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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Jornal 'El País' desmorona nas mãos de seu editor-chefe

06.02.2013
Do portal da Revista Carta Maior, 05.02.13
Por Marcos Roitman Rosenmann* - La Jornada

A publicação de uma foto falsa do presidente Hugo Chávez entubado e em coma não é um fato isolado no jornal 'El País' e nos outros veículos do Grupo Prisa, que o detém. Há anos a cobertura sobre a América Latina oferecida pelo jornal, que é dirigida pelo notório anticomunista Juan Luis Cebrián, está pautada na calúnia e na difamação. O artigo é de Marcos Roitman Rosenmann, do 'La Jornada'

Já passa uma década que o Grupo Prisa, dono do periódico ‘El País’, conglomerado cultural, ideológico e político, e que conta com semanários, livros didáticos e literários, jornais esportivos e econômicos, cadeias de rádio e televisão, cobre a realidade latino-americana pautado na calúnia e na difamação.

A publicação de uma foto falsa do presidente Hugo Chávez entubado e em coma, em primeiro plano, com a legenda tratando do “segredo da doença de Chávez”, é complementada pela submanchete “A longa e obscura doença do venezuelano”. A decisão de publicar o material não é um fato isolado. É uma ação das muitas que ocorrem nas várias mídias do grupo.

Noticiários, programas de rádio, televisão, livros. O Grupo Prisa conta um elenco de acadêmicos, comunicadores, personalidades e políticos que dia a dia confabulam para criar uma linguagem de desestabilização informativa. Amparados pelo rumor, a opinião, as suposições e o segredo profissional, constroem um imaginário que conflui na desqualificação, tergiversação dos fatos e na manipulação informativa sobre governos latino-americanos. 

Com relação à Venezuela, já são anos em que profissionais do grupo desenham um cenário de caos, violência, ingovernabilidade, quase guerra civil, onde governa um autocrata. Como dado, vale citar que nas eleições de outubro o noticiário do grupo informava que havia empate técnico nas pesquisas. Agora, o destaque é para o suposto vazio legal e de poder, marcado pelo segredo da doença do presidente Hugo Chávez, que é tratado de maneira indecente e desrespeitosamente. 

Em todos os casos, não se tratam de colunas de opinião cujos colaboradores façam insultos a governantes que não agradam aos acionistas do grupo. Na verdade, é uma linha editorial desenhada estrategicamente para sustentar seus aliados naturais que possuem no México, Chile, Bolívia, Argentina, Colômbia, Venezuela ou dentro da população hispânica da Flórida. 

Entre seus convidados habituais, há o ex-presidente do Chile Ricardo Lagos, o espanhol Felipe González, o uruguaio Julio María Sanguinetti, o contarriquense Óscar Árias, ou algum filho de famoso, como Álvaro Vargas Llosa, ou ainda ideólogos como o mexicano Enrique Krauze ou o venezuelano Teodoro Petkoff. 

Todos, sem exceção, liderados por Juan Luis Cebrián, que foi na ditadura franquista diretor-geral do diário vespertino Pueblo e depois, na última etapa do franquismo, chefe do noticiário da Rádio Televisão Espanhola. Com sua fama, foi nomeado diretor do nascente El País, matutino defensor da reforma política e de Adolfo Suárez, da coalizão de centro-direita que venceu as eleições de 1977 – as primeiras após Franco. Assim, oculta seu passado. 

Hoje, Juan Luis Cebrián recebeu como pagamento por seus serviços uma cadeira na Academia Real de Letras e ainda participa do grupo Bilderberg. De gostos refinados, acredita ser um democrata em toda a vida. No entanto, quem o conhece sabe bem que é um anticomunista visceral.

Mas voltemos à imerecida fama do El País. Nos primeiros anos de vida, o jornal foi voz de uma direita moderna que pretendia reformar o franquismo. Os avalistas eram velhos franquistas. Diante da censura e da falta de liberdade de expressão, seus protestos foram pioneiros da luta pela liberdade de imprensa. Nas suas páginas escreveram destacados jornalistas latino-americanos, como Mario Benedetti, Julio Cortázar, Carlos Fuentes e Gabriel García Márquez.

Era ar fresco na época da Guerra Fria, mas durou pouco tempo. O Grupo Prisa contou com esses personagens para projetar uma imagem de compromisso com as lutas democráticas na América Latina. No início dos anos oitenta, porém, colaboradores e jornalistas comprometidos, democratas radicais e esquerdistas foram afastados da redação. E o jornal se voltou à direita latino-americana. Os interesses da Telefónica, Repson, Iberdrola, Endesa, Santander e BBVA se converteram em seus aliados. A Espanha buscava a segunda colonização. E o Grupo Prisa tomava a dianteira. 

Com o PSOE no governo, a amizade entre Polanco e Felipe González converte o El País em voz de propaganda do governo. Nos anos noventa, muitos jornalistas e articulistas, desiludidos com a linha editorial do periódico, se retiram. Como Antonio Gala, um dos escritores mais relevantes do século XX na Espanha. Igualmente, Mario Benedetti decide não escrever mais no jornal, ao ver o caminho neoliberal tomado pelos editores após a sua polêmica com Vargas Llosa. 

El País publicou reportagens maniqueístas sobre a América Latina, nas quais não há ética ou responsabilidade profissional. Depois da edição da foto falsa de Chávez e da informação manipulada, o mínimo que poderia fazer a direção do periódico, se houvesse dignidade, era advertir o editor internacional ou demiti-lo. Mas não é este o caminho tomado. Dentro de alguns dias tudo volta ao normal. El País nunca se comprometeu com as causas democráticas da América Latina e nem nunca o fará. Sua história demonstra isso. 


*Marcos Roitman Rosenmann é jornalista do diário mexicano 'La Jornada'.

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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=21579

NA CONTRAMÃO DAS ATITUDES SUSTENTÁVEIS: A OBSOLESCÊNCIA PROGRAMADA


07.02.2013
Do blog FAZENDO MEDIA, 23.01.13
Por Marcus Eduardo de Oliveira

Equipamentos apoiam o desenvolvimento de pequenos empreendimentos cooperativos para superar a pobreza

Brasília, 1º – O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), firmou convênios com 42 municípios e 19 estados para implantação e consolidação de centros de economia solidária no país. “Esse acordos preveem o apoio para capacitação, qualificação e estruturação de organizações da economia solidária, com o objetivo de incluir mais pessoas no mercado de trabalho”, diz o diretor de Inclusão Produtiva Urbana do MDS, Luiz Müller. 

Nos últimos dois anos, o governo federal investiu R$ 85 milhões na estruturação de centros de economia solidária. Este ano, será feito um repasse complementar totalizando R$ 100 milhões. O prazo para que os municípios e estados invistam os recursos termina em dezembro deste ano. A ação vai beneficiar 60 mil pessoas em todo o país, prevê Müller. 

Os centros são espaços destinados ao fomento e comercialização de produtos fabricados por empreendedores de baixa renda. “Foi uma reivindicação dos movimentos da economia solidária, que precisam de endereço na cidade para expor os produtos e fazer seminários”, destaca o secretário nacional de Economia Solidária do MTE, Paul Singer. 

A escolha dos municípios e estados para os convênios foi feita por meio de editais para seleção de projetos, sendo um deles direcionado aos municípios e outro aos estados. Ao todo foram recebidas propostas de 97 municípios e 22 estados. Os projetos foram analisados pelo Comitê de Seleção constituído pelos dois ministérios. 

Ascom/MDS
(61) 2030-1021
www.mds.gov.br/saladeimprensa
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Fonte:http://www.fazendomedia.com/na-contramao-das-atitudes-sustentaveis-a-obsolescencia-programada/

Menina de nove anos dá à luz no oeste do México

06.02.2013
Do DIARIO DE PERNAMBUCO

Uma criança de nove anos deu à luz a um bebê de quase três quilos no oeste do México, informaram na terça-feira seus familiares e autoridades do estado de Jalisco, onde nasceu o bebê.

"A menina tinha oito anos e meses quando ficou grávida. O pai é um jovem de 17 anos, mas não o encontramos porque fugiu", comentou a mãe da menor, que informou que as autoridades já foram notificadas e iniciaram uma investigação para localizar o responsável pelo ato.

"Queremos localizar o jovem que foi responsável para saber sua versão, porque ela não reconhece a transcendência de seus atos. Estamos com um pressuposto de estupro ou de abuso sexual infantil", explicou Jorge Villaseñor, agente do Ministério Público da promotoria local.

O nascimento ocorreu no dia 27 de janeiro no hospital de Zoquipan da capital de Jalisco, Guadalajara. Dafne, como foi identificada a jovem mãe, deu à luz a uma menina de 2,7 kg e 50 cm.

Ambas receberam alta no fim de semana, aparentemente em boas condições de saúde, mas o hospital informou que acompanhará de perto o desenvolvimento do bebê devido a pouca idade de sua mãe.
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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/mundo/2013/02/06/interna_mundo,422045/menina-de-nove-anos-da-a-luz-no-oeste-do-mexico.shtml

Vereadores do Recife discutem políticas contra o crack


06.02.2013
Do jornal DIARIO DE PERNAMBUCO

Combate ao crack. Este foi o tema que dominou os pronunciamentos na sessão da Câmara do Recife desta quarta-feira (6). O vereador Luis Eustáquio (PT) iniciou seu discurso no grande expediente da Casa tratando deste assunto e foi aparteado por vários de seus colegas, totalizando duas horas de discussão. O petista criticou fortemente a gestão passada, comandada por seu correligionário João da Costa (PT), que de acordo com seu ponto de vista não teria priorizado o tema.

Luis Eustáquio defendeu o internamento compulsório dos usuários de crack que, por não estarem mentalmente sãos, não teriam a iniciativa de procurar ajuda ou não aceitariam o tratamento. Ele também disse que em 2010 aprovou uma emenda no orçamento criando a Comunidade Terapêutica Municipal de Tratamento do Usuário de Crack, ligada à Secretaria da Saúde, que até hoje não foi implantada. Em 2011, aprovou também a emenda que implantaria o Centro Municipal de Políticas Públicas sobre Álcool e Drogas, vetada por João da Costa.

Em aparte, a líder da Oposição Aline Mariano (PSDB) afirmou que na gestão passada a Frente Parlamentar de Combate ao Crack fez propostas que a prefeitura não tirou do papel. “Os albergues terapêuticos não foram criados e sem vontade política nada se resolve”, declarou. Já Michele Collins (PSC), em seu primeiro pronunciamento como vereadora, afirmou que existem 55 instituições na Região Metropolitana do Recife que atuam na recuperação de dependentes químicos mas que nenhuma recebe auxílio financeiro das prefeituras. Também esteve presente na Câmara a vereadora licenciada e secretária de Juventude do Recife, Marília Arraes (PSB). Os vereadores destacaram a importância desta secretaria na luta contra o crack.
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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2013/02/06/interna_politica,422174/vereadores-do-recife-discutem-politicas-contra-o-crack.shtml

Ter ou não ter? Viadutos da Agamenon Magalhães terão decisão em março

06.02.2013
Do blog MOBILIDADE URBANA, 05.02.13
Por Tânia Passos



Em março, o prefeito do Recife, Geraldo Julio, vai bater o martelo sobre o destino da Avenida Agamenon Magalhães. Ele decidirá se a via receberá os quatro viadutos previstos no projeto do governo do estado para implantação do trecho do Corredor Norte/Sul. A decisão vai coincidir com o resultado dos três estudos solicitados à Secretaria das Cidades pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), de impacto sobre a vizinhança, de meio ambiente e de circulção.
Junto com essas análises, o prefeito também terá em mãos os projetos executivos dos quatro viadutos e os novos cálculos sobre o solo mole da Agamenon, que tiveram que ser refeitos. “Em março conheceremos a solução de mobilidade para a Agamenon, que pode ser ou não com os viadutos”, reforçou Geraldo Julio.
Enquanto o prefeito recebia a incumbência de decidir sobre os viadutos, a Secretaria das Cidades manteve o cronomograma dos trabalhos. Segundo o secretário Danilo Cabral, os dois primeiros estudos de impacto de vizinhaça e de meio ambiente foram concluídos. “Não apontaram nenhum fator de impedimento para a construção dos viadutos na Agamenon Magalhães. Estamos aguardando a última análise de circulação, que está sendo feita junto com o projeto executivo”, revelou o secretário.
O atraso na definição sobre o destino dos viadutos da Agamenon exigiu uma mudança na lógica dos trabalhos. Por conta dos viadutos, a perimetral não foi incluída nos recursos do PAC Copa, então, tecnicamente, o ramal da Agamenon não terá que ficar pronto até 2014. O secretário, porém, crê na possibilidade de que os trabalhos sejam acelerados após a decisão do prefeito.
A única certeza, por enquanto, é o ramal da Avenida Cruz Cabugá até o Terminal Integrado da Estação Central do metrô, que será concluído em dezembro deste ano. O corredor Norte/Sul, que liga o município de Igarassu ao Recife, com 33 km, e que numa segunda etapa irá até Jaboatão, com mais 45 km, terá 10 km liberados nesta semana para o tráfego entre Abreu e Lima e Igarassu.
“Só com esse trecho a gente já espera mais agilidade no corredor, mesmo com os ônibus convencionais”, afirmou o secretário. Até o meio do ano, mais uma etapa será liberada nas imediações dos Bultrins. “Também abrimos um trecho do viaduto dos Bultrins para melhorar o tráfego no sentido Recife/Paulista”, afirmou Danilo Cabral.
O Corredor Norte/Sul não terá apenas ônibus no modelo do Transporte Rápido por Ônibus (TRO), também conhecido na sigla inglesa como BRT. Segundo a Secretaria das Cidades algumas linhas convencionais vão usar o corredor e por conta disso, certas paradas convencionais serão mantidas. Só não se sabe se esses ônibus comuns vão atrasar o percurso do BRT.
Corredor Leste/Oeste só em março de 2014
As obras do corredor Leste/Oeste seguem em ritmo acelerado, com conclusão prevista para março de 2014. O Viaduto do Bom Pastor ficará pronto em novembro deste ano e a abertura do túnel nas imediações do Museu da Abolição terá as escavações iniciadas em março. O corredor será bastante beneficiado com os dois terminais de integração a serem construídos na Caxangá para atender a 3ª e a 4ª perimetrais.
A ordem de serviço foi assinada ontem pelo governador Eduardo Campos. “São obras importantes porque priorizam o transporte público. Os terminais serão preparados para receber ônibus mais modernos, que farão um deslocamento mais rápido”, afirmou o governador. O TI da 4ª perimetral tem previsão de receber 53 mil passageiros e vai operar com 11 linhas. Vai atender a Cidade Universitária, Brasilit, Jardim Primavera, Tabatinga, UT-7, Loteamento Cosme e Damião e Timbi. O custo é de R$ 53 milhões.
Já o TI da 3ª perimetral será construído na esquina da Avenida Caxangá com a General San Martin. Atenderá cerca de 40 mil usuários por dia, com 11 linhas, beneficiando San Martin, Av. do Forte, Sítio das Palmeiras, Roda de Fogo, Torrões, Monsenhor Fabrício, Engenho do Meio, Barbalho e Torre.
Mudanças
O projeto do corredor sofreu alterações. O viaduto longitudinal previsto nas imediações do Hospital Getúlio Vargas será substituído por um transversal. Segundo o secretário das Cidades, Danilo Cabral, a ideia é fazer uma passagem de continuidade à 3ª perimetral. Com a mudança, o novo viaduto não foi incluído no Pac Copa e o elevado receberá recursos do Pac Mob captados pelo município. “Foi um pedido dos técnicos da prefeitura e nós tivemos que atender”, revelou o secretário. Outra mudança, que não vai alterar o cronograma, será a construção de um viaduto na entrada de Aldeia. “Vai facilitar a circulação na entrada de Camaragibe”, afirmou

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Fonte:http://blogs.diariodepernambuco.com.br/mobilidadeurbana/2013/02/viadutos-da-agamenon-tem-decisao-em-marco/

Nova Zelândia obtém DNA de menina parecida com Madeleine McCann


06.02.2013
Do portal G1
São Paulo

Amostra dada de forma voluntária será enviada para a polícia britânica. Inglesa Madeleine sumiu em Portugal em 2007, aos 4 anos

A polícia britânica afirmou nesta quarta-feira que existe uma "possibilidade" de que Madeleine McCann, a menina desaparecida em 2007 durante as férias em Portugal, esteja viva e pediu às autoridades deste país a reabertura do caso.   "Acreditamos sinceram (Foto: AP)
A menina desaparecida Madeleine McCann (Foto: AP)
A polícia da Nova Zelândia obteve uma amostra de DNA de uma menina que seria bastante parecida com a inglesa Madeleine McCann, que desapareceu em 2007 em Portugal, aos 4 anos. A amostra será enviada para a Scotland Yard, segundo o jornal “The Southland Times”.
A semelhança entre a menina e Madeleine veio à tona no Ano Novo, quando ela foi vista com um homem em Queenstown. Houve uma denúncia à polícia sobre a possibilidade de ela ser Madeleine.

No dia 4 de janeiro, a polícia de Queenstown emitiu um comunicado afirmando que está “absolutamente satisfeita” de que a menina não era Madeleine.A denúncia levou a uma investigação de cinco dias, na qual a polícia identificou a menina.

Esta não foi a primeira vez que crianças foram erroneamente confundidas com Madeleine.Entretanto, a pedido da Scotland Yard, foi requisitada uma amostra de DNA, dada voluntariamente pela família da criança.

A menina inglesa desapareceu enquanto dormia com seus irmãos, gêmeos de 2 anos em um quarto de hotel de um complexo turístico da Praia da Luz, no Algarve, em Portugal, em maio de 2007. No momento de seu sumiço, seus pais, os médicos Kate e Gerry McCann, haviam saído para jantar num restaurante próximo do local.

Os pais, que chegaram a ser suspeitos, disseram que não perderam a esperança de encontrar Madeleine viva.
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Fonte:http://migre.me/d90XD

LUIS NASSIF: Sobre o xadrez da política - Notas 2

05.02.2013
Do portal LUIS NASSIF ONLINE, 01.02.13
Por  
Vamos a uma atualização do nosso cenário político.
Leiam também: Um estudo clássico sobre 1964, sobre um trabalho histórico de Wanderley Guilherme dos Santos, de 1962, que provavelmente está por trás da estratégia política legalista da Presidente da República. Clique aqui para acessar a íntegra do trabalho.
Vamos a segunda Nota de atualização do xadrez da política, à luz dos últimos episódios analisando o papel de dois personagens centrais (Procuradoria Geral da República e STF) e um periférico (OAB nacional), na tentativa de exacerbação do quadro político a partir do julgamento do “mensalão”.
Judiciário e MP são poderes estáveis, com quadros de carreira. O STF comporta indicações de fora da magistratura mas, de qualquer forma, de operadores do direito.
Estruturas burocráticas obedecem a normas hierárquicas claras. Embora tenham prerrogativas, as chefias – ou quem fala em nome da instituição – necessitam exibir qualidades intrínsecas essenciais para não perder legitimidade:
Condição 1: Em todos os momentos têm que ficar claro que seus gestos e atitudes refletem o pensamento majoritário do poder representado. Eles têm mandato para representar a instituição, não para se sobrepor imperialmente a ela.
Condição 2: Não pode haver decisão discricionária nem concentração de poder na chefia. Justamente por isso, o que garante a seriedade e a estabilidade das organizações é o poder colegiado. Embora não eleitos (apenas o Procurador Geral da República é votado em lista tríplice) devem satisfações às suas respectivas organizações.
Condição 3: Que não se curvem a nenhuma espécie de interferência política: nem do Executivo nem da oposição.
Condição 4: Sejam guardiãs da estabilidade política e institucional, respeitando os demais poderes e, principalmente, não contribuindo para a exacerbação do quadro político. Não se trata de ser leniente com crimes políticos, mas de não entrar no debate público como se fosse uma instância partidária.
Condição 5 – Quando se têm um Executivo legalista, é necessário que haja um clima de caos e de descontrole econômico para legitimar intervenções políticas. 
A partir dessas definições prévias, vamos a uma atualização dos cenários anteriores, analisando os desdobramentos das catarses do final do ano passado.

Cenário jurídico

O julgamento do “mensalão”, o enorme alarido produzido pela mídia, promoveu uma coalizão entre três personagens importantes do Judiciário: o STF (Supremo Tribunal Federal), através do grupo dos cinco (Barbosa, Gilmar, Celso Mello, Marco Aurélio, Luiz Fux, mais o aposentado Ayres Britto), o Procurador Geral da República e a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) nacional.
Não se limitaram ao julgamento e à condenação dos acusados. Tivessem se limitado a isso, o STF sairia engrandecido.
Joaquim Barbosa afrontou diretamente a Presidente, incluindo no seu voto frases dela fora do contexto; Celso de Mello comparou um partido político ao PCC; Gilmar Mendes provocou uma crise política calculada, no episódio do encontro com Lula; Marco Aurélio enalteceu o golpe contra a própria Constituição em 1964; Fux completou com o discurso na posse de Barbosa (combinada com ele) reivindicando para o Judiciário o papel de poder entre os poderes.
Valeram-se da visibilidade obtida, do pacto com a mídia, da falta de figuras de expressão no Parlamento e nos partidos políticos, para tentar açambarcar poder político.
Assista o trecho do discurso em que Luiz Fux, em nome de Joaquim Barbosa, reivindica para o Supremo o papel de instituição sobre as demais instituições: 
De lá para cá ocorreram os seguintes episódios:

Supremo Tribunal Federal

O papel de guardiões da moralidade enfrentando o oceano da corrupção, ou de um poder constitucional se sobrepondo aos demais, exige atitude pública impecável da parte dos novos campeões.
No entanto, a superexposição das novas celebridades revelou aspectos demasiadamente humanos para quem se pretendia semideus.
Luiz Fux –sua confissão sobre os métodos utilizados para conquistar a indicação para o STF constituiu-se em um dos episódios mais vexaminosos da história do judiciário brasileiro. Mostrou que não são apenas as eleições que produzem conchavos e personagens pequenos. Sua “esperteza” – não apenas ludibriando seus interlocutores com promessas falsas, mas vangloriando-se em entrevista à Mônica Bérgamo – marcaram indelevelmente o grupo. Para o povão, este STF é Joaquim Barbosa; para a opinião pública especializada, Luiz Fux.
Ayres Britto – a maneira como barganhou o abafamento das denúncias contra o genro, a forma servil com que se entregou aos holofotes da mídia e a má qualidade de seus versos comprovaram que um Ministro do STF pode ser bem mais humano do que um deputado sem formação acadêmica. No STF acabou com o direito de resposta. No CNJ, cometeu o absurdo de colocar entidades privadas, representantes da mídia, em uma comissão com poderes judiciais. 
Gilmar Mendes – na CPI do Grampo, protagonizou dois episódios de falsa denúncia: o relatório que saiu do seu gabinete para a Veja, denunciando um grampo no Supremo; e o grampo sem áudio, de sua fala com Demóstenes Torres. No episódio do “mensalão”, outra parceria com a revista, ao escandalizar o episódio do encontro com Lula e, depois, se contradizer. Não se coloca em dúvida seu conhecimento jurídico. Mas pretender que seja um varão de Plutarco vai uma distância que nem a teoria do domínio do fato ousaria transpor. Ficou nítido que usa a visibilidade do Supremo para articulações políticas e midiáticas esdrúxulas.
Por tudo isso, os cinco do Supremo não despertam unanimidade nem entre magistrados.

Procuradoria Geral da República

Coloquei intencionalmente o título de Procuradoria Geral da República para diferenciar bem a organização de seu chefe ocasional. A organização fica; as chefias passam.
Apesar de toda blindagem da mídia, alguns episódios expuseram o jogo político de Roberto Gurgel e colocaram em xeque uma das maiores conquistas do Ministério Público Federal: a possibilidade da lista tríplice e a escolha do mais votado como Procurador Geral.
O primeiro episódio foi o fato insólito de Gurgel e sua esposa controlarem todos os processos envolvendo autoridades com foro privilegiado. Trata-se de situação impensável em qualquer democracia madura. Não houve um órgão interno, nem Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), capaz de coibir essa distorção.
Sem freios e contrapesos, Gurgel segurou o inquérito de Demóstenes Torres – seu adversário no MPF – e de Renan Calheiros, em troca do apoio de ambos à sua recondução. Só desengavetou depois de denunciada sua atuação.
A extrema radicalização do clima político, durante o julgamento do “mensalão”, levou o próprio MPF a aceitar, sem contestar, as explicações de Gurgel para o engavetamento da denúncia contra Demóstenes. Até hoje não se sabe quantos e quais processos ainda estão na gaveta, aguardando a vontade imperial do Procurador Geral.
Sem a blindagem da guerra política, o quadro muda. Tem-se, hoje em dia, uma corporação exemplar, guardiã incansável da cidadania, dotada de alguns dos quadros jurídicos mais preparados da República, mas indefesa em sua governança interna. E a organização terá que se debruçar sobre esse tema.
O grupo de Gurgel provavelmente será alijado do poder na próxima indicação do PGR. A corporação MPF terá um grande desafio pela frente, de restabelecer as formas de autocontrole para preservar a autonomia duramente conquistada depois da fase do chamado “engavetador” geral da república.
Na semana passada, anunciou-se a intenção de fortalecer o colegiado do MPF e do CNJ. Fortalece-se em relação ao outro poder: a chefia. É uma maneira branda de dizer que as chefias terão seu poder discricionário reduzido.
OAB
No auge do “mensalão”, quando se tentou aproveitar o clima de catarse criado para radicalizar a luta política, a OAB nacional esteve na linha de frente. A maioria dos membros da diretoria pronunciou-se politicamente . Quando Gilmar Mendes criou o clima de crise política, do encontro de Lula, Ophir Cavalcante, presidente da OAB, pediu explicações públicas ao ex-presidente.
Ontem, foi eleito o novo presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Marcus Vinicius Furtado Coêlho, por 64 votos a 16. Espera-se que tenha a grandeza de manter a neutralidade da Ordem, não entrando em conspiratas nem aderindo ao governo ou a partidos políticos. E enterrando definitivamente décadas de postura medíocre do órgão.
A partir da nova OAB, será colocada em marcha uma estratégia destinada a aumentar a eficácia institucional do Supremo e, ao mesmo tempo, diluir o poder ameaçador representado pelo pacto do grupo dos cinco: a proposta de aumento do colegiado de 11 para 21 ministros.
Há razões objetivas para tanto. O acúmulo de processos no STF exige mais Ministros para dar conta do trabalho. No plano político, haverá a necessária diluição do poder individual de cada Ministro, em benefício da instituição como um todo.
Sem grandes surpresas na frente econômica e política, encerra-se essa fase de deslumbramento do STF.
Por isso mesmo, não descarte de todo a possibilidade de utilização de um novo megaescândalo.
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Fonte:http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/sobre-o-xadrez-da-politica-notas-2-0

Os responsáveis, no Banco de Brasil, pelo dinheiro do Fundo Visanet

05.02.2013
Do blog MEGACIDADANIA, 16.12.12

O ERRO DO JULGAMENTO É ESCONDER A VERDADE DOS DOCUMENTOS: OS TUCANOS FORAM POUPADOS


POST 5
A multinacional, Visa Internacional, fez uma parceria com 25 bancos brasileiros, criou um fundo com recursos/dinheiro disponível para fazer propaganda dos cartões de crédito com marca Visa.

O Banco do Brasil concordou em utilizar este dinheiro/recursos do Fundo Visanet que eram EXTRAS, - o banco tinha recursos próprios destinados à propaganda de seus produtos.
Para utilizar o dinheiro/recursos do fundo, o Banco do Brasil sujeitava-se às regras definidas por umregulamento/contrato, o qual exigia a indicação de um GESTOR. O gestor era o CANAL entre o Banco do Brasil e a Visanet. O GESTOR era responsável por encaminhar, à Visanet, as propostas de ações/campanhas e os pedidos de pagamento à DNA - a Visanet pagava diretamente às agências de publicidade e fornecedores.
Dentro do Banco do Brasil, a Diretoria de Varejo era a única responsável pela área de cartões de crédito e débito, portanto, responsável pela utilização dos recursos do Fundo Visanet. Cabia a ela definir estratégias de venda, público alvo, quais seguimentos deveriam ser objeto das campanhas publicitárias, etc. Esta diretoria sempre indicou o GESTOR, representante do banco, junto à Visanet.
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Todo início de ano, a CBMP/Visanet aportava um valor no Fundo Visanet e informava aos bancos associados a parte (cota) disponível a cada um deles. A Diretoria de Varejo do Banco do Brasil, ao ser informada do valor disponível, decidia como seria utilizado, se sozinha, ou em conjunto com outra diretoria do banco. Promoções como, sorteio de automóveis, premiações de viagens para clientes “VIP” foram feitas com os recursos do Fundo Visanet, que a Diretoria de Varejo decidiu sozinha. Outras campanhas foram realizadas em conjunto com outras diretorias do banco. Cerca de 80% do valor total disponibilizado, nos anos de 2003 e 2004, pelo fundo, foram utilizados em conjunto pela Diretoria de Varejo - DIREV - e Diretoria de Marketing - DIMAC - do Banco do Brasil.
Os recursos disponibilizados pelo Fundo Visanet eram EXTRA orçamento do BB para comunicação e marketing, portanto, a primeira pergunta que a DIREV fazia à DIMAC era se esta teria condições de operacionalizar, de confeccionar campanhas extras às que já estavam planejadas com recursos próprios do banco. Assim a DIREV encaminhava um ofício, “nota técnica”, documento estritamente interno ao banco, que informava um valor, disponibilizado pelo fundo, que a DIREV havia, previamente, decidido utilizar em conjunto com a DIMAC, e formalizava um “acordo de trabalho” entre as duas diretorias. Os dois diretores, bem como, dois gerentes executivos das respectivas diretorias, DIREV e DIMAC, assinavam este documento com um “de acordo”. Este documento, “nota técnica”, nunca foi enviado à Visanet, não era condição e nem fazia parte da documentação apresentada na Visanet.
DOCUMENTO 1 Nota Técnica nº1141/2003 (Volume 25 fl 5376 a 5388) 6 BB
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*FHC Funcionários do BB indicados na era FHC (além de já estarem nos cargos na era FHC, foram indicados por TUCANOS)
  • Fernando Barbosa de Oliveira......Diretor de Varejo........indicado em (2002)
  • Douglas Macedo............................Gerente Executivo......indicado em (2001)
  • Cláudio de Castro Vasconcelos....Gerente Executivo......indicado em (1999)
Obs.: o GESTOR do Fundo Visanet, Léo Batista dos Santos, Gerente de Cartões da Diretoria de Varejo, indicado pelo Diretor de Varejo (período de 2002 a 2005). **PT Funcionário do BB indicado na era Lula Henrique Pizzolato..........................Diretor de Marketing.....indicado em (2003)
OS FUNCIONÁRIOS DA DIRETORIA DE VAREJO DO BANCO DO BRASILTAMBÉM FAZIAM PARTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DAVISANET!!!! (Apenso 438 parte 1 fl. 18)
  • Fernando Barbosa de Oliveira........Conselheiro.........17/04/2003 a 28/04/2004
  • Douglas Macedo..............................Conselheiro.........30/04/2002 a 08/11/2004
O Conselho de Administração da Visanet tinha a atribuição de averiguarse os recursos do fundo estavam sendo utilizados de acordo com oREGULAMENTO/CONTRATO.
DOCUMENTO 2 Regulamento do Fundo de Incentivo Visanet (Apenso 356 fls 9648 a 9640) 2 VISA
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O dinheiro/recursos do Fundo Visanet eram privados e pertenciam à Visanet. A Visanet pagava diretamente às agências de publicidade e fornecedores. A Visanet, de acordo com o regulamento do fundo, aprovava as campanhas publicitárias, fiscalizava sua execução, pagava e mantinha em seu poder toda a documentação fiscal.
Os funcionários da Diretoria de Varejo do Banco do Brasil também faziam parte do Conselho de Administração da Visanet. O GESTOR, Léo Batista dos Santos, também era funcionário da Diretoria de Varejo. Toda a documentação enviada à Visanet sempre foi assinada por estes funcionários.
O Fundo Visanet foi criado em 2001 e, sempre, os funcionários da Diretoria de Varejo foram responsáveis pelo dinheiro do fundo utilizado pelo Banco do Brasil.
Henrique Pizzolato assumiu o cargo de Diretor de Marketing do Banco do Brasil no dia 17 de fevereiro de 2003.
POR QUE, HENRIQUE PIZZOLATO, FOI PROCESSADO E CONDENADO COMO O RESPONSÁVEL PELO DINHEIRO/RECURSOS DO FUNDO VISANET?
A VERDADE DOS DOCUMENTOS
Todos estes documentos ESTÃO no processo AP 470.
Todos estes documentos afirmam que, o GESTOR, Léo Batista dos Santos, era o responsável (canal) pela utilização do dinheiro/recursos do Fundo Visanet.
Todos estes documentos afirmam que, a Diretoria de Varejo era determinante na utilização do dinheiro/recursos do Fundo Visanet e, NÃO a Diretoria de Marketing.
No processo da AP 470, NÃO EXISTE NENHUM DOCUMENTO ENVIADO OU RECEBIDO PELA VISANET PELO DIRETOR DE MARKETING DO BANCO DO BRASIL, Henrique Pizzolato.
POR QUE JOAQUIM BARBOSA NÃO LEU OS DOCUMENTOS?
POR QUE Joaquim Barbosa e todos os Ministros do STF desconsideram estes documentos? Teria JB “escondido” estes documentos?
POR QUE Joaquim Barbosa e todos os Ministros do STF, diante destes documentos, “não exergam” que os responsáveis, de fato, eram funcionários da Diretoria de Varejo do Banco do Brasil e NÃO da Diretoria de Marketing? Por que “poupar” tucanos? Por que acusar só o petista?
POR QUE Joaquim Barbosa e todos os Ministros do STF, diante destes documentos, MENTEM ao dizer que, o Diretor de Marketing do Banco do Brasil, “desviou” recursos, sobre os quais NÃO DETINHA A POSSE?
O Diretor de Marketing foi acusado, só por ser petista?
Joaquim Barbosa criou o “ar de legalidade”, falseando informações contidas nos documentos para condenar. Joaquim Barbosa não quer a justiça; Joaquim Barbosa só quer condenar.
Joaquim Barbosa, rendendo-se às vaidades pessoais, rendendo-se às “glórias” proporcionadas pela imprensa golpista e desonesta, trai seu dever para com a JUSTIÇA, trai a Constituição Federal, trai o cargo de respeito confiado pela sociedade brasileira.

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Fonte:http://www.megacidadania.com.br/os-responsaveis-no-banco-de-brasil-pelo-dinheiro-do-fundo-visanet/