domingo, 7 de abril de 2013

TÂNIA PASSOS: Estacionamento deixa ruas do Recife lentas


07.04.2013
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO, 
Por Tânia Passos
Taniapassos.pe@dabr.com.br

Trânsito fluiria mais rapidamente se não fosse permitido deixar os veículos nas faixas laterais

Carros estacionados na faixa esquerda da Avenida Boa Viagem limitam a capacidade de fluxo da via em 33% (ANNACLARICE ALMEIDA/DP/D.A PRESS)
Carros estacionados na faixa esquerda da Avenida Boa Viagem limitam a capacidade de fluxo da via em 33%

A eliminação de estacionamentos em vias públicas do Recife poderia até triplicar a capacidade de tráfego em algumas ruas e avenidas da cidade, que em breve testará o rodízio de veículos para melhorar o tráfego. O Diario foi buscar exemplos na Rua da Amizade e na Avenida Conselheiro Portela, na Zona Norte, e nas avenidas Boa Viagem e Conselheiro Aguiar, na Zona Sul, onde os carros parados prejudicam consideravelmente o fluxo. 

A reportagem usou o método de Webster, que calcula a trafegabilidade tomando como base a largura das vias. O sistema consiste em multiplicar o número 525 pela largura da via. O professor Maurício Pina, dos departamento de engenharias das universidade Federal e Católica de Pernambuco, participou como consultor. 

Um dos exemplos de desperdício de tempo é a Rua da Amizade. A via tem 9 metros de largura e três faixas. As duas faixas laterais são ocupadas por veículos estacionados. Apenas a central fica livre para o tráfego, o que, na prática, significa que somente 33,3% da rua são utilizados. Na Conselheiro Portela, que tem 12 metros de largura e quatro faixas, o estacionamento nos dois lados da via, mesmo quando isso não é permitido, compromete a capacidade viária em cerca de 50%. Pelo método de Webster, a via de 12 metros de largura, teria, em tese, a capacidade de receber 6,3 mil carros por hora. Com duas faixas comprometidas, esse índice cai para cerca de 3,1 mil carros por hora. 

A Avenida Boa Viagem tem 9 metros de largura liberados para o tráfego, mas se fosse somado o espaço do estacionamento do lado esquerdo da via, passaria a ter 11 metros. Teoricamente, a capacidade atual de tráfego é de 4,7 mil carros por hora, mas é muito comum encontrar veículo estacionado de forma irregular, o que reduz ainda mais a capacidade. Se fosse eliminado o estacionamento do lado esquerdo, a capacidade viária passaria a 5,7 mil veículos por hora. Pelo menos mil carros a mais, portanto. 

Apesar de estarem situadas em regiões distintas da cidade, as avenidas Conselheiro Aguiar e Conselheiro Portela têm situações semelhantes. Ambas contam com 12 metros de largura e quatro faixas, mas em quase toda a extensão funcionam, na prática, apenas as duas faixas centrais, reduzindo pela metade a capacidade viária. “A eliminação de estacionamentos melhoria e muito a fluidez das vias. É um método restritivo e mais eficiente do que o rodízio, mas precisa de fiscalização”, ressaltou o especialista Maurício Pina. 

Para o consultor Germano Travassos, a cidade tem muito a “enxugar” em matéria de estacionamento nos espaços públicos. “Estacionamento é um problema privado. Não é responsabilidade do poder público. Da mesma forma que a pessoa se preocupa onde vai guardar a comida ou a geladeira, deve se preocupar com o que vai fazer com o seu carro”.

Quantos carros cabem em uma rua ?

Avenida Boa Viagem
11 metros de largura
4 faixas, sendo uma ocupada pelo estacionamento do lado esquerdo
5, 7 mil carros por hora é a capacidade
4,7 mil carros por hora com uma das faixas comprometida (não incluindo a ciclovia)
45km/h de velocidade média

Avenida Conselheiro Aguiar
12 metros de largura
4 faixas, sendo duas com estacionamentos 
6,3 mil carros é a capacidade
3,1 mil carros por hora com duas faixas comprometidas
40 km/h

Rua da Amizade
9 metros de largura
3 faixas, sendo duas ocupadas por estacionamento
4,7 mil carros por hora é a capacidade de tráfego
1,5 mil carros é a capacidade com uma faixa

Rua Conselheiro Portela
 12 metros de lagura
4 faixas, sendo 2 ocupadas por estacionamento
6,3 mil é a capacidade de tráfego
3,1 mil é a capacidade com duas faixas disponíveis

·    Método de Webster = Fator 525 x largura da via

Saiba mais...
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Fonte:http://www.impresso.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/cadernos/vida-urbana/2013/04/07/interna_vidaurbana,51008/estacionamento-deixa-ruas-do-recife-lentas.shtml

Não há nada contra Lula. Mas MPF precisa abrir a caixa-preta do mensalão tucano de 2002 e na Telesp.

06.04.2013
Do blog AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 

A imprensa demotucana ficou excitada com essa nota do MPF:
Nota à imprensa do MPF/DF sobre abertura de inquérito
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5/4/2013
Foi requisitado instauração de inquérito para apurar um dos fatos descritos pelo empresário Marcos Valério Fernandes de Souza
O Ministério Público Federal no DF (MPF/DF) requereu à Polícia Federal a instauração de inquérito para apurar um dos fatos descritos pelo empresário Marcos Valério Fernandes de Souza em depoimento prestado à Procuradoria Geral da República (PGR) em setembro de 2012. O teor específico desse relato já foi divulgado na imprensa. Nele, o empresário afirma que teria sido feito um repasse de US$ 7 milhões por parte de fornecedora da Portugal Telecom em Macau (China), ao Partido dos Trabalhadores (PT), por meio de contas bancárias no exterior.

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Assessoria de Comunicação
Procuradoria da República no Distrito Federal
(61) 3313-5460/5458
twitter.com/MPF_DF
Apesar de quererem usar essa nota para atacar o presidente Lula, e o PT, a notícia é preocupante é para o tucanato da privataria.

No referido depoimento, Valério teria dado o número de uma conta no exterior do publicitário Nizan Guanaes para, supostamente receber por caixa-2, segundo o jornal Estadão, que diz ter lido o depoimento sigiloso. Porém, Guanaes atuou na campanha presidencial de José Serra (PSDB-SP) em 2002, e o noticiário de agosto de 2004 dizia que ainda havia dívidas de campanha para pagar.

A Portugal Telecom foi a compradora da Telesp Celular na privataria de 1998, e de parcela significativa da Telesp fixa. Aliás, às vésperas da privataria, a SMPB de São Paulo, empresa de Marcos Valério, realizou transações milionárias na Telesp, ainda estatal sob domínio tucano, em valores suspeitos, dez vezes acima do contratado. E o caminho do dinheiro foi para 6 empresas com características de serem "de fachada". Teriam sido abertas apenas para receber dinheiro oriundo do caixa da Telesp, e todas as 6 empresas são dos mesmos donos. A CPI dos Correios chegou a iniciar uma linha de investigação nessa questão, mas acabou não aprofundando. 

A pergunta que o povo precisa de respostas é: Por que o Ministério Público Federal em São Paulo não investigou a conexão Telesp do "mensalão"? Talvez essa investigação no DF abra essa caixa-preta.

Não existe nada contra Lula

Eu sei que contra golpismos todo cuidado é pouco. Mas não existe nada contra o presidente Lula, como já cansamos de falar aqui.

Aliás, se existisse algo que Marcos Valério pudesse usar contra Lula já teria usado em 2005 e 2006, para eleger já naquele ano seus amigos demotucanos, para nomear um engavetador, e arquivar o caso.

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PARA ONDE VÃO OS RICOS, ANTES MESMO DO PURGATÓRIO

06.04.2013
Do portal FAZENDO MEDIA, 05.04.13
Por Gustavo Barreto

Imagem: icij.org
Registros secretos obtidos pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês) revelaram dezenas de milhares de pessoas em mais de 170 países e territórios ligados a companhias e fundos offshore.
Estas são algumas das pessoas mais ricas do planeta, que conseguem por vezes com a ajuda de funcionários de governo e habilidosos advogados levar seu dinheiro para paraísos fiscais, em supostos “investimentos” deste tipo em lugares minúsculos como as Ilhas Virgens Britânicas ou as Ilhas Cook.
As Ilhas Virgens Britânicas, por exemplo, têm pouco mais que 27 mil moradores e uma área total de cerca de 160 km². Ou seja, o tamanho e a população de Búzios, no Estado do Rio de Janeiro. Não, Búzios é maior.
A investigação (www.icij.org/offshore) revelou alguns exemplos de todo o mundo (disponíveis emhttp://bit.ly/14IhqFc):
>> Clarice, Leo e Fabio Steinbruch, empresários brasileiros. Membros de uma das famílias mais ricas do Brasil, detêm grande empresas têxteis e de aço, e um banco. Acionistas e diretores da Peak Management Inc. (2007), nas Ilhas Virgens Britânicas. Leo Steinbruch reconheceu a existência da empresa, que “está ativa, foi declarada nos impostos de seus proprietários e foi devidamente comunicada ao Banco Central do Brasil como um investimento brasileiro no exterior”.
>> Bidzina Ivanishvili é o homem mais rico da Geórgia e foi eleito em 2012 Primeiro-Ministro do país. É Diretor da Bosherston Overseas Corp. nas Ilhas Virgens Britânicas (2006). Segundo o governo local, a empresa ainda existe.
>> Jean-Jacques Augier, editor, foi tesoureiro da campanha de François Hollande na França em 2012. Diretor da International Bookstores Ltd (2005) nas Ilhas Caimã.
>> Bayartsogt Sangajav, político na Mongólia, ocupou a posição de Ministro das Finanças de 2008 a 2012. Foi representante no Banco de Desenvolvimento Asiático, tentando obter ajuda e investimentos estrangeiros. Atualmente é vice-porta-voz do Parlamento da Mongólia. Controlou a Legend Plus Capital Limited, uma empresa offshore administrada a partir de Hong Kong, mas oficialmente integrada às Ilhas Virgens Britânicas (2008). Os documentos mostram que a empresa foi usada para abrir uma conta bancária secreta na Suíça, controlada por ele, poucos meses antes de ser nomeado ministro das finanças de seu país.
>> José Eliecer Pinto Gutiérrez, General na Venezuela, comandante no Estado do Amazonas, responsável pela supervisão de segurança na fronteira com a Colômbia. Acionista, Diretor e Secretário da Romana International Holdings, Ltd. (2003-2006) nas Ilhas Virgens Britânicas.
>> Denise Rich, compositora dos Estados Unidos, ex-mulher do “fugitivo fiscal” mais famoso dos EUA, Marc Rich, que foi “perdoado” pelo ex-presidente Bill Clinton no último dia de Clinton no cargo. Ela é uma compositora indicada ao Grammy, já tendo trabalhado para artistas como Sister Sledge e Celine Dion. Em 2012, Rich renunciou à sua cidadania norte-americana. Doadora e beneficiária do The Dry Trust (1992) e diretora do DTD Limited (2007), ambos nas Ilhas Cook, na Oceania.
>> Tomás Uribe Moreno e Jerónimo Alberto Uribe Moreno, filhos do ex-presidente da Colômbia, Alvaro Uribe. Durante os oito anos de mandato de seu pai, foram acusados de tráfico de influência em dois escândalos, incluindo um caso em que adquiriram as terras em uma área cujo valor disparou depois que as autoridades concederam um estatuto livre de impostos. Eles foram absolvidos em ambos os casos, mas os promotores começaram a investigar novas pistas relacionadas à aquisição de terrenos. Acionistas do Asia America Investment Corporation (2008) nas Ilhas Virgens Britânicas.
>> Hassan Mohammed e Fady Mohammed Jameel, empresários sauditas. Filhos de um dos homens mais ricos da Arábia Saudita e executivos do Abdul Latif Jameel Group, um dos maiores distribuidores mundiais da Toyota, com operações no Oriente Médio, Reino Unido, Ásia Central e China. Diretores (2002-2003) da Costa Azzoura Limited (incorporada em 2002) e diretores (2004-2009) da Hillbeck Limited (incorporada em 2004), nas Ilhas Virgens Britânicas. Hassan também foi acionista da Hillbeck Limited (desde 2004).
O PARAÍSO NATURAL — E PRINCIPALMENTE FISCAL
Ilhas Virgens Britânicas: menor que Búzios. Foto: Fiyah Dawta/ICIJ
As Ilhas Virgens Britânicas são um micro Estado, cujo hino nacional é o “God Save the Queen”. As ilhas são constituídas por pouco mais do que alguns trechos de praia tropical, com pouco mais que 27 mil moradores e uma área total de cerca de 160 km². Tem o tamanho e a população de Búzios, no Estado do Rio de Janeiro.
Advogados britânicos perceberam pela primeira vez durante a Era Thatcher, nos anos 1980, que poderiam legalmente fazer dinheiro com a venda de sigilo financeiro neste pequeno “território britânico ultramarino” no Caribe. A abolição do controle cambial por Thatcher permitiu que o capital britânico se mova livremente.
Alguns anos mais tarde, quando o próximo Panamá — o local tradicional para obscuras entidades offshore — foi interrompido pela invasão dos EUA de 1990, a demanda mundial pelo anonimato das empresas fez as ofertas nas Ilhas Virgens Britânicas decolarem como um foguete.
Mais de 1 milhão de empresas foram incorporadas no território desde 1984, de acordo com os últimos números, já podendo ser considerado o maior fornecedor mundial de entidades offshore. (Saiba mais em http://bit.ly/14Ihox0)
A investigação completa está disponível emwww.icij.org/offshore

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Assassinatos de Zé Cláudio e Maria: pistoleiros condenados e mandante absolvido

07.04.2013
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 05.04.13

Condenação dos pistoleiros e absolvição do mandante: um padrão. Julgamento dos envolvidos no assassinato do casal de extrativistas marca o início de uma série de sete júris previstos para o ano de 2013

Na presença de familiares, militantes de movimentos sociais, religiosos, representantes de organizações de direitos humanos e jornalistas brasileiros e de todo o mundo, o veredicto apresentado pelo júri diz muito sobre o cenário de violência contra defensores de direitos humanos no Brasil, ao condenar os executores da pistolagem, mas absolver o mandante do assassinato de José Claudio e Maria do Espírito Santo no ano de 2011 em Nova Ipixuna (PA). José Rodrigues Moreira, acusado de planejar e financiar os assassinatos, foi absolvido, enquanto os dois acusados pela participação na morte do casal foram condenados à prisão: Alberto Lopes do Nascimento foi condenado a 45 anos de prisão por duplo homicídio triplamente qualificado, e Lindonjonson Silva Rocha a 42 anos e 8 meses por homicídio duplamente qualificado.
Na avaliação do advogado e coordenador de Terra de Direitos que acompanhou o julgamento, Antonio Sérgio Escrivão Filho, condenar os executores de crimes de pistolagem e absolver os mandantes aparece como um padrão recorrente de impunidade e negação da justiça observado nos poucos julgamentos dos inúmeros assassinatos de trabalhadores rurais envolvendo conflitos fundiários.
zé cláudio maria espírito santo
Impunidade: Absolvição do acusado de mandar matar José Cláudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo (Foto) gera revolta
Os dados confirmam: de acordo com a pesquisa da Comissão Pastoral da Terra – CPT de 2011, dos 1.186 casos monitorados pela organização, 94 pessoas foram condenadas pelo menos em primeira instância, entre elas 21 mandantes e 73 executores dos homicídios.
Para Escrivão Filho, as evidências apresentadas no processo demonstraram o quadro de um crime com nítida motivação fundiária. “Um mandante com intenções de grilagem de terras públicas, aliado a executores programados para matar. Ocorre que se a motivação fundiária se coloca no centro do crime, do mesmo modo deve ser colocado o seu mentor intelectual, o mandante. Sem ele não há razão para a pistolagem executar as lideranças de trabalhadores rurais”, afirma.
Dentre as provas encontravam-se uma dúzia de relatos sobre o desencadeamento de uma grilagem de terra que encontrou em José Claudio e Maria do Espírito Santo um obstáculo mais fortalecido na defesa da reforma agrária e da floresta que o próprio Estado.
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“Como o caso revela, a incapacidade institucional do Estado para combater a grilagem, a derrubada da floresta e o avanço do agronegócio nesta e em outras regiões, aliada ao poder de intervenção do latifúndio junto aos órgãos públicos e sua influência sobre a justiça, acabam por gerar uma combinação que vulnerabiliza, criminaliza e vitimiza os movimentos sociais e defensoras e defensores de direitos humanos que lutam pela terra, território e biodiversidade”, analisa o advogado.
Além de engrossar as estatísticas de impunidade aos mandantes, o julgamento terminou com a criminalização das próprias vítimas, como aponta Escrivão Filho. “Causa grande indignação a inclusão feita pelo juiz do processo, por sua própria convicção, de que as vítimas haviam concorrido para agravar o conflito em questão. Evidente criminalização que aparece ao final do julgamento e como uma espécie de manifestação política da justiça brasileira”, alega.
A condenação dos executores e a absolvição do mandante do assassinato do casal de extrativistas de Nova Ipixuna, José Claudio e Maria do Espírito Santo, marca o início de uma série de sete júris previstos para o ano de 2013 referentes ao julgamento de crimes contra direitos humanos. ” O conjunto de julgamentos que coloca o desafio histórico para a sociedade brasileira reivindicar e pressionar a justiça para que assuma a sua responsabilidade sobre a violência e a impunidade dos crimes contra defensores de direitos humanos”, opina.

Outros casos

Sete julgamentos de crimes contra direitos humanos estão previstos para 2013: Chacina de Felisburgo (MG), Chacina de Unaí (MG), Chacina da Fazenda Princesa (PA), assassinato de Dezinho (PA), assassinato de Manoel Mattos (PB) e assassinato de Sebastião Camargo Filho (PR). Seis deles são decorrentes de conflitos fundiários, sendo que os últimos quatro foram encaminhados para o sistema interamericano de direitos humanos.
No caso do assassinato do trabalhador rural Sebastião Camargo Filho, ocorrido no município de Marilena, Paraná, um dos mandantes do assassinato já foi condenado. Teissin Tina, ex-proprietário da Fazenda Boa Sorte, foi condenado em 27 de novembro de 2012 por contratar pistoleiros que realizaram despejo ilegal na fazenda e estar no local quando o trabalhador rural foi assassinado. No mesmo julgamento, Osnir Sanches foi condenado pelo assassinato de Sebastião Camargo em razão de ajudado a recrutar os pistoleiros que realizaram o despejo ilegal.
Contudo, ainda há outros mandantes que devem ser levados a júri popular. Marcos Prochet, ex-presidente da União Democrática Ruralista (UDR) do Paraná, é acusado de atuar para a formação de milícias privadas de ter disparado o tiro que assassinou Camargo. Tarcisio Barbosa de Souza, ex-tesoureiro da UDR e atual membro da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), é suspeito de articular a milícia e comandar em campo a ação da milícia.
A condenação dos mandantes de assassinatos de defensores de direitos humanos é um passo essencial para a superação de um padrão de violência contra quem luta por direitos. A simples condenação criminal não ira resolver todos os problemas ligados às violações de direitos humanos no Brasil, mas pode ser um claro sinal de que o Estado e a sociedade brasileira não mais aceitarão com passividade que os grupos sociais dominantes, minoria da sociedade, imponham seus interesses com base na violência.

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