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sexta-feira, 29 de março de 2013

Dilma enfrenta a pátria rentista: mídia uiva

30.03.2013
Do BLOG DAS FRASES, 27.03.13
Por Saulo Leblon


Uma dia de estupefação e revolta no circuito formado pelos professores banqueiros, os consultores e a mídia que os vocaliza.

Na reunião dos Brics, na África do Sul, nesta 4ª feira, a presidenta Dilma afirmou que não elevará a ração dos juros reivindicada pelos batalhões rentistas, a pretexto de combater a inflação. 

A reação instantânea das sirenes evidencia a cepa de origem a unir o conjunto à afinada ciranda de interesses que arrasta US$ 600 trilhões em derivativos pelo planeta. 

Equivale a dez voltas seguidas no PIB da Terra. 

Trinta e cinco vezes o movimento das bolsas mundiais. 

Os anéis soturnos desse garrote reúnem – e exercem – um poder de extorsão planetária, capaz de paralisar governos e asfixiar nações. 

Gente que prefere blindar automóveis a investir em infraestrutura. O Brasil tem a maior frota de carros blindados do mundo. 

E uns R$ 500 bi estocados em fundos de curto prazo; fora o saldo em paraísos fiscais.

Carros blindados, dinheiro parado, paraísos fiscais e urgências de investimento formam a determinação mais geral da luta política em nosso tempo.

Em Chipre, como lembra o correspondente de Carta Maior em Londres, Marcelo Justo, o capital a juros compunha uma bocarra equivalente a 67 bilhões de euros, uns US$ 90 bilhões de dólares.

Três vezes o PIB. De um país com população menor que a de Campinas. 

A fome pantagruélica desse organismo requeria rações diárias indisponíveis no ambiente retraído da crise mundial. 

A gula que quebrou Chipre é a mesma que já havia quebrado a Espanha, Portugal, Irlanda, Islândia e alquebrado o mercado financeiro dos EUA.

A falência cipriota assusta o mundo do dinheiro não por suas dimensões. 

Mas porque ressoa o uivo cavernoso de uma bancarrota, só anestesiada a um custo insustentável na UTI mundial das finanças desreguladas.

No Brasil o mesmo uivo assume o idioma eleitoral ao gosto do dinheiro graúdo: ‘dá para fazer mais’.

O governo Dilma acha que sim. 

Mas com a expansão do investimento produtivo. Não com arrocho e choque de juros.

O país ampliado por 12 anos de políticas progressistas na esfera da renda e do combate à pobreza, não cabe mais na infraestrutura concebida para 30% de sua gente. 

A desproporção terá que ser ajustada em algum momento. 

Como o foi, com viés progressista e investimento pesado, durante o ciclo Vargas.

Sobretudo no segundo Getúlio, nos anos 50. 

Mas também o foi em 64.

Em versão regressiva feita de arrocho e repressão contra as reformas de base de Jango, no golpe que completa 49 anos neste 31 de março.

O que se assiste hoje guarda uma diferença política importante em relação ao passado.

Nos episódios anteriores, o conflito de classe entre as concepções antagônicas de desenvolvimento seria camuflado pela vulnerabilidade externa da economia.

Um Brasil estrangulado pelo desencontro entre a anemia das exportações e o financiamento das importações colidia precocemente com o seu teto de crescimento.

O gargalo do investimento se realimentava no funil das contas externas. E vice versa.

Era um prato cheio para o monetarismo posar de arauto dos interesses da Nação. E golpeá-la, com as ferramentas recessivas destinadas a congelar o baile.

'Quem está fora não entra; quem está dentro não sai'. 

Durante séculos, essa foi a regra do clube capitalista brasileiro.

Hoje, embora a pauta exportadora se ressinta de temerária concentração em commodities, não vem daí o principal obstáculo ao investimento. 

O país dispõe de reservas recordes (US$ 370 bi). Tem crédito farto no mercado internacional. O relógio econômico intertemporal é favorável ao financiamento de um ciclo pesado de investimentos em infraestrutura.

Quem, afinal, veria risco em financiar a sétima economia do planeta, que, em menos de uma década, estará refinando a pleno vapor as maiores descobertas de petróleo do século 21?

O desencontro entre o Brasil que somos e aquele que podemos ser deslocou-se do gargalo externo, dos anos 50/60/80 para o conflito aberto entre os interesses da maioria da sociedade e os dos detentores do capital a juro.

Assim como em Chipre, na Espanha, nos EUA ou em Paris, o rentismo aqui prefere repousar num colchão de juros reais generosos, blindado por esférico monetarismo ortodoxo. 

Migrar para a esfera do investimento produtivo, sobretudo de longo prazo, como requer o país agora, não integra o seu repertório de escolhas espontâneas.

Cabe ao Estado induzi-lo. 

Dilma começou a fazê-lo cortando as taxas de juros. 

A pátria rentista reclama:no primeiro trimestre deste ano, praticamente todas as aplicações financeiras perderam para a inflação. Ficou difícil multiplicar lucros e bônus sem botar a mão na massa da economia produtiva. 

É essa prerrogativa estéril que os professores banqueiros do PSDB cobram pela boca e pelo teclado do jornalismo econômico, escandalizado com a assertiva defesa do desenvolvimento feita pela presidenta Dilma. 

Presidenciáveis risonhos que se oferecem untados em molhos palatáveis às papilas monetaristas e plutocráticas vão aderir ao jogral. 

“Esse receituário que quer matar o doente em vez de curar a doença está datado; é uma política superada", fuzilou Dilma.

Previsível, o dispositivo midiático tentou desqualificar o revés como se fora uma demonstração de ‘negligência com a inflação’. 

Um governo que trouxe 50 milhões de pessoas para o mercado de consumo minimizaria a vigilância sobre a inflação?

Sacaria contra o futuro do seu maior patrimônio político? 

A sofreguidão conservadora esmurra a própria coerência de sua análise sobre a força eleitoral do governo. 

O governo Dilma optou por abortar as pressões inflacionárias imediatas com desonerações. E enfrentar o desequilíbrio estrutural com um robusto ciclo de investimentos.

Entende que o desafio da produtividade, indispensável à progressão dos ganhos reais de salários, deve ser vencido com infraestrutura e inovação. Não com arrocho, como se fez nos anos tucanos.

São lógicas dissociadas da receita rentista.

Aqui e alhures, a obsessão mórbida pela liquidez descolou-se da esfera patrimonial para a dos rendimentos financeiros. Não importa a que custo social ou político.

Sua característica fundamental é a preferência parasitária pelo acúmulo de direitos sobre a riqueza, sem o ônus do investimento físico na economia.

A maximização de ganhos se faz à base da velocidade e da mobilidade dos capitais, sendo incompatível com o empenho fixo em projetos de longa maturação em ferrovias, hidrelétricas ou portos.

Durante a década de 90, as mesmas vozes que hoje disparam contra o que classificam como ‘intervencionismo da Dilma’, colocaram o Estado brasileiro a serviço dessa engrenagem.

A ração dos juros oferecida no altar da rendição nacional chegou a 45%, em 1999.

Um jornalismo rudimentar no conteúdo, ressalvadas as exceções de praxe, mas prestativo na abordagem, impermeabilizou essa receita de Estado mínimo com uma camada de verniz naval de legitimidade incontrastável.

A supremacia dos acionistas e dos dividendos sobre o investimento –e a sociedade-- tornou-se a regra de ouro do noticiário econômico.

Ainda é.

A crise mundial instaurou a hora da verdade nessa endogamia entre o circuito do dinheiro e o da notícia.

Trata-se de uma crise dos próprios fundamentos daquilo que o conservadorismo entende como sendo ‘os interesses dos mercados’. Que a mídia equipara aos de toda a sociedade.

Dilma, de forma elegante, classificou essa ilação como uma fraude datada e vencida. De um mundo que trincou e aderna, desde setembro de 2008.

A pátria rentista uiva, range e ruge diante de tamanha indiscrição. 


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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=1215

VEJA PROPAGA TERRORISMO DO DESEMPREGO DOMÉSTICO


29.03.2013
Do blog SINTONIA FINA

A pretexto de elogiar um "marco civilizatório", em capa e oito páginas sobre a chamada PEC das Domésticas, revista Veja anuncia de maneira pouco subliminar que onda de desemprego pode atingir 20 milhões de trabalhadores nos lares da classe média nacional; afinal, custará muito caro manter funcionários do lar; não é verdade; empregados domésticos já têm direito a normas da CLT há mais de 30 anos; apenas houve regulação da jornada máxima de trabalho, para oito horas diárias; Veja gostaria de 18 horas? 20?; e que mal há em fazer como nos Estados Unidos e na Europa, onde todos lavam o próprio prato em que se comeram? 

247 _ O que nos Estados Unidos, Europa, Japão e qualquer país civilizado – por falar em marco civilizatório – é uma praxe, um costume e um traço cultural transmitidos de geração em geração, com exceções entre os escravocratas derrotados na Guerra da Secessão, a realeza de sangue azul e os samurais com suas gueixas, para a revista Veja é um fardo. Uma humilhação. Um derradeiro rebaixamento. Lavar os próprios pratos, onde já se viu!

Com gravata azul céu, camisa bem cortada e felpuda toalha de rosto caída no ombro sobre o avental vermelho – Veja ainda não descobriu o pano de prato! –, um modelo simulando um personagem de classe média está ensaboando uma louça na qual se come o almoço e o jantar ao lado do título Você Amanhã. No que é chamado de olho no jargão jornalístico – texto curto que vai imediatamente abaixo da frase em destaque --, a publicação carro-chefe do Grupo Abril vaticina o desemprego de milhões de empregados e empregadas domésticas no Brasil, de maneira nem tanto subliminar: "As novas regras trabalhistas das empregadas são (...) um sinal de que em breve as tarefas domésticas serão divididas entre toda a família". A expressão "marco civilizatório" está entre o início e o fim da ameaça.

Em outras palavras, a revista propaga que, em razão da Proposta de Emenda à Constituição aprovada agora pelo Senado, com entrada em vigor na próxima semana, e que finalmente extende direitos trabalhistas básicos aos profissionais que historicamente realizam tarefas domésticas nos domicílios dos outros, seus patrões, ergue-se dentro das casas e apartamentos uma onda de desemprego. Uma onda capaz de afetar o mercado de trabalho de 20 milhões de profissionais.

Veja, com a capa da presente edição nas bancas, chega a um de seus mergulhos ideológicos mais baixos. Um superação em termos de preconceito, cinismo e terrorismo social. Em oito paginetas, como se diz entre os jornalistas para designar folhas de papel editadas, a revista crava de saída que os serviços dom ésticos ficarão mais caros. As tarefas do lar terão de ser feitas, em razão do buraco nas contas familiares que a nova legislação indica, pelos donos da casa. Fica subententido que isto seria um retrocesso no modo de vida do brasileiro, uma derrota pessoal e familiar.

As inverdades na tese – é assim que se chama, entre os profissionais da mídia, o viés ideológico de uma reportagem – são muitas. Não é de hoje, mas sim de logo depois da redemocratização do País, nos anos 1980, que as emrpegadas e empregados domésticos ganharam direito a ter carteira de trabalho assinada, recolhimento de contribuição à Previdência Social e todos os demais direitos trabalhistas estabelecidos no Brasil entre as décadas de 1930 e 1940, já lá se vão mais de 60 anos. O que se aprovou agora foi apenas a regulação da jornada de trabalho, de oito horas diárias, como a de muitas categorias profissionais, e o estabelecimento de vínculo empregatício após a chegada ao limite de uma quantidade mínima de horas dedicadas ao trabalho. Nada assustador. "Um marco civilizatório", como acentuou a própria Veja – porém, para soltar o fantasma do rompimento de antigas relações de lealdade e colaboração.

Nos Estados Unidos do pós-guerra, disseminou-se a cultura entre os casais que protagonizariam o baby boom dos anos 1950 de cuidar de suas próprias casas. Um costume que não existia antes da industrialização do país, herança dos tempos da escravidão. Isso não foi nenhum flagelo. Ao contrário, em lugar de lançar hordas de ascendentes de escravos para as sarjetas das grandes cidades, a ausência do serviço doméstico terceirizado empurrou-os para novas oportunidades de emprego, ajudando a formar um capitalismo socialmente democratizado. À exceção da nobreza, nunca na Europa moderna houve o costume de presença de empregados nos lares. Algo igualmente inadmissível no Japão, à exceção dos samurais do atípico feudalismo local.

No Brasil, praticamente toda a classe média tem empregados domésticos, quer sejam diaristas ou celetistas. As carteiras de trabalho deles estão assinadas há muito tempo. A revolução ao contrário propalada por Veja simplesmente não tem base para existir. Não se quebra um costume cultural e social, tão arraigado, de uma hora para outra, ao sabor da disseminação de temores. O que poderá haver, entre patrões e empregados domésticos, serão ajustes para melhor nas relações do dia a dia de trabalho, com mais respeito aos direitos e deveres de uns e outros.

E além do mais, que mal há em lavar o próprio prato em que se comeu?
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Fonte:http://asintoniafina.blogspot.com.br/2013/03/veja-propaga-terrorismo-do-desemprego.html

O BALANÇO DA GLOBO ESCONDE OS MENINOS

29.03.2013
Do blog CONVERSA AFIADA,28.03.13
Por Paulo Henrique Amorim

O Governo Dilma paga para apanhar. JK jamais faria isso …

A propósito do post “o que o balanço da Globo esconde” – http://www.conversaafiada.com.br/pig/2013/03/28/o-que-o-balanco-da-globo-esconde/ – o ansioso blogueiro recebeu furioso telefonema de Dalva Capela:

– Meu filho, você não aprendeu nada comigo !
– Olá, Dalva ! Há quanto tempo !
– Pois é, você vivia lá embaixo na Contabilidade, xeretando as contas do Adolpho e não aprendeu nada.
– Eu não xeretava nada, Dalva, ia lá pra te ver.
– Sei, tá … Você estava de olho era na Tereza, aquela morena do arquivo de fotografias que acabou casando com o Justino.
– Nas duas, Dalva …
– Você se meteu a entender do balanço da Globo e foi dar trela praquele malandro do Dirceu…
– O que ele me disse de errado ?
– Não, não disse nada de errado. Mas ele se esqueceu de incluir umas parcelas importantíssimas no faturamento dos meninos.
– Você quer dizer os filhos do Roberto Marinho … aqueles que não tem nome próprio …
– Eles mesmos. Não cresceram …
– Crescer, cresceram, Dalva. Mas, e daí, onde mais eles faturam ?
– Na pessoa física, seu idiota !
– Sim, como ?
– Na pessoa física eles são sócios das empresas afiliadas …
– Ah … Entendi. 
– É o que o Adolpho deveria ter feito, mas não tinha grana.
– E o que mais ?
– E tem o que eles faturam em sociedade com as afiliadas.
– Quem ?
– Ora, menino. Com o Sarney no Maranhão, os Maiorana no Pará, o ACM na Bahia, a RBS no Sul, no Ceará com a sogra do Tasso Jereissati …
– O tenho jatinho porque posso …
– Como é que é ?
– Nada, Dalva.
– Meu filho, eles só na jurídica faturaram um bilhão no ano passado. Sabe o que é isso ? Um bilhão.
– Um bilhão, Dalva ! Um bilhão !
– E têm 9 bilhões em caixa. Podem comprar qualquer empresa de comunicação do país.
– E como tomam publicidade do Governo, Dalva.
– Nem o Adolpho, meu filho, nem o Adolpho tomou tanto dinheiro do Banco do Brasil, da Caixa ! E no tempo do Juscelino !
– E dão um pau no Governo …
– Esse Governo gosta de apanhar.
– Paga pra apanhar, Dalva.

Pano rápido.


Paulo Henrique Amorim
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/pig/2013/03/28/o-balanco-da-globo-esconde-os-meninos/

NELSON MOTTA RECONHECE: OS GOLPISTAS FRACASSARAM

29.03.2013
Do portal BRASIL247


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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/97458/Nelson-Motta-reconhece-os-golpistas-fracassaram.htm

'Maior ataque cibernético da História' atinge internet em todo o mundo

29.03.2013
Do portal da BBC BRASIL, 27.03.13
Por Dave Lee Repórter de Tecnologia da BBC

AP
A internet ficou mais lenta ao redor do mundo nesta quarta-feira devido ao que especialistas em segurança chamaram de maior ciberataque da História.
Uma briga entre um grupo que luta contra o avanço do spam e uma empresa que abriga sites deflagrou ataques cibernéticos que atingiram a estrutura central da rede.
O grupo Spamhaus, que tem bases em Londres e Genebra, é uma organização sem fins lucrativos que tenta ajudar provedores de email a filtrar spams e outros conteúdos indesejados.O episódio teve impacto em serviços como o Netflix - e especialistas temem que possa causar problemas em bancos e serviços de email. Cinco polícias nacionais de combate a crimes cibernéticos estão investigando os ataques.
Para conseguir seu objetivo, o grupo mantém uma lista de endereços que devem ser bloqueados - uma base de dados de servidores conhecidos por serem usados para fins escusos na internet.
Recentemente, o Spamhaus bloqueou servidores mantidos pelo Cyberbunker, uma empresa holandesa que abriga sites de qualquer natureza, com qualquer conteúdo - à exceção de pornografia ou material relacionado a terrorismo.
Sven Olaf Kamphuis, que diz ser um porta-voz da Cyberbynker, disse em mensagem que o Spamhaus estava abusando de seu poder, e não deveria ser autorizado a decidir "o que acontece e o que nao acontece na internet".
O Spamhaus acusa a Cyberbunker de estar por trás dos ataques, em cooperação com "gangues criminosas" do Leste da Europa e da Rússia.
A Cyberbunker não respondeu à BBC quando contactada de forma direta.
'Trabalho imenso'
Steve Linford, executivo-chefe do Spamhaus, disse à BBC que a escala do ataque não tem precedentes.
"Estamos sofrendo este ciberataque por ao menos uma semana". "Mas estamos funcionando, não conseguiram nos derrubar. Nosso engenheiros estão fazendo um trabalho imenso em manter-nos de pe. Este tipo de ataque derruba praticamente qualquer coisa".
Linford disse à BBC que o ataque estava sendo investigado por cinco polícias cibernéticas no mundo, mas afirmou que não poderia dar mais detalhes, já que as polícias envolvidas temem se alvos de ataques também.
Os autores da ofensiva usaram uma tática conhecida como Negação Distribuída de Serviço (DDoS, na sigla em inglês), que inunda o alvo com enormes quantidades de tráfego, em uma tentativa de deixá-lo inacessível.
Os servidores do Spamhaus foram escolhidos como alvo.
Linford disse ainda que o poder do ataque é grande o suficiente para derrubar uma estrutura de internet governamental.

Notícias relacionadas




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Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/ultimas_noticias/2013/03/130327_ataque_ji.shtml

FHC na ABL: o "imortal" da mídia

29.03.2013
Do BLOG DO MIRO, 27.03.13
Por Maurício Caleiro, no blog Cinema & Outras Artes:

http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/

Sempre tive uma grande dificuldade para entender o que faz uma figura pública, ainda mais se intelectual ou artista popular, querer entrar para a Academia Brasileira de Letras.


O ridículo das vestes, o minueto social das tertúlias auto-bajulatórias, o chá no país do cafezinho e, sobretudo, a falta de representatividade por abrigar, sem critério ou mérito, uma profusão de ditadores, políticos e jornalistas sem o mínimo talento e em alguns casos - como os de Getúlio Vargas e Merval Pereira - até sem obra publicada levam-me a questionar o porquê de gente séria e talentosa de quando em quando se candidatar à instituição.

Ganhos indiretos

Senti uma dor no coração quando meu ídolo dos tempos de faculdade Nelson Pereira dos Santos vestiu o fardão e aboletou-se à cadeira número sete. Mas, embora não assuma publicamente, o veterano cineasta tem razões objetivas e insuspeitas para agregar-se à ABL: em um país em que a cultura dos diplomas ainda prolifera e que a produção cinematográfica encontra-se na mão dos diretores de marketing das empresas, a condição de acadêmico o credencia junto aos donos do poder e o ajuda a levantar fundos para os projetos pessoais que deseja realizar. (Note-se o absurdo de o mais longevo e mais prolífico dos cineastas brasileiro, reconhecido internacionalmente, ser, com mais de oitenta anos, obrigado a passar o pires quando quer abordar temas que não interessam ao poder.)

Mas, à revelia das exceções e casos especiais, continuo custando a entender porque pessoas inteligentes, brilhantes e informadas – como o filósofo, poeta e letrista Antonio Cícero, o compositor Martinho da Vila e o ensaísta Muniz Sodré, para citar três dentre tantos exemplos possíveis – almejam (ou almejaram um dia) a condição de imortal de academia. Apego à tradição e à simbologia? Ambição desmedida? Vaidade?

De Machado a FHC

Essa reflexão acerca da ABL veio no bojo do anúncio da candidatura do ex-sociólogo e ex-presidente Fernando Henrique Cardoso à instituição. Não restam dúvidas de que, comparado a alguns de seus futuros colegas de chá, o atual candidato tem, efetivamente, uma obra a apresentar, representada por sua contribuição à formulação da Teoria da Dependência, que, a partir dos anos 60, procurou explicar as relações entre metrópole e colônia a partir de uma confluência entre o legado weberiano e a releitura de Marx.

É forçoso notar, no entanto, que se trata de um arcabouço teórico que envelheceu mal, tendo sido desautorizado pelo próprio FHC, tanto em declarações ("esqueçam o que eu escrevi") quanto nas ações que tomou como presidente da República, ao abraçar o mais desbragado neoliberalismo.

Candidato único

Isso reforça a impressão de que, para além da contradição de se nomear para uma academia de letras alguém que pediu que esquecessem o que escreveu, a motivação para tal nomeação tem pouco ligação com seu legado intelectual e tudo a ver com o que oferece em termos de projeção midiática e o que significa em termos de gesto político.

É o ex-presidente, – que, num exemplo de seu espírito democrático, só aceitou candidatar-se se não houvesse concorrência passível de derrotá-lo -, e não o escritor, quem assoma à academia e à ribalta pública, a vaidade represada no fardão como em um espartilho e a bajulação de uma dúzia de pseudointelectuais fazendo as vezes do reconhecimento popular que os brasileiros lhe negam. É altamente significativo das intenções políticas da candidatura que o ingresso de Fernando Henrique na ABL se dê no momento mesmo em que seu legado sai do anonimato forçado a que os candidatos tucanos o relegaram na última década e volta, através da candidatura, por ele impingida, de Aécio Neves à Presidência.

Luzes da ribalta

A mídia, evidentemente, vibra com a possibilidade mais manchetes positivas relativas a um de seus ídolos. Antes mesmo da confirmação da candidatura já pululavam nos portais notícias sobre o novo imortal - contrapostas a manchetes negativas sobre Lula e Dilma, como é de praxe.

Porém a inação do governo Dilma em relação à mídia e a teimosia em continuar enchendo as burras das grandes publicações enquanto a imprensa alternativa agoniza desautorizam a repetição as infinitum das queixas contra a mídia e a vitimação do governo petista – já se passou tempo suficiente para saber que é este mesmo seu modus operandi e, há dez anos no Planalto e com ampla aprovação popular, o governo Dilma tem poder mais do que suficiente para enfrentá-la, prestando um favor à democracia.

Prefere, porém, a inação e o silêncio, entrecortado de frases acacianas de efeito. Talvez ainda mais misterioso do que compreender as razões que levam um artista ou pensador de qualidade a almejar uma vaga na ABL seja entender o porquê dessa recusa do governo petista em fazer valer a Constituição no que concerne a mídia e comunicação no país. Ou não, pelo contrário?
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Fonte:http://www.altamiroborges.blogspot.com.br/2013/03/fhc-na-abl-o-imortal-da-midia.html#more

Deputado do PSDB lidera movimento 'volta Arruda'

29.03.2013
Do portal da REDE BRASIL ATUAL, 27.03.13
Por Helena Sthephanowitz, especial para a Rede Brasil Atual

O Ministério Público Federal anunciou nesta terça feira (26), que a denúncia  contra o ex-governador do Distrito Federal (DF), José Roberto Arruda (ex DEM), e outros 36 acusados de participar do "mensalão do DEM", deve ser julgada ainda neste ano pelo Superior Tribunal de Justiça, tendo o  ministro Arnaldo Esteves Lima como relator da ação. Não foi divulgada data para o início do julgamento. Com 180 páginas, além de 70 caixas com vários documentos, a denúncia relata como operavam o grupo ligado a Arruda. 
Sabe-se lá quando  o ex governador será julgado, mas já se articula nos bastidores da política a volta do ex-governador em 2014, uma vez que, enquanto não for julgado, sua ficha estará "limpa" perante a Justiça Eleitoral. Um dos maiores entusiastas do "Volta Arruda" é o presidente do PSDB de Brasília, Mário Machado
Detalhe: a afinidade é tão antiga quanto problemática:  secretários de Arruda filiados ao PSDB também figuram na denúncia sobre o mensalão do DEM, o que rende um "puxão de orelhas" da direção nacional do tucanato a Machado.
Agora, resta saber se o PSDB vetará o apoio de Machado a Arruda, ou se a legenda tem outros planos para o ex-governador, já que houve um dia em que José Serra chegou a lançar informalmente uma chama com o colega de Brasília, cujo mote era "vote em um careca e leve dois". Em 2010 não deu. Quem sabe em 2014....?
Arruda, que passou uma razoável temporada atrás das grades, na cadeia da Policia Federal do DF, ainda mora em Brasília, mas passa boa parte do tempo em São Paulo. Amigos dizem que, além de ele fazer contatos políticos na capital paulista, estaria reunindo notas para um livro sobre o tempo em que passou no poder.

Enquadrados

O esquema de corrupção conhecido por mensalão do DEM envolveu a cúpula do governo de Arruda no entre 2007 e 2010. A denúncia veio a público no final de 2009 por meio da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal (PF), tendo como base depoimentos do então secretário de Relações Institucionais do DF, Durval Barbosa, que aceitou colaborar com a PF em troca de redução da pena em caso de condenação.
Vários políticos de diversos partidos foram envolvidos  no  esquema dos demos, com destaque para o então governador José Roberto Arruda; o seu vice, o empresário Paulo Octávio; o então presidente da Câmara Legislativa do DF, Leonardo Prudente; o deputado distrital Júnior Brunelli (PSC); o então deputado federal Augusto Carvalho (PPS); e a então líder do governo na Câmara Legislativa na época, Eurides Brito (PMDB).
Quase três anos após a operação Caixa de Pandora, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ofereceu denúncia ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra 37 pessoas. Os crimes pelos quais elas serão investigadas são: corrupção – ativa e passiva –, lavagem de dinheiro e  desvio de recursos públicos.
A denúncia será apreciada e julgada pelo STJ porque um dos envolvidos é Domingos Lamoglia, conselheiro de Tribunal de Contas, que embora esteja afastado,  tem direito àquele foro privilegiado. Também estão envolvidos os promotores Leonardo Bandarra e Deborah Guerner, ambos igualmente do Distrito Federal.
Alguns dos envolvidos no escândalo já tiveram condenações em outros processos. A deputada Eurides Brito, foi  cassada por quebra de decoro parlamentar  e  condenada a devolver aos cofres públicos R$ 620 mil após a Justiça ter considerado que o valor corresponde à propina que Eurides recebeu durante 31 meses para apoiar o governo de Arruda.
Além da devolução da quantia acrescida de juros e atualização monetária, a Justiça determinou que Eurides pague multa de R$ 1,86 milhão e indenização por danos morais de R$ 1 milhão. A ex-deputada teve os direitos políticos suspensos por 10 anos. No entanto, não se tem notícia de que esse valor foi ressarcido aos cofres público.
O deputado Júnior Brunelli, que ficou conhecido por ter   aparecido no vídeo,  fazendo a  "oração da propina" foi condenado a  devolver R$ 400 mil aos cofres públicos, além de pagar multa de R$ 1,2 milhão e danos morais de R$ 1,4 milhão à sociedade. Ele também nada devolveu até hoje. Além de continuar livre, leve e solto.

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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/blog/helena/deputado-do-psdb-lidera-movimento-volta-arruda

MINO, DULCI E A CASA GRANDE. BERNARDO E A SECOM LÁ DENTRO

29.03.2013
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

A midia “técnica” da Secom não resiste à prova do pudim: engorda a Globo – PH


O Convera Afiada reproduz artigo do Mino  e capa Irretocáveis da Carta Capital:

O ENIGMA


Leio o ensaio de Luiz Dulci, Um Salto para o Futuro, recém-publicado pela Editora Fundação Perseu Abramo. Destina-se a demonstrar que o governo Lula, do qual o autor participou ativamente, colocou o País no rumo do desenvolvimento. E demonstra. “Nem por isso os conservadores ressentidos – escreve Dulci – deixam de negar o óbvio. Democratizar a sociedade nunca será uma operação consensual. E já dizia Tocqueville que preconceitos de classe são antolhos formidáveis (…) Não espanta que se recusem a admitir o êxito deste plebeu impenitente.” E mais adiante: “Com efeito, o governo Lula inovou – e inovou profundamente. No conteúdo e na forma de governar. Implementou, na verdade, um novo modelo de desenvolvimento, inteiramente distinto do neoliberal, ainda que não se tenha preocupado em teorizá-lo, e outra modalidade de inserção no Brasil e no mundo”.

Observo que o governo de Dilma Rousseff seguiu pelo mesmo caminho, e de certos pontos de vista avançou mais ao desafiar os interesses das oligarquias financeiras, enquanto esboça, juntamente com os governos dos BRICS, a definição de uma área econômica e comercial livre das influências do ex-Primeiro Mundo. As pesquisas de opinião mais recentes provam com toda a nitidez que a presidenta iguala hoje a popularidade de Lula nos seus tempos de governo.

Dilma não é uma plebeia impenitente. Mesmo assim, as palavras de Luiz Dulci a respeito das reações dos “conservadores ressentidos” a Lula valem também para a sucessora. O substantivo conservadores me soa, contudo, muito condescendente, e até generoso. Há conservadores e conservadores, e sempre houve, alguns notáveis. No Brasil trata-se é dos senhores da casa-grande e dos aspirantes que vivem na mansarda. Qualquer tentativa de demolir de vez a senzala eles a encaram como ataque frontal. Aliás, segundo meus solertes botões, a demolição está apenas no começo.

Interessa-me sublinhar que o instrumento empregado pela casa-grande para manifestar suas resistências e ojerizas irreparáveis, quando não ódio no estado puro, é a mídia nativa, única no mundo por sua capacidade de se unir de um lado só, qual fosse o Forte Apache, e de mandar às favas a verdade dos fatos, como lamenta Luiz Dulci. Penalizado, entretanto, sou forçado a experimentar amiúde a estranha sensação de que autoridades situacionistas, inclusive parlamentares, gostam, com indisfarçável sofreguidão, de aparecer no vídeo da Globo, nas páginas dos jornalões e nas amarelas da Veja.

Situação contraditória. Ou não? A mídia ataca noite e dia, se for o caso inventa, omite e mente, e nem por isso tem êxito junto à maioria dos brasileiros. Haja vista os tais índices de popularidade. Se eleições fossem convocadas hoje, Dilma levaria no primeiro turno. É de estranhar, portanto, que o malogrado apar to comunicador fascine graúdos alvejados e goze de mesuras, afagos e contribuições em matéria. Polpudas. Aconselho aos interessados a leitura da reportagem de capa desta edição, sem se esquecer de passar os olhos sobre os números da publicidade governista garantida aos maiorais da mídia nativa. À Globo, uma enxurrada de grana. Uma enchente.

CartaCapital, que não hesitou em criticar com a devida aspereza a presidência de Fernando Henrique Cardoso, definiu seu apoio, a exemplo do que acontece em países civilizados e democráticos, antes a Lula, depois a Dilma. Escolha sincera, voltada em boa-fé aos interesses do País e dos leitores, normal por parte de uma publicação que não vende a alma. Por causa disso, fomos apresentados à plateia da casa-grande como “revista chapa-branca”. Talvez fosse conveniente saber a opinião das damas e cavalheiros que se incumbem da distribuição das benesses publicitárias governistas. Aposto em surpresas. A categoria fecha com quem agride o governo, em nome de critérios “técnicos” habilitados a transformar os agressores, estes sim em autênticos chapas-brancas. Ao menos, desse específico ponto de vista, iluminado pelo brilho do dinheiro.

Neste ínterim, deletam-se alegremente os planos do ex-ministro Franklin Martins, democraticamente empenhado em limitar os alcances dos oligopólios midiáticos. Não falta à mudança o pronto aval das piscadelas do ministro Paulo Bernardo, personagem da capa.



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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/pig/2013/03/29/mino-dulci-e-a-casa-grande-bernardo-e-a-secom-la-dentro/