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domingo, 17 de fevereiro de 2013

A Rede da Marina Silva para amarrar você na Matrix dominadora do Itaú e da Globo

17.02.2013
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 16.02.13

Militantes são credenciados no encontro nacional do partido de Marina.
Organização empresarial feita por bilionária do Grupo Itaú.
Negação da luta política lembra a dominação mostrada no filme Matrix.

Nada decepciona mais nesse partido da Marina Silva do que a negação da luta política dos mais fracos e da pregação ao conformismo submisso aos mais fortes. 

É a "utopia sonhática" do Itaú, da Globo, do bilionário neoliberal dono da Natura. É a sustentabilidade reacionária e conservadora. Os bilionários mandam, eles são os "sábios" conselheiros, orientadores e ideólogos de um hipotético governo, cuja REDE Marina se encarregaria de manter conectados os brasileiros, obedientes à ordem dominadora moldada por eles. Todos conformados, igual aos dominados no filme Matrix. Semelhante aos primeiros 502 anos da história do Brasil.

Cito o banco Itaú, especificamente, porque uma das principais caciques do partido de Marina é Maria Alice Setúbal, herdeira e acionista do império Itaú. Segundo o "site" na internet, sua função no partido é "mobilização de recursos".

Não deixa de ser curioso que os recursos mobilizados são laranja, a cor de fundo usada nas placas e propagandas do Banco Itaú.

Irresistível não comparar com a dominação de Matrix, quando vemos a foto de militantes enfileirados para serem credenciados em guichês com placas laranjas (foto acima), por atendentes uniformizadas de blazer preto com camisa laranja (a cor do Itaú, de novo). Parece que as atendentes estão plugando um a um à dominação da Matrix do Itaú.

Muito além da comparação com o filme, o mais grave é querer esvaziar a luta política como instrumento dos cidadãos conquistarem melhorias de vida.

O discurso de Marina é recheado de frases de efeito sempre puxando para um suposto "novo jeito de fazer política", "acima da esquerda e direita", "não é oposição, nem situação", "resgatar a ética", "não tem movimentos sociais por trás", "não fuma, nem bebe" e blá-blá-blá para ser politicamente correto, agradar a todos e não desagradar ninguém. Luta política que é bom, e que obriga a escolher lado, nada.

É o discurso que a Globo e o Itaú gostam. É discurso da desconstrução e criminalização da luta política que bate de frente com seus interesses. 

É o discurso que busca dominar a chamada nova classe média, buscando convencê-la a se desiludir com a luta política que a levou a conquistar o que tem, e votar alienada, igual vota no paredão do BBB, em quem acha mais bonzinho, mais simpático, mais bonitinho. Na luta política, do jeito que está, a Globo sabe que não vence mais, então o negócio é esvaziá-la. E que tristeza ver Marina Silva fazendo esse serviço.

A REDE Matrix da Marina está mandando às favas a luta política do enfrentamento contra a má distribuição de riquezas e injustiça social. 

O Banco Itaú fica mais "sustentável" quando a clientela faz tudo pela internet e deixa de ir na agência, deixa de imprimir papel. Mas esse ganho de produtividade, esvaziando as agências, o banco não compartilha com seus trabalhadores, mandando-os para o olho da rua, mesmo com lucros estratosféricos.

A boa luta política é brigar por leis que reduzam a jornada de trabalho em vez de demitir, se a empresa teve ganho de produtividade e tem lucros suficientes para manter a mão de obra. Ou pelo menos, quem pode mais e desemprega só para lucrar mais, tem que pagar mais impostos necessários a gerar novos empregos. 

De nada adianta abraçar árvores, financiar ONG's, se a empresa joga pessoas no desemprego só para aumentar mais ainda os lucros de acionistas. Esse egoísmo é uma forma de poluir a qualidade de vida na sociedade, com o empobrecimento de pessoas, a desestruturação de lares, de famílias, que o desemprego provoca, muitas vezes. E para acabar com esse egoísmo é preciso luta política. Os partidos políticos são os instrumentos desta luta para mudar leis.

A grande luta política no Brasil ainda é o combate à desigualdade para elevar brasileiros pobres para um padrão de vida de classe média. E essa REDE Matrix de bilionários em torno da Marina tem uma agenda pragmática oposta, como, por exemplo, lutam para pagar menos impostos, mesmo com lucros exorbitantes; condenam verbas para programas sociais; pregam arrocho de salários e aposentadorias para ter mais lucros se pagarem alíquotas menores para manter a Previdência; pregam cortar direitos trabalhistas para poder demitir mais fácil e mais barato. Pregam a privatização e redução de serviços públicos, essenciais para quem não tem condições de pagar. 

É luta contra tubarões, que enfrentamos e que produz baixas do nosso lado. Novidade na política é concluir o ciclo dessa luta e conscientizar aqueles que estão plugados na Matrix de dominação da Globo e do Itaú a se libertarem das amarras.

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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2013/02/a-rede-da-marina-silva-para-amarrar.html

Rafael Correa deve conquistar terceiro mandato consecutivo

17.02.2013
Do portal da Agência Brasil, 16.02.13
Por Monica Yanakiew

Correspondente da Agência Brasil/EBC
Quito – O presidente do Equador, Rafael Correa, deve conquistar neste domingo (17) seu terceiro mandato consecutivo. Ele disputará o primeiro turno com sete candidatos, mas segundo todas as pesquisas de opinião, ele tem o apoio de mais da metade do eleitorado e está bem à frente do segundo colocado, o banqueiro Guillermo Lasso, que aparece com cerca de 11% dos votos.
No fechamento da curta campanha, que durou 42 dias e terminou na quinta-feira (14), Lasso fez um apelo aos eleitores para não desperdiçarem o voto e garantirem, pelo menos, a realização do segundo turno, no dia 7 de abril. Já Correa está convicto de que será reeleito no domingo para um novo mandato, de quatro anos. Se eleito, em 2017 ele completará uma década no poder, um recorde num país marcado pela instabilidade política e econômica.
Esta é a primeira vez que militares e policiais na ativa e adolescentes de 16 a 18 anos de idade têm a opção de votar. No total, 11,6 milhões de equatorianos estão cadastrados para votar – incluindo os 285 mil que vivem no exterior. Além de presidente e vice-presidente, o equatorianos escolherão 137 legisladores da Assembleia Nacional e cinco representantes do Parlamento Andino.
O maior desafio de Correa, dizem os analistas, é conquistar a maioria na Assembleia Nacional. Por falta de apoio parlamentar, o presidente não conseguiu aprovar a nova Lei de Meios (novo marco regulatório das comunicações), que está sendo debatida há três anos. No governo desde janeiro de 2007, Correa acumulou amores e ódios.
Os simpatizantes de Correa enumeram os projetos de inclusão social, além das obras publicas que ele fez: estradas, pontes, escolas e hospitais. Os críticos dizem que ele se transformou num caudilho, concentrando poder e não admitindo críticas da imprensa. Ambos os lados coincidem que o Equador esta atravessando um período de estabilidade econômica e política, depois de sucessivas crises. Mas que os principais desafios do novo governo são a pobreza, a corrupção e a insegurança.
“Vou votar em Correa porque ele fez muito pelos jovens, especialmente em matéria de educação. O ensino público agora e totalmente gratuito e houve grandes melhoras nas universidades”, disse à Agencia Brasil o estudante de engenharia ambiental Henry Moreira.
Jà o motorista de táxi Juan Laprida diz que vai votar em “qualquer candidato da oposição”, só para não dar seu voto a Correa. “Ele é muito prepotente. Fala toda hora em cadeia nacional e não admite que falem dele. Além do mais, aumentou muito os impostos”.
O costureiro Jose Fernando Rodriguez não quer correr o risco de votar em outro. “Tenho medo de voltar aos tempos do confisco dos depósitos bancários, quando nos roubaram toda a poupança, ou a época em que tínhamos um presidente atrás do outro e ficávamos sem luz elétrica”, diz ele. “Em time que ganha, ninguém mexe”.

Edição: Fernando Fraga

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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-02-16/rafael-correa-deve-conquistar-terceiro-mandato-consecutivo

SIGLA DA BLÁBLÁRINA É “UDNOVA”

17.02.2013
Do blog CONVERSA AFIADA, 15.02.13
Por Paulo Henrique Amorim

O “verdismo” e sua expressão máxima, a Bláblárina, são uma importação ideológica para combater o trabalhismo.


Saiu na Folha (*), na pág. 2, artigo de Marina Silva, de título “Emergências” (sic):

EMERGÊNCIAS


Há uma perplexidade na civilização. (sic) É uma grande pergunta coletiva: afinal, o que está acontecendo? (sic) Depois de milênios de acúmulo de riquezas e experiências, a humanidade parece ter chegado ao máximo, ou seja, ao limite. 
(limite de que ? – PHA) Zygmunt Bauman (ver “em tempo” – PHA) sintetizou o paradoxo ao observar que acreditamos com a mesma força em duas ideias contraditórias: que temos toda a liberdade possível, (quem tem, cara pálida ? – PHA) mas, ao mesmo tempo, somos impotentes para fazer mudar as estruturas do mundo. (jenial ! – PHA) 
Até aqui, como se percebe, blábláblá. Até que ela chega ao ponto:

(…)

Nada, porém, se compara à estagnação do sistema político, uma repetição neurótica da mesmice, um misto de propaganda enganosa e escândalos de corrupção (que já não escandalizam). O poder pelo poder domina tudo, o dinheiro pelo dinheiro avassala a todos. Esse é o centro da realidade, e tudo o mais é borda, periferia.

Navalha
Há vários matizes de UDN, aquele partido da Casa Grande, moralista, hipócrita e que não ganhava eleição: dava Golpe.
Os mais destemidos representantes dessa facção encontram-se hoje no consórcio PSDB-DEMO.
Que reúne o Farol de Alexandria, aquele que comprou uma reeleição a R$ 200 mil por cabeça; o Padim Pade Cerra, líder do clã da Privataria Tucana, defensor do aborto, só no Chile; e, até recentemente, o Demóstenes Torres, reeleito Senador da República com a inestimável colaboração do brindeiro Gurgel.
(Gurgel é outro Herói da Moralidade, até segunda ordem: até que o Senado o investigue, por sugestão do ex-Presidente Fernando Collor.)
Ao defender o Gurgel, no momento em que enviava para o MP de Minas a forca para executar o Lula, Eduardo Campos também pareceu seguir um caminho óbvio de uma UDNova: atacar o PMDB, o mesmo caminho já percorrido por Ciro Gomes.
Agora, a Bláblárina tenta reviver a glória efêmera de 2010.
Vai criar um novo partido e está em busca de uma sigla.
Já encontrou: UDNova.
Assim como em 2010, ela será acolhida no colo cálido do PiG (**), enquanto der a impressão de tirar votos da Dilma.
Essa é a sua única serventia.



Em tempo: trecho de uma crítica a um livro de Bauman traduzido no Brasil pela Zahar, “Vidas Desperdiçadas”: 

Bauman nos faz refletir sobre os refugiados dessa globalização desenfreada e insensível gestada por seres que prezam a velocidade e a indiferença. Os “emigrantes econômicos” são um distúrbio, produzem a insegurança assim como o mercado produz em larga escala o temor nos países desenvolvidos gerando “parias e proscritos” em países flagelados, e internamente “consumidores falidos”, conseqüência comum e desumana que traz ao cenário do jogo internacional a inclusão e a exclusão e, também, o “estar dentro” e o “estar fora” da “modernidade líquida”. 
Zygmunt Bauman nos provoca à reflexão sobre o desemprego, o medo acerca dos relacionamentos, às agruras do asilo político, a questão das fronteiras, o massacre do capital perante os esforços humanos pela compreensão, a liberdade em choque com a insegurança e se problemas gerados globalmente podem ser solucionados localmente. 
Até quando os “resíduos humanos” (asilados, refugiados, pobres em países ricos) ficarão longe da pauta política do mundo contemporâneo de aflitivas e incertas mudanças culturais, sociais, geopolíticas, entre outras? Até quando serão tratados como “efeitos colaterais” do desenvolvimento e do progresso econômico? 

Fonte: http://pt.shvoong.com/humanities/philosophy/1880996-vidas-desperdi%C3%A7adas/#ixzz2KxRNVFZe


Em tempo2: nada mais apropriado à  realidade do Brasil, não, amigo navegante ? O “verdismo” e sua máxima expressão, a Bláblárina, não passam de um produto de importação ideológica da Metrópole, aqui adaptada à luta contra o trabalhismo. Só isso. 


Paulo Henrique Amorim


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/politica/2013/02/15/sigla-da-blablarina-e-%E2%80%9Cudnova%E2%80%9D/

Da necessidade de um novo paradigma para a Segurança Pública no Brasil


17.02.2013
Do portal da Revista Carta Maior
Por Gleidson Renato Martins Dias*

Os partidos vistos, ou que se apresentam como partidos de esquerda, não disputaram a visão de segurança pública e de polícia com a direita, da mesma forma que ainda disputam educação, saúde e desenvolvimento com os setores conversadores da nossa sociedade.

“Passamos os anos da ditadura encarando os policiais como repressores e defendemos os direitos humanos, mas nos esquecemos dos direitos humanos dos próprios policiais” (Marcos Rolim)

INTRODUÇÃO

Não é por acaso que no imaginário popular os heróis são os policiais como os “Capitães Nascimento” (no que se refere ao primeiro filme Tropa de Elite), e que as torturas e até mesmo os assassinatos no referido filme sejam ovacionadas pela grande maioria.

Também não é por acaso que as redes de comunicação tem como grande atração programas - campeões de audiência - que sensacionalizam a violência. Mostrando perseguições em viaturas, entradas em residências e prisões, tudo ao vivo, com a narração “espetaculoza” de apresentadores que usam termos como vagabundos, chibungos, filhos do ECA, bandidagem etc.

A vitória destes programas e personagens, fictícios ou reais, é fruto da nossa derrota enquanto campo político. Temos que ter maturidade para avaliarmos qual nossa contribuição e/ou omissão neste quadro. Um reconhecimento que manifeste posicionamento crítico e político, sem dramatizações e sem dar a este fato maior ou menor importância que realmente o tenha. A óbvia relação entre omissão e efeito, causa e conseqüência.

Os partidos vistos, ou que se apresentam como partidos de esquerda (PT, PC do B, PSB, para falar dos mais antigos), não disputaram a visão de segurança pública e de polícia com a direita, da mesma forma que ainda disputam educação, saúde e desenvolvimento com os setores conversadores da nossa sociedade.

Tal omissão é que fortaleceu e ainda fortalece a visão de que bandido bom é bandido morto, que devemos ter prisão perpétua e de pena morte, que deve-se reduzir a menor idade penal, e até mesmo o posicionamento de não descriminalizar o aborto, haja vista que esta discussão – mesmo contendo posicionamentos machistas e religiosos - esta diretamente relacionada com a visão maximizadora do direito penal. Estado mínimo e direito penal máximo. 

Aliás, a história das administrações dos partidos conservadores ou programáticamente de direita, (no Brasil mais especificamente DEM, PSDB) nos demonstrou esta estreita e, para eles, quase necessária relação: quanto menos Estado, mais Direito Penal, quanto menos políticas sociais, mais repressão policial, quanto menos distribuição de renda, mais presídios e presidiários, ou seja, quanto menos Estado tivermos mais os mecanismos de repressão – direito penal e polícias – são chamados para atuarem na sua ausência.

A esquerda brasileira disputou com organização e propriedade os vários setores do mundo do trabalho, tal organização resultou na criação da Central Única dos Trabalhadores, e da própria Força Sindical, e, mais atualmente, da CONLUTAS. Cada central sindical tendo majorativamente as influências do PT, PDT e PSTU, respectivamente.

Estas centrais sindicais nasceram com o objetivo de organizar e dirigir os trabalhadores no país, influenciando – logicamente - nas políticas públicas de cada setor trabalhista, ou se preferirem, de cada profissão ou categoria de trabalhadores.

O referido campo político também disputou e disputa os grêmios estudantis, os diretórios acadêmicos, os sindicatos de professores (aqui no estado sempre sendo maioria no CPERS- Sindicato), mas, no entanto não disputaram, e não disputam com a mesma ferocidade e organização, as associações dos servidores da área de segurança pública. A omissão de uma intervenção política, conjunta e organizada neste setor foi o que tornou a direita hegemônica, pois atuava (e de certa forma ainda atua) sem concorrência. 

Acreditamos que a visão majoritária sobre segurança publica, a qual não compactuamos, tem sua maior explicação na falta de atuação conjunta e organizada dos partidos de esquerda (e/ou centro-esquerda) e dos setores mais progressistas.

Observamos um revelador e interessante debate no jornal Zero Hora entre o ex Deputado Federal do PT Marcos Rolim e o Cel. Mendes, ex Comandante da Brigada Militar do Governo de Yeda Crusius do PSDB, sobre o que seria ter vocação para ser policial. Debate este que desnuda a base teórica e ideológica nas posições antagônicas dos debatedores e que pode servir de norte para sabermos o tamanho da luta e da disputa ferrenha que temos pela frente [1] .

Há de se ter uma visão estratégica para esta área problemática e importante da sociedade brasileira. Para tal propósito é mister fazer disputas programáticas que tenham, entre outras medidas:

i- produção teórica, no sentido de pesquisas e artigos dentro e fora do mundo acadêmico;

ii- apropriação da sociedade civil e de todos os órgãos da administração pública direta e indireta, no que se refere a não “guetizar” o saber e o viver da segurança pública;

iii- e principalmente aproximação com os servidores da segurança pública, que em última análise são os administradores e executores da política de segurança pública. No sentido de formação e capacitação política, bem como colocação em espaços políticos partidários e demais estruturas, como acontece com professores, profissionais da comunicação, administradores, juristas etc.

Os candidatos de esquerda, ao executivo ou legislativo, sempre mostraram domínio em assuntos como saúde, educação, moradia, reforma agrária, desenvolvimento sustentável, no entanto, encontravam dificuldades na temática segurança pública, nada mais revelador para a compreensão do distanciamento real e equivocado deste campo político haja vista que tal fragilidade não é exclusividade de um só partido.

Neste sentido o governo Lula revolucionou o ver e o fazer a segurança pública no país. Tal mutação começou com o então Ministro da Justiça Marcio Thomas Bastos, se solidificando e aprofundando com seu sucessor, Tarso Genro.

O governo Lula é um marco pois tranformou a relação do governo federal com os governos dos Estados e do Distrito Federal e até mesmo os municípios dando uma outra abordagem hermenêutica ao artigo 144 da Constituição Federal.

A implantação dos programas como PRONASCI (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania), UPP (Unidades de Polícias Pacificadoras), mudaram concretamente a atuação dos servidores da segurança pública, bem como, as relações entre União e Estados Membros e ainda, as estatísticas da violência e da criminalidade.

Os desafios

É necessário pautar, disputar organizadamente uma nova relação entre sociedade e Estado.

As disputas coorporativas, aliado a uma frágil militância impediram avanços nas reformulações das instituições, neste sentido - o das reformas - há uma dívida real com instituições como polícia civil e polícia militar.
Os aperfeiçoamentos institucionais feitos pela Constituição Federal de 1988 deixaram de fora - erroneamente - às polícias estaduais. Se analisarmos, mesmo que superficialmente, o que era o Ministério Público antes, e no que se transformou após a promulgação da nova e atual Constituição, veremos o quanto progrediu e o quanto acompanhou a nova visão jurídica e social estabelecida com a nova proposta de ordenamento jurídico.

No entanto, as polícias, civil e militar, ainda usam os mesmos métodos ultrapassados, ainda tem a mesma estrutura administrativa e operacional, ainda formam, com as mesmas ideologias seus quadros técnicos, de soldado a coronel, e de investigador e/ou escrivão a delegado.

Tal afirmação é confirmada num importante estudo intitulado “O que pensam os profissionais de segurança pública no Brasil” [2]. Pesquisa que foi feita com 64 mil policiais em todo o país pelo Ministério da Justiça e em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 

Com 115 páginas, o estudo mostra em números como o Policial brasileiro é despreparado, e humilhado por seus superiores, torturados nas corporações e discriminado na sociedade, Lembra Nelito Fernandes da Revista Época.

Se o diagnóstico feito pelos próprios agentes é confiável, diz Marcos Rolim, a situação que eles vivem é desalentadora:

Um em cada três policiais afirma que não entraria para a polícia caso pudesse voltar no tempo. Para muitos deles, a vida de policial traz mais lembranças ruins do que histórias de glória e heroísmo.

A pesquisa revela que 20% dos agentes de segurança afirmam terem sido torturados durante treinamento, isto é, um em cada cinco.

Além da tortura, os policiais são vítimas de assédio moral e humilhações em todos os níveis, de soldado a coronel.

Salário baixo, corrupção, assédio moral, rispidez, insensibilidade, autoritarismo e discriminação por parte da população, são as maiores queixas e preocupações dos operadores da segurança pública.

O Tenente da PM do Rio, Melquisedec Nascimento diz que um namoro recente acabou porque os pais da moça não aceitavam que ela ficasse com um policial. “Você só pode dizer que é da polícia depois que a mulher está apaixonada. Se disser antes, ela corre. Todo mundo acha que o policial é um brucutu corrupto. Outro dia eu ia a uma festa e o amigo soletrou para mim o nome da rua: ‘Claude Monet’. Ele achou que só porque eu sou policial não saberia quem foi Monet”, diz ele. (mesma fonte)

Outra importante revelação: apenas 20,2% dos policiais se declararam a favor da manutenção do modelo atual, que mantém PM e Polícia Civil separadas, uma atuando no patrulhamento, outra na investigação. Para 34,4% dos policiais ouvidos, o ideal seria a unificação das duas forças, formando apenas uma só polícia civil, dita “de ciclo completo” – ou seja, encarregada de patrulhar, atuar em conflitos e também de investigar os crimes. A maior resistência à unificação vem dos oficiais da PM. Apenas 15,8% deles defendem o novo modelo de polícia. “Não só temos duas polícias, como também temos duas polícias dentro de cada polícia. A situação dos praças e dos agentes de polícia civil é muito diferente da dos delegados e dos oficiais”, diz Luiz Eduardo Soares.

Continua Soares alertando:

“Hoje, um praça da PM que quiser ser oficial precisa fazer concurso. Ao passar, recomeça a carreira do zero. Quem chega a sargento não vira oficial, a menos que concorra também com os civis, fazendo provas. Na Polícia Civil acontece o mesmo. Um detetive que queira ser delegado, hoje, tem de fazer um concurso e concorrer com qualquer advogado que não seja policial. Esse advogado recém-formado chega às delegacias mandando em agentes que têm 30 anos de polícia e é boicotado. Temos milhares de detetives que são formados em Direito, mas não viram delegados".

Logicamente que o debate não se esgota na reformulação das instituições policiais, e demais órgãos da segurança pública. É preciso unificar, transversalizar o entendimento e atuação dos vários órgãos e instituições.

Não se trata tão somente de repressão ou prisão, mas também, e principalmente de um debate forte e estratégico para avançarmos na complexa relação entre: Polícias, Judiciário, Ministério Público, IGP, SUSEPE, Guardas Municipais, FASE, Conselhos Tutelares, além de políticas de inclusão social, distribuição de renda, fortalecimento do trabalho formal, cursos profissionalizantes, combate ao tráfico de drogas, direito penal mínimo (ou ultima ratio), penas alternativas, justiça restaurativa, etc.

Propostas

Os setores mais progressistas devem chamar para si a responsabilidade de pautar uma nova visão de segurança pública e bancar no Congresso Nacional as mudanças legislativas necessárias, e ainda, um debate firme, propositivo e sistemático com a sociedade civil, de forma tão organizada e intensa como acontece com outras temáticas tão caras, sensíveis e importantes da nossa sociedade.

Deve ser feito uma aliança com a sociedade civil, partidos políticos, ONGs, servidores públicos e necessariamente com os trabalhadores da segurança pública para demonstrarmos a população que a maximização do direito penal já se demonstrou totalmente ineficaz.

Que a inteligência policial é melhor que o franco combate (onde inclusive acontecem várias mortes de inocentes).

Que é urgente uma reformulação das instituições (que atendam minimamente as necessidades e expectativas dos servidores, combinando com a modernização da sociedade, a maturidade da democracia e do Estado Democrático e Social de Direito, além das necessidades da população em geral).

Também é premente uma mudança da visão da própria sociedade que só acontecerá com uma mobilização política intensa.

Para revolucionar de forma democrática o entendimento sobre segurança pública devemos ter - entre outras - algumas movimentações pontuais [propostas aqui apresentadas para o contexto de um debate travado no Rio Grande do Sul, onde o autor atua]:

* Fazer uma Conferência Estadual de Segurança Pública para mapearmos as especificidades regionais e contexto político, cultural e institucional do nosso estado e tirarmos metas de curto, médio e longo prazo.

* Fortalecer a Susepe e retirar a Brigada Militar dos Presídios e Casas Prisionais.

* Debater na Assembléia Legislativa Gaúcha a reforma total da Lei 10. 990, conhecida como Estatuto dos Servidores Militares da Brigada Militar do Estado do Rio Grande do Sul fazendo este instrumento avançar para servir de proteção e resgate da dignidade e da cidadania dos trabalhadores, indo ao encontro do Neoconstitucionalismo e pós-positivismo [3] .

* Enfrentar o tema da maximização do direito penal sugerindo e pautando a nível regional e federal as penas alternativas e a justiça restaurativa.

* Reformular o sistema penitenciário, debater este tema a nível regional e federal, dando condições dignais aos seres humanos que se encontram sob tutela estatal.

* Implementar programas de aperfeiçoamento dos servidores e das instituições e órgãos da segurança pública.

* Enfrentar o tema da reforma nas polícias estaduais, (este talvez um dos mais importantes) promovendo estudos e debates com os servidores, acadêmicos, associação de classe, partidos políticos, ONGs, militantes e ativistas dos Direitos Humanos, Parlamentares e a sociedade como um todo para caminharmos efetivamente em direção de uma polícia para o século XXI.

* dentro do tópico de reforma, solidificar os mecanismos para que as políticas de segurança pública sejam políticas de Estado e não (ou no mínimo o menos possível), de governo. Diga-se de passagem, um dos maiores problemas da segurança pública é que sempre tem sido tratada – pois assim é a sua atual estrutura administrativa - como política de governo (passível de mudança ideológica, operacional e programática de quatro em quatro anos) e não como política de Estado mais estável e duradoura.
.
*Debater a proporcionalidade de gênero nas instituições que impedem formalmente a ascensão das mulheres a cargos de chefias. No Rio Grande do Sul não existe e nunca existiu, uma só mulher no cargo de coronel, são banidas do topo da carreira.

O presente texto não tem a pretensão de ser onisciente e absoluto, mas tão somente, de contribuir para este debate sempre acalorado e hoje, mais do que nunca, indispensável.

Os partidos progressistas, os intelectuais e militantes devem olhar de forma mais comprometida com este debate, ajudar na construção de novas visões e derrotarem dinossáuricos conceitos ainda presentes na atuação e formulação das políticas de segurança pública, (sejam elas teóricas ou operacionais), para alicerçarmos de vez um novo paradigma para a segurança pública no Brasil.

NOTAS

[1] O referido debate aconteceu quando Marcos Rolim escreveu um artigo no dia 28 de outubro de 2008 em Zero Hora intitulado Vocação. No outro dia, 29 de outubro de 2008 no mesmo veículo de comunicação o Cel. Mendes, então Comandante Geral da Brigada Militar do Governo Yeda Crusius (PSDB), rebate o referido artigo discordando da postulação feita pelo ex Deputado Federal, com o artigo Brigada Militar: Vocacionada pela Lei. Tendo em vista que Zero Hora não dá o direito a tréplica Marcos Rolim escreveu no seu Blog Tréplica de Marcos Rolim o qual contém na íntegra os três artigos citados e um quarto com autoria de Fernando Fedozzi Moralidade e formação dos Policiais, no link chamado Moralidade e Formação dos Policiais: polêmica Marcos Rolim e Cel. Mendes. Disponível em http://rolim.com.br.

[2] A análise da pesquisa é encontrada num artigo de Luiz Eduardo Soares e Marcos Rolim intitulado, Arqueologia da Gestão de Segurança Pública: Potencialidades e Limites. Marcos Rolim retifica e explica a necessidade reformas nas instituições em Repensando as Polícias Brasileiras.

[3] Neoconstitucionalismo no marco do que ensina Luís Roberto Barroso em Neoconstitucionalismo e Constitucionalização do Direito: o triunfo tardio do direito constitucional no Brasil e Lenio Luis Streck em hermenêutica Jurídica (em) Crise ou ainda em Verdade e Consenso: Constituição, Hermenêutica e Teorias Discursivas.

(*) Bacharel em Direto pela PUC-RS, militante do Movimento Negro Unificado.
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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5143&alterarHomeAtual=1

Marina Silva cria o PSDdoB

17.02.2013
Do blog LIMPINHO & CHEIROSO, 16.02.13

Marina_Seria03

A ex-senadora Marina Silva afirmou no evento de fundação de seu novo partido, no sábado, dia 16, que a nova sigla não é de oposição nem de posição. Segundo ela, o necessário é tomar posições, apoiando acertos do governo e criticando os erros.

A fala de Marina remete a uma declaração do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab. Ao lançar em 2011 o seu partido, o PSD, ele declarou que a legenda não era centro, de direita nem de esquerda.

“Me perguntam se somos posição ou oposição à Dilma. Eu digo: nem posição, nem oposição”, afirmou Marina, segundo relata o repórter Fábio Brandt. Em seguida, a pré-candidata a presidente em 2014 disse que o bom trabalho do governo deve ser apoiado e o mau trabalho criticado – caso do projeto do novo Código Florestal.

Em seu discurso, Marina deixou claro que o tema preferencial do novo partido deverá ser o ambiental. Para ela, trabalhar pelo bem comum nos tempos de hoje é “produzir a economia de baixo carbono, proteger a água, proteger as florestas”.

Nota do Limpinho: Marina Silva continua em cima do muro como as aves de rapina.
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Fonte:http://novobloglimpinhoecheiroso.wordpress.com/2013/02/16/marina-silva-cria-o-psddob/

PSDB organiza ataques a Haddad na internet por enchentes em SP

17.02.2013
Do BLOG DA CIDADANIA, 16.02.13
Por Eduardo Guimarães

Nem as oposições partidárias oficiais tiveram “coragem” de criticar o prefeito Fernando Haddad por alagamentos que se abateram sobre São Paulo na última sexta-feira, mas uma horda de internautas, despindo-se de qualquer senso de ridículo, teve essa “coragem” imensa.
Neste Blog, por exemplo, comentários de leitores apontaram o fato de que a capital paulista sofreu pontos de alagamentos durante o temporal em questão como “prova” de “incompetência” de um gestor público que está no cargo há SEIS SEMANAS.
Esse tipo de comentário se espalhou na internet e foi repetido também ao vivo por toda cidade, conforme relatos de pessoas que me procuraram para comentar postura que, de fato, é impressionante, pois denota ausência de qualquer traço de autocensura.
Antes de prosseguirmos, leia, abaixo, o teor de algumas dessas manifestações absurdas – o português foi corrigido para facilitar a leitura.
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Décio – Atibaia/SP
Enviado em 15/02/2013 as 22:06
Cadê o Haddad, que ia resolver tudo isso? “Sumpacity” está debaixo d’agua.

Victorino Salomão
Enviado em 15/02/2013 as 21:26
São Paulo alagada. Cadê o super prefeito que o blogueiro votou e falou pra todo mundo votar, hein? Que eu saiba ele tinha respostas e soluções para tudo. Lamentável! Haddad é a grande decepção deste ano, disparado.
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Esse tipo de manifestação delirante foi vista por toda internet, mas não só. Quem é de Sampa certamente ouviu a mesma coisa de conhecidos, parentes, colegas de trabalho etc.
A simplicidade da resposta a uma barbaridade como essa escancara como há gente mal-intencionada por aí, capaz de exigir que, em 9 semanas (45 dias) no cargo, o novo prefeito de São Paulo solucionasse problema que os ex-prefeitos José Serra e Gilberto Kassab não solucionaram durante os 8 anos em que governaram a capital paulista.
A mídia, por sua vez, se não teve coragem de se aproveitar da chuva de sexta-feira para atacar Haddad, tampouco teve a decência de publicar uma mísera análise deixando muito claro que o prefeito não pode ser responsabilizado pelos danos que essa chuva causou à cidade.
Se existem culpados pelos recentes alagamentos, eles são Serra e Kassab. Haddad não teve tempo para fazer nada, ainda. Só no próximo verão é que se poderá cobrar alguma coisa dele. E, mesmo assim, comparando os resultados que conseguir com os que foram conseguidos por seus antecessores após o primeiro ano de governo.
Por incrível que pareça, é preciso escrever esta obviedade com todas as letras. E isso porque há muita gente mal-intencionada por aí que não conhece limite ético algum para a politicagem e a falta de espírito cívico às quais se devota com tanto ardor.
Contudo, se os pobres de espírito servem de massa de manobra a políticos de oposição a Haddad que não tiveram coragem de fazer uma crítica tão absurda em seus próprios nomes, o rastreamento da origem desse movimento levou ao PSDB paulistano.
Nos próximos meses, fica claro, será posta em prática uma estratégia para tentar antecipar críticas a Haddad que só poderão ser feitas, dentro de critérios de bom senso, quando sua gestão já tiver tempo suficiente de duração.
A responsabilização do prefeito por um problema que dura décadas a fio após poucas semanas no cargo, se não foi feita por adversários oficiais dele, foi organizada por eles de forma subterrânea, antiética, covarde. E são só SEIS SEMANAS de governo, ainda.

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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2013/02/psdb-organiza-ataques-a-haddad-na-internet-por-enchentes-em-sp/

Torcedor alvirrubro é baleado em confronto de organizadas de Sport e Náutico

17.02.2013
Do DIARIO DE PERNAMBUCO, 16.02.13
Por Redação Superesportes - Diario de Pernambuco


Tiroteio aconteceu na Avenida Rosa e Silva, após o jogo Sport x Campinense

Paulo Paiva/DP/D.A Press

Um torcedor foi baleado na cabeça em um confronto entre integrantes de torcidas organizadas de Sport (Jovem) e Náutico (Fanáutico). A vítima, vestindo a camisa da facção alvirrubra, estava na Avenida Rosa e Silva, antes do jogo Náutico x Central, na noite deste sábado, quando passou no local um ônibus levando torcedores da uniformizada rubro-negra, após o jogo Sport x Campinense, realizado à tarde. Alguns membros da Jovem desceram nas imediações e as duas torcidas passaram a se provocar. Instantes depois terminou em pancadaria. No meio da confusão, foi disparado um tiro. 

Facebook/reprodução
A bala atingiu o torcedor e gerou um corre-corre, no bairro dos Aflitos. De acordo com relatos, várias pessoas se deitaram no chão e correram para dentro das lojas. Já a vítima recebeu os primeiros socorros no local até a chegada da ambulância. O jovem, identificado como Lucas de Freitas Lyra (foto), de 19 anos, foi levado em estado grave ao Hospital Agamenon Magalhães. De lá, foi transferido para o Hospital da Restauração, onde deu entrada às 19h40, sendo encaminhado às pressas para o bloco cirúrgico do HR, para ser submetido a uma neurocirugia. Na ocasião, já acompanhado da família, que não quis comentar o caso. 


Sobre o autor do disparo, segundo testemunhas o tiro teria sido dado por um homem vestido com um colete amarelo com o nome "Apoio", que trabalhava como segurança no ônibus da empresa Globo, na linha Vasco da Gama/Derby, na qual se encontrava os torcedores do Sport. Com a confusão, ao passar em Rosa e Silva, ele teria descido do coletivo e disparo uma vez..

Depois do episódio, a Polícia Militar fechou a avenida na altura do Bompreço, no cruzamento com a Conselheiro Portela. O clima ficou bastante tenso no local, com torcedores alvirrubros, da principal organizada timbu, querendo retaliar a ação em torcedores vestidos com a camisa do Sport. Houve reforço da PM. De seu apartamento, Frederico Luna gravou imagens da correria pelas ruas do bairro após o disparo, disponibilizando o vídeo no Youtube (abaixo). 

Investigação - A assesoria do Sindicato das Empresas de Passageiros no Estado de Pernambuco, o Urbana-PE, informou que será aberta uma sindicância interna para apurar o caso e orientar a empresa Globo a colaborar com a investigação sobre o disparo. Já o Sport rechaçou qualquer envolvimento na segurança do coletivo, ocupado em sua maioria por torcedores do Sport, após o jogo pela Copa do Nordeste. 

"O Sport tem funcionários que fazem a segurança do clube, que não saem do clube e não usam armas. Nos dias de jogos é contratada uma empresa terceirizada para dar apoio. O clube não presta serviço para a torcida organizada, que não tem vínculo empregatício, financeiro, apenas tem uma sala no sede do clube. Os seguranças também não seguem os torcedores dentro ou fora de ônibus. Nunca fizemos escolta de nenhuma torcida", disse Álvaro Claudino, assessor de imprensa do Rubro-negro.

Pedrada - No mesmo horário do disparo na Rosa e Silva, por volta das 18h50, mas na Avenida Agamenon Magalhães, um torcedor do Sport foi atingido por uma pedrada na cabeça, em outro confronto de torcedores. A vítima, identificada como Vinícius, foi encaminhado ao Hospital da Restauração.

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Fonte:http://www.pe.superesportes.com.br/app/noticias/futebol/nautico/2013/02/16/noticia_nautico,22401/torcedor-alvirrubro-e-baleado-em-confronto-de-organizadas-de-sport-e-nautico.shtml