sexta-feira, 15 de março de 2013

Estudo confirma efeitos devastadores de transgênicos e agrotóxicos


15.03.2013
Do portal BRASIL DE FATO, 14/03/13
Por Página do MST

Pesquisa francesa coloca um fim à dúvida sobre os riscos que os alimentos transgênicos representam para a saúde da população

Pela primeira vez na história foi realizado um estudo completo e de longo prazo para avaliar o efeito que um transgênico e um agrotóxico podem provocar sobre a saúde pública. Os resultados são alarmantes.

O transgênico testado foi o milho NK603, tolerante à aplicação do herbicida Roundup (característica presente em mais de 80% dos transgênicos alimentícios plantados no mundo), e o agrotóxico avaliado foi o próprio Roundup, o herbicida mais utilizado no planeta – ambos de propriedade da Monsanto. O milho em questão foi autorizado no Brasil em 2008 e está amplamente disseminado nas lavouras e alimentos industrializados, e o Roundup é também largamente utilizado em lavouras brasileiras, sobretudo as transgênicas.

O estudo foi realizado ao longo de 2 anos com 200 ratos de laboratório, nos quais foram avaliados mais de 100 parâmetros. Eles foram alimentados de três maneiras distintas: apenas com milho NK603, com milho NK603 tratado com Roundup e com milho não modificado geneticamente tratado com Roundup. As doses de milho transgênico (a partir de 11%) e de glifosato (0,1 ppb na água) utilizadas na dieta dos animais foram equivalentes àquelas a que está exposta a população norte-americana em sua alimentação cotidiana.

Os resultados revelam uma mortalidade mais alta e frequente quando se consome esses dois produtos, com efeitos hormonais não lineares e relacionados ao sexo. As fêmeas desenvolveram numerosos e significantes tumores mamários, além de problemas hipofisários e renais. Os machos morreram, em sua maioria, de graves deficiências crônicas hepato-renais.

O estudo, realizado pela equipe do professor Gilles-Eric Séralini, da Universidade de Caen, na França, foi publicado em 2012 em uma das mais importantes revistas científicas internacionais de toxicologia alimentar, a Food and Chemical Toxicology.

Segundo reportagem da AFP, Séralini afirmou que “O primeiro rato macho alimentado com OGM morreu um ano antes do rato indicador (que não se alimentou com OGM), enquanto a primeira fêmea, oito meses antes. No 17º mês foram observados cinco vezes mais machos mortos alimentados com 11% de milho (OGM)”, explica o cientista. Os tumores aparecem nos machos até 600 dias antes de surgirem nos ratos indicadores (na pele e nos rins). No caso das fêmeas (tumores nas glândulas mamárias), aparecem, em média, 94 dias antes naquelas alimentadas com transgênicos.

O artigo da Food and Chemical Toxicology mostra imagens de ratos com tumores maiores do que bolas de pingue-pongue. As fotos também podem ser vistas em algumas das reportagens citadas ao final deste texto.

Séralini também explicou à AFP que “Com uma pequena dose de Roundup, que corresponde à quantidade que se pode encontrar na Bretanha (norte da França) durante a época em que se espalha este produto, são observados 2,5 vezes mais tumores mamários do que é normal”.

De acordo com Séralini, os efeitos do milho NK603 só haviam sido analisados até agora em períodos de até três meses. No Brasil, a CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) autoriza o plantio, a comercialização e o consumo de produtos transgênicos com base em estudos de curto prazo, apresentados pelas próprias empresas demandantes do registro.

O pesquisador informou ainda que esta é a primeira vez que o herbicida Roundup foi analisado em longo prazo. Até agora, somente seu princípio ativo (sem seus coadjuvantes) havia sido analisado durante mais de seis meses.

Um dado importante sobre esse estudo é que os pesquisadores trabalharam quase que na clandestinidade. Temendo a reação das empresas multinacionais sementeiras, suas mensagens eram criptografadas e não se falava ao telefone sobre o assunto. As sementes de milho, que são patenteadas, foram adquiridas através de uma escola agrícola canadense, plantadas, e o milho colhido foi então “importado” pelo porto francês de Le Havre para a fabricação dos croquetes que seriam servidos aos ratos.

A história e os resultados desse experimento foram descritos em um livro, de autoria do próprio Séralini, que será publicado na França em 26 de setembro sob o título “Tous Cobayes !” (Todos Cobaias!). Simultaneamente, será lançado um documentário, adaptado a partir do livro e dirigido por Jean-Paul Jaud.

Esse estudo coloca um fim à dúvida sobre os riscos que os alimentos transgênicos representam para a saúde da população e revela, de forma chocante, a frouxidão das agências sanitárias e de biossegurança em várias partes do mundo responsáveis pela avaliação e autorização desses produtos.
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Fonte:http://www.brasildefato.com.br/node/12318

FILME REVELA COMO EUA DERAM O GOLPE DE 1964

15.03.2013
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

Filme de Tavares ajuda a desacreditar Historialismo (ler em tempo) que atribui apenas a brasileiros a reacao ao Governo trabalhista legitimamente eleito

O presidente Lyndon Johnson (D) deu aval para o embaixador Gordon (E) desestabilizar Goulart e autorizou envio de navios ao Brasil 
Saiu no IG reportagem de Raphael Gomide:

COM ARQUIVOS E ÁUDIOS DA CASA BRANCA, FILME REVELA APOIO DOS EUA AO GOLPE DE 64

“O Dia que Durou 21 anos” revela conversas de Kennedy e Lyndon Johnson sobre o Brasil. Embaixador Lincoln Gordon coordenou com governo e CIA ações de desestabilização de Goulart e o envio de força-tarefa naval para ajudar conspiradores

O filme “O Dia que Durou 21 anos”, de Camilo Tavares, revela como os Estados Unidos colaboraram para o golpe militar de 1964, que derrubou o presidente brasileiro João Goulart, com base em documentos sigilosos de arquivos norte-americanos e áudios originais da Casa Branca. O documentário, que será lançado dia 29, apresenta áudios de conversas dos presidentes John F. Kennedy e Lyndon Johnson com assessores sobre o Brasil e mostra como os vizinhos do norte apoiaram os conspiradores, com ações de desestabilização e até militares.

O embaixador dos Estados Unidos no Brasil no início dos anos 1960, o intelectual brasilianista de Harvard Lincoln Gordon, aparece como quase um vilão, com seus alarmantes telegramas para os presidentes John F. Kennedy e Lyndon Johnson, em que apontava o risco iminente de o Brasil seguir Cuba em direção ao comunismo. “Se o Brasil for perdido, não será outra Cuba, mas outra China, em nosso hemisfério ocidental.” No contexto da Guerra Fria da época, pouco após Cuba se tornar socialista, esse era o pior pesadelo dos americanos.

Em conversa com Kennedy, cujo áudio é reproduzido, Gordon avalia que o presidente brasileiro poderia ser um “ditador populista”, nos moldes do argentino Juan Perón. Em novembro de 1963, Lyndon Johnson afirma que não vai “permitir o estabelecimento de outro governo comunista no hemisfério ocidental”.

EUA bancaram ações de propaganda e desestabilização do governo Goulart 
João Goulart ao lado de um de seus algozes, o embaixador Lincoln Gordon

O documentário mostra, então, as ações de propaganda dos EUA, coordenadas por Gordon, para desestabilizar o governo brasileiro. Cita a criação e o financiamento de supostos institutos de pesquisa anti-Goulart, como o IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática) e o IPES (Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais) para bancar “pesquisas” e campanhas de 250 candidatos a deputados, oito a governador e 600 a deputado estadual no País. Além disso, o estímulo de greves e artigos na imprensa contra o governo eram o “feijão com arroz” de “ações encobertas” da CIA (Agência Central de Inteligência) onde pretendia derrubar regimes, como explica o coordenador do Arquivo de Segurança Nacional dos EUA, Peter Kornbluh.

Em telegrama para Washington, Gordon admite: “Estamos tomando medidas complementares para fortalecer as forças de resistência contra Goulart. Ações sigilosas incluem manifestações de rua pró-democracia, para encorajar o sentimento anticomunismo no Congresso, nas Forças Armadas, imprensa e grupos da igreja e no mundo dos negócios.” Entrevistado, o assessor de Gordon na embaixada, Robert Bentley, não nega o financiamento americano, apenas sorri, cala e diz: “Isso era uma polêmica quando cheguei [ao Brasil].”

O filme reitera ainda a importância do adido militar da embaixada Vernon Walters, amigo de oficiais brasileiros desde a 2ª Guerra Mundial, como o general Castelo Branco, que viriam a ser fundamentais na derrubada de Goulart. Cabia a Walters identificar insatisfeitos entre militares. O oficial descreve Castelo Branco, então chefe do Estado-Maior do Exército, como “altamente competente, oficial respeitado, católico devotado e admira papel dos EUA como defensores da liberdade”. Segundo Bentley, “havia muita confiança em Castelo Branco”, o “homem para sanear a situação, do ponto de vista dos interesses americanos”.

Força-tarefa naval para apoiar o golpe pedido de ajuda de militares brasileiros
Força-tarefa naval, com porta-aviões, foi autorizada a ser enviada ao Brasil para apoiar o golpe de 64

Quando a situação esquenta, os EUA concordam em mandar navios de guerra para a costa brasileira, na chamada Operação Brother Sam, com o objetivo de intimidar e dissuadir o governo de resistir ao golpe. O presidente norte-americano autoriza, em áudio, a fazer “tudo o que precisarmos fazer. Vamos pôr nosso pescoço para fora (nos arriscar).”

Um telegrama do Departamento de Estado dos EUA para Gordon descreve as medidas tomadas para “estar em posição de dar assistência no momento adequado a forças anti-Goulart, se decidido que isso seja feito”. A operação Brother Sam incluía enviar “uma força-tarefa naval, com um porta-aviões, quatro destróieres (contratorpedeiros) e navios-tanques para exercícios ostensivos na costa do Brasil”, além de 110 toneladas de munição e outros equipamentos leves, incluindo gás lacrimogêneo, para controle de distúrbios por avião.

Um telegrama “top secret” da CIA, de 30 de março – véspera da eclosão do movimento – mostra como os americanos estavam bem informados e articulados com os conspiradores. No documento intitulado “Planos de Revolucionários em Minas Gerais”, os espiões dizem que “Goulart deve ser removido imediatamente. Os governadores de São Paulo e Minas Gerais chegaram definitivamente a um acordo. A ignição será uma revolta militar liderada pelo general Mourão Filho. As tropas vão marchar para o Rio de Janeiro.”

Documento assinado pelo secretário de Estado dos EUA, Dean Rusk confirma que os golpistas pediram apoio militar aos EUA. “Pela primeira vez, os golpistas brasileiros pediram se a Marinha americana poderia chegar rapidamente à costa sul brasileira.” Para o professor de História da UFRJ Carlos Fico, a retaguarda da Brother Sam foi fundamental para dar segurança aos militares que derrubariam o regime. Apesar dos documentos e de forma pouco convincente, o diplomata Bentley, nega ter ouvido falar na operação.

Newton Cruz: “Toda revolução, para começar, tem um maluco. O Mourão saiu!”
João Goulart, no comício da Central do Brasil, às vésperas de ser deposto

O filme tem ainda momentos engraçados. “Toda revolução, para começar, tem um maluco. O Mourão [general Olympio Mourão Filho, que liderou as tropas de Juiz de Fora em direção ao Rio] saiu!”, ri o general Newton Cruz, ex-chefe do SNI (Serviço Nacional de Informações). A filha do general Mourão Filho, Laurita Mourão, diz que o pai chamou de “covarde” Castelo Branco, o primeiro presidente militar após o movimento, ao ser criticado por suposta precipitação ao mover tropas em direção ao Rio. “Castelo Branco, você é um medroso, é um…” Nas palavras da filha, ele também “foi entregar a Revolução a Costa e Silva [posteriormente também presidente do regime], que estava dormindo, de cuecas.”

Após o sucesso da iniciativa, Gordon escreve aos EUA. “Tenho o enorme prazer de dizer que a eliminação de Goulart representa uma grande vitória para o mundo livre”. Robert Bentley conta que participou, no gabinete vazio de Goulart, de reunião sobre a posse do novo regime em que estava o presidente do Supremo Tribunal Federal. Ao telefone para o embaixador, foi perguntado se a posse do novo regime tinha sido legal, e respondeu: “’Parece que foi legal, não sei dizer’. Acordei 12h depois e [os EUA] tinham reconhecido o governo.”

“Acho que há certas pessoas que precisam ser presas mesmo”, disse Lyndon Johnson
Filme estreia dia 29

Poucos dias após o golpe, em um interessante áudio, o presidente Johnson debate com o assessor de Segurança McGeorge Bundy o tom da mensagem para o novo presidente do Brasil.

- Há uma diferença entre Gordon, que quer ser muito caloroso, e nossa visão da Casa Branca, de que o sr. deveria ser um pouco cauteloso, porque estão prendendo um monte de gente.

- Eu acho que há certas pessoas que precisam ser presas mesmo. Não vou fazer nenhuma cruzada contra eles, mas eu não quero… Eu gostaria que tivessem colocado alguns na prisão alguns antes que Cuba fosse tomada – responde Johnson.

- Uma mensagem mais rotineira seria desejável neste momento.

- Eu seria um pouco caloroso – diz o presidente.

- É mesmo? Isso vai ser publicado.

- Eu sei, mas eu estou me lixando!, finaliza o presidente.

Juracy Magalhães: “O que é bom para os EUA é bom para o Brasil”

O filme avança, mostrando o Ato Institucional nº 1, que cassa os direitos políticos e mandatos de parlamentares e de militares. Um deputado chora sobre a mesa, na Câmara. E lembra, para ilustrar a proximidade do regime militar brasileiro com os EUA, a célebre frase que marcou o militar Juracy Magalhães, embaixador do Brasil em Washington: “O que é bom para os EUA é bom para o Brasil”.

Projeto familiar
Kennedy recebe o embaixador no Brasil, Gordon

O documentário é também um projeto familiar e uma homenagem do diretor, Camilo Tavares, ao pai, o jornalista e ativista político Flávio Tavares – um dos 15 presos trocados pelo embaixador americano Charles Elbrick, sequestrado no Rio em 1969.

Flávio aparece na famosa foto dos presos (abaixo) diante do avião que os levaria ao exílio, no México – onde o diretor nasceria, em 71 –, e em um flash rápido, em lista de “procurados”, com o nome de Flávio Aristides. É também Flávio Tavares quem faz as entrevistas, ficando frente a frente com ex-adversários, o diplomata Bentley e Jarbas Passarinho, ministro que assinou sua extradição. A mulher de Camilo, Karla Ladeia, é produtora-executiva.

Para o embaixador Elbrick, seu sequestro foi uma tentativa de “constranger os governos brasileiro e norte-americano”. Mas há outros momentos de constrangimento americano no filme. Após aparecer a foto de um homem pendurado em um pau-de-arara, Bentley é questionado sobre as violações a direitos humanos. “É difícil de justificar oficialmente. Mas lamento… lamento (ri), de qualquer maneira.” À época, entretanto, as mensagens internas do governo americano pregavam a discrição. “Embora não busquemos justificar atos extra-legais ou excessos do governo, concluí que nossa melhor decisão é nos aproximarmos ao máximo do silêncio de ouro”, recomenda Gordon.

O filme surpreende ainda com depoimentos inusitados e críticos de protagonistas do regime, como o general Newton Cruz, chefe do SNI. “Quando a Revolução nasceu era para fazer uma arrumação da casa. Ninguém passa 20 anjos para arrumar a casa!”

O filme conclui com uma frase ácida do coordenador do Arquivo de Segurança Nacional, o norte-americano Peter Kornbluh. “Tudo isso foi feito em nome da democracia, supostamente.”
Presos libertados pelo sequestro do embaixador Charles Elbrick, dos EUA. Flávio Tavares, pai do diretor, é o primeiro à direita, agachado

Em tempo: ” historialismo ” nao é História nem Jornalismo – PHA
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/jorge-viana-tucanos-previam-privatizacao-da-empresa-e-agora-falam-em-reestatizacao.html

Dedão de silicone derruba 'choque de gestão', ao excluir povo do controle

15.03.2013
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 13.03.13

No serviço de ambulâncias SAMU da prefeitura de Ferraz de Vasconcelos, cidade da região metropolitana de São Paulo, foi descoberto que médicos usavam cópia de seu dedo, moldado em silicone, para fraudar a frequência no plantão, controlada por relógio de ponto que lê a impressão digital.

A descoberta foi a partir de uma denúncia, levando a Guarda Municipal a gravar em vídeo o delito, com o consentimento do Ministério Público.

Dado o flagrante, foram apreendidos 6 dedos de silicone. Um era réplica do dedo da médica Aline Monteiro Cury que, segundo a prefeitura, é filha do coordenador do SAMU, contratada há 3 anos e nunca trabalhou.

A cidade é governada desde janeiro por Acir Filló (PSDB), que tem o crédito de sua gestão ter agido para desbaratar o esquema. O antecessor, que governou a cidade por 8 anos, foi Jorge Abissamra (PSB), que por sinal é médico, e deixou um rastro de escândalos em sua gestão que estão indo parar na justiça.

Apesar do prefeito anterior ser do PSB e não do PSDB, o caso mostra o quanto o chamado "choque de gestão", tão enaltecido pelos tucanos, pode enganar.

Aparentemente, instalar relógio de ponto com leitura biométrica da impressão digital seria exemplo de boa gestão, modernizando e dando eficiência aos controles, impedindo fraudes. Aconteceu o contrário, e o suposto controle eletrônico eficiente, possivelmente, até poderia servir para legitimar funcionários fantasmas. Afinal quem questionaria a presença de um funcionário, se a impressão digital comprovava o horário de entrada e de saída? Porém o serviço SAMU ficava desfalcado de médicos contratados para estarem ali. Se duas ou mais pessoas chamassem ambulância no mesmo momento, um dos pacientes iria ficar sem atendimento naquele instante por falta de médico, e teria que esperar, o que poderia até ser fatal conforme a gravidade da emergência.

Nada contra a tecnologia e a boa técnica, mas ela, por si só, não traz necessariamente melhorias no serviço público, se não tiver controle humano interno, feito pelo próprio funcionalismo, e externo, feito pelo cidadão a partir de informações transparentes tornadas públicas, para ele fazer controle social.

No caso de unidades de saúde de atendimento ao público, nada mais simples e útil do que publicar em um quadro bem visível a todos os cidadãos (e também na internet), quais médicos tem que estar trabalhando ali, a escala de plantão, qual a especialidade, em qual horário, e ausências justificadas (se houver), para o cidadão saber o serviço que o Estado está lhe oferecendo, e se está sendo entregue, até para ele poder reclamar, se for caso, ou interagir, participar da própria política de saúde pública e cobrar melhorias da prefeitura. É uma medida muito simples e de custo praticamento zero, pois só depende do gestor gastar uns minutos por dia para colocar em prática.

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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2013/03/dedao-de-silicone-derruba-choque-de_13.html

No Paraguai e no Brasil, golpe se dá no Supremo

15.03.2013
Do blog ESQUERDOPATA



A Globo manda ou não manda no Supremo ?


Mais um e seria "formação de quadrilha"
Como se sabe, Gilmar Dantas (**) compareceu ao lançamento de livro de autor conhecido pela alcunha de “rola bosta”.


Ayres Britto, o Big Ben de Propriá, que marcou o julgamento do Dirceu para a hora de o eleitor de São Paulo votar em Haddad, já entrou para o PiG (***), ao lado da Souza Cruz.

O Padim Pade Cerra, esse que defende os industriais e não fala em “povo”, foi ao lançamento do livro do Ataulfo(*) no Rio e depois assistiu a elegante ágape com ele.

Agora, Gilmar, entre o Ataulfo e o Big Ben, faz merchandising do livro do Ataulfo (*).

Terá sido Gilmar a “garganta profunda” que dizia ao Ataulfo quem podia votar, quando e como ?

Esses são os juízes impolutos que condenaram o Dirceu !

A Globo não ganha eleição.

Dá Golpe.


E Golpe se dá no Supremo.

No Paraguai e no Brasil.

Big Ben, Gilmar Dantas, Merval, Padim, imaculado banqueiro (sem menosprezar os 18′ do Gilberto Freire com “i” (****): como diz o Mino, é tudo da mesma sopa !


Paulo Henrique Amorim


(*) Até agora, Ataulfo de Paiva era o mais medíocre dos imortais da história da Academia Brasileira de Letras. Tão mediocre, que, ao assumir, o sucessor, José Lins do Rego, rompeu a tradição e, em lugar de exaltar as virtudes do morto, espinafrou sua notoria mediocridade.

(**) Clique aqui para ver como eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. E não é que o Noblat insiste em chamar Gilmar Mendes de Gilmar Dantas ? Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Isso dá processo…

(***) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(****) Ali Kamel, o mais poderoso diretor de jornalismo da história da Globo (o ansioso blogueiro trabalhou com os outros três), deu-se de antropólogo e sociólogo com o livro “Não somos racistas”, onde propõe que o Brasil não tem maioria negra. Por isso, aqui, é conhecido como o Gilberto Freire com “ï”. Conta-se que, um dia, D. Madalena, em Apipucos, admoestou o Mestre: Gilberto, essa carta está há muito tempo em cima da tua mesa e você não abre. Não é para mim, Madalena, respondeu o Mestre, carinhosamente. É para um Gilberto Freire com “i”.

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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2013/03/no-paraguai-e-no-brasil-golpe-se-da-no.html

Estudante negro é discriminado em ônibus universitário

15.03.2013
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 08.03.13

Estudante Negro da UFRJ é coagido a sair de ônibus universitário. Apesar de haver outros estudantes indo em direção ao alojamento, Aparecido de Jesus Silva foi o único abordado

Na terça-feira dia (26/02) , às 22h, voltando do IFCS onde assistia a aula, o estudante de Filosofia negro, Aparecido de Jesus Silva, foi coagido pelo motorista do ônibus universitário para que se retirasse do mesmo.
Aparecido relata que pegou o ônibus de número 160, placa KXW 4619, para o alojamento no terminal Rodoviário da Cidade Universitária. Ao entrar pela traseira do ônibus (que é gratuito) e sentar ao fundo, o estudante teria visto o condutor gesticular com as mãos e perguntar “Você vai para onde?” . “[o motorista] Parecia nervoso com minha presença”, informou.
ufrj racismo estudante negro
Racismo contra estudante negro ocorreu na UFRJ (Reprodução)
Após parar em um ponto na cidade universitária, o condutor então teria aberto a porta dos fundos e reclamado: “Não vai descer não”? Aparecido esclarece que apesar de haver outros estudantes indo em direção ao alojamento, ele foi o único abordado.
A situação se agravou quando chegaram à Prefeitura Universitária. De acordo com os relatos o condutor teria aberto a porta do ônibus e dito: “você vai para onde? Desce do ônibus!”. Surpreso, Aparecido perguntou se era com ele ” É com você mesmo!! estou indo para o alojamento e você não vai ficar andando de graça. Desce do ônibus!”, teria gritado o motorista. Não satisfeito com a coação moral, percebendo o caráter racista da mesma, o estudante respondeu que o condutor deveria continuar a viagem pois era a função dele. Foi então que o motorista o teria ameaçado: “Você não vai descer não? Quando chegar no ponto final você vai se arrepender”, repetiu por diversas vezes.
Não se deixando abalar, de acordo com o seu próprio relato, teria respondido: “Qual é o seu problema? Porque você não perguntou nada para as outras pessoas? Você é racista. Posso chamar a PM e prender você agora. Onde está a placa com o seu nome”.
Aparecido informa ainda que durante esse percurso final da viagem o motorista teria ironizado o fato de que pretendia anotar o número do ônibus. “Ele me ameaçou. Quero saber como vai ficar minha segurança aqui na Universidade (UFRJ) que estudo.” reclamou.
Leia também
Procurada por nossa equipe de reportagem, a assessoria de imprensa da UFRJ informou que já recebeu a reclamação na ouvidoria e buscará as informações pertinentes para realizar as medidas cabíveis ao caso.
Atualização 1: A Assessoria de Imprensa da UFRJ informou que os ônibus universitários são gratuitos para todos que circularem pelo Campus, sendo estudantes ou não, e que o serviço é terceirizado.

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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/03/estudante-negro-e-discriminado-em-onibus-universitario.html

ONU atribui a Lula unificação e aumento de programas sociais

15.03.2013
Do BLOG DA CIDADANIA, 14.03.13
Por Eduardo Guimarães

O relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) divulgado ao longo da quarta-feira (14 de março) pôs fim à polêmica sobre quem de fato unificou e deu impulso (“alargamento”) aos programas sociais que geraram os enormes elogios ao Brasil que predominam no último relatório sobre o Índice de Desenvolvimento Humano.
Apesar de a mídia estar tentando atribuir ao governo Fernando Henrique Cardoso as ações sociais mais decisivas no sentido de ter gerado a manchete que predominou no site do PNUD, a qual diz que “Brasil tem alto desempenho no desenvolvimento humano e é exemplo para o mundo”, a leitura do relatório conta uma história diferente.
Abaixo, o texto.
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A ascensão do Sul
Progresso humano num mundo diversificado
Capítulo 3
Página 87
“(…) Em 2003, o Bolsa Escola foi alargado ao programa Bolsa Família por via da fusão de vários outros programas de transferências pecuniárias e não pecuniárias num único sistema de seleção sob uma administração simplificada. Em 2009, o programa Bolsa Família cobria mais de 12 milhões de famílias em todo o país, ou 97,3% da população visada. Estes programas também abriram perspectivas em termos de administração dos programas e de capacitação das mulheres, graças ao desenvolvimento de canais de distribuição inovadores, tais como cartões ATM para mães com baixos rendimentos que não possuíam contas bancárias. Isto traduziu-se numa queda substancial dos índices de pobreza e de pobreza extrema e numa redução da desigualdade (…)”
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Se os dados se referissem a 2012, os resultados seriam muito mais impressionantes, pois o avanço foi muito grande após 2009. Todavia, o que se depreende do estudo é que o governo Lula, em seis anos, entre 2003 e 2009, atingiu, com os programas sociais de transferência de renda, 12 milhões de famílias, enquanto que durante o governo FHC, que durou oito anos, apenas 2,9 milhões de famílias foram contempladas.
Em seis anos, Lula fez quatro vezes mais do que FHC em oito anos.
Esses programas de transferência de renda, entre outros, motivaram a exposição do Brasil em um relatório que já no título diz a que veio. O Relatório do Desenvolvimento Humano 2013 traz como mote “A ascensão do Sul”, pois revela que, ao contrário do que ocorre no resto do mundo, sobretudo no mundo rico, é no Sul, mais particularmente na América Latina, que o desenvolvimento humano se instalou.

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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2013/03/onu-atribui-a-lula-unificacao-e-aumento-de-programas-sociais/

Wikileaks: Para EUA, envolvimento de papa com ditadura enfraquecia crítica aos Kirchner

15.03.2013
Do portal OPERA MUNDI, 14.03.13
Por Charles Nisz | São Paulo

Documento sobre o assunto foi elaborado pela embaixada norte-americana em Buenos Aires em outubro de 2007   

O envolvimento do então cardeal Jorge Mario Bergoglio com os crimes cometidos pela ditadura argentina enfraquecia as suas críticas sobre as decisões políticas e econômicas do governo Kirchner, na opinião da embaixada norte-americana em Buenos Aires. A revelação sobre o novo papa, que escolheu o nome Francisco para usar em seu pontificado, foi feita pelo site Wikileaks em 2011, com base em telegrama original datado de 11 de outubro de 2007.

Agência Efe
Papa Francisco começou esta quinta-feira (14/04) com uma oração na Basílica de Roma

Poucos meses antes, em maio de 2007, o governo de Nestor Kirchner era muito criticado dentro da Argentina e o presidente não sabia se concorreria à reeleição ou se lançaria sua esposa, a então senadora Cristina Kirchner, como candidata. A ideia era esperar o máximo possível e só anunciar a candidatura em julho daquele ano.


Greves de professores na província de Santa Cruz que causaram a renúncia do governador local em 9 de maio, um escândalo de corrupção envolvendo vários ministros e tensões públicas com a Igreja Católica eram alguns dos desafios dos Kirchner.  Segundo telegrama da embaixada dos EUA vazado pelo Wikileaks, uma das vozes mais críticas ao governo era a do cardeal Bergoglio.

As relações entre o governo Kirchner e a Igreja pioraram quando o ex-bispo Joaquín Pina impediu que Carlos Rovira, governador kirchnerista da província de Misiones, conseguisse uma mudança na lei aprovando a reeleição sucessiva. A proposta foi derrotada por mais de 13 pontos percentuais. Kirchner, à época, chegou a declarar que “Deus não tem partido” e, portanto, a igreja não deveria se meter na política.

Bergoglio disse que a Igreja não deveria se envolver com a política de modo oficial, mas apoiou a campanha liderada por Pina. O então cardeal também expressou preocupação com o “enfraquecimento das instituições democráticas argentinas” e com a crescente concentração de poder na mão dos Kirchner. Durante a greve dos professores em Santa Cruz, um bispo agravou ainda mais a crise entre governo e Igreja ao dizer que os Kirchner tratavam como “inimigos” aqueles que pensavam diferente do governo.

Relação com ditadura

Nascido em 1936, Bergoglio tinha 40 anos quando os militares argentinos destituíram à força o governo de Isabel Perón e instauraram uma ditadura militar. O cardeal Bergoglio, assim como muitos religiosos com idade semelhante, é acusado de não ter trabalhado para evitar a morte de mais de 30 mil argentinos – muitos deles, militantes de esquerda – entre os anos de 1976 e 1983.

Bergoglio teria falhado especialmente em não proteger as vidas de dois colegas da Ordem dos Jesuítas que eram opositores da ditadura argentina. Orlando Yorio e Francisco Jalics foram levados para a Escola Superior de Mecânica da Armada (ESMA) em 23 de maio de 1976, onde foram presos e torturados pelos órgãos de repressão do governo Jorge Videla, segundo o livro O silêncio, do jornalista Horacio Verbitsky.

Segundo documentos encontrados por Verbitsky, ao entregar o pedido de renovação do passaporte dos dois colegas, Bergoglio teria comentado com um responsável militar que esses dois colegas jesuítas, ligados à Teologia da Libertação, teriam contato com guerrilheiros de esquerda. Essas informações teriam contribuído para o sequestro e detenção ilegal de Yorio e Jalics. Ambos ficaram cinco meses detidos, entre maio e outubro de 1976.

Outros casos

colaboração de religiosos com o regime do general Videla não se restringe a Bergoglio. Christian Von Wernich era um capelão da polícia de Buenos Aires – então subordinada às Forças Armadas – e foi condenado à prisão perpétua em 9 de outubro de 2011 pela participação em 7 assassinatos, 31 casos de tortura e 42 sequestros. A Justiça argentina considera que Von Wernich tenha desempenhado papel fundamental no esquema de repressão criado pela ditadura militar vizinha.

Von Wernich é o terceiro ex-militar e a primeira autoridade eclesiástica a ser condenada pela participação em crimes cometidos pela ditadura argentina desde 2005. Isso aconteceu após a Suprema Corte argentina ter declarado que a imunidade trazida aos militares pela lei de anistia era inconstitucional. A sentença contra Von Wernich foi comemorada pelos ativistas de direitos humanos e pelos familiares das vítimas da repressão militar.

Logo após o veredito do caso Von Wernich, a Arquidiocese de Buenos Aires emitiu um comunicado no qual ela pede a Von Wernich que “se arrependesse dos crimes e pedisse perdão publicamente. A arquidiocese se dizia “perturbada pela participação de um dos seus membros em crimes tão graves".

De acordo com a embaixada norte-americana, a Arquidiocese se defendeu dizendo: “Muitos na esquerda alegam que a Igreja Católica é cúmplice dos crimes cometidos pelo Estado e que ela não se pronunciou ou prestou contas dessas ações contra os opositores do regime Videla, mas ela tem se afastado das operações não autorizadas de religiosos dissidentes e criminosos, colaboradores de um regime de exceção”.


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Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/27800/wikileaks+para+eua+envolvimento+de+papa+com+ditadura+enfraquecia+critica+aos+kirchner.shtml

O cerco ao Brasil e o mito mexicano


15.03.2013
Do portal da Revista Carta Maior, 10.03.13
Por Mauro Santayana

Virou moda fazer comparações entre Brasil e México, a respeito do desempenho econômico. Elas escoram as críticas que a imprensa internacional faz a um suposto aumento do 'intervencionismo' do governo brasileiro na economia.

Nos últimos tempos, virou moda no Brasil, e em alguns países da América Latina, fazer comparações entre o nosso país e o México, no que se refere ao desempenho econômico. Elas escoram as críticas que a imprensa econômica internacional faz a um suposto aumento do “intervencionismo” do Governo brasileiro na economia.

Parte disso deriva do fim da farra dos bancos e especuladores estrangeiros no Brasil, que aqui ganhavam gigantescas fortunas da noite para o dia, graças ao tripé : maiores juros do mundo; valorização da bolsa e do câmbio, que foi, de quase 100% com relação ao dólar nos últimos dez anos.

O outro motivo para essa campanha é manter, de forma permanente, o máximo de pressão midiática contra o governo, dentro e fora do Brasil. O objetivo é obrigar o país a provar que não é a Argentina, a Venezuela, nem a Bolívia, e que aceita a receita neoliberal. Assim se explicam medidas que vão do financiamento público a multinacionais como a Vivo, a abertura, via concessões do setor de infraestrutura para grupos internacionais, com aportes do Tesouro e 35 anos de prazo e liberdade para a remessa de lucros para o exterior. Enfim, que o Estado não está intervindo na economia.

Como na história do lobo e do cordeiro, no entanto, quanto mais atenção o governo dá a isso, mais a pressão aumenta. É o que explica, por exemplo, o fato de nas últimas semanas o nosso risco-país ter ultrapassado o do México que tem sido citado como principal exemplo de que o Brasil não está “fazendo bem o seu dever de casa”, segundo a pauta das agências de classificação de risco, do Wall Street Journal e dos “analistas” do mercado.

Nessa campanha, tipo gota d´água em pedra dura tanto bate até que fura, o fato de o México ter crescido três e meio por cento contra apenas 0,9% do Brasil no ano passado é o mais lembrado, mas não é o único. O México também seria mais “moderno”, mais “competitivo”, e mais “aberto” ao mundo, em contraponto com o Brasil e o “Mercosul”, símbolos de “atraso e protecionismo” na América Latina. 

Antes que essas mentiras se cristalizem como verdade na mente dos mais ingênuos, é preciso esclarecer alguns pontos. Embora o México tenha crescido mais que o Brasil nos últimos dois anos, o Brasil cresceu quase o dobro do México nos últimos dez anos, justamente no Governo Lula, e tem mais potencial do que o México para assim continuar no futuro, segundo afirmou, nesta semana, em entrevista, para citar um nome ao gosto do mercado, o economista Jim O´Neill, o “inventor” do BRICS.

Embora o comércio exterior do México equivalha a quase 50% do PIB, oitenta por cento de suas exportações vão para um único destino, os Estados Unidos. O Brasil exporta, em partes mais ou menos iguais, para a China, os EUA, a União Europeia, a América Latina, e o resto do mundo.

Outro mito difundido é o de que o México seria um grande exportador de manufaturas enquanto o Brasil é um grande exportador de matérias-primas. Nem uma coisa nem outra. O México monta peças recebidas de terceiros e as manda para os Estados Unidos, enquanto o Brasil é, por exemplo, o terceiro maior exportador de aviões do mundo, vendendo para os EUA, principal cliente do México, até aeronaves de guerra, como ocorreu há uma semana.

A abertura indiscriminada da economia mexicana também parece não ter produzido muita coisa em termos de inovação. Comparando-se o número de patentes concedidas no mercado internacional, em 2010, o México conseguiu registrar 198, contra 481 do Brasil.

A alardeada “competitividade” do México reside em seus baixos salários. O valor do salário mínimo no Brasil mais do que dobrou, com relação ao dólar, nos últimos 10 anos, enquanto no México esse valor vem diminuindo. A produtividade do trabalhador brasileiro é quase o dobro da produtividade do trabalhador mexicano, que, entre os 34 países da OCDE, ocupa o penúltimo lugar. 

O valor de uma hora de trabalho no Brasil era de quase sete dólares em 2011, contra menos de cinco dólares do trabalhador mexicano no mesmo ano, segundo estatística do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos.

Finalmente, a outra falsa afirmação é a de que o México esteja se transformando no “queridinho” dos mercados, enquanto o Brasil – que, com 388 bilhões de dólares em reservas, é o terceiro maior credor individual externo dos Estados Unidos, depois da China e do Japão – seria o pato feio da economia internacional por causa da atuação do governo.

Embora a bolsa mexicana – muitíssimo menor que a Bovespa - tenha se valorizado mais no último ano, o Investimento Externo Direto, aquele realmente produtivo, caiu 31% no México em 2012, para pouco mais de 12 bilhões de dólares, enquanto o IED no Brasil foi de cinco vezes mais, ou 65 bilhões de dólares no ano passado, ou o terceiro maior do mundo.

Mauro Santayana é colunista político do Jornal do Brasil, diário de que foi correspondente na Europa (1968 a 1973). Foi redator-secretário da Ultima Hora (1959), e trabalhou nos principais jornais brasileiros, entre eles, a Folha de S. Paulo (1976-82), de q
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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=6005