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quarta-feira, 13 de março de 2013

“Acabou o complexo de vira-lata”, afirma ex-ministro Franklin Martins

13.03.2013
Do portal do INSTUTO LULA

Ex-ministro do governo Lula diz que políticas de inclusão da última década mudaram o país, que ganhou em autoestima, e mudaram o povo, que se tornou um ator político efetivo da democracia brasileira


O jornalista Franklin Martins, ex-ministro da Comunicação Social no governo Lula, disse que o protagonismo do povo foi a grande conquista política e cultural de 10 anos de governos democráticos e populares que começaram com a eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002. “Até algum tempo atrás, a maioria dos presidentes, a maioria dos governos, governava o Brasil para apenas um terço da população. Era como se eles dissessem para o restante, que estava excluído: ´Eu até gostaria de ajudar vocês, eu até gostaria de ter medidas que fizessem vocês se levantar. Mas é impossível. Virem-se!´”.

A declaração foi dada em uma entrevista para o Instituto Lula e faz parte de uma série sobre os 10 anos de governo democrático e popular. Você pode acompanhar mais opiniões sobre os 10 anos que mudaram o país clicando aqui.

Para o ex-ministro, a exclusão de parcelas consideráveis da população das decisões de governo, a pretexto de que a política para os pobres era uma impossibilidade, está na raiz do “famoso complexo de vira-lata do povo brasileiro” (clique aqui para ler a crônica do dramaturgo Nelson Rodrigues que cunhou o termo “complexo de vira-lata”, em 1958). Com a eleição de Lula, o cenário começou a mudar e o povo decidiu não apenas escolher governos que governassem para todos, mas passou também a cobrar esses governos.
“Eu acho que o que mudou muito de 10 anos para cá é que o povo escolheu governos e cobrou desses governos que eles governassem para a maioria. Eu acho que essa é a grande mudança, porque ela fecundou, ela gerou diversas políticas que acabaram atendendo à maioria do povo, que passou a ver que havia um governo que governava para ele”. Franklin ressalta que isso gerou também uma tensão no sentido contrário. “E que passou também a ver que existia uma elite que não admitia que se governasse para todos e que foi fazer uma oposição furiosa a esses governos”.
A participação efetiva do povo, não apenas como beneficiário das políticas governamentais, mas também como ator político, marca uma mudança visível na última década, segundo o ex-ministro: “Eu acho que o que tem de novidade no Brasil, no fundo, é o coroamento de um processo de acumulação e fortalecimento da democracia, onde o povo foi identificando seus interesses, aprendendo a votar, votando em quem poderia fazer políticas que o beneficiassem e depois elegeu governos que iam implementar essas políticas, deu força a esses governos e cobrou desses governos. Eu acho que a novidade é que o povo é um ator político muito maior hoje em dia e por isso mesmo está no centro dos acontecimentos.”
“Uma classe média muito maior, redução da miséria, Prouni, Luz para Todos, Bolsa Família… a quantidade de programas é indescritível, mas a grande coisa é o seguinte: o povo está no centro da política no Brasil hoje”, completa.
Termo “complexo de vira-latas” foi cunhado em 1958
O dramaturgo e escritor Nelson Rodrigues cunhou o termo “complexo de vira-lata” em 1958, para designar a postura de inferioridade assumida no futebol, a partir de 1950, quando o Brasil perdeu a Copa do Mundo para o Uruguai, no Maracanã. Para Rodrigues, o brasileiro só começou a se curar esse complexo em 1958, quando ganhou a Copa pela primeira vez, mas apenas nesse esporte. A postura permaneceu em relação a outros temas. “Por ‘complexo de vira-lata’, entendo eu a inferioridade em queo brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo´”, afirmou.

Em agosto do ano passado, o ex-ministro e vice-presidente do PSB Roberto Amaral escreveu na revista Carta Capital uma outra crônica revisitando o termo. Para ele, esse complexo foi alimentado pelos interesses dominantes. “Esse sentimento existe, mas regado pela classe dominante brasileira, desde a Colônia, que sempre viveu de costas para o país e com os sonhos, as vistas e as aspirações voltadas para a Europa. Terra de “índios desafeitos ao trabalho”, de “negros manimolentes e banzos” e “europeus de segunda classe”, nosso destino, traçado pelos deuses, era a de eternos coadjuvantes. História própria, industrialização, destino de potência… ah, isso jamais!”. O texto re Roberto Amaral relembra fatos curiosos, como a oposição direitista a obras como a Ponte Rio-Niterói, o metrô no Rio de Janeiro, a Petrobras e — mais recentemente — a transposição do rio São Francisco. Clique aqui para ler o artigo de Roberto Amaral.

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Fonte:http://www.institutolula.org/acabou-o-complexo-de-vira-lata-afirma-ex-ministro-franklin-martins/#.UUEi2xzT-Zh

De uma penada, Folha extingue imperialismo britânico

13.03.2013
Do blog VI O MUNDO
Por  Luiz Carlos Azenha


Rhodes e as pretensões britânicas na África: na Barão de Limeira ninguém viu

A Folha, um jornal que se diz “a serviço do Brasil”, hoje fala em Malvinas britânicas, condena o nacionalismo e fala em partilha dos bens econômicos da região (petróleo) entre argentinos e britânicos. Alguém faltou na aula de História, dos enclaves econômicos portugueses em Goa e Macau, britânico em Hong Kong, holandês na Indonésia, alemão na Namíbia, etc. 

O editorialista não foi logo na aula de imperialismo! Esqueça tudo aquilo que você aprendeu sobre a guerra do ópio, o Cecil “do Cabo ao Cairo” Rhodes, os campos de concentração britânicos na África do Sul e Quênia (no primeiro caso para tomar os diamantes dos bôeres, no segundo para tomar terras férteis dos luo e kikuyu e produzir chá), etc.

O jornal diz que o plebiscito nas Malvinas deve ser respeitado como exemplo de “autodeterminação” dos povos, o que significa que se os teuto-brasileiros se declararem independentes teremos o jornal propondo a partilha de Santa Catarina com a Merkel.

Só falta agora a Folha propor a partilha do pré-sal com os Estados Unidos, que não reconhecem a Amazônia azul nos limites propostos pela Marinha brasileira. Se bem que isso a Folha já faz, por outros caminhos…

PS do Viomundo: O próximo passo da Folha é dizer que o Pentágono é uma obra de ficção.

Leia também:


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Fonte:http://www.viomundo.com.br/humor/de-uma-penada-folha-extingue-imperialismo-britanico.html

STF derruba regras de pagamento de precatórios de 2009

13.03.2013
Do portal do DIARIO DE PERNAMBUCO
Por Agência Brasil

Por maioria de 8 votos a 3, o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou hoje (13) algumas regras de pagamento de precatórios criadas em 2009, por meio de emenda à Constituição. Os ministros ainda não se posicionaram, no entanto, sobre o regime especial de pagamento, que estabelece normas como leilão de precatórios e prazo de quitação em até 15 anos.

Os precatórios são títulos de dívida pública reconhecidos após decisão definitiva da Justiça. Em 2009, o Congresso Nacional aprovou uma reforma na Constituição com regras mais flexíveis de pagamento, pois estados e municípios não estavam conseguindo quitar suas dívidas. O novo regime foi questionado no Supremo pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que chamaram a reforma de “PEC do calote”.

Nesta tarde, a maioria dos ministros rejeitou regra que permitiu atualização de valores dos precatórios pelo índice da caderneta de poupança. Eles ressaltaram que a poupança rende menos que a inflação, corroendo os valores devidos. A Corte também definiu que o precatório não pode ser usado para abater, de forma compulsória, o total de dívidas que os credores têm com a Fazenda Pública.

Os ministros ainda eliminaram expressão que garantia preferência a sexagenários ou pessoas com doenças graves que estivessem nessa condição apenas na data de expedição do precatório. A Corte entendeu que essa preferência pode surgir a qualquer momento ao longo do processo, quando a doença for adquirida ou o credor fizer 60 anos.  

O julgamento começou em 2011, com o voto do relator, ministro aposentado Carlos Ayres Britto. Ele anulou os principais pontos da emenda constitucional, inclusive o regime especial de pagamentos, que segundo ele, abria brecha para quitação em até 85 anos. Houve pedido de vista do ministro Luiz Fux, que concluiu seu voto hoje, acompanhando integralmente o relator.

Abriram divergência os ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki . Para Mendes, a emenda constitucional está permitindo que estados e municípios resolvam dívidas que não poderiam pagar. Já Zavascki entendeu que a reforma representou um avanço, pois no regime anterior, não havia prazo nem sanção para os insolventes. Agora, ele avalia que é possível cobrar os valores corrigidos, mesmo que de forma parcelada.

“Não se pode imputar à emenda pecha de que é tendente a abolir direito de garantias. Que direito era do credor, se não podia exigir? Que autoridade era do Judiciário, que não podia obrigar o cumprimento? O novo sistema da Emenda 62, embora esteja longe de um modelo ideal, certamente não é um retrocesso”, argumentou.

Após o voto de Zavascki, quando o placar estava em 2 votos a 2, Marco Aurélio Mello sugeriu que o julgamento fosse fatiado. Em um bloco, pontos como a compensação compulsória de débitos com a Fazenda Pública, a regra dos sexagenários e a atualização pelos índices de poupança. De outro, o regime especial de pagamento. Segundo o ministro, a solução serviria para “não fulminar completamente a emenda”, pois ele considera que alguns pontos são legais.

Além de Ayres Britto e Fux, o primeiro bloco da emenda foi derrubado pelos ministros Rosa Weber, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e pelo presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa. Seguiu a divergência o ministro Antonio Dias Toffoli. O julgamento seguirá amanhã, com a avaliação do regime especial de pagamento.
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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2013/03/13/interna_politica,428378/stf-derruba-regras-de-pagamento-de-precatorios-de-2009.shtml

Novo papa já foi acusado de cumplicidade com crimes da ditadura argentina

13.03.2013
Do portal OPERA MUNDI
Por  Redação* | São Paulo

Arcebispo de Buenos Aires, o cardeal chegou a testemunhar em julgamento sobre a desaparição de sacerdotes


Recém-eleito papa, o argentino Jorge Mario Bergoglio é acusado de ter sido cúmplice de crimes cometidos pela ditadura cívico-militar de seu país (1976-1983). Arcebispo de Buenos Aires, o cardeal chegou a ser convocado para testemunhar em julgamento sobre a desaparição de sacerdotes durante os anos de terrorismo de Estado.

Em sua primeira aparição, Jorge Mário Bergoglio pediu uma oração a Bento XVI1/9

Em 2011, durante as audiências do processo sobre o plano sistemático de roubo de bebês - nascidos em prisões clandestinas, durante a ditadura, e adotados ilegalmente por outras famílias, em sua maioria próximas a autoridades militares –, Bergoglio chegou a ser citado para declarar, após testemunhas apontarem que ele estava ciente deste tipo de crime.


“Como é que o Bergoglio diz que só sabe do roubo de bebês há 10 anos?”, questionou em uma audiência Estela de la Cuadra, que apresentou ao tribunal cartas de seu pai ao arcebispo, agora papa, nos quais pedia que este intercedesse na procura por sua filha desaparecida, e de sua neta, que nasceu em um centro clandestino de prisão e tortura da ditadura.

Leia mais



Segundo o depoimento de Alicia De la Cuadra, primeira presidente da Associação Avós da Praça de Maio, durante a busca por sua neta, Bergoglio teria dado a ela uma carta na qual dizia que o bispo argentino Mario Piqui intercederia no caso. Após o contato com autoridades policiais, no entanto, o bispo teria afirmado ao casal que a criança estaria com um “matrimônio bom” e que a suposta adoção já não tinha “volta atrás”.

Além dos indícios de cumplicidade no esquema de roubo e apropriação ilegal de menores, Bergoglio deveria declarar acerca da morte de religiosos durante a repressão, o que foi realizado por meio da visita de juiz à casa do religioso.

Em entrevista à televisão pública argentina, o jornalista Horacio Verbitsky, que publicou diversos livros com temáticas relacionadas à ditadura argentina e a Igreja Católica, afirma que, em audiência ante os tribunais, Bergoglio negou informações concedidas a ele em uma entrevista.


“Tenho detalhes de uma ilha chamada El Silencio, no [delta do] Tigre, que foi vendida pelo episcopado argentino para a Marinha, para servir como centro clandestino de prisão. Mas isso foi negado pelo cardeal perante os juízes”, afirmou o jornalista. “[Ele] negou fatos que eu tenho claramente documentados”, disse Verbistky.

Além disso, Bergoglio foi acusado pelas Mães da Praça de Maio de ter facilitado o sequestro dos sacerdotes jesuítas Francisco Jalics e Orlando Yorio. A versão é corroborada por Verbistky: “[Ele] era chefe da Companhia de Jesus, às quais eles pertenciam, mas em vez de protegê-los, lhes tirou a proteção eclesiástica e poucos dias depois foram sequestrados”.

“Ele os denunciou por estarem vinculados com a subversão e de terem desobedecido seus superiores hierárquicos”, continuou o jornalista, afirmando que a informação está documentada na chancelaria argentina.

Em audiência sobre crimes cometidos na Escola de Mecânica da Marinha (Esma), centro de detenção clandestino da ditadura, a ex-presa e desaparecida María Elena Funes relatou que o arcebispo de Buenos Aires tinha proibido um dos jesuítas de atuar como padre na região de Bajo Flores, no sul da capital argentina, por razões ideológicas.

Berglogio foi denunciado pela primeira vez por cumplicidade com crimes da ditadura em 1986, no livro Igreja e Ditadura, escrito por Emilio Mignone, autor defensor dos direitos humanos que teve sua filha desaparecida.

*Com informações dos jornais Página 12 e Tiempo Argentino
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Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/27792/novo+papa+foi+denunciado+por+cumplicidade+com+crimes+da+ditadura+argentina.shtml

Cardeal argentino é o novo papa

13.03.2013
Do  portal do DIARIO DE PERNAMBUCO


O cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, 76 anos, foi anunciado esta tarde como o novo papa, eleito após cinco votações do conclave. Ele será chamado de papa Francisco I.

De formação jesuíta, ele apareceu para a multidão de fiéis que acompanhou o anúncio em frente à Capela Sistina, no Vaticano. Ele inciou o discurso de maneira bem humorada, dizendo que seus irmãos cardeais foram até o "fim do mundo" para encontrar o novo papa.

Em seguida, Bergoglio agredeceu a hospitalidade da comunidade e pediu uma oração para o bispo emérito Bento 16, que renunciou ao cargo. Em seguida, o papa e a multidão rezaram o Pai Nosso.

O papa Francisco I ainda pediu orações por ele e por todo o mundo, para que haja uma grande irmandade entre os católicos, seguido de um minuto de silêncio em oração. O argentino Bergoglio nasceu no bairro de Flores, em 1936.
 

Favorito em 2005

Em 19 de abril de 2005, o dia em que Joseph Ratzinger foi eleito para suceder João Paulo II, o nome de José Mario Bergoglio circulava com peso entre aqueles que se animavam a fazer previsões sobre o resultado da eleição do conclave.

Ratzinger foi eleito após quatro votações, com 84 votos dos 115 cardeais presentes, e seu adversário não foi o cardeal progressista Carlo Maria Martini, como se dizia, mas sim o arcebispo de Buenos Aires, que conseguiu 26 votos na quarta rodada, segundo a revista italiana Limes.

Paixão pela Argentina

Segundo o vaticanista Andrea Tornielli,Bergoglio nunca quis que o enviassem a Roma. "Ele sempre quis ficar em seu país". O jesuíta nunca teve medo do poder político. Nos últimos anos, as declarações públicas de Bergoglio sobre as grandes questões sociais incomodaram os governo do momento, traçaram diagnósticos sobre a infância e a pobreza, marcaram alertas sobre o futuro do país.

Ele falou daqueles "que se encaixam no sistema e aqueles que sobram, por culpa das contradições". Disse que na rua há "crianças escravas" e que a disputa política é "a grande doença dos argentinos". 

Mais informações em instantes


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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/mundo/2013/03/13/interna_mundo,428323/cardeal-argentino-e-o-novo-papa.shtml

Aécio Neves ama a Petrobrax!

13.03.2013
Do BLOG DO MIRO
Por Altamiro Borges


Após criticar a redução das tarifas de energia elétrica e a desoneração da cesta básica, o PSDB decidiu centrar seus ataques contra a Petrobras. Em seminário realizado ontem em Brasília, os tucanos afirmaram na maior caradura que desejam “reestatizar” a empresa. O evento, que serviu de palanque para o cambaleante de Aécio Neves, até parece piada pronta. Qual o moral do PSDB para falar sobre a Petrobrás? FHC quase destruiu a empresa com o objetivo de privatizá-la, inclusive com a mudança do seu nome para a Petrobrax.


Segundo o jornal Valor, o mineiro nem se referiu às tragédias tucanas. Ele disse que a Petrobras tem hoje uma “gestão temerária” que serve a “interesses partidários”. Ele também “criticou a adoção do modelo de partilha de produção para a exploração da camada pré-sal, mas não defendeu claramente a mudança na legislação para que o contrato de concessão seja mantido como único sistema para a extração e produção do petróleo” – conformem defendem as poderosas multinacionais do setor e o governo dos EUA.

As velhas bandeiras neoliberais

“O que queremos é reestatizar a Petrobras, que foi partidarizada pelo PT e perdeu eficiência, punindo os seus acionistas e gerando incerteza em relação a novos investimentos”, afirmou o trôpego tucano, sempre de olho no financiamento de campanha dos “investidores”. Mais grave ainda, segundo o jornal Valor, “ele também sinalizou posição favorável à flexibilização da exigência de nacionalização do conteúdo na exploração do pré-sal”. Em síntese: Aécio Neves retomou as velhas bandeiras neoliberais!

No palanque montado pelo PSDB, chefões do DEM e do PPS também fizeram discursos raivosos e faixas ridicularizaram Lula e Dilma. Como num jogo combinado, jornais e emissoras de tevê deram destaque ao seminário, mas evitaram criticar a total incoerência dos tucanos. A mídia até poderia ter usado as imagens da tragédia da P-36, que afundou em março de 2001 causando prejuízos de US$ 300 milhões e a morte de 11 petroleiros. Mas ela arquivou a lembrança por motivos óbvios e evitou repercutir as críticas ao seminário.

Os privatistas e os interesses estrangeiros

Da tribuna da Câmara, deputado Fernando Ferro (PT-PE) ironizou: “A defesa apaixonada da Petrobras só pode ser remorso. No governo FHC, os tucanos tentaram privatizar a estatal de todas as maneiras para entregá-la ao capital estrangeiro. Inclusive, tentaram trocar o nome da empresa para Petrobrax para facilitar a pronúncia lá fora”. Na mesma linha, o deputado Luiz Alberto (PT-BA) afirmou que “eles querem mesmo é resgatar a Petrobras para eles, os privatistas, para depois repassá-la ao controle do capital internacional”.

Os deputados também lembraram o “Memorando de Política Econômica do Ministério da Fazenda”, de 8 de março de 1999, no qual o governo FHC explicitou a intenção de vender “o restante das suas ações não votantes da Petrobras”, conforme o combinado previamente com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Para os que falam agora em “reestatizar a empresa”, estes e outros fatos gravíssimos confirmam toda a hipocrisia. Na verdade, o cambaleante Aécio Neves e a mídia privatista amam a Petrobrax! 

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Fonte:http://www.altamiroborges.blogspot.com.br/2013/03/aecio-neves-ama-petrobrax.html

Colhendo frutos, por Pedro Migão

13.03.2013
Do blog DoLaDoDeLá
Por Pedro Migão, no Ouro de Tolo

No último domingo a Rede Record exibiu mais um documentário da série capitaneada pelo jornalista Marco Aurélio Mello, dono do excelente blog “DoLaDoDeLá”. Depois do “Diário da Cracolândia” e do episódio sobre os sem teto – ambos objeto de post neste Ouro de Tolo, desta vez o alvo do documentário foram os refugiados – políticos, religiosos ou mesmo econômicos – que vem tentar a sorte no Brasil.
Vale destacar que o formato, exibido dentro do programa “Domingo Espetacular”, é uma aposta ousada da Record em arena aberta. Disponibilizar cerca de 35 minutos (sem comerciais) em um domingo à noite sem falar de futilidades é algo louvável e que deve ser enaltecido. Ponto para a emissora.
“Perseguidos” mostra de forma didática os principais fluxos de refugiados do mundo para o Brasil e suas causas, mostrando também as ações de acolhimento e o aparente descaso do Governo brasileiro com o fato. Fruto de três meses de pesquisa e entrevistas, consegue oferecer um bom painel da situação.
Um dos grandes méritos do programa é mostrar de forma bastante didática as situações. A partir das histórias de personagens entrevistados, eram mostrados os países e as causas do êxodo.
Também é mostrada a diferença entre refugiados – que fogem por estar em risco de morte, sendo perseguidos por questões religiosas, políticas ou por guerras – e aqueles que optam em vir para o Brasil por questões de tragédias naturais ou crise econômica. Este último caso é tipicamente o haitiano, onde um grande afluxo de pessoas fugindo da crise causada pelo terremoto de 2010 se verificou. Também europeus fugindo da crise econômica, embora neste caso o documentário só toque muito de leve.
Parêntese: muitos destes refugiados econômicos trabalham nas obras voltadas à Copa do Mundo, com salários que, hoje, não atraem com facilidade brasileiros. Fecha o parêntese.
Como refugiados típicos os dois maiores contingentes hoje são o colombiano (fugindo da guerrilha) e os provenientes da República Democrática do Congo (guerra civil). Um dos depoimentos mais dramáticos é do colombiano que se negou a financiar a guerrilha e por isso foi torturado e teve a irmã assassinada. O relato do estupro que sofreu com um cabo de vassoura é um dos mais dramáticos do documentário.
Aliás, o documentário não deixa claro se a guerrilha que vitimou o entrevistado e outros é a FARC, de esquerda, ou a AUC, paramilitar de extrema direita. Esta última inclusive é muito maior e mais abrangente que a primeira. Ainda assim, manifesto aqui minha reprovação com as ligações de setores do PT com as FARC, não tão grandes nem financeiras como a revista Veja em seus delírios militantes afirma, mas que em um passado não tão remoto existiram.
Também são mostrados os passos para a obtenção do status de refugiado e as dificuldades enfrentadas. A maior delas é a demora na concessão deste status, o que dificulta a condição de procura de emprego e os sujeita a subempregos e à miséria. A recente anistia concedida pelo governo brasileiro melhorou um pouco a situação, mas há ainda muitos refugiados que, inclusive, não podem trabalhar por não terem o visto necessário.
São impressionantes os relatos da perseguição religiosa no Paquistão – com enforcamento de cristãos por muçulmanos – e o dos refugiados em locais como a Palestina e a Síria. Bem como o caso do ex-guarda presidencial na República Democrática do Congo que caiu em desgraça após o assassinato do então Presidente.
Outro grande fluxo é o de mulheres grávidas. Com o nascimento da criança no Brasil a mãe tem a nacionalidade facilitada, já que prevalece o “jus soli” e o bebê nascido aqui é brasileiro independente da nacionalidade dos pais.
Ganha destaque o trabalho de instituições como a Caritas e casas de acolhimento de refugiados, que prestam uma primeira assistência. Ainda assim, há muito o que ser feito. Até porque a postura do governo brasileiro tem sido muito a de não perseguir quem está irregular no Brasil, mas também o de não fazer muitos esforços a fim de regularizar a situação de todos os que precisam.
“Perseguidos” – que pode ser visto na íntegra no alto do post – é indispensável para se entender este problema pouco conhecido, mas sério. Segue com maestria a trilha abertapelos episódios anteriores.
(*) Nota do blog: o vídeo na íntegra está logo abaixo da postagem na home page.

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Fonte:http://maureliomello.blogspot.com.br/2013/03/colhendo-frutos-por-pedro-migao.html#.UUCjKRzxYVA

Igreja elege argentino Jorge Mario Bergoglio como novo papa


13.03.2013
Do portal da FOLHA DE PERNAMBUCO
Por Marcílio Albuquerque, do FolhaPE

Em conclave, os 115 cardeais escolheram o sucessor de Bento XVI 

Divulgação/Vaticano

Os sinos da basílica de São Pedro e a tradicional fumaça branca na chaminé da capela Sistina confirmaram, na tarde desta quarta-feira (13), a eleição de um novo papa. O primeiro anúncio foi esperado com ansiedade pela multidão, que comemorou a escolha do argentino Jorge Mario Bergoglio, de 76 anos para ocupar o mais alto cargo da Igreja Católica.

O novo líder da Igreja Católica Apostólica Romana, em meio aos 115 cardeais que participaram do processo, era arcebispo da Arquidiocese de Buenos Aires, desde 1998. E recebeu cerca de dois terços dos votos, representando 77 posições, aceitando a missão de comandar a Santa Sé. Bergoglio assume o comando do Vaticano 13 dias após a renúnica de Bento 16, que deixou o cargo em 28 de fevereiro, após declarar não ter mais forças para seguir no posto.

O primeiro papa latino americano, decidiu adotar o nome de Francisco I, deixando de lado toda a especulação acerca da nomenclatura que, dentro da tradição jesuíta, girava em torno dos nomes de Pedro e João. Após os rituais estabelecidos, o sucessor do alemão Joseph Ratzinger, deve se dirigir a uma sala, devidamente preparada, intitulada Sala das Lágrimas, onde o esperam três hábitos papais (de tamanhos pequeno, médio e grande) para que possa se vestir. Duas cortinas de veludo vermelho já estavam instaladas na varanda central da basílica aguardando a apresentação do novo papa, ocupando o número 266 na história da igreja. O argentino é o primeiro papa a assumir o pontificado com o antecessor vivo, em uma trajetória de 600 anos.

Wikimedia Commons/VanKleinen

Cumprindo a tradição papal, Bergoglio celebra, nesta quarta-feira (14), a primeira missa como papa eleito. A expectativa é que esta celebração inicial seja formal e simples, com o celebrante vestido de branco, sem os trajes costumeiros e o simbólico anel do pescador – símbolo do sucessor de São Pedro, patrono da Igreja, que é usado no dedo anular direito. Essa cerimônia é considerada um momento marcante, pois, nela, o papa indica como será seu pontificado.

Conheça um pouco da trajetória do papa Francisco I

Jorge Mario Bergoglio nasceu em 17 de dezembro de 1936, em Buenos Aires. Foi ordenado para os jesuítas em 13 de dezembro de 1969 durante os estudos teológicos na Faculdade de Teologia de San Miguel, onde foi reitor de 1980 a 1986. Depois de completar sua tese de doutorado na Alemanha, serviu como confessor e diretor espiritual em Córdoba.

Foi nomeado bispo titular de Auca e Auxiliar de Buenos Aires em 20 de maio de 1992 e recebeu a consagração episcopal em 27 de junho do mesmo ano. Em 3 de junho de 1997, foi nomeado Arcebispo Coadjutor de Buenos Aires e Cardeal Antonio Quarracino em 28 de fevereiro de 1998. Bergoglio atuou como presidente da Conferência Episcopal da Argentina de 8 de novembro de 2005 até 8 de novembro de 2011. Em fevereiro de 2001, foi proclamado cardeal por João Paulo II.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/cms/opencms/folhape/pt/geral/mundo/arqs/2013/03/0187.html

A Raça Bornhausen

13.03.2013
Do blog CONTEXTOLIVRE
Por Raul Longo

Talvez ainda se lembrem de quando Jorge Bornhausen propôs acabar com a raça do PT por 30 anos.
Não conseguiu nem por um dia, mas ficou muito brabo com o Prof. Emir Sader porque o acusou de racista. E foi a juízo.
Força do hábito pela justiça daqui sempre dar ganho de causa pro velho Coronel. Mas em nível nacional a coisa é outra e o juiz favoreceu a lógica da conclusão do Sader, provavelmente em consideração às ciências antropológicas que conferem aos antropoides alguns espécimes de diferentes raças, entre elas a humana. Uma única raça com diversidades em suas origens étnicas.
Considerando que o PT é uma agremiação humana, não há sentido algum em se referir aos agremiados sob a sigla como raça. Além do que, quem expressa intenção de acabar com uma raça por qual seja o motivo, não somente se assume racista como se denota um genocida em potencial.
A acusação do Sader foi abalizada pela justiça e o Coronel perdeu pela evidência da lógica. Perdeu no Brasil, porque aqui em seu feudo a raça Bornhausen se prolifera pra todo lado, cotidianamente segregando a população humana de Santa Catarina.
O governo do feudo é do Bornhausen e a administração da sede também é do Bornhausen. Dessa vez diretamente, pois governador e prefeito são do mesmo partido: o ex-DEM/PFL/ARENA/UDN. Mas em todos demais siglas políticas há Bornhausen inseminado. Tanto que nas últimas eleições foi apoiado pelo PSOL e até nos da “raça” do PT catarinense já houve surtos, com ameaças de decapitações e incidências de interesses comuns.
Se no resto do país a raça Bornhausen vem se extinguido em sucessivas derrotas eleitorais, aqui assombra cada vez mais como aconteceu nesta manhã à senhora de 62 de idade no terminal de transporte urbano do centro, ao regressar de uma viagem ao Brasil.
Como se sabe, no Brasil instituições públicas e privadas têm demonstrado algum interesse em oferecer atendimento mais humano aos contribuintes e usuários. Uma dessas formas é a de isentar pessoas com mais de 60 anos do pagamento de tarifa de transporte público.
Isso causou constrangimento ao monopólio do transporte coletivo dessa Transilvânia e se viram obrigados a estipular a idade mínima de 65 anos para a mesma isenção.
Consciente da realidade do feudo em que vive há uma década e meia onde diariamente utiliza o transporte coletivo, a senhora pagou a passagem para poder passar pela catraca de entrada do Terminal Urbano do Centro, ao lado do Rodoviário.
A despeito do aumento populacional de Florianópolis, o monopólio do transporte coletivo continua nas mãos das mesmas companhias que mantém praticamente o mesmo número de veículos em circulação há duas décadas, com redução de algumas linhas. Mas depois de pagar o acesso às plataformas do terminal os passageiros têm o direito de escolher para onde queiram ser transportados como gado. No entanto, cansada da longa viagem interestadual e procurando evitar que sua bagagem incomodasse os demais passageiros pendurados aos balaústres, a senhora dirigiu-se ao cobrador solicitando o direito de usar a entrada da frente do coletivo para poder se acomodar em um dos poucos assentos exclusivos para idosos, todos desocupados.
Isso de assentos destinados a idosos não pagantes é outra coisa que revolta sobremaneira os bornhausens das companhias de transporte coletivo e ela explicou já ter pagado para passar pela catraca de entrada do terminal. Mesmo assim, o constrangido cobrador argumentou que por normas da empresa ela precisaria pagar duas vezes. Sem outra opção a aposentada se deixou lesar no valor de uma viagem a mais. Viagem que não fez, mas pagou. E desconfiou...
Não sem razão. Afinal, três anos a mais ou a menos em que interferem a respeito de assentos vazios, ainda que teoricamente reservados aos idosos?
Pelo telefone confirmou serem mesmo as normas da empresa, pois, conforme a atendente, se entrasse a fiscalização no percurso da viagem, teriam problemas.
É de se imaginar o vexame: ônibus lotado e o fiscal achegando-se aos cabelos brancos da senhora:
- E aí guria! Mostre seus documentos e se não tiver completado 65 anos vai lá pra trás. Tens de viajar em pé porque aqui não é lugar de fedelhas!
Mas se pagar duas vezes a passagem de uma única viagem, pode. Qual a lógica?
Suponha-se uma situação: adentra pela frente do ônibus meia dúzia de skinheads (jovens de mentalidade bornhausiana) e pagam por vinte viagens de ida e volta. Nesse dia todo idoso do hipotético bairro terá de viajar em pé:
- Aí coroa! Ninguém mandou chegar nos 80. Nóis só tem 20, mas temo dinheiro pra arrematar os assento só pra vê tu te fodê aí pendurado. Te agarra na bagagem se não quiser dar de cara no chão!
Haveria muito mais a contar sobre o deficitário transporte público de Florianópolis, das absurdas normas da TRANSOL – Transportes Coletivos, a maior empresa do loteamento das linhas urbanas desta cidade, ou das demais; mas a intenção aqui não é de tentar provocar alguma melhoria nas relações humanas entre instituições privadas e públicas com seus usuários e contribuintes catarinenses, pois se sabe perfeitamente que Brasil é do brasileiros e este feudo de Santa Catarina é do Bornhausen e sua raça.
Não há o que o plebeu catarinense possa fazer a não ser deixar de eleger os espectros do mesmo grupo a cada dois anos. Mas como, se todos os políticos daqui são do Bornhausen?
Empresários também e, pela inutilidade e por ser exaustivo, resume-se essa exposição apenas ao relato de como a mesma usuária que no Brasil não precisou pagar por nenhum transporte urbano e nem mesmo pelo interestadual, aqui teve de pagar por duas viagens para utilizar uma única sem incomodar ninguém com sua bagagem.
Não se estenderá aqui por considerações sobre tarifas mais altas do que as do Brasil para percursos bem menores e um serviço disponibilizado em média de espera de 40 minutos à uma hora, que se designa como sistema de transporte integrado apesar de nordeste a noroeste desta ilha estreita se ter de aguardar igual tempo por cada um dos três ônibus que interligam distâncias comparáveis às da Barra Funda à Baixada do Glicério em São Paulo ou do Flamengo à Ipanema no Rio de Janeiro. Se tanto!
Divulgar as realidades deste feudo ao Brasil não promoverá melhoria nas relações humanas catarinenses e apenas o que se pretende com essa exposição é oferecer uma contribuição à zoologia para a compreensão do comportamento e dos processos de reprodução e disseminação da raça Bornhausen.

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Fonte:http://contextolivre.blogspot.com.br/2013/03/a-raca-bornhausen.html

Superobservatório espacial é inaugurado no Chile


13.03.2013
Do portal do DIARIO DE PERNAMBUCO
PorAFP - Agence France-Presse

Antenas do radiotelescópio ALMA posicionadas na planície Chajnantor, deserto do Atacama. Foto: AFP/Martin Bernetti
Antenas do radiotelescópio ALMA posicionadas na planície Chajnantor, deserto do Atacama. 
Foto: AFP/Martin Bernetti

No deserto mais árido do mundo, a cinco mil metros de altitude, onde o oxigênio é escasso, a vegetação e a umidade são quase inexistentes e a temperatura cai a - 25°C, fica o maior observatório do mundo, denominado Alma, um verdadeiro paraíso para o mundo científico.

Dez anos atrás, quando surgiu a ideia de construir o radiotelescópio mais potente do mundo, e que finalmente será inaugurado nesta quarta-feira, procurou-se um terreno que fosse alto, tivesse nenhuma ou pouca umidade, muitos dias de sol e um acesso relativamente fácil.

A Planície Chajnantor, situada bem na fronteira entre Chile e Bolívia e próxima do povoado turístico de San Pedro de Atacama, cumpria com todos os requisitos e, em alguns casos, os excedia. Os cientistas tiveram que medir várias vezes a umidade existente porque não se convenciam de que fosse tão baixa. Eles achavam que os instrumentos estavam quebrados, porque não indicavam dados de umidade.

"O que tem de especial neste lugar é que aqui, acima de nossas cabeças, não há praticamente vapor d'água. Há tão pouca que a radiação que chega do objeto celeste, da galáxia ou da estrela, chega sem problemas", contou à AFP o astrônomo do Alma, Giani Marconi, na Planície Chajnantor.

Pela umidade quase nula, as 66 antenas do Alma (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array, em inglês, ou Grande Conjunto milimétrico/submilimétrico do Atacama) podem captar quase sem perturbação os objetos situados na parte mais escura e distante do Universo, onde se acredita que tenha ocorrido o Big Bang ou grande explosão, no início de tudo.

Mas embora a Planície Chajnantor seja um paraíso para a radioastronomia, também é um ambiente completamente hostil para a vida humana, pelo pouco oxigênio. Além do mais, ali sol e vento castigam.

Planeta sem vida

O local "é muito parecido a um planeta sem vida", acrescenta.

A inclemência do clima e do terreno condicionou a construção do projeto Alma, um empreendimento conjunto de Estados Unidos, Japão e Europa, que será inaugurado com a presença do presidente chileno Sebastián Piñera e outras autoridades.

As antenas, com diâmetro de 7 a 12 metros, as mais precisas já construídas, são capazes de suportar as fortes oscilações do clima desértico e os ventos da altiplanície.

Engenheiro opera o Engenheiro opera o "Correlacionador", supercomputador do Alma. Foto: AFP/Martin Bernetti

Mas os cientistas que trabalham nesta altitude precisam levar nas costas cilindros de oxigênio, que chega aos seus narizes através de pequenas mangueiras, o que lhes permite trabalhar em condições relativamente normais e fazer frente aos efeitos da altitude, como fadiga e dor de cabeça.

Ali também fica o "Correlacionador", um supercomputador, capaz de processar todos os dados recompilados pelas antenas, com a performance de 3.000 computadores portáteis ao mesmo tempo.

"As antenas recebem dados do céu, os digitalizam, os enviam ao 'Correlacionador' e este processa os dados. Mas a quantidade de dados produzida é tão grande, 36 milhões de amostras por segundo, precisamos de uma máquina especial capaz de digerir esta informação", contou à AFP o engenheiro encarregado, Alejandro Sáez.

O "Correlacionador" é "a máquina de cálculo mais potente que há no mundo", acrescentou. A sala onde fica deve ser mantida a 16 graus e tem proteções anti-sísmicas.

Os dados são transmitidos por fibra óptica até a base do observatório, que se encontra 2.000 metros mais abaixo, e onde trabalham de forma permanente técnicos e cientistas. Assim, é considerado o segundo edifício de maior altura construído no mundo.


Trabalho incessante

Neste ambiente hostil, as antenas funcionam dia e noite.
Doutor Thijs de Graauw, especialista em astronomia infravermelha e submilimétrica e diretor do observatório Alma, fala à AFP. Foto: AFP/Martin Bernetti Doutor Thijs de Graauw, especialista em astronomia infravermelha e submilimétrica e diretor do observatório Alma, fala à AFP. Foto: AFP/Martin Bernetti

Diferente dos telescópios ópticos, o Alma capta comprimentos de onda milimétricas e submilimétricas, invisíveis ao olho humano, que depreendem os diferentes corpos do Universo e que podem recompilar a qualquer hora, sem importar a presença ou não de luz solar.

As antenas podem, ainda, ver através das densas nuvens de gás e poeira que costumam cobrir estrelas ou planetas. E não é só isso: o Alma também pode analisar quimicamente o espaço, descobrindo e medindo as diferentes moléculas existentes, pilares fundamentais da vida.

"A comunidade científica quer usar o Alma em suas pesquisas sobre a formação das estrelas, dos planetas e não só no que acontece agora em nosso sistema solar, mas também como o sistema foi criado depois do Big Bang", disse à AFP o diretor do Alma, Thijs de Graaw.

"É uma revolução na história do Universo no âmbito das ondas milimétricas/submilimétricas, que têm o poder de olhar através das nuvens de poeira e podem se centrar na formação das próprias estrelas. Os telescópios não podem ver o que acontece dentro destas nuvens, com o Alma podemos, e isso é como abrir uma nova janela", assegurou de Graaw.

O Alma tem uma vida útil prevista de 30 anos, durante os quais cientistas do mundo todo poderão apresentar seus projetos para utilizá-lo.

"Trata-se do maior projeto de observatório do mundo já realizado até agora", disse Marconi, com orgulho.
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Fonte:
http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2013/03/12/internas_cienciaesaude,428162/superobservatorio-espacial-e-inaugurado-no-chile.shtml