segunda-feira, 4 de março de 2013

Sobre o esculacho dado em Merval

04.03.2013
Do blog ESQUERDOPATA

O que mais chama a atenção é que o colunista pareceu ficar surpreso em saber que não é admirado fora de seu círculo.


Devemos entender que a violência dá as costas à esperança. Devemos preferir a esperança, a esperança da não violência. Este é o caminho que se deve aprender a trilhar.

Stéphane Hessel, autor de “Indignai-vos”.

A epígrafe acima fala sozinha. E reflete a alma do Diário.

Indignação, sim. Violência, não. Luther King é uma eterna inspiração.

Isto posto, algumas palavras sobre um tema que despertou apaixonada polêmica nas redes sociais neste final de semana: o esculacho dado por um grupo de manifestantes no colunista Merval Pereira.

Em sua coluna no Globo, Merval afirmou que teve seu “dia de Yoani”. Foi reconhecido, xingado e hostilizado, segundo seu relato. Chutaram seu carro, afirmou.

A versão dramática foi colocada em dúvida por alguns. “Merval teve seu atentado da bolinha de papel”, tuitou alguém.

A referência é ao clássico episódio em que Serra terminou num aparelho de ressonância magnética, na campanha de 2010, depois de levar uma bolinha de papel na testa piramidal.

Alguém desafiou Merval a provar, com uma vistoria, que seu carro foi danificado.

Tudo isso colocado, e sem que eu de Londres possa elucidar a real dimensão do episódio, o que me impressiona é o seguinte: Merval imaginava que era admirado fora do exíguo circulo conservador em que milita?

Foi o que me pareceu, pelo tom de seu artigo. Merval me lembrou o diretor da Bastilha que estranhou que a multidão não estivesse ali para festejá-lo naquele 14 de Julho de 1789.

A mesma coisa já me chamara a atenção no caso Yoani. Os organizadores da fala em que Yoani foi hostilizada foram claramente surpreendidos pelas vaias entusiasmadas a ela.

Merecidas ou não, e cada um tem sua opinião, as vaias eram absolutamente previsíveis. Yoani virou, no Brasil, ídolo do chamado 1%. Exatamente por isso, será esculachada pelo povo.

A defesa obstinada que Merval faz de causas antipopulares dá a ele uma série de coisas: coluna no Globo, microfone na CBN e na Globonews e, por isso, bons cachês para palestras.

Mas admiração, carinho, afeto por parte da chamada voz rouca das ruas, evidentemente, não.

Merval e congêneres são amplamente detestados, e é surpreendente que não tenham noção disso. Parecem viver num universo paralelo.

Em seu “dia de Yoani” Merval teve, na verdade, um choque de realidade. Está – graças a Deus – inteiro, intacto para fazer as reflexões que o episódio merece.

O mais importante é ele aceitar o fato de que não é, definitivamente, um campeão de popularidade.
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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2013/03/sobre-o-esculacho-dado-em-merval.html

PF DO ZÉ FOGE DE DANTAS. O VALERIODANTAS POR DENTRO

04.03.2013
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

Conheça as impressões digitais de Dantas no cofre do Valerio. E que a PF e o Zé não viram. E o Barbosa vai ver ?


Saiu no Estadão, pág A7:

“PF PAULISTA RECUSA INQUÉRITO QUE LIGA DANTAS A MENSALÃO”.

“Decisão do órgão coincide com desejo do Opportunity”

A investigação seria sobre as atividades conjuntas de Marcos Valério e Daniel Dantas.

Navalha
Navalha Como se sabe, o chefe da Polícia Federal, em São Paulo e em todo o Brasil, parece ser o Zé Cardozo, o Ministro da Justiça, que os amigos de Dantas tratam carinhosamente.
A decisão de driblar o Presidente do Supremo Joaquim Barbosa, que mandou a PF de São Paulo investigar o imaculado banqueiro, portanto, é dele, do Zé, por “dominio de fato”…
Barbosa tem nas mãos a decisão de legitimar, de forma definitiva, a Operação Satiagraha e a Castelo de Areia, conduzidas pelo destemido Juiz Fausto De Sanctis, que arrebentou vários nucleos de crimes do colarinho branco. (De Sanctis, como se sabe, foi implacavalmente perseguido por Gilmar Dantas (*).)
Por que a PF de São Paulo do Zé deve ter fugido do Dantas ?
Porque ela teme o Dantas mais do que o Ataulfo Merval de Paiva (**), que mesmo sob ameaça fisica não entrega o Dantas.
Por que o Dantas é o dono do Brasil ?
Ou era ?
O editor do Conversa Afiada Murilo Silva preparou um pequeno trabalho para mostrar ao amigo navegante de que o Zé e a PF de São Paulo fugiram: das ligações genéticas entre o imaculado banqueiro e Marcos Valério, esse Heroi da Pátria que, segundo o “Prevaricador“ Gurgel – na avaliação do Senador Collor –, pode mandar o Nunca Dantes para a cadeia. Dantas e Marcos Valerio são corda e a caçamba. Até agora longe do alcance da Justiça (e da PF do Zé).
Acompanhe a rota de fuga da PF de São Paulo:
Os principais eixos da relação Dantas x Valério – sumariamente ignorados pela PF de São Paulo (do Zé).
1.) A “Conexão Lisboa”.
2.) Contratos entre as celulares Telemig e Amazônia e as agências de Valério, SMP&B e DNA.
3.) De onde vem o dinheiro do valérioduto ? É da Visanet ou do Dantas ? Do Dantas !
4.) Por que Dantas ficou de fora da denúncia do MPF?
5.) A dobradinha Dantas x Valério é muito anterior à chegada do PT ao poder. Dantas e o mensalão tucano de Minas (porque há outros …).
Em tempo – Sobre o argumento da PF de que São Paulo não é a jurisdição adequada – uma vez que os envolvidos não residem no estado – é bom lembrar que a Satiagraha foi desencadeada justamente para investigar a participação do Grupo Opportunity de Daniel Dantas no esquema de financiamento do valerioduto. E como explicar que o destemido Juiz Fausto De Sanctis, então na Justiça Federal de São Paulo para julgar crimes do Colarinho Branco, prendeu Dantas duas vezes e o trancafiou no PF Hilton ?
Naquela ocasião, a PF de Paulo Lacerda – em Brasília e em São Paulo – não se furtou ao dever de investigar Daniel Dantas.
Depois que Paulo Lacerda caiu, a PF tentou boicotar o delegado Protogenes Queiroz e impedir que Dantas fosse preso.
Isso, na gestão de Luiz Fernando Correa, que, até hoje, não achou o audio do grampo do Gilmar Dantas (*) com o imaculado Demóstenes Torres.





Carta Capital – http://www.cartacapital.com.br/politica/a-conexao-lisboa/    

A conexão Lisboa – 08/2005

No esperado duelo verbal com o ex-ministro José Dirceu, o deputado Roberto Jefferson, mais uma vez, sacou primeiro. Ao abrir o interrogatório a Dirceu, durante sessão da Comissão de Ética da Câmara, na terça-feira 2, Jefferson lançou o que seria uma nova denúncia do suposto esquema de corrupção montado pela cúpula do Partido dos Trabalhadores.

Segundo o parlamentar, em 2004, o então chefe da Casa Civil autorizou dirigentes do PT e do PTB a negociar contribuições aos partidos com executivos da Portugal Telecom, que figura entre os maiores investidores estrangeiros do País (foram cerca de US$ 7 bilhões nos últimos seis anos).
O achaque, afirmou, foi autorizado após Dirceu intermediar uma aproximação entre diretores da empresa portuguesa e o presidente Lula. Entre 24 e 26 de janeiro deste ano, acusou o parlamentar, emissários das duas legendas foram a Portugal conversar com representantes da companhia telefônica.
Em depoimento à CPI do Mensalão, dois dias depois, Jefferson acrescentou o que seriam novos detalhes. Disse que o tesoureiro licenciado do PT, Delúbio Soares, teria acompanhado o publicitário Marcos Valério em diversas viagens a Lisboa. Valério e Delúbio teriam ido tratar de assuntos diversos, desde a operação de salvamento da Varig, que incluiria um aporte financeiro da portuguesa TAP, ao repasse para o Banco Espírito Santo de parte das aplicações do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) mantidas no exterior.
Como sempre, as denúncias de Jefferson são costuradas a partir de fatos reais e facilmente checáveis. Em 2004, Lula recebeu no Palácio do Planalto, em duas ocasiões, executivos da Portugal Telecom. Segundo a assessoria da Presidência, as audiências foram solicitadas pela empresa para informar Lula dos novos investimentos no País.
O Banco Espírito Santo é um dos principais acionistas da companhia telefônica e tinha outros interesses no Brasil. Em 22 de abril de 2005, a instituição financeira fez uma proposta ao IRB. Queria cuidar de US$ 100 milhões das reservas que o instituto mantinha no exterior. Em nota, a diretoria do IRB afirmou que a proposta foi recusada em 2 de maio por não se enquadrar “nos parâmetros da política de investimentos estabelecida pelo Conselho de Administração”.
Na terça 2 de agosto, após depor na sede da Procuradoria-Geral da República, em Brasília, Valério confirmou ter procurado, em janeiro, o presidente da Portugal Telecom, Miguel Horta e Costa. Disse ter viajado a Portugal em companhia do tesoureiro do PTB, Emerson Palmieri. No dia 11 daquele mês, 13 dias antes do embarque de Valério, Dirceu recebeu na Casa Civil Ricardo Espírito Santo, acionista da instituição financeira [...]
O ressurgimento dos contatos de Marcos Valério com a Portugal Telecom, objeto de denúncia do próprio Jefferson ao semanário português Expresso em junho último, aumenta a sensação entre integrantes da CPI dos Correios de que a participação do banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, na gênese da atual crise é muito maior do que se imaginava.
Entre junho e dezembro de 2004, à revelia dos fundos de pensão e do Citibank, principais acionistas, Dantas ofereceu a Telemig Celular à Portugal Telecom e ao mexicano Carlos Slim, dono da operadora Claro e da Embratel. O objetivo do banqueiro era obter cerca de R$ 5 bilhões com a venda, fazer caixa e comprar a parte do Citi no controle da Brasil Telecom.
O Opportunity e a Portugal Telecom chegaram a assinar uma carta de intenção, após meses de exaustiva negociação. A venda não teria sido concluída por dois motivos. O primeiro e mais grave: Dantas pediu US$ 300 milhões por fora, segundo executivos que participaram das negociações. A quantia seria depositada em um fundo no exterior, sem o conhecimento dos demais acionistas da Telemig Celular. Os portugueses consideraram a proposta indecorosa.
O outro motivo foi a resistência do Citibank em aceitar uma operação com o objetivo de isolar a posição dos fundos de pensão. Quando as conversas com a Portugal Telecom evoluíram, Dantas procurou o banco americano e propôs uma engenharia financeira para que apenas o Opportunity e o Citi se beneficiassem da venda da Telemig. Uma nova companhia seria criada na cadeia de controle da empresa mineira e os únicos acionistas seriam DD e o Citi. Ambos embolsariam os R$ 5 bilhões e deixariam as fundações em uma posição minoritária no bloco de controle da operadora de telefonia. Na melhor das hipóteses, os fundos seriam obrigados a vender suas partes ao próprio Dantas pelo valor que o banqueiro definisse.
O Citi, que tentava um acordo com os fundos de pensão, não aceitou a proposta de Dantas. As relações pioraram e os americanos começaram a forçar o afastamento de DD da gestão das empresas no Brasil. Em fevereiro deste ano, à revelia do sócio estrangeiro e num claro ato de desespero, o Opportunity colocou a Telemig Celular e a Amazônia Celular à venda.
A iniciativa apressou a decisão do Citi de afastá-lo das companhias e de processá-lo na Corte Federal de Nova York por quebra de dever fiduciário. 
Valério afirmou ter ido a Lisboa, na companhia do petebista Emerson Palmieri, em janeiro último. De acordo com ele, para tratar de assuntos relacionados à venda da Telemig Celular. A informação levanta algumas perguntas: 1) Como Valério, um simples publicitário que mal participava do dia-a-dia das empresas, sabia da negociação da Telemig Celular, conduzida em sigilo por executivos de São Paulo? 2) Por que ele foi tratar de uma transação que havia sido encerrada, sem sucesso, pelo menos um mês antes? 3) Desde quando investimentos publicitários milionários de uma grande empresa européia, com ações nas bolsas de valores, são definidos em conversas de pé-de-ouvido?
Sabe-se que Valério intermediou contatos de integrantes da cúpula do PT com executivos do Opportunity. Há registros de encontros de Delúbio com Carlos Rodenburg, sócio de Dantas, intermediado pelo publicitário. O ex-tesoureiro petista, apesar de dizer que se encontrou poucas vezes com Rodenburg, refere-se a ele com intimidade. Chama-o de Carlinhos.
À Comissão de Ética da Câmara, Dirceu confirmou ter recebido representantes do banqueiro no ano passado. No fim de 2004, quando a posição de Dantas no controle das empresas tornava-se mais frágil, funcionários da Casa Civil agiram nos bastidores para derrubar Sérgio Rosa da presidência da Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil. Rosa é considerado o principal adversário de DD na disputa pelo controle das empresas de telefonia. As tentativas de afastá-lo da Previ não prosperaram.
Em janeiro, o Opportunity ainda não havia desistido de vender a Telemig Celular. As divergências com o Citi aumentavam. É nesse ambiente que Valério viaja a Lisboa.
O real motivo da visita do publicitário a Portugal está envolto em mistério. Os supostos participantes dos encontros contam versões distintas.
Valério diz não ter sido recebido pelo presidente da Portugal Telecom, “por problema de agenda”. Mas, por indicação deste, teria se encontrado com o ex-ministro de Obras e Telecomunicações António Mexia.
No comunicado distribuído à imprensa, os portugueses negaram encontros no início do ano, mas confirmam ter sido procurados pelo homem que figura no centro das denúncias do mensalão.
“A Portugal Telecom manteve contatos com o sr. Marcos Valério de Souza, que nos procurou no contexto da Portugal Telecom estar potencialmente interessada na aquisição da Telemig”, diz o comunicado. A companhia não detalha quando ocorreram os encontros nem quais assuntos foram tratados nas reuniões.
Também por meio de nota, o Opportunity negou que Valério tenha ido a Portugal em nome da Telemig. Segundo a nota, a negociação foi feita com a operadora Vivo, envolveu a Telefónica de España, sócia dos portugueses, e terminou, sem sucesso, em setembro [...]
Os principais clientes privados da DNA e da SMPB, agências de Marcos Valério de onde partiu o dinheiro para diversos parlamentares, são a Telemig Celular e a Amazônia Celular, empresas que Dantas, apesar da briga com os outros sócios, ainda controla.
A SMPB, segundo apontaram parlamentares da CPI dos Correios, funciona em um prédio de propriedade de Ricardo Sérgio de Oliveira.
Ricardo Sérgio comprou o prédio da Petros, o fundo de pensão dos funcionários da Petrobrás, na época em que era o todo-poderoso diretor da Área Internacional do Banco do Brasil, no governo Fernando Henrique Cardoso. Foi ele quem convenceu os fundos de pensão, Previ à frente, a se associarem ao Opportunity na privatização do Sistema Telebrás. As fundações entraram com um caminhão de dinheiro e entregaram o controle das empresas de mão beijada a Dantas. Está aí a base da maior disputa societária do capitalismo à brasileira.

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Daniel Dantas nega envolvimento com Marcos Valério – 21/09/2005
http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/75192.html
Em depoimento nas comissões parlamentares mistas de inquérito (CPMIs) dos Correios e da Compra de Votos, o banqueiro Daniel Dantas negou qualquer envolvimento com Marcos Valério Fernandes de Souza, suposto operador do “mensalão”. “Não há o registro de nenhum benefício que eu ou o meu grupo tenhamos recebido deste governo”, justificou Dantas.
Para ele, devido a tantas investigações que estão em curso sobre suas empresas, o fato de nenhuma vantagem recebida ter sido encontrada é prova suficiente de que não há ligação com o “mensalão”. Pelo contrário, Dantas se sente prejudicado pelo governo, que teria, segundo ele, manipulado os fundos de pensão de estatais para tirá-lo do controle das empresas privatizadas. 
Daniel Dantas também negou que tivesse feito contribuições a campanhas políticas por meio do “valerioduto”. Ele disse nunca ter sido apresentado ao ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e que somente conheceu Marcos Valério superficialmente, em um único encontro ocorrido nos corredores do escritório que o Opportunity divide em São Paulo com várias empresas, inclusive com a Telemig Celular. 

Contratos com Valério
Ao se referir aos contratos de publicidade da Telemig com as agências de Marcos Valério, Dantas disse que já os encontrou quando assumiu o controle da empresa e que sua capacidade para explicá-los é limitada. Ele afirmou que o Opportunity, como controlador da Telemig e da Amazônia Celular, tem o direito de eleger a maioria dos integrantes do conselho diretor das empresas. “Isso é o que significa ser controlador, e não gerir o dia-a-dia dos contratos”, explicou.
Mesmo assim, Dantas disse ter pedido informações sobre esses contratos aos dirigentes da Telemig e da Amazônia Celular, obtendo a resposta de que não houve superfaturamento nas operações relativas a publicidade. Ele leu um comunicado em que as duas empresas informam que não têm como conferir a contabilidade da SMPB e da DNA, empresas de Valério, para saber como as agências e seus fornecedores prestaram contas dos valores que receberam das telefônicas.
Os parlamentares suspeitam que os valores atribuídos a pagamentos às agências tenham sido superfaturados para beneficiar o esquema do “mensalão”. O relator da CPMI dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), questionou Dantas sobre o motivo pelo qual a conta de publicidade da Telemig dobrou em 2003, chegando a R$ 40 milhões. O depoente explicou que o ano em que os contratos aumentaram coincide com a migração do sistema operacional da empresa, o que exige um aumento de publicidade.
Dantas alegou ainda que os gastos com publicidade da Telemig estão dentro dos padrões do mercado. Segundo ele, se comparada com as demais empresas do setor, a Telemig está entre as que têm menor relação entre despesa publicitária e faturamento.

Notas queimadas
Não satisfeitos com as explicações, os integrantes das comissões lembraram que havia várias notas fiscais da Telemig entre os documentos que estavam sendo incinerados pelas empresas SMPB e DNA. Essas notas, segundo informou Dantas, teriam sido canceladas pela Telemig. Ele explicou que elas não foram efetivamente pagas e que esse procedimento é normal entre empresas de publicidade e seus clientes. 
A direção da Telemig teria repassado a Dantas essas informações. Em resposta ao deputado Maurício Rands (PT-PE), porém, ele disse não saber se existe algum procedimento interno da empresa que confirme a informação. Dantas comprometeu-se a pedir à Telemig que forneça às comissões os dados existentes sobre o assunto [...]

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25/01/2006 – Carta Capital 




Agenda de Humberto Braz, então presidente da BrT e braço direito de Dantas mostra encontros com Valério. 
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Paulo Henrique Amorim – 27/08/2007
Marco Aurélio soltaria o Cacciola de novo
Máximas e Mínimas 647

O Supremo aceitou por unanimidade a denúncia contra Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Rollerbach.
Marcos Valério era o dono e Rollerbach e Paz eram diretores da agência de publicidade SMP&B, de onde saia o dinheiro para o assim chamado “mensalão”.
Finalmente, se poderá chegar – o que não fez a denúncia do Procurador Geral -, com o julgamento das denuncias, à resposta a uma pergunta crucial: de onde vinha o dinheiro do Marcos Valério ?
Dinheiro não dá em árvore, não cai com a chuva …
Logo, Marcos Valério recebia dinheiro de alguém …
O Procurador Geral, apesar da denuncia tão competente e minuciosa,  não chegou lá.
O julgamento talvez possa estabelecer a relação entre esta agência de publicidade e Daniel Dantas e a Telemig, empresa de Dantas em Minas, que usava os serviços de SMP&B.
Pode estar aí a resposta a essa angustiante pergunta: qual era árvore em que brotava a grana de Marcos Valerio?
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MENSALÃO TUCANO: DANTAS NAS DUAS PONTAS  – 22/11/2007
Máximas e Mínimas 763
[Paulo Henrique Amorim levanta a hipótese de Dantas estar nas duas pontas do Mensalão Mineiro - na Cemig e na SMP&B – o que mostra a arqueologia das relações de Dantas com Valério]
O Procurador Geral da República enviou ao Ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal, denúncia contra 15 pessoas do mensalão tucano de Minas Gerais, que o PIG chama de “mensalão mineiro” [...]
No caso do mensalão tucano, o dinheiro provinha de duas empresas controladas pelo governo tucano de Minas Gerais: Copasa e Cemig.
Portanto, era “tucano que roubava tucano” – se se pode usar esse verbo ao tratar de seres imaculados, como os tucanos.
Vale a pena lembrar que a Cemig foi dada na bacia das almas – no “avanço” tucano da privatização – a um grupo de empresários, entre eles, e sobretudo … DANIEL DANTAS, do Banco Opportunity.
Portanto, a Cemig era estatal, “pero no mucho”.
Com 33% das ações com direito a voto, os capitais privados controlaram a empresa, a partir de maio de 1997. [ No contrato social da privatização branca da Cemig foi instituída uma maioria qualificada para tomar decisões "acima de 1 milhão" - valor banal para uma companhia do tamanho da Cemig. O contrato dava aos sócios privados direito a voto e a veto, portanto, controle da empresa, o que contrariava a legislação do Estado de Minas Gerais.]  
A campanha para governador estava nas ruas.
E o candidato de oposição – finalmente vencedor -, Itamar Franco, anunciou que ia acabar com aquela falcatrua.
O representante de Daniel Dantas na Cemig era Elena Landau.
A Cemig foi “vendida” a Daniel Dantas e a duas empresas americanas, Southern Electric e AES, com o apoio inestimável do então presidente do BNDES, Luiz Carlos Mendonça de Barros.
Quer dizer, tucano é o que não falta no “mensalão dos mineiros” …
Quem mandou todos eles embora foi o grande presidente Itamar Franco, quando derrotou Eduardo Azeredo e assumiu o Governo de Minas. (Clique aqui para ler que Itamar Franco considera que a venda da Cemig por Eduardo Azeredo foi uma operação escusa, e não era ele, Azeredo, quem mandava na empresa)
Vamos agora tratar do que o Procurador Geral não disse ao Ministro Barbosa:
1) Ele diz que Marcos Valério não era publicitário, mas um operador financeiro, que usou uma empresa de publicidade para “financiar” Eduardo Azeredo, porque em agências de publicidade “tudo pode”, quer dizer não fica rastro, não se paga CPMF …
2) Por que a operação de Marcos Valério para os tucanos é uma operação financeira para lavar dinheiro e para os petistas é para montar o mensalão de apoio do Governo Lula (ainda mais que bancos envolvidos são os mesmos, Rural e Bemge)?
3) O Procurador Geral não disse ao Ministro Barbosa que desde julho de 1998 o maior cliente da empresa de “publicidade” de Marcos Valerio (a SMP&B) foi a Telemig do empresário Daniel Dantas. (*)
4) Exatamente no auge da campanha de Eduardo Azeredo.
5) Que em poucos meses o faturamento da SMP&B se multiplicou por 10.
6) Que no auge da denúncia do “mensalão” apareceram umas notas fiscais da SPM&B queimadas – e a maioria das notas fiscais era da Telemig…
7) Que o Procurador Geral procura o que quer achar: no caso do mensalão dos tucanos, ele não estabelece o vínculo óbvio entre a empresa de “publicidade” de Marcos Valerio com a origem dos recursos da campanha do tucano Eduardo Azeredo; assim como no caso do mensalão dos petistas, ele acha que todo o dinheiro do “valerioduto” veio de fontes pseudo-estatais, a Visanet.
8)Quem continuava a ser o maior cliente da SMP&B – no mensalão tucano e petista ? A Telemig …
9) E por que a Telemig precisava fazer tanta publicidade ? “Publicidade” ?
10) Finalmente, o Procurador Geral se esqueceu de informar ao Ministro Barbosa sobre algumas “empresas privadas” que aparecem na denúncia. Senão, vejamos: pág. 14: “Além do desvio de recursos públicos do Estado de Minas Gerais, diretamente ou por meio de empresas estatais, EMPRESAS PRIVADAS, com interesses econômicos perante o referido Estado puderam valer-se do esquema disponibilizado pelo grupo para repassar clandestinamente valores para a campanha eleitoral”; e, pág. 16: “b) empréstimos fictícios obtidos por empresas de Clésio Andrade, Marcos Valério, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz em favor da campanha, cujo adimplemento seria com recursos públicos ou oriundos de EMPRESAS PRIVADAS interessadas economicamente no Estado de Minas Gearias (peculato e lavagem).” Também na pág. 59, o Procurador fala em “c) recursos públicos ou valores advindos de EMPRESAS PRIVADAS com interesses econômicos perante o estado de Minas Gerais eram empregados para quitar o empréstimo”.
11) Por que o Procurador Geral não levantou a hipótese de, talvez, por acaso, por ventura, Daniel Dantas estar nas duas pontas do processo: na Cemig e na SMP&B ?
Ou o procurador só procura o que quer achar ? 
Procurador, que EMPRESAS PRIVADAS são essas ? O Ministro Barbosa não precisa saber ? Nem o distinto público ?
A menos que, no futuro, o Procurador tenha tempo para fazer outras denúncias.
É o que ele dá a entender na pág 38 da denúncia: “Todas as provas coletadas na fase pré processual revelam que o esquema verificado em Minas Gerais no ano de 1998, para financiar clandestinamente a disputa eleitoral, foi planejado e executado, sem prejuízo do envolvimento de outras (DENUNCIADAS NESSE MOMENTO OU NÃO) …”
Diante de tantas lacunas na denúncia do Procurador Geral, o Conversa Afiada tomou a liberdade de encaminhar esse M&M ao Ministro Joaquim Barbosa.
Às 18h15, por meio da secretária Marlene, o chefe-de-gabinete do Ministro Barbosa, Marco Aurélio Lúcio, confirmou o recebimento do e-mail. 
(*) Leia a seguir trecho do relatório da CPI dos Correios sobre a ligação Daniel Dantas-Marcos Valerio-Delúbio Soares:
Marcos Valério e Delúbio Soarez confirmam a Relação com o Opportunity
Em 6 de julho de 2005, VALÉRIO confirmou á CPMI DOS CORREIOS,  , que atendia o GRUPO OPPORTUNITY de DANTAS e que teve um “relacionamento” com esse último e com o Sr. CARLOS RODEMBURG, executivo do GRUPO OPPORTUNITY, ex-cunhado e amigo de longa data de DANTAS. Na sequência, VALÉRIO afirma que intermediou um encontro entre DELÚBIO SOARES e CARLOS RODEMBURG, conforme transcriação dos depoimentos a seguir:
O SR. MARCOS VALÉRIO FERNANDES DE SOUZA – Aí, nós passamos a atender o Grupo Daniel Dantas. Num dado momento, nós tivemos um relacionamento com o Dr. Daniel Dantas e com o Dr. Carlos Rodenburg, Sr. Relator.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – E essa intermediação resultou em sucesso no que se pretendia?
O SR. MARCOS VALÉRIO FERNANDES DE SOUZA – A intermediação com?
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Com o Governo, com o poder, com as autoridades constituídas.
O SR. MARCOS VALÉRIO FERNANDES DE SOUZA – Não, eu não intermediei nenhum encontro do Dr. Daniel Dantas com ninguém do Governo. Intermediei um encontro do Sr. Carlos Rodenburg com o Dr. Delúbio Soares. E parece que não deu muito certo, porque o Governo está destituindo das empresas. (Grifou-se)

Eis que durante sua oitiva no dia 20 de julho de 2005, DELÚBIO SOARES também confirmou que conhecia DANTAS e que havia participado de uma reunião com CARLOS RODEMBURG, diretor do BANCO OPPORTUNITY S.A. e cunhado de DANIEL VALENTE DANTAS, cuja intermediação foi fruto dos esforços de MARCOS VALÉRIO. O motivo da reunião seria a discussão de problemas que o GRUPO OPPORTUNITY estava enfrentado com os FUNDOS DE PENSÃO. Senão vejamos:
 
“O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Havia alguma negociação no sentido de se criar um Banco do Trabalhador ou algo assim entre o Marcos Valério e o Opportunity? Fariam uma central, pegariam uma central dos trabalhadores, seria um banco que emprestaria recursos com desconto nas folhas de pagamento. Houve uma proposta que tramitou nesse sentido da qual V. Sª tomou conhecimento?
O SR. DELÚBIO SOARES – Tomei conhecimento pela imprensa, embora a imprensa tenha dito que eu era um grande entusiasta desse processo. Eu sou um grande entusiasta do crédito popular. Fui do Conselho do FAT, fui Presidente do Codefat e incentivei muito o Brasil a fazer o Proger, o Pronaf. Foi a gestão que eu estava no FAT que aprovou o Proger, o Pronaf, e é de conhecimento público que eu viajei o Brasil inteiro formando as comissões estaduais, as comissões municipais de emprego para o microcrédito.”
“O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – O Sr. Dantas, do Opportunity, procurou alguma vez V. Sª para que intermediasse algum interesse dele junto ao Governo?
O SR. DELÚBIO SOARES – Não. Encontrei com um sócio do Daniel. Eu conheço o Daniel de outras datas. Nunca tratei de negócio com o Sr. Daniel. E o que o Carlos Rodemburg, que é o sócio do Banco Rural, pediu-me foi que conversasse dentro do PT, porque ele imaginava que nós, do PT, tínhamos uma restrição ao grupo Opportunity por disputas comerciais, porque alguns membros do PT estão em alguns cargos do Governo que já tiveram disputa de interesses comerciais, o que é público, todos sabem. Mas ficamos nisso. Conversamos. Estive com o Sr. Carlos Rodemburgo em duas oportunidades. Mas ele solicitou isso, e eu disse a ele que o PT não tinha restrição a nenhum empresa brasileira ou estrangeira e que a nossa relação deveria ser correta, entre empresa e Partido.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Que dificuldades ele dizia que estava tendo?
O SR. DELÚBIO SOARES – A dificuldade que é pública e notória, a disputa comercial entre o Opportunity e a Previ.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – Entre a Opportunity e…
O SR. DELÚBIO SOARES – E a Previ.
O SR. RELATOR (Osmar Serraglio. PMDB – PR) – E a Previ?
O SR. DELÚBIO SOARES – É uma disputa secular, que já estamos observando pela imprensa, todos sabem. Vários membros desta CPMI sabem disso.
As oitivas acima transcritas revelam que VALÉRIO não era apenas um empresário do setor de publicidade, que se limitava simplesmente a oferecer e prestar serviços a relativos a esse setor. As oitivas indicam que houve influência ou pelo menos a tentativa de influir nos assuntos de ordem pública, como no caso dos FUNDOS DE PENSÃO, por intermédio do DELÚBIO SOARES, em benefício de DANIEL DANTAS e seu GRUPO OPPORTUNITY.
Pelo exposto, DANTAS praticou, em tese, os crimes de TRÁFICO DE INFLUÊNCIA, art. 332 do Código Penal; e CORRUPÇÃO ATIVA, art. 333 do Código Penal.
Diante de todas as irregularidades identificadas e apontadas no presente relatório da CPMI, recomenda-se o indiciamento de DANIEL DANTAS, CARLA CICO (Presidente da Brasil Telecom à época), CARLOS BERNARDO TORRES RODEMBURG, ANTÔNIO JOSÉ DOS SANTOS (Presidente da Telemig Celular Participações e Tele Norte Celular Participações à época) pelos seguintes crimes, em tese, praticados:
1.TRÁFICO DE INFLUÊNCIA, art. 332 do Código Penal; 
2.CORRUPÇÃO ATIVA, art. 333 do Código Penal; 
3.SUPRESSÃO DE DOCUMENTO, art. 305 do Código Penal; 
4. CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA, artigos 1º e 2º da Lei nº 8.137, de 1990; e 
5.LAVAGEM DE DINHEIRO, art. 1º, V, da Lei nº 9.613, de 1998.



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21/09/2007 – Procurador e o mensalão do Dantas?

Paulo Henrique Amorim

Máximas e Mínimas 657
 


A mídia conservadora (e golpista!) conseguiu emplacar a expressão “mensalão” – que ainda está por provar-se.
 

A expressão só colou porque o Governo Lula não soube (e não quer) enfrentar a mídia conservadora (e golpista!).
 

Agora, a mídia conservadora (e golpista!) vai emplacar a expressão “mensalão mineiro”, em lugar do mensalão do PSDB, já que duas cabeças coroadas do PSDB aparecem na lista: Eduardo Azeredo, que foi presidente do partido, e o Governador Aécio Neves [...]
 

Na verdade, essa tentativa de emplacar a expressão “mensalão mineiro” não passa de pirueta para enganar parvo.
 

Que o Caixa Dois (que é o que parece ser o que a mídia conservadora e golpista chama de “mensalão”) é uma prática usual da política brasileira – e está no DNA do PSDB, PT, PMDB, PFL etc. e tal – disso, não há a menor dúvida.
 

O que interessa no “mensalão do PSDB” é saber se o Procurador-Geral da Republica vai atrás da origem de TODO o dinheiro do Marcos Valério.
 

A CPI dos Correios quase se esquece de pedir o indiciamento de Daniel Dantas.
 

A revista IstoÉ, que divulgou (?) o que o Procurador-Geral vai fazer também se esqueceu de mencionar a remota possibilidade de Daniel Dantas estar por trás da inacreditável generosidade de Marcos Valério, um mão aberta!
 

Se é mineiro ou do PSDB – esse “mensalão” será uma peça incompleta – se, de novo, o Procurador esquecer de perguntar – como no caso do “mensalão do PT” – quem dava dinheiro ao Marcos Valério para enfiar no valerioduto.
 

Ou o Marcos Valério botava dinheiro do próprio bolso.
 

Ou será, por acaso, que o dinheiro vinha das empresas de Daniel Dantas, como a Telemig Celular?
 

Da outra vez, o Procurador descobriu “40 ladrões”.
 

Mas se esqueceu do Ali Babá. E agora?
 


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Máximas e Mínimas 1035 – 25/03/2008

[TEXTO TRATA DOS DOCUMENTOS DA AUDITORIA DA BrT QUE MOSTRAM CONTRATOS SUSPEITOS ENTRE AS EMPRESAS CONTROLADAS POR DANTAS E AS AGÊNCIAS DE VALÉRIO]


“O Procurador Geral da República, Dr. Antônio Fernando de Souza, tem o hábito de procurar o que quer achar.
Ele enviou ao Supremo Tribunal Federal a denúncia contra os 40 ladrões do mensalão e se esqueceu do Ali Baba.
O Ministro do Supremo, Ministro Joaquim Barbosa, que enobrece a campanha publicitária da Veja (um órgão de imprensa – a última flor do Fascio – que, segundo Luis Nassif, adota práticas de corrupção ao “noticiar”), acolheu a denúncia.
E o Ministro Barbosa, ao se tornar herói do PiG, também não perguntou pelo Ali Babá.
Documentos obtidos de uma auditoria que os Fundos (Previ, Petros e Funcef) e o Citibank fizeram na Brasil Telecom, logo após a saída de Daniel Dantas da administração da empresa, mostram luminosamente como Dantas financiou Marcos Valério e sua empresa de publicidade SMP&B.
As conclusões do primeiro relatório da empresa ICTS – de 18 de outubro, de 2005 -, abaixo reproduzido, foram enviados ao Sr. K, um funcionário que os Fundos e o Citi escolheram para presidir a Brasil Telecom.
Quer dizer – o Sr. K sabia de tudo …
O relatório fala em “superfaturamento”.
Marcos Valério cobrou R$ 850 mil para fazer “um diagnóstico para fundamentação de comunicação de marketing” – quer dizer, nada.
Segundo o relatório, isso não valia R$ 50 mil.
E o relatório NUNCA FOI LIDO !
As conclusões do segundo relatório abaixo reproduzido tratam de um contrato de Marcos Valério e a Brasil Telecom de Daniel Dantas com o jornal Correio Braziliense pela ninharia de R$ 4.100.000,00 !!!
É um contrato de “adiantamento de publicidade”.
Primeiro, Marcos Valério negociou com o Correio o valor da grana.
Depois, descobriram que destino publicitário dar à referida grana – essa ninharia de R$ 4 milhões.
A operação foi toda negociada pela SPM&B e o Correio, sem que os técnicos do departamento de marketing da Brasil Telecom dessem um único palpite.
O mais interessante: O CONTRATO SUMIU !
Só ficaram as autorizações de pagamento …
Resumo da ópera:
Dantas, que mandava na Brasil Telecom, era quem botava grana no granoduto do mensalão.
Marcos Valério era apenas o duto.
Por que a Brasil Telecom – Fundos Previ, Petros e Funcef, através deste Sr. K, um simples funcionário, não ajudou a botar os Srs. Daniel Dantas e Marcos Valério na cadeia ?
Os Fundos Previ, Petros e Funcef e o Citi não botaram Dantas na cadeia, embora soubessem de tudo.
O Sr. K leu tudo.
Logo, os fundos Previ, Petros e Funcef e o Citi sabiam de tudo.
O mensalão comendo solto, o presidente da República na ante-sala do impeachment, o PiG com a tropa na rampa do Palácio do Planalto…
E os Fundos Previ, Petros, Funcef e o Citi sentados em cima dessa papelada, como quem não vê, não ouve e não lê.
Por que não entregaram à CPI ?
Por que não chamaram o Ministério Público ?
Por que não chamaram a imprensa ?
Por que prevaricaram ?
Com medo do Dantas ?
O Senhor K tem ligações profundas com Dantas, desde a Pegasus. Clique aqui para ler Pegasus, a mãe de todas as BrOi – http://www.paulohenriqueamorim.com.br/materias17.asp.
Mas, os Fundos apanharam nas mãos do Dantas e desenvolveram uma batalha sangrenta – com Luis Gushiken à frente – para tirar Dantas da BrT.
E, aí, mudaram de idéia ?
E, de repente, ficaram com medo de Dantas ?
Vejam as conclusões da auditoria encomendada pelos Fundos Previ, Petros e Funcef e Citi – e que não deu em nada …
1) Os R$ 4 milhões de Marcos Valério.

O início do relacionamento da BT com a SMP&B se deu em Julho/2004, através da elaboração de 6 trabalhos específicos (de Julho a Outubro/2004), sem assinatura de contrato, mas através de “contratações paralelas” de Carla Cico e Paulo Pedrão (com adiantamento de pagamento na ordem de R$3,5MM). Há indícios de superfaturamento nesta contratação, pois segundo palavras do Diretor de MKT (Ricardo Couto), o trabalho é muito fraco tecnicamente. Por exemplo, embora o seguinte trabalho “Diagnóstico para fundamentação de comunicação do marketing para 2004 e 2005 a partir do novo cenário político e econômico após as eleições municipais de 2004 para os nove estados de cobertura e atuação da Brasil Telecom” tenha custado R$850.000,00 não valeria nem R$50.000,00. Esses trabalhos ficaram guardados por mais de 1 ano, sem nenhum acompanhamento, tendo aparecido apenas quando questionados pela CVM.

– Em verificação das notas fiscais, observa-se um serviço prestado pela agência DNA em 2003 (veiculação de programas de informação de utilidade pública no período de 01/07/03 a 31/07/03), solicitado pela presidência da BT e pago em agosto/2003 através de CECAP.

– Em 2005 o Diretor de Comunicação de MKT (Leonardo Azevedo) recebeu os contratos das empresas DNA e SMP&B prontos e assinados, devendo apenas cumpri-los. Sua área não teve qualquer participação na escolha ou contratação das empresas, não tendo sequer identificado a necessidade destas contratações. Cada um dos contratos possui um valor total estimado em R$25MM, com pagamento de honorários mensais de R$187.500,00.

– Como o orçamento de MKT não comportava mais esses dois contratos com DNA e SMP&B, o Diretor de Comunicação de MKT foi orientado a rescindir o contrato com algumas das agências que já prestavam serviços a BT. Com isso, foi rescindido o contrato com a agência Toró. Como a agência SMP&B não era conhecida no mercado, optou-se por entregar-lhe contas não muito significativas (como corporativas, na ordem de R$6 MM), redistribuindo as demais contas pelas outras agências (Duda, Salles, Click). A agência DNA, por ser mais atuante no mercado, recebeu contas mais significativas (varejo, por exemplo).

– A DNA e SMP&B ficaram com 40% da fatia do orçamento da área de Marketing para publicidade (R$ 50 MM de R$ 110 MM).

– Uma prática realizada pela SMP&B que não condiz com a prática da empresa refere-se aos contratos de mídia (patrocínios). O correto é a BT realizar contratos pontuais para esses eventos. Porém, a SMP&B, firmou vários contratos de patrocínios com valores fixos destoantes do normal e que já vinham assinados pela presidência (por exemplo, com o Correio Brasiliense, com adiantamento de pagamento na ordem de R$4MM).

– As notas fiscais de pagamento da empresas DNA e SMP&B foram vistadas (aprovadas) pelo Presidente ou Diretor Financeiro da BT.

– Os dois contratos estão suspensos no SAP (não cancelados), aguardando uma tomada de decisão, e desde maio não foi realizado nenhum trabalho com estas agências. Sendo que, para casos como contratos vinculados com a agência SMP&B (como o do Correio Brasiliense) o contrato é ativado temporariamente para a baixa do saldo referente ao serviço. Neste caso, se for cancelado o contrato da SMP&B, a BT perderá o que já foi adiantado para o Correio.

ANEXOS:
Detalhamento do Caso

As atividades realizadas pela SMP&B em 2004, com pagamentos entre 29/07 e 03/09, somaram R$ 3.376.825,93.

29/07/04: R$ 1.150.000,00 – “Identificação, levantamento e análise mercadológica de oportunidades para desenvolvimento de programa de eventos voltados para a captação de novos clientes corporativos no 2T/04 e 1S/05, compreendendo planejamento organizacional, logístico e operacional”

2) Correio Braziliense: primeiro, toma a grana; depois vê o que faz com ela.
– A área de Comunicação de Marketing (Leonardo) levantou uma proposta de investimento para a SMP&B, por sua solicitação, para contratação de espaço de mídia no Correio Braziliense para a BT, em 26 de abril de 2005. O valor da proposta é de R$ 8.200.000,00, porém para pagamento à vista seria concedido um desconto de 50%.

– Anexa à proposta, existe uma carta da SMP&B “autorizando” a BT a efetuar o pagamento ao Correio Braziliense no valor colocado na proposta, de R$ 4.100.000,00, em 29 de abril de 2005.

– Em 27 de julho de 2005, foram incluídas mídias avulsas como parte do produto a ser divulgado no Correio Braziliense, não somente projetos especiais.

– Diferentemente do que é praticado na BT, este contrato não foi negociado diretamente entre a BT e o meio (Correio Braziliense), e sim através da intermediação da SMP&B.

– Primeiramente, estipulou-se o valor do contrato para depois estipular os produtos que seriam fornecidos (inclusive com a atuação do Leonardo que tentou otimizar o valor investido e compromissado, expandindo o contrato para mídias avulsas e não somente projetos especiais, pois no seu entender, o valor acordado – R$4,1MM – seria muito alto apenas para estes projetos).

– O contrato, no ponto de vista de Leonardo Azevedo, é de um valor extremamente alto, uma vez que em 2004 o valor total pago ao Correio Braziliense foi de R$1,7MM, e esse contrato, para o período de 12 meses, é praticamente 2,5 vezes o valor gasto no ano anterior. Além disso, ele considera que o retorno que o meio traria não valeria o investimento desse montante.

– Quanto ao repasse da agência SMP&B referente a esse contrato, não existe qualquer obrigatoriedade da BT fazê-lo. Conceitualmente, a SMP&B não tem direito de comissão alguma sobre esse contrato. Como seus honorários estão condicionados à vinculação, produção, gestão, etc., todo o pagamento de honorários desse contrato é feito para a agência que criar o material que será vinculado (podendo ser a SMP&B ou não). O interesse da SMP&B intermediar este contrato está na possibilidade dela participar de vinculações ligadas a ele e assim receber seus honorários, ou, ela estar recebendo alguma verba do Correio Braziliense por ter conseguido a negociação (sucess fee).

– Não foi encontrado o contrato na BT, somente a proposta e documentos de autorização para pagamento do adiantamento e inclusão de mídia avulsa na proposta.

– A área de Comunicação de Marketing está realizando o acompanhamento dos projetos especiais/ mídias avulsas, conforme cronograma definido entre Correio e BT.

– Não há registro de que a SMP&B obteve algum benefício na operação.

– Existem outros contratos com o Correio Braziliense, com valor líquido contratado na ordem de R$ 980.549,54, porém, apenas 1 deles ainda está vigente. 

Em tempo: vamos encaminhar esse texto às seguintes pessoas: Dr. Joaquim Barbosa, Ministro do Supremo; Dr. Antônio Fernando de Souza, Procurador-Geral da República; Sergio Gabrielli, presidente da Petrobras; Antônio Lima Neto, presidente do Banco do Brasil; Maria Fernanda Coelho, presidente da Caixa Econômica; Sérgio Rosa, presidente da Previ; Guilherme Lacerda, presidente da Funcef; Wagner Pinheiro, presidente da Petros; Ministra Dilma Roussseff, que, segundo o PIG, articula a fusão da BrOi; ao Ministro Franklin Martins, para, se quiser, encaminhar ao Presidente da República, e ele ter idéia de um capítulo que começa a ser escrito sobre os altos e baixos de seu Governo; ao diretor-geral da Polícia Federal Luiz Fernando Corrêa; à Presidente da CVM Maria Helena Santana; ao presidente da Bolsa de Valores Raymundo Magliano; ao CEO do Citibank em Nova York Vikram Pandit, para explicar quantos chapéus o Sr. Spinelli usa; ao escritório de advocacia que defende o Citibank contra Dantas, em Nova York; ao presidente do BNDES Luciano Coutinho, para ver a quem ele vai dar dinheiro, de novo … 

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10/04/2011 – Republicado no Conversa Afiada

http://www.cartacapital.com.br/politica/a-verdade-sobre-o-relatorio-da-pf/
A verdade sobre o relatório da PF
Por Leandro Fortes
O escândalo do mensalão voltou à cena. Em páginas recheadas de gráficos, infográficos, tabelas e quadros de todos os tipos e tamanhos, a revista Época anunciou, na edição que chegou às bancas no sábado 2, ter encontrado a pedra fundamental da mais grave crise política do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2005 e 2006. Com base em um relatório sigiloso da Polícia Federal, encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, a  semanal da Editora Globo concluiu sem mais delongas: a PF havia provado a existência do mensalão e o uso de dinheiro público no esquema administrado pelo publicitário Marcos Valério de Souza. Outro aspecto da reportagem chamada atenção: o esforço comovente em esconder o papel do banqueiro Daniel Dantas no financiamento do valerioduto. Alguns trechos pareciam escritos para beatificar o dono do Opportunity, apresentado como um empresário achacado pela sanha petista por dinheiro [...]

Na quarta-feira 6, CartaCapital teve acesso ao relatório. Para não tornar seus leitores escravos da interpretação exclusiva da reportagem que se segue, decidiu publicar na internet (www.cartacapital.com.br) a íntegra do documento. Assim, os interessados poderão tirar suas próprias conclusões. Poderão verificar, por exemplo, que o delegado ateve-se a identificar as fontes de financiamento do valerioduto. E mais: notar que Dantas é o principal alvo do inquérito.

[...] Em seguida, trata, em 36 páginas (mais de 10% de todo o texto), das relações de Marcos Valério com Dantas e com os petistas. À página 222, anota, por exemplo: “Pelos elementos de prova reunidos no presente inquérito, contata-se que Marcos Valério atuava como interlocutor do Grupo Opportunity junto a representantes do Partido dos Trabalhadores, sendo possível concluir que os contratos (de publicidade) realmente foram firmados a título de remuneração pela intermediação de interesse junto a instâncias governamentais”.
O foco sobre Dantas não fez parte de uma estratégia pessoal do delegado. No fim do ano passado, a Procuradoria Geral da República determinou à PF a realização de diligências focadas no relacionamento do valerioduto com as empresas Brasil Telecom, Telemig Celular e Amazônia Celular. As três operadoras de telefonia, controladas à época pelo Opportunity, mantinham vultosos contratos com as agências DNA e SMP&B de Marcos Valério. Zampronha solicitou todos os documentos referentes a esses pagamentos, tais como contratos, recibos, notas fiscais e comprovantes de serviços prestados. A conclusão foi de que a dupla Dantas-Valério foi incapaz de comprovar os serviços contratados.
As análises financeiras dos laudos periciais encomendados ao Instituto Nacional de Criminalística da PF revelaram que, entre 1999 e 2002, no segundo governo FHC, apenas a Telemig Celular e a Amazônia Celular pagaram às empresas de Marcos Valério, via 1.169 depósitos em dinheiro, um total de 77,3 milhões de reais. Entre 2003 e 2005, no governo Lula, esses créditos, consumados por 585 depósitos das empresas de Dantas, chegaram a 87,4 milhões de reais. Ou seja, entre 1999 e 2005, o banqueiro irrigou o esquema de corrupção montado por Marcos Valério com nada menos que 164 milhões de reais. O cálculo pode estar muito abaixo do que realmente pode ter sido transferido, pois se baseia no que os federais conseguiram rastrear.
Segundo o relatório, existem triangulações financeiras típicas de pagamento de propina e lavagem de dinheiro. Em uma delas, realizada em 30 de julho de 2004, a Telemig Celular pagou 870 mil reais à SMP&B, depósito que se somou a outro, de 2,5 milhões de reais, feito pela Brasil Telecom. O total de 3,4 milhões de reais serviu de suporte para transferências feitas em favor da empresa Athenas Trading, no valor de 1,9 milhão de reais, e para a By Brasil Trading, de 976,8 mil reais, ambas utilizadas pelo esquema de Marcos Valério para mandar dinheiro ao exterior por meio de operações de câmbio irregulares, de modo a inviabilizar a identificação dos verdadeiros beneficiários dos recursos. Em consequência, Zampronha repassou ao Ministério Público Federal a função de investigar se houve efetiva prestação de serviços por parte das agências de Marcos Valério às empresas controladas pelo Opportunity.
A principal pista da participação de Dantas na irrigação do valerioduto surgiu, porém, a partir de uma auditoria interna da Brasil Telecom, realizada em 2006. Ali demonstrou-se que, às vésperas da instalação da CPMI dos Correios, em 2005, na esteira do escândalo do “mensalão” e no momento em que a permanência do Opportunity no comando da telefônica estava sob ameaça, a DNA e a SMP&B celebraram com a BrT contratos de 50 milhões de reais. Dessa forma, as duas empresas de Marcos Valério puderam, sozinhas, abocanhar 40% da verba publicitária da Brasil Telecom. Isso sem que a área de marketing da operadora tivesse sido consultada.
Ao delegado, Dantas afirmou que, a partir de 2000, ainda no governo FHC, passou a “sofrer pressões” da italiana Telecom Italia, sócia da BrT. Em 2003, já no governo Lula, o banqueiro afirma ter sido procurado pelo então ministro-chefe da Casa Civil, o ex-deputado José Dirceu, com quem teria se reunido em Brasília.
Na conversa com Dirceu, afirma Dantas, o ministro teria se mostrado interessado em resolver os problemas societários da BrT e encerrar o litígio do Opportunity com os fundos de pensão de empresas estatais. O Palácio do Planalto teria escalado o então presidente do Banco do Brasil, Cassio Casseb, para cuidar do assunto. Casseb viria a ser um dos alvos da arapongagem da Kroll a pedido do Opportunity. O caso, que envolveu a espionagem de integrantes do governo FHC e da administração Lula, baseou a Operação Chacal da PF em 2004.
Dantas afirmou ter se recusado a “negociar” com o PT. Após a recusam acrescenta, as pressões aumentaram e ele teria começado a ser perseguido pelo governo. Mas o banqueiro não foi capaz de provar nenhuma das acusações, embora seja claro que petistas se aproveitaram da guerra comercial na telefonia para extrair dinheiro do orelhudo. Só não sabiam com quem se metiam. Ou sabiam?
O fundador do Opportunity também repetiu a versão de que um de seus sócios, Carlos Rodemburg, havia sido procurado pelo então tesoureiro do PT, Delúbio Soares, acompanhado de Marcos Valério, para ser informado de um déficit de 50 milhões de reais nas contas do partido. Teria sido uma forma velada de pedido de propina, segundo     Dantas, nunca consolidado. O próprio banqueiro, contudo, admitiu que Delúbio não insinuou dar nada em troca da eventual contribuição solicitada. Negou, também, que tenha mantido qualquer relação pessoal ou comercial com Marcos Valério, o que, à luz das provas recolhidas por Zampronha, soam como deboche. “O depoimento de Daniel Dantas está repleto de respostas evasivas e esquecimentos de datas e detalhes dos fatos”, informou no despacho ao ministro Barbosa.
Chamou a atenção do delegado o fato de os contratos da BrT com as agências de Marcos Valério terem somado os exatos 50 milhões de reais que teriam sido citados por Delúbio no encontro com Rodemburg. Para Zampronha, a soma dos contratos, assim como outras diligências realizadas pelo novo inquérito, “indicam claramente” que, por algum motivo, o Grupo Opportunity decidiu efetuar os repasses supostamente solicitados por Delúbio, com a intermediação das agências de Marcos Valério, como forma de dissimular os pagamentos.
Os contratos da DNA e da SMP&B com a Brasil Telecom, segundo Zampronha, obedecem a uma sofisticada técnica de lavagem de dinheiro, usada em todo o esquema de Marcos Valério, conhecida como commingling (mescla, em inglês). Consiste em misturar operações ilícitas com atividades comerciais legais, de modo a permitir que outras empresas privadas possam se valer dos mesmos mecanismos de simulação e superfaturamento de contratos de publicidade para encobrir dinheiro sujo. No caso da BrT, cada um dos contratos, no valor de 25 milhões de reais, exigia contratação de terceiros para serem executados. Além disso, havia a previsão de pagamento fixo de 187,5 mil reais mensais às duas agências do Valerioduto, referente à prestação de serviços de “mídia e produção”.
Surpreendentemente, e contra todas as evidências, Dantas disse nunca ter participado da administração da BrT. Por essa razão, não teria condições de prestar qualquer informação sobre os contratos firmados pela então presidente da empresa, Carla Cicco, indicada por ele, com as agências de Marcos Valério. De volta a Itália desde 2005, Carla Cicco informou à PF não ter tido qualquer participação ou influência na contratação das agências, apesar de admitir ter assinado os contratos. Disse ter se encontrado com Marcos Valério uma única vez, numa reunião de trabalho com representantes da DNA.
O protagonismo de Dantas no valerioduto e o desmembramento da rede de negócios montada por Marcos Valério, desde 1999, nos governos do PSDB e do PT são elementos que, no relatório da PF, desmontam, por si só, a tese do pagamento de propinas mensais a parlamentares. Ou seja, a tese do “mensalão”, na qual se baseou a denúncia da PGR encaminhada ao Supremo, não encontra respaldo na investigação de Zampronha, a ponto de sequer ser considerada como ponto de análise [...]

(*) Clique aqui para ver como eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. E não é que o Noblat insiste em chamar Gilmar Mendes de Gilmar Dantas ? Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Isso dá processo…
(**) Até agora, Ataulfo de Paiva era o mais medíocre dos imortais da história da Academia Brasileira de Letras. Tão mediocre, que, ao assumir, o sucessor, José Lins do Rego, rompeu a tradição e, em lugar de exaltar as virtudes do morto, espinafrou sua notoria mediocridade.

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/03/04/pf-do-ze-foge-de-dantas-o-valeriodantas-por-dentro/

NIRLANDO: MENSALÃO DERRUBA GLOBOPE DO JORNAL NACIONAL

04.03.2013
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

O espectador regurgitou aquele porre dos 18′ do mensalão, a agenda política da Globo.


O Conversa Afiada reproduz a “Tevelândia” de Nirlando Beirão, na Carta Capital: “Só a publicidade acredita no jornal nacional.”

Ainda.




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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/pig/2013/03/04/nirlando-mensalao-derruba-globope-do-jornal-nacional/

Esqueça os carros na cidade do futuro

04.03.2013
Do BLOG MOBILIDADE URBANA
Postado por Tânia Passos

Great City é a nova cidade ecológica e sustentável que a China está construindo como modelo para todo o país. 100% livre de automóveis, o centro urbano em construção pretende provar que é possível combinar uma elevada densidade populacional com o respeito ao ambiente. A construção deverá estar completa por volta de 2021.
O projeto está sendo desenvolvido pelo escritório de arquitetura Adrian Smith + Gordon Gill Architecture, dos Estados Unidos, segundo informações do site WebUrbanist. “Desenhamos uma cidade verticalizada, densa, que reconhece e aceita a paisagem envolvente”, explica Gordon Gill, um dos responsáveis pelo projeto. “
A Great City vai demonstrar que a concentração populacional não tem de alienar as pessoas do ambiente”, acrescenta, ao lembrar que a cidade terá apenas 1,3 quilômetros quadrados e população de mais de cem mil pessoas.
Segundo os arquitetos, a distância de qualquer ponto da cidade a outro ponto será de cerca de 15 minutos a pé. Um passeio até ao centro a partir de qualquer área da Great City não demorará mais de 10 minutos, o que vai incentivar a preferência pelas caminhadas em detrimento das viagens de carro. Os automóveis deverão ser apenas a escolha de quem pretender fazer longas viagens, fora da cidade.
De acordo com as previsões, a Great City deverá usar 48% menos energia e 58% menos água do que uma cidade convencional com o mesmo número de habitantes. Também produzirá 89% menos resíduos e menos 60% de emissões de carbono, segundo os arquitetos.
Fonte: www.menosumcarro.pt (via Portal Mobilize)

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Fonte:http://blogs.diariodepernambuco.com.br/mobilidadeurbana/2013/03/esqueca-os-carros-na-cidade-do-futuro/

Cai o disfarce do rejeitado FHC

04.03.2013
Do BLOG DO MIRO
Por Altamiro Borges

Nas três últimas eleições presidenciais, o vaidoso FHC reclamou que foi descartado pelo comando tucano, que reduziu a sua presença nos palanques e na televisão para esconder a sua “herança maldita”. Agora, no desespero, o cambaleante candidato do PSDB, Aécio Neves, resolveu defender a “herança bendita” do seu amado “guru”. Ontem, em sua coluna no Estadão, FHC deu um conselho ao seu pupilo: "O PSDB não deve entrar nessa armadilha. É melhor olhar para frente e deixar as picuinhas para quem gosta delas”.

Ou seja: ele mesmo quer evitar as comparações. No texto intitulado “Sem disfarce nem miopia”, o ex-presidente retira o disfarce! Ele sabe que uma estratégia eleitoral centrada nas comparações seria fatal para o sonho tucano de retornar ao governo. Os eleitores já rejeitaram o legado de FHC três vezes. O melhor é esquecer o passado. “As forças governistas voltaram ao diapasão antigo: comparar os governos petistas com os do PSDB. Chega a ser doentio! Será que não sabem olhar para frente? As conjunturas mudam”.

Para ele, as comparações servem a uma “lógica infantil” e devem ser evitadas. “Na cartilha de exaltação aos dez anos do PT no poder, com capa ao estilo realismo socialista e Dilma e Lula retratados como duas faces de uma mesma criatura, a História é reescrita para fazer as estatísticas falarem o que aos donos do poder interessa... O PSDB não deve entrar nessa armadilha. É melhor olhar para frente e deixar as picuinhas para quem gosta delas”. O importante, ensina o príncipe da Sorbonne, é atacar os erros do atual governo.

Sem modéstia, ele até se refere à “herança bendita” do seu reinado. Mas evita confessar que o Brasil quase quebrou e foge dos dados comparativos. Na sua lógica “infantil” ou “doentia”, FHC insiste nos antigos dogmas neoliberais. Para ele, o atual governo conduz o país ao colapso. “Por ora, o trem não descarrilou. Mas as balizas que asseguraram crescimento com estabilidade - câmbio flutuante, metas inflacionárias e responsabilidade fiscal -, mesmo ainda em pé, se tornam cada vez mais referências longínquas”.

Defensor do alinhamento automático com o império, o ex-presidente critica a política externa do atual governo, “de inspiração chavista”, e lamenta que o Brasil fique “à margem da nova aliança atlântica proposta pelos Estados Unidos”. Ele ainda rechaça o PT pela “leitura míope do mundo e distorcida do papel do Estado”. E encerra o artigo em tom professoral: “Ao PSDB cumpre oferecer a sua visão alternativa e um programa contemporâneo que amplie as possibilidades de realização pessoal e coletiva dos brasileiros. Sem esquecer o passado, mas com os olhos no futuro”. Em síntese: nada de comparações; vamos ao ataque!
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/03/cai-o-disfarce-do-rejeitado-fhc.html

A Europa precisa de uma nova consulta popular

04.03.2013
Do BLOG DO EMIR, 01.03.13
Por Emir Sader


O projeto de unificação europeia começou nos anos 50 do século passado, ainda sob o impacto das duas guerras mundiais. Se trataria, antes de tudo, de criar uma comunidade de nações, com destinos comuns, que evitasse que conflitos entre elas levasse a novas guerras mundiais.

Posteriormente, conforme seu desenho foi se concretizando, a emergente hegemonia neoliberal no mundo, já nos anos 80, fez com que a unificação ganhasse novos contornos.

Por um lado, a criação de um mercado comum, que disputasse com os EUA e outros mercados, em escala mundial.

Mas logo se viu que não era somente a economia que preponderaria, a dimensão financeira foi ganhando preeminência. Basta dizer que a consulta feita em todos os países não foi sobre se estavam de acordo com a unificação europeia, mas se queriam ter moeda única – o euro. Essa seria o condutor da unificação, a moeda única. A instância mais importante da unificação europeia é o Banco Central Europeu e não o Parlamento Europeu, que nem sequer é protagonista durante a prolongada crise atual.

Assim que começou a valer, apesar do debilitamento do dólar, o euro já demonstrou que não teria força para competir com a moeda norteamericana. Iniciada a crise economica atual, em 2008, os efeitos iniciais positivos da unificação se desfizeram rapidamente e se reverteram para se constituir numa armadilha, especialmente para os países mais fragilizados pela crise.

Espanha, Portugal e Grécia tinham se valido de benefícios significativos da unificação, na sua qualidade de países menos desenvolvidos. A modernização econômica dos países foi evidente. Mas acumularam problemas, especialmente seus sistemas bancários e suas dívidas públicas, que acabaram explodindo na crise iniciada em 2008.

Se saltamos para a situação atual, está claro que o predomínio das políticas de austeridade, comandadas pela Alemanha através do Banco Central Europeu e do FMI, está asfixiando os países do Sul. Mas todos os governos que aplicam a austeridade (chamada de austericídio) perdem as eleições. Perdem na França, na Espanha, em Portugal, agora na Italia.

Está claro que a forma que assumiu a unificação europeia perdeu legitimidade, é questionada em todos os países. Em todas as pesquisas feitas atualmente, a maioria tem opinião negativa da unificação europeia. Mas, ao mesmo tempo, não há forma razoável de um país sozinho sair do processo de unificação, como se cogitou sobre a Grécia. Seria marginalizado, adotaria uma moeda muito frágil, seria punido duramente pelo Banco Central Europeu, para evitar o “mau exemplo”. 

As eleições alemãs deste ano pode levar à reeleição de Angel Merkel, mas também pode dar a vitória à social democracia e mudar uma peça chave na política europeia.

Mas independentemente dessa variável, se houvesse uma mínima sensibilidade e consciência democrática nos dirigentes políticos europeus, teria que convocar uma nova consulta popular sobre a unidade europeia: se os países a querem ainda e sob que forma.

Não é o que prima hoje na Europa, onde os governantes se pelam de medo de eleições e de consulta popular, porque perdem todas. Basta ver que na Italia, o queridinho do BCE, do FMI e de Angela Merkel, Mario Monti, depois de governar por mais de um ano, conforme eles desejavam, chegou em quarto lugar, com 10% dos votos, enquanto os tres primeiros, que condenavam, cada um à sua maneira, as politicas de austeridade, somaram 85%.

Mas não ha saída para a Europa que não seja uma reformulação das condições da sua unificação, imprimindo-lhe um caráter politico e não estritamente econômico e financeiro. Só assim poderia sair da armadilha em que se meteu e que está levando ao fim da maior construção histórica que o continente já havia logrado – o Estado de bem estar social -, que durante três décadas propiciou pleno emprego, melhoria social constante da vida das pessoas e estabilidade politica.

Do contrário, sob o controle de ferro da Alemanha, a Europa, além de pelo menos uma década perdida de recessão, dará passos largos para sua decadência, perda de legitimidade dos seus governos e perda de importância em escala mundial.


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