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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Apple tenta anular o registro do iPhone pela Gradiente

13.02.2013
Do portal da Revista CartaCapital
Por Samantha Maia


Iphone da Gradiente. Foto: Divulgação
Iphone da Gradiente. Foto: Divulgação
A Apple trava uma nova disputa pelo uso do nome iPhone no Brasil. Depois de ter seu pedido para o uso da marca iPhone negado pela Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) na quarta-feira 13, a norte-americana tenta anular o registro da Gradiente sob argumento de que o direito de propriedade da brasileira caducou. Segundo petição da Apple ao Inpi, publicada no mesmo dia da negativa ao seu pedido de uso da marca, a Gradiente não usou o nome iPhone ao longo de cinco anos após a concessão do direto, no caso até o dia 2 de janeiro de 2013, como o exigido para a manutenção do registro.
A Gradiente tem 60 dias para provar o contrário. Não está claro ainda se a divulgação do produto, que foi realizada em dezembro de 2012, é suficiente. Por enquanto, porém, a brasileira está com a faca e o queijo na mão caso queira exigir o uso exclusivo do nome iPhone na Justiça, já que a decisão do Inpi por si só não impede o uso da marca pela Apple.
A norte-americana tem 60 dias para entrar com um recurso contra a decisão do Inpi de não conceder o direito de uso da marca. A Gradiente admite a possibilidade de entrar com processo contra a Apple por uso indevido da seu marca, mas admite estar aberta a negociação. Em caso semelhante nos Estados Unidos, a Apple entrou em acordo com a Cisco para o uso da marca iPhone, mas não foram divulgados os valores envolvidos no acerto.
O pedido de registro da marca pela Gradiente no Brasil havia sido feito em 2000, mas a concessão saiu apenas em janeiro de 2008 . A Apple, por sua vez, fez o pedido de uso do nome iPhone no País em 2007, e lançou seu produto no mercado brasileiro em setembro de 2008.
Em um vídeo, lançado em dezembro, a Gradiente diz que “apostou numa ideia brilhante de juntar internet e phone” antes da Apple. “O aparelho da Apple tem mais velocidade e resolução de tela” diz o vídeo. “Mas os aparelhos da Gradiente tem um diferencial que os brasileiros adoram: aceitam dois chips.”

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Fonte:http://www.cartacapital.com.br/tecnologia/apple-tenta-anular-o-registro-do-iphone-pela-gradiente/

O colunista e os relinchos Nelson Motta: qual é a piada?

13.02.2013
Do blog ESCREVINHADOR, 11.02.13
Por Pedro Pomar


A hegemonia do “pensamento Globo” é tão forte que arrasta para o seu campo uma série de intelectuais progressistas (ou que supúnhamos que o fossem) que mantêm vínculos simbólicos ou materiais com o principal grupo de mídia do país. O jornalista Nelson Motta, excelente crítico de música, e colunista do jornal O Estado de S. Paulo, ultimamente vem se aplicando na tarefa de tornar-se um intelectual reacionário, sempre pronto a espicaçar a esquerda por erros reais ou imaginários.

No artigo “Piadas no Salão”, publicado na edição de 8/2 do Estadão (p. A7) e disponível também emhttp://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2013/02/08/piadas-no-salao-por-nelson-motta-485583.asp, Nelson Motta trata da questão da democratização da mídia com uma leviandade espantosa. Ao fazer referência a uma declaração do ex-ministro José Dirceu, condenado na AP 470, em que este denuncia o “monopólio da comunicação”, o colunista pergunta: “Êpa! Que monopólio de araque é esse com tantas empresas competindo num dos maiores mercados publicitários do mundo?”

A rigor, não se trata mesmo de monopólio, mas de oligopólio, como advertia o saudoso jornalista Jair Borin, professor da Escola de Comunicações e Artes (ECA-USP). O que não refresca nada. Porque, ainda que não seja uma única empresa a controlar sozinha o conjunto dos meios chamados de “comunicação de massa”, são algumas poucas que concentram, reunidas, algo em torno de 90% do sistema! Portanto, temos um oligopólio em que cerca de uma dezena de grandes grupos empresariais controla as principais emissoras de TV, rádio, jornais e revistas impressos de maior circulação, portais da Internet e outras mídias. Também integram o sistema, em maior ou menor grau, oligopólios e monopólios de escala regional e local.

Portanto, “monopólio” ou oligopólio, o fato é que um pequeno grupo de poderosas empresas determina, em grande medida, a qualidade e o formato daquilo que a maior parte dos brasileiros lê, ouve e assiste. A propriedade cruzada — o controle simultâneo de redes de rádio e TV, publicações impressas, meios digitais, distribuidoras, produtoras de filmes e discos e até transmissão de dados via satélite — confere enorme poder a essas empresas.

Motta devia saber disso, afinal de contas ele trabalha para a TV Globo e tem seus escritos publicados no G1, portal do mesmo grupo. O supergrupo da família Marinho é a estrela de maior brilho dentro do oligopólio e o “campeão” em matéria de propriedade cruzada da mídia no Brasil.

Mesmo com audiência em queda na TV, o grupo Globo ainda é, de longe, o maior conglomerado de mídia do país, com receitas anuais superiores a R$ 10 bilhões nos últimos anos. Segundo a revistaForbes, somente com a novela “Avenida Brasil” a Globo obteve receita de R$ 2 bilhões em 2012!

“Não podemos permitir que o Zé Dirceu tente cercear a palavra da imprensa independente, que não depende de favores do governo e vive de anunciantes privados que pagam para divulgar e promover seus produtos e serviços nos veículos que atingem o maior público com mais credibilidade”, exclama o indignado Motta no seu texto.

Ora, o que o articulista chama de “imprensa independente” são exatamente esses grandes grupos que integram o oligopólio da mídia. Afirmar que essa turma vive de anunciantes privados e que “não depende de favores do governo” é contar apenas parte da história (e falsear a outra parte). Tem sido fartamente noticiado que os governos estaduais de São Paulo (Alckmin, Serra) repassaram centenas de milhões de reais, durante anos, para os grupos Abril, Globo, Folha e Estado, mediante contratos sem licitação para aquisição de publicações impressas.

Mesmo o governo federal, duramente combatido por alguns desses grupos de mídia que resolveram assumir ostensivamente o papel de oposição, tem contribuído generosamente para sustentá-los. Todos receberam fartas verbas publicitárias da União em 2012. Mas Carta Capital, uma revista comercial que faz jornalismo de qualidade (e que apoiou a eleição de Dilma, sem abrir mão do direito de criticar erros do governo), recebeu pouco mais de R$ 100 mil.

Por outro lado, a opinião do ex-ministro José Dirceu importa bem pouco nesta questão. Para falar a verdade, enquanto esteve à frente da máquina partidária, e depois na Casa Civil, ele nunca se preocupou efetivamente em combater o oligopólio da mídia. É bom que se diga que a bandeira da democratização da mídia pertence a movimentos sociais, grupos, partidos e entidades da sociedade civil que conseguiram viabilizar politicamente a I Conferência Nacional de Comunicação, realizada em Brasília em 2009. Embora tenha sido convocada pelo próprio governo federal, e contado com expressiva participação do empresariado, as principais medidas aprovadas na Conferência para tornar a comunicação mais democrática e pluralista jamais foram implantadas.

Utilizando-se de um linguajar que seria mais apropriado num texto de Arnaldo Jabor, diz ainda Motta em seu artigo: “Um dos relinchos (sic!) mais estridentes nos blogs políticos é exigir que Dilma corte toda a publicidade estatal da TV Globo, por criticar o governo. Devem achar que a Caixa, o Banco do Brasil e a Petrobras anunciam na Globo, que tem mais audiência do que todas as outras juntas, não por necessidade de competir no mercado, mas para comprar apoio. Para eles tudo na vida é mensalão”.

Criticar o governo é necessário e importante, sempre que houver erros, omissões e ilicitudes que precisem ser apontadas. Porém, o que os grupos de mídia (Globo à frente) têm feito frequentemente é inventar e distorcer fatos, com a finalidade de proteger seus próprios interesses (e os de seus aliados). O alvo dessa mídia nem sempre é o governo Dilma: muitas vezes são os movimentos sociais, os beneficiários de políticas públicas (como os sem-terra, os povos indígenas, os quilombolas), as centrais sindicais (como a CUT), os movimentos grevistas etc. Ou os governos de países como Venezuela, Argentina e Equador, atacados como se fossem “ditaduras” e constantemente ridicularizados por comentaristas e apresentadores.

Motta deveria refletir sobre o que ele mesmo escreve: que a TV Globo “tem mais audiência do que todas as outras juntas”. Será que isso é bom? Será que caiu do céu? Será que se deve apenas ao “padrão Globo de qualidade”? Ou tem a ver com os benefícios que a Globo recebeu da Ditadura Militar, que lhe permitiram crescer rapidamente, enriquecendo a família Marinho?

É verdade que Caixa, Petrobras e BB anunciam na Globo por causa de sua maior audiência? Em parte, sim. Mas também é verdade que não é à toa que o Brasil é “um dos maiores mercados publicitários do mundo”. Aqui gerou-se, historicamente, uma enorme relação de promiscuidade entre gestores públicos e interesses privados, em torno exatamente da publicidade oficial. Portanto é importante rever as estratégias de publicidade do governo, inclusive como parte do processo de desconcentração da mídia. Além disso, não custa lembrar um incômodo detalhe: as TVs são uma concessão do poder público! O governo paga para usar algo que é patrimônio da nação.

Por fim, não foi o próprio Motta que garantiu que a “imprensa independente”, ou seja, o oligopólio da mídia, “vive de anunciantes privados”? Bem, se é assim, devemos entender que não deve lhe fazer falta a publicidade de empresas estatais como a Petrobras, o BB e a Caixa…

Motta tripudia dos defensores da democratização da mídia, que ele vê como “piadistas de salão”. Mas sua defesa do oligopólio é ou não é uma piada de mau gosto?


Leia outros textos de Mundos do Trabalho

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Fonte:http://www.rodrigovianna.com.br/colunas/mundos-do-trabalho/nelson-motta-qual-e-a-piada.html#more-17670

Revista diz que papa decidiu renunciar após ler relatório sobre 'Vatileaks'

14.02.2013
Do portal MSN/ESTADÃO, 13.02.13
Por  Por EFE Brasil, EFE Multimedia 

Revista diz que papa decidiu renunciar após ler relatório sobre 'Vatileaks'
Revista diz que papa decidiu renunciar após ler relatório sobre 'Vatileaks'
Cidade do Vaticano, 13 fev (EFE).- O papa Bento XVI decidiu renunciar ao pontificado em 17 de dezembro do ano passado, após receber um novo relatório sobre o escândalo do vazamento de documentos oficiais do Vaticano, conhecido como 'Vatileaks', que apontava uma 'forte resistência' na Cúria romana em relação às medidas de transparência exigidas por ele.

A revelação foi feita por um artigo da revista italiana 'Panorama', que será publicado amanhã mas que teve alguns trechos divulgados nesta quarta-feira.

Segundo a revista do grupo Mondadori, propriedade da família Berlusconi, em 17 de dezembro de 2012 Bento XVI recebeu os três cardeais que nomeou para investigar o vazamento de seus documentos pessoais e do Vaticano, que acabaram publicados em um livro de Gianluigi Luzzi e que levaram à prisão do mordomo do papa, Paolo Gabriele.

Os membros dessa comissão são os cardeais espanhol Julián Herranz, de 82 anos; o italiano Salvatore De Giorgi, de 82 anos, e o eslovaco Jozef Tomko, de 88 anos, que interrogaram cerca de trinta pessoas do Vaticano sobre o caso.

Os três apresentaram um amplo relatório com documentação, entrevistas e interrogatórios, que revelaram, de acordo com a revista, uma grande 'resistência na Cúria à mudança e muitos obstáculos às ações pedidas pelo papa para promover a transparência'.
Segundo a publicação, o papa ficou 'muito impressionado' com os relatórios e só teve forças para contar sobre o conteúdo ao seu irmão, Georg.

'Admitiu, talvez pela primeira vez, ter descoberto uma face da Cúria vaticana que jamais tinha imaginado. Antes do Natal começou a pensar seriamente em sua renúncia', afirmou a 'Panorama' no trecho divulgado pela imprensa italiana.

Bento XVI, de quase 86 anos, disse hoje aos fiéis que renunciou ao pontificado 'em plena liberdade e pelo bem da Igreja' e após constatar que 'lhe faltam as forças necessárias para exercer com o vigor necessário o Ministério Petrino' (o Pontificado).

Em sua última grande missa, realizada hoje por ocasião da Quarta-Feira de Cinzas, o papa destacou a importância do testemunho de fé e vida cristã de cada um dos seguidores de Cristo para mostrar o verdadeiro rosto da Igreja. O pontífice acrescentou, no entanto, que muitas vezes essa face 'aparece desfigurada'.

'Penso em particular nos atentados contra a unidade da Igreja e nas divisões no corpo eclesial', afirmou o papa. O Vaticano garante que Bento XVI renunciou apenas por questões de saúde.

Segundo o diretor do jornal vaticano 'L'Osservatore Romano', Gian Maria Vian, o papa tinha tomado a decisão de renunciar há muito tempo, após a viagem que fez ao México e a Cuba em março do ano passado, devido a sua avançada idade.

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Fonte:http://noticias.br.msn.com/mundo/revista-diz-que-papa-decidiu-renunciar-ap%C3%B3s-ler-relat%C3%B3rio-sobre-vatileaks

Brasil é referência em combate à pobreza e desigualdade no mundo

13.02.2013
Do blog ESQUERDOPATA

 

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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2013/02/brasil-e-referencia-em-combate-pobreza.html

RICARDO KOTSCHO: Dilma age rápido para espantar crise

13.02.2013
Do portal LUIS NASSIF ON LINE, 26.11.12

Por implacavel
dilma rousseff Dilma age rápido para espantar crise
Faz algum tempo que a palavra crise não aparece no noticiário político, ao contrário do que aconteceu durante todo o primeiro ano de governo de Dilma Rousseff, na época da chamada "faxina", quando a presidente teve que demitir oito ministros acusados de irregularidades diversas.
Desta vez, a presidente Dilma Rousseff agiu de forma fulminante para espantar uma nova crise envolvendo denúncias sobre uma rede de corrupção no governo federal.
Supreendida pela Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, deflagrada na sexta-feira, Dilma não esperou o fim de semana passar.
Convocou ministros para uma reunião de emergência no sábado, no Palácio da Alvorada, e determinou a demissão ou afastamento imediato dos funcionários denunciados, entre eles a chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Nóvoa de Noronha, e o advogado-geral-adjunto da União, José Weber Holanda Alves.
Demitir Rosemary, funcionária indicada no começo do primeiro governo do ex-presidente Lula e mantida no cargo por Dilma a pedido do ex-presidente, indiciada pela Polícia Federal por suspeita de envolvimento com uma quadrilha que traficava pareceres técnicos de orgãos públicos, foi a decisão mais delicada tomada pela presidente até agora.
E foi mais um sinal de que ela continua implacável com os autores de "malfeitos", como costuma dizer, quaisquer que sejam os seus nomes e ligações políticas. "Se ela faz isso com uma indicada de Lula, imagina o que não fará com um dos nossos", comentou um preocupado ministro do PMDB, segundo a coluna Painel publicada na "Folha" desta segunda-feira.
Entre os 18 indiciados pela Polícia Federal, oito são servidores públicos e cinco estão presos. É mais uma demonstração de que as instituições estão funcionando plenamente no país, um dos motivos que podem explicar a alta popularidade do governo, apesar das dificuldades vividas pelo PT em consequência do julgamento do mensalão.
Prova disso é a pesquisa espontânea do Ibope sobre a sucessão presidencial, divulgada no último fim de semana, em que Dilma aparece com 26% das intenções de voto, pela primeira vez à frente do ex-presidente Lula (19%) e bem distante dos possíveis candidatos da oposição, José Serra (4%) e Aécio Neves (3%).
Dos 2002 eleitores ouvidos pelo Ibope entre 8 e 12 de novembro, 55% indicaram espontâneamente a sua preferência  _ e 4 entre cada 5 eleitores citaram os nomes de Dilma ou Lula.
O saldo positivo do governo de Dilma saltou 19 pontos entre julho de 2011, no meio da "faxina", e setembro deste ano, com o índice de bom e ótimo passando de 48 para 62 pontos percentuais.
A 22 meses da sucessão, a presidente eleita com o apoio decisivo do ex-presidente Lula, que deixou o governo com mais de 80% de popularidade, ganha agora vôo próprio para enfrentar as turbulências que vêm pela frente no caminho da reeleição.
À oposição só resta repetir um velho ritual cada vez que aparecem denúncias envolvendo membros do governo: convocar ministros e pedir explicações. Só que Dilma chegou antes e antecipou as providências.

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Fonte:http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/dilma-age-rapido-para-espantar-crise-por-ricardo-kotscho

Tucanos castram Legislativo de SP

13.02.2013
Do BLOG DO MIRO
Por Altamiro Borges


Em 15 de março haverá eleição para a direção da Assembleia Legislativa de São Paulo. Nada de novo é esperado, já que o parlamento paulista é uma terra arrasada pela longa hegemonia dos tucanos no estado. Nos últimos anos, a Alesp virou um apêndice do executivo estadual. Não fiscaliza o poder público, sabota qualquer comissão parlamentar de inquérito e abusa dos privilégios. A mídia tucana, que adora criticar as mazelas do Congresso Nacional, evita mostrar a inoperância do Legislativo castrado pelo PSDB.


Em entrevista hoje à Folha, o próprio presidente da casa, o tucano Barros Munhoz, reconhece a fragilidade da Alesp. “O esvaziamento do Poder Legislativo no Brasil é brutal. Há um predomínio do Executivo”. Ele também confessa que a maioria governista evita apurar as irregularidades do governo estadual. Para ele, CPI “não adianta nada... Em todo país do mundo [barrar CPIs] faz parte do jogo político. Quem tem maioria segura. Por isso que aqui o PT quer CPI, e em Brasília não. É um instinto de preservação”.

Diante deste quadro lastimável, dois deputados se apresentaram como candidatos à presidência da Alesp: Major Olímpio (PDT) e Carlos Giannazi (PSOL). Mas as candidaturas são apenas para marcar posição. Já é dada como certa a vitória dos tucanos – possivelmente de Samuel Moreira, atual líder do governo Geraldo Alckmin. Ele deverá suceder Barros Munhoz e manter o parlamento sob as rédeas curtas do PSDB. Como seus 22 deputados, dos 92 existentes, o PT negocia ocupar espaços na mesa diretora da Alesp.

Com este desfecho, a Assembleia Legislativa de São Paulo permanecerá totalmente inoperante. Para compensar o seu servilismo, os deputados governistas deverão manter alguns privilégios. Recentemente, a direção da Casa foi denunciada por renovar a frota de 150 carros sem licitação pública – a um custo estimado de R$ 6 milhões. Ela também pagava um auxílio-moradia de R$ 2.250 mensais aos parlamentares, inclusive aos 26 que moram na capital – o que foi suspenso no início de fevereiro por ordem da Justiça.

Tanta bondade ajuda a explicar a postura passiva dos deputados paulistas. A própria Folha tucana reconheceu recentemente que “os indicadores da Assembleia Legislativa de São Paulo em 2012 mostram uma Casa alinhada com o governo Geraldo Alckmin (PSDB) e que exibe sua menor produção nos últimos quatro anos. Detentora da maioria folgada – dos 94 deputados, só 24 fazem oposição –, a bancada governista impediu o funcionamento de todas as CPIs propostas por parlamentares que não são da base”.

A Alesp só aprova CPIs de fachada, sem qualquer relevância. “Dos 20 pedidos da atual legislatura, 17 são de deputados da situação, 13 dos quais do próprio PSDB. Como só cinco comissões podem funcionar ao mesmo tempo, forma-se uma ‘fila de espera’... Os pedidos sobre temas sensíveis ao governo – como a crise que levou à troca do comando da Segurança Pública – nem alcançaram as assinaturas necessárias”, aponta a reportagem. Os tucanos, que adoram CPIs em Brasília, sabotam qualquer investigação do executivo estadual.

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Fonte:http://www.altamiroborges.blogspot.com.br/2013/02/tucanos-castram-legislativo-de-sp.html

Livro sobre ‘mensalão’ pode virar novo best-seller político

13.02.2013
Do BLOG DA CIDADANIA, 06.02.13
Por Eduardo Guimarães

O blogueiro recebe da “Geração Editorial” release de livro que está para ser lançado e que, por razões que serão explicadas adiante, pode reeditar o sucesso de obra anterior publicada pela mesma editora, “A Privataria Tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que, entre o fim de 2011 e início de 2012, tornou-se o maior best-seller político do século XXI no Brasil.
Trata-se de “A Outra História do Mensalão”, do jornalista Paulo Moreira Leite, ex-colunista da revista Época e atual colunista da revista IstoÉ. Como bônus, a obra ainda tem prefácio do jornalista Janio de Freitas, colunista da Folha de São Paulo e um dos maiores – e escassos, na grande mídia – críticos dos excessos do julgamento do mensalão.
Basicamente, o livro reúne colunas de Moreira Leite no blog que tinha hospedado no portal da Globo na internet, o qual teve que abandonar após ser boicotado pela revista Época por estar divergindo da linha editorial da publicação. O autor, porém, inseriu textos novos para encadear as postagens de seu antigo blog.
Os exemplares de “A Outra História do Mensalão” chegarão da gráfica para a editora no próximo dia 18 e, no dia seguinte, já deverão começar a ser despachados para livrarias de todo país.
Detalhe: a livraria Saraiva e a “Livraria da Folha” já abriram pré-venda do livro de Moreira Leite. Na Saraiva, em preço promocional, custa R$ 27.
O campeão de vendas anterior da Geração Editorial, o “Privataria Tucana”, cumpriu um ritual antes de chegar às livrarias que parece estar se reeditando. Vale relembrar a trajetória impressionante de um livro que se transformou em best-seller com base exclusiva em repercussão antecipada na internet.
Com exceção da revista Carta Capital e da TV Record, o resto da mídia, em um primeiro momento, ignorou solenemente o lançamento do “Privataria Tucana”, mas só até o dia 15 de dezembro.
Carta Capital, Record e blogs de esquerda acusaram a imprensa corporativa de boicotar a obra para não prejudicar José Serra, personagem central do livro.  A despeito do boicote, “Privataria” teve uma repercussão que nenhum livro amplamente divulgado pelos grandes meios obteve.
Para que se possa mensurar o sucesso daquela obra, os 15 mil exemplares de sua 1ª edição se esgotaram no primeiro dia em que foram distribuídos às livrarias, em dezembro de 2011.
Nos dois meses seguintes, “Privataria” alcançaria a marca impressionante de 120 mil exemplares vendidos. Livro de denúncias políticas análogo, o “Pais dos Petralhas”, de Reinaldo Azevedo, colunista e blogueiro da revista Veja, vendeu apenas 30 mil exemplares em seu primeiro ano.
Naquele dezembro de lançamento do “Privataria”, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, outra personagem central do livro, chegou a cancelar evento de autógrafos de seu novo livro de memórias e todos os seus eventos de fim de ano, adiantando suas férias. Foi praticamente impossível falar com José Serra até várias semanas após o lançamento da obra.
Vale outra medida de comparação sobre a supremacia da obra: o livro de não-ficção mais vendido no Brasil em 2011, “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil”, lançado em 2009 pelo jornalista Leandro Narloch, vendera 71 mil cópias em todo o ano. Tanto este quanto “Petralhas” tiveram enorme divulgação da grande mídia, enquanto que “Privataria” virou best-seller com divulgação apenas em blogs e redes sociais.
Após o boicote inicial à obra, porém, o interesse comercial falou mais alto e a grande mídia passou a incluir o fenômeno de vendas em suas listas de livros mais vendidos.
Passados 19 dias da chegada de “A Privataria Tucana” às livrarias, do alto de uma busca ensandecida de leitores por exemplares em todo país a obra foi inserida na lista de Veja. O Globo, no caderno Prosa & Verso, colocou o livro em primeiro lugar, à frente do livro de Steve Jobs, que ficou em segundo.
“A Privataria Tucana”, com 120 mil exemplares vendidos, chegou ao topo da lista geral de vendas da primeira semana de 2012. “Steve Jobs” e “As esganadas”, de Jô Soares, fecharam em segundo e terceiro lugar, respectivamente.
“A Privataria Tucana” também foi um dos finalistas da 54ª edição do Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, o prêmio mais prestigiado da literatura brasileira, na categoria Reportagem.
Eis que, agora, experiência pessoal do blogueiro – que, na última terça-feira (5), divulgou a obra em primeira mão no Facebook, ao mesmo tempo em que mais alguns poucos outros blogueiros que também receberam o release da Geração Editorial – mostra que o fenômeno pode se repetir.
postagem naquela rede social anunciando o lançamento da obra do jornalista Paulo Moreira Leite, em algumas horas foi “compartilhada” por 1.178 pessoas, o que quem conhece o Facebook sabe que é muita coisa, sobretudo em se tratando de lançamento de um livro.
Os comentários dos leitores de tal postagem no FB dão a medida do sucesso que o livro pode vir a ter. Vale a pena ler. Mostram que importante setor da sociedade está sequioso por ver contada versão dessa história que a grande imprensa brasileira sonegou amplamente no âmbito de sua tentativa de condenar o governo Lula e desmoralizar o PT.
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Outro livro (agora, de poesias)

Ex-poeta marginal, ex militante altermundista (participou de praticamente todas as edições do Fórum Social Mundial), ex-sindicalista e atual colaborador dos espaços de Opinião dos blogs de esquerda, poeta lança livro digital – já à venda na Amazon
Salvo algum erro de cálculo ou de mira, Lula Miranda é o primeiro poeta alternativo a lançar um livro digital nas prateleiras virtuais da Amazon.
Avesso à tecnologia [o poeta não possui celular, e-book ou tablet] Miranda teve lançado no sábado, 18.01.2013, o seu primeiro livro digital , que está a venda na Amazon – ver link abaixo:
O livro ficou duas semanas seguidas na 3ª posição do ranking dos 100 mais vendidos e agora, na 3ª semana pós-lançamento, e sem nenhuma divulgação fora o “e-mail a e-mail”, “boca a boca” ou “Face to Face” (Facebook a Facebook), ainda se mantém em 13º entre os 100 mais vendidos da sub-categoria Poesia em Literatura e Ficção:
http://www.amazon.com.br/gp/bestsellers/digital-text/5559959011/ref=zg_bs_nav_kinc_3_5559953011
Lula Miranda foi um dos nomes de destaque da geração de poetas marginais que agitaram o ambiente literário da Bahia na década de 1980. Inspirados em Gregório de Matos, na beat generation e na poesia marginal da década de 1970 recitavam em faculdades, teatros e praças públicas – e “viajavam” mambembes pelas principais cidades do Brasil. Aportaram também em Buenos Aires, Santiago e Córdoba. Fazia parte do chamado “grupo dos universotários”[sic] dos Poetas da Praça – eram os que, discriminados por serem”filhinhos de papai”, “pequenos-burgueses”, levavam rasteira e empurrões na hora de entrar na roda de poesia na famosa Praça da Piedade nos tempos áureos desse movimento de poetas que mesclava “desbunde” com engajamento contra a ditadura.
Quando jovem, numa espécie de “terrorismo” ou “banditismo literário”, literalmente, sempre na companhia de mais dois ou três poetas, invadia os saraus literários das elites pensantes e acadêmicas da época e recitava poemas de cunho pornográfico/pornofônico e ou político
Foi colaborador do suplemento A Tarde Cultural, do caderno Arte & Cultura da Agência Carta Maior e do site da revista Caros Amigos por muitos anos. Hoje é colaborador dos principais veículos da blogosfera.
Representou a Bahia em mostra de poetas alternativos realizada em Buenos Aires na década de1980. Ao final, depois de alcançarem grande sucesso na capital portenha[uma manchete de jornal assinalou: "Ni todo es Jorge Amado"; um outro deu manchete: “Poetas, brasileños, hijos del rock”], os poetas, por absoluta falta do “vil metal”, acabaram tendo que recorrer à representação brasileira naquela capital – um dos poetas era neto de diplomata.
Resultado: conseguiram, cada, cerca de 200 dólares de ajuda de custo [possivelmente do eminente diplomata brasileiro Marcos Azambuja] e, graças a essa providencial ajuda, puderam pagar mais alguns dias de hotel em Buenos Aires e prosseguir fazendo recitais em teatros e Universidades.
Lula vive em São Paulo há mais de 22 anos onde se tornou colunista de política e colaborador em diversos blogs chamados “progressitas” ou “de esquerda” – tais como Carta Maior, Observatório da Imprensa, Conversa Afiada, Luis Nassif On Line, Viomundo e Brasil 247 (onde é colunista).
Por essa plataforma digital, o livro fica “numa nuvem” e pode ser lido a qualquer tempo em aparelhos celulares (do tipo Iphone), em e-books, tablets e mesmo em notebooks ou netbooks.
Nos tempos de pressa e urgência em que vivemos esse tipo de livro é bastante prático; ideal para ler em celulares nos engarrafamentos da cidade, na fila do ferry-boat, do banco ou esperando a namorada ou namorado na fila do cinema.
O preço do livro, aliás, é um atrativo à parte: é mais barato que uma meia-entrada de cinema. Preocupado em facilitar o acesso de seu livro à emergente Classe C, o autor colocou um preço bem acessível: 5 dólares – pouco mais de R$10,00.
Na esteira do sucesso desse lançamento, o editor pretende lançar, além de uma coleção com artigos sobre política, uma coleção de livros de poemas digitais com outros poetas. Na mira autores como Rubem Jardim, Chacal, Paulo “Cidade de Deus” Lins, Álvaro Marins e outros “velhos alternativos” – que serão oportunamente convidados a integrar essa nova Coleção.
Dados:
Livro:A Dor Essencial
Autor: Lula Miranda
Idade:48
Prefácio: Professora-doutora Ana Maria Felipini
Editora: Brasil 247 S.A


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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2013/02/livro-sobre-mensalao-pode-virar-novo-best-seller-politico-2/

Audiências públicas discutem duplicação da BR-423


13.02.2013
Do BLOG DE JAMILDO, 13.02.13
Postado por Gabriela López

Dezessete meses após o anúncio do governador Eduardo Campos (PSB) de que a BR-423 será duplicada, a Secretaria de Transportes realiza, nesta sexta-feira (15), audiências públicas para discutir a contratação de empresas que executará o projeto. A primeira será realizada às 9h, no auditório da Comissão de Desenvolvimento do Agreste Meridional (CODEAM), em Garanhuns, e a segunda, às 15h, no Millenium Sport Clube, em Lajedo.

O trecho a ser duplicado começa no entroncamento com a BR-232, em São Caetano, e segue até o entroncamento com a BR-424, em Garanhuns. A rodovia é o mais importante acesso ao Agreste Meridional pernambucano e também auxilia no escoamento da produção da bacia leiteira do Estado.

Com custo estimado em R$ 500 milhões, a obra foi anunciada em setembro de 2011, após a presidente Dilma Rousseff (PT) autorizar o Governo do Estado a publicar o edital de licitação para a contratação da empresa que elaborou o projeto.

Caminhoneiros que trafegam pela via constantemente dizem toda semana ocorrem acidentes no percurso, tanto pela falta da duplicação quanto pela quantidade de buracos.
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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2013/02/13/audiencias_publicas_discutem_duplicacao_da_br423_finalmente_145954.php

A inquestionável partidarização da imprensa

13.02.2013
Do porta dal Revista Carta Maior, 25.01.13
Por Venício Lima*

Livro recém-lançado trata da cobertura política oferecida pelo jornal Folha de S. Paulo e parte da divulgação da falsa ficha “criminal” dos arquivos do Dops da militante da VAR-Palmares Dilma Rousseff, então pré-candidata à Presidência da República, em 4 de abril de 2009. 

Se o leitor (a) ainda precisa de alguma comprovação sobre o comportamento partidário dos jornalões brasileiros, sobretudo nos períodos eleitorais, recomendo a leitura do excelente “A Ditadura Continuada – Fatos, Factoides e Partidarismo da Imprensa na Eleição de Dilma Rousseff”, resultado de uma cuidadosa pesquisa realizada por Jakson Ferreira de Alencar, recentemente publicado pela editora Paulus.

O livro se concentra na cobertura política oferecida pelo jornal Folha de S. Paulo e parte da divulgação da falsa ficha “criminal” dos arquivos do Dops da militante da VAR-Palmares Dilma Rousseff, então pré-candidata à Presidência da República, em 4 de abril de 2009.

Jakson Alencar faz um acompanhamento minucioso de todo o caso, ao longo dos três meses seguintes, registrando a “semirretratação” do jornal, em matéria antológica para o estudo da ética jornalística, na qual se reconhece como erro “tratar como autêntica uma ficha cuja autenticidade, pelas informações hoje disponíveis, não pode ser assegurada – bem como não pode ser descartada” (p. 67).

Chama a atenção no episódio a “condução”, pela repórter da Folha, da entrevista – que mais parece um interrogatório – realizada com Dilma. Há uma indisfarçável tentativa de comprovar a hipótese do jornal de envolvimento da entrevistada não só com o sequestro (não realizado) do então ministro Delfim Netto, mas também com a luta armada. A entrevista de outro militante, Antonio Espinosa, usada como suporte à tese do jornal, jamais foi publicada na íntegra, apesar de os trechos publicados haverem sido reiteradamente desmentidos pelo entrevistado.

Jakson Alencar mostra, com riqueza de detalhes, o comportamento arrogante do jornal, ao tempo em que a própria Dilma tratava de comprovar a falsidade da ficha, além do descumprimento sistemático de seu próprio Manual de Redação. Fica clara a “tese central de toda a reportagem, segundo a qual a resistência à ditadura é criminosa, e não o regime totalitário e violento, implantado de maneira ilegal” (p. 95) e, mais ainda, que essa tese “continuou sendo difundida em muitos veículos da imprensa brasileira durante todo o período da campanha eleitoral de 2010”.

A segunda parte do livro trata do período da campanha eleitoral, de abril a agosto de 2010. Aqui o ponto de partida é o 1º Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, promovido pelo Instituto Millenium, em março. Como se sabe, essa ONG é um dos think tanks da direita conservadora brasileira, financiado, entre outros, pelos principais grupos da grande mídia. Segundo Jakson Alencar, teria surgido nesse fórum a “Operação Tempestade no Cerrado”, que orientaria a cobertura política dos jornalões e teria como objetivo impedir a eleição de Dilma Rousseff (p.105).

Concentrado na Folha de S.Paulo, o livro mostra o esforço cotidiano para ressuscitar escândalos passados e a busca de novos escândalos do governo do PT, além de tropeços e temas negativos relativos a Dilma. Paralelamente, o tratamento leniente e omisso dispensado ao candidato do PSDB.

Na terceira e última parte, o livro aborda a Operação segundo turno e cobre o período que vai de 26 de agosto a 3 de outubro. A partir do momento em que as pesquisas de intenção de voto confirmam a tendência de eleição de Dilma, tem início “uma maciça ação da imprensa contra a candidata às vésperas da eleição e uma chamada ‘bala de prata’, com o intuito de alterar os rumos da campanha” (p. 145).

Destacam-se nesse período “acusações, ilações e insinuações que viraram condenações sumárias” (p. 147), sobretudo o caso do suposto “dossiê” preparado pelo PT sobre dirigentes tucanos, com dados fiscais sigilosos, e o “escândalo” envolvendo a então substituta de Dilma na Casa Civil (registro: o Tribunal Regional Federal da 1ª Região arquivou o processo contra Erenice Guerra por suposto tráfico de influência, depois de acatar recomendação do Ministério Público Federal e por decisão do juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal, em 20 de julho de 2012).

Nas suas conclusões, Jakson Alencar afirma que “a cobertura (da Folha de S. Paulo) (...) misturou frequentemente fatos com opiniões e boatos, somando-se a isso outros elementos, como torcida, manifestação de desejos travestidos de informação, argumentação frágil e com pouca lógica, estratégias óbvias e já desgastadas pelo uso repetitivo em diversas eleições, incapacidade de analisar processos econômico-sociais para construir posicionamentos e críticas com um mínimo de sofisticação; teses e hipóteses furadas; narrativas e entrevistas enviesadas; fontes de baixíssima credibilidade” (p. 252).

Curiosamente (ou não?), na mesma época em que a Paulus publicava o livro de Jakson Alencar, a PubliFolha lançava na Coleção “Folha Explica” o livro sobre a própria Folha, escrito por Ana Estela de Souza Pinto, ela mesma jornalista da casa desde 1988. Neste, o “erro” do episódio da ficha falsa de Dilma no Dops merece registro em função do “fato de a Folha ter voltado sua bateria investigativa para todos os governantes, de diferentes partidos”. 

Segue-se um parágrafo que reproduz a “retratação” que a Folha ofereceu, já citada, na qual, apesar de todas as evidências em contrário, se afirma que a autenticidade da ficha do Dops “não pode ser assegurada – bem como não pode ser descartada”. Nem uma única observação sobre a cobertura partidária das eleições de 2010. 

O resultado de tudo isso, como se sabe, é que Dilma Rousseff – apesar da grande mídia e do seu partidarismo – foi eleita presidenta da República.

“A Ditadura Continuada – Fatos, Factoides e Partidarismo da Imprensa na Eleição de Dilma Rousseff”, de Jakson Alencar, demonstra e confirma o que já sabemos: os jornalões brasileiros, além de partidarizados, não têm compromisso nem mesmo com seus manuais de redação.

Artigo publicado originalmente na revista Teoria e Debate


(*) Venício A. de Lima é jornalista e sociólogo, pesquisador visitante no Departamento de Ciência Política da UFMG (2012/2013), professor de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentando) e autor de Política de Comunicações: um Balanço dos Governos Lula (2003-2010), Editora Publisher Brasil, 2012, entre outros

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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5946

STF julga imposto estadual sobre grandes fortunas

13.02.2013
Do portal da Rede Brasil Atual, 07.02.13
Por Helena Sthephanowitz, especial para a Rede Brasil Atual

Enquanto no Congresso tramita proposta para criar um imposto específico sobre as heranças de grandes fortunas, os governadores já têm em mãos um imposto desta natureza, criado na Constituição de 1988. Trata-se do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD, também chamado de ITCD). No papel, a alíquota mais comum é 4% (a máxima permitida é 8%), mas poucos governadores se empenham em cobrar esse imposto com rigor.
O ITCMD é cobrado sobre transferências patrimoniais, mas é um imposto "esquecido" em vários estados da federação. Cartórios de imóveis costumam exigir a guia de recolhimento para registrar o herdeiro como novo dono, mas transferências em dinheiro, ações, cotas de empresas (inclusive empresas donas de imóveis), aplicações financeiras, veículos, iates, jatinhos, joias, obras de arte, trocam de mãos para herdeiros (e até "laranjas") sob vista grossa de fiscos locais.
O Rio Grande do Sul instituiu este imposto em 1989, com alíquota única de 4%. Quando Olívio Dutra (PT-RS) foi governador implantou alíquotas progressivas. Isentou famílias e pessoas que detinham pequenos bens, e criou uma tabela progressiva que começava com alíquota de 1% e ia até 8%, conforme aumentavam as posses.
Um contribuinte gaúcho "chiou" e entrou na Justiça contra as alíquotas diferentes. O Tribunal de Justiça gaúcho deu ganho de causa contra o estado, declarando a inconstitucionalidade da tabela progressiva e determinando o pagamento da alíquota mínima de 1% (curiosamente, a maioria dos juízes e suas famílias devem ter patrimônio suficiente para pagar alíquotas maiores do que 1% deste imposto).
O estado do RS recorreu. Em 2007, a causa chegou ao STF, que reconheceu a existência de repercussão geral da matéria (isto é, com impactos muito mais amplos, não só do autor da ação na Justiça), mas só agora continuará o julgamento. Nesse meio tempo, em 2009, durante o (des)governo de Yeda Crusius, a tucana recuou para a alíquota única de 4%.
O relator, ministro Ricardo Lewandowski, manteve a decisão do TJ-RS, de manter a alíquota em 1% (e dessa vez discordamos do ministro, obviamente sem entrar no mérito nem conhecer o embasamento jurídico de sua decisão). Eros Grau (aposentado), Menezes Direito (falecido), Cármen Lúcia, Joaquim Barbosa, Ayres Britto (aposentado) e Ellen Gracie (aposentada) divergiram do relator e votaram a favor da tabela progressiva. O ministro Marco Aurélio de Mello havia pedido vistas dos processo em agosto de 2011 e devolveu em junho de 2012 para continuar o julgamento.
Pela contagem de votos a favor, a tabela progressiva já é considerada constitucional, e os estados terão em mãos meios para tributar grandes fortunas em até 8%, sem sacrificar as famílias de classe média e baixa, fazendo justiça tributária.
Para dar um exemplo, ACM Neto e os outros herdeiros do finado ACM deveriam recolher aos cofres públicos do povo baiano cerca de R$ 40 milhões sobre a fortuna de R$ 500 milhões deixada pelo avô, segundo foi noticiado.
Se por acaso acontecer alguma reviravolta no STF que mude votos e "mele" esse imposto estadual sobre grandes fortunas, caberá ao Congresso corrigir na forma de emenda Constitucional, se for preciso.

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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/blog/helena/stf-julga-imposto-estadual-sobre-grandes-fortunas

Bento XVI deixará o Vaticano por causa do crime organizado que atua na Santa Sé

13.02.2013
Do portal UCHO. INFO, 11.02.13

(Foto: Isabella Bonotto - AP)
Homem prevenido – Apesar dos escárnios que têm marcado o cotidiano do planeta, a semana começou bombástica com a notícia da renúncia do papa Bento XVI, que deixará o comando da Igreja Católica no próximo dia 28 fevereiro, segundo informações divulgadas pela imprensa internacional. Como destacou o competente jornalista Oscar Andrades em seu blog, o alemão Joseph Ratzinger não é o primeiro a deixar o papado. “O último Sumo Pontífice a renunciar foi Gregório XII, em 1415. Bento XVI é o quarto Papa a renunciar ao cargo”, escreveu Andrades. A renúncia de um papa está prevista no Código de Direito Canônico, que estabelece, neste caso, que basta que a renúncia seja de livre e espontânea vontade para ter validade, sem a necessidade da aceitação de terceiros.
Diversos foram os motivos alegados pelos representantes do Catolicismo, mas nenhum convenceu. Bento XVI teria alegado problemas de saúde e desacordo com algumas condutas sociais, como casamento entre pessoas do mesmo sexo e a necessidade de esses casais adotarem filhos, mas a realidade é outra. O assunto é tratado aos sussurros nos corredores da Santa Sé, como acontece há décadas.
Uma coisa é a religião católica, outra é o Vaticano, que é um Estado. E como tal tem suas mazelas, seus subterrâneos, suas podridões. O grande fantasma que assombra os frequentadores do Vaticano é o envolvimento com o submundo do crime. Por certo muitos católicos partirão contra este noticioso, mas não será novidade porque já tratamos do tema em diversas ocasiões e sofremos retaliações. Só não aceitamos deixar de revelar mais uma vez a verdade dos fatos, a qual o editor tem profundo conhecimento, pois acompanhou, na Itália, a chegada ao comando do Vaticano do arcebispo Albino Luciani, o papa João Paulo I, com o qual conversou longamente em Milão, antes de o religioso se tornar a máxima autoridade do Catolicismo.
Há longas décadas sob o controle da Opus Dei, facção ultradireitista do Catolicismo, o Vaticano foi alvo, no início dos anos 80, de um dos maiores e mais sórdidos escândalos de corrupção da história. O papa João Paulo I tentou, em vão, acabar com o fim da corrupção que grassava na Praça São Pedro e envolvia o Banco Ambrosiano, instituição financeira da qual o Banco do Vaticano tinha boa quantidade de ações. Luciani acabou morto 33 dias após ser escolhido papa. O serviço de comunicação do Vaticano informou que Luciano fora alvo de um infarto, mas a história da Medicina não tem qualquer registro sobre a aparência esverdeada de uma pessoa após ataque cardíaco.
Homem correto e de conduta ilibada, Luciani, que tentou acabar com a lavanderia financeira em que se transformara o Banco Ambrosiano, instituição financeira oficial da Santa Sé. Deu-se muito mal, pois lá atuava não apenas a banda podre do Catolicismo, como a máfia turca e a loja maçônica italiana P2, morreu envenenado por causa de cianureto adicionado ao regular e tradicional chá que tomava todas as tardes.
Por ocasião dos fatos, o editor do ucho.info investigou a sequência de crimes que tinha o Vaticano como pano de fundo. Além de chegar à verdade, disparou a ira dos envolvidos e enfrentou a truculência de muitos. O Colégio Romano, apêndice do Vaticano, seguia a mesma ordem dada à época para todas as comunidades católicas do planeta: silêncio obsequioso. Perseguido durante alguns anos após o episódio, o editor deixou a Itália da noite para o dia para não acabar como o cardeal Luciani, que tentou, sem sucesso, promover uma faxina na Praça São Pedro. Mesmo de volta ao Brasil, foi duramente perseguido durante muitos meses.
Luciani foi substituído no cargo pelo polonês Karol Józef Wojtyla, o papa João Paulo II, que desavisado tentou a mesma empreitada do antecessor. Liquidar as relações criminosas entre o Banco Ambrosiano, a P2 e a máfia turca. Inocente, João Paulo II foi alvejado, em plena Praça São Pedro, por tiros disparados pelo turco Mehmet Ali Agca. Na esteira do escândalo do Banco Ambrosiano, alguns dos envolvidos acabaram assassinados ou se suicidaram.
João Paulo II não apenas continuou no cargo até a morte, mas após recuperar-se dos ferimentos provocados pelo atentado visitou e perdoou o seu algoz, Ali Agca, que depois de anos de prisão voltou para a Turquia.
Joseph Ratzinger não é um ignaro. Ciente do que acontece diuturnamente nas coxias da Santa Sé, preferiu anunciar a sua saída, justificada por razões pouco convincentes, mas que se dará também à sombra do silêncio, pois meso com a idade avançada o ainda papa espera viver em paz e não acabar como Albino Luciani.
Ratzinger não chegou ao comando do Vaticano sem saber o que por lá acontecia. Por trás da Praça São Pedro – visitada e fotografada por milhões de turistas de todas as partes – funciona uma central de branqueamento de capitais e uma organização criminosa sem escrúpulos e com tentáculos em todos os cantos do planeta.
A luz vermelha no reduto de Bento XVI acendeu de vez quando, no começo de 2012, vazou o conteúdo da carta enviada pelo arcebispo Carlo Maria Viganò ao papa. Na missiva que tinha a Praça São Pedro como destino, Viganò, que foi secretário-geral do governorado do Vaticano, afirmou que na Santa Sé “trabalham as mesmas empresas, ao dobro (do custo) de outras de fora, devido ao fato de não existir transparência alguma na gestão dos contratos de construção e de engenharia”. A assessoria papal agiu de forma automática diante do episódio e afirmou, em comunicado, que as denúncias resultavam de “avaliações incorretas”.
Atual núncio da Santa Sé nos Estados Unidos, Carlo Maria Viganò destacou na carta: “Jamais teria pensado em me encontrar diante de uma situação tão desastrosa”, que apesar de ser “inimaginável, era conhecida por toda a Cúria”. Além disso, o denunciante afirma que banqueiros que integram o chamado Comitê de Finanças e Gestão se preocupam muito mais com os próprios interesses do que com os do Vaticano, lembrando que em dezembro de 2009 “queimaram US$ 2,5 milhões” em uma operação financeira.
A situação tornou-se ainda mais embaraçosa com a prisão do mordomo do papa, o italiano Paolo Gabriele, acusado de desviar cartas e documentos sigilosos de Bento XVI e seus colaboradores que acabaram publicados em livro.
A prisão de Gabriele foi anunciada pelo porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi, no mesmo dia em que o presidente do Instituto das Obras da Religião (IOR), o banco do Vaticano, foi forçado pelo conselho de supervisão a demitir-se. E na mesma semana em que um livro publicado na Itália divulgava cartas e documentos sigilosos enviados ao Papa, ao seu secretário e a responsáveis do Vaticano, com o objetivo de “expulsar os vendilhões do templo”.
Por maior que fosse a proximidade de Paolo Gabrieli com o papa – ele era o primeiro e o último a ver Ratzinger todos os dias – o vazamento de documentos do Vaticano não foi uma operação solitária. Foi um plano arquitetado por um punhado de clérigos intransigentes com o banditismo religioso, mas que enfrentou a dura e criminosa resistência da quadrilha que atua no Vaticano, que é muito maior e mais poderosa do que se imagina.
Ao chegar ao posto máximo da Igreja Católica, Bento XVI encontrou uma situação de devassidão e crimes que seu raciocínio cartesiano, típico dos alemães, jamais compreenderá. Instalado no cargo, Bento XVI começou a seguir a agenda de compromissos oficiais, ao mesmo tempo em que preparava uma nova tentativa de faxina. Ao perceber que sua incursão seria fracassada, como as tentadas por seus antecessores, Ratzinzger preferiu sair de cena. Foi prudente e tomou a decisão acertada.
O crime organizado continuará atuando nos bastidores do Vaticano, pois assim funciona desde Pio XII, mas isso não invalida os fundamentos cristãos e muito menos o que pregou Jesus de Nazaré. O problema está na existência tumoral dos operadores do Catolicismo.

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Fonte:http://ucho.info/bento-xvi-deixara-o-vaticano-por-causa-do-crime-organizado-que-atua-na-santa-se-nao-por-questoes-de-saude