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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Os métodos de manipulação da aritmética

08.04.2013
Do portal LUIS NASSIF ON LINE
Por Assis Ribeiro
Do Le Monde Diplomatique

Se por um lado dois mais dois são sempre quatro, por outro existem vários métodos de manipular a aritmética. O primeiro é o procedimento científico e o outro método consiste em, a partir de uma ideia preconcebida, organizar os dados de forma a sugerir a confirmação desta pelos “fatos”
por Jean Gadrey, Mathias Reymond
“Números não mentem, mas os mentirosos adoram números”,1 resumiu o escritor norte-americano Mark Twain. Se por um lado dois mais dois são sempre quatro, por outro existem vários métodos de manipular a aritmética. O primeiro é o procedimento científico: formula-se uma hipótese, coletam-se os dados e conclui-se pela validação da hipótese ou por sua indeterminação – caso em que a reflexão deve ser afinada. Outro método consiste em, a partir de uma ideia preconcebida, organizar os dados de forma a sugerir a confirmação desta pelos “fatos”. Esse tipo de acrobacia estatística possui um especialista na atualidade: François Lenglet, diretor do programa France, do canal público de televisão France 2.
Com ares de mestre de cerimônias, o ex-professor de Literatura que passou por várias redações da imprensa econômica (L’Expansion,La Tribune,Les Échos, BFM) antes de tornar-se vedete do programa Des paroles et des actes, na France 2, encarnou a capacidade do poder de se regenerar ao criar a ilusão de mudança durante a campanha presidencial de 2012. Foi-se a época em que Jean-Marc Sylvestre distribuía seus sermões liberais cujo dogmatismo incomodava até os partidários do livre mercado. Os números, curvas, bastões e pizzas exibidos pela televisão – exercício pedagógico audiovisual inaugurado pelo jornalista François de Closets no início da década de 1980 – dão um tom científico à ideia de que, para sair da crise do liberalismo, não existem outras soluções além das liberais.
No dia 12 de janeiro de 2012, Lenglet “demonstrou” – com dois gráficos de apoio – que “os países que menos gastam são os que melhor se saem”.2 O segredo do teorema? A escolha arbitrária de três países (França, Alemanha e Estados Unidos) e de um período (de 2006 a 2011). O primeiro gráfico ilustra os gastos públicos como porcentagem do PIB em 2011: 41,9% para os Estados Unidos, 45,5% para a Alemanha e 56,2% para a França. O segundo representa o crescimento dos três países entre 2006 e 2011. Nesse período de cinco anos, o PIB aumentou 5,5% na Alemanha, 2,7% nos Estados Unidos e 2,3% na França. “Os gastos públicos não geram crescimento: é o que mostram os números”, concluiu Lenglet.
Essa demonstração, contudo, falha rotundamente se forem selecionados outros períodos e grupos de países. Observar a França e a Alemanha por um período mais longo, de 1991 a 2011, por exemplo, conduz à conclusão de que o país que mais teve despesas públicas – a França – exibe a taxa de crescimento anual média mais elevada (1,58% contra 1,35%,3 respectivamente).
Em relação às despesas públicas, Lenglet – cujo advérbio preferido é “evidentemente” – entoa regularmente o mesmo refrão. No dia 13 de novembro de 2012, entusiasmou-se com o discurso de François Hollande: “Pela primeira vez, ele disse claramente: ‘O nível dos gastos públicos na França, 57% do PIB, é muito elevado e é preciso reformulá-lo’. E então anunciou uma reforma do Estado, a única forma legítima de reduzir os gastos públicos em 60 bilhões de euros em cinco anos”. Ao defender o presidente da República com esses argumentos, o apresentador reformula por conta própria a ideia (liberal) segundo a qual a redução dos gastos públicos, fonte de crescimento, seria a única forma de controlar as finanças oficiais.
Não existem, contudo, outros resultados estatísticos sérios que corroborem essa hipótese: para o conjunto dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), e em períodos não limitados a alguns anos atribulados, não há nenhuma relação (entenda-se nenhuma correlação estatística significativa) entre o peso das despesas públicas no PIB e a taxa de crescimento médio anual. Nem “lei de Lenglet” nem outra lei: lei nenhuma. O que é fortemente compreensível, pois os gastos públicos participam da atividade econômica da mesma forma que os gastos privados, por meio da distribuição do poder de compra e das contratações públicas. A principal diferença entre investimentos públicos e privados não reside no montante ou em sua relação com o crescimento do PIB, e sim na quantidade de bens públicos que beneficiam.
De volta à emissão de 12 de janeiro de 2012: Lenglet não hesita em se transformar em ilusionista e exibe um segundo gráfico, desta vez com a evolução da parte da riqueza produzida (o valor agregado) correspondente à participação dos salários entre 1950 e 2010, na França. A conclusão da leitura de suas curvas: “A participação dos salários no valor agregado mudou pouco desde 1950”.
O raciocínio é grosseiro. Em primeiro lugar, existem diversas formas de definir e medir a parte dos salários no valor agregado. Uma delas é avaliar essa participação apenas pelas “empresas não financeiras” (as que produzem bens e serviços), outra é pelo conjunto da economia; também se pode ou não levar em conta uma “correção da salarização crescente” (mais assalariados e menos independentes fazem que a parte dos salários cresça mecanicamente).4 Lenglet escolheu, claramente, a equação que minimiza a queda. Se tivesse considerado os dados da Comissão Europeia coletados pela OCDE, o resultado seria uma queda de dez pontos na participação dos salários no PIB desde 1981, e de seis a oito pontos desde a década de 1960.
O gráfico em questão também aparece singularmente plano na televisão. A astúcia é clássica: basta alongar ou, ao contrário, encurtar o eixo vertical para produzir impressões visuais opostas (as variações parecem menos acentuadas ou, ao contrário, enormes), principalmente – e é o caso – quando se evita graduar o eixo vertical para sugerir pontos de referência. Com estratagemas como esses, passamos rapidamente da pedagogia à magia.
Finalmente, e acima de tudo, mesmo com o gráfico aplanado, é possível perceber que a parte dos salários baixou consideravelmente entre as décadas de 1960 e as de 1990-2000 em pelo menos cinco pontos: 100 bilhões de euros atuais passaram de salários aos lucros na estimativa mais baixa possível.5 “Pode mudar”, realmente?
O prestigiado âncora também cometeu dois erros factuais – jamais percebidos por seus colegas – que contribuíram para seu propósito: às vezes, para convencer, basta demonstrar uma segurança do tamanho do próprio erro. É assim que, no dia 26 de outubro de 2012, no jornal do canal France 2, Lenglet explicou que, em matéria de crescimento, “o sol nasce sempre no Oeste”, porque “os Estados Unidos representam um terço da economia mundial”. Segundo os números do FMI, contudo, o PIB norte-americano representa um quinto do PIB mundial: 19,1% em 2011, contra 20,1% da União Europeia. Olhar muito para o sol queima a retina.
No dia 11 de abril de 2012, no France 2, Lenglet afirmou que “os Estados Unidos não usam a máquina de papel-moeda”. É difícil, contudo, encontrar um economista que afirme que as três ondas de quantitative easing(QE) da Reserva Federal não equivalem à simples ativação da proverbial “máquina de dinheiro” (porque atualmente quase não há notas e menos ainda máquinas...). Essa realidade não escapou nem aoLeMonde(“A QE é uma manobra conhecida entre os bancos centrais [que] consiste em simplesmente ligar a máquina de imprimir papel-moeda e recomprar (entre outras medidas) títulos do tesouro”, 3 nov. 2010) ou ao Échos(“Resumindo: os norte-americanos usam a máquina de imprimir dinheiro! E essa medida se chama, educadamente, quantitative easing!”, 11 jan. 2011).
Essa inadvertência esconde outra, pois nosso especialista acrescenta que “todos os países que usam a máquina de imprimir papel-moeda possuem altas taxas de inflação”. A ausência de tensão inflacionária nos Estados Unidos − apesar da injeção maciça de liquidez durante as três QEs de março de 2009, novembro de 2010 e setembro de 2012 − arruína completamente a tese.
Lenglet não pode ser especialista em tudo e, às vezes, isso o faz se permitir certas liberdades diante da verdade e reformular ideias por conta própria, de forma equivocada. Em BFMTV, no dia 6 de abril de 2011, interrogava-se sobre a dificuldade das empresas em encontrar funcionários pouco qualificados: “Os empregados pouco qualificados podem abdicar dos salários, pois estes não são muito diferentes dos auxílios que podem receber dos programas de assistência social. Infelizmente, assim é o modelo francês”. Essa relação entre assistência e emprego sempre foi um argumento dos liberais para evocar a existência de uma “armadilha para a inatividade”. Contudo, diversos estudos estatísticos desmontaram essa ideia preconcebida. Assim, de acordo com uma pesquisa realizada em 2009 pelo Tesouro com 7 mil beneficiados pela Renda Mínima de Inserção (RMI), Renda Mínima de Atividade (RMA), salário-família para pai ou mãe isolados e salário-família de solidariedade específica, apenas 4% dos entrevistados argumentaram que a razão de sua inatividade era a não rentabilidade financeira de um retorno ao mercado de trabalho. Segundo a Caisse Nationale des Allocations Familiales (Cnaf), o órgão público que outorga os auxílios, a parcela de inativos que se justifica dessa maneira é de apenas 1%.
Outro exemplo: a redução do tempo de trabalho. Entre 2000 e 2007, escreve Lenglet em sua última obra,Qui va payer la cris”? (Quem vai pagar a cris”?, Fayard, set. 2012), a conjuntura favorável conduziu cada um dos países da zona do euro a “seguir sua inclinação natural”: “Os espanhóis construíram edificações de concreto e bairros fantasmas, os franceses reduziram o tempo de trabalho. Enquanto isso, os alemães trabalham”. Ninguém duvida que os alemães trabalham. Porém, 8% menos que os franceses em duração média anual6 e, de acordo com o organismo patronal COE-Rexecode, com uma produtividade horária 17%7 inferior.
O ilusionista também experimentou a voz de profeta. Em um artigo publicado no L’Expansion, no dia 30 de maio de 1995, ostentava: “Crescimento: preparem-se para trinta anos de bonança”. Fragmento: “A economia mundial será a alvorada de um retorno espetacular que deverá trazer duas ou três décadas de crescimento com intensidade comparável à dos ‘trinta gloriosos’ [anos do pós-Segunda Guerra Mundial]”. Doze anos depois, em 2007, Lenglet publicou um livro intitulado La crise des années 30 est devant nous (A crise dos anos 1930 está diante de nós, Perrin).
Mas nosso homem também surpreende, como na ocasião em que evocou a “eutanásia dos rentistas” no site do Figaro, em 27 de setembro de 2012. Pois Lenglet não é Jean-Marc Sylvestre. Contrariamente ao segundo, o primeiro admite que existe um “conflito entre o contribuinte – cobrado até a morte – e o detentor do capital, que até aqui foi preservado, e isso não é normal”.8 Sua conclusão eletrizou o mais velho: “Querer lutar contra o desemprego sem investir no elemento-chave, que é a competitividade, é como querer abater um urso com um fuzil de plástico”.9 Criticar os rentistas e baixar os salários? Essa é a receita de Lenglet.
Jean Gadrey
Economista
Mathias Reymond
Economista, membro da equipe editorial da Action Critique Médias (Acrimed)

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GLOBO VOLTA A INSISTIR NO APAGÃO. DESTA VEZ, EM 2014

08.04.2013
Do portal BRASIL247


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O processo contra Lula e a força do simbolismo

08.04.2013
Do portal LUIS NASSIF ON LINE
Por  Webster Franklin
Da Carta Maior

Como Getúlio e Juscelino, cada um deles em seu tempo, Lula é símbolo do povo brasileiro. Acusam-no hoje de ajudar os empresários brasileiros em seus negócios no Exterior. O grave seria se ele estivesse ajudando os empresários estrangeiros em seus negócios no Brasil.
Mauro Santayana
O Ministério Público do Distrito Federal – por iniciativa do Procurador Geral da República – decidiu promover investigação contra Lula, denunciado, por Marcos Valério, por ter intermediado suposta “ajuda” ao PT, junto à Portugal Telecom, no valor de 7 milhões de reais.
O publicitário Marcos Valério perdeu tudo, até mesmo o senso da conveniência. É normal que se sinta injustiçado. A sentença que o condenou a 40 anos de prisão foi exagerada: os responsáveis pelo seqüestro, assassinato e esquartejamento de Eliza Salmúdio foram condenados à metade de sua pena.
Assim se explica a denúncia que fez contra o ex-presidente, junto ao Procurador Geral da República, ainda durante o processo contra dirigentes do PT.
O Ministério Público se valeu dessas circunstâncias, para solicitar as investigações da Polícia Federal - mas o aproveitamento político do episódio reclama reflexões mais atentas.
Lula é mais do que um líder comum. Ele, com sua biografia de lutas, e sua personalidade dotada de carisma, passou a ser um símbolo da nação brasileira, queiramos ou não. Faz lembrar o excelente estudo de Giorg Plekhanov sobre o papel do indivíduo na História. São homens como Getúlio, Juscelino e Lula que percebem o rumo do processo, com sua ação movem os fatos e, com eles, adiantam o destino das nações e do mundo.
Há outro ponto de identificação entre Lula e Plekhanov, que Lula provavelmente desconheça, como é quase certo de que desconheça até mesmo a existência desse pensador, um dos maiores filósofos russos. Como menchevique, e parceiro teórico dos socialistas alemães, Plekhanov defendia, como passo indispensável ao socialismo, uma revolução burguesa na Rússia, que libertasse os trabalhadores do campo e industrializasse o país. Sem passar por essa etapa, ele estava convencido, seria impossível uma revolução proletária no país. 
É mais ou menos o que fez Lula, em sua aliança circunstancial com o empresariado brasileiro. Graças a essa visão instintiva do processo histórico, Lula pôde realizar uma política, ainda que tímida, de distribuição de renda, com estímulo à economia. Mediante a retomada do desenvolvimento econômico, com a expansão do mercado interno, podemos prever a formação de uma classe operária numerosa e consciente, capaz de conduzir o processo de libertação.
Não importa se o grande homem público brasileiro vê assim a sua ação política. O importante é que esse é, conforme alguns lúcidos marxistas, começando pelo próprio Marx, o único caminho a seguir.
Como Getúlio e Juscelino, cada um deles em seu tempo, Lula é símbolo do povo brasileiro. Acusam-no hoje de ajudar os empresários brasileiros em seus negócios no Exterior. O grave seria se ele estivesse ajudando os empresários estrangeiros em seus negócios no Brasil.
Lula não é uma figura sagrada, sem erros e sem pecados. É apenas um homem que soube aproveitar as circunstâncias e cavalga-las, sempre atento à origem de classe e fiel às suas próprias idéias sobre o povo, o Brasil e o mundo.
Mas deixou de ser apenas um cidadão como os outros: ao ocupar o seu momento histórico com obstinação e luta, passou a ser um emblema da nacionalidade. Qualquer agressão desatinada a esse símbolo desatará uma crise nacional de desfecho imprevisível.
Mauro Santayana é colunista político do Jornal do Brasil, diário de que foi correspondente na Europa (1968 a 1973). Foi redator-secretário da Ultima Hora (1959), e trabalhou nos principais jornais brasileiros, entre eles, a Folha de S. Paulo (1976-82), de que foi colunista político e correspondente na Península Ibérica e na África do Norte.

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Nazijornalismo

08.04.2013
Do portal da Revista CartaCapital, 
Por Leandro Fortes


A violência do CQC contra o deputado José Genoíno alcançou, essa semana, um grau de bestialidade que não pode ser dimensionado à luz do humorismo, muito menos no campo do jornalismo. Isso porque o programa apresentado por Marcelo Tas, no comando de uma mesa onde se perfilam três patetas da tristeza a estrebuchar moralismos infantis, não é uma coisa nem outra.
Não existem repórteres-mirins, como não existem médicos-mirins, advogados-mirins e engenheiros-mirins.  Existem, sim, cretinos adultos
Não existem repórteres-mirins, como não existem médicos-mirins, advogados-mirins e engenheiros-mirins.
Existem, sim, cretinos adultos
Não é um programa de humor, porque as risadas que eventualmente desperta nos telespectadores não vem do conforto e da alegria da alma, mas dos demônios que cada um esconde em si, do esgoto de bílis negra por onde fluem preconceitos, ódios de classe e sentimentos incompatíveis com o conceito de vida social compartilhada.
Não é jornalismo, porque a missão do jornalista é decodificar o drama humano com nobreza e respeito ao próximo. É da nobre missão do jornalismo equilibrar os fatos de tal maneira que o cidadão comum possa interpretá-los por si só, sem a contaminação perversa da demência alheia, no caso do CQC, manipulada a partir dos interesses de quem vê na execração da política uma forma cínica de garantir audiência.
Leia também:


A utilização de uma criança para esse fim, com a aquiescência do próprio pai, revela o grau de insanidade que esse expediente encerra. O que se viu ali não foi apenas a atuação de um farsante travestido de jornalista a fazer graça com a desgraça alheia, mas a perpetuação de um crime contra a dignidade humana, um atentado aos direitos humanos que nos coloca, a todos, reféns de um processo de degradação social liderado por idiotas com um microfone na mão.
A inclusão de um “repórter-mirim” é, talvez, o elemento mais emblemático dessa circunstância, revelador do desrespeito ao ofício do jornalismo, embora seja um expediente comum na imprensa brasileira. Por razões de nicho e de mercado, diversos veículos de comunicação brasileiros têm lançado, ao longo do tempo, mão dessa baboseira imprestável, como se fosse possível a uma criança ser repórter, ainda que por brincadeira.
Jornalismo é uma profissão de uma vida toda, a começar da formação acadêmica, a ser percorrida com dificuldade e perseverança. Dar um microfone a uma criança, ou usá-la como instrumento pérfido de manipulação, como fez o CQC com José Genoíno, não faz dela um repórter – e, provavelmente, não irá ajudá-la a construir um bom caráter. É um crime e espero, sinceramente, que alguma medida judicial seja tomada a respeito.
Não existem repórteres-mirins, como não existem médicos-mirins, advogados-mirins e engenheiros-mirins.
Existem, sim, cretinos adultos.
E, a estes, dedico o meu desprezo e a minha repulsa, como cidadão e como jornalista.

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À beira da falência: “Estado de Minas” coloca sede à venda e “Estadão” demite jornalistas

08.04.2013
Do blog LIMPINHO E CHEIROSO,07.04.13 


Estado_Minas_Jornal

A semana passada terminou com duas notícias que mostram a crise que vive a imprensa hegemônica no País: o jornal Estado de Minasestá vendendo sua sede e O Estado de S.Paulo, após “pesquisas qualitativas e entrevistas em profundidade com diversos setores da sociedade”, resolveu enxugar a publicação e acabar com vários cadernos. Com isso, o diário da famiglia Mesquita irá demitir dezenas de jornalistas. Pelo visto, a crise não é só financeira, mas também de credibilidade, porque o número de assinantes e de venda em banca está caindo vertiginosamente. Isso que dá querer tratar os leitores como idiotas. Podem esperar, para os próximos anos, novas baixas da mídia golpista. E viva a blogosfera!

Com informações do Brasil 247

A exemplo do que está ocorrendo com o Washington Post, que colocou à venda sua sede nos Estados Unidos, o Estado de Minas, mais tradicional jornal mineiro, também busca um comprador para o edifício onde está instalada sua redação. Trata-se de um prédio na Avenida Getulio Vargas, num dos pontos mais valorizados de Belo Horizonte. De acordo com fontes do mercado imobiliário local, o jornal, que pertence aos Diários Associados, estaria pedindo R$50 milhões, mas teria ofertas de, no máximo, R$30 milhões.

A venda da sede do Estado de Minas é mais um capítulo da crise da mídia impressa. O jornal mineiro enfrenta custos crescentes, queda de circulação e diminuição da receita publicitária. A direção do grupo deve transferir a redação para a sede da TV Alterosa, retransmissora do SBT em Minas Gerais.
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Com informações da CartaCapital

Em comunicado interno divulgado na sexta-feira, dia 5, o diretor de Conteúdo de O Estado de S.Paulo, Ricardo Gandour, anunciou mudanças na “configuração de cadernos” do centenário jornal diário. O anúncio foi acompanhado pela notícia, ainda não oficializada, de que cerca de 50 profissionais da redação serão demitidos. Dezenas de jornalistas haviam deixado o jornal recentemente em razão do fechamento doJornal da Tarde. O anúncio interno foi republicado no site Blue Bus.

Segundo Gandour, o Estadão terá, a partir do próximo dia 22, apenas três cadernos e um suplemento. Haverá somente uma edição, que será fechada às 21h30. Antes, havia as versões “nacional”, que fechava antes, e a “São Paulo”, que rodava no fim da noite e permitia a inclusão de notícias de última hora aos leitores paulistanos. Isso significa, por exemplo, que o Estadão não conseguirá noticiar jogos de futebol iniciados a partir das 22 horas.

Um único caderno trará as editorias Política, Internacional, Metrópole (incluindo os temas da atual Vida) e Esportes. O segundo caderno trará Economia, Negócios e Tecnologia. O Caderno 2 amplia a cobertura de entretenimento e incorporará comportamento digital e literatura.

A decisão foi tomada, segundo a nota, em razão de pesquisas qualitativas e entrevistas em profundidade com diversos setores da sociedade. Esses levantamentos, ainda de acordo com o editor, mostraram que os leitores querem mais conveniência e eficiência de leitura e um jornal mais compacto em dias úteis.
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Leia também:
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A morte de Margaret Thatcher

08.04.2013
Do portal LUIS NASSIF ON LINE
Porm Folha de S. Paulo*

Morreu na manhã desta segunda-feira em Londres a ex-primeira-ministra do Reino Unido Margaret Thatcher. Ela tinha 87 anos e sofreu um acidente vascular cerebral, segundo seu porta-voz, Lord Bell.
Conhecida como Dama de Ferro, ela foi a única chefe de governo britânica mulher e liderou o Reino Unido entre 1979 e 1990, o período mais longo de mandato na política britânica desde o século 19.
A rainha Elizabeth 2ª e o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, lamentaram a morte. Em nota, o Palácio de Buckingham afirmou que a rainha ficou triste ao receber a notícia e mandará uma mensagem privada de condolências à família.
Cameron disse ter sabido da morte com "muita tristeza", segundo mensagem divulgada pela assessoria do governo britânico. "Perdemos uma grande líder, uma grande primeira-ministra e uma grande britânica", afirmou.
O primeiro-ministro interrompeu uma viagem à Espanha após receber a notícia da morte e está voltando para o Reino Unido. Ele deve dar uma declaração à tarde.
Thatcher deve receber um funeral com honras de Estado. O Parlamento britânico está em recesso, mas vários congressistas estão se manifestando na imprensa local e na internet.
DAMA DE FERRO
Pertencente ao Partido Conservador, conseguiu a reeleição e a liderança do governo em três eleições parlamentares --1979, 1983 e 1987. Ela renunciou ao cargo em 1990 e deixou a Câmara dos Comuns (Parlamento) em 1992.
A política econômica durante seu mandato foi de desregulamentação do setor financeiro, na flexibilização do mercado de trabalho e na privatização das empresas estatais, sendo uma das principais defensoras do neoliberalismo.
Na política externa, atuou em forte coordenação com o presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan e fez duras críticas à antiga União Soviética, que viria a acabar em 1991.
Além disso, impulsionou as tropas britânicas que combateram contra a Argentina na Guerra das Malvinas, em 1982.
A Dama de Ferro não falava em público desde 2002, quando foi desaconselhada por médicos a se apresentar diante de grandes audiências após uma série de pequenos derrames, que deixaram como sequela confusões ocasionais e perdas de memória.
Segundo o repórter da BBC, James Landale, Thatcher passou seus últimos dias de vida no hotel Ritz de Londres porque era mais fácil para que a família e os enfermeiros pudessem cuidar dela.
Com informações de BERNARDO MELLO FRANCO, de Londres.

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REPORTAGEM DA RETRATO DO BRASIL DESMONTA O MENSALÃO

08.04.2013
Do blog MEGACIDADANIA

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Continuará Joaquim Barbosa afirmando que não deve satisfações a ninguém ?
A edição especial da revista RETRATO DO BRASIL, do consagrado jornalista Raimundo Pereira, apresenta ao distinto público um minucioso trabalho jornalístico em que aborda a AP 470.
O site BRASIL 247 e o BLOG DO SARAIVA noticiaram àquela que promete ser a mais esclarecedora reportagem produzida sobre o julgamento realizado no STF.
Acesse as edições anteriores clicando aqui http://www.megacidadania.com.br/retratos-do-brasil/
Postagem do site BRASIL 247
Postagem do BLOG do SARAIVA
COMPARTILHAR a verdade é o segredo de nossa FORÇA !
A novidade foi anunciada também na coluna de Elio Gaspari:
NAS BANCAS
Está chegando às bancas uma edição especial da revista "Retrato".
Sua capa diz tudo:
"A construção do mensalão - Como o Supremo Tribunal Federal, sob o comando do ministro Joaquim Barbosa, deu vida à invenção de Roberto Jefferson". Coisa do respeitado jornalista Raimundo Rodrigues Pereira.
Numa reportagem anterior, Raimundo já havia demonstrado que os recursos da Visanet, a suposta fonte de dinheiro público do mensalão, foram gastos exatamente de acordo com o fim a que se destinavam: publicidade e propaganda.
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Fonte:http://www.megacidadania.com.br/reportagem-da-retrato-do-brasil-desmonta-o-mensalao/

SEM CERIMÔNIA, VEJA AVISA QUE O ALVO AGORA É LULA

08.04.2013
Do portal BRASIL247


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