentiu o encontro e desconversou sobre o teor da conversa.
Mais grave, Fux confirmou o encontro em outra entrevista, e disse uma coisa que soa impossível: que não se lembrava, no encontro, que Dirceu era réu no "mensalão". E a sensação popular é de que o caso de Fux não é isolado. Basta imaginar como teriam sido as articulações para marcar o julgamento e conduzi-lo para coincidir com campanha eleitoral.

E Gurgel...

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, saiu em defesa de Fux, sobre a revelação de José Dirceu de sofrer assédio moral em busca da nomeação para o ministro do STF. “A história do ministro Fux é uma história de honradez. E o mesmo não se pode dizer de quem o acusa.”, disse Gurgel.
Seria melhor ter ficado calado, pois a tese não fecha. Se for para desqualificar Dirceu, Fux cai junto, pois confirmou que foi procurá-lo.

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Mantega: governo adotará as medidas necessárias para conter a inflação, mesmo que impopulares

12.04.2013
Do portal da Agência Brasil
Por Fernanda Cruz

São Paulo – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reiterou hoje (12) que o governo federal não permitirá o aumento da inflação no país, mesmo que medidas consideradas impopulares sejam necessárias. “Elevamos os juros em 2010, época de eleições”, lembrou. “Combater a inflação sempre será uma prioridade”, acrescentou.
Mantega disse que para conter a alta de preços poderão ser implementados vários tipos de medidas e que a elevação da taxa de juros seria apenas uma delas. “Mas isso só se o Copom [Comitê de Política Monetária], se o Banco Central [BC] considerar conveniente” declarou. Ele destacou que a tomada de decisão sobre juros cabe apenas ao BC. “Cada um faz a sua parte, mas eu não sei o que vai acontecer com os juros, nem quero saber.”
De acordo com o ministro, a preocupação com o aumento da inflação ocorre em função, principalmente, da alta dos preços dos alimentos. Segundo ele, o choque de oferta provocado pela seca do ano passado nos Estados Unidos e no Brasil encareceu as commodities.
Além disso, os alimentos como o tomate, a cebola e a farinha de mandioca foram afetados pela a irregularidade de chuvas. “Estamos já terminando o regime de chuvas e entrando nas safras, que vão despejar toneladas de alimentos [no mercado]”, ressaltou o ministro.
Outro fator que faz Mantega acreditar que a inflação será menor em 2013 é que o país não deve enfrentar a desvalorização do câmbio brasileiro, como ocorreu no ano passado. “Esses são dois fatores que vão favorecer uma inflação menor em 2013”, reiterou o ministro, que participou de seminário em São Paulo promovido pela Revista Brasileiros.
Edição: Juliana Andrade

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Humberto leva prefeitos pernambucanos a Aloizio Mercadante


12.04.2013
Do BLOG DE JAMILDO, 
Postado por Vinícius Sobreira

Foto: Ines Andrade/divulgação

No terceiro dia da caravana de prefeitos do interior de Pernambuco com o senador pernambucano Humberto Costa (PT), os gestores municipais foram levados, nesta quinta-feira (11), ao Ministério da Educação, onde tiveram encontro com o ministro Aloízio Mercadante. Tanto a presidente da República, Dilma Rousseff (PT) quanto os ministros e lideranças parlamentares do PT estão se aproximando mais do Nordeste desde o início de 2013. Além da seca, afirma-se que o movimento ocorre movido para estancar o fortalecimento da imagem do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que ameaça se lançar à Presidência nas próximas eleições.

No encontro com o ministro, os prefeitos expuseram seus pleitos junto a técnicos da pasta.

Depois da reunião no Ministério da Educação, o prefeito de Machados, Argemiro Pimentel, resolveu construir novas escolas em vez de reformar as existentes no município, seguindo orientação do secretário de Educação Básica do Ministério, Romeu Caputo. Como já apontou uma matéria do Blog, a falta de estrutura física nas instituições de ensino é um dos entraves para a evolução dos números referentes ao ensino no País.

O técnico do Ministério da Educação explicou ainda que na maioria das vezes sai mais barato e é mais simples fazer novas escolas do que reformar construções antigas e com problemas. "Todas as minhas escolas são antigas e muitas estão em situação complicada. Teria mais dificuldade em obter recursos se fosse para reformá-las", relatou o mprefeito de Machados.

Durante três dias, os prefeitos conversaram diretamente com os ministros da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, da Saúde, Alexandre Padilha, das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, da Cultura, Marta Suplicy e da Educação, Aloizio Mercadante. O senador Humberto avaliou que as visitas foram muito importantes para esclarecer as dúvidas dos prefeitos quanto aos programas e projetos disponibilizados pelo governo federal.
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STF pop star ameaça democracia

12.04.2013
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães

As associações de magistrados que divulgaram notas de protesto contra o tratamento truculento, exibicionista, absurdo que lhes dispensou o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, na semana que finda, citaram um dos aspectos mais revoltantes da conduta do indivíduo que comanda o Poder Judiciário no Brasil: a “premeditação”.
Muitos talvez não tenham atentado para esse detalhe da cena que Barbosa protagonizou, pois a imprensa foi chamada por ele para acompanhar a sessão de humilhação a que submeteu juízes togados que, no mínimo, deveriam ter sido tratados com respeito, mas que foram pisados e depois escorraçados do gabinete dele.
Aí reside a “premeditação” a que aludiram as associações de magistrados vitimadas por Barbosa: a intenção de usar seus colegas de magistratura para se promover como o grande cruzado da moralidade nacional.
Se Barbosa fosse o único naquela Corte a se comportar dessa forma, não seria nada. Contudo, à exceção dos ministros Ricardo Lewandowski e José Antonio Dias Tóffoli, todos os outros membros do Supremo oriundos do período em que foi encenado julgamento da Ação Penal 470, vulgo julgamento do mensalão, tornaram-se pop stars a convite da grande mídia.
Ressalte-se que Dias Tóffoli não está livre de críticas, pois, apesar de não ter sido transformado pela mídia em pop star, deixou-se intimidar por ela e, de forma pusilânime, condenou sem provas o deputado José Genoino.
De resto, os outros ministros todos se transformaram em estrelas de um “show judiciário”.
Aliás, o comportamento adolescente de Luiz Fux, por exemplo, na festa de posse do novo ministro do Supremo, ano passado, quando tomou uma guitarra e desatou em cantoria, assumindo, sem um mínimo de pudor, o papel de pop star, tornou-se emblemático.
Um colegiado que é também a instância máxima do Poder Judiciário brasileiro deveria se pautar pela sobriedade. Juiz não deveria ser notícia, não deveria posar para as câmeras, não deveria falar fora dos autos, de forma a inspirar confiança nos seus jurisdicionados, no conjunto da sociedade.
Um juiz confiável, no que tange sua capacidade de promover justiça, deve ter o comportamento de um sacerdote. Juízes que dão shows e que acompanham o que acreditam ser o “clamor da sociedade” não passam de enganadores, pois não desempenham a nobre função que lhes foi confiada.
Quem não se lembra das entrevistas à Globo da ministra Carmem Lúcia durante as eleições do ano passado, quando comandou a Justiça Eleitoral? Nunca tinha visto antes uma midiatização do TSE como aquela.
Os membros do STF tornaram-se habitués da mídia, dando declarações sobre tudo, até sobre política, como o ministro Marco Aurélio Mello, que chegou a justificar a ditadura militar criminosa que fustigou o Brasil dizendo-a “um mal necessário”.
Ou seja: um membro da cúpula da Justiça brasileira justificou uma das maiores injustiças que este país já viveu. É pouco ou quer mais, leitor?
Urge que a sociedade se levante através de entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil, as associações da magistratura, os Poderes Legislativo e Executivo, os movimentos sociais, pois precisamos parar de brincar com a Justiça, pois a ela todos estamos submetidos, inclusive os patetas que se deleitam com juízes dando showzinhos como os de Barbosa e Fux.

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EUA e Coreia do Sul elevam nível de alerta contra Pyongyang, que ameaça o Japão

12.04.2013
Do portal OPERA MUNDI, 10.04.13
Por Redação (*) | São Paulo

Chanceler sul-coreano afirma que novo teste balístico norte-coreano pode ocorrer "a qualquer momento"

O comando conjunto das forças da Coreia do Sul e dos Estados Unidos na península coreana elevou nesta quarta-feira (10/04) em um nível seu sistema de alarme em razão de indícios de possíveis testes com mísseis por parte da Coreia do Norte. As informações são da agência de notícias sul-coreana Yonhap.

As tropas sul-coreanas e norte-americanas alteraram o sistema denominado Watchcon 3 para Watchcon 2, algo que ocorre quando a ameaça é considerada grave. O nível 1 é ativado durante períodos de guerra efetiva. Também nesta quarta o regime norte-coreano fez ameaças ao Japão.

O exército da Coreia do Sul também está em alerta para supervisionar e analisar os últimos avanços nos preparativos norte-coreanos para um eventual conflito armado. Seul colocou navios com sistemas antimísseis Aegis na Costa do Mar Amarelo e do Mar do Leste, além de sistemas de radar de defesa.

Efe/cortesia da KCNA
Norte-coreanos participam de um baile no início das festividades ao aniversário da ascensão de Kim Il-sung

Segundo imagens obtidas por satélite nos últimos dias, acredita-se que Pyongyang transferiu mísseis balísticos do tipo Musudan, de alcance médio, ao seu litoral leste, e os montou em plataformas de lançamento. Esses projéteis, que aparentemente nunca foram testados pelo regime, têm um suposto alcance entre 3 mil e 4 mil quilômetros. Em tese, esses artefatos poderão atingir alvos no Japão ou na base norte-americana situada na ilha de Guam, no Pacífico.

Representantes do governo sul-coreano e especialistas acreditam que o regime comunista pode realizar um ou vários lançamentos de teste nesta semana ou na próxima por ocasião da comemoração, no dia 15 deste mês, do aniversário do fundador do país, Kim Il-sung, avô do atual líder, Kim Jong-un.


O governo de Seul afirmou nesta quarta-feira que é alta a probabilidade de a Coreia do Norte lançar um míssil de médio alcance a qualquer momento como uma "demonstração de força". “Um lançamento de míssil pode acontecer a qualquer momento a partir de agora", afirmou o ministro sul-coreano das Relações Exteriores, Yun Byung-Se, no Parlamento. Ele advertiu Pyongyang que tal ato provocaria novas sanções da ONU.

Japão

A Coreia do Norte ameaçou nesta quarta-feira (10) transformar o Japão em um "campo de batalha", com possíveis ataques às suas principais cidades, entre elas Tóquio, Osaka e Kyoto, em caso de ato de guerra por iniciativa japonesa.

Em um editorial publicado hoje pelo jornal norte-coreano “Rodong Sinmundo”, o regime ameaça também causar a "destruição" do Japão se esse país agir politicamente contra a Coreia do Norte.

"O Japão está perto do nosso território e, portanto, não poderá fugir dos nossos ataques", diz o editorial". "O atual regime japonês está optando pelo risco militar, intensificando sua política hostil à Coreia do Norte, em linha com a política dura dos EUA de reprimir com a força das armas”, assinala o editorial.

Em resposta, o Japão também instalou um sistema antimísseis para proteger sua capital, Tóquio.

(*) com agências de notícias internacionais


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Comissão aprova projeto que autoriza "desaposentadoria"

12.04.2013
Do portal do DIARIO DE PERNAMBUCO, 10.04.13

Mecanismo permitirá renúncia do aposentado e recálculo posterior do benefício

O projeto de lei que autoriza a "desaposentadoria" foi aprovado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado nesta quarta-feira. Na prática, o mecanismo permite ao aposentado renunciar à aposentadoria e continuar trabalhando para, em seguida, pedir um recálculo do benefício para uma nova aposentadoria.

Segundo informações da Agência Estado, a proposta pode causar um rombo na Previdência Social e tem preocupado o governo, que estima um custo de adicional de R$ 50 bilhões em 20 anos nas contas públicas caso o texto seja aprovado. O Brasil possui hoje cerca de 500 mil aposentados que continuam ativos.

O projeto é de autoria do senador Paulo Paim (PT). Pela proposta, a Previdência limita a revisão da aposentadoria a quem voltar a trabalhar e abrir mão do benefício ao fazê-lo. Porém, o texto não esclarece sobre as condições de renúncia à aposentadoria. Isto pode abrir uma brecha para que aposentados que continuam trabalhando e recebendo o INSS sejam beneficiados.

Caso nenhum recurso seja apresentado no Senado, o projeto segue para tramitação na Câmara dos Deputados.

Com agências
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ROBERTO GURGEL - O PROCURADOR QUE FALA PELOS MINISTROS DO STF

12.04.2013
Do blog 007BONDeblog, 10.04.13


GURGEL ANTECIPA RESULTADO DOS RECURSOS APRESENTADOS PELOS RÉUS DO MENSALÃO

Antecipação da decisão dos Ministros

O PGR Roberto Gurgel, desde sempre no Processo do chamado MENSALÃO adotou conduta de antipatia de caráter pessoal pelos RÉUS, em especial os do PT. Diversas das falas do Procurador foram absolutamente impróprias, deixando escapar que ele não buscava fazer justiça, mas, conseguir condenações, ainda que sem provas suficientes ou até mesmo existentes. De fato, Gurgel foi "vencedor", o STF condenou sem provas, contra as provas e com excesso de rigor estipulou penas. Agora, diante dos recursos que os RÉUS tem direito de apresentar, mostrando todas as aberrações e impropriedades de algumas decisões / votos, o PGR se manifesta, mais uma vez, de forma indevida, avisando que os RECURSOS NÃO ADIANTARÃO DE ABSOLUTAMENTE NADA, e reitera o seu desejo de ver os RÉUS na cadeia o mais rápido possível.

Resta saber quem é que decide as coisas no STF, se é o colegiado ou o MONOCRÁTICO presidente, de quem Gurgel é tão próximo que já sabe o resultado da "partida" antes dela ser jogada.

Débora Zampier - Agência Brasil

Brasília – O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse hoje (9) que possíveis recursos na Ação Penal 470, o processo do mensalão, não têm poder de modificar o teor das decisões. Para o procurador, os únicos recursos possíveis são os embargos de declaração, usados para reforçar ou interpretar questões que não ficaram claras durante o julgamento.

Perguntado se entraria com os embargos de declaração, Gurgel disse que ainda está examinando a questão, pois esse recurso tem limitações. “O que eu tenho sustentado, e sustentei inclusive no pedido de execução imediata com expedição dos mandados de prisão, é que os embargos não se prestam para a mudança do julgado, e devo manter essa linha de coerência”, disse.

Outro tipo de recurso já suscitado pelas defesas dos condenados são os embargos infringentes, que pedem novo julgamento nos casos em que a votação foi apertada. O uso desse recurso é polêmico porque, embora sua previsão não exista mais na legislação, ele ainda é previsto no Regimento Interno do Supremo.

Para Gurgel, os advogados não devem contar com esse tipo de recurso. “Os [embargos] infringentes são manifestamente inadmissíveis, não cabem de forma alguma. Eu acho que não há espaço sequer para discussão”.

Com a conclusão da etapa escrita do voto do ministro Celso de Mello ontem (8), o acórdão do mensalão deverá ser concluído ainda esta semana. O acórdão reúne as principais decisões, votos e considerações dos ministros durante o julgamento. Somente com a publicação do documento as sentenças podem ser executadas e as partes podem recorrer em cinco dias úteis.

Edição: Aécio Amado

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Os grupos neonazistas no Brasil

12.04.2013
Do BLOG DO MIRO
Por Léo Rodrigues, no sítio da EBC:


O crescimento do número de simpatizantes neonazistas tem se tornado uma tendência internacional. É o que aponta um monitoramento da internet realizado pela antropóloga e pesquisadora da Unicamp, Adriana Dias. De 2002 a 2009, o número de sites que veiculam informações de interesse neonazistas subiu 170%, saltando de 7.600 para 20.502. No mesmo período, os comentários em fóruns sobre o tema cresceram 42.585%.

Nas redes sociais, os dados são igualmente alarmantes. Existem comunidades neonazistas, antissemitas e negacionistas em 91% das 250 redes sociais analisadas pela antropóloga. E nos últimos 9 anos, o número de blogs sobre o assunto cresceu mais de 550%.

Adriana Dias trabalha há 11 anos mapeando grupos neonazistas que atuam na internet e também no mundo não virtual. Devido ao conhecimento construído, a pesquisadora já prestou consultoria para a Polícia Federal e para serviços de inteligência de Portugal, Espanha e outros países.

- Veja as estatísticas do crescimento de sites com assuntos neonazistas:

Brasil

Segunda Adriana, os grupos neonazistas eram predominantes no sul do país, mas nos últimos anos têm crescido vertiginosamente no Distrito Federal, em Minas Gerais e em São Paulo. Ela vem mapeando o número de internautas que baixam arquivos de sites neonazistas e considera simpatizantes aqueles que já fizeram mais de 100 downloads. Por esse critério, seus dados de 2013 apontam que há aproximadamente 105 mil neonazistas na região Sul.

No caso de Minas Gerais, os movimentos parecem ter ganhado fôlego em 2009, como forma de responder ao assassinato de Bernardo Dayrell Pedroso. Fundador da revista digital "O Martelo", ele era uma referência do movimento neonazista na cidade. Acabou morto em um evento no município de Rio Branco do Sul (PR), por uma outra gangue de skinheads neonazistas que via em Bernardo uma barreira para sua ascenção.

Organização

Não é possível descrever um único percurso para ingresso no movimento neonazista. Mas há uma trajetória mais comum: "Geralmente, eles atendem ao proselitismo na juventude. O jovem em busca de uma causa acaba recebido pelo grupo, que o convencem de que o negro ou o judeu tomou seu espaço no mercado de trabalho, na universidade, etc", explica Adriana Dias.

Os líderes dos grupos geralmente não participam das ações violentas. "São pessoas que já possuem uma condição financeira melhor e geralmente possuem curso superior. Eles conduzem o movimento e leem muito material antissemita. Possuem um alto grau de instrução e buscam se resguardar de eventuais ações judiciais", descreve a pesquisadora.

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Ana Maria Braga, o colar de tomates e a campanha desonesta da Globo

12.04.2013
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO

Da próxima vez que for usar o seu programa numa concessão pública de radiodifusão para fazer política, ao invés do colar de tomates Ana Maria Braga poderia pendurar melancias no pescoço

ana maria braga colar tomate
O colar de tomates de Ana Maria Braga (Foto: Tv Globo)
A desavergonhada campanha da TV Globo pelo aumento da taxa de juros ganhou essa semana uma nova adesão. A apresentadora Ana Maria Braga, a mesma que protagonizou em 2007 o movimento direitista “Cansei” pelo impeachment de Lula, apareceu no seu programa matinal “Mais você” vestindo um colar de tomates. Patética, ela ironizou que o produto é “uma joia”, seguindo a linha de ataque da poderosa emissora ao novo perigo vermelho que ameaça descontrolar a inflação e jogar o país no caos completo.
A pressão da mídia rentista pela alta dos juros é implacável. Ela tem como alvo imediato a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, marcada para 16 e 17 de abril. Os bancos privados, com seus bilionários anúncios publicitários nos jornais, revistas, rádios e tevês, devem estar gratos pelo empenho. Neste bombardeio são acionados alguns jornalistas e “analistas de mercado” – nome fictício dos porta-vozes dos agiotas do capital financeiro. E agora também entrou em campo a eterna “cansada”.
O irônico é que no mesmo dia em que Ana Maria Braga usou o seu ridículo colar de tomates, a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) informou que o preço do produto sofreu uma queda no preço de 43%. Segundo Mauro Zafalon, do UOL, “pisoteado nas últimas semanas, o tomate deverá ser esquecido a partir de agora. A oferta melhora, e os preços começam a voltar ao normal… O tomate viveu nos últimos meses um período de incertezas agrícolas, muito comum a vários produtos do setor”.
Leia também
A notícia confirma o que muitos já desconfiavam. A mídia rentista aproveitou a alta sazonal do preço do tomate para fazer terrorismo pelo aumento dos juros. Até a colunista Miriam Leitão, uma arqui-inimiga do governo Dilma, reconheceu ontem no próprio O Globo que o recente aumento da inflação é um fenômeno momentâneo. Da próxima vez que for usar o seu programa numa concessão pública de radiodifusão para fazer política, ao invés do colar de tomates Ana Maria Braga poderia pendurar umas melancias no pescoço!
Altamiro Borges, em seu blog

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