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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Ariano Suassuna: “queremos a reeleição de Dilma”

25.02.2013
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 24.02.13

O escritor Ariano Suassuna declarou que Eduardo Campos não deveria visar 2014; “Não é o momento pra isso. Não estou falando na política miúda. Nunca me omiti na política, faço política com ‘P’ maiúsculo. Tenho interesse no Brasil. Por enquanto nós estamos querendo a reeleição de Dilma”.


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Ariano Suassuna defende reeleição de Dilma
A possível candidatura presidencial do governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, não deverá contar com um apoio de peso. O escritor Ariano Suassuna, que sempre militou ao lado das hostes socialistas, declarou, segundo o Jornal Vanguarda, de Caruaru, Agreste pernambucano, que neste momento, Eduardo não deveria visar 2014. “Não é o momento pra isso. Não estou falando na política miúda. Nunca me omiti na política, faço política com ‘P’ maiúsculo. Tenho interesse no Brasil. Por enquanto nós estamos querendo a reeleição de Dilma”, teria declarado o escritor na saída do seminário Juntos por Pernambuco, que aconteceu nesta quinta-feira (21), em Gravatá, Agreste do Estado.
De acordo com o Vanguarda, Ariano disse não estar esquecido da história do ex-governador Miguel Arraes, avô de Eduardo, e que considera o governador como “o político mais brilhante que já conheci na minha vida”. “Não estou esquecido da história de Miguel Arraes. Eduardo nem tem idade, nem tempo de luta suficiente, mas é o político mais brilhante que eu conheço. Acho que ele é o mais apto a levar a diante os avanços do governo Lula”, disse.
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Neste momento, quando indagado se a afirmação seria uma declaração de apoio à candidatura presidencial de Eduardo em 2014, o escritor teria defendido a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT).

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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/02/ariano-suassuna-queremos-a-reeleicao-de-dilma.html

Emiliano José: Com respeito aos fatos, Última Hora afrontou os donos da mídia

25.02.2013
Do blog VI O MUNDO, 24.02.13
Por *Emiliano José


Samuel Wainer, o criador do Última Hora

Mãos sujas de Sangue 

Na série de artigos que o  site Teoria e Debate iniciou há duas semanas, Emiliano José retrata alguns exemplos que explicitam a relação da mídia (muitas vezes golpista) com o poder. De Vargas a Goulart, da ditadura a Collor, de FHC a Lula e Dilma, todos esses personagens serão analisados à luz da intervenção da mídia, que o autor qualifica como um partido político, à Gramsci.

O Última Hora não escondia seu apoio a Getúlio, mas não abriu mão do apuro jornalístico, da criatividade e do respeito aos fatos. Tais opções afrontaram as poderosas famílias proprietárias dos instrumentos de construção da opinião pública no Brasil, que se sentiam no direito de conspirar contra governos legítimos. É assim até hoje, desde 2002, quando Lula ganhou as eleições presidenciais.

(…) Podemos ser dirigidos por la prensa
sin advertilo. Y no existe en ningún diario
la información por la información; se informa
para orientar en determinado sentido a las
distintas clases e capas de la sociedad, y con el
propósito de que esa orientación llegue a
expresarse en acciones determinadas.
Periodismo y Lucha de Clases, de Camilo Taufic, Akal Ediciones, 1976, pág. 7
Dia 2 de fevereiro de 1951.

Palácio Rio Negro, Petrópolis.

Primeira reunião do ministério de Getúlio Vargas, recém-eleito, na qual seriam anunciadas as diretrizes centrais do novo governo.

Só dois jornalistas presentes: um repórter da Agência Nacional e Samuel Wainer. Iniciava-se, com ferocidade, a conspiração do silêncio da grande imprensa contra Getúlio. O silêncio ensurdecedor foi o primeiro movimento, não o último.

Getúlio certamente percebeu.

Fim da reunião, Wainer é convidado a ficar e jantar com a família.
Terminado o jantar, é chamado por Getúlio à sala de despachos, vasto salão que o presidente usava para conversas reservadas. Falava sempre entre baforadas de charuto e caminhadas de um lado para outro. Iniciou a conversa com rememorações.

– Tu te lembras de uma frase que disseste no dia em que começamos a campanha?

– Não, presidente – respondeu Wainer.

Getúlio puxou-lhe pela memória:

– Era uma frase sobre jornalismo.

Wainer lembrou-se. Voava com o presidente do Rio de Janeiro para o Amazonas e lhe disse:

– Presidente, a imprensa pode não ajudar a ganhar, mas ajuda a perder.

Dissera mais:

– Perceba que sou o único jornalista destacado para cobrir sua campanha. Note que a do brigadeiro Eduardo Gomes mobiliza pequenas multidões de repórteres e fotógrafos. Toda a grande imprensa está contra sua candidatura.

– Não preciso da grande imprensa para ganhar – retrucou Getúlio na conversa a bordo do avião.

O presidente pensava em Franklin Roosevelt, que nunca tivera apoio dos jornais americanos e sempre vencera as eleições. Pensou e disse.

Wainer ponderou:

– Presidente, ao contrário do que ocorre em países como os Estados Unidos, no Brasil a imprensa tem um fortíssimo poder de manipulação sobre a opinião pública. Não é fácil enfrentá-la.

E completou com a frase que o presidente pretendia que ele lembrasse:

– A imprensa pode não ajudar a ganhar, mas ajuda a perder.

Getúlio, entre as baforadas de charuto e as passadas pelo salão, perguntou:

– Tu reparaste que hoje não veio ninguém cobrir a reunião?

– Claro que reparei. Hoje foi desencadeada a conspiração do silêncio.

E Wainer acrescentou, ainda:

– O senhor só vai aparecer nos jornais quando houver algo negativo a noticiar. Essa é uma tática normal da oposição, e a mais devastadora.

O presidente não parava de caminhar, e fumava seu charuto, e queria dizer alguma coisa conclusiva, e disse:

– Por que tu não fazes um jornal?

Wainer, perplexo, e feliz, reagiu:

– Presidente, isso é o maior sonho de um repórter como eu. Não seria difícil editar uma publicação que defendesse o pensamento de um governante como o senhor, que tem o perfil de um autêntico líder popular.

Getúlio foi taxativo:
– Então, faça.
Wainer perguntou:

– O senhor quer saber como faria?


– Não – Getúlio respondeu prontamente.

E acrescentou:

– Troque ideias com a Alzira e faça rápido.

– Em 45 dias, dou um jornal ao senhor – reagiu Wainer.

– Então, boa noite, Profeta.

– Boa noite, presidente.

* Texto publicado originalmente no site Teoria e Debate, como parte de uma série de artigos publicados especialmente sobre o tema. Emiliano José é jornalista, escritor e suplente de deputado federal pelo PT/BA.

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/emiliano-jose-com-respeito-aos-fatos-ultima-hora-afrontou-os-donos-da-midia.html

Farpas de Aécio contra Eduardo Campos

25.02.2013
Do BLOG DO MIRO, 24.02.13
Por Altamiro Borges

Em entrevista de quase meia página ao jornal Estadão, Aécio Neves, o cambaleante presidenciável tucano, mostrou que anda meio descontrolado. Ele resolveu atacar Eduardo Campos, governador de Pernambuco, presidente do PSB e indefinido candidato às eleições de 2014. Afirmou que a legenda do pernambucano é uma “costela do PT” e insinuou que ele deveria fazer uma “terapia”. De imediato, Eduardo Campos reagiu: “[Aécio] sabe que eu estou muito mais tranquilo do que ele. Se eu preciso de um divã, ele precisa de dois”. 

O nervosismo do senador mineiro pode indicar dois problemas. O primeiro é o temor de que a candidatura do dirigente do PSB roube alguns apoios (inclusive no campo financeiro), seduza os aliados mais vacilantes e ainda furte seus votos em certas regiões – principalmente no Nordeste. O segundo, mais grave, é que o lançamento de Eduardo Campos inviabilize de vez a sua candidatura. Aécio Neves sabe que não é consenso nem PSDB. Há resistências da bancada paulista e o vingativo José Serra ainda não desistiu do seu sonho. 

Para piorar, o cambaleante presidenciável mineiro tem escancarado a sua fragilidade política. No discurso que fez na semana passada para se contrapor à festança dos dez anos do PT no governo, Aécio Neves não cativou nem sequer a mídia amiga. Como apontou Janio de Freitas, em artigo hoje na Folha, não deu para se aproveitar quase nada do seu “teatrinho mambembe”. O jornalista até criticou as dubiedades de Eduardo Campos, mas foi mais duro com o Aécio Neves. Vale conferir alguns trechos:

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Aécio Neves apoiou sua "denúncia" dos "13 erros" do governo petista na ideia de que "quem governa o Brasil é a lógica da reeleição". Muito bem visto. Com toda a certeza, Dilma Rousseff não governa com a lógica da derrota eleitoral. No que tem o exemplo deixado por todos os políticos. E, em particular, por um certo Aécio Neves no governo de Minas, que chegou até a espalhar no Estado placas de autopromoção em obras devidas ao governo federal. A queixa federal não deu resultado, mas a propaganda do então governador deu. 

Desde o ano passado Fernando Henrique Cardoso e Sérgio Guerra, presidente do PSDB, insistiam com Aécio Neves, inclusive publicamente, para assumir o encargo de falar ao país pela oposição. Insistência duplamente justificada, por ser no partido o único possível candidato a presidente e pela oportuna ausência de liderança na oposição. Mas, se os erros e deficiências dos dois governos petistas fossem só os que Aécio Neves encontrou, para afinal lançar a pretendida liderança oposicionista, não haveria mesmo por que fazer oposição. 

A crítica de maior alcance produzida por Aécio Neves, como uma síntese de todas, ficou na afirmação de que "tivemos um biênio perdido" (2011-12). Perdido por quem? Não por aqueles milhões que, não tendo emprego antes e não sendo herdeiros, obtiveram trabalho, salário, carteira assinada na redução do desemprego a históricos 4,4%. Também não por aqueles que, dizem os jornais apesar de si mesmos, entraram na classe média. Muito menos pelos resgatados de carências opressoras por programas assistenciais, pelas cotas universitárias, as oportunidades de consumo, e o mais que Aécio Neves sabe. 
(...) 

Aécio Neves e Eduardo Campos não foram suficientes para evitar a atribuição a Lula e Dilma do lançamento da disputa sucessória. Para isso, bastou que Lula brindasse os petistas, na sua festa, com um "vamos reeleger Dilma!". Quem precipitou essa historiada de sucessão foi, de fato, a imprensa, a partir do blablablá de Lula candidato. Na realidade, Aécio Neves enfraqueceu-se muito; Eduardo Campos alimenta o noticiário criado em torno do seu nome, mas ainda não criou fatos que substituam a artificialidade; e Dilma, como sua Minas, está onde sempre esteve. Ou seja: a rigor, por ora nada de novo.
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Fonte:http://www.altamiroborges.blogspot.com.br/2013/02/farpas-de-aecio-contra-eduardo-campos.html