sábado, 23 de março de 2013

O envolvimento de empresários com a tortura no Brasil

23.03.2013
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 21.03.13

Em depoimento à Comissão Nacional da Verdade, o ex-marido de Dilma Rousseff, Carlos Araújo, disse que empresários ligados à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) “não só financiaram, mas estimularam e assistiram às sessões de tortura” durante o regime militar

Pela proposta do advogado Carlos Araújo, ex-deputado estadual do Rio Grande do Sul pelo PDT e ex-marido da presidente Dilma Rousseff, não vai sobrar “um meu irmão” neste país.
O ex-marido da presidenta pediu que a Comissão Nacional da Verdade investigue, também, os empresários brasileiros que financiaram a repressão entre 1946 e 1988.
carlos araújo tortura empresários ditadura
Torturado na ditadura, Carlos Araújo denuncia a participação de empresários na repressão.
Há informações de que até os donos de empresas de comunicação emprestavam seus carros para a repressão capturar e transferir presos políticos de uma prisão a outra.
Segundo o advogado, no regime militar, havia empresários que iam para a sala de tortura estimular os torturadores e se envaidecer com a tortura de militantes contrários ao regime.
“Não foram poucos os empresários que foram para as salas estimular os torturadores e se envaidecer com a tortura dos nossos companheiros”, disse o ex-deputado.
Carlos Araújo aponta empresários ligados à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) teriam financiado e até participado de sessões de tortura durante a ditadura militar.
Militante da VPR, o ex-marido de Dilma pediu que a comissão investigue o “núcleo de tortura da Fiesp”.
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A revelação foi feita nesta segunda-feira pelo militante do PDT e ex-marido da presidente Dilma Rousseff, Carlos Araújo, durante depoimento à Comissão Nacional da Verdade, em Porto Alegre.
Apesar das denúncias, Araújo não citou nomes de empresários envolvidos, nem disse se foi submetido a interrogatório diante de integrantes da Fiesp. Contudo, o ex-militante do VPR disse que a federação financiava a Operação Bandeirante (Oban) e, posteriormente, o DOI-CODI. Ele disse ainda que considera relevante a investigação, porque essa “direita raivosa” ainda está integrada às atividades da Fiesp.
Esmael Morais, em seu blog

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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/03/o-envolvimento-de-empresarios-com-a-tortura-no-brasil.html

Polícia indicia 16 pessoas pelas mortes no incêndio da Boate Kiss


23.03.2013
Do portal da Agência Brasil, 22.03.13
Por Luciano Nascimento
Nacional

Brasília – A Polícia Civil do Rio Grande do Sul apresentou o resultado das investigações sobre o incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria, que matou 241 pessoas e deixou 623 feridas. O inquérito encaminhado à Justiça pede o indiciamento de 16 pessoas. O incêndio foi na madrugada de 27 de janeiro deste ano, durante festa promovida por universitários, e provocou a morte de 241 pessoas e deixou 623 feridas

Entre elas estão os sócios da Boate Kiss, Elissandro Spohr, o Kiko, e Mauro Hoffman, e os integrantes da banda Gurizada Fandangueira Luciano Augusto Bonilha Leão e Marcelo de Jesus dos Santos. Os quatro se encontram em prisão preventiva e foram acusados de homicídio doloso – com a intenção de matar.

Foram indiciados também Angela Aurelia Callegaro, irmã de Kiko, sua mãe, Marlene Callegaro, o gerente da boate, Ricardo de Castro Pasche, e os bombeiros Gilson Martins Dias e Vagner Guimarães Coelho, responsáveis pela fiscalização

A Polícia Civil pediu o indiciamento por homicídio culposo - sem intenção de matar – de Luiz Alberto Carvalho Junior, secretário do Meio Ambiente, Miguel Caetano Passini, secretário de Mobilidade Urbana, Beloyannes Orengo de Pietro Júnior, chefe da fiscalização da Secretaria de Mobilidade Urbana, e Marcus Vinicius Bittencourt Biermann, funcionário da Secretaria de Finanças que emitiu o alvará de localização da boate Kiss.

O envolvimento do prefeito de Santa Maria, Cezar Schirmer, poderá ser investigado. Uma cópia do inquérito policial será encaminhada à 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça para apurar a responsabilidade do prefeito por indícios de prática de homicídio culposo. Outra cópia será levada à Comissão Parlamentar de Inquérito instaurada pela Câmara de Vereadores, que apura a prática de atos de improbidade administrativa do prefeito e dos secretários municipais.

O inquérito aponta indícios de prática do crime de homicídio culposo na conduta do comandante regional do Corpo de Bombeiros, Moisés da Silva Fuchs, e dos bombeiros Alex da Rocha Camillo, Robson Viegas Müller, Sergio Rogério Chaves Gulart, Dilmar Antônio Pinheiro Lopes, Luciano Vargas Pontes, Eric Samir Mello de Souza, Nilton Rafael Rodrigues Bauer e Tiago Godoy de Oliveira. Os nove serão investigados pela Justiça Militar.

Em 55 dias de investigação, a polícia colheu 810 depoimentos, o que resultou em 13 mil páginas. Cópias inquérito serão encaminhadas ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia e ao Conselho de Arquitetura e Urbanismo, para que se possa averiguar eventuais responsabilidades profissionais dos engenheiros e arquitetos que prestaram serviços à Boate Kiss.

Edição: Beto Coura
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-03-22/atualizada-%E2%80%93-policia-indicia-16-pessoas-pelas-mortes-no-incendio-da-boate-kiss

Rachel Sheherazade comenta manifestações contra Marco Feliciano Rachel Sheherazade defendeu que as opiniões pessoais do deputado evangélico não podem ser confundidas com suas ações de parlamentar

23.03.2013
Do portal GOSPEL PRIME, 21.03.13
Por Leiliane Roberta Lopes


Rachel Sheherazade comenta manifestações contra Marco FelicianoRachel Sheherazade comenta manifestações contra Marco Feliciano
Ao comentar a notícia sobre os protestos que aconteceram nesta quarta-feira (20) durante a segunda sessão da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), a jornalista Rachel Sheherazade defendeu a liberdade religiosa e de pensamento, como a própria Constituição Federal garante aos brasileiros.
A apresentadora do SBT Brasil lembrou que a democracia garante tais direitos e que mesmo sendo o Brasil um estado laico, a liberdade de crença é dada ao cidadão e por isso deve ser respeitada.
“Por mais polêmicas que sejam suas opiniões pessoais, não se pode confundir pastor com o parlamentar. Aliás, para ser um parlamentar é preciso primeiro respeitar o voto e aceitar seus resultados que nem sempre agradam a todos”, disse.
Ao finalizar sua opinião sobre a polêmica, a jornalista ainda afirma: “Quem não estiver preparado para a democracia, que renuncie a ela”, encerra Raquel.
No mesmo dia que manifestantes lotaram a sala da Câmara onde acontecia a sessão presidida porMarco Feliciano, os deputados que não concordaram com sua eleição apresentaram a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos como forma de protesto contra a eleição do deputado evangélico.
Assista:

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Fonte:http://noticias.gospelprime.com.br/rachel-sheherazade-manifestacoes-marco-feliciano/

'VALA COMUM’ : A História passada a limpo

23.03.2013
Do portal OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA, 19.03.13
Por Rita de Cássia Arruda*,  na edição 738


Vala Comum é o nome de um documentário do cineasta João Godoy, de 1994, no qual reúne depoimentos tocantes de familiares dos desaparecidos políticos, vítimas da famigerada ditadura militar. Dentre eles, os de Gilberto Molina, Gertrudes Mayr, Ivan Seixas, Egle Leme e Felícia Oliveira. Gilberto é irmão de Flávio Molina, morto em 1971. Gertrudes é mãe de Frederico Mayr e Ivan é filho de Joaquim Seixas, tendo sido preso juntamente com o pai, posteriormente assassinado. Egle, por sua vez, é mãe de Alexandre Vannucchi Leme e Felícia é mãe de Isis Oliveira. Todos eles vítimas da ditadura militar. Todos mortos pelo regime dos generais, que na ocasião ocupavam o Palácio do Planalto. Os depoimentos de Gertrudes Mayr e Egle Leme são especialmente emocionantes.
Quando se olha para dona Egle, mãe de Alexandre, mal conseguindo esconder as lágrimas, tem-se a nítida sensação de estar diante de uma nobre senhora. Digna e bela. No documentário, ela conta que ficou sabendo da prisão do filho graças a um telefonema anônimo recebido pelo filho caçula, José Augusto. Alexandre foi preso, torturado e morto no II Exército (DOI-Codi) na capital paulista, em março de 1973. A versão oficial, contudo, divulgada pela imprensa, diz que ele teria sido atropelado por um caminhão na esquina da Rua Bresser com a Avenida Celso Garcia, em São Paulo, no momento em que fugia de um cerco policial.
Há testemunhas, entretanto, que viram o rapaz ser arrastado da cela esvaindo-se em sangue. O corpo de Alexandre foi jogado numa vala no cemitério de Perus, em São Paulo, sem identificação, como se indigente fosse, e só foi encontrado por seus familiares anos depois. Sua morte provocou verdadeira comoção, culminando, na ocasião, em uma missa realizada na Catedral da Sé, com a participação de mais de 3 mil pessoas e celebrada pelo cardeal dom Paulo Evaristo Arns. Alexandre tinha apenas 22 anos quando foi morto, era um militante de esquerda, ligado à Ação Libertadora Nacional (ALN), e cursava Geologia na Universidade de São Paulo (USP).
Um novo atestado de óbito
Na última sexta-feira (15/03), ainda que tardiamente, em uma solenidade realizada na sede do Instituto de Geociências da USP, o governo federal finalmente fez seu mea culpa e quatro décadas depois reconheceu Alexandre Vannucchi Leme como anistiado político pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, admitindo ainda que o rapaz foi morto durante uma sessão de tortura no DOI-Codi e que não se tratava, em absoluto, de um terrorista, como os militares à época dos fatos alardearam.
No mesmo evento, os familiares do jornalista Vladimir Herzog, igualmente morto durante a vigência da ditadura militar, receberam um novo atestado de óbito, retificado por determinação da Justiça, que agora aponta como causa da morte “lesões e maus-tratos sofridos durante o interrogatório nas dependências do DOI-Codi” e não mais “enforcamento por asfixia mecânica”, como atestava o documento anterior, divulgado oficialmente pelos militares em 1975.
Estiveram presentes à cerimônia de entrega do atestado a ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos), o presidente da Comissão da Anistia e secretário Nacional da Justiça, Paulo Abrão, e o coordenador da Comissão Nacional da Verdade, Paulo Sérgio Pinheiro, além de Rosa Cardoso, integrante da mesma Comissão Nacional da Verdade, que entregou o documento a Clarice Herzog, viúva de Vlado, ao filho Ivo e ao neto Lucas.
Insulto à inteligência
Num momento como esse, impossível não lembrar de um certo editorial da Folha de S.Paulo, veiculado no dia 17 de fevereiro de 2009, cujo tema então abordado era a vitória de Hugo Chávez no referendo do domingo anterior (15/2), coisa que lhe conferia o direito de concorrer a mais uma eleição presidencial na Venezuela. Lá pelas tantas, o editorialista desavergonhadamente afirmava que, no caso do Brasil, entre os anos de 1964 e 1985, o que houve, na verdade, foi uma “ditabranda”.
O neologismo acabara de ser criado pela Folha muito embora seu autor tenha se referido às “chamadas ditabrandas”, como se o verbete já existisse. Era, pois, de se esperar a reação indignada da sociedade que se seguiu imediatamente após a publicação do texto. Alguns dias depois, houve uma manifestação de protesto com a participação da sociedade civil, de partidos políticos, de estudantes e dos familiares das vítimas do regime militar. A manifestação foi ainda um ato de desagravo aos professores Fábio Konder Comparato e Maria Vitória Benevides, igualmente desqualificados e ofendidos pela Folha.
Francamente! Dizer na principal página de opinião de um dos principais jornais do país que em vez do regime de exceção o que se viu no Brasil foi antes uma “ditabranda” soou como um insulto à inteligência nacional; ao povo brasileiro. O editorialista certamente não leu Zuenir Ventura (68 – O Ano Que Não Terminou), Fernando Gabeira (O Que É Isso, Companheiro?), Frei Betto (Batismo de Sangue) nem Elio Gaspari (A Ditadura Encurralada) ou mesmo Verdade Tropical, de Caetano Veloso, que embora aborde mais o surgimento do movimento tropicalista no país tem também como pano de fundo o cenário político da época.
Página virada, mas jamais esquecida
O editorialista também não deve ter lido a biografia autorizada do Geisel – feita em dobradinha pelos jornalistas Maria Celina D’Araujo e Celso Castro. No livro, nada ou quase nada foi dito nas entrelinhas. Está tudo lá, explicitamente documentado, para quem quiser saber. Termos e verbetes como “recrudescimento do regime”, “generais linha dura”, “tortura”, “subversão”, “junta militar” e “anistia política”, entre outros, são recorrentemente usados. Especialmente significativos são os capítulos 11, 12, 13 e 21.
O 4º e penúltimo presidente militar da República Federativa do Brasil, Ernesto Geisel, admitiu, sim, em suas memórias, a existência da ditadura com tudo o que ela teve de pior, encabeçando esse rol os Atos Institucionais 2 e 5 que, juntos, fecharam o Congresso Nacional, cassaram mandatos políticos de parlamentares, instituíram eleições indiretas, impuseram a censura aos meios de comunicação, amordaçaram a classe artística e instauraram no país um período de obscurantismo.
Com este novo atestado de óbito, a morte de Vladmir Herzog talvez tenha sido finalmente passada a limpo, ao se rejeitar a versão oficial do “suicídio”. Como bem lembrou seu filho Ivo, no entanto, a luta da família Herzog continua, uma vez que agora também é preciso que se investigue em que circunstâncias tais fatos ocorreram. A família de Alexandre Vannucchi Leme, por seu turno, agora tem ao menos o consolo de ter recebido por parte do governo federal um pedido oficial de desculpas pelo sofrimento e constrangimento a ela infligidos, durante todos esses anos. A declaração formal de anistia concedida a Alexandre certamente ajuda a reescrever a História; porém, como bem disse Maria Cristina, irmã do rapaz, na solenidade da USP, trata-se, sim, de uma página que foi virada, mas jamais será esquecida.
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*Rita de Cássia Arruda é jornalista, Brasília, DF

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Fonte:http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed738_a_historia_passada_a_limpo

O jogo de xadrez da oposição para 2014

23.03.2013
Do portal LUIS NASSIF ON LINE, 21.03.13
Por
 
 


Para as próximas eleições presidenciais, há quatro personagens influindo nos destinos da oposição:
Aecio Neves, como candidato favorito do PSDB.
Eduardo Campos, como candidatura em ascensão.
Geraldo Alckmin, candidato à reeleição ao governo de São Paulo, mas cujos interesses passam pela definição das alianças do PSDB no plano federal.
José Serra, candidato do PSDB em 2010 e, atualmente, sem espaço no partido.
Há as seguintes possibilidades em jogo:
1. Aécio e Campos saem candidatos por seus respectivos partidos.
2. Campos sai candidato tendo Serra como vice.
3. Campos sai candidato tendo Aécio como vice.
4, Serra sai candidato por outro partido, que não o PSDB.
Vejamos como os interesses pessoais de cada um podem interferir nas composições, e porque aposto mais na possibilidade 3.
Geraldo Alckmin
Sobre Eduardo Campos - interessa a ele uma aproximação com o PSB de Eduardo Campos, para fortalecer a aliança que o apoiará na tentativa de reeleição em São Paulo.
Sobre Aécio Neves - interessa um PSDB unido em torno de Aécio, desde que não provoque um racha no PSDB paulista.
Sobre José Serra - não interessa em hipótese alguma abrir qualquer espaço para Serra. Mas também teme que Serra imponha um racha que paralise o PSDB.
Aécio Neves
Terá enorme dificuldade para burilar um discurso competitivo ou para trocar a vida pessoal pelos sacrifícios da campanha. Por outro lado, representa uma soma considerável de interesses do seu estado e do setor financeiro. As últimas pesquisas de opinião, sobre a popularidade de Dilma, apontam para a quase inviabilidade de uma candidatura isolada.
Sobre Eduardo Campos - tem boa afinidade com Campos. Há espaço para uma composição com o PSB de Campos.
Sobre Geraldo Alckmin - nenhum problema em um acordo que preserve o espaço de cada um e um arranjo que não dificulte a vida de Alckmin em São Paulo.
Sobre José Serra - nenhuma possibilidade de composição.
Eduardo Campos
Sem o apoio de um partido nacional, como o PSDB, e sem um bom palanque em estados-chave - como São Paulo e Minas - não tem chance sequer de fazer boa figura. Por outro lado, está ganhando rapidamente a confiança dos setores empresariais que sempre garantiram apoio ao PSDB.
Tem duas alternativas pela frente. A primeira, de se candidatar agora, perder mas se cacifar como o novo líder da oposição. Corre o risco de uma derrota que corroa seu capital político. Por outro lado, se não sair candidato em 2014, sua única alternativa será o Senado, talvez a presidência, para se lançar em 2018.
O aceno do PT, para que seja cabeça de chave em 2018, não o comove, por ser impossível garantir o desenho político com tanta antecipação.
Sobre Geraldo Alckmin - interessa a Campos uma parceria, que lhe garanta palanque em São Paulo.
Sobre Aécio Neves - o desenho ideal seria convencê-lo a se tornar seu candidato a vice.
Sobre José Serra - joga com Serra apenas para reforçar seu cacife junto a Alckmin e Aécio. Mas, politicamente esperto como é, jamais teria confiança ou arriscaria um pacto com Serra. Seria pintar em sua testa a marca da intolerância.A rejeição a Serra é infinitamente maior que seu cacife eleitoral. Aliás, o grande cacife de Serra sempre foi o voto anti-PT que, de qualquer modo, irá para qualquer candidatura de oposição.
Jose Serra
O serrismo, hoje em dia, consiste em Serra, Jutahi, Aloisio e Goldman. E também o inexpressivo PPS de Roberto Freire. Pode parecer pouca coisa, e é mesmo. A velha mídia já está desembarcando de Serra e partindo em direção a Aécio e Campos. Os movimentos sem rumo de Serra - ora anunciando a ida para o PPS, ora insinuando aproximação com Campos - são os últimos vagidos para se manter no jogo, ainda que como personagem secundário cujo único objetivo será o de boicotar qualquer candidatura de oposição que não seja a dele próprio. Sabe que, sem o PSDB, será menor ainda.
Sobre Geraldo Alckmin - ambos se detestam.
Sobre Aécio Neves - ambos se detestam
Sobre Eduarco Campos - é só Campos ter um pouco mais de visibilidade para provocar o mesmo ódio visceral que Serra dedica a todo jovem político que atravessa seu caminho.
Conclusão
Muita água vai rolar e há muitas possibilidades na mesa.
Com todas as ressalvas sobre a dose de imprevisibilidade nesse início de jogo, tenho para mim que a oposição irá partir para a dobradinha Eduardo Campos-Aécio Neves.
A aposta se funda em alguns movimentos, ainda incipientes, mas que deverão ganhar força nos próximos meses.
Há uma diferença enorme entre o potencial de Aécio e o de Campos. Aécio tem problemas de informação e, principalmente, de vontade política. Política é para ser exercida 24 horas por dia, por quem ambiciona a presidência. E Aécio definitivamente não parece talhado para isso. Ele é um personagem midiático forte, com seu ar juvenil e de garotão de bem com o mundo. Não mais que isso.
Por seu lado, Campos firmou imagem como um grande gestor, é um político de mão pesada, como o avô Miguel Arraes. Ganha o meio empresarial pelo estilo, a direita, por poder representar o anti-PT e setores intelectuais de centro-esquerda, por herança familiar, lembrando um pouco as origens do PSDB, enterradas por FHC.
Não será fácil ao PSDB entregar a cabeça de chapa a alguém de fora. Mas provavelmente não terá alternativa. Hoje em dia, há tamanho vácuo de liderança no partido, que nao consegue exorcizar nem mortos-vivos políticos, como Serra.
De impasse em impasse, poderá terminar no colo de Campos.
Seja qual for o desfecho, Dilma Rousseff mantem amplo favoritismo em 2014.

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Fonte:http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-jogo-de-xadrez-da-oposicao-para-2014