sexta-feira, 5 de abril de 2013

Assinatura da ordem de serviço da PE 360, serve de base para o secretário Estadual de Transportes anunciar as transformações de sonhos em realidade na capital dos Santeiros.


05.04.2013
Do blog GIRO SOCIAL, 04.04.13
Postado por Adauto Nilo


Depois de ter colhido a assinatura da prefeita Rosangela de Moura  para ordem de serviço da PE 360  que liga  Floresta  á Ibimirim pela parte da manhã, o Secretario  Estadual de Transportes Izaltino Nascimento fez questão de  dar uma esticadinha em sua agenda e veio pessoalmente retribuir uma visita que Adauto do Bodegão  lhe fez ao seu gabinete logo  depois de ter sido eleito prefeito do município. Numa retribuição pra lá de promissora  Izaltino  trouxe consigo  também a  segunda parte da ordem de serviço para ser assinada pelo prefeito Adauto, que assim como sua colega Rororô  também teve o trecho da PE 360  que corta o município  contemplado  com a ação do governo estadual.

Numa cerimônia realizada no poder legislativo,  Adauto do Bodegão, acompanhado pelo deputado Julio Cavalcanti que teve um papel fundamental juntamente com outros parlamentares da região para vinda dessa obra  através de solicitações  encaminhadas ao governo do estado e ao próprio secretario Izaltino,  foi formalizado a assinatura da ordem de serviço dos  105 Km de extensão da PE 360 previstas para começar no final de Abril  ligando Ibimirim a Floresta no sertão do Estado orçada em 38 milhões de reais dos quais irão deixar cerca de 4 milhões de ISS para os  dois municípios contemplados.

Além dessa animadora noticia, ainda  foi anunciado outras obras  que além de trazer mais recursos e benefícios aos ibimirinenses é a concretização de um sonho  almejado por  décadas, como por exemplo a rodovia que liga Campos ao Puiú, essa já licitada. Também foi anunciado que já encontra-se em estudos para elaboração de  seu projeto foi a rodovia  Moxotó que liga Ibimirim a Tupanatinga .Outra Rodovia que também já foi licitada e que encotra-se apenas aguardando a liberação dos  recursos é o trecho que liga Ibimirim a Custódia.

Outro fator que comprova as mudanças em ibimirim, é que além do Secretário Estadual de Transportes Izaltino Nascimento. Do prefeito Adauto do Bodegão, do Deputado Julio Cavalcanti, de outras personalidades políticas locais também tiveram o privilégio de deixar seu nomes registrados na ordem de serviço começando pela vice prefeita Fátima de Gilson, Cícero Guido, presidente do PT local,  além de Vereadores e secretários municipais.

Redação e Fotos: Adauto Nilo
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Aécio Neves chama ditadura militar de “revolução”

05.04.2013
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO

Aécio Neves chama ditadura de “revolução”. Alguns veículos de imprensa do Brasil que flertaram com o regime militar, como Globo e Folha, também chamavam o golpe de 64 de revolução

O senador Aécio Neves, pré-candidato do PSDB à Presidência da República, referiu-se nesta quinta-feira 4 ao golpe militar de 1964 como “revolução”.
aécio neves ditadura militar
Aécio Neves chama ditadura militar de “revolução” e gera polêmica
A fala ocorreu no 57º Congresso Estadual de Municípios de São Paulo, em Santos, litoral paulista.
O termo “revolução” é comumente usado por militares e simpatizantes do regime repressivo que comandou o Brasil por 21 anos, entre 1964-1985.
Os militares negam que neste período tenha se caracterizado uma ditadura no País.
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, ao ser questionado sobre o uso do termo, Aécio desconversou. “Ditadura, revolução, como quiserem”. Depois, o senador afirmou que “era um regime autoritário, que lutamos para que fosse vencido”.
O tucano usou o termo durante um discurso no qual apresentava breves relatos de episódios históricos, que, segundo ele, retratam a política centralizadora do governo federal que se mantém por décadas. “Veio a revolução de 64, novo período de grande concentração de poder nas mãos da União, apesar de ter sido um período em que foram criadas políticas compensatórias para determinadas regiões menos desenvolvidas.”
Leia também

Folha também costumava chamar golpe de revolução

O jornal Folha de S.Paulo, entre outros veículos de comunicação, destacou nesta sexta-feira que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) chamou o golpe militar de 1964 de “revolução de 64″ durante o Congresso Estadual de Municípios paulistas, em Santos, na quinta-feira. Pois a própria Folha costumava chamar o golpe de revolução, como comprova recorte do jornal de 1974.
A nota, publicada na capa do jornal no dia 31 de março de 1974, anuncia um pronunciamento do então presidente Ernesto Geisel “numa mensagem alusiva ao transcurso do décimo aniversário da Revolução”. A mensagem, que seria transmitida por uma cadeia de rádio e TV, havia sido gravada na biblioteca do Palácio da Alvorada e teria duração de nove minutos e vinte e cinco segundos, informava o jornal.
relação da Folha de S.Paulo com a ditadura foi motivo de polêmica recente. Em editorial do dia 17 de fevereiro de 2009, o jornal comparou regimes autoritários contemporâneos aos que dominaram a América Latina no século passado, referindo-se à ditadura militar brasileira como “ditabranda”, dando a entender que foi menos violenta que outros regimes similares do continente. A publicação foi seguida por um intenso debate nas páginas do próprio jornal e fora delas.
Com CartaCapital e Brasil 247. Edição: Pragmatismo Politico

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THOMAZ BASTOS RECLAMA DE BARBOSA AO SUPREMO

05.04.2013
Do portal BRASIL247


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Governo do estado desiste de construir viadutos sobre a Agamenon

05.04.2013
Do portal DIARIO DE PERNAMBUCO

Viadutos sobre a Avenida Agamenon Magalhães não serão mas construídos. Foto: Divulgação



O Governo do Estado e a Secretaria Estadual das Cidades anunciaram, na manhã desta quinta-feira, a decisão de não mais construir viadutos sobre a Avenida Agamenon Magalhães. De acordo com o arquiteto Múcio Jucá, responsável pela elaboração de um documento com alternativas à obra, o anúncio foi feito durante um entrevista coletiva para a assinatura da ordem de serviço para construção do Corredor do Transporte Rápido de Ônibus (TRO) Norte/Sul.O arquiteto acompanhou a entrevista coletiva, no Centro de Convenções, ao lado do advogado Leonardo Cisneiros, integrante do Movimento Direitos Urbanos. 
A informação foi anunciada em primeira mão pelo grupo de ativistas Direitos Urbanos, por meio das redes sociais. Pelo twitter, o secretário de imprensa do governo do estado, confirmou a decisão. "Governador anuncia agora decisão do governo e da prefeitura de implantar corredor exclusivo de ônibus da Agamenon Magalhães sem viadutos na RMR", postou Evaldo Costa, secretário de Imprensa do governo.

Ainda segundo Costa, na ocasião também foi anunciada a disposição de financiar estudos profundos sobre o a mobilidade e o futuro da cidade e a implantação de 100 km de corredor exclusivo de ônibus e 100 km de ciclovias permanentes no Grande Recife.

Os quatro viadutos estavam previstos no projeto do governo do estado para implantação do trecho do Corredor Norte/Sul. Três estudos foram solicitados à Secretaria das Cidades pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para avaliar o impacto sobre a vizinhança, ao meio ambiente e à circulação. De acordo com o projeto, os viadutos seriam construídos nos cruzamentos com as vias que apresentam maiores retenções na área: Bandeira Filho, Paissandu, Dom Bosco e Rui Barbosa.
Para que a intervenção fosse realizada, 31 imóveis da avenida e entorno teriam que ser desapropridados, entre eles o Bompreço do Parque Amorim; parte da McDonald’s, lateral do Clube Português, ambos localizados na Rua Bandeira Filho, e a área onde funciona o cursinho do Colégio Contato, na Rua Dom Bosco, além de outros prédios residenciais e comerciais. O governador Eduardo Campos chegou a assinar o documento de desapropriação dos imóveis e lançou o edital de licitação das obras, orçadas em R$ 132 milhões.

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Tucanos da Privataria em pânico: investigação desnuda políticos em paraísos fiscais

05.04.2013
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA


 O Jornal Nacional não deu esta notícia. Será por quê?


 O Jornal Nacional não deu esta notícia. Será por quê? Dois milhões de emails, relacionados principalmente com o paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas [do livro "A Privataria Tucana"]  revelam negócios de várias personalidades do mundo inteiro emoff-shores, locais onde circularão cerca de 32 biliões de dólares (32 milhões de milhões) livres de impostos. A revelação faz parte de uma investigação jornalística que começou a ser publicada esta quinta-feira em órgãos de comunicação social de todo o mundo, sob a égide do International Consortium of Investigative Journalists [ICIJ], uma associação sem fins lucrativos com sede em Washington.

Entre os envolvidos nestes emails estão vários políticos, banqueiros e homens de negócios, cujas atividades começaram ou começarão agora a ser escrutinadas em todo o mundo. Alguns exemplos:

• Jean-Jacques Augier, co-tesoureiro da campanha eleitoral de François Hollande, lançou uma distribuidora na China com base nas ilhas Caimão e tendo como sócio uma empresa sediada nas Ilhas Virgens Britânicas.

• Um magnata da construção do Azerbaijão, Hassan Gozal, controla diversas entidades nos nomes das duas filhas do presidente do país.

• O marido de uma senadora canadiana depositou mais de 1,7 milhões de dólares num off-shore. Pagou as custas em dinheiro e pediu para que as comunicações escritas fossem reduzidas ao mínimo.

• A mais conhecida colecionadora de arte espanhola, a baronesa Carmen Thyssen-Bornemisza, usa off-shores para comprar quadros. Um dos cinco Van Gogh que adquiriu, Moinho de Água em Gennep, foi comprado através de uma sociedade nas ilhas Cook.

• Um dos clientes dos off-shores nos Estados Unidos é Denise Rich, ex-mulher do magnata do petróleo Marc Rich, que esteve envolvido em acusações de fuga aos impostos por parte do ex-Presidente Clinton. Denise Rich colocou 144 milhões de dólares no Dry Trust, nas ilhas Cook.

Para analisar os dois milhões de emails a que teve acesso, o ICIJ contou com jornalistas das publicações The Guardian (Reino Unido), Le Monde (França), Süddeutsche Zeitung (Alemanha) e da Canadian Broadcasting Corporation, para além de mais 33 parceiros no mundo inteiro. Oitenta e seis jornalistas de 46 países investigaram informações e registos bancários que cobrem mais de 30 anos. Segundo o ICIJ, trata-se do maior trabalho de investigação jornalística da história, em número de órgãos de comunicação e países envolvidos. (da RPT)
Veja também a reportagem da TV Brasil:

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O BRASIL SEM A GLOBO

05.04.2013
Do blog CONVERSA AFIADA, 04.04.13
Por Paulo Henrique Amorim

Paulo Nogueira celebra o casamento em Miami da Yoani com um multi-uso, que nada entende de tudo



Saiu no trepidante Blog do Miro:


2030: O BRASIL PÓS-GLOBO



Me pedem que analise um texto de um colunista que eu não conhecia, Rodrigo Constantino.

Li.

A não ser que aconteça uma desgraça, não voltarei a lê-lo jamais.

É um cruzamento de Olavo Carvalho, Reinaldo Azevedo e Ali Kamel.

Muito para mim.

Sobre o texto, é uma distopia. O Brasil, no futuro, terá a moeda comum do continente, o bolívar, e o Bolsa Família, “esmola”, será universal entre nós.

É mais ou menos isso.

Ofereço uma visão alternativa de futuro. Fixemos o ano de 2030.

Em 2030, o Brasil já não terá mais a Rede Globo. Ela foi definhando em audiência, o que já está ocorrendo aliás há alguns anos. Eram 50%, depois 40%, depois 30%, depois 20%, e afinal o zero se aproximava.

Chegou uma hora em que ela era vista apenas pela família Marinho, e não na totalidade, e parte dos funcionários da Globo.

O golpe baixo com o qual ela segura a receita publicitária – o infame BV, que mantém as agências acorrentadas à empresa – foi finalmente enquadrado pelo governo como prática monopolista e desleal.

O governo também apertou o cerco sobre expedientes fiscais imorais, como a proliferação de PJs. O caso icônico de Carlos Dornelles deflagrou uma ação da Receita Federal que pôs fim à mamata.

E a internet foi cobrando o seu preço, segundo a segundo.

No futuro que ofereço ao exame de vocês, os brasileiros ao se livrar da Globo se livrarão também de: a) novelas que deseducam; b) programas como o BBB, que também deseducam; c) horários abjetos de jogo de futebol apenas para que as novelas não sejam interrompidas.

É fácil montar um abecedário aí.

Os brasileiros também estarão libertados de noticiários desonestos e manipuladores, e de colunistas que combatem tenazmente pela manutenção dos privilégios dos Marinhos, de Jabor a Merval.

Não mais Jô, não mais Galvão, não mais Waack. Não mais Faustão, não mais Fantástico, não mais Ana Maria Braga.

Não mais Bonner. Não mais Bial. Talvez bebamos menos cerveja, e levemos portanto uma vida mais saudável, porque sumirão os merchans das novelas que estimulam os espectadores a achar qualquer motivo para abrir uma lata ou uma garrafa de qualquer marca.

Isso porque o anunciante é a Ambev, dona de quase todas as marcas, a começar por Brahma e Antarctica, e então não faz diferença que cerveja seja consumida.

Os Marinhos deixarão de figurar na lista dos bilionários da Fortune, e parte de sua fortuna irá construir casas, escolas e hospitais nas favelas cariocas, que aliás deixarão de ser favelas.

Numa autocrítica imperiosa, a prefeitura de São Paulo rebatizará a avenida Roberto Marinho como avenida Vladimir Herzog.

Já não lembro os detalhes do futuro de Constantino, mas prefiro me ater a este, que de resto considero bem mais realista.

Quanto a ele próprio, Constantino, em 2030 ele está casado com Yoani, e os dois vivem numa tent city em Miami. O padrinho do casamento foi o cubano exilado em Miami Carlos Alberto Montanez, o Perfeito Idiota Latino-americano.

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Direitos da criadagem, essa afronta

05.04.2013
Do blog CONTEXTOLIVRE


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“Em 1871, quando o Parlamento discutia a Lei do Ventre Livre, argumentou-se que libertando-se os filhos de escravos condenavam-se as crianças ao desamparo e à mendicância. ‘Lei de Herodes’, segundo o romancista José de Alencar.
“Quatorze anos depois, tratava-se de libertar os sexagenários. Outro absurdo, pois significaria abandonar os idosos. Em 1888, veio a Abolição (a última de país americano independente), mas o medo a essa altura era menor, temendo-se apenas que os libertos caíssem na capoeira e na cachaça.
“Como dizia o Visconde de Sinimbu: ‘A escravidão é conveniente, mesmo em bem ao escravo’.” 
As referências de Elio Gaspari em artigo sobre as cotas nas universidades, publicado há um ano (25/4/2012), se aplicariam perfeitamente ao alvoroço em torno da aprovação da Proposta de Emenda Constitucional que estabelece para o trabalho doméstico os mesmos direitos das demais atividades assalariadas. Não apenas porque esse trabalho deriva historicamente da nossa herança escravocrata: também, ou talvez principalmente, porque, no campo das relações trabalhistas, notórios “especialistas” são recorrentemente convocados a bater na tecla do direito como um entrave à livre negociação entre as partes, como se essas partes estivessem em pé de igualdade.
Não só na vida privada se recorre a eufemismos para nomear os subalternos: também nas grandes empresas começa a se disseminar o costume de chamar seus empregados por “colaboradores”, o que eventualmente pode sugerir uma alteração na relação contratual, nesses tempos de “flexibilização”, mas não esconde a tentativa de riscar a palavra “trabalhador” do mundo do capital. O que não altera a relação de exploração, mas pode mascará-la por esses artifícios de linguagem.
A lógica invertida
Foi, portanto, previsivelmente por essa lógica invertida – e pervertida – que os principais jornais pautaram suas reportagens sobre a PEC das Domésticas: chamando os “especialistas” de sempre para alertar para o risco de desemprego e o estímulo à informalidade que a lei provocaria, e para o transtorno que as novas obrigações representariam: calcular horas extras, recolher FGTS, pagar auxílio-creche exigiriam a contratação dos serviços de um contador e, consequentemente, mais gastos para o cidadão já massacrado por despesas de toda ordem para manter seu nível de vida – a casa, a escola e as múltiplas atividades dos filhos, o(s) carro(s), a ida a cinemas, restaurantes e shows, a academia, as festas, viagens e demais formas de lazer.
(Não deixa de ser curioso que, nas sucessivas reportagens sobre inadimplência, endividamento, aumento do custo de vida ou mesmo ecologia – sobre o desperdício de água, por exemplo – e estilo de vida, esses mesmos “especialistas” recomendem didática e pacientemente medidas de cortes de gastos ou mudança de hábitos, mas não se tenham lembrado disso no caso dos direitos das domésticas).
Ao mesmo tempo, ao montar um quadro comparativo entre as regras vigentes e as que passarão a vigorar a partir deste mês de abril, cada jornal trabalhou com os números como quis. Assim, O Estado de S.Paulo e Folha de S.Paulo se pautaram pela comparação mais lógica entre os gastos com a empregada contratada, o que evidencia um aumento de menos de 10%. Já O Globo, além desse quadro, elaborou outro para a hipótese de dispensa da empregada, de modo a sustentar o alarme na chamada da primeira página de quinta-feira (28/3): “Doméstica: custo de demissão dobra”, embora o texto informe que esta é apenas uma possibilidade e que a indenização do FGTS ainda depende de regulamentação.
O “espaço sagrado” do (nosso) lar
Na véspera, o mesmo jornal dedicara três páginas para tratar da lei recém-aprovada. Numa delas, destacava a turbulência vivida no “espaço ‘sagrado’ do lar” – o nosso lar, naturalmente, que o das domésticas ninguém sabe onde fica – e o “estresse” pelo qual os empregadores estariam passando. Na matéria, a voz principal é de uma professora “com tese de doutorado sobre relações de consumo” e “especialista” – sempre eles – “no comportamento de empregadas domésticas”. Ela diz: “Passar de uma relação personalista para uma relação impessoal é muito doloroso porque acontece no ambiente doméstico, na casa das pessoas, onde elas estão acostumadas a ter algum tipo de sentimento de dominação” (o grifo é meu).
Acrescente-se, portanto, a terapia como mais uma despesa causada pela nova lei, para tratar de superar esse nefasto sentimento.
Mas o melhor vem a seguir: “Deixar de ter uma empregada é um pequeno grande drama na casa das pessoas porque não temos estrutura social para deixar as crianças”.
Alguém alguma vez se incomodou com a falta de estrutura social para as domésticas deixarem as suas crianças?
O abismo social
Na Folha de quarta-feira (27/3), um notório “especialista” em relações de trabalho e recursos humanos aborda esse tema pelo lado da regulamentação: “Entre os 7 milhões de domésticas do país, muitas são empregadas de um lado e empregadoras do outro – contratam pessoas” – na grande maioria dos casos, informalmente – “para tomar conta de seus filhos e de suas casas enquanto trabalham fora”.
O Globo, ao pé da matéria de domingo (31/3) que reclama de “mais custos” e “mais burocracia”, dá consistência a esse quadro, relatando o caso de Taciane Carolina da Silva, de 18 anos:
“Para trabalhar com babá numa casa da zona norte de Recife, ela deixa a filha de 2 anos, Ingrid Giovana de Moura, durante toda a semana com um pessoa que recebe R$100 por mês. Taciane, que não tem nem o ensino fundamental, soube da lei das domésticas pela televisão, mas confia na amizade para que a sua auxiliar não exija dela os mesmos direitos que sua patroa tem como obrigações.
“Afirma que, se isso ocorrer, terá que deixar o trabalho e se cadastrar no Bolsa Família, porque na cidade de Aliança, onde nasceu e vive sua filha, não há creches:
“– A escola só aceita crianças a partir de três anos.
“Taciana só pega sua filha aos sábados e devolve no domingo à noite, porque às 4h30m da segunda-feira já pega a condução para Recife, para seu trabalho.”
É preciso, portanto, ler uma reportagem até o fim, porque o mais importante pode estar ali.
As pautas ausentes
Uma menina de 18 anos que foi mãe aos 16, de precária formação escolar, que sai de madrugada para cuidar do filho alheio e só vê a própria filha nos fins de semana: não estaria aí um bom ponto de partida para uma pauta sobre esse “outro lado” que tanto descuramos?
Pistas não faltam. Muitas estão, certamente, na própria casa dos jornalistas. Mas também seção de cartas: no Globo, entre tantos protestos contra a “demagogia” do governo com a nova lei, reivindicações por um “sindicato das patroas” e manifestações raivosas contra a boa vida das domésticas ao compartilharem a casa e a mesa da classe média, uma leitora lamenta a provável hipótese de ter de dispensar sua empregada, “uma pessoa ótima”, com seis filhos, cinco dos quais menores de idade. “Minha funcionária não consegue escola para a de 14 anos porque não tem vaga. Onde ela mora, não há creche para os menores”.
Não seria o caso de, finalmente, apresentar as condições de vida dessas pessoas, suas dificuldades, seus sonhos, suas perspectivas de ascensão social?
Apenas o Estadão, e ainda assim por outro enfoque – o da trajetória de trabalhadores domésticos na direção de outro tipo de serviço, mais qualificado ou de melhor status –, investe um pouco nessa linha, ao contar a história de uma jovem do interior da Bahia, que trabalhava na roça desde criança. Como doméstica, começou aos 13 anos e, claro, “não era vista como empregada – era a ‘agregada’ que fazia todo o serviço da casa, outra herança do Brasil escravocrata”. Conseguiu ir para São Paulo, teve o apoio do novo patrão para estudar, formou-se em Letras e hoje é professora e guia de turismo.
Nos artigos, o esclarecimento
A reportagem é o espaço privilegiado do jornal, mas, fora esses breves exemplos, quem não quis se deixar levar pela excitação contra os novos direitos das domésticas precisou se socorrer no espaço de opinião dos jornais paulistas. Na Folha (quinta-feira, 28/3), o advogado Otávio Pinto e Silva (ver aqui) fala na “radical mudança cultural” a ser enfrentada mas mostra que não há motivo para alarde em relação às obrigações trabalhistas:
“É preciso estimular os empregadores domésticos a registrar os contratos de seus empregados, facilitando e desburocratizando os procedimentos relativos ao recolhimento de contribuições previdenciárias e depósitos de FGTS, com o uso da internet. Lembremos que no âmbito residencial não existe um departamento de pessoal ou de RH, encarregado de preencher guias e formulários para pagamentos bancários”.
No Estadão (sábado, 30/3), o artigo do sociólogo Ricardo Antunes (ver aqui) é um tapa na cara da arrogância dos mais ricos:
“Nossa origem escravista e patriarcal, concebida a partir da casa grande e da senzala, soube amoldar-se ao avanço das cidades. A modernização conservadora deu longevidade ao servilismo da casa grande para as famílias citadinas. As classes dominantes sempre exigiram as vantagens do urbanismo com as benesses do servilismo, com um séquito de cozinheiras, faxineiras, motoristas, babás, governantas e, mais recentemente, personal trainers para manter a forma, valets nos restaurantes para estacionar os carros, etc.” 
Antunes mostra, ao mesmo tempo, que há divisões entre a classe média – algo de que as reportagens não deram conta:
“Com as classes médias o quiproquó é maior: os seus estratos mais tradicionais e conservadores agem quase como um espelhamento deformado das classes proprietárias e vociferam a “revolta da sala de jantar”: não será estranho se começarem a defender o direito das trabalhadoras domésticas não terem os direitos ampliados. E sua bandeira principal já está indicada: são contrárias à ampliação dos direitos das trabalhadoras domésticas para lhes evitar o desemprego. 
“Nos núcleos mais intelectualizados e democráticos das classes médias, há o sentimento de que uma chaga está sendo reduzida. Percebem a justeza destes direitos sociais válidos para o conjunto da classe trabalhadora, ainda que sua conquista altere significativamente seu modo de vida. Mais próxima (ou menos distante) do cenário dos países do Norte, tende a recorrer cada vez mais ao trabalho doméstico diarista em substituição ao mensalista.”
Todo jornal tem seus compromissos de classe, mas ao mesmo tempo não pode se recusar a abrir espaço ao contraditório. Pelo menos no espaço de opinião, é possível perceber a necessidade de enfrentar o abismo social que passeia entre a sala e a cozinha e compreender que nosso bem-estar não pode se sustentar às custas da exploração do outro.
Sylvia Debossan Moretzsohn, jornalista, professora da Universidade Federal Fluminense, autora de Repórter no volante. O papel dos motoristas de jornal na produção da notícia (Editora Três Estrelas, 2013) e Pensando contra os fatos. Jornalismo e cotidiano: do senso comum ao senso crítico (Editora Revan, 2007)

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Deputado do PSDB lidera movimento 'volta Arruda'

29.03.2013
Do portal da REDE BRASIL ATUAL, 27.03.13
Por  Helena Sthephanowitz, especial para a Rede Brasil Atual

O Ministério Público Federal anunciou nesta terça feira (26), que a denúncia  contra o ex-governador do Distrito Federal (DF), José Roberto Arruda (ex DEM), e outros 36 acusados de participar do "mensalão do DEM", deve ser julgada ainda neste ano pelo Superior Tribunal de Justiça, tendo o  ministro Arnaldo Esteves Lima como relator da ação. Não foi divulgada data para o início do julgamento. Com 180 páginas, além de 70 caixas com vários documentos, a denúncia relata como operavam o grupo ligado a Arruda. 
Sabe-se lá quando  o ex governador será julgado, mas já se articula nos bastidores da política a volta do ex-governador em 2014, uma vez que, enquanto não for julgado, sua ficha estará "limpa" perante a Justiça Eleitoral. Um dos maiores entusiastas do "Volta Arruda" é o presidente do PSDB de Brasília, Mário Machado
Detalhe: a afinidade é tão antiga quanto problemática:  secretários de Arruda filiados ao PSDB também figuram na denúncia sobre o mensalão do DEM, o que rende um "puxão de orelhas" da direção nacional do tucanato a Machado.
Agora, resta saber se o PSDB vetará o apoio de Machado a Arruda, ou se a legenda tem outros planos para o ex-governador, já que houve um dia em que José Serra chegou a lançar informalmente uma chama com o colega de Brasília, cujo mote era "vote em um careca e leve dois". Em 2010 não deu. Quem sabe em 2014....?
Arruda, que passou uma razoável temporada atrás das grades, na cadeia da Policia Federal do DF, ainda mora em Brasília, mas passa boa parte do tempo em São Paulo. Amigos dizem que, além de ele fazer contatos políticos na capital paulista, estaria reunindo notas para um livro sobre o tempo em que passou no poder.

Enquadrados

O esquema de corrupção conhecido por mensalão do DEM envolveu a cúpula do governo de Arruda no entre 2007 e 2010. A denúncia veio a público no final de 2009 por meio da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal (PF), tendo como base depoimentos do então secretário de Relações Institucionais do DF, Durval Barbosa, que aceitou colaborar com a PF em troca de redução da pena em caso de condenação.
Vários políticos de diversos partidos foram envolvidos  no  esquema dos demos, com destaque para o então governador José Roberto Arruda; o seu vice, o empresário Paulo Octávio; o então presidente da Câmara Legislativa do DF, Leonardo Prudente; o deputado distrital Júnior Brunelli (PSC); o então deputado federal Augusto Carvalho (PPS); e a então líder do governo na Câmara Legislativa na época, Eurides Brito (PMDB).
Quase três anos após a operação Caixa de Pandora, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ofereceu denúncia ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra 37 pessoas. Os crimes pelos quais elas serão investigadas são: corrupção – ativa e passiva –, lavagem de dinheiro e  desvio de recursos públicos.
A denúncia será apreciada e julgada pelo STJ porque um dos envolvidos é Domingos Lamoglia, conselheiro de Tribunal de Contas, que embora esteja afastado,  tem direito àquele foro privilegiado. Também estão envolvidos os promotores Leonardo Bandarra e Deborah Guerner, ambos igualmente do Distrito Federal.
Alguns dos envolvidos no escândalo já tiveram condenações em outros processos. A deputada Eurides Brito, foi  cassada por quebra de decoro parlamentar  e  condenada a devolver aos cofres públicos R$ 620 mil após a Justiça ter considerado que o valor corresponde à propina que Eurides recebeu durante 31 meses para apoiar o governo de Arruda.
Além da devolução da quantia acrescida de juros e atualização monetária, a Justiça determinou que Eurides pague multa de R$ 1,86 milhão e indenização por danos morais de R$ 1 milhão. A ex-deputada teve os direitos políticos suspensos por 10 anos. No entanto, não se tem notícia de que esse valor foi ressarcido aos cofres público.
O deputado Júnior Brunelli, que ficou conhecido por ter   aparecido no vídeo,  fazendo a  "oração da propina" foi condenado a  devolver R$ 400 mil aos cofres públicos, além de pagar multa de R$ 1,2 milhão e danos morais de R$ 1,4 milhão à sociedade. Ele também nada devolveu até hoje. Além de continuar livre, leve e solto.
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/blog/helena/deputado-do-psdb-lidera-movimento-volta-arruda

Serra/Kassab: 8 anos de desprezo por São Paulo


05.04.2013
Do blog ESQUERDOPATA

Oito anos de consórcio Serra/Kassab na cidade de São Paulo e, só agora, com a administração Haddad, vem à luz o resultado dramático de um abandono apenas intuído. Ele não explica sozinho  a deriva em que se encontram os serviços e espaços públicos da cidade.  Obra meticulosa e secular de suas elites predadoras. Mas ajuda  a entender por que motivo a Prefeitura se consolidou aos olhos da população como uma ferramenta irrelevante, incapaz de se contrapor a essa lógica. 

O artigo do secretário de educação, Cesar Callegari, publicado na Folha, nesta 5ª feira,  faz o balanço  das causas profundas desse estado de espírito na área da educação. É arrasador. Acerta a administração Haddad se fizer disso um compromisso: expor em assembleias da cidadania, organizadas pelas administrações regionais, a radiografia objetiva do que significou, em cada serviço, e em cada bairro, a aplicação da ‘excelência administrativa' daqueles que, de forma recorrente, avocam-se a missão de submeter o país  a um ‘choque  de gestão'. 

Um dado resume todos os demais: São Paulo ocupa o 35º lugar entre os 39 municípios da região metropolitana em qualidade da educação.

(LEIA MAIS AQUI)

Carta Maior
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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2013/04/serrakassab-8-anos-de-desprezo-por-sao.html

MANIPULAÇÃO DA MÍDIA: GOVERNO DESMENTE ESTADÃO SOBRE ATO CONTRA CAMPOS

05.04.2013
Do portal BRASIL247


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