terça-feira, 5 de março de 2013

Temporal tumultua trânsito no Rio

05.03.2013
Do portal da AGÊNCIA BRASIL
Por Nielmar de Oliveira

Rio de Janeiro - As fortes chuvas que caem em vários bairros da capital fluminense desde o início da noite de hoje (5), depois de o carioca ter vivido um dia com sensação térmica de 47 graus Celsius, deixou a a cidade em estado de alerta 3, em uma escala que vai até 4.
A intensidade das chuvas deixou as bacias da Baía de Guanabara, da zona sul e de Jacarepaguá. O Aeroporto Santos Dumont teve as operações de pouso e decolagem interrompidas. O Aeroporto Internacional Galeão-Tom Jobim opera por instrumentos.
O trânsito está congestionado em várias vias da cidade, principalmente nas ligações entre as zonas norte e oeste com o centro da cidade. O Rio Maracanã transbordou e os acessos à Praça da Bandeira fecharam tanto em direção à zona norte como ao centro e à zona sul.
Poças de água prejudicam a circulação de veículos ao longo da Avenida Brasil. Em Santa Cruz, na zona oeste, choveu cerca de 26,4 milímetros em apenas 15 minutos. Choveu forte também na Grota Funda, no Méier, na Tijuca, Penha, em São Cristóvão, na zona norte; e na Barra da Tijuca, no Recreio dos Bandeirantes e em Guaratiba, na zona oeste.
Segundo o Alerta Rio, serviço da prefeitura, ocorreram rajadas de ventos de moderadas a forte em vários pontos da cidade. O órgão prevê a continuidade de ocorrência de pancadas de chuva nas próximas horas por causa da chegada de uma frente fria.
O prefeito Eduardo Paes recomendou à população que não saia do local onde está, pois a previsão é que as chuvas continuem nas próximas horas. No centro do Rio, milhares de pessoas que estavam deixando o trabalho ficaram ilhadas, abrigadas sob as marquises e nas portarias dos prédios. Em pelo menos oito comunidades as sirenes de alerta de risco de deslizamantos soaram preventivamente.

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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-03-05/temporal-tumultua-transito-no-rio

SUPREMO DESCONTROLE - JOAQUIM BARBOSA OFENDE REPÓRTER DO JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO

05.03.2013
Do blog 007BONDEeblog


UM "LEXOTAN" PARA SUA EXCELÊNCIA
O PODER subiu à cabeça do Ministro Joaquim Barbosa e, sua excelência mostra que não está preparado para a "fama" repentina. O Ministro precisa saber que nem sempre a imprensa vai lhe procurar para bajulações e reverências como faz em relação ao julgamento do MENSALÃO. Joaquim Barbosa já deixou bem evidente que não gosta de ser contrariado e que não tem a mínima capacidade de conter seus impulsos de agressividade verbal, onde e contra quem quer que seja. Os termos empregados pelo Ministro e dirigidos ao repórter do jornal, (rapaz, palhaço) deixam transparecer uma postura arrogante e autoritária, além de fortemente preconceituosa, extrapolando a simples irritação de momento. Vejamos o que a "grande imprensa" dirá do fato, e imaginem o que diriam amanhã os MERVAIS E NOBLATS da vida, se este destempero e falta de respeito viesse de um Lula ou Dilma. 

A NOTA da Secretaria do STF com pedido de desculpas, não ameniza absolutamente em nada o acontecido.

Presidente do STF pede desculpas após discutir com jornalista
05/03/2013 
Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil 

Brasília - A Secretaria de Comunicação Social do Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou nota na tarde de hoje (5) em que pede desculpas à imprensa por causa de uma declaração do presidente da Corte, Joaquim Barbosa, a um jornalista. A nota foi assinada pela secretaria em nome do presidente do Tribunal. 

Após sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), presidido por Barbosa, o jornalista Felipe Recondo, do jornal O Estado de S. Paulo, ia começar uma pergunta: "Presidente, como o senhor está vendo...". O repórter foi interrompido por Barbosa: "Não estou vendo nada. Me deixa em paz, rapaz. Vá chafurdar no lixo como você faz sempre". Após nova tentativa do repórter, o ministro respondeu: "Eu não tenho nada a lhe dizer, não quero nem saber do que o senhor está tratando".

A Agência Brasil não estava presente no momento, mas obteve a íntegra do áudio com jornalistas que presenciaram o ocorrido.

Em nota oficial encaminhada à imprensa no ínicio da tarde, o secretário de Comunicação Social do STF, Wellington Silva, pediu desculpas em nome do ministro. Ele justificou a atitude de Barbosa com o cansaço do ministro após longa sessão do CNJ.

"Trata-se de episódio isolado que não condiz com o histórico de relacionamento do ministro com a imprensa", registrou. O secretário ainda declarou que Barbosa acredita "no importante papel desempenhado pela imprensa em uma democracia".

Edição: Carolina Pimentel//Texto atualizado às 18h16 para esclarecer informação
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Fonte:http://007bondeblog.blogspot.com.br/2013/03/supremo-descontrole-joaquim-barbosa.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+blogspot/NIKX+(007BONDeblog)

Morre o presidente da Venezuela, Hugo Chávez

05.03.2013
Do portal MSN NOTÍCIAS
Por Redação

Morre Hugo Chávez (© Reuters)
Morreu nesta terça-feira (5), aos 58 anos, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. O óbito ocorreu às 16h25 (horário local) e foi anunciado pelo vice-presidente, Nicolás Maduro, em pronunciamento na TV. Chávez morreu após uma batalha de dois anos contra um câncer, encerrando um período de 14 anos do líder socialista no poder.





O presidente passou por sua última cirurgia em dezembro de 2012, em Cuba, para combater o reaparecimento do tumor na área pélvica. Esta foi a sua quarta intervenção desde meados de 2011, quando a doença apareceu.


Após a cirurgia, seu estado de saúde ficou bastante frágil e, na manhã desta terça-feira, o vice anunciou que Chávez estava em situação 'delicada' no que eram os 'dias mais difíceis de sua vida'.

Chávez, que foi reeleito no final do ano passado para mais um mandato, anunciou o retorno do câncer no dia 8 de dezembro e surpreendeu os venezuelanos ao afirmar, em um discurso à nação, que o vice-presidente deveria assumir o poder caso ele ficasse incapacitado. Ele também exortou os simpatizantes a votarem em Maduro no caso de uma nova eleição.

No último dia 18 de fevereiro, Chávez retornou a Caracas para seguir com o tratamento em seu país de origem, mas não foi visto publicamente, o que levantou suspeitas sobre seu estado de saúde -- apenas uma foto sua foi divulgada pelo governo dias antes.

Chávez foi reeleito em outubro de 2012 e seu novo mandato começaria em 10 de janeiro deste ano, mas a Justiça liberou o adiamento de sua posse indefinidamente.

Uma vez que a Justiça autorizou a continuidade do governo chavista mesmo sem a posse oficial do presidente, ainda não está claro como ocorrerá a sucessão na Venezuela. Contudo, a Constituição estabelece que novas eleições sejam feitas em 30 dias após a morte ou inabilidade de um governante eleito. 

No poder desde 1999, o governo de Chávez foi marcado por sua liderança extravagante de esquerda na América Latina e pelo seu papel de principal provocador de Washington na região.

Chávez foi ferrenho apoiador de outros líderes esquerdistas na região, como Evo Morales, na Bolívia, e Rafael Correa, no Equador. Muitos vizinhos passaram, no entanto, a depender de sua ‘generosidade’, fomentada pelo petróleo venezuelano, para impulsionar suas frágeis economias.

Internamente, Chávez implantou o que ele chamou de 'socialismo do século 21', com uma série de reformas em seu país, uma nova Constituição, conselhos democráticos participativos, a nacionalização de diversas indústrias, o aumento no financiamento do governo nas áreas de saúde e educação e medidas focadas na redução da pobreza. As medidas, no entanto, causaram fuga de investidores e colapso na indústria local, o que gerou instabilidade no país e crescente aumento nos índices de violência.

Analistas acreditam que, mesmo com a indicação de Maduro, o chavismo desintegre com a morte de Hugo Chávez. "Continuamos da opinião de que é muito possível que não haja chavismo sem Chávez", disse o analista da Goldman Sachs Alberto Ramos, advertindo sobre "uma transição política possivelmente ruidosa e não necessariamente curta na Venezuela".

O fim do chavismo pode ser o melhor cenário para a oposição desde que Chávez assumiu o poder, já que muitos eleitores ignoravam os fracassos do governo por causa da profunda conexão emocional com o então presidente. Em outubro, o governador Henrique Capriles, de 40 anos, perdeu as eleições para Chávez em outubro, mas recebeu 44% dos votos, um recorde de 6,5 milhões de votos para a oposição.
*Com informações das agências Reuters e EFE
Morte (© Getty images)
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Fonte:http://noticias.br.msn.com/morre-o-presidente-da-venezuela-hugo-chavez

Hugo Chávez morre aos 58 anos

05.03.2013
Do blog VI O MUNDO



Após um tratamento de dois anos e quatro cirurgias contra um câncer, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, faleceu nesta terça-feira (05/03), aos 58 anos. Militar e político, Chávez nasceu em 28 de julho de 1954, em Sabaneta, Estado de Barinas. Criado pela avó paterna, o presidente entrou no Exército Nacional da Venezuela em 1971, onde desenvolveu interesse pela política.

Chávez foi cofundador, em 1982, do MBR200 (Movimento Bolivariano Revolucionário 200), em meio à crise econômica e social que, em 1989, culminou com o “Caracazo”, revolta popular em repúdio ao pacote de medidas econômicas neoliberais. Naquele período, os 10% mais pobres da população detinham apenas 1,6% do PIB (Produto Interno Bruto), enquanto os 10% mais ricos, 32%. A pobreza alcançava 85% da população e as classes A e B, somadas, representavam apenas 3,5% dos venezuelanos.
Revoltado com a repressão, que gerou milhares de mortos, o MBR200 organizou, em 4 de fevereiro de 1992, três anos após o “Caracazo”, uma sublevação militar contra o presidente Carlos Andrés Pérez que, embora tenha fracassado como golpe de estado, permitiu catapultar para o cenário nacional o líder maior do movimento: Chávez.

Ele ficou preso por dois anos e recebeu indulto do presidente Rafael Caldera (1994-1999). Chávez então se candidatou à eleição presidencial de 1999 com o apoio do MVR (Movimento Quinta República) e foi eleito o 52º presidente de Venezuela, com base no ideal da “Revolução Bolivariana”, amparada no chamado “Socialismo do século XXI”. O ideal tem como centro um Estado forte, provedor de direitos e regulador da economia, com expressiva participação direta na propriedade dos meios de produção.

Em 1999, Chávez inicialmente advoga pela mudança da Constituição da Venezuela de 1961, impulsionando um referendo constituinte que foi aprovado por votação popular. Em seguida, é realizado um referendo constitucional, que resultou na ratificação da Constituição da Venezuela de 1999. O presidente convoca novas eleições em 2000 e é reeleito com 55% dos votos.

Chávez dá início ao desmantelamento do sistema político que havia herdado da chamada IV República. Amparado por maioria parlamentar, os partidários de Chávez puderam adotar uma série de mecanismos plebiscitários e de participação política que detonaram o controle institucional antes exercido pelo bipartidarismo da AD (Ação Democrática) e do democrata-cristão Copei. Esses setores perdem hegemonia sobre a Assembleia Nacional, o Poder Judiciário e as Forças Armadas.

No final de 2001, Chávez sentiu-se forte para deslanchar suas primeiras reformas estruturais na economia. As principais foram a Lei de Terras (que fixou os parâmetros de reforma agrária) e dos Hidrocarbonetos (que aumentou impostos sobre as companhias privadas e o controle governamental sobre a atividade petroleira).

O ambiente de mudanças leva a oposição política ao presidente a organizar um golpe de Estado em 2002 e Chávez é retirado do poder por dois dias. Seu lugar é ocupado pelo industrial venezuelano Pedro Carmona, presidente da Fedecámaras. Após forte pressão popular e amparado na lealdade de setores do exército, o presidente é restituído ao poder.

A tensão política continua, com enfrentamentos nas principais cidades venezuelanas – o mais emblemático na Praça Altamira, de Caracas – e a paralisação petroleira entre dezembro de 2002 e fevereiro de 2003.

No final de fevereiro de 2002, Chávez decidiu demitir os gestores da companhia estatal PDVSA (Petróleos da Venezuela), envolvidos no golpe. Em reação, e para tentar forçar a saída do presidente, os opositores se apoderaram do controle sobre os poços de petróleo. A operação de metade dos 14.800 poços de petróleo da companhia, que representam 95% da produção do país, foi paralisada devido à greve dos trabalhadores, deixando a população sem combustível e comida.

A Coordinadora Democrática (uma coligação de partidos de direita e de esquerda, liderados pela Súmate, ONG anti-chavista) organizou no final de novembro de 2003 a coleta de assinaturas para um referendo revogatório, previsto na nova Constituição venezuelana. Em 15 de agosto de 2004, 58,25% dos votantes apoiaram a permanência de Chávez na Presidência até ao fim do mandato, em dois anos e meio. Em 2006, Chavez foi novamente reeleito presidente após vencer o deputado Manuel Rosales, com 62,9% dos votos.

Em 2 de dezembro de 2007, os venezuelanos votam plebiscito sobre uma reforma à Constituição, proposta por Chávez. O povo teve a opção de aprová-la, votando “Sim”, ou de rejeitá-la, votando “Não”. Ao fim, os eleitores rejeitaram as propostas de emendas por pouco mais de 50% dos votos. Chávez reconheceu a derrota. Em 2009, uma emenda constitucional que coloca fim ao limite para a reeleição aos cargos públicos é aprovada com 54,86% dos votos.

Em setembro de 2010, ano marcado por dificuldades na economia venezuelana, abalada pelos efeitos da crise econômica mundial, o chavismo conquista 60% das cadeiras da Assembleia Nacional. Pela primeira vez desde 1999, data em que a nova Constituição entrou em vigor, a oposição participou da eleição parlamentar.

Em junho de 2011, Chávez revela durante visita oficial a Havana que sofre de um câncer. Naquele momento, ele já havia sido operado, com sucesso. Nos meses seguintes, o presidente venezuelano é submetido a ciclos de radio e quimioterapia e a mais quatro cirurgias. Ele se candidata em 2012 à reeleição.

A campanha eleitoral é encerrada debaixo de chuva em 4 de outubro com um  megacomício na capital venezuelana, Caracas. Em 7 de outubro de 2012, o líder venezuelano é eleito pela quarta vez presidente da Venezuela, após derrotar nas urnas o rival, Henrique Capriles, com 54% dos votos. Dois meses depois, em 8 de dezembro, o presidente informa que o câncer havia retornado. Ele falece em Caracas, duas semanas depois de retornar de Cuba.

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/hugo-chavez-morre-aos-58-anos.html

Hugo Chávez, o líder revolucionário que perdeu a batalha contra o câncer




05.03.2013
Do portal do DIARIO DE PERNAMBUCO
Por AFP - Agence France-Press

Chávez governou a Venezuela por quase 13 anos. Foto: Presidência/AFP Photo
Chávez governou a Venezuela por quase 13 anos.
Foto: Presidência/AFP Photo

Hugo Chávez, o tenente-coronel reformado que governou a Venezuela por quase 13 anos projetando uma imagem de invencibilidade no comando de sua revolução bolivariana, não conseguiu vencer a batalha contra o câncer e morreu nesta terça-feira aos 58 anos.

Líder inconteste desde que chegou à Presidência da Venezuela em 1999 e influente ator na região, Chávez morreu antes de tomar posse, prevista para 10 de janeiro após a sua terceira reeleição consecutiva na eleição presidencial de outubro de 2012.

O presidente sempre confiou em sua recuperação e tinha como objetivo governar a Venezuela até 2030 para continuar aprofundando o que batizou como "socialismo do século XXI" neste país com as maiores reservas de petróleo do mundo.

Com um grande domínio dos meios de comunicação e uma energia transbordante, Chávez se tornou onipresente na vida dos venezuelanos. Seduzia com seu carisma e desafiava constantemente seus opositores, que apenas em poucas ocasiões conseguiram derrotá-lo nas urnas.

O presidente começou a gerar sua revolução em 1982, quando, em um encontro privado com um grupo de companheiros de armas, jurou "não descansar até ver rompidas as correntes que oprimem o povo pela vontade dos poderosos".

Em 4 de fevereiro de 1992, liderou um fracassado golpe de Estado contra o então presidente Carlos Andrés Pérez, que o colocou na prisão, mas também o transformou num personagem popular para todos os venezuelanos, cansados de um sistema político com dois grandes partidos desgastados.

"Companheiros: lamentavelmente, por ora, os objetivos a que nos propomos não foram obtidos nesta cidade capital", declarou naquele dia à televisão o jovem Chávez, convocando seus camaradas a depor das armas, mas deixando entrever, ao mesmo tempo, uma promessa de mudança que marcou muitos venezuelanos.

Em 1994, ele se aposentou e saiu da prisão graças ao então presidente Rafael Caldera. Quatro anos depois, venceu suas primeiras eleições.

Alheio aos que o chamavam de déspota, tirano ou populista, Chávez se considerou protagonista de uma segunda independência da Venezuela e reviveu o culto ao libertador Simón Bolívar, com quem se identificou.

Além do ideário bolivariano, Chávez abraçou os ensinamentos de seu mentor, o líder comunista cubano Fidel Castro, o que não o impediu de proclamar sua fé em Jesus Cristo, o "primeiro socialista da história", segundo ele.

Esta ideologia eclética se traduziu na questão econômica em uma reestatização das indústrias básicas, em um controle majoritário por parte do Estado da exploração petroleira em empresas mistas, em reforma agrária estatal e experimentos frustrados de cooperativas e autogestão.

Na política, fundou o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), cujos quadros foram formados em Cuba, ideologizou as Forças Armadas e criou as milícias.

Hugo Chávez antes de sua graduação na academia militar em Caracas, 5 de julho, 1975. Foto: AFP Photo
Hugo Chávez antes de sua graduação na academia militar em Caracas, 5 de julho, 1975. Foto: AFP Photo
Seu discurso radical, frequentemente excludente, provocador e rude, não deixava ninguém indiferente e fomentou uma polarização da sociedade venezuelana, hoje literalmente dividida em dois.

Como corolário de gigantescas manifestações contra ele, Chávez foi deposto durante algumas horas por um golpe da cúpula militar em 2002, e devolvido ao poder por militares leais e multidões entusiasmadas.

No ano seguinte, sofreu uma extensa greve petroleira que atingiu as finanças do país.

Implacável com seus opositores, decidiu então que quem não estava com ele estava contra ele, e retomou de Fidel Castro as bandeiras de inimigo obstinado dos Estados Unidos.

No entanto, foi suficientemente pragmático para manter seu calendário de eleições e referendos e para seguir enviando um milhão de barris diários de petróleo aos Estados Unidos.

Chávez governou de forma pouco convencional, misturando seu olfato político e o ensino militar, delegando poderes apenas a um pequeno grupo de colaboradores, do qual talvez saia seu herdeiro político.

Seu chanceler e vice-presidente, Nicolás Maduro, foi apontado como seu sucessor.

Definido por Chávez como "um revolucionário por completo, um homem com muita experiência, apesar de sua juventude", Maduro foi designado pelo líder venezuelano para sucedê-lo em 9 de dezembro de 2012.

Não será uma tarefa difícil substituir Chávez, que quase 13 anos após ser eleito presidente mantinha uma popularidade alta.

Ao morrer, Chávez concentrava um grande poder em suas mãos. Era presidente, comandante-em-chefe das Forças Armadas e presidente do PSUV. Além disso, seus partidários controlam a maioria parlamentar e ostentam uma maioria no Supremo Tribunal de Justiça.

Para além das fronteiras, o presidente venezuelano é o componente mais radical e irreverente de um grupo de governos de esquerda latino-americanos que chegaram ao poder nos últimos anos. Selou uma aliança estratégica com Cuba, com quem aprofundou a integração econômica e política, e chegou a considerar a ideia de unir ambos os países em uma federação, enterrada por sua derrota na tentativa de realizar uma reforma constitucional em 2007.

Após o golpe de 2002, Fidel Castro forneceu milhares de médicos, agrônomos, assessores militares e militantes a Chávez para montar as chamadas "missões" sociais que lhe permitiram se agarrar ao poder. Este, por sua vez, se tornou o salvador de uma Cuba frágil após a queda da União Soviética, com o fornecimento de petróleo e ajuda econômica. Fidel também supervisionou o tratamento médico de Chávez em Cuba.

Forte com seus petrodólares, Chávez criou iniciativas regionais como o grupo de integração econômica e coordenação política Aliança Bolivariana das Américas (ALBA), integrada por Bolívia, Cuba, Equador, Nicarágua e ilhas caribenhas anglófonas, assim como o Petrocaribe, de subsídios petroleiros.

Chávez após encontro com o ministro russo Segei Lavrov em Caracas, em 2011. Foto: Juan Barreto/AFP Photo
Chávez após encontro com o ministro russo Segei Lavrov em Caracas, em 2011. Foto: Juan Barreto/AFP Photo
Foi impulsionador de organismos de integração como a União Sul-Americana e teceu alianças com países como Rússia, China, Irã e a Líbia de Muamar Kadhafi.

"Ao longo de minha vida cometi o erro fundamental de descuidar da saúde", admitiu no fim de junho de 2012, quando informou em Havana que sofria de câncer.

Filho de dois professores de educação primária e criado por sua avó materna, Chávez cresceu na localidade de Sabaneta, estado de Barinas (sudoeste), e foi criado por sua avó paterna. Casou-se e se divorciou duas vezes, e teve quatro filhos, duas mulheres e um homem do primeiro casamento e uma menina do segundo.


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Fonte:http://noticias.br.msn.com/morre-o-presidente-da-venezuela-hugo-chavez