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quinta-feira, 21 de março de 2013

Demissões em empresas públicas têm que ser motivadas, decide STF

21.03.2013
Do portal da Agência Brasil, 20.03.13
Por Débora Zampier

Brasília – O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (20) que as demissões de funcionários dos Correios precisam ter motivo justo, mesmo que a contratação deles não garanta a estabilidade de que desfrutam outras categorias de servidores públicos. A Corte confirmou orientação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), em vigor desde 2007.
Ao apresentar voto-vista, o presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, alertou que a decisão de hoje deve ser aplicada a outras empresas públicas. “Como tem repercussão geral, [a decisão tomada] deve afetar todas as empresas de economia mista, e não apenas esse recurso", disse.
O julgamento começou em fevereiro de 2010, quando o relator, ministro Ricardo Lewandowski, e o então ministro Eros Grau, atualmente aposentado, rejeitaram os argumentos dos Correios. A empresa alegava que a orientação confronta a regra do direito trabalhista que dá liberdade para empregadores e empregados pactuarem livremente entre si.
Os ministros entenderam, no entanto, que embora seja uma empresa de direito privado, os Correios prestam atividade pública e desfrutam de vantagens como imunidade tributária, impenhorabilidade de bens e pagamento de dívidas trabalhistas por precatório.
De acordo com o vice-presidente Jurídico dos Correios, Cleucio Santos Nunes, a decisão de hoje não obriga a abertura de processo administrativo para a demissão, apenas a justificativa, como ocorre no caso de servidores públicos. Ele também informou que a empresa segue a regra da justificativa desde 2007, quando houve a orientação do TST.
Edição: Aécio Amado

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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-03-20/demissoes-em-empresas-publicas-tem-que-ser-motivadas-decide-stf

Fernando Ferro: “Barões da imprensa não têm o direito de nos calar”

21.03.2013
Do blog VI O MUNDO, 20.03.13
Por assessoria de imprensa da Liderança do PT na Câmara dos Deputados, via e-mail


Para o deputado Fernando Ferro (PE-PT), regulação da mídia britânica é exemplo a ser seguido pelo Brasil. Foto: Antonio Cruz/ABr

O deputado Fernando Ferro (PT-PE) discursou em plenário nesta terça-feira (19), sobre a decisão do parlamento do Reino Unido de promover a regulamentação da mídia naquele país. Para ele, a decisão foi um passo importante e pode ser seguida pelo Brasil. “Todas as democracias modernas têm alguns tipos de ajustes legais e jurídicos para os setores da mídia. O Brasil, para ter democracia de fato, precisa ter instrumentos de regulamentação dos seus meios de comunicação”, avaliou Ferro, que é vice-líder da Bancada do PT na Câmara.

Fernando Ferro disse que a regulamentação do setor da imprensa não pode ser confundida com censura, com ausência de liberdade de expressão. No Brasil, explicou, não se faz esse debate porque qualquer tentativa nessa direção é vista pelos “barões” da mídia como censura. “Esse é um debate que precisamos fazer. Os barões da imprensa não têm o direito de nos calar. Jornalistas e empresários amestrados querendo impedir o debate. Enquanto isso, o que se vê é a destruição de reputações, é o enxovalhamento de pessoas e fica tudo por isso mesmo”, reclamou Fernando Ferro.

O parlamentar petista lembrou que o processo no Reino Unido foi acelerado após escândalo envolvendo o magnata da imprensa britânica, Rupert Murdoch, dono do tabloide News of the Word, denunciado por práticas ilegais no exercício do jornalismo. Ferro traçou um paralelo entre o escândalo britânico e o caso brasileiro que teve como atores o jornalista e diretor da revista Veja, Policarpo Júnior, e o contraventor Carlos Cachoeira. “Eles fizeram investigações ocultas para atender interesses criminosos e interesses da mídia. O Brasil precisa impedir que esse tipo de delinquência fique impune”, enfatizou.

Para constituir o colegiado que vai mediar as decisões acerca dos procedimentos adotados pela imprensa britânica foram necessários debates que contaram com a participação dos três principais partidos: Conservador, de David Cameron, Liberal Democrata, da base governista, e a oposição representada pelo Partido Trabalhista. O novo órgão regulador foi aprovado pelo Parlamento Britânico na segunda-feira (18).
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Íntegra do discurso

SR. FERNANDO FERRO (PT-PE. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, quero ressaltar a importância de uma iniciativa tomada pelo Parlamento do Reino Unido, qual seja a definição de uma legislação que regulamenta os meios de comunicação daquele país.

O debate surgiu a partir do escândalo envolvendo denúncias de espionagem, provocadas por um magnata, Rupert Murdoch, o que levou à criação da Comissão Leveson no Reino Unido para discutir o papel da mídia.

O paralelo no Brasil é o de Policarpo-Veja/Cachoeira, em que também fizeram espionagem e investigações ocultas com o fim de atender a interesses criminosos e ao sensacionalismo de setores da mídia.

A Inglaterra, portanto, construiu um instrumento de regulamentação. Todas as democracias modernas têm regulamentação de mídia. Aqui no Brasil sequer querem fazer esse debate. Fala-se em censura, tolhimento de liberdade. Um escândalo! E nós aqui, Parlamentares, vimos, em vários momentos, pessoas sendo enxovalhadas pela mídia. Alguém se lembra do escândalo envolvendo a Ministra Erenice Guerra? Aqui alguém sabe que ela foi inocentada das acusações que vieram da Veja e da Folha de S.Paulo? Ninguém sabe. E é isto o que se faz neste País: demolem, destroem uma reputação e fica por isso mesmo, porque os meios de comunicação não prestam contas a ninguém.

Por isso eu defendo que o Brasil para ser uma democracia de fato tem que ter instrumento, sim, de regulamentação. Na Inglaterra constituiu-se esse instrumento. Dele participam três setores, a imprensa, com um terço de representantes, um jornalista, e figuras de saber notório, para compor esse órgão regulador, onde o cidadão, qualquer pessoa pode recorrer, pedir o direito de resposta para defender a sua reputação.

Portanto, esse é um debate que nós temos que fazer aqui sem ter medo, porque a imprensa determina, ou os barões da imprensa. Querem nos submeter aqui a não ter direito de falar em nada. Aí, ficam jornalistas amestrados e políticos amestrados a interesses empresariais, a grupos de mídia, querendo impedir esse debate. Pelo menos o direito do debate nós temos que ter, para acabar com essa história de se destruir reputação, de se caluniar e ficar por isso mesmo.

Por isso eu quero que o Brasil aprenda com o Reino Unido e aprenda com as democracias modernas. Em todas elas há instrumentosde regulamentação. Aqui no Brasil quando se fala isso: É a censura que quer voltar, tolher a liberdade de expressão.Não confundir liberdade de expressão com liberdade de empresa, que, lamentavelmente…

Leia também:


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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/fernando-ferro-baroes-da-imprensa-nao-tem-o-direito-de-nos-calar.html

O dia em que Roberto Marinho, Murdoch e Merval viraram parceiros


21.03.2013
Do portal da Revista Carta Maior, 20.03.13
Por Redação

Encontro ocorreu em setembro de 1995 e selou a ofensiva de Rupert Murdoch, dono da News Corporation e envolvido em escândalos no Reino Unido, sobre o mercado de tevê por assinatura no Brasil.

São Paulo - Os grandes conglomerados de mídia estão mais conectados do que se pode imaginar. E a histórica fotografia acima é um exemplo do qual não se deve esquecer.

A News Corporation, do empresário Rupert Murdoch, e a Globopar, holding das Organizações Globo, tornaram-se parceiros em 1995 para explorar o serviço de tevê via satélite no Brasil, através da Net Sat, operação então ligada à NET, que pertencia à Globo. 

A proposta era introduzir tecnologia digital e o “pay-per-view” no país, além de facilitar a internacionalização da programação da tevê Globo nos Estados Unidos.

O acordo foi selado durante viagem de Murdoch ao Rio de Janeiro, quando ele visitou Roberto Marinho e outros altos executivos globais, como Merval Pereira, então diretor de redação do jornal ‘O Globo’.

O apetite de Murdoch pelo Brasil cresceu ainda mais em 2004, quando ele tornou-se majoritário na Sky, ao comprar parte das ações da Globo na empresa. Em seguida, trabalhou pela fusão da Sky com a Directv, então concorrentes. A Directv, com sede nos Estados Unidos, já pertencia a ele. 

Em 2006, Murdoch vendeu sua participação na Directv ao grupo norte-americano Liberty Media, do empresário John Malone. Com isso, o empresário se afastou das operações de tevê no Brasil, reduzindo seus negócios aos canais Fox, distribuídos por várias operadoras.

Também as Organizações Globo se distanciaram das operações de tevê a cabo e satélite, se concentrando na produção de conteúdos. Isso ganhou força a partir de 2004, com a venda de parte da Net para o empresário mexicano Carlos Slim, dono da Embratel.

A legislação também se enrijeceu. A lei 12.485/2012, por exemplo, impede que empresas de radiodifusão tenham direta ou indiretamente mais de 50% do capital de empresas de telecomunicações. Hoje, a Globo mantém posição minoritária na Net e na Sky.

Fotos: Jornal O Globo, 16/09/1995, imagem scaneada 
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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=21770

Ministro e PT se enfrentam por incentivos fiscais a empresas de telecomunicações

21.03.2013
Do PORTALIMPRENSA, 20.03.13
Por Redação Portal IMPRENSA


O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo,  e seu próprio partido, o PT, estão "em pé de guerra" por conta dos incentivos fiscais concedidos a empresas de telecomunicações no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), informou O Globo, da última quarta-feira (20/3).
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Em evento do PT, Lula se compara a Abraham Lincoln e critica a imprensa
Crédito:Agência Brasil
Ministro e partido entram em conflito após desonerações para incentivo da banda larga

No início do mês, o Diretório Nacional do PT pediu em resolução que o governo suspenda essas desonerações. Nas redes sociais, militantes petistas chamam Bernardo de “traidor” e “privatista”.

O ministro afirma que o PT está misturando regulação da mídia e incentivos para que as empresas invistam em banda larga. Segundo ele, o objetivo das desonerações é massificar o acesso à internet. E quanto à regulação da mídia, Bernardo afirma que o partido e o governo diferem quanto à prioridade e ao conteúdo.

"Essa questão da mídia temos que discutir menos apaixonadamente. Entendo que a democracia brasileira pressupõe mídia livre e liberdade de expressão. Não queremos mudar isso", afirmou Bernardo.

Pedidos do PT e correção

O embate começou com a resolução "Democratização da Mídia é Urgente e Inadiável", aprovada pelo Diretório Nacional do PT, no início do mês, na qual o Ministério das Comunicações é citado e são apresentados dados incorretos sobre o programa.

Bernardo pediu ao presidente do PT, o deputado estadual Rui Falcão (SP), a correção do valor citado na resolução para as desonerações fiscais. Segundo o texto dizia, com o novo PNBL a desoneração alcançava R$ 60 bilhões, dez vezes mais do que o anunciado pelo governo.

"O governo tem feito esforço para reduzir impostos de vários setores, não só de telecomunicações. O esforço é para baratear investimentos. O PT, além de ser contra, errou o número", queixou-se.

O documento pede também ao governo "reconsiderar" a decisão de adiar o envio ao Congresso do projeto do marco regulatório das comunicações. 

Procurado, Falcão não quis falar sobre a divergência com Bernardo. Integrantes do partido, no entanto, insistem na defesa desses pontos, mesmo com a contrariedade do ministro. "Empresa privada não tem que ter subsídio, tem que ser regulada pelo mercado. E sou favorável à democratização da mídia", alegou o deputado Dr. Rosinha (PT-PR).

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Fonte:http://portalimprensa.uol.com.br/noticias/brasil/57512/ministro+e+pt+se+enfrentam+por+incentivos+fiscais+a+empresas+de+telecomunicacoes

PSOL junta-se a tucano e aos barões da mídia contra democratização da comunicação e contra 'blogs sujos'

21.03.2013
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 20.03.13

A audiência da internet no Brasil cresceu aproximadamente 40 vezes de 2000 até 2011 (o número de internautas cresceu 10 vezes, e a média de horas navegadas cresceu 4 vezes, segundo o Ibope/NetRatings).

Mesmo assim o senador tucano Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) teve o disparate de subir na tribuna do Senado para reclamar, dizendo que protocolou pedido de explicações ao governo federal sobre o aumento de gastos com publicidade na internet, de R$ 15 milhões, em 2000, para R$ 90 milhões, em 2011. 

O tucano reclama do governo ter aumentado verbas 6 vezes, se "esquecendo" do óbvio: o crescimento da audiência foi muito maior, 40 vezes.

Deveria reclamar é do governo estar direcionando muito menos verbas do que a proporcionalidade recomenda.

Mas o alvo do tucano não é a internet em si. É a velha obsessão demotucana contra a militância e ativismo virtual no que José Serra chamou de "blogs sujos" e contra a nova imprensa alternativa ter alguma participação naquilo que era monopólio da velha imprensa. 

Aloysio, talvez pelo seu conhecimento de práticas tucanas, talvez por ler as teorias mirabolantes da revista Veja, disse:

É impossível saber o que é gasto com empresas que concorreram no mercado, e as que não são (...). É um exército, uma milícia no “cyberespaço”...
O comportamento do tucano é previsível. Decepção foi o líder do PSOL, senador Randolfe Rodrigues (AP) dizer que também assinaria o requerimento do tucano. Joga no lixo o discurso do PSOL a favor da democratização das comunicações, e vira lobista dos barões da mídia, só porque o site Brasil247 (que nem é blog sujo, pelo contrário, tem muitas matérias contrárias ao governo, e muitos de lá são jornalistas vindos da velha imprensa), publicou denúncias de que Randolfe teria recebido um "mensalinho" de R$ 20 mil por mês quando era deputado na Assembléia Legislativa do Amapá. A denúncia, partindo de um adversário político de Randolfe no Amapá, virou notícia a partir do momento em que foi apresentada à Procuradoria Geral da República. Se for verdade, Randolfe que responda por seus atos. Se não for, denúncia caluniosa é crime, e é o denunciante quem deverá responder. O que quer o senador do PSOL? A volta da censura, proibindo notícias que lhe atinge? Ora, ele que é useiro e vezeiro em apontar o dedo para os outros como se fosse paladino da ética, que explique se não existiram esses tais R$ 20 mil por mês com transparência.

Deixando de lado a troca de apoio aos barões da mídia em troca de blindagem do senador do PSOL, voltemos às verbas publicitárias.

Poucos são os blogs fora da velha mídia que tem propaganda governamental ou de estatais, e os que tem são de jornalistas consagrados, cujos blogs tem grande audiência. O que mais vemos são anúncios e banners de publicidade governamental ou estatal em portais da velha mídia. Paradoxalmente, é a Veja, o UOL/Folha, a Globo, o Estadão, R7, RBS, etc, quem abocanha a fatia do leão destas verbas.

A massa de "blogs sujos" que existe na internet está excluída das verbas de publicidade governamental. 

Ao contrário do que imagina Aloysio Nunes, falta à Secretaria de Comunicação da Presidência da República (SECOM) uma política de democratização da publicidade para pequenos blogs independentes. Uma política dessas abriria muito o mercado de trabalho para jornalistas, técnicos e produtores de conteúdo. 

Por falta desta política de democratização da publicidade, alguns blogs recorrem a colocar anúncios do Google, para ter alguma renda. O que é uma pena só ter esta opção, pois a maior parte do dinheiro que os anunciantes pagam vai para o exterior, em vez de ficar na economia nacional. A SECOM poderia fomentar, pelo menos, um sistema desse tipo nacional, gerando mais empregos e renda aqui no Brasil.

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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2013/03/psol-junta-se-tucano-e-aos-baroes-da.html

Dilma vem a Pernambuco no auge da crise com Eduardo

21.03.2013
Do portal do DIARIO DE PERNAMBUCO, 20.03.13
Por Aline Moura - Diario de Pernambuco


A presidente vem ao estado após 13 meses ausente no estado e depois das críticas de Eduardo Campos. Foto: Teresa Maia/DP/D.A Press (Teresa Maia/DP/D.A Press)
A presidente vem ao estado após 13 meses ausente no estado e depois das críticas de Eduardo Campos. Foto: Teresa Maia/DP/D.A Press
A presidente Dilma Rousseff (PT) estará em solo pernambucano na próxima segunda-feira (25), treze meses após sua última visita, quando esteve em municípios do Sertão e depois no Recife. Pernambuco é o sexto estado do Nordeste a ser prestigiado pela presidente, coincidindo com o crescimento de sua popularidade na região no momento que o governador Eduardo Campos (PSB) mais endurece o discurso contra o governo petista.  

A visita foi confirmada pela Presidência e se antecipa a viagens que ela tinha programado para o Ceará e para a Bahia. O gesto político acontece pouco depois de notícias divulgadas na imprensa de São Paulo nas quais ela estaria retaliando o governador Eduardo Campos com a redução de verbas para o estado, o que foi negado por petistas e pelo governador. 

A passagem pelo estado, portanto, será marcada de simbolismos, visa quebrar estigmas e distencionar a relação com Eduardo. Dilma vai a Serra Talhada, onde o anfitrião será o prefeito Luciano Duque (PT), mas também estará acompanhada do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, e do governador Eduardo Campos, ambos socialistas. Lá, ela vai inaugurar um trecho da Adutora do Pajéu que beneficia 80 mil famílias com água do Rio São Francisco desde fevereiro passado. 

Dilma também irá vistoriar trechos da duplicação da BR-408, mas a ida a Serra Talhada deve ser o evento principal da passagem de Dilma, tanto no sentido político quanto administrativo. Primeiro, porque os prefeitos petistas do estado vêm se sentindo órfãos por conta da desagregação ocorrida no partido desde o ano passado. Depois, porque ela escolheu um dos municípios do Sertão mais beneficiados com a transferência de água do São Francisco, algo que está sendo tocado pelo Ministério da Integração e até pouco tempo parecia impossível em virtude de tantos entraves nas obras da transposição.

Dilma ainda deve trazer outros projetos para Pernambuco, segundo a expectativa de Luciano Duque, porque já há uma reunião marcada entre assessores da presidência e o consórcio do Pajeú no próximo sábado. Segundo Duque, ela deve assinar ordem de serviço da barragem de Ingazeira, que ajudará na perenização do Rio Pajeú, e do canal Entremontes, que levará água do São Francisco ao açúde de Entremontes, beneficiando a região do Araripe. “Imagino que ela vá anunciar novas políticas públicas de convivência com a seca, porque há expectativa de agravamento da estiagem esse ano”, lamentou o prefeito de Serra Talhada.  

O prefeito de Serra Talhada espera que Dilma anuncie a descentralização de recursos para os municípios, especialmente nesse período de estiagem. Ele inclusive usa um dos argumentos do PSB, dizendo que há muita centralização de recursos no governo federal, quando, na prática, são os prefeitos que estão mais perto da população. “Essa é a expectativa do Nordeste”, declarou.

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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2013/03/20/interna_politica,429738/dilma-vem-a-pernambuco-no-auge-da-crise-com-eduardo.shtml

ESTADÃO INSINUA QUE O POVO BRASILEIRO É BURRO

21.03.2013
Do portal BRASIL247


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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/96784/Estad%C3%A3o-insinua-que-o-povo-brasileiro-%C3%A9-burro.htm

FILME REVELA COMO EUA DERAM O GOLPE DE 1964

22.03.2013
Do blog CONVERSA AFIADA, 15.03.13
Por Paulo Henrique Amorim

Filme de Tavares ajuda a desacreditar Historialismo (ler em tempo) que atribui apenas a brasileiros a reacao ao Governo trabalhista legitimamente eleito


O presidente Lyndon Johnson (D) deu aval para o embaixador Gordon (E) desestabilizar Goulart e autorizou envio de navios ao Brasil


Saiu no IG reportagem de Raphael Gomide:


COM ARQUIVOS E ÁUDIOS DA CASA BRANCA, FILME REVELA APOIO DOS EUA AO GOLPE DE 64


“O Dia que Durou 21 anos” revela conversas de Kennedy e Lyndon Johnson sobre o Brasil. Embaixador Lincoln Gordon coordenou com governo e CIA ações de desestabilização de Goulart e o envio de força-tarefa naval para ajudar conspiradores

O filme “O Dia que Durou 21 anos”, de Camilo Tavares, revela como os Estados Unidos colaboraram para o golpe militar de 1964, que derrubou o presidente brasileiro João Goulart, com base em documentos sigilosos de arquivos norte-americanos e áudios originais da Casa Branca. O documentário, que será lançado dia 29, apresenta áudios de conversas dos presidentes John F. Kennedy e Lyndon Johnson com assessores sobre o Brasil e mostra como os vizinhos do norte apoiaram os conspiradores, com ações de desestabilização e até militares.

O embaixador dos Estados Unidos no Brasil no início dos anos 1960, o intelectual brasilianista de Harvard Lincoln Gordon, aparece como quase um vilão, com seus alarmantes telegramas para os presidentes John F. Kennedy e Lyndon Johnson, em que apontava o risco iminente de o Brasil seguir Cuba em direção ao comunismo. “Se o Brasil for perdido, não será outra Cuba, mas outra China, em nosso hemisfério ocidental.” No contexto da Guerra Fria da época, pouco após Cuba se tornar socialista, esse era o pior pesadelo dos americanos.

Em conversa com Kennedy, cujo áudio é reproduzido, Gordon avalia que o presidente brasileiro poderia ser um “ditador populista”, nos moldes do argentino Juan Perón. Em novembro de 1963, Lyndon Johnson afirma que não vai “permitir o estabelecimento de outro governo comunista no hemisfério ocidental”.

EUA bancaram ações de propaganda e desestabilização do governo Goulart 
João Goulart ao lado de um de seus algozes, o embaixador Lincoln Gordon

O documentário mostra, então, as ações de propaganda dos EUA, coordenadas por Gordon, para desestabilizar o governo brasileiro. Cita a criação e o financiamento de supostos institutos de pesquisa anti-Goulart, como o IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática) e o IPES (Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais) para bancar “pesquisas” e campanhas de 250 candidatos a deputados, oito a governador e 600 a deputado estadual no País. Além disso, o estímulo de greves e artigos na imprensa contra o governo eram o “feijão com arroz” de “ações encobertas” da CIA (Agência Central de Inteligência) onde pretendia derrubar regimes, como explica o coordenador do Arquivo de Segurança Nacional dos EUA, Peter Kornbluh.

Em telegrama para Washington, Gordon admite: “Estamos tomando medidas complementares para fortalecer as forças de resistência contra Goulart. Ações sigilosas incluem manifestações de rua pró-democracia, para encorajar o sentimento anticomunismo no Congresso, nas Forças Armadas, imprensa e grupos da igreja e no mundo dos negócios.” Entrevistado, o assessor de Gordon na embaixada, Robert Bentley, não nega o financiamento americano, apenas sorri, cala e diz: “Isso era uma polêmica quando cheguei [ao Brasil].”

O filme reitera ainda a importância do adido militar da embaixada Vernon Walters, amigo de oficiais brasileiros desde a 2ª Guerra Mundial, como o general Castelo Branco, que viriam a ser fundamentais na derrubada de Goulart. Cabia a Walters identificar insatisfeitos entre militares. O oficial descreve Castelo Branco, então chefe do Estado-Maior do Exército, como “altamente competente, oficial respeitado, católico devotado e admira papel dos EUA como defensores da liberdade”. Segundo Bentley, “havia muita confiança em Castelo Branco”, o “homem para sanear a situação, do ponto de vista dos interesses americanos”.

Força-tarefa naval para apoiar o golpe pedido de ajuda de militares brasileiros
Força-tarefa naval, com porta-aviões, foi autorizada a ser enviada ao Brasil para apoiar o golpe de 64

Quando a situação esquenta, os EUA concordam em mandar navios de guerra para a costa brasileira, na chamada Operação Brother Sam, com o objetivo de intimidar e dissuadir o governo de resistir ao golpe. O presidente norte-americano autoriza, em áudio, a fazer “tudo o que precisarmos fazer. Vamos pôr nosso pescoço para fora (nos arriscar).”

Um telegrama do Departamento de Estado dos EUA para Gordon descreve as medidas tomadas para “estar em posição de dar assistência no momento adequado a forças anti-Goulart, se decidido que isso seja feito”. A operação Brother Sam incluía enviar “uma força-tarefa naval, com um porta-aviões, quatro destróieres (contratorpedeiros) e navios-tanques para exercícios ostensivos na costa do Brasil”, além de 110 toneladas de munição e outros equipamentos leves, incluindo gás lacrimogêneo, para controle de distúrbios por avião.

Um telegrama “top secret” da CIA, de 30 de março – véspera da eclosão do movimento – mostra como os americanos estavam bem informados e articulados com os conspiradores. No documento intitulado “Planos de Revolucionários em Minas Gerais”, os espiões dizem que “Goulart deve ser removido imediatamente. Os governadores de São Paulo e Minas Gerais chegaram definitivamente a um acordo. A ignição será uma revolta militar liderada pelo general Mourão Filho. As tropas vão marchar para o Rio de Janeiro.”

Documento assinado pelo secretário de Estado dos EUA, Dean Rusk confirma que os golpistas pediram apoio militar aos EUA. “Pela primeira vez, os golpistas brasileiros pediram se a Marinha americana poderia chegar rapidamente à costa sul brasileira.” Para o professor de História da UFRJ Carlos Fico, a retaguarda da Brother Sam foi fundamental para dar segurança aos militares que derrubariam o regime. Apesar dos documentos e de forma pouco convincente, o diplomata Bentley, nega ter ouvido falar na operação.

Newton Cruz: “Toda revolução, para começar, tem um maluco. O Mourão saiu!”

João Goulart, no comício da Central do Brasil, às vésperas de ser deposto

O filme tem ainda momentos engraçados. “Toda revolução, para começar, tem um maluco. O Mourão [general Olympio Mourão Filho, que liderou as tropas de Juiz de Fora em direção ao Rio] saiu!”, ri o general Newton Cruz, ex-chefe do SNI (Serviço Nacional de Informações). A filha do general Mourão Filho, Laurita Mourão, diz que o pai chamou de “covarde” Castelo Branco, o primeiro presidente militar após o movimento, ao ser criticado por suposta precipitação ao mover tropas em direção ao Rio. “Castelo Branco, você é um medroso, é um…” Nas palavras da filha, ele também “foi entregar a Revolução a Costa e Silva [posteriormente também presidente do regime], que estava dormindo, de cuecas.”

Após o sucesso da iniciativa, Gordon escreve aos EUA. “Tenho o enorme prazer de dizer que a eliminação de Goulart representa uma grande vitória para o mundo livre”. Robert Bentley conta que participou, no gabinete vazio de Goulart, de reunião sobre a posse do novo regime em que estava o presidente do Supremo Tribunal Federal. Ao telefone para o embaixador, foi perguntado se a posse do novo regime tinha sido legal, e respondeu: “’Parece que foi legal, não sei dizer’. Acordei 12h depois e [os EUA] tinham reconhecido o governo.”

“Acho que há certas pessoas que precisam ser presas mesmo”, disse Lyndon Johnson

Filme estreia dia 29


Poucos dias após o golpe, em um interessante áudio, o presidente Johnson debate com o assessor de Segurança McGeorge Bundy o tom da mensagem para o novo presidente do Brasil.

- Há uma diferença entre Gordon, que quer ser muito caloroso, e nossa visão da Casa Branca, de que o sr. deveria ser um pouco cauteloso, porque estão prendendo um monte de gente.

- Eu acho que há certas pessoas que precisam ser presas mesmo. Não vou fazer nenhuma cruzada contra eles, mas eu não quero… Eu gostaria que tivessem colocado alguns na prisão alguns antes que Cuba fosse tomada – responde Johnson.

- Uma mensagem mais rotineira seria desejável neste momento.

- Eu seria um pouco caloroso – diz o presidente.

- É mesmo? Isso vai ser publicado.

- Eu sei, mas eu estou me lixando!, finaliza o presidente.

Juracy Magalhães: “O que é bom para os EUA é bom para o Brasil”

O filme avança, mostrando o Ato Institucional nº 1, que cassa os direitos políticos e mandatos de parlamentares e de militares. Um deputado chora sobre a mesa, na Câmara. E lembra, para ilustrar a proximidade do regime militar brasileiro com os EUA, a célebre frase que marcou o militar Juracy Magalhães, embaixador do Brasil em Washington: “O que é bom para os EUA é bom para o Brasil”.

Projeto familiar

Kennedy recebe o embaixador no Brasil, Gordon

O documentário é também um projeto familiar e uma homenagem do diretor, Camilo Tavares, ao pai, o jornalista e ativista político Flávio Tavares – um dos 15 presos trocados pelo embaixador americano Charles Elbrick, sequestrado no Rio em 1969.

Flávio aparece na famosa foto dos presos (abaixo) diante do avião que os levaria ao exílio, no México – onde o diretor nasceria, em 71 –, e em um flash rápido, em lista de “procurados”, com o nome de Flávio Aristides. É também Flávio Tavares quem faz as entrevistas, ficando frente a frente com ex-adversários, o diplomata Bentley e Jarbas Passarinho, ministro que assinou sua extradição. A mulher de Camilo, Karla Ladeia, é produtora-executiva.

Para o embaixador Elbrick, seu sequestro foi uma tentativa de “constranger os governos brasileiro e norte-americano”. Mas há outros momentos de constrangimento americano no filme. Após aparecer a foto de um homem pendurado em um pau-de-arara, Bentley é questionado sobre as violações a direitos humanos. “É difícil de justificar oficialmente. Mas lamento… lamento (ri), de qualquer maneira.” À época, entretanto, as mensagens internas do governo americano pregavam a discrição. “Embora não busquemos justificar atos extra-legais ou excessos do governo, concluí que nossa melhor decisão é nos aproximarmos ao máximo do silêncio de ouro”, recomenda Gordon.

O filme surpreende ainda com depoimentos inusitados e críticos de protagonistas do regime, como o general Newton Cruz, chefe do SNI. “Quando a Revolução nasceu era para fazer uma arrumação da casa. Ninguém passa 20 anjos para arrumar a casa!”

O filme conclui com uma frase ácida do coordenador do Arquivo de Segurança Nacional, o norte-americano Peter Kornbluh. “Tudo isso foi feito em nome da democracia, supostamente.”

Presos libertados pelo sequestro do embaixador Charles Elbrick, dos EUA. Flávio Tavares, pai do diretor, é o primeiro à direita, agachado


Em tempo: ” historialismo ” não é História nem Jornalismo – PHA

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/politica/2013/03/15/filme-revela-como-eua-deram-o-golpe-de-1964/

Como o PSDB foi se tornando irrelevante

21.03.2013
Do portal DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO, 20.03.13
Por  PAULO NOGUEIRA


Os tucanos não captaram o espírito do tempo. Por isso caíram no desprezo dos eleitores.
Carismático
Carismático
Alguma surpresa com o esfacelamento do prestígio do PSDB dramaticamente exposto numa pesquisa do Ibope?
No sudeste do Brasil, sua maior base, o número de pessoas que disseram votar no PSDB caiu pela metade entre 1995 e 2012. Situa-se hoje na esquálida faixa de 7%. É uma marcha rumo à insignificância.
Basta o PSDB olhar para o espelho para identificar a culpa da derrocada: ele próprio. A inércia de FHC pós-presidência permitiu que Serra tomasse o comando tucano e conduzisse o partido para uma direita predatória que vai completamente contra o zeitgeist — o espírito do tempo.
O PSDB, transformado numa mistura de UDN e Arena, ganhou um estrepitoso apoio da mídia, mas perdeu votos, influência e sentido. Hoje, o PSDB é basicamente apenas contra Lula e o PT. Foi patético, na última campanha municipal em São Paulo, ver Serra tentar atacar Haddad ao vinculá-lo a Dirceu como se este fosse satã. Ele repetiu Mônica Serra quando disse a eleitores pobres, sem saber que um repórter a ouvia, que Dilma era a favor da morte de criancinhas por sua posição diante do aborto.
O espírito do tempo é a luta contra a iniquidade social que varreu o mundo nos últimos anos.
Acaba de ser divulgado um relatório da Oxfam, uma prestigiosa organização filantrópica baseda na Inglaterra e presente em dezenas de países. O estudo foi destaque em toda parte. Seu título é autoexplicativo: “O Custo da Desigualdade: Como a Riqueza e a Renda Extremas Fazem Mal a Todos”.
Segundo a Oxfam, o patrimônio somado das 100 pessoas mais ricas do mundo — 240 bilhões de dólares — seria capaz de acabar quatro vezes com a pobreza global.
“Não podemos mais fingir que a criação da riqueza para poucos beneficiará inevitavelmente a todos”, diz Jeremy Hobbs, diretor executivo da Oxfam. “Frequentemente o contrário acontece. A concentração dos recursos nas mãos de uma minoria deprecia a atividade econômica e dificulta a vida de todo o resto, particularmente dos que estão na parte de baixo da pirâmide social. Em um mundo em que até mesmo os recursos básicos como terra e água estão se tornando escassos, não podemos permitir que a riqueza se concentre nas mãos de poucos, enquanto muitos lutam pelas sobras.”
Continuemos com Hobbs.
“Dos paraísos fiscais às leis frágeis trabalhistas, os ricos se beneficiam de um sistema econômico global que é regido em seu favor. É hora de os líderes políticos reformarem este sistema e fazerem com que ele trabalhe para os interesses de toda a humanidade, e não apenas da elite global.”
(Atenção: a menção às “leis frágeis trabalhistas” se aplica exemplarmente ao caso Dornelles x Globo, relatado por este Diário.)
Apenas para registro, a Oxfam citou o Brasil como um exemplo de país que conseguiu conciliar crescimento e combate à pobreza. Não sei se o estudo será divulgado no Brasil, mas é quase certo que, caso algum jornal o divulgue, o elogio ao país seja simplesmente obliterado.
O PSDB, nos últimos anos, falou em justiça social? Propôs alguma coisa relevante? Alguém do partido parece incomodado com os extremos de riqueza e pobreza nacionais?
Não, não, sempre não.
Sendo assim, como imaginar que a pesquisa do Ibope pudesse ter resultado diferente?

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Fonte:http://diariodocentrodomundo.com.br/como-o-psdb-foi-se-tornando-irrelevante/